sexta-feira, 13 de março de 2026

Número de deslocados no Líbano cresceu para um milhão devido à guerra... O número de deslocados no Líbano desde que aumentaram os confrontos entre Israel e o Hezbollah, a 2 de março, cresceu para quase um milhão, indicou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Por LUSA 

Por isso, aquela organização pede uma ajuda de 19 milhões de dólares (16,6 milhões de euros) para aumentar a sua resposta de emergência naquele país.

"À medida que os números [de deslocados] aumentam rapidamente, as famílias precisam urgentemente de abrigo seguro, água potável, cuidados de saúde e proteção. A OIM solicita apoio imediato para prestar assistência vital e alcançar aqueles que foram mais afetados por esta crise", destaca em comunicado a diretora-geral da organização, Amy Pope.

Segundo aquela agência das Nações Unidas, mais de 128.000 pessoas estão atualmente alojadas em abrigos coletivos, embora a maioria dos deslocados tenha procurado refúgio junto de familiares e comunidades de acolhimento, enquanto outros dormem em carros ou ao ar livre nas ruas.

"A repentina chegada de famílias deslocadas está a exercer uma pressão considerável sobre as infraestruturas locais, a habitação e os serviços públicos, o que agrava ainda mais a escassez de recursos em zonas que já enfrentam dificuldades económicas", lamentou a OIM.

Israel anunciou precisamente hoje que realizou 7.600 ataques no Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e 1.100 ataques no Líbano, onde conduz desde 02 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerão.


Leia Também: Israel afirma ter realizado 7.600 ataques no Irão e 1.100 no Líbano

Israel anunciou hoje ter realizado 7.600 ataques no Irão desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, e 1.100 ataques no Líbano, onde conduz desde 02 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerão.


Brasil: Bolsonaro diagnosticado com broncopneumonia (e internado nos intensivos)... O antigo chefe de Estado do Brasil Jair Bolsonaro deverá permanecer, pelo menos, uma semana internado, depois de ser diagnosticado com uma broncopneumonia bacteriana, que está a ser tratada com a administração de dois antibióticos.

© SERGIO LIMA/AFP via Getty Images   Por  Notícias ao Minuto  13/03/2026 

O antigo presidente do Brasil Jair Bolsonaro foi diagnosticado, esta sexta-feira, com uma broncopneumonia bacteriana, encontrando-se agora internado nos cuidados intensivos. O diagnóstico surge depois de Bolsonaro ter-se sentido mal durante a manhã a ter sido hospitalizado, em Brasília.

De acordo com as publicações brasileiras, Bolsonaro apresentou febre alta, suores intensos e calafrios. Já durante a noite o antigo chefe de Estado brasileira tinha vomitado e tipo episódios de falta de ar.

"Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo", refere o boletim clínico, citado pela imprensa.

Note-se que Bolsonaro está detido desde janeiro numa prisão em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.

Segundo o cardiologista que assistiu Bolsonaro, o episódio de mal-estar começou entre as 2h e as 3h", tendo " a progressão do desconforto sido "muito rápida."

De acordo com o médico não há ainda previsão de alta, tendo já sido iniciado o tratamento, que conta com dois antibióticos. Com esta toma, Bolsonaro já "obteve uma pequena melhora, mas ainda reclama de enjoo, dor de cabeça, dores musculares" a há que "aguardar o efeito do medicamento."

Ainda que previsão de alta não esteja já estipulada, as publicações brasileiras referem que o antigo presidente deverá permanecer hospitalizado durante, pelo menos, uma semana. "Normalmente, neste tipo de tratamento não podemos falar em data, porque não sabemos, precisamos entender a resposta", reforçou o médico, que adiantou também que Bolsonaro toma sete comprimidos diariamente devido ao tratamento para os problemas no sistema digestivo.

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro tem episódios que o levam à hospitalização, tendo em setembro de 2025, quando ainda estava em prisão domiciliária, sentido tonturas e a queda da pressão arterial, assim como vómitos. O quadro resultou na sua hospitalização.

Já este ano, quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal, o presidente foi internado depois de se sentir mal e bater com a cabeça num móvel da cela. Depois, foi transferido para o estabelecimento prisional onde está atualmente, conhecido como Papudinha. Lá, Bolsonaro tem fisioterapia e médico 24h, uma barra de apoio na cama e também uma cozinha, conta o g1.

