segunda-feira, 16 de março de 2026

Os desenvolvimentos no 17.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos de hoje relacionados com a guerra no Médio Oriente, que vai no 17.º dia, com base em destaques da agência de notícias France-Presse (AFP) e da Lusa:

© Kaveh Kazemi/Getty Images    Por  LUSA  16/03/2026 

Portugal não vai enviar militares para o Estreito de Ormuz

 Portugal não vai participar em qualquer missão militar no Médio Oriente, incluindo no Estreito de Ormuz, anunciou hoje em Bruxelas o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel.

"Portugal não está, nem vai estar, envolvido neste conflito", afirmou Rangel à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE).

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que esta posição é partilhada pela maioria dos Estados-membros da UE.

Considerou ainda que "tudo aquilo que se possa fazer para desobstruir o Estreito de Ormuz e permitir a liberdade de navegação é positivo".

Novo balanço no Líbano: 886 mortos

Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram a morte de 886 pessoas, entre as quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

O balanço anterior sobre a guerra em curso desde 02 de março entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, divulgado no domingo, era de 850 mortos.

Além das vítimas mortais, 2.141 pessoas ficaram feridas em duas semanas de conflito, precisou o ministério.

Turquia condena operações terrestres de Israel no Líbano

A Turquia condenou firmemente as operações terrestres do exército israelita no Líbano, alertando para "uma nova catástrofe humana" no Médio Oriente.

O exército de Israel, que tem realizado incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e blindados desde o início do mês, anunciou hoje o início de "operações terrestres limitadas e direcionadas contra bastiões fundamentais" do Hezbollah.

Preços do petróleo recuam com esperança em Ormuz

As cotações do petróleo recuaram após a passagem de um navio não iraniano pelo Estreito de Ormuz, suscitando a esperança de uma melhoria na circulação nesta zona estratégica.

Pelas 14:05 em Londres e Lisboa, o barril de West Texas Intermediate (WTI) caía 5,47%, para os 93,37 dólares, enquanto o Brent perdia 2,77%, fixando-se nos 100,28 dólares.

Um petroleiro paquistanês atravessou o estreito no domingo com o sistema de rastreio ligado, o que sugere uma possível passagem segura negociada com o Irão.

Agência Internacional de Energia (IEA) disponível para libertar mais reservas estratégicas

A AIE está pronta para libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se necessário", afirmou o diretor executivo da organização, Fatih Birol.

Após a decisão de libertar 400 milhões de barris na quarta-feira, Birol disse que os governos e a indústria ainda detêm mais de 1,4 mil milhões de barris de reserva.

Iraque: Pelo menos quatro combatentes mortos em ataque

Pelo menos quatro combatentes de uma coligação de antigos paramilitares, que inclui grupos pró-iranianos, morreram num ataque no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.

Fonte do Hachd al-Chaabi elevou o balanço para seis mortos e imputou o ataque aos Estados Unidos, referindo que o alvo foi um posto de controlo partilhado com o exército e a polícia.

Emirados: Incêndio em edifício após ataque de drone

Um ataque de drone provocou um incêndio num edifício no emirado de Umm Al Quwain, no norte dos Emirados Árabes Unidos, sem causar feridos.

Horas antes, outro ataque de drone tinha causado um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa oriental do país.

Jerusalém: Explosões após alerta de mísseis iranianos

Explosões foram ouvidas sobre Jerusalém, onde as sirenes de alerta soaram após o exército ter detetado o disparo de mísseis a partir do Irão.

Os sistemas de defesa antiaérea foram ativados para proceder à interceção.

Qatar: Explosões em Doha

Explosões foram registadas na capital do Qatar, Doha, com o Ministério da Defesa a afirmar ter intercetado um ataque de míssil.

O porta-voz da diplomacia do Qatar referiu que conversações com o Irão seriam possíveis se Teerão cessasse os ataques.

Irão pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, declarou que o Irão está pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra contra Israel e os Estados Unidos.

"Penso que agora aprenderam a lição e compreenderam com que tipo de nação estão a lidar: uma nação que não hesita em defender-se", afirmou.

Starmer: Sem missão da NATO para o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o plano em que o Reino Unido trabalha para restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz não será "uma missão da NATO".

Starmer reiterou que Londres não se deixará "arrastar para uma guerra mais vasta".


Leia Também: Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de "escalada perigosa"

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Salman, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohammed ben Zayed, acusaram hoje o Irão de protagonizar uma "escalada perigosa" ao alvejar os vizinhos do golfo Pérsico.


O Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, presidiu nesta segunda-feira (16.03) à cerimónia de tomada de posse dos membros da Mutualidade de Saúde dos Profissionais e Colaboradores do Setor da Saúde da Guiné-Bissau (MUTUAL SAÚDE-GB) e dos comités da Campanha Nacional de Distribuição Universal de Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração de Ação (MILDA) 2026.

 


Saúde: Governo entrega ao CECOME últimas remessas de medicamentos adquiridos no quadro da cooperação com França

Bissau, 16 Mar 26 (ANG) – O Governo, em parceria com a França, entregou esta, segunda-feira, o último lote de medicamentos ao Central de Venda e Comercialização de Medicamentos Essenciais (CECOMES).

Os  medicamentos foram entregues pelo Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, na presença do Embaixador da França, país   financiador dessa operação.

Té salientou que a remessa de pouco mais de uma tonelada de medicamentos, completa um conjunto de três lotes que totalizam mais de 10 toneladas de medicamentos essenciais, destinados a reforçar as capacidades do Sistema Nacional de Saúde e melhorar a resposta às necessidades das populações.

“Quero nesta ocasião sublinhar que esta cooperação foi possível graças a magistratura de influência do ex-presidente da República Umaro Sissoco Embaló cujo empenho junto das autoridades francesas permitiu mobilizar este importante apoio para o nosso país”, disse o também ministro das Finanças.

Segundo o governante, este gesto de solidariedade e de cooperação internacional traduz, na prática,  algo  simples, mas profundamente importante: “mais medicamentos disponíveis nos hospitais  e centros de saúde e para os cidadãos que deles necessitam”.

Vieira Té  reafirmou o compromisso do Governo de continuar a trabalhar com todos os parceiros bilaterais e multilaterais no reforço do sistema de saúde, na melhoria do acesso aos cuidados médicos, bem como na garantia de atendimento digno das populações.

