segunda-feira, 23 de março de 2026

Trump prolonga por cinco dias prazo do ultimato a Teerão... O Presidente norte-americano prolongou hoje o prazo para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender os ataques a centrais elétricas durante cinco dias.

© Nathan Howard/Getty Images   Por   LUSA  23/03/2026 

O anúncio foi feito algumas horas antes do final do prazo do ultimato, apresentado no domingo, a terminar às 23:44 TMG (mesma hora em Lisboa) de hoje.

Numa mensagem publicada em maiúsculas, Donald Trump disse que os Estados Unidos e o Irão tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

Trump acrescentou que a suspensão da ameaça de atacar centrais elétricas iranianas está "sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em curso".

O Presidente norte-americano não avançou, no entanto, mais pormenores sobre as negociações diplomáticas e o Irão ainda não mencionou qualquer conversa entre os dois países, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que falou por telefone com o homólogo turco, Hakan Fidan.

A Turquia já atuou como intermediária nas negociações entre Teerão e Washington.

O Irão respondeu esta manhã ao ultimato do Presidente norte-americano, avisando que ia atacar centrais elétricas em todo o Médio Oriente e minar o golfo Pérsico se as ameaças fossem cumpridas.

Se forem realizados, os ataques poderão cortar o fornecimento de eletricidade a grandes áreas da população no Irão e em redor do Golfo, além de paralisar as centrais de dessalinização que fornecem água potável a muitos países desérticos.

Há também preocupações crescentes sobre as consequências de quaisquer ataques a instalações nucleares.

O tom aguerrido da retórica mostra como a guerra atingiu um ponto inimaginável no início do conflito, a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irão.

Numa mensagem divulgada no fim de semana, Trump disse que os EUA "iam destruir" as centrais elétricas do Irão, a menos que o país abrisse o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, agora prolongado.

O Irão fechou o estreito, por onde passa um quinto do petróleo mundial, além de outras matérias essenciais, em resposta aos ataques dos EUA e de Israel.

Um pequeno número de navios consegue atualmente passar naquele canal, embora o Irão garanta que a via continua aberta a todos exceto aos EUA, a Israel e aliados destes dois países.

O bloqueio já causou, no entanto, muitos danos nos mercados energéticos, provocando uma subida dos combustíveis e, consequentemente, dos preços dos alimentos e de outros produtos muito além do Médio Oriente, estando a afetar toda a economia global.

"Nenhum país vai ficar imune aos efeitos desta crise se esta continuar neste sentido", afirmou o responsável da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

A Guarda Revolucionária do Irão prometeu retaliar caso Trump cumpra a ameaça, afirmando que Teerão atacará centrais elétricas em todas as áreas da região que fornecem eletricidade às bases norte-americanas, "bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas em que os norte-americanos têm uma participação".

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, acrescentou que o Irão ia considerar as infraestruturas vitais em toda a região como alvos legítimos, incluindo instalações de energia e dessalinização essenciais para o abastecimento de água potável nos países do Golfo.


Leia Também: Petróleo desliza após Trump suspender ataques a centrais elétricas

Cerca das 12h20 em Lisboa, o petróleo Brent para entrega em maio estava a cair 6,4% para 99,51 dólares, depois de o presidente norte-americano ter prolongado o prazo para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender os ataques a centrais elétricas durante cinco dias.

ASSINATURA OFICIAL DO ACORDO SOBRE A TRANSFERÊNCIA DO CENTRO REGIONAL DE SAÚDE ANIMAL DA CEDEAO (RAHC) PARA A REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

Por  CEDEAO  23 Mar, 2026

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o Governo da República da Guiné-Bissau assinaram com sucesso o Acordo-Quadro Jurídico e Institucional para a transferência do Centro Regional de Saúde Animal da CEDEAO (CRSA) para Bissau, em 18 de março de 2026.

