© Anna Moneymaker/Getty Images) noticiasaominuto.com 01/05/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse, esta sexta-feira, que estava insatisfeito com a nova proposta feita pelo Irão, cujos líderes estão em "discórdia".
"Eles querem fazer um acordo", disse Trump, na Casa Branca, acrescentando: "Não estou satisfeito".
O chefe de Estado dos EUA não especificou aquilo que não aceitaria na nova proposta, anunciada hoje, mas sugeriu que mesmo os líderes iranianos poderiam entrar em acordo para colocar um fim à guerra.
"Eles fizeram progressos, mas não tenho certeza se algum dia chegarão lá", referiu, apontando uma "tremenda discórdia" entre os líderes do Irão.
Considerando que a liderança iraniana é muito "desarticulada", acrescentou: "Há dois ou três grupos, talvez quatro, e a liderança é muito fragmentada. E, dito isso, todos querem chegar a um acordo, mas estão todos em desordem."
Trump fala de opções (que são duas)
O chefe de Estado norte-americano afirmou ainda que as opções em relação ao Irão se resumem a uma grande escalada militar ou a um acordo.
"Existem opções. Queremos simplesmente ir lá e bombardeá-los até a morte e acabar com eles para sempre? Ou queremos tentar fazer um acordo? Essas são as opções", apontou Trump, confirmando também que recebeu um briefing atualizado sobre as opções militares do Comando Central dos EUA na quinta-feira.
Segundo o que explicou, "prefere" que a violência não seja a solução a seguir. "Do ponto de vista humano, eu preferiria que não [...]", apontou.
"Mas essa é a opção: queremos invadir o local com tudo e simplesmente bombardeá-los até a morte ou queremos fazer algo?", atirou.
Recorde-se que o Irão apresentou, na quinta-feira, uma nova proposta para retomar as negociações com os Estados Unidos, atualmente num impasse, com o objetivo de pôr fim à guerra, anunciou hoje a agência oficial iraniana Irna.
"A República Islâmica transmitiu na quinta-feira à noite o texto da sua mais recente proposta ao Paquistão, mediador nas conversações com os Estados Unidos", refere a agência, que não adiantou mais pormenores.
Israel e Estados Unidos lançaram, em 28 de fevereiro, um ataque conjunto ao Irão, que destruiu grande parte da capacidade militar e da indústria de fabrico de mísseis e 'drones' de Teerão.
A República Islâmica respondeu ao ataque, justificado com a ameaça nuclear iraniana, disparando mísseis e 'drones' contra os países vizinhos, sobretudo a indústria de petróleo e gás destes, e bloqueando o Estreito de Ormuz, o que levou a uma escalada dos preços dos combustíveis, fortemente penalizadora de países importadores.
No âmbito das negociações em curso, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, falou na sexta-feira por telefone com os seus homólogos da Arábia Saudita, Qatar, Turquia, Iraque e Azerbaijão para abordar as mais recentes "iniciativas da República Islâmica para pôr fim à guerra", segundo um comunicado do ministério.
O estreito de Ormuz continua bloqueado pelas forças armadas iranianas, enquanto Washington mantém o bloqueio aos portos iranianos.
Leia Também: Irão faz nova proposta de negociações aos EUA (através do Paquistão)
O Irão apresentou, na quinta-feira, uma nova proposta para retomar as negociações com os Estados Unidos, atualmente num impasse, com o objetivo de pôr fim à guerra, anunciou hoje a agência oficial iraniana Irna.


Sem comentários:
Enviar um comentário