“Por isso, agradecemos a França por este apoio concreto e igualmente à todos os profissionais do setor de saúde que labutam todos os dias com dedicação para servir o povo guineense. Quero que estes medicamentos cheguem rapidamente à quem deles precisam e que contribuam para salvar vidas e aliviar o sofrimento de muitas famílias”, desejou.

Ilidio Vieira Té explicou que o processo foi iniciado há  mais de oito  ou nove meses e no quadro do  apoio orçamental que a França dá a Guiné-Bissau cada ano. Disse que chegou-se a um entendimento  de que esse apoio deve abranger a área da saúde e educação .

Garantiu que, para a semana,  carteiras escolares serão distribuídas em todo o território nacional ,com objetivo de dar aos estudantes mais dignidade nos seus estudos.

Ilídio Vieira Té   realçou que o país esta a fazer a sua caminhada normal e reiterou o empenho do Executivo para  uma Guiné-Bissau  cada vez mais desenvolvida. 

ANG/MSC/ÂC//SG

Hezbollah e Israel em guerra há mais de 40 anos no Líbano. Entenda... Israel anunciou hoje o lançamento de operações terrestres contra o Hezbollah pró-iraniano, em paralelo com a vasta campanha aérea que tem em curso contra os bastiões do movimento xiita no Líbano.

© KAWNAT HAJU/AFP via Getty Images     Por  LUSA   16/03/2026 

Israel anunciou hoje o lançamento de operações terrestres contra o Hezbollah pró-iraniano, em paralelo com a vasta campanha aérea que tem em curso contra os bastiões do movimento xiita no Líbano. 

Eis cinco datas fundamentais em mais de 40 anos de conflito entre os dois campos, num trabalho da agência de notícias France-Presse (AFP):

1982: nascimento do Hezbollah

O Hezbollah nasce na sequência da invasão do Líbano por Israel em 1982, que visava neutralizar os grupos palestinianos armados.

Os membros eram, na altura, enquadrados pelos Guardas da Revolução iranianos.

Rapidamente, o braço armado do movimento impôs-se como a ponta de lança da resistência contra a ocupação israelita.

Israel retirou-se da maior parte do Líbano em 1985, com exceção de uma "zona de segurança" no sul do país, ocupada desde 1978.

Em fevereiro de 1992, Israel matou num ataque o secretário-geral do Hezbollah, Abbas al-Musawi, um clérigo xiita libanês que assumira a chefia do movimento em maio de 1991.

O sucessor, Hassan Nasrallah, transformaria o movimento numa força política incontornável antes de ser morto, em 2024, num bombardeamento israelita.

O Hezbollah tem uma ala política, o partido Lealdade à Resistência, que elegeu 15 deputados (mais três do que em 2018) dos 178 que constituem o parlamento do Líbano.

Em 09 de março, os deputados do Hezbollah votaram favoravelmente a prorrogação da legislatura por dois anos, aprovada com 76 votos a favor, 41 contra e quatro abstenções, devido à guerra.

As eleições estavam previstas para maio de 2026.

O Hezbollah, que também possui um braço armado, o Conselho da Jihad, integra o chamado "Eixo da Resistência", uma coligação de grupos radicais liderada e financiada pelo Irão para atuar contra interesses israelitas e norte-americanos na região.

1996: ofensiva "Vinhas da Ira"

Em 11 de abril de 1996, o exército israelita lançou a operação "Vinhas da Ira", uma campanha de ataques em grande escala para quebrar o potencial militar do Hezbollah e cessar o disparo de foguetes sobre o norte de Israel.

Um cessar-fogo foi concluído a 26 de abril.

Em maio de 2000, após 22 anos de ocupação, Israel retirou-se da "zona de segurança" no sul do Líbano e o Hezbollah assumiu o controlo da área.

Guerra de 2006

Em julho de 2006, o Hezbollah desencadeou uma guerra de 33 dias com Israel ao raptar dois soldados israelitas na fronteira.

O conflito causou mais de 1.200 mortos no Líbano, a maioria civis, e 160 em Israel, maioritariamente soldados.

Israel não conseguiu neutralizar o movimento, que saiu do conflito reforçado.

Guerra de 2024

O Hezbollah abriu uma frente contra Israel logo após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023.

Após um ano de trocas de tiros transfronteiriças, Israel lançou em 23 de setembro de 2024 uma intensa campanha de bombardeamentos, seguida de uma ofensiva terrestre.

A guerra, que dizimou a liderança do grupo, causou mais de 4.000 mortos do lado libanês antes de um frágil cessar-fogo a 27 de novembro.

2026: Hezbollah arrasta o Líbano para a guerra

O Hezbollah envolveu o Líbano na guerra regional ao reivindicar, a 02 de março, um ataque contra Israel para vingar o guia supremo iraniano, Ali Khamenei.

O 'ayatollah' que liderava a República Islâmica do Irão desde 1989 e a quem sucedeu o filho, Mojtaba Khamenei, foi morto em 28 de fevereiro, nas primeiras horas da operação israelo-americana contra o Irão.

Israel ripostou aos disparos do Hezbollah com ataques aéreos e anunciou hoje "operações terrestres limitadas e direcionadas" no sul do Líbano.

Até à data, mais de 850 pessoas morreram e mais de 800.000 foram deslocadas no país.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade para com o povo libanês, que disse ter sido arrastado para a guerra sem o desejar.

Guterres apelou às partes beligerantes para que parassem com a guerra e optassem pela diplomacia e as negociações para revolver o conflito.

Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia... O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, pediu hoje garantias de segurança para o Irão como uma das condições para o fim do atual conflito com os Estados Unidos e Israel, algo que Moscovo recusa no caso da Ucrânia.

© PAVEL BEDNYAKOV/POOL/AFP via Getty Images    Por  LUSA  16/03/2026 

"Aqui são necessárias garantias. Compreendo perfeitamente que o Irão necessita desse tipo de garantias", disse Lavrov em conferência de imprensa após se reunir com o homólogo queniano, Musalia Mudavadi, de visita a Moscovo. 

A este respeito, sublinhou que a Rússia está "disposta a desempenhar" neste processo "um papel de mediador, se for necessário", tal como o Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou, mais do que uma vez.