O acordo foi assinado, em nome do Governo anfitrião, por Sua Excelência Bernardo Vieira, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, e, em nome da Comissão da CEDEAO, por Sua Excelência Ngozi Ukaeje, Representante Residente da CEDEAO na Guiné-Bissau.

Esta ocasião histórica representa um marco significativo nos esforços contínuos da CEDEAO para reforçar as instituições regionais e reforçar o seu papel estratégico na promoção da integração regional, da saúde pública e do desenvolvimento sustentável em todos os Estados-Membros. A relocalização do Centro Regional de Saúde Animal, uma agência especializada da CEDEAO anteriormente sediada em Bamako, na República do Mali, deverá reforçar ainda mais a capacidade da região para coordenar e harmonizar eficazmente políticas e intervenções para o controlo de doenças animais transfronteiriças e zoonoses, apoiar os Estados-Membros na formulação de estratégias nacionais e melhorar os sistemas regionais de informação e notificação em matéria de saúde animal.

Além disso, o Centro continuará a reforçar os sistemas de vigilância epidemiológica, a melhorar a comunicação, o intercâmbio de informações e a sensibilização entre redes de profissionais e produtores, e a promover parcerias mais sólidas a nível regional, continental e internacional para o avanço da saúde animal na região da CEDEAO.

A transferência do CRSA para a Guiné-Bissau sublinha o compromisso comum da CEDEAO e dos seus Estados-Membros em melhorar os sistemas de saúde animal, salvaguardar a segurança alimentar, proteger os meios de subsistência e mitigar os riscos associados às doenças zoonóticas na África Ocidental. A CEDEAO expressa o seu apreço ao Governo da Guiné-Bissau pelo seu compromisso e cooperação na acolhida do Centro e reafirma a sua dedicação em garantir uma transição harmoniosa e eficaz.


Leia Também: A CEDEAO REÚNE PERITOS EM PREPARAÇÃO PARA A 20.ª REUNIÃO DOS MINISTROS RESPONSÁVEIS PELAS TELECOMUNICAÇÕES, TIC E DIGITALIZAÇÃO EM FREETOWN

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu início à sua 20.ª Reunião de Ministros responsáveis pelas Telecomunicações, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Digitalização, com uma Reunião Preparatória de Peritos a decorrer de 23 a 25 de março de 2026 em Freetown, Serra Leoa. A Reunião de Peritos será seguida pela Reunião Ministerial a 27 de março de 2026.


Imigrantes recebem subsídios assim que chegam a Portugal?... O Chega levou a debate um projeto de lei para impor cinco anos de residência legal em Portugal aos imigrantes para terem acesso a prestações sociais. A proposta conseguiu unir os partidos... contra o Chega. Será que os imigrantes em Portugal recebem subsídios mal chegam ao país ou contribuem pouco? A SIC Verifica.

Por Sicnoticias.pt.  23/03/2026

A deputada Vanessa Barata apresentou o projeto de lei que motivou um coro de críticas contra o seu partido. Esta defendeu a necessidade de um período mínimo de permanência em Portugal para que os imigrantes possam ter acesso a prestações sociais e Catarina Salgueiro acompanhou de deputada da sua bancada.

Começou Vanessa Barata por afirmar que "alguém que chegue a Portugal" e não tem "qualquer intenção de aqui trabalhar ou de aqui se fixar permanentemente" vai "ter direito a prestações financiadas pelos contribuintes portugueses".

Catarina Salgueiro, na sua intervenção, acompanhou a colega de bancada e questionou: "considera justo que uma pessoa que possa chegar hoje a Portugal e amanhã ter acesso a prestações sociais financiadas pelos contribuintes portugueses sem nunca ter contribuído para o sistema?".

Estas considerações, levantam a questão:

É verdade que os imigrantes recebem apoios sem sequer terem contribuído para o sistema?