Já depois desta transferência, a defesa voltou a pedir que Bolsonaro cumprisse a pena em prisão domiciliária, justificando que a saúde de Bolsonaro estava fragilizado. Os pedidos para que a pena fosse cumprida em prisão domiciliária foram, no entanto, negados pelo Supremo tribunal Federal.

Note-se ainda que o presidente brasileiro, Lula da Silva, disse hoje que revogou o visto de um assessor do chefe de Estado norte-americano que tencionava visitar Jair Bolsonaro na prisão.

De acordo com Lula da Silva, o assessor sénior para a política dos EUA em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, só entrará no país quando o ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, cujo visto foi revogado no ano passado pelo Ggoverno norte-americano, puder entrar nos Estados Unidos. 

Putin está a ajudar o Irão? "Acho possível, sim", admite Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, espera uma revolta popular no Irão, mas "talvez não imediatamente", disse hoje numa entrevista à estação Fox News, na qual admitiu que a Rússia possa estar "a ajudar um pouco" a República Islâmica.

© Anna Moneymaker/Getty Images   Por LUSA   13/03/2026 

"Quando andam por aí com metralhadoras, a disparar sobre as pessoas e a dizer: 'Todos que estão a protestar, vamos apanhar-vos nas ruas', acho que isso é um grande obstáculo para quem não tem armas", considerou o líder norte-americano, que em janeiro prometeu aos manifestantes iranianos que a ajuda de Washington estava "a caminho".

Durante a entrevista, Donald Trump admitiu que o presidente russo, Vladimir Putin, estivesse a "ajudar um pouco o Irão", que é um aliado próximo de Moscovo, mas sugeriu não ter objeções quanto a isso.

"Acho possível que ele os esteja a ajudar um pouco, sim, imagino", disse o pesidente norte-americano, antes de acrescentar: "E ele provavelmente pensa que estamos a ajudar a Ucrânia, certo? Eles pensam, e nós também".

O dirigente republicano destacou ainda que os Estados Unidos não precisam da ajuda de ninguém para se defenderem dos drones iranianos, em alusão ao envio proposto pelo homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de especialistas do seu país para o Médio Oriente.

"Não, não precisamos de ajuda com a defesa contra drones. Sabemos mais sobre drones do que qualquer outra pessoa. Na verdade, temos os melhores drones do mundo", comentou, quando questionado sobre a assistência ucraniana.

Nos últimos dias, Zelensky tem sublinhado repetidamente que Kyiv recebeu pedidos de vários países do Golfo, além dos próprios Estados Unidos, para colaborar na defesa contra os drones iranianos, amplamente utilizados pelas forças russas durante os quatro anos de guerra na Ucrânia.

Nas mesmas declarações à Fox News, o líder da Casa Branca avisou que os Estados Unidos vão atacar o Irão "com muita força na próxima semana", no seguimento da ofensiva aérea conjunta com Israel, iniciada em 28 de fevereiro.

Na sua resposta, as forças iranianas têm lançado desde então bombardeamentos contra Israel e infraestruturas, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países vizinhos do Médio Oriente, além de terem colocado sob ameaça o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

O Presidente norte-americano afirmou que a Marinha norte-americana poderá escoltar os petroleiros ao longo do estreito , mas mais uma vez deu a entender que não será já.

"Faremos isso se fosse necessário. Mas, sabe, estamos a torcer para que tudo corra bem", acrescentou.

O chefe do Estado-Maior norte-americano, Dan Caine, descreveu hoje o Estreito de Ormuz como "um ambiente taticamente complexo", reconhecendo implicitamente que não será possível impedir, a curto prazo, os ataques iranianos contra navios.

O bloqueio do Estreito de Ormuz fez disparar os preços do petróleo para valores acima dos 100 dólares por barril, o que não acontecia desde 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia.

Os Estados Unidos têm sido erráticos em relação aos objetivos e duração do conflito desencadeado contra o Irão, mas, tal como Israel, têm indicado nos últimos dias que procuram deter o programa nuclear iraniano.