"Considero que dispomos dessas capacidades", afirmou, defendendo a cessação "urgente" das ações militares e manifestando-se a favor de uma "solução política".

O primeiro passo para isso, indicou, deve ser suspender de imediato os ataques que danificam infraestruturas civis e "causam vítimas entre a população civil, tanto dos países árabes do Golfo como da República Islâmica do Irão".

Lavrov recordou que, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão será "completamente destruído", o exército israelita afirma que ainda existem "milhares de alvos" na República Islâmica e que os bombardeamentos prosseguirão "durante três semanas, no mínimo".

"Por isso, é difícil prever as consequências desta crise e em que poderá terminar se agora, de imediato, não pararmos, não recuperarmos a razão e não começarmos a chegar a acordos que desta vez não sejam sabotados", afirmou.

O chefe da diplomacia russa afirmou que os EUA e Israel "já compreenderam agora, seguramente, quão errados estavam" quando pensavam que "em poucas horas" conseguiriam a rendição do Irão, que, acrescentou, "naturalmente se defende".

O Irão "responde à agressão com ataques contra infraestruturas militares que os seus atacantes possuem na região. E, infelizmente, também sofrem os países" do Golfo Pérsico, disse.

Putin manteve, desde o início do conflito, duas conversas telefónicas com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que agradeceu a ajuda.

Trump afirmou na passada sexta-feira acreditar que a Rússia está a ajudar "um pouco" Teerão.

"Sabem, é como... bem, eles fazem-no e nós também. Para ser justo, eles fazem-no e nós também", acrescentou.

Desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, a Rússia terá partilhado dados de localização de alvos militares norte-americanos na região para ajudar Teerão a planear a resposta com mísseis e 'drones', segundo noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos, como o The Washington Post e a CNN.

Sobre o conflito com a Ucrânia, iniciado com a invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, o Kremlin descartou hoje uma eventual perda de interesse por parte de Trump no processo de negociações para pôr fim à guerra em solo ucraniano.

"A julgar pelas suas declarações, o Presidente Trump não perdeu o interesse. Mais ainda, recomenda insistentemente que [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky chegue a um acordo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.

O Kremlin observa que os Estados Unidos estão atualmente ocupados com outras questões. "As prioridades dos negociadores norte-americanos são agora diferentes; têm muito trabalho a fazer noutras áreas, o que é bem conhecido", sublinhou.

Apesar disso, Moscovo, cuja atitude desde o início se tem caracterizado por prolongar os prazos do processo negocial, mostra-se disposta a retomar as conversações.

"A parte russa está aberta a continuar o processo de negociação. Esperamos a próxima ronda de conversações, embora infelizmente ainda não tenham sido acordados o local nem a data, mas acreditamos que será num futuro próximo", acrescentou.

As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia foram interrompidas pelos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão, o que desencadeou uma guerra na região e o encerramento da rota comercial que atravessa o estreito de Ormuz. A última ronda trilateral decorreu na cidade suíça de Genebra, pouco antes do início do conflito no Irão.

Nela participou novamente como chefe da delegação russa Vladimir Medinsky, um dos principais ideólogos do atual ultranacionalismo russo, que considera o território da Ucrânia como parte da Rússia e que se mostra inflexível nas exigências de Moscovo para pôr fim ao conflito armado, que entrou há menos de um mês no seu quinto ano.


Leia Também: Rússia sem "prazos" para acabar guerra: "Temos apenas tarefas"

A Rússia não tem qualquer prazo para pôr fim ao conflito na Ucrânia, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, antes de uma nova reunião em Genebra entre emissários ucranianos e norte-americanos.


Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano... As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior 'líder supremo' do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.

Por LUSA 

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso".

"Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo 'ayatollah', morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.

A atual guerra começou em 28 de fevereiro e já fez, pelo menos 1.230 mortos, segundo a última contagem oficial iraniana, que não é atualizada há 11 dias.

No domingo, os militares israelitas disseram que estão a preparar uma "longa guerra", pois ainda têm milhares de alvos em mira, embora neguem qualquer escassez de intercetores para combater mísseis iranianos.

Entretanto, Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei, foi o escolhido para suceder ao pai no topo da hierarquia da República Islâmica.

Na sequência dos ataques de Israel e Estados Unidos, que já tinham protagonizado ofensiva militar de 12 dias contra o Irão, no verão passado, Teerão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando bases militares e outros interesses norte-americanos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas, como o estreito de Ormuz.


Leia Também: Ataque com drone provocou incêndio em complexo petrolífero nos Emirados

Um ataque com um drone provocou hoje um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.



Leia Também: Um morto em Abu Dhabi após queda de míssil sobre veículo

Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.


Novos dados dizem que Khamenei foi para Moscovo para ser operado... Mojtaba Khamenei, que sucede ao seu pai no cargo, estará gravemente ferido na sequência do ataque que matou o pai e a mulher. Novas alegações dizem que estará em Moscovo, na Rússia, a receber tratamentos médicos.

Por noticiasaominuto.com 

Mojtaba Khamenei, 56 anos, foi nomeado guia supremo da República Islâmica do Irão no domingo, 8 de março. Desde então muitas teorias têm surgido acerca do seu bem-estar, algumas delas ganhando força quando na sexta-feira partilhou o seu primeiro discurso oficial, mas sem dar a cara.

Crê-se que o novo líder supremo do Irão tenha ficado ferido num ataque norte-americano a 28 de fevereiro, o mesmo que matou o seu pai e a sua mulher. Mojtaba terá ficado gravemente ferido. Quão ferido é o que não se sabe.

Se muitos anunciaram inicialmente que estaria morto, depois vieram as alegações de que estaria em coma, outras em que amputara uma perna e mais recentemente que estava desfigurado.

Todas elas, porém, levam a crer que os seus ferimentos são graves, e já este fim de semana surgiram notícias de que este foi transferido de urgência para Moscovo, e sujeito a uma cirurgia num dos palácios pertencentes a Vladimir Putin.

Segundo o jornal Al-Jarida, do Kuwait, o ayatollah foi retirado do Irão num avião militar russo e sujeito a uma cirurgia na capital russa, que foi bem sucedida. Apesar das informações ainda não terem sido confirmadas, o jornal refere que as informações foram obtidas junto de uma "fonte de confiança e próximo do novo líder supremo".