Em Portugal, não existem subsídios específicos para apoio imediato aos imigrantes. Estes têm, antes de poderem ter acesso a qualquer apoio, de ter um título de residência válido e cumprir requisitos de atribuição.

A narrativa já foi, mais do que uma vez, desmontada pelo Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social (MTSSS). Aliás, no site da Segurança Social, isso é clarificado: "os cidadãos estrangeiros, refugiados e apátridas, têm direito a esta prestação, desde que satisfaçam as condições de atribuição e tenham residência legal em Portugal".

Estas condições não dependem da nacionalidade, mas sim de fatores sociais e económicos em que os requerentes. Caso cumpram os requisitos necessários, há diferentes apoios que poderão ser requeridos.

De acordo com o Guia para Acolhimento para Migrantes, do ACM, há várias prestações sociais que podem ser requeridas. O Rendimento Social de Inserção (RSI) é um deles, mas só pode ser atribuído a quem tenha residência legal em Portugal, sendo que, se pertencer a países fora da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Estados terceiros que tenham acordo de livre circulação de pessoas na União Europeia, a residência legal em Portugal tem de ter pelo menos um ano. A outra condição é estar em situação de pobreza extrema.

No caso do abono de família, por exemplo, são considerados os rendimentos e património do agregado familiar, sendo que a criança ou jovem tem direito se "pertencer a um agregado familiar que, à data do pedido, não tiver património mobiliário (depósitos bancários, ações, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) que ultrapasse 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS); morar em Portugal ou for equiparado a residente; não trabalhar, a não ser que tenha mais de 16 anos e trabalhe durante as férias escolares a contrato de trabalho; fizer a prova escolar em julho, se tiver entre os 16 e 24 anos".

Outro dos subsídios é o Subsídio Social Parental que pode ser atribuído a nacionais ou estrangeiros, refugiados e apátridas desde que não estejam "abrangidos por qualquer regime de proteção social obrigatório, por regime de proteção social obrigatório ou pelo regime do seguro social voluntário, cujo esquema de proteção social integre a eventualidade, sem direito ao subsídio parental". É também necessário que o beneficiário receba subsídio social de desemprego, seja residente em Portugal ou equiparado a residente ou ainda que tenha um "rendimento mensal, por pessoa, do agregado familiar, igual ou inferior a 351,05 € (80% do IAS). Valor do IAS = 438,81 €".

Se estiver em causa o subsídio de desemprego os requerentes têm também de residir em território nacional, estar em situação de desemprego involuntário, ter capacidade e disponibilidade para o trabalho, estarem inscritos para procura de emprego no centro de emprego da área de residência e terem "360 dias de trabalho por conta de outrem com registo de remunerações nos 24 meses anteriores à data do desemprego".

Não se menciona qualquer benefício excecional.

Segurança Social lucra mais do que recebe desta população

A Segurança Social (SS) tem beneficiado com as contribuições dos trabalhadores estrangeiros.

Em dezembro de 2025, havia cerca de 840 mil pessoas de nacionalidade estrangeira com contribuições pagas à Segurança Social, mais 3.375 face a igual período de 2024, e um número 5,4 vezes superior aos cerca de 156 mil registados em dezembro de 2015, de acordo com os dados disponibilizados. Quanto ao valor dessas contribuições, aumentou 8,5 vezes nos últimos 10 anos, tendo passado de 491 milhões de euros em 2015 para 4.162 milhões de euros no ano passado.

No final do ano passado, as pessoas de nacionalidade estrangeira representavam cerca de 12,2% do total de beneficiários com prestações pagas pela Segurança Social. Há 10 anos o peso eram cerca de 4%. Comparando o que contribuem face ao que recebem, no ano passado, os imigrantes receberam 811 milhões de euros em prestações sociais, mas pagaram, cinco vezes mais em impostos: 4,1 mil milhões de euros.

