quinta-feira, 7 de maio de 2026

AIMA: Portugal vai exigir visto a estudantes das escolas portuguesas... O Governo português vai passar a exigir visto consular de residência para estudo aos estudantes inscritos nas escolas portuguesas, uma situação que tem criado vários problemas na entrada e regularização de alunos lusófonos.

© Portal da Queixa    Por  LUSA   07/05/2026 

O diploma foi hoje anunciado no comunicado divulgado após o Conselho de Ministros e altera "o regime de acesso a autorizações de residência para estudo, exigindo-se a emissão de um visto consular prévio para esse efeito". 

Até agora, os alunos concorriam a instituições portuguesas e só depois de a matrícula ser feita em solo nacional é que preenchiam requisitos para pedir autorização de residência em Portugal, apesar de estarem no país sem visto ou com visto de turismo.

Esta situação colocou em risco muitos estudantes lusófonos, nomeadamente no caso da Guiné-Bissau, que entravam com visto de turismo e o comprovativo da candidatura bem sucedida à instituição, mas eram depois retidos na fronteira pelas autoridades.

No caso dos estudantes brasileiros, como o país está isento de visto, os alunos entravam no país sem problemas mas depois de matriculados tinham dificuldades no acesso à autorização de residência, por estarem já em Portugal.

Na segunda-feira, o presidente da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA) admitiu alargar o processo de migração regulada, destinado a empresas, a outras áreas, como a educação, para evitar detenções no aeroporto de estudantes lusófonos.

Num colóquio em Lisboa, Pedro Portugal Gaspar foi confrontado com a detenção regular no aeroporto de guineenses que vêm estudar para Portugal com documentos em falta.

"A Guiné-Bissau tem vários episódios" e é "sempre com a Guiné-Bissau", mas "há a necessidade de maior sincronização com a rede consular", admitiu então o dirigente da AIMA.

Corpo de empresário português encontrado dentro de crocodilo gigante na África do Sul... O desaparecimento do empresário português Gabriel Batista, na África do Sul, terminou de forma trágica, depois de as autoridades confirmarem que o corpo foi encontrado no interior de um crocodilo com mais de 500 quilos. O mistério do desaparecimento foi resolvido graças a um anel encontrado dentro do animal.

Por  sicnoticias.pt 

Gabriel Batista tinha desaparecido há cerca de uma semana, depois de tentar atravessar uma ponte parcialmente submersa devido às fortes chuvas que atingiram a região.

A carrinha em que seguia acabou arrastada pela corrente, desencadeando uma operação de buscas conduzida pelas autoridades sul-africanas.

Durante dias, equipas de resgate procuraram sinais do empresário sem sucesso. Até que um crocodilo de grandes dimensões foi encontrado numa pequena ilha do rio, com a barriga inchada, levantando suspeitas de que se teria alimentado recentemente.

O animal foi sedado, içado por helicóptero e transportado para terra firme para ser examinado por veterinários e investigadores.

Anel é chave do mistério

No interior do crocodilo foram encontrados restos humanos, incluindo membros e parte do torso, além de vários objetos pessoais. Entre eles estava um anel que permitiu às autoridades confirmar tratar-se de Gabriel Batista, embora os testes de ADN ainda estejam em curso.

Segundo a polícia sul-africana, havia também seis pares de sapatos no interior do animal. Segundo investigadores, os objetos permaneceram dentro do crocodilo por uma extenso período de tempo, tendo em conta que esta espécie não consegue digerir materiais como plástico, borracha e outros componentes sintéticos.

Natural da freguesia da Serra de Água, na Madeira, Gabriel Batista residia na África do Sul desde 1975, depois de a família ter deixado Moçambique. De acordo com o Jornal da Madeira, o empresário era conhecido na comunidade portuguesa local e explorava um hotel na região de Komatipoort, próxima da fronteira com Moçambique.

ILÍDIO VIEIRA TÉ: O HOMEM QUE ARRUMOU A CASA EM TEMPO DE TEMPESTADE -- por Óscar Barbosa "Cancan"

Tem-se propalado, em certos círculos políticos, que o fim do período de transição na Guiné-Bissau marcará também o fim político de Ilídio Vieira Té, actual Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças. Trata-se de uma leitura precipitada, injusta e politicamente míope.

Ilídio Vieira Té não chegou à chefia do Governo em circunstâncias normais. Assumiu responsabilidades num dos momentos mais delicados da vida nacional, após os acontecimentos de 26 de Novembro, quando o país enfrentava condenações externas, incerteza institucional, retração dos parceiros e um ambiente de desconfiança generalizada. Muitos teriam hesitado. Outros teriam procurado desculpas. Ilídio Vieira Té aceitou a missão com coragem patriótica.

É verdade que a composição inclusiva do Governo de Transição não foi uma criação pessoal sua. Mas também é verdade que ele respeitou essa realidade, assumiu-a e deu-lhe direcção política e administrativa. Com os pés bem assentes na terra, começou a “arrumar os cantos da casa”, impondo disciplina, contenção, controlo e rigor onde antes havia dispersão, excesso e desorganização.

No plano financeiro, reforçou o controlo da execução orçamental, estimulou a arrecadação das receitas fiscais e manteve diálogo responsável com as instituições de Bretton Woods, nomeadamente o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Não se limitou a gerir a crise: procurou demonstrar que, mesmo em contexto difícil, o Estado podia funcionar com seriedade.

No plano administrativo, impôs restrições à circulação abusiva de viaturas do Estado e promoveu a regularização nacional das viaturas em circulação, com pagamento de seguros, fundo rodoviário, inspeção e demais documentos exigidos pelas autoridades competentes. São medidas que podem parecer simples, mas que representam uma ideia essencial: o Estado deve começar por dar o exemplo.