Ao mesmo tempo os dois países convidam a população iraniana a levantar-se e derrubar o regime teocrático, cujo líder supremo, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia de bombardeamentos em Teerão, ferindo também o seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, que não é visto em público desde que foi eleito há quase uma semana.

Manifestações antigovernamentais em todo o país durante o mês de janeiro foram brutamente reprimidas, tendo resultado em dezenas de milhares de mortos e detidos.

Já numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, o líder norte-americano sugeriu que o conflito não terminará num futuro próximo.

"Temos um poder de fogo incomparável, munições ilimitadas e todo o tempo do mundo", escreveu Donald Trump, depois de ter indicado repetidamente nos últimos dias que a ofensiva militar terminaria "em breve".

O líder da Casa Branca também afastou, para já, o envio de tropas para território iraniano para atingir dois objetivos que considera secundários: a captura de urânio enriquecido iraniano e da ilha estratégica de Jark, um dos centros da indústria petrolífera do país.

"Neste momento não estamos focados nisso, mas talvez em algum momento estejamos", afirmou de modo evasivo sobre o urânio durante a entrevista à Fox News, em que passou grande parte a defender a sua estratégia no Irão, ao insistir que os Estados Unidos estão a exercer um esforço de contenção porque podem destruir todo o país.

"A verdade é que acho que estou a fazer um bom trabalho. Podia ter destruído as instalações nucleares deles. Podia ter destruído o país inteiro. Por enquanto, decidimos não o fazer", declarou.

A ilha de Jark, no sudoeste do Irão, também não é um alvo prioritário.

"Não está no topo da minha lista de prioridades", explicou à Fox News, antes de criticar este tipo de questões por afetar as suas decisões estratégicas.


Morreram os seis tripulantes do avião dos EUA que caiu no Iraque... Os seis tripulantes de um avião-tanque norte-americano morreram quinta-feira na queda do aparelho no oeste do Iraque, cujas circunstâncias estão agora a ser investigadas, anunciou hoje o Exército dos Estados Unidos.

© Lusa  13/03/2026 

"Por volta das 18h00 GMT [mesma hora em Lisboa] de 12 de março , um avião-tanque norte-americano KC-135 despenhou-se no oeste do Iraque", escreveu numa rede social o Comando Militar Central dos Estados Unidos (Centcom), que inicialmente tinha falado em quatro mortos. 

Num novo balanço, as autoridades norte-americanas referiram que mais dois tripulantes do aparelho tinham morrido, ou seja, a totalidade da tripulação a bordo.

"A perda do aparelho não se deveu a fogo inimigo nem a fogo amigo", reiterou o Exército norte-americano, acrescentando que "as circunstâncias do incidente estão a ser investigadas".

Antes, num comunicado divulgado pela televisão estatal, o exército iraniano afirmou que o avião tinha sido atingido por um míssil disparado por movimentos armados pró-iranianos no oeste do Iraque e a tripulação não tinha sobrevivido à queda.

A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança informal de fações iraquianas apoiadas pelo Irão, reivindicou ter abatido um KC-135. Mais tarde, declarou também ter tomado como alvo outro aparelho, precisando que a tripulação conseguiu escapar.

Desde o início da guerra no Médio Oriente, esta aliança reivindica diariamente ataques contra interesses norte-americanos no Iraque e em toda a região, mas raramente identifica os alvos.

Trata-se do quarto avião militar perdido pelos Estados Unidos desde o início da guerra contra o Irão, no final do mês passado, depois de três aviões de combate F-15 terem sido abatidos acidentalmente por fogo amigo proveniente do Kuwait.

Com 41,5 metros de comprimento e uma envergadura de cerca de 40 metros, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores a jato e uma capacidade de carga que pode ultrapassar as 38 toneladas, dependendo da configuração.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva de larga escala contra o Irão, à qual Teerão respondeu com ataques contra alvos israelitas e bases norte-americanas em países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, uma via marítima fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados da televisão Al-Jazeera do Qatar.


Guiné-Bissau inaugura novo aeroporto explorado por empresa turca

Por LUSA

A Guiné-Bissau tem desde hoje um novo aeroporto, resultado de um investimento de 120 milhões de euros de uma empresa turca, que passa a explorar, por 40 anos, a principal porta de entrada do país.