Depois de retirados os apoios sociais dados a trabalhadores estrangeiros, a Segurança Social lucra mais de três mil milhões de euros com os descontos dos imigrantes. De 2024 para 2025, o valor entregue por esta população ao Estado aumentou 465 milhões de euros.

A SIC Verifica que é...

As deputadas Vanessa Barata e Catarina Salgueiro criticaram o acesso de imigrantes a prestações sociais sem contribuições prévias. No entanto, não existem subsídios específicos para apoio imediato a imigrantes, sendo necessário título de residência válido e cumprimento de requisitos. Os dados da Segurança Social mostram que os trabalhadores estrangeiros contribuem significativamente mais do que recebem: pagaram 4,1 mil milhões de euros em 2025, mas receberam 811 milhões em prestações, gerando um lucro líquido de mais de 3.000 milhões para o sistema.


Envie-nos as suas dúvidas e sugestões através do Whatsapp - 925 325 121 - ou do endereço de e-mail sicverifica@sic.pt

O porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT) Fernando Vaz, em conferência de imprensa.

Forças norte-americanas anunciam destruição de fábrica de drones iraniana... O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje ter atacado uma fábrica iraniana de produção de motores utilizados em drones de ataque e aeronaves da Guarda da Revolução Islâmica.

Por LUSA 

A fábrica, situada na província de Qom (centro-norte do Irão), "fabricava motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda da Revolução Islâmica do Irão", afirmou o CENTCOM na rede social X.

comando norte-americano partilhou imagens da fábrica antes e depois do ataque, nomeadamente uma fotografia datada de 06 de março de 2026, que mostra as instalações aparentemente intactas, e outra tirada "três dias depois, após um ataque devastador".

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, continua a intensificar-se. No domingo, Telavive lançou uma onda de ataques contra Teerão e o sul do Líbano e Teerão atingiu com mísseis no passado sábado duas cidades no sul de Israel, Arad e Dimona, próximas de uma instalação nuclear, em alegada resposta a ataques israelitas no sábado contra instalações nucleares em Natanz, no Irão.

Entretanto, a navegação pelo estreito de Ormuz, fundamental para o comércio energético global, continua no epicentro do conflito, com o Irão a manifestar-se disposto a fechar "completamente" esta via, em resposta ao ultimato que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deu na madrugada de sábado ao país persa para que o abrisse "totalmente" em 48 horas.

Caso contrário, escreveu Trump na rede social que lhe pertence, Truth Social, as centrais de energia iranianas serão "obliteradas", a "começar pela maior".

Se Washington cumprir a sua ameaça, reiterou hoje a Guarda da Revolução Islâmica, "o Irão responderá" com retaliações correspondentes contra infraestruturas diretamente ou indiretamente ligadas aos Estados Unidos na região do Golfo e em Israel.

Arábia Saudita e vizinhos do Golfo alvos de novos ataques iranianos... A região de Riade, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de dois mísseis balísticos, anunciou o Ministério da Defesa saudita, à semelhança de outros países do Golfo, que também relataram ataques iranianos contra os respetivos territórios.

Por LUSA 

Um dos mísseis foi intercetado e o outro caiu numa zona desabitada, precisou o Ministério saudita.

Nos Emirados Árabes Unidos, outro país que tem sido alvo frequente de Teerão desde o início da guerra no passado dia 28 de fevereiro, o Ministério da Defesa anunciou hoje que está "a reagir a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão", explicando que "as explosões ouvidas são o resultado da interceção de mísseis e drones pelos sistemas de defesa aérea".

No Bahrein, o Ministério do Interior emitiu um alerta nas redes sociais em que pediu aos "cidadãos e residentes" para "manterem a calma" e se dirigirem "ao local seguro mais próximo".

Os países do Golfo, que há muito se apresentavam como oásis de segurança e estabilidade numa região assolada por conflitos, foram arrastados para a guerra no Médio Oriente, à medida que a República Islâmica riposta aos ataques americano-israelitas.