Perante a crise no Médio Oriente e os riscos de impacto sobre os preços internacionais, criou mecanismos de acompanhamento para prevenir ruturas no abastecimento de combustíveis e gás, evitando que o país ficasse paralisado. Ao mesmo tempo, reduziu drasticamente despesas consideradas não essenciais, sem abandonar sectores prioritários como saúde, educação e fornecimento de água potável.

Estas medidas não foram cosméticas. Foram medidas de sobrevivência nacional.

E os parceiros repararam. Lentamente, mas de forma consistente, a percepção externa começou a mudar. O Banco Mundial, o FMI, a UEMOA, o Banco Africano de Desenvolvimento e outros parceiros passaram a reconhecer sinais de disciplina, responsabilidade e capacidade de gestão. A confiança não se recupera com discursos; recupera-se com actos. E foi isso que Ilídio Vieira Té fez.

Por isso, a pergunta impõe-se: quem foi o principal obreiro desta viragem?

A resposta é clara: Ilídio Vieira Té.

Naturalmente, a Guiné-Bissau entrará numa nova fase política. Poderão surgir novas configurações de poder, novas alianças e novas lideranças institucionais. Mas seria um erro grave imaginar que Ilídio Vieira Té deve simplesmente desaparecer do xadrez político nacional.

Pelo contrário. Ele transformou-se. Passou de bom Ministro das Finanças a figura de primeiro plano da governação guineense. Demonstrou capacidade de decisão, sentido de Estado, disciplina administrativa e coragem política num momento em que o país precisava de alguém que não tremesse perante a tempestade.

Os que hoje desejam apagar o seu papel talvez o façam por medo, inveja ou cálculo político. Mas a verdade é que os factos permanecem. E os factos mostram que Ilídio Vieira Té ajudou a salvar o Estado de uma situação extremamente delicada.

O futuro político da Guiné-Bissau não deve ser construído com ingratidão. Deve ser construído com memória, justiça e reconhecimento. Ilídio Vieira Té pode não agradar a todos, mas conquistou um lugar próprio na história recente do país.

E quem conquista esse lugar pelo trabalho, pela coragem e pelo sentido de responsabilidade, não desaparece por decreto de adversários políticos.

Bxo, 07 de Maio de 2026 

@Lassana Sanhá Camara

Reuniões infames e virais de DONALD TRUMP: 3 que não se esquecem. Segue-se Lula?... O presidente dos EUA, Donald Trump, reúne-se, esta quinta-feira com o chefe de Estado do Brasil, Lula da Silva. Num contexto de tensão continuada, vamos recordar outros encontros que, na Casa Branca, se tornaram virais... mas não pelos melhores motivos.

© Andrew Harnik/Getty Images     noticiasaominuto.com     07/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reúne-se, esta quinta-feira, com o seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, numa altura em que as relações diplomáticas entre Brasília e Washington têm sido particularmente turbulentas - e em que há discussões sobre dossiers difíceis em cima da mesa.

Entre Trump sair em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e Lula condenar os ataques de Washington no Irão e na Venezuela, poderá vir aí um momento diplomático ou, como já houve em momentos anteriores, mais mediático.

É sobre estes últimos que a imprensa brasileira, nomeadamente o g1, falam no dia de hoje, dado que os encontros na Casa Branca podem, de um momento para o outro, 'cair' na viralidade.

Posto isso, recordamos abaixo três momentos marcantes em reuniões com Trump na Casa Branca.

"Genocídio branco" na África do Sul

H quase um ano, um encontro entre Trump e o sue homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, tornou-se viral quando o norte-americano acusou este último de "autorizar" expropriações de agricultores brancos no seu país. "Não, não, não, não, ninguém pode tirar terras", respondeu Ramaphosa.

Note-se que o encontro já aconteceu depois de Trump acusar o país de estar a passar por um alegado "genocídio branco".


Japão e o Pearl Harbor

Já este ano, em março, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, encontrou-se com Trump, e enquanto estava na sua companhia fez uma piada sobre o Pearl Harbor.

Questionado sobre a razão pela qual os Estados Unidos não avisaram os Aliados dos ataques ao Irão, Trump respondeu - deixando Takaichi um pouco desconfortável - com uma menção aos ataques em Pearl Harbor durante a Segunda Guerra Mundial: "Queríamos surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Porque é que não me contaram sobre Pearl Harbor?"

Bate-boca com Zelensky

Também o ano passado a Casa Branca foi palco de uma discussão entre Trump, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e o 'vice' dos EUA, JD Vance.

Trump acusou Zelensky de "ingratidão" perante toda a ajuda que os Estados Unidos já tinham dado a Kyiv e afirmou que o ucraniano "está a brincar com a III Guerra Mundial". JD Vance apontou igualmente o dedo a Zelensky, afirmando que este "desrespeita" os norte-americanos. Leia a conversa aqui.

𝗗𝗘𝗡𝗨́𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗣𝗘𝗥𝗦𝗘𝗚𝗨𝗜𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗔 𝗘 𝗥𝗘𝗦𝗧𝗥𝗜𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗜𝗟𝗘𝗚𝗔𝗟 𝗗𝗔 𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗗𝗔𝗗𝗘 𝗗𝗘 𝗖𝗜𝗥𝗖𝗨𝗟𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗗𝗢 𝗗𝗘𝗣𝗨𝗧𝗔𝗗𝗢 𝗢𝗖𝗧𝗔́𝗩𝗜𝗢 𝗟𝗢𝗣𝗘𝗦

Por PAIGC 2023

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) vem, por este meio, denunciar com profunda indignação e elevada preocupação o novo impedimento ilegal de saída do território nacional imposto ao cidadão Octávio Lopes, Deputado da Nação, Presidente da Comissão dos Assuntos Jurídicos, Constitucionais, Direitos Humanos e da Administração Pública da Assembleia Nacional Popular e Mandatário Nacional do Candidato presidencial Fernando Dias da Costa, ocorrido  hoje no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, quando procedia às formalidades de embarque para Dakar, Senegal, em voo regular da ASKY (KP 54), encontrando-se na posse de todos os documentos legalmente exigidos.