A mesma fonte refere que a gravidade das lesões do homem exigiam cuidados especializados e que  terá sido o próprio presidente russo a sugerir que Mojtaba fosse tratado na Rússia, numa chamada telefónica que aconteceu na quinta-feira. O líder supremo foi transferido nesse mesmo dia.

Morto ou vivo? 

Mojtaba Khamenei foi o escolhido para suceder ao seu pai, Ali Khamenei, como líder supremo do Irão, no passado domingo. No entanto, volvida uma semana depois o seu paradeiro continua a ser uma incógnita: não apareceu em vídeo ou em público e emitiu apenas um discurso.  

Na semana passada, Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, confirmou que Khamenei está "são e salvo", apesar de ter ficado ferido no ataque que vitimou o pai.

Segundo as mesmas fontes, o líder supremo sofreu ferimentos nas pernas, mas mantém-se "em alerta e isolado num local de alta segurança, com comunicação limitada".

No entanto, as circunstâncias exatas e a extensão dos ferimentos de Khamenei ainda não são claras.

Quem é, afinal, Mojtaba Khamenei?

Mojtaba, nascido em Mashhad 10 anos antes da Revolução Islâmica (1979), já era tido como forte candidato ao mais alto cargo de poder do regime xiita conservador de Teerão, apesar de nunca ter desempenhado funções governativas, sendo uma figura descrita como especialista nos jogos de bastidores.

Khamenei combateu na Guerra Irão-Iraque, na década de 1980, integrado no batalhão Habib ibn Mazahir, uma divisão da Guarda Revolucionária da qual muitos membros sairam para funções nos serviços secretos e de informações.

Com a ascensão do pai Khamenei a líder supremo, em 1989, Mojtaba e a família ficaram com acesso a biliões de dólares e outros ativos e fundos que gerem empresas e indústrias estatais do Irão.

Documentos diplomáticos norte-americanos publicados pela organização Wikileaks descrevem o agora eleito 'ayatollah' como "o poder atrás da cortina", alegando-se que o próprio teria colocado o telefone do pai sob escuta e formado uma base autónoma de apoio nos corredores do poder do país.

Khamenei "é amplamente visto dentro do regime como um líder e gestor capaz e enérgico que poderá um dia suceder a, pelo menos, uma parte da liderança nacional" e "o seu pai [Ali Khamenei] também pode vê-lo dessa forma", lia-se num dos telegramas dos EUA, datado de 2008.


Leia Também: Série de explosões no centro de Kyiv

Uma série de explosões foi sentida e abalou hoje o centro da capital ucraniana, Kyiv, relataram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP no local, num ataque diurno pouco comum de drones russos.


MNE da UE discutem hoje eventual reforço de presença naval no Médio Oriente... Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.

Por LUSA 

A reunião começa às 10h15, em Bruxelas, e terá três pontos de agenda: a situação no Médio Oriente, a guerra na Ucrânia e a vizinhança sul da União Europeia.

No que se refere ao Médio Oriente, os chefes da diplomacia dos 27, incluindo de Portugal, vão abordar um eventual reforço da missão naval da UE "Aspides", que visa proteger navios comerciais em regiões como o Mar Vermelho, Golfo de Aden ou Oceano Índico Ocidental, mas que pode também ser mobilizada para o Estreito de Ormuz, paralisado atualmente pela guerra e por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Essa missão está atualmente impedida de recorrer ao uso de força militar para proteger os navios que escolta, uma vez que não tem um mandato executivo, que, para ser atribuído, precisa de ser aprovado por unanimidade pelos Estados-membros.

De acordo com um responsável europeu, os ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) vão discutir hoje se tencionam atribuir esse mandato, "muito desejado" pela indústria de transporte marítimo, porque permitiria que a missão dispusesse de meios para proteger efetivamente os navios.

Os governantes deverão também esclarecer se os seus respetivos Estados-membros estão disponíveis para contribuir com mais meios e capacidades para a missão "Aspides".

A França já disse estar a organizar uma missão "puramente defensiva" para reabrir o Estreito de Ormuz e disponibilizou-se para enviar 10 navios de guerra para a região.

Fora a missão "Aspides", os ministros vão também voltar a "partilhar uma análise da situação" no Médio Oriente, após já terem tido duas reuniões por videoconferência -- a segunda das quais com os homólogos dos países do Golfo -- desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro.

Entre os temas em discussão estará também a decisão da administração norte-americana de levantar temporariamente sanções ao petróleo russo já em trânsito, medida que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou como "muito preocupante".

Os impactos económicos e energéticos da guerra serão também abordados, assim como a situação no Líbano, alvo de bombardeamentos israelitas em retaliação a ataques do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.

Está igualmente prevista a formalização de novas sanções a 19 pessoas e entidades do regime iraniano, que foram anunciadas pela Alta Representante para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança, Kaja Kallas, na semana passada.

A guerra na Ucrânia voltará também a estar em cima da mesa, estando previsto, como já é habitual, que o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, se dirija aos seus homólogos europeus para explicar a situação no terreno e os efeitos do conflito no Médio Oriente para Kiev.

Depois de, na última reunião formal dos chefes das diplomacias da UE, a Hungria ter bloqueado a aprovação do 20.º pacote de sanções à Rússia, não é expectável que haja novidades sobre esse pacote em concreto, ainda que possam ser aplicadas novas sanções a Moscovo.

No que se refere ao ponto sobre a vizinhança sul da UE (Argélia, Egito, Israel, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Palestina, Síria e Tunísia), a discussão servirá sobretudo para a atual presidência cipriota do Conselho da UE, que irá ter uma cimeira com esses países, atualizar os parceiros sobre a situação.

Fora desta agenda formal, está também previsto um almoço de trabalho dos ministros dos Negócios Estrangeiros com o homólogo da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, um encontro simbólico numa altura em que a UE procura diversificar as suas relações internacionais.


Leia Também: Ormuz. UE pede a Guterres iniciativa para permitir exportação de petróleo

A chefe da diplomacia da UE disse hoje ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.


4 vitaminas que deve evitar tomar logo de manhã. Eis a explicação... Tem alguma rotina fixa para tomar suplementos? Caso nunca tenha definido isso com orientação médica, saiba quais é que deve mesmo evitar tomar de manhã. Veja o que dizem estes especialistas sobre cada uma destas vitaminas.