O Irão tem atacado instalações militares norte-americanas, bem como infraestruturas civis, nomeadamente aeroportos, portos e instalações petrolíferas em vários países na região do Golfo, em resposta a ataques semelhantes no país por parte de Israel e dos Estados Unidos, numa estratégia de Lei de Talião, de "olho-por-olho, dente-por-dente".

23 de março de 2013 – 23 de março de 2026: 13 anos de blog… e continuamos firmes!

©Faladepapagaio.blogspot.com
São muitos dias, meses e anos dedicados a um propósito que cresce a cada passo.

Ao longo desta caminhada, tivemos o privilégio de receber mais de 22 milhões de visitantes — um marco que nos enche de orgulho e responsabilidade.

Aprendi que consistência + volume = crescimento. E este percurso é a prova disso.

O nosso sincero agradecimento a todos que fazem parte desta história.

Cada clique, cada leitura e cada interação são essenciais para continuarmos a construir, evoluir e crescer juntos.

Gratidão por estarem connosco.

domingo, 22 de março de 2026

Novo centro de rastreio de cancro da mama inaugurado em Lisboa... A Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou um novo centro de rastreio de cancro da mama. O espaço pretende reforçar a capacidade de diagnóstico precoce na região de Lisboa. O objetivo é fazer chegar o rastreio do cancro da mama a mais de 10 mil mulheres por ano, na região sul.

Por sicnoticias.pt

Com base em Lisboa, a Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou esta segunda-feira um novo centro. Aqui, as utentes vão poder fazer a mamografia, são encaminhadas para consultas e tratamentos e há também um reforço do apoio psicológico.

O grupo de apoio de Lisboa existe desde 2023, dedicado sobretudo a ações de sensibilização e a promover rastreios na cidade.

O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres em Portugal. Todos os anos são diagnosticados cerca de nove mil casos.

GUINÉ-BISSAU: Bissau admite que só 24% da população consome água potável segura... O Governo guineense admitiu hoje que apenas 24% da população tem acesso a água potável gerida de forma segura, 50% das bombas manuais construídas para extração de água estão avariadas e 65% de poços se encontram contaminados.

© Lusa   22/03/2026 

Os dados foram revelados pela inspetora-geral do Ministério do Recursos Naturais, Aissatu Indjai, num discurso pela ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala hoje.

Citada pelos órgãos de comunicação social guineenses, a responsável lamentou "a difícil situação" do país em termos de acesso e consumo de água potável segura, salientando o facto de que a população "está exposta a sérios riscos de saúde".

Aissatu Indjai indica que os impactos imediatos são verificados na vida das crianças, das mulheres e das raparigas, sobretudo as que vivem nas zonas rurais, com enfoque para as zonas do sul, nomeadamente nas regiões de Quinara e Tombali.

A inspetora-geral do Ministério dos Recursos Naturais destacou que o Governo de transição no poder na Guiné-Bissau tem a questão da água potável segura como uma das suas prioridades.

A UNICEF, agência das Nações Unidas para promover os direitos das crianças, e outros parceiros internacionais têm em curso programas de captação e canalização da água potável para várias localidades do interior da Guiné-Bissau, precisou Indjai.

Num discurso no ato solene de abertura de um reservatório de água na localidade de Safim, a 13 quilómetros de Bissau, o primeiro-ministro guineense de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou que o Governo está empenhado em expandir o acesso a água potável no país, e reforçar a captação, tratamento e distribuição.

Estes serviços terão enfoque nas zonas periurbanas e rurais da Guiné-Bissau, enfatizou Vieira Té, onde, disse, serão montadas infraestruturas resilientes capazes de fazer face às mudanças climáticas, secas, inundações e pressões ambientais.

O primeiro-ministro observou que o Governo continua a investir em "soluções que reduzam as doenças hídricas" e melhorem as condições de vida das populações.