Trata-se da segunda ocorrência registada, sendo que, a 24 de fevereiro de 2026, Octávio Lopes já havia sido arbitrariamente impedido de exercer o seu direito fundamental de livre circulação, sem que existisse qualquer decisão judicial, medida administrativa, procedimento legal restritivo ou ato juridicamente admissível que sustentasse tal impedimento.

Sublinhe-se que não existe qualquer processo judicial contra Octávio Lopes, nem qualquer acusação formal, medida de coação, interdição de saída do território nacional ou decisão emanada de autoridade judicial competente que possa restringir os seus direitos, liberdades e garantias constitucionalmente protegidos.

Mais grave ainda, nem sequer lhe foi informado/comunicado, ainda que verbalmente, sobre o motivo ou razão do impedimento da viagem, tendo os agentes presentes limitado a sua atuação à invocação de cumprimento de uma inadmissível e pretensa “ordem superior”.

Num Estado de Direito, é juridicamente inaceitável que um cidadão e, com maior gravidade, Advogado e Deputado da Nação, seja impedido de exercer direitos fundamentais com base em ordens informais, sem decisão escrita, sem fundamento legal, sem controlo judicial e sem garantia de defesa.

O ato em causa configura uma violação grave e manifesta:

• da Constituição da República; 

• dos princípios estruturantes do Estado de Direito Democrático; 

• das imunidades e prerrogativas parlamentares; 

• e dos compromissos internacionais assumidos pela Guiné-Bissau em matéria de direitos humanos. 

Mais uma vez, este episódio desmonta igualmente as recentes declarações públicas dos responsáveis políticos e governativos que assumiram o poder depois do golpe de 26 de novembro último, que procuram transmitir à opinião pública nacional e internacional a ideia de que inexistem restrições à circulação de cidadãos guineenses ou perseguições contra opositores políticos. Os factos demonstram precisamente o contrário.

A repetição deste tipo de práticas evidencia a consolidação de mecanismos de intimidação política incompatíveis com a democracia, com a separação de poderes e com as garantias fundamentais consagradas na ordem constitucional guineense.

O PAIGC alerta a comunidade nacional e internacional para a existência de um preocupante padrão de perseguição política seletiva contra dirigentes, deputados, advogados e cidadãos identificados com posições críticas relativamente ao atual poder político.

O silêncio institucional perante tais abusos apenas favorece a erosão progressiva das liberdades públicas e da credibilidade do Estado guineense.

O PAIGC reafirma que continuará a denunciar todos os atos arbitrários, a defender os direitos fundamentais dos cidadãos e a lutar, por vias democráticas e legais, pela reposição plena da legalidade constitucional e do Estado de Direito na Guiné-Bissau.

• O exercício de direitos fundamentais não depende de “ordens superiores”. 

• A liberdade de circulação não pode ser suspensa pela arbitrariedade.

• Nenhum poder está acima da Constituição e da lei.

Bissau, 7 de maio de 2026 

O Secretário Nacional

António Patrocínio Barbosa da Silva

Membro da Comissão Permanente e do Bureau Político do PAIGC 

MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, TRABALHO E SEGURANÇA SOCIAL PRORROGA PRAZO DE ENTREGA DO MAPA DE QUADRO DE PESSOAL 2026

O Ministério da Administração Pública, através da Inspecção-Geral informa à todas as entidades empregadoras e empresas que funcionam na Guiné-Bissau que prorrogou para mais quinze dias, a contar do dia 1 deste mês, o prazo de entrega do mapa de quadro de pessoal de 2026.  A prorrogação é até 15 de maio de 2026. 

 De referir, antes da prorrogação, a entrega do mapa de quadro de pessoal iniciou no passado dia 1 de Abril e terminou  no dia 30 de Abril do ano em curso, no âmbito das obrigações legais das empresas relativas à organização das informações sobre os seus trabalhadores.

FMI E GUINÉ-BISSAU CHEGAM A ACORDO PARA NOVA AVALIAÇÃO ECONÓMICA E DESBLOQUEIO DE 1,6 MILHÕES DE DÓLARES

 Rádio Sol Mansi   07 05 2026 

A Guiné-Bissau alcançou um acordo com o corpo técnico do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre um conjunto de políticas económicas e financeiras que poderão permitir a conclusão da décima primeira avaliação do programa apoiado pela Facilidade de Crédito Alargado.

Segundo um comunicado do FMI publicado na sua página web, que a Rádio Sol Mansi tem acesso, com o acordo a Guiné-Bissau terá acesso imediato a cerca de 1,6 milhões de dólares norte-americanos, reforçando o apoio financeiro internacional ao programa económico guineense.

Segundo o FMI, o entendimento alcançado reflete o “bom desempenho do programa” e o compromisso contínuo das autoridades nacionais com políticas macroeconómicas prudentes, disciplina orçamental e reformas estruturais destinadas a garantir estabilidade económica e crescimento inclusivo.

A mesma fonte avança ainda que a missão do FMI esteve em Bissau entre os dias 21 e 29 de abril de 2026, liderada por Niko Hobdari, chefe da missão para a Guiné-Bissau. No final das discussões, ele confirmou que todas as metas estabelecidas para março de 2026 foram cumpridas pelas autoridades nacionais.