Por noticiasaominuto.com 

Despachar as vitaminas logo de manhã pode ser uma solução, mas será a mais indicada? Médicos de Very Well Health explicam.

Saiba que suplementos não deve mesmo tomar logo de manha. É provável que esteja a anular o efeito de algumas vitaminas e não só! Nalguns casos, tomar estes suplementos logo de manhã pode trazer sérias consequências para os intestinos.

Saiba do que estamos a falar e melhore a absorção dos seus suplementos.

Ferro

"A absorção de ferro pode diminuir quando consumida em simultaneo com café ou chá, e alimentos ou suplementos que contenham cálcio"

Para evitar que o efeito deste suplemento seja anulado e para proporcionar uma absorção completa, "tome-o entre as refeições ou com alimentos ricos em vitamina C (como laranja e morangos)".

Magnésio

Não precisa de evitar o magnésio durante a manhã, no entanto, alguns especialistas alertam para os efeitos secundários, dados que algumas fórmulas possuem efeitos laxantes, podendo causar, por isso, algum desconforto abdominal.

Além disso, o magnésio é "frequentemente usado para dar suporte ao sono (particularmente a forma chamada glicinato de magnésio)", por isso, o momento mais recomendado para tomar este suplemento pode ser antes de ir para a cama.

Cálcio

Tendo em conta que este tipo de suplemento pode causar inchaço ou obstipação nalgumas pessoas, tendem a ser mais recomendados para a hora das refeições, dado que aí serão absorvidos com mais eficácia. "Isso acontece porque a produção de ácido estomacal é estimulada pelos alimentos, o que ajuda a absorver cálcio".

Vitamina C

Sendo esta vitamina ácida, ao tomá-la em jejum pode "causar irritação estomacal, refluxo ácido, náuseas ou desconforto abdominal, especialmente em doses mais altas", alertam.

Por isso, estes especialistas recomendam a ingestão de vitamina C com alimentos, durante o almoço ou jantar, para reduzir a irritação estomacal e melhorar a tolerância.


O Núcleo Regional do Sul da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC-NRS) inaugura hoje o seu novo Centro de Rastreio do Cancro da Mama, em Lisboa, estimando rastrear mais 10 mil mulheres por ano na região, foi hoje anunciado.


domingo, 15 de março de 2026

Netanyahu nega a sua própria morte... com vídeo: "Mortinho por um café"... O chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, publicou um vídeo no qual mostra que está vivo, depois de surgirem rumores, no Irão, de que estaria morto ou ferido. Veja abaixo.

Por LUSA 

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou, este domingo, um vídeo, que pode ver acima, durante qual diz que está "mortinho por beber um café" depois de, no Irão, começarem a surgir rumores de que estaria morto.

A Reuters verificou a veracidade do vídeo, gravado nos arredores de Jerusalém, e traduziu a conversa, dando conta de que o chefe de Governo está a falar com um dos seus assessores, que o questiona sobre os rumores.

Netanyahu responde com um trocadilho que poderá ser traduzido como algo como "estou louco por" ou, como também se usa em português, "estou mortinho por".

"Estou mortinho por um café", responde, com uma chávena na mão, acrescentando que também está "louco" pelo povo israelita.

Segundo a agência de notícias, os rumores de que estaria ferido ou morto foram divulgados pelos meios de comunicação estatal iranianos.

A guerra no Médio Oriente subiu de tom há cerca de duas semanas, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma operação conjunta contra o Irão, que respondeu de imediato.

Vários países na região foram também afetados e muitas pessoas decidiram regressar aos países de origem. Para Portugal - e com voos adiados pelo meio - regressaram centenas de pessoas.

Nos ataques levados a cabo contra o Irão, o líder supremo, Ali Khamenei, morreu, tendo o seu filho, Mojtaba Khamenei, sucedido no cargo. O único discurso que o novo líder iraniano teve foi, no entanto, lido na televisão iraniana, o que levanta dúvidas sobre o seu estado de saúde, com o presidente dos EUA, Donald Trump, a dizer que até agora ninguém conseguiu dar provas de vida do sucessor.


Leia Também: A guerra de sobrevivência e os dilemas árabes

Ou o regime de Teerão cai, ou muda de rumo, ou capitula, ou o Presidente Donald Trump sofre uma importante derrota política, a oito meses das eleições legislativas intercalares. É o que se chama uma guerra de sobrevivência. Já os países do Golfo, e seus vizinhos, estão numa posição delicada. Não querem a guerra, mas precisam de defender-se. A questão que se coloca é: penderão para o Irão ou para os EUA?


Irão: Países da AIE da Ásia e Oceânia libertam reservas de petróleo... A Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou hoje que decidiu libertar imediatamente os excedentes oriundos da Ásia e Oceânia para colocar no mercado 400 milhões de barris de petróleo.

Por LUSA 

Entretanto, os carregamentos da América e Europa começam a chegar a partir do final de março, indicou a AIE, segundo esta decisão tomada na quarta-feira.

Segundo uma atualização feita hoje pela AIE, os países-membros já apresentaram os seus planos de implementação da medida excecional adotada por o forte impacto que a guerra no Irão está a ter o mercado petrolífero, especialmente com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio mundial do petróleo.

Até agora, os países-membros da AIE comprometeram 271,7 milhões de barris de reservas governamentais, sendo 116,6 milhões de barris oriundos de reservas obrigatórias da indústria e 23,6 milhões de outras reservas, segundo os dados atualizados hoje e publicados pela AIE num comunicado.

Atualmente, os países com a AIE têm reservas governamentais de 271,7 milhões de barris, reservas industriais obrigatórias de 116,6 milhões de barris e reservas de outras fontes existentes de 23,6 milhões de barris, cujas datas atuais são 15 de março e foram publicadas pela agência em comunicado.

Segundo os dados, e por regiões, os países da América têm 172,2 milhões de barris de reservas públicas e 23,6 milhões adicionais de outras fontes, com uma composição total de petróleo bruto.

Na Ásia e Oceânia, os volumes ascendem a 66,8 milhões de barris de reservas governamentais e 41,8 milhões de reservas da indústria, com uma quota de 60% de crude e 40% de produtos petrolíferos.