Leia Também: Cuba: Forças armadas estão a preparar-se para possível ataque dos EUA

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou hoje que as forças armadas do país estão a preparar-se para uma possível agressão militar dos Estados Unidos da América.


Quénia vai dar amnistia aos seus cidadãos alistados nas forças russas... O Governo queniano vai conceder amnistia aos seus cidadãos que se alistaram ilegalmente nas forças russas para combater na Ucrânia.

© SIMON MAINA/AFP via Getty Images     Por LUSA  22/03/2026 

Segundo a imprensa local, o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Musalia Mudavadi.

De acordo com a lei queniana, o alistamento de cidadãos em forças armadas estrangeiras sem aprovação presidencial é proibido e acarreta penas de até 10 anos de prisão, a menos que um tribunal determine que a participação não foi voluntária.

"Até ao momento, 44 quenianos foram repatriados em segurança para o seu país, enquanto 11 foram dados como desaparecidos ou mortos em combate", afirmou Mudavadi.

"Cerca de 38 estão atualmente hospitalizados em vários centros hospitalares russos com acesso restrito", acrescentou o ministro.

A Rússia concordou em incluir o Quénia numa lista de protocolo de cessação de alistamento, ou "lista de bloqueio", interrompendo o recrutamento de cidadãos quenianos, embora tenha mantido a sua posição sobre os que já estão mobilizados, pois ter-se-iam alistado voluntariamente e, de acordo com a lei russa, são individualmente responsáveis pela sua participação.

Os dois países concordaram em que os quenianos envolvidos no conflito e eue pretendam retirar-se poderão rescindir os seus contratos e regressar, enquanto Nairobi garantiu o acesso consular aos seus cidadãos nos hospitais russos, o que permitirá o repatriamento dos feridos e mortos.

O anúncio de Mudavadi ocorreu após a sua visita a Moscovo entre 15 e 18 de março, onde se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. Os dois governos comprometeram-se a trocar informações para combater o tráfico de pessoas, o contrabando e as redes informais de recrutamento.

Em fevereiro, o Serviço Nacional de Informações do Quénia estimou que a Rússia tinha recrutado pelo menos mil cidadãos quenianos, alguns dos quais assinaram contratos com agências que prometiam pagamentos até 18.000 dólares, além de vistos, viagens e alojamento.

Embora a embaixada da Rússia no Quénia tenha negado as acusações, o Governo ucraniano indicou que, desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, contabilizou cerca de 1.780 africanos de 36 países a lutar pelo lado russo.

Enquanto alguns dos recrutados se alistam voluntariamente como mercenários, outros relataram ter sido enganados e coagidos, o que os especialistas acreditam poder constituir tráfico humano.

Kyiv revelou ainda que foram capturados cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser feita prisioneira de guerra.

Atacados quartéis, fábricas de armas e redes de água e energia iranianas... Quartéis, instalações de fabrico de armas e a rede de águas e energia do Irão foram hoje atacadas pelas forças israelitas, de acordo com comunicados das autoridades israelitas e iranianas citados pelas agências Efe e AFP.

© Kaveh Kazemi/Getty Images      Por LUSA  22/03/2026 

Segundo um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) citado pela agência Efe, o exército israelita "continua a intensificar o seu impacto operacional nos sistemas e capacidades militares do regime". 

Entre as instalações atacadas encontra-se uma base militar iraniana utilizada para treino de soldados, uma instalação de produção e armazenamento de armas do Ministério da Defesa iraniano e pelo menos um quartel-general do Ministério da Inteligência e Segurança.

Já as autoridades iranianas reconheceram hoje que as infraestruturas de água e energia do país sofreram danos significativos após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, segundo o ministro da Energia.

"A infraestrutura vital de água e eletricidade do país sofreu graves danos em resultado de ataques terroristas e cibernéticos levados a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista", disse Abbas Aliabadi, citado pela agência de notícias ISNA e pela AFP.