O governo de transição da Guiné-Bissau oficializou hoje a transferência da gestão comercial depois da execução de 90% da obra a cargo da empresa turca SUMMA, responsável por empreitadas aeroportuárias em vários países, nomeadamente da África Ocidental.

O contrato entre o Governo da Guiné-Bissau e a empresa turca foi assinado há três anos no modelo construir, operar e transferir e hoje foi entregue a concessão da gestão comercial à nova empresa turca criada para o efeito, a OVIA SARL (Osvaldo Vieira International Airport).

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, e vários membros do Governo de transição, participaram na cerimónia, que incluiu uma visita guiada ao resultado da ampliação e modernização e o batismo do primeiro voo com as novas condições aeroportuárias.

A modernização do aeroporto "é o símbolo de uma Guiné-Bissau que se levanta, caminha e olha para o futuro com ambição", disse o chefe do executivo, que lembrou, em declarações transmitidas pela imprensa local, as críticas, com razão, que o país enfrentou durante anos pelas condições da sua principal porta de entrada.

O primeiro-ministro disse acreditar que o novo aeroporto será "o motor que vai impulsionar o turismo" no país e afirmou que vai possibilitar a aterragem de aviões de grande porte na capital guineense.

"O novo aeroporto Internacional Osvaldo Vieira coloca a Guiné-Bissau no mapa dos grandes aeroportos do mundo", destacou.

A nova aerogare conta com um terminal de passageiros moderno, equipado com máquinas de check-in, um tapete rolante de recolha de bagagens, uma escada rolante - a primeira no país - e câmaras de raio x.

O chefe do executivo disse que as obras de modernização vão continuar e adiantou que brevemente entrará em funcionamento uma nova torre de controlo de voos no aeroporto para substituir a existente desde 1955.

"Queremos que cada passageiro que aqui aterre sinta a hospitalidade guineense num ambiente seguro e moderno", enfatizou Té, que agradeceu ao ex-Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, "como a alma-matter" do projeto de modernização do aeroporto.

A empresa turca OVIA vai explorar o aeroporto durante 40 anos, de acordo com o modelo de contrato BOT (Build, Operate, Transfer - Construir, Operar e Transferir) em que assentou a empreitada de modernização e ampliação da infraestrutura aeroportuária.

O contrato prevê a construção da nova aerogare, hoje inaugurada, a modernização da antiga aerogare, que será transformada em escritórios de apoio, a modernização da pista de aterragem, criação de terminal de carga e instalação de sistemas modernos de segurança e controlo.

Com a modernização, e de acordo com o contrato, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Guerra na Ucrânia: "Levantamento das sanções leva a um reforço da Rússia", diz Zelensky... O presidente ucraniano afirmou hoje que a decisão dos Estados Unidos (EUA) de flexibilizar as sanções sobre as vendas de petróleo russo vai fortalecer Moscovo e não contribui para a paz na Ucrânia.

© Andrew Kravchenko/Global Images Ukraine via Getty Images    Po Lusa   13/03/2026 

"O levantamento das sanções irá, em todo o caso, levar a um reforço da posição da Rússia", disse Volodymyr Zelensky durante uma conferência de imprensa com o homólogo francês, Emmanuel Macron, em Paris.

 "Esta flexibilização por parte dos Estados Unidos poderá render à Rússia cerca de 10 mil milhões de dólares [cerca de 8,7 mil milhões de euros, ao câmbio atual] para a guerra. Isto certamente não contribui para a paz", acrescentou o líder ucraniano.

Ao lado de Zelensky, Macron afirmou que "o contexto de subida dos preços do petróleo não deve, em caso algum, levar a uma revisão da política de sanções contra a Rússia".

"Essa é a posição que o G7 defendeu e é, evidentemente, a posição da França e da Europa", disse o Presidente francês.

O G7 é formado pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, integrando também a União Europeia (UE).

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira terem autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, iniciada por Washington e Telavive em 28 de fevereiro.

O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira.

A decisão "não proporcionará um benefício financeiro significativo ao governo russo", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

O Conselho Europeu e a Comissão Europeia manifestaram-se hoje contra a decisão norte-americana, qualificando-a como preocupante.

"A decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, tendo em conta que afeta a segurança europeia", escreveu o presidente do Conselho Europeu, António Costa, nas redes sociais.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho, lembrou hoje que na quarta-feira a líder do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, e António Costa defenderam que "este não é o momento de aliviar sanções à Rússia".