Na Europa, os países-membros da AIE libertam 32,7 milhões de barris de reservas públicas e 74,8 milhões de reservas obrigatórias neste setor industrial, compostos por 32% de crude e 68% de produtos refinados.

A AIE indica que se trata da sexta ação conjunta de emergência adotada pelos membros, desde a criação do organismo em 1974, depois de intervenções semelhantes em 1991, 2005, 2011 e em duas ocasiões em 2022.

A organização alerta ainda que a guerra no Médio Oriente está a provocar a maior interrupção da história no fornecimento do mercado petrolífero mundial.

Embora a libertação coordenada de reservas constitua o maior mecanismo de emergência utilizado até agora, e tenha trazido um importante contributo para o mercado, a AIE enfatizou que a retoma do trânsito normal dos navios através do estrito de Ormuz será o fator decisivo para restabelecer os fluxos estáveis de crude.

Exército israelita prevê que a guerra vai durar mais três a seis semanas... As Forças de Defesa de Israel preveem que a guerra com o Irão poderá durar mais três a seis semanas, indicou hoje o porta-voz do exército, que destacou a existência de "milhares de objetivos pela frente".

Por LUSA 

"Estamos preparados, em coordenação com os nossos aliados americanos, com planos que se estenderão pelo menos até ao feriado judaico da Páscoa [que começa em 01 de abril], daqui a cerca de três semanas. E temos planos mais ambiciosos que abrangem até mais três semanas", precisou Effie Defrin, em entrevista à cadeia televisiva CNN.

Contudo, o porta-voz militar observou que as forças israelitas "não trabalham com um cronómetro ou calendário, mas para atingir os seus objetivos", que consistem em "enfraquecer severamente o regime iraniano".

A entrevista surge no mesmo dia em que o chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa para Israel.

"Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo, não queremos ir todos os anos para outra guerra", declarou Saar sobre a ofensiva aérea desencadeada em conjunto com os Estados Unidos em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu desde então com ataques com mísseis e drones contra Israel e contra os países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Ao mesmo tempo, colocou sob ameaça militar o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial, fazendo disparar o preço do barril para cerca de cem dólares.

Um alto dirigente israelita, que falou sob anonimato ao jornal The Times of Israel, assinalou hoje "sinais de fissuras" dentro do Governo iraniano.

"Estamos a criar as condições" para o derrube do regime, argumentou o responsável israelita, reforçando a posição de Telavive e Washington de que, "em última análise", tudo dependerá do povo iraniano.

"Pode estar a demorar um pouco, mas não é uma guerra sem fim, e estamos bem à frente do calendário", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, voltou hoje pelo seu lado a afastar a possibilidade de um acordo com o Irão neste momento.

"O Irão quer fazer um acordo, e eu não quero, porque os termos do acordo ainda não são suficientemente bons", declarou, em entrevista à cadeia NBC.

Para Trump, os termos de um entendimento precisam ser "muito fortes" e incluir um compromisso de Teerão para abandonar as suas ambições nucleares.

Até à data, o líder da Casa Branca indicou vários prazos e objetivos para o fim da ofensiva militar.

Dois dias depois do início dos ataques, afirmou que poderia durar "quatro ou cinco semanas", na semana passada reduziu o prazo e disse que estava "prestes a terminar" e na sexta-feira respondeu que vai durar "o tempo que for preciso".

O Irão rejeitou até agora qualquer discussão para estabelecer um cessar-fogo neste conflito que se propagou a toda a região e reacendeu a guerra no Líbano, depois de o grupo xiita Hezbollah ter partido em apoio do seu aliado de Teerão e começado a atacar Israel.

Na sexta-feira, alguns dos principais líderes do regime iraniano marcharam no centro de Teerão em desafio dos ataques israelo-americanos, mas não o novo líder supremo.

Mojtaba Khamenei foi ferido, segundo vários relatos de fontes ligadas ao regime iraniano, no mesmo bombardeamento que matou o seu pai e antecessor, Ali Khamenei, e não é visto em público h+a vários dias.

O chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araqchi, disse no sábado que "não há qualquer problema" com Mojtaba Khamenei, que "está a cumprir os seus deveres de acordo com a Constituição e continuará a fazê-lo".


Leia Também: Mais de três mil iranianos foram mortos nos bombardeamentos

Pelo menos 3.040 pessoas, na maioria civis, morreram em resultado dos ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão desde 28 de fevereiro, segundo uma contagem divulgada hoje pela organização iraniana de direitos humanos HRANA.


Zelensky acusa Rússia de lançar milhares de drones e bombas numa semana... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou hoje a Rússia de ter atacado a Ucrânia com 1.770 drones, mais de 1.530 bombas guiadas e 86 mísseis nos últimos sete dias.

Por LUSA 

O arsenal incluiu mais de 20 mísseis balísticos, segundo Zelensky, que divulgou os números numa mensagem acompanhada por imagens da destruição causada pelos bombardeamentos russos.

Cada um destes equipamentos "contém pelo menos 60 componentes estrangeiros, que são fornecidos à Rússia em violação das sanções", afirmou, retomando uma crítica que tem feito a parceiros da Ucrânia.

"Os esquemas que tornam possíveis essas entregas são conhecidos e devem ser eliminados", referiu, citado pela agência espanhola EFE.

A Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022 e tem sido alvo de sanções dos aliados ocidentais de Kyiv, que atingiram o setor do petróleo e do gás, para tentar diminuir a capacidade de financiar o esforço de guerra.

Os Estados Unidos levantaram temporariamente na semana passada o embargo ao comércio de petróleo russo, o que suscitou duras críticas da Ucrânia e da União Europeia.

Nos mais de quatro anos de guerra com a Rússia, a Ucrânia desenvolveu a indústria de defesa e Zelensky defendeu no sábado, em declarações com embargo até hoje, o reforço do controlo do Estado sobre a venda de drones ao estrangeiro.

Desde o início da guerra em curso no Médio Oriente, a Ucrânia afirmou ter enviado especialistas em drones para vários países do Golfo para os ajudar a repelir os drones de conceção iraniana Shahed.

Zelensky queixou-se de que países estrangeiros tentam comprar drones às empresas ucranianas, "sem passar pelo Governo".