De acordo com o FMI, a economia guineense manteve um crescimento forte em 2025, estimado em 5,8%, impulsionado principalmente pela produção agrícola, com destaque para as exportações da castanha-de-caju, principal produto de exportação do país.

O investimento privado também contribuiu para o desempenho positivo da economia nacional.

No entanto, a instituição financeira internacional prevê uma desaceleração do crescimento em 2026 devido a fatores externos considerados preocupantes, como o aumento dos preços internacionais dos combustíveis, associado ao conflito no Médio Oriente, além de possíveis atrasos e limitações na campanha agrícola da castanha-de-caju.

O FMI sublinha que as autoridades guineenses continuam empenhadas em alcançar as metas fiscais previstas para 2026, através do reforço da arrecadação de receitas e do controlo rigoroso das despesas públicas.

Entre as medidas acordadas estão ações para fortalecer a administração tributária, melhorar o controlo das despesas do Estado, reforçar a gestão da dívida pública e preservar a confiança dos investidores.

Segundo o organismo internacional, estas medidas serão fundamentais para manter a estabilidade macroeconómica do país e garantir condições para um crescimento económico sustentável.

Apesar dos resultados positivos, o FMI alerta para riscos significativos que continuam a ameaçar a economia da Guiné-Bissau, nomeadamente condições meteorológicas adversas, possíveis quedas nos preços de exportação, dificuldades de financiamento externo e volatilidade no mercado internacional.

A instituição considera igualmente importante a aposta na diversificação económica, sobretudo nos setores da pesca, mineração e petróleo, como forma de reduzir a dependência da castanha de Caju e aumentar a resiliência económica do país a médio prazo.

A Facilidade de Crédito Alargado é um mecanismo do FMI destinado a apoiar países com dificuldades persistentes na balança de pagamentos, promovendo estabilidade macroeconómica, crescimento sustentável e redução da pobreza.

Internet móvel será bloqueada em Moscovo no dia 9 de maio para desfile... A internet móvel vai ser bloqueada em Moscovo no dia 09 de maio, data em que se realiza um desfile militar para comemorar o 81.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi na II Guerra Mundial.

© Reuters/Shamil Zhumatov   noticiasaominuto.com com LUSA   07/05/2026 

"Para garantir a segurança das comemorações do 'Dia da Vitória', a 09 de maio, o acesso à internet móvel - incluindo 'sites' autorizados - e aos serviços de SMS [mensagens por telemóvel] em Moscovo será temporariamente restringido", avançou o Ministério do Desenvolvimento Digital da Rússia.

Segundo o ministério, os serviços de internet por cabo e por wi-fi continuarão a funcionar normalmente e sem restrições.

"Não há planos para bloquear ou limitar a internet móvel em Moscovo nos dias 07 e 08 de maio", acrescentou, depois de ter admitido anteriormente que podiam ser impostas restrições nesses dias caso surgissem ameaças imediatas à segurança operacional.

Na terça-feira passada, as autoridades russas bloquearam o serviço de internet móvel na capital russa durante várias horas "por motivos de segurança".

Um bloqueio semelhante aconteceu em março, durando quase três semanas e causando descontentamento generalizado entre os cidadãos.

Na segunda-feira, as operadoras de telemóveis alertaram os seus clientes por SMS para a previsão de interrupções na internet entre os dias 05 e 09 de maio em Moscovo.

A MTS, a maior operadora de telecomunicações e rede móvel da Rússia, avisou ainda que as interrupções poderiam estender-se à região que circunda a capital russa.

As autoridades russas afirmaram que as interrupções se deviam a medidas de segurança em resposta à ameaça de um possível ataque da Ucrânia durante o desfile militar, a decorrer na Praça Vermelha, que este ano será caracterizado pela ausência de armamento pesado, o que acontece pela primeira vez desde 2007.

Por sua vez, as operadoras telefónicas recusaram-se a assumir a responsabilidade pelas interrupções de serviço, alegando que é o serviço federal de segurança da Rússia que impõe as restrições, a pedido do Presidente.


Leia Também: Rússia derruba 350 drones dois dias antes do desfile do Dia da Vitória

As defesas antiaéreas da Rússia abateram, nas últimas dez horas, 347 drones ucranianos, o maior ataque dos últimos tempos, a dois dias do desfile militar do 81.º aniversário da vitória soviética sobre a Alemanha nazi.

Senta-se com as pernas cruzadas? Há riscos que talvez desconheça... Pode ter o hábito de cruzar as pernas logo quando se senta. Contudo, nunca pensou muito bem nos riscos de corre. Acaba por ser algo que o vai afetar e muito. Veja o que uma especialista têm a dizer.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com  07/05/2026 

Seja numa esplanada, na cadeira do escritório ou em casa, mal se senta tem o hábito de cruzar as pernas? Poderá achar que é a posição mais confortável, mas a sua saúde está longe de poder dizer o mesmo. Uma osteopata explica tudo.

Anisha Joshi é osteopata e ao jornal Metro revelou o que pode acontecer quando assume esta posição de pernas cruzadas ao sentar-se. Poderá achar que é mais elegante, mas a sua saúde está a sofrer.

Pernas cruzadas: Os riscos que corre

"Sentar-se de pernas cruzadas numa cadeira faz pressão numa zona da anca, enquanto que a outra área acaba por assumir uma posição muito diferente”, começa por dizer. 

“Com o tempo, este desequilíbrio pode fazer com que os músculos desta zona fiquem mais reduzidos. Esta distribuição desigual da carga na região lombar e desconforto faz com que as pessoas muitas vezes não consigam associar imediatamente à postura que têm ao sentar.”

O fluxo sanguíneo também acaba por sair afetado quando fica sentado habitualmente desta forma. Nesta posição, perna de cima exerce uma pressão extra nas veias da perna que se encontra em baixo.