"A Rússia tem ganho, segundo as informações que temos, entre 150 milhões de dólares [cerca de 131 milhões de euros] por dia em receitas adicionais provenientes das vendas de petróleo desde o início do conflito no Médio Oriente, o que faz da Rússia provavelmente o maior beneficiário deste conflito. Por isso, este não é o momento para aliviar as sanções", advertiu.

Os aliados de Kyiv têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗘𝗫𝗧𝗨𝗔𝗟𝗜𝗭𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗘 𝗢𝗥𝗜𝗘𝗡𝗧𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗔 ... O PAIGC, através do seu Secretariado Nacional, emite uma nota de contextualização e orientação política, relatando os fatos e a realidade política do país e do Partido, dando orientações às estruturas partidária e projetando as atividades do PAIGC para este ano.

Ver a nota na íntegra 👇🏽


Governo da Guiné-Bissau transfere a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira para a empresa turca OVIA.

Visita do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, ao Aeroporto para a realização da transferência da gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira para a empresa Turca, Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA).


Por Tuti Vitoria Iyere

Esperança de vida sobe em 2024 para 81,5 anos na União Europeia... A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.

Por LUSA 

De acordo com os dados hoje divulgados pelo serviço europeu de estatísticas, a esperança de vida aumentou em 2022, para 80,6 anos, depois das quebras registadas em 2020 (80,4 anos) e em 2021 (80,1 anos) devido à pandemia de covid-19.

Em 2023 foi de 81,4 anos, ultrapassando os valores de 2019, antes de a pandemia atingir a Europa.

Em 2024, a esperança de vida à nascença para as mulheres na UE atingiu os 84,1 anos (um aumento de 0,1 anos em relação a 2023), enquanto para os homens foi de 78,9 anos (0,2 anos).

Espanha (84 anos), Suécia (83,8) e Itália (83,7) foram os países com a maior esperança de vida, por oposição à Bulgária (75,8), Letónia (76,4) e Roménia (76,5), onde se vive, me média, menos anos.

Em Portugal, o indicador era de 82,5 anos, estável face a 2023, com as mulheres a viverem em média 82,5 anos e os homens 79,7.

Costa critica levantamento de sanções ao petróleo russo: "Preocupante"... O presidente do Conselho Europeu considerou hoje "muito preocupante" o levantamento temporário de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo já em trânsito, sublinhando ser uma decisão que afeta a segurança europeia.

Por LUSA 

"A decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, tendo em conta que afeta a segurança europeia", escreveu António Costa numa rede social.

O presidente do Conselho Europeu defendeu que "aumentar a pressão económica sobre a Rússia é decisivo" para que Moscovo aceite "uma negociação séria para uma paz justa e duradoura".

"Enfraquecer as sanções aumenta os recursos da Rússia para levar a cabo a guerra de agressão contra a Ucrânia", salientou.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia Paula Pinho, na conferência de imprensa diária, lembrou que, na quarta-feira, Ursula von der Leyen e António Costa defenderam que "este não é o momento de aliviar sanções à Rússia".

"A Rússia tem ganho, segundo as informações que temos, entre 150 milhões de dólares [cerca de 131 milhões de euros] por dia em receitas adicionais provenientes das vendas de petróleo desde o início do conflito no Médio Oriente, o que faz da Rússia provavelmente o maior beneficiário deste conflito. Por isso, não este não é o momento para aliviar as sanções", advertiu.

A porta-voz da Comissão Europeia com a pasta dos Serviços Financeiros, Siobhan McGarry, realçou contudo que o levantamento de sanções dos Estados Unidos "é limitado no tempo e no âmbito, aplicando-se apenas a navios que já se encontram no mar".

"A Comissão continua convencida de que o teto ao preço do petróleo e as nossas sanções contra a Rússia são bem direcionadas, e mantêm-se em vigor também na atual situação de volatilidade nos mercados petrolíferos", referiu.

Siobhan McGarry considerou que o teto ao preço do petróleo mostrou-se "eficaz na redução das receitas de exportação de petróleo da Rússia, enquanto mantém a estabilidade dos mercados petrolíferos".