"Infelizmente, alguns representantes de governos ou de empresas desejam contornar o Estado ucraniano para comprar equipamentos específicos. É o que está a acontecer atualmente", prosseguiu, sem nomear os países envolvidos.

O Presidente ucraniano ameaçou as empresas que não se submetam ao controlo governamental com "medidas desagradáveis" e disse ter pedido ao Governo que encontre "soluções sistémicas" para o problema.

"Comuniquei isto ao nosso Ministério da Defesa e enviei sinais nesse sentido" ao setor privado, afirmou, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Zelensky considerou que a "produção de drones modernos e a experiência ucraniana na matéria" poderão constituir um setor tão lucrativo como o petróleo.

Confrontado há anos com ataques russos que envolvem centenas de drones, o exército ucraniano adquiriu uma experiência valiosa na luta contra os aparelhos de baixo custo e produzidos massivamente.

A Ucrânia desenvolveu, nomeadamente, capacidades de bloqueio e drones intercetores, conhecimentos que propôs partilhar com os parceiros.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declinou a ajuda ucraniana, declarando recentemente ao canal Fox News que não precisava dela.

O Irão desvalorizou a iniciativa ucraniana em relação aos países do Golfo, mas avisou Kyiv de que tinha entrado "numa fase de confrontação direta" com Teerão, pelo que a Ucrânia se tinha tornado "um alvo legítimo".

Zelensky respondeu à ameaça e negou que a Ucrânia tenha entrado em conflito com o Irão.

Explicou que os técnicos ucranianos apenas partilharam "uma análise clara e completa" sobre como lidar com os drones iranianos, sem qualquer envolvimento em operações.

"As três equipas que se deslocaram [ao Médio Oriente] têm capacidade para realizar uma análise e demonstrar como [a defesa aérea] deve funcionar", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

"Não se trata de estar presente num determinado local durante as operações", acrescentou.


Leia Também: Zelensky acusa europeus de chantagem com oleoduto russo para a Hungria

Países nórdicos e Canadá avisam: "Maior ameaça ao Ártico é a Rússia"... Os líderes da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Islândia e Canadá manifestaram hoje, após uma reunião destinada a reforçar a cooperação entre os seus países, a necessidade de proteger a região do Ártico face à ameaça russa.

Por LUSA 
"A maior ameaça à segurança física no Ártico é a Rússia", sublinhou numa conferência de imprensa em Oslo o primeiro-ministro canadiano Mark Carney, ao lado dos seus homólogos da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia.

"Infelizmente, é uma ameaça comum no Ártico", acrescentou, citado pela agência EFE, antes de saudar o facto de a NATO "se estar agora a centrar na segurança" da região ártica com missões como a "Sentinela do Ártico", uma iniciativa à qual também aludiu a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.

"Agora queremos estar permanentemente presentes na região ártica e, como todos sabem, é uma região enorme", acrescentou Frederiksen, que comentou que, nessa parte do mundo, a situação de segurança está a mudar devido à Rússia.

"Como Estados árticos, é claro que há muitos anos que estamos cientes de uma situação de segurança que, como disse Mark, está a mudar devido à Rússia, mas agora temos todo o apoio do resto da NATO para estarmos presentes", salientou a chefe do Governo dinamarquês.

"Temos de ser mais fortes na área da vigilância e temos também, em conjunto, de investir nas capacidades necessárias, através de aquisições comuns e investimentos comuns. Penso que agora estamos numa posição mais favorável para proteger o Ártico", acrescentou Frederiksen.

A primeira-ministra dinamarquesa também aludiu à "pressão" que o seu país sofreu por parte dos Estados Unidos no início do ano, dado o interesse demonstrado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, em assumir o controlo da Gronelândia, alegadamente por motivos de segurança nacional.

Essa pressão, face à qual a Dinamarca contou com o apoio dos seus parceiros europeus e, entre outros, também do Canadá, cessou após o acordo em Davos (Suíça) entre Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, pelo qual a NATO se encarregaria de garantir a segurança da ilha ártica.

Por seu lado, o chefe do Governo norueguês, Jonas Gahr Støre, que atuou como mestre de cerimónias do encontro entre os líderes nórdicos e o primeiro-ministro canadiano, congratulou-se com o facto de a região ártica estar agora no centro das atenções da NATO.

"A Rússia é uma ameaça grave e, no horizonte, mais longe, avista-se a China, e temos de preparar-nos", comentou o primeiro-ministro norueguês.

Tanto a primeira-ministra islandesa, Kristrún Frostadóttir, como os chefes de Governo da Suécia, Ulf Kristersson, e da Finlândia, Petteri Orpo, concordaram em salientar a importância de garantir a segurança da região ártica.

Orpo, o último a intervir na conferência de imprensa, encerrou a sessão com uma avaliação positiva dos esforços dos aliados da NATO nessa região do mundo.

"Estamos no caminho certo no que diz respeito à segurança no Ártico", afirmou, antes de classificar como "crucial" a missão "Sentinela do Ártico" da aliança atlântica.

"O que precisamos é de mais capacidades e também de planos e de realizar manobras em conjunto, como fazemos agora", mas "o que temos de compreender é que a Rússia é a nossa maior ameaça e continuará a sê-lo para os países nórdicos e do Ártico", concluiu o finlandês.

Leia Também: Israel reafirma objetivo de só parar a guerra quando eliminar ameaças

O chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu hoje que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa para Israel.


Que se passa? Os desenvolvimentos no 16.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos relacionados com a guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no seu 16.º dia, com base na agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Israel não prevê negociações diretas com o Líbano

O chefe da diplomacia israelita afirmou hoje que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 02 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.

Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.

A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.

Irão diz ter realizado ataques com drones em Israel

O exército iraniano declarou hoje ter realizado ataques com drones visando, nomeadamente, uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.

Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou hoje as outras nações a "absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito".

O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

Israel aprova verba orçamental "de emergência"

O Governo israelita aprovou uma verba de 2,6 mil milhões de shekels (692,9 milhões de euros) para compras militares de emergência, informou hoje a imprensa israelita.

A decisão foi tomada pelo Governo de Benjamin Netanyahu na noite de sexta-feira para sábado, durante uma reunião por videoconferência.

A verba servirá para "compras de segurança" e para responder "a necessidades urgentes", referiu o diário Haaretz, sem adiantar mais detalhes.