Qual a melhor posição ao sentar-se

Apesar de muitas vezes achar que está na posição mais confortável, o melhor é adotar outro tipo de postura. Mas afinal, mas é a melhor posição quando fica sentado durante um longo período?

“Um bom ponto de partida é com os dois pés totalmente apoiados no chão, os joelhos aproximadamente na altura dos quadris ou mais abaixo, e a região lombar levemente apoiada”, explica Anisha Joshi.

Ainda assim, é importante existir algum tipo de movimento e que não adote nenhum tipo de postura durante muito tempo. “Mais importante do que encontrar a posição perfeita é mudá-la regularmente. Mesmo que isso signifique mudar o peso do corpo, esticar as pernas ou ficar de pé por alguns minutos a cada 30 ou 40 minutos.”

Faça isto à frente do computador e alivie as dores nas costas

ara quem passa o dia todo sentado à frente do computador, é normal acumular alguma tensão na zona das costas. Se não praticar nenhuma atividade física regularmente, uma solução passa por fazer alguns exercícios básicos mesmo junto à secretária.

A edição espanhola da revista GQ falou com Juan Ruiz López que deu algumas dicas do que pode fazer no local de trabalho, ou em casa, sem sair da frente do computador. A verdade é que no final terá as costas muito mais aliviadas.

Pode fazer apenas um ou uma série que os junte a todos. Veja como treinar sem sair da secretária.

Omoplatas e muito mais

Sentado na secretária, pode mover a zona das omoplatas, mas também inclinar o pescoço de um lado para o outro e girar.

Agachamentos

Um exercício básico fora da cadeira. Só tem de se levantar e baixar. Pode fazê-lo várias vezes ao longo do dia durante uns minutos.

Troque a cadeira por uma bola de pilates

Pode dar a ideia que a coisa não irá correr bem, mas o objetivo é corrigir a postura. Com uma bola destas consegue trabalhar o equilíbrio e aliviar as dores nas costas. Pode nem usar esta bola durante todo o dia, mas trabalhar com ela durante alguns minutos já ajuda.


Leia Também:  Sofre com gases? 7 motivos que podem estar na origem deste problema

Desconforto e dor abdominal podem ser sintomas de excesso de gases, muitas vezes causados por hábitos como comer demasiado depressa, consumir certos alimentos ou passar por situações de stress. Pequenas mudanças na alimentação e na rotina ajudam a aliviar o problema.

Portugal esgotou hoje recursos que natureza lhe destinava para o ano inteiro... Portugal esgota hoje os recursos naturais que tinha disponíveis para este ano, dois dias mais tarde do que no ano passado, passando a consumir "a crédito", indicam dados da organização internacional "Global Footprint Network".

© Lusa   07/05/2026 

O dia da sobrecarga, explica a organização, indica que de 01 de janeiro a 07 de maio os portugueses consumiram tantos recursos naturais quantos os diversos ecossistemas da Terra conseguem regenerar ao longo de um ano. A partir de agora os portugueses continuam naturalmente a consumir, mas usam mais recursos, em terra ou no mar, do que teoricamente estariam disponíveis, e emitem mais dióxido de carbono do que a natureza pode absorver.

No ano passado o dia em que o país esgotou os recursos foi a 5 de maio, o que quer dizer que melhorou ligeiramente em sustentabilidade.

A estabilização no consumo de recursos do planeta é notada pela associação ambientalista Zero, que, num comunicado no qual comenta a pegada ecológica do país, refere a ligeira melhoria, comparando com o ano anterior.

Mas ainda assim o país começa a exceder os recursos disponíveis para alimentar o estilo de vida dos portugueses decorridos menos de cinco meses do ano. Tal quer dizer que se cada pessoa na Terra vivesse como uma pessoa média portuguesa, a humanidade exigiria cerca de 2,9 planetas para sustentar as suas necessidades de recursos.

O resultado coloca Portugal na média da União Europeia (UE), que este ano teve o dia de sobrecarga em 03 de maio, uma ligeira melhoria também em relação ao ano passado.

Na UE há países que esgotaram há muito os recursos que tinham para o ano todo. Nas contas da "Global Footprint Network" o consumo do Luxemburgo esgotou os recursos logo no dia 17 de fevereiro.

A nível mundial o pior classificado é o Qatar, que esgotou a sua parte a 04 de fevereiro. Do outro lado da tabela estão as Honduras, que só têm o dia de sobrecarga a 27 de novembro.

A pegada ecológica avalia as necessidades humanas de recursos renováveis e serviços essenciais e compara-as com a capacidade da Terra para fornecer tais recursos e serviços (biocapacidade).

A 05 de junho, Dia Mundial do Ambiente, a "Global Footprint Network" anuncia o "Earth Overshoot Day" de 2026, o momento em que a necessidade de recursos e serviços ambientais por parte da Humanidade excede a capacidade da Terra para regenerar esses mesmos recursos.

Em 2025 a humanidade esgotou os recursos desse ano no dia 24 de julho, uma semana mais cedo do que em 2024, 01 de agosto.

COREIA DO NORTE: Pyongyang? Nenhuma pressão fará com que deixe de ter armas nucleares... O embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas afirmou que o país não está sujeito ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e nenhuma pressão externa irá alterar o estatuto de Estado detentor de armas nucleares.

© Lusa   07/05/2026

Pyongyang retirou-se do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2003, e desde então realizou seis testes nucleares, violando múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estima-se que tenha na sua posse dezenas de ogivas nucleares.

"Durante a 11.ª Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, atualmente em curso na ONU, os Estados Unidos e alguns países que os seguem questionam, sem qualquer fundamento, o estatuto atual e (...) os direitos soberanos" da Coreia do Norte, declarou o embaixador de Pyongyang na ONU, Kim Song, num comunicado divulgado pela KCNA.