"Os volumes de exportação russos permaneceram estáveis, e a Rússia não deve, de forma alguma, beneficiar da guerra no Irão", defendeu.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira terem autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão.

O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira.

A decisão "não proporcionará um benefício financeiro significativo ao Governo russo", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

Em reação, Kirill Dmitriev, enviado do Presidente russo, Vladimir Putin, para as questões económicas, considerou que o petróleo russo é essencial para a estabilidade do mercado global.

"Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável", afirmou Dmitriev.

No início da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com Putin.

Em reação a esta decisão da administração norte-americana, a Hungria pediu que a UE siga o exemplo dos EUA, que suspenderam temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em trânsito para travar a subida dos preços.

"É preciso suspender as sanções ao bruto russo e é preciso permitir a entrada dos combustíveis russos no mercado europeu", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, citado pela agência de notícias espanhola EFE.


Leia Também: Hungria pede à UE suspender sanções ao petróleo russo como os EUA

A Hungria pediu hoje que a UE siga o exemplo dos Estados Unidos, que suspenderam temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em trânsito para travar a subida dos preços.

HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT... A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Por LUSA 

"Toda a pessoa tem direito à proteção dos seus direitos, independentemente da sua orientação sexual ou da sua identidade de género", sublinhou a organização de direitos humanos, numa mensagem divulgada no final da quinta-feira através da rede social X.

O presidente Bassirou Diomaye Faye não deve promulgar este projeto de lei e deve reafirmar os direitos humanos fundamentais de todos os senegaleses", acrescentou.

A posição da HRW surgiu no mesmo dia em que as Nações Unidas também se manifestaram da mesma forma sobre esta nova lei e instaram igualmente o Presidente senegalês a não a promulgar.

A Assembleia Nacional do Senegal aprovou na quarta-feira uma lei que duplica as penas para quem tem relações homossexuais, punidas agora com cinco a dez anos de prisão, num contexto de uma onda de homofobia e detenções por presumida homossexualidade.

Após um debate que durou todo o dia, os deputados senegaleses aprovaram o texto com 135 votos a favor, nenhum contra e três abstenções.

A lei prevê também sanções penais contra, entre outros, a promoção da homossexualidade no Senegal, país vizinho da Guiné-Bissau.

O texto prevê também multas que podem ir de dois a 10 milhões de francos CFA (3.048 a 15.244 euros), contra 100.000 a 1.500.000 de francos CFA (152 a 2.286 euros) anteriormente.

A lei pretende, no entanto, punir qualquer pessoa que denuncie de forma abusiva e de má-fé supostos homossexuais.

O debate da questão da homossexualidade tem agitado o Senegal, um país maioritariamente muçulmano, há várias semanas.

Este tema tornou-se mais polémico do que o habitual desde a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens, incluindo duas celebridades locais, acusados de "atos contra a natureza", termos que designam relações entre duas pessoas do mesmo sexo.

Desde então, várias dezenas de detenções em série têm sido relatadas diariamente na imprensa.

Algumas das pessoas são, em particular, acusadas de ter transmitido voluntariamente o VIH/Sida, alimentando debates sobre a homossexualidade.

Dos mais de sessenta países que criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo no mundo, cerca de trinta estão em África, onde a maioria destas leis são herança da época colonial.

Mais de metade dos países africanos proíbe e reprime a homossexualidade.

A pena de morte é aplicada a estes casos no Uganda, na Mauritânia ou na Somália.

Cerca de uma dezena de países e territórios prevê penas que vão de 10 anos de prisão até à prisão perpétua, entre os quais o Sudão, o Quénia, a Tanzânia e a Serra Leoa. 


Leia Também: Um soldado morto e outros seis feridos em operação antidroga no Senegal

Um soldado senegalês morreu e seis ficaram feridos no sul do país, na região da Casamansa, onde durante anos operaram rebeldes, ao serem atacados por homens armados durante uma operação de destruição de campos de canábis, anunciou o exército.


Este vídeo mostra a realidade do antigo aeroporto e ajuda a perceber por que a modernização era inevitável. O país precisa de infraestruturas à altura do seu futuro.” 🇬🇼


Aviação: Empresa turca OVIA assume hoje a gestão do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Bissau, 13 Mar 26(ANG) - O Estado da Guiné-Bissau transfere esta sexta-feira, a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para a empresa turca Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projeto de modernização e ampliação da principal infraestrutura aeroportuária do país.