Governo britânico considera vital uma "desescalada do conflito" no Médio Oriente

O ministro da Energia britânico, Ed Miliband, considerou hoje essencial reduzir as tensões no Médio Oriente, após o apelo de Donald Trump para que os navios de guerra de outros países contribuam para a proteção dos abastecimentos mundiais de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz.

Preocupação no Iraque com ataques de drones

As autoridades iraquianas manifestaram hoje preocupação com os repetidos ataques de drones nas proximidades do aeroporto de Bagdad, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde estão detidos presumíveis jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Seul analisa apelo de Trump para enviar navio para o estreito de Ormuz

A Coreia do Sul está a analisar o pedido de Trump para enviar um navio para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo.

Israel anuncia ataques no oeste do Irão

O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma "vasta vaga" de ataques contra infraestruturas iranianas no oeste do país, ao 16.º dia da ofensiva conduzida conjuntamente com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Detenção no Irão de 20 pessoas por alegadas ligações a Israel

As autoridades iranianas detiveram pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental (noroeste) por terem "transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista", noticiou a agência de notícias Fars.

Guardiões da Revolução juram matar Netanyahu

Os Guardiões da Revolução juraram hoje "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e matá-lo-emos com todas as nossas forças", prometeu a poderosa força armada ideológica da República Islâmica do Irão.

Explosões no Bahrein

Fortes explosões fizeram-se ouvir na madrugada de hoje em Manama, a capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da AFP no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirmou ter intercetado 125 mísseis e 203 drones iranianos, com um balanço de dois mortos.

Nos outros países do Golfo, estes ataques causaram 24 mortos.

O Ministério da Defesa saudita relatou a destruição de 10 drones que visavam o leste do país e a capital, Riade.

Equipa de futebol iraquiana no México

A seleção de futebol do Iraque viajará para o México para disputar o jogo de 'play-off' para o Mundial-2026, apesar das dificuldades de viagem provocadas pela guerra no Médio Oriente, confirmou o presidente da Federação Iraquiana, Adnan Dirjal.

O jogo será disputado a 31 de março em Monterrey.

Emirados escolhem a contenção

Os Emirados Árabes Unidos têm o "direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continuam a escolher a contenção, declarou o conselheiro do presidente Anwar Gargash.

O Irão alertou que considera os portos do país como alvos legítimos.

Seis futebolistas iranianas retiram pedido de asilo na Austrália

Mais três membros da equipa feminina iraniana de futebol que tinham pedido e obtido asilo na Austrália decidiram regressar ao Irão, após uma primeira jogadora o ter feito esta semana, segundo o ministro do Interior australiano, Tony Burke.

Seis jogadoras e um membro da equipa técnica tinham pedido refúgio na Austrália após terem sido qualificados como "traidores em tempo de guerra" no Irão.

Trump quer ajuda no estreito de Ormuz

Trump exortou os países que dependem do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, bloqueado de facto pelo Irão, a assegurarem a segurança em coordenação com os Estados Unidos.

"Os Estados Unidos da América venceram e aniquilaram completamente o Irão, tanto militar como economicamente (...), mas os países do mundo que se abastecem de petróleo via estreito de Ormuz devem zelar pela segurança desta passagem, e nós ajudá-los-emos", escreveu na rede social de que é proprietário.


O Irão aconselhou hoje outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.


MNE do Quénia em Moscovo para repatriar cidadãos recrutados para a guerra... O ministro dos Negócios Estrangeiros queniano, Musalia Mudavadi, partiu para a Rússia, para tratar da situação dos quenianos recrutados por Moscovo para combater na guerra na Ucrânia e facilitar o seu repatriamento, informou o Governo queniano.

Por  LUSA 

As conversações de Mudavadi "com altos funcionários do Governo russo terão como objetivo abordar a situação dos quenianos que possam ter sido recrutados, voluntária ou involuntariamente, pelas forças armadas russas", referiu um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Durante a viagem de dois dias, o ministro "intensificará os esforços diplomáticos para estabelecer um diálogo direto com as autoridades russas, a fim de evitar maiores riscos decorrentes de recrutamento enganoso ou falsas promessas de emprego".

"A fim de proteger os cidadãos quenianos afetados pelo atual conflito entre a Rússia e a Ucrânia", acrescentou o comunicado, o ministro "incluirá um pedido para facilitar o repatriamento dos quenianos afetados através de um processo seguro".

A visita "visa aprofundar as relações entre o Quénia e a Rússia, particularmente nas áreas da educação, mobilidade laboral, saúde, infraestruturas e energia, além de reforçar os laços diplomáticos e económicos entre os dois países".

A viagem inclui encontros com o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, e com os ministros da Educação e do Trabalho da Rússia. Além disso, o ministro queniano fará uma palestra pública no Instituto Estatal de Relações Internacionais de Moscovo.

Mudavadi, que também ocupa o cargo de ministro-chefe do Gabinete, anunciou a sua viagem à Rússia em fevereiro último.

Na altura, afirmou que, segundo fontes dos serviços de informação, os quenianos envolvidos estavam a assinar contratos com agências que prometiam pagamentos até 18 mil dólares para vistos, viagens e alojamento.

No mesmo mês, o Serviço Nacional de Informações do Quénia (NIS) apresentou um relatório ao Parlamento do país afirmando que o número de cidadãos quenianos recrutados por Moscovo era de, pelo menos, 1.000.

Embora a Embaixada da Rússia no Quénia tenha negado as acusações, as estimativas quenianas sugerem que os números fornecidos pelo Governo ucraniano são conservadores.

Assim, desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, as autoridades ucranianas reportaram a presença de pelo menos 1.780 africanos de 36 países a combater ao lado dos russos.

Alguns fazem-no voluntariamente, como mercenários, mas outros relataram ter sido enganados e coagidos em casos que os especialistas acreditam poder configurar tráfico de pessoas, noticia a agência Efe.

Kyiv revelou que cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, estão detidos em campos ucranianos, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser tornar prisioneira de guerra.


Leia Também: Vinte mortos em assalto de "bandidos" a localidade no centro da Nigéria

Pelo menos 20 pessoas, incluindo 12 militares, foram mortas na sexta-feira num assalto de criminosos a uma localidade no estado de Plateau, no centro da Nigéria, denunciou hoje uma organização civil local.