"O estatuto da República Popular Democrática da Coreia como Estado dotado de armas nucleares não mudará em função de declarações retóricas externas ou de desejos unilaterais", acrescentou o diplomata, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana.

Kim acrescentou que o estatuto nuclear do país foi "consagrado na Constituição, que define claramente os princípios de utilização da arma nuclear".

Pyongyang tem afirmado incessantemente a recusa em renunciar ao arsenal nuclear, qualificando esta trajetória de irreversível e prometendo reforçar as suas capacidades.

O país reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.

Os nove Estados detentores de armas nucleares - Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte - possuíam 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025, segundo o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (Sipri).

A quase totalidade destas ogivas nucleares pertence à Rússia e aos Estados Unidos, que, por si só, detêm 90% das armas nucleares mundiais, segundo o Sipri.


Leia Também: Trump insiste que "quer Papa goste ou não" Irão não pode ter arma nuclear

O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje a acusar o papa Leão XIV de querer que o Irão tenha arma nuclear e insistiu que tal não pode acontecer, na véspera da visita do seu secretário de Estado ao Vaticano.

quarta-feira, 6 de maio de 2026

Guiné-Bissau aposta no futuro digital dos jovens: Governo e Telecel criam Comité de Cooperação para formar 4 mil jovens na área digital

Com  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 6 de maio, o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital acolheu a cerimónia de assinatura do Despacho Conjunto que cria o Comité de Coordenação e Acompanhamento da Plataforma STARTOCODE.

Este é mais um passo decisivo após a assinatura do Memorando de Entendimento com o Grupo Telecel, que prevê a formação de 4.000 jovens guineenses em áreas como programação, ciência de dados e computação na nuvem.

💬 “Estamos a criar a estrutura que vai pôr este compromisso em prática.”

O Comité reúne cinco ministérios e parceiros estratégicos, com a missão de garantir a implementação eficaz do programa.

  • ✔️ Formação anual de 1.000 jovens
  • ✔️ Mínimo de 40% de participação feminina e pessoas com deficiência
  • ✔️ Promoção da inclusão e da transformação digital

💬 “A transformação digital da Guiné-Bissau será inclusiva ou não será.”

Com esta iniciativa, o Governo reforça o seu compromisso com a juventude, a inovação e o desenvolvimento do país.

#STARTOCODE #TransformaçãoDigital #Juventude #GuinéBissau #Inovação 

O jornalista Paulo Nanque foi a enterrar ontem, na sua terra natal em Prábis, região de Biombo, com forte presença de familiares, colegas e autoridades. A Diretora da TGB agradeceu o apoio do ex-Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, destacando o gesto de solidariedade à classe jornalística. Paulo Nanque faleceu no domingo, 3 de maio.

CINCO DÉCADAS DEPOIS: PORTUGAL RECONHECE DIREITOS DOS EX-COMANDOS AFRICANOS

Por: Aguinaldo Ampa   JORNAL ODEMOCRATA  06/05/2026  

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes Portugueses da Guiné-Bissau, Amadu Djau, reagiu com satisfação, na terça-feira, 5 de maio de 2026, ao anúncio do Estado português sobre a aprovação da lei que prevê a atribuição da nacionalidade, pensão de sangue, invalidez e reforma aos antigos combatentes guineenses que lutaram ao lado de Portugal durante a luta de libertação nacional.

Em entrevista telefónica à Rádio Popular, a partir de Portugal, para comentar a proposta de alteração da Lei da Nacionalidade, promulgada no domingo, 3 de maio, pelo chefe de Estado português, António José Seguro, Amadu Djau afirmou que Portugal vai atribuir a nacionalidade originária a todos os antigos combatentes portugueses que serviram o país naquele período.

Segundo avançou, o diploma abrange igualmente os antigos combatentes oriundos de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“Este é o resultado dos contactos que mantivemos com o deputado do Chega, Manuel Berlinguer, que levou as nossas preocupações junto das autoridades portuguesas. Informámos ao deputado que os antigos combatentes guineenses que lutaram a favor de Portugal merecem um tratamento digno. Hoje, podemos agradecer a aprovação e promulgação da atribuição da nacionalidade aos antigos combatentes portugueses na Guiné-Bissau, que vinham a sofrer há vários anos”, sublinhou.

O responsável informou ainda que ficou determinado que todos os antigos combatentes que prestaram serviço militar a Portugal podem requerer não apenas a nacionalidade, mas também pensão de sangue, invalidez e reforma, conforme previsto no Estatuto n.º 46/2020, que define os direitos dos antigos combatentes portugueses, nomeadamente os que foram atingidos por bala ou que prestaram serviço militar efetivo.

Amadu Djau acrescentou que, no dia 7 de maio, teria um encontro de parceria com a Associação dos Antigos Combatentes Portugueses, na cidade do Porto. Esta entidade passará a gerir os processos provenientes da Guiné-Bissau, incluindo a tramitação no Registo Central, bem como os processos relacionados com o pagamento de pensão de sangue, invalidez e reforma junto do Ministério da Defesa português.

“Foram 50 anos de sacrifício e de muita luta para que nos fossem devolvidos a nacionalidade portuguesa e o direito às pensões. Ainda assim, nunca desistimos. Quando o novo Presidente da República de Portugal tomou posse, enviámos uma carta à Presidência. Tivemos eco da situação de abandono vivida pelos antigos combatentes portugueses e, hoje, conseguimos concretizar um sonho de muitos anos”, realçou.

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes Portugueses da Guiné-Bissau acrescentou que a nacionalidade a ser atribuída será de carácter originário e extensiva aos filhos e netos dos antigos combatentes.