De acordo com o responsável do Crescente Vermelho iraniano, Pirhossein Kolivand, o número total de locais civis danificados --- incluindo edifícios residenciais e comerciais, escolas, centros médicos e veículos --- atingiu os 81.365, um número baseado nas "últimas avaliações no local".

Em Teerão, os jornalistas da AFP reportaram danos em vários edifícios residenciais e outras infraestruturas civis, mas não foi possível aceder aos locais afetados fora da capital nem verificar de forma independente o número de vítimas.

Hoje, a agência de notícias ISNA também noticiou que ataques aéreos danificaram um hospital em Ahvaz, no sul do país, e outros meios de comunicação mostraram imagens de equipas de resgate em edifícios em Tabriz (norte).

Também hoje o Irão lançou pelo menos sete ondas de ataques com mísseis que afetaram sobretudo a área metropolitana de Telavive, em Israel, levando à queda de fragmentos e munições de fragmentação caíram em estradas, num edifício residencial e num carro, confirmou o exército israelita à agência Efe.

A guerra no Médio Oriente teve início após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


Leia Também: Irão ameaça fechar totalmente Ormuz se centrais elétricas forem atacadas

O Irão ameaçou hoje fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.

Irão. Mísseis podem atingir todos os países da Europa (menos Portugal)... O Irão possui mísseis balísticos capazes de atingir todos os países da Europa, exceto Portugal. A informação foi divulgada por especialistas em defesa após uma análise às tentativas de ataque a uma base britânica, a mais de 4.000 quilómetros de distância do Irão.

© Defense Express   Por  Notícias ao Minuto  22/03/2026 

O Irão tem mísseis com capacidade para atingir todos os países da Europa, com exceção de Portugal. A conclusão é do Defense Express, um site ucraniano especializado em defesa, e surge após as forças iranianas terem tentado atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico.

Já se sabia que o Irão dispõe de um vasto arsenal de mísseis balísticos desenvolvidos localmente, incluindo os Shahab-3 com um alcance de 2.000 quilómetros. No entanto, já em outubro do ano passado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já tinha adiantado que o país estava a "desenvolver mísseis balísticos intercontinentais com um alcance de oito mil quilómetros", algo que o Irão classificou como uma "ameaça imaginária". 

Na sexta-feira, o Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.

Segundo a publicação, esta foi a "primeira utilização operacional do Irão de mísseis balísticos de alcance intermédio (IRBMs)" para tentar atingir um alvo fora do Médio Oriente.

Ora, segundo analisou o Defense Express, a distância mais curta que o míssil teria de percorrer do Irão até à base Diego Garcia é de aproximadamente 4.000 quilómetros. 

Tal significa que o Irão tem capacidade para atingir alvos a pelo menos 4.000 quilómetros de distância e, feitas as contas, o único país da Europa que fica a salvo é Portugal. Além disso, também a maior parte do Reino Unido, de Espanha e uma parte de França ficam a salvo.

Qual é, afinal, a importância da base Diego Garcia?

Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".

Londres confirmou, na semana passada, que os norte-americanos poderiam usá-la para atacar alvos iranianos no estreito de Ormuz, uma decisão que Londres deveria ter tomado "muito antes", segundo o presidente dos EUA, Donald Trump.

A base de Diego Garcia é estratégica para os Estados Unidos, que mantêm submarinos nucleares, bombardeiros e contratorpedeiros ali estacionados.

O Reino Unido assinou um acordo em 2025 para devolver o arquipélago de Chagos às Maurícias, mantendo um arrendamento de 99 anos para manter a base de Diego Garcia.

Recorde-se que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro, aumentando a tensão no Médio Oriente.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

EUA: Trump anuncia "morte do Irão". Maior inimigo agora? "Partido Democrata"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o Partido Democrata de ter-se tornado o maior perigo que o país enfrenta, após declarar "a morte do Irão" como