De acordo com uma Nota Informativa do Gabinete do Primeiro-ministro de Transição enviada à ANG, a decisão resulta do contrato assinado em 28 de Março de 2023 entre o Governo guineense e a empresa turca SUMMA Turizm Yatırımcılığı A.Ş., que prevê a execução das obras no modelo Construir, Explorar e Transferir (BOT).

O acordo,  segundo o documento, é avaliado em cerca de 120 milhões de euros, concede à concessionária um período de exploração de 40 anos.

O Estado guineense já tinha celebrado em 01 de Dezembro de 2011, o contrato de delegação da gestão das Actividades Aeronáuticas Nacionais com a Agência para a Segurança da Navegação Aérea

em África e Madagáscar(ASECNA), ao abrigo do Artigo 10º da Convecção, contrato esse que entrou em vigor em Janeiro de 2012.

Segundo a Nota Informativa, o contrato estabelece que a gestão comercial do aeroporto deve ser transferida para a concessionária quando o nível de execução das obras atingir 75%. Neste momento, o projeto já ultrapassa 90% de execução, o que levou à marcação da transferência de gestão para 13 de Março, de modo a evitar incumprimento contratual.

O projecto, segundo o documento, inclui a construção de uma nova aerogare internacional, equipada com sistemas modernos de manuseamento de bagagens, balcões de check-in e controlo de passaportes biométricos, bem como áreas comerciais, lounges e lojas duty free.

As obras abrangem  a reabilitação das pistas de aterragem e descolagem, das placas de estacionamento de aeronaves, a construção de um terminal de carga, um pavilhão presidencial, novas vias de circulação no aeroporto e a instalação de sistemas modernos de iluminação, segurança e vigilância.

Com a modernização, de acordo com a Nota, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com a Nota, o objetivo do projeto é modernizar as infraestruturas aeroportuárias, reforçar a segurança operacional e preparar o aeroporto para o crescimento do tráfego aéreo internacional no país. 

ANG/ÂC//SG

NATO interceta míssil iraniano no espaço aéreo turco (o 3.º em 2 semanas)... O Governo turco anunciou hoje que a NATO intercetou um míssil, disparado do Irão, sobre o espaço aéreo da Turquia, o terceiro desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Por LUSA 

O míssil balístico atribuído ao Irão entrou no espaço aéreo turco e foi neutralizado por elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO posicionados no Mediterrâneo Oriental, disse o Ministério da Defesa turco.

"Todas as medidas necessárias" foram adotadas contra as "ameaças dirigidas ao território e espaço aéreo turcos", acrescentou.

Este é o terceiro míssil intercetado na Turquia desde o início a 28 de fevereiro da operação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Outros dois mísseis foram intercetados pela NATO na segunda-feira e na semana passada.

As sirenes de alerta foram ouvidas durante a madrugada na base aérea de Incirlik, utilizada pela NATO, na província de Adana, no sudeste da Turquia.

A agência de notícias estatal turca Anadolu referiu o ataque atribuído ao Irão, citando as autoridade de Ancara, mas sem especificar uma hora exata. 

As tropas norte-americanas estão estacionadas na base aérea turca de Incirlik, no âmbito da Aliança Atlântica.

Os residentes de Adana, a 10 quilómetros da base, foram alertados às 03:25 (00:25 em Lisboa) por sirenes que soaram durante aproximadamente cinco minutos, referiu o portal de notícias económicas turco Ekonomim.

Os meios de comunicação locais também noticiaram o som de sirenes em Batman, a 600 quilómetros a leste.

Na terça-feira, a Turquia anunciou que um sistema de defesa aérea Patriot tinha sido instalado no centro do país, um dia depois de a NATO ter intercetado um segundo míssil disparado do Irão.

Os Estados Unidos encerraram o consulado-geral em Adana na segunda-feira e recomendaram aos cidadãos norte-americanos que abandonassem a região.

Mais tarde, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou que o míssil tivesse sido disparado do Irão durante um contacto telefónico com o chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan.