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Japão e PNUD apoiam processo eleitoral de São Tomé com 851 mil euros... O Governo do Japão e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram hoje um acordo de financiamento de um milhão de dólares (851 mil euros) para reforçar o processo eleitoral no arquipélago com maior inclusão e transparência.

© Lusa   noticiasaominuto.com  06/05/2026 

Segundo o embaixador do Japão, Ando Yoshio, o projeto "visa contribuir para eleições inclusivas, transparentes e pacíficas", assegurando que cada cidadão participe na vida democrática "com confiança, dignidade e liberdade".

"É com este espírito que o projeto dedicará uma atenção especial à inclusão, nomeadamente das mulheres, dos jovens e das pessoas com deficiência, bem como ao reforço da confiança no processo eleitoral", declarou Ando Yoshio.

Segundo o diplomata japonês, adicionalmente o Japão "decidiu conceder um apoio complementar através do Fundo de Contrapartida, no valor de 34 milhões de dobras (28.933 euros)" para sustentar os esforços nacionais ligados "à atualização do recenseamento eleitoral e à organização das eleições previstas para este ano".

O representante do PNUD, Luc Gnonlonfoun, sublinhou que o acordo "reflete uma parceria forte e estratégica entre o Japão e o PNUD, baseada em valores partilhados como a promoção da democracia, da boa governação, da transparência e da participação cidadã".

"Constitui uma contribuição concreta para o reforço das instituições democráticas e para a consolidação da confiança do público nos processos eleitorais", declarou o representante do PNUD em São Tomé e Príncipe, reforçando que a "iniciativa está plenamente alinhada com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável".

O PNUD reafirmou o seu compromisso de implementar o projeto "com rigor técnico e transparência", em estreita coordenação com o Governo de São Tomé e Príncipe, o Governo do Japão e todos os parceiros envolvidos, de forma a garantir resultados concretos e duradouros".

O presidente da Assembleia Nacional, Abnildo D'Oliveira, saudou a parceria entre as duas instituições a assegurou que a classe política tudo fará para que as eleições deste ano decorram num clima pacífico como nos anos anteriores.

"Não é a primeira vez que vamos realizar eleições. Acredito que, à nossa boa maneira santomense, pese embora o digladiar das diferentes forças políticas, o clima de paz vai reinar entre a classe política e teremos eleições pacíficas", disse Abnildo D'Oliveira.

São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais em 19 de julho e legislativas, autárquicas e regional em 27 de setembro.

Pela primeira vez o país vai implementar o recenseamento eleitoral automático na base dos dados do registo civil, no âmbito do Projeto de Reforma do Sistema Eleitoral (Prese) financiado pela União Europeia.


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Uma missão de 100 observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai acompanhar as eleições legislativas de 17 de maio em Cabo Verde, para monitorizar todas as fases do processo.

Irão pronto para retomar campanha militar "ampla e poderosa"... O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, tenente-general Eyal Zamir, afirmou hoje que Israel está preparado para retomar uma campanha militar "ampla e poderosa" contra o Irão.

© Getty Images/Mohammed HUWAIS / AFP   Por  LUSA   06/05/2026 

"Temos uma oportunidade histórica de mudar a realidade regional nesta operação em múltiplas frentes", assegurou Zamir durante uma visita a tropas israelitas destacadas perto de Jiam, no sul do Líbano, território ocupado pelo exército israelita desde março.

Israel continua a coordenar-se com os Estados Unidos e mantém "uma série adicional de alvos" preparados para serem atingidos em território iraniano, acrescentou.

"No Irão, temos uma série adicional de alvos prontos a serem atacados. Estamos em alerta máximo para retomar uma campanha ampla e poderosa que nos vai permitir consolidar os nossos ganhos e enfraquecer ainda mais o regime iraniano", disse Zamir.

As declarações surgiram no mesmo dia em que o exército israelita emitiu novas ordens de evacuação para 12 localidades do sul do Líbano, a norte do rio Litani, expandindo a área abrangida pelas operações militares israelitas.

Apesar do cessar-fogo acordado entre Israel e o Líbano, em vigor desde 16 de abril sem a participação do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, Israel continuou a realizar ataques diários em território libanês e a demolir edifícios nas zonas sob ocupação militar.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão em 02 de março, ao disparar foguetes contra alvos israelitas para vingar a morte do ex-líder iraniano Ali Khamenei.

Jiam, onde Zamir discursou perante militares israelitas, situa-se a norte do rio Litani, fora da faixa fronteiriça onde anteriormente se concentravam as operações terrestres israelitas.

Fontes diplomáticas regionais disseram esperar que a atual trégua seja prolongada pelo menos até meados deste mês, embora ainda não tenham começado negociações formais para um acordo duradouro.

O Governo libanês tem recusado acolher qualquer encontro entre dirigentes dos dois países enquanto persistirem a ocupação de território libanês por forças israelitas e os bombardeamentos contínuos no sul do país.

As declarações de Zamir refletem a manutenção de um clima de elevada tensão regional, após meses de confrontos envolvendo Israel, Hezbollah e forças apoiadas pelo Irão em vários pontos do Médio Oriente.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançcaram uma ofensiva contra o Irão, que retaliou com ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas em países vizinhos. Teerão bloqueou também o estreito de Ormuz, via marítima estratégica, abalando a economia global.


Trump ameaça intensificar bombardeamentos se Teerão não chegar a acordo... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje bombardear o Irão com "uma intensidade muito maior do que antes" caso os líderes iranianos não cheguem a um acordo com os Estados Unidos.

© Lusa    06/05/2026 

"Se o Irão aceitar ceder o que foi proposto, o que talvez seja uma suposição significativa, a já lendária operação 'Fúria Épica' será encerrada", escreveu Trump nas redes sociais.

"Se não houver acordo [para reabertura do estreito de Ormuz], o bombardeamento começará e, infelizmente, será a uma escala e com uma intensidade muito maiores do que antes", acrescentou.

Segundo Trump, a guerra com o Irão poderá terminar em breve e os envios de petróleo e gás natural poderão ser retomados se o Irão aceitar um alegado acordo que não explicou.

Donald Trump tem dito repetidamente que tem todo o tempo do mundo em relação ao Irão e também indicou recentemente ao Congresso que a operação ofensiva 'Fúria Épica' lançada a 28 de fevereiro, tinha terminado.

O Presidente norte-americano e a sua administração procuram uma saída para este conflito, que é impopular entre o público e está a aumentar os preços da gasolina e dos fertilizantes, entre outros materiais.

De acordo com uma notícia publicada hoje pelo portal de notícias Axios, "dois responsáveis norte-americanos e duas outras fontes familiarizadas com o assunto" relataram a existência de "um memorando de entendimento de uma página com o objetivo de pôr fim à guerra e estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais detalhadas".

Segundo o portal, os Estados Unidos estariam à espera de uma resposta de Teerão nas próximas 48 horas.

"O acordo prevê que o Irão se comprometa com uma moratória no enriquecimento nuclear, os Estados Unidos concordem em levantar as suas sanções e libertar milhares de milhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes suspendam as restrições ao trânsito no estreito de Ormuz", avançou o portal de notícias.

Trump anunciou, na terça-feira à noite, o fim da operação 'Projeto Liberdade', que visava permitir a passagem pelo estreito de Ormuz de centenas de navios retidos no Golfo Pérsico.

A decisão abrupta foi justificada com a vontade de incentivar uma solução diplomática.

Desde o início da guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica do Irão - que já provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano - que Teerão bloqueou o estreito de Ormuz, abalando a economia global.

Os Estados Unidos e o Irão já estavam num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, para tentar chegar a um acordo para o conflito, mas as divergências entre os dois países têm impedido uma segunda reunião em Islamabad, cidade que acolheu o primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo, prorrogado indefinidamente por Trump.

ANAPROMED INICIA RECENSEAMENTO E EXPÕE IRREGULARIDADES NO PAGAMENTO DE AUXILIARES

Por: Natcha Mário M’bundé   JORNAL ODEMOCRATA  06/05/2026  

O presidente da Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos (ANAPROMED), Sene Bacai Cassamá, denunciou a existência de cerca de 50 pessoas “desconhecidas” que estariam a receber salários pagos com fundos do Tesouro Público, sem exercerem funções como auxiliares nas escolas públicas da Guiné-Bissau.

A denúncia foi feita esta quarta-feira, 6 de maio de 2026, no âmbito do arranque do processo de recenseamento dos auxiliares de serviços gerais — pessoal de limpeza, jardineiros e guardas — ligados à administração pública. O recenseamento decorre a nível nacional e terá a duração de 14 dias.

Em declarações à imprensa, Cassamá afirmou que a iniciativa visa criar um banco de dados fiável dos trabalhadores da limpeza e serviços gerais, tendo em vista a sua efetivação e regularização salarial.

“Os que realmente trabalham não constam do sistema. Por essa razão, decidimos avançar com o recenseamento dos associados para dispormos de um banco de dados credível, que permita a efetivação dos trabalhadores da limpeza. O recenseamento começou hoje e vai durar 14 dias. No próximo mês, o Governo começará a pagar atempadamente aos trabalhadores da limpeza”, assegurou.

O líder da ANAPROMED denunciou ainda que, nos últimos tempos, tem-se registado a inclusão de um número significativo de pessoas no sistema salarial por iniciativa de diretores de escolas, com salários definidos, mas que não desempenham qualquer função.

“A ANAPROMED identificou mais de 40 nomes de supostos auxiliares de serviços gerais nas escolas públicas que não são trabalhadores da limpeza nem seguranças”, indicou.

Segundo Sene Bacai Cassamá, a percentagem de receitas geridas localmente pelas escolas públicas, anteriormente fixada em 50%, será reduzida para 20%, sendo o remanescente canalizado para o Tesouro Público. A medida visa evitar dívidas acumuladas pelas direções das escolas para com os auxiliares de serviços gerais.

O dirigente explicou ainda que foram criadas equipas de recenseamento em todas as regiões do país, estando cada coordenador regional responsável pela execução do processo. Apenas o Setor Autónomo de Bissau e a região de Biombo ficarão sob a responsabilidade direta da direção nacional da ANAPROMED.

Cassamá sublinhou que um dos principais problemas enfrentados pelos auxiliares de serviços gerais é o atraso no pagamento dos salários.

“O recenseamento vai beneficiar os trabalhadores da limpeza, pode resultar em aumento salarial, redução do tempo de espera e diminuição dos atrasos salariais. As constantes mudanças de diretores nas escolas públicas estão muitas vezes ligadas ao não pagamento desses trabalhadores”, revelou.

Por sua vez, Bubacar Manó, representante da ministra da Administração Pública no evento, afirmou que não é possível fixar um salário mínimo enquanto existirem pessoas que recebem sem trabalhar, lembrando que cerca de 80% das receitas do Estado são destinadas ao pagamento de salários.

Manó apelou à forte participação dos auxiliares de serviços gerais no recenseamento, considerando-o uma oportunidade para melhorar as suas condições de vida.

“Não se esqueçam de tratar do vosso Número de Identificação Fiscal (NIF), pois não é possível recorrer a empréstimos sem NIF. Devem também exigir às vossas entidades empregadoras a inscrição na Segurança Social, para salvaguardar o direito à reforma”, aconselhou.