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Quatro tripulantes morreram hoje quando um avião de abastecimento norte-americano se despenhou no oeste do Iraque, anunciou o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Forças de Kyiv e Moscovo destroem cerca de 300 drones em ataques.... As autoridades militares da Ucrânia e da Rússia anunciaram hoje a destruição de cerca de 300 drones em ataques cruzados, nas últimas horas.

Por LUSA 

A Força Aérea ucraniana afirmou, num comunicado publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa aérea abateram 117 dos 126 drones lançados pela Rússia, que também disparou um míssil balístico Iskander.

Um míssil balístico e oito drones atingiram sete locais, enquanto os destroços de aparelhos [aéreos não tripulados] abatidos caíram em cinco pontos", referiu na mesma nota, sem adiantar informações sobre possíveis vítimas ou danos materiais.

"O ataque ainda continua, pois há vários drones inimigos no espaço aéreo", alertaram as forças ucranianas.

Por sua vez, o Governo russo declarou que 186 drones ucranianos foram intercetados nas últimas horas, incluindo 80 sobre a península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, uma ação não reconhecida pela comunidade internacional.

O Ministério da Defesa russo especificou que, além disso, foram destruídos 29 drones em Adygeia e Krasnodar, respetivamente, assim como 18 no mar de Azov, sete em Rostov, cinco em Kursk e Stavropol, quatro em Kirov, dois em Bryansk e no mar Negro, e um em cada uma das seguintes localidades: Astracão, Belgorod, Volgogrado, Lipetsk e Tartaristão.

A Rússia invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro de 2022.


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O Exército israelita disse hoje que vai atacar a região de Teerão alertando para a evacuação de bairros no centro da capital iraniana nas próximas horas, incluindo um local perto de uma Universidade onde se realiza hoje uma manifestação.


"Canalhas desvairados". Donald Trump volta a ameaçar Irão... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: "Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje".

Por LUSA 

"A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra", acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.

"Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los", escreveu Trump. "Que grande honra é fazê-lo!", acrescentou.

A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas garantiu que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. 

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

As autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein reportaram hoje novos ataques do Irão contra os seus territórios, à medida que o conflito no Médio Oriente se aproxima da segunda semana.

O Ministério da Defesa saudita informou na rede social X que intercetou vários mísseis no seu espaço aéreo: quatro nas regiões leste e centro, seis numa província oriental e sete a tentar entrar no espaço aéreo do reino.

Os locais exatos dos incidentes não foram especificados.

As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relataram, também nas redes sociais, que os destroços de uma "interceção bem-sucedida" causaram pequenos danos na fachada de um edifício no centro da cidade, sem registo de feridos.

O incidente mais recente ocorre depois de um drone se ter despenhado perto do distrito financeiro do Dubai na quinta-feira. O Irão ameaçou atacar as instituições económicas dos Estados Unidos, levando algumas empresas norte-americanas a retirar os funcionários do emirado.

O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos residentes que mantivessem a calma e procurassem abrigo no local mais próximo após o toque das sirenes de emergência, de acordo com um comunicado publicado na X.


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ENTREVISTA || Os europeus estão finalmente a "pôr em cima da mesa uma alternativa de baixo carbono, eletricidade fiável 24 horas por dia, 7 dias por semana, e que precisa de combustível que a Europa até tem bastante capacidade de produzir". É o que defende Luís Guimarãis, doutorado em física nuclear pelo Instituto Superior Técnico, numa entrevista a propósito da cimeira de energia nuclear que teve lugar em Paris esta semana, na segunda semana da guerra no Irão, que fez disparar os preços do crude



Governo dos EUA autoriza temporariamente venda de petróleo russo... Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.

Por LUSA 

O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes das 00:01 do dia 12 de março (quinta-feira).

No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à estação Fox Business que o Governo estava a considerar suspender as sanções ao crude russo para melhorar o fornecimento global e controlar os fortes aumentos de preços após o início da guerra de preços.

Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar petróleo russo retido no mar durante 30 dias.

Desde que começaram os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, os preços do crude dispararam.

O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% na quinta-feira e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.  

O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse na quinta-feira que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Esta é a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.


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Um enviado do Presidente da Rússia afirmou hoje que o mercado global de energia "não pode permanecer estável" sem petróleo russo, depois de Washington ter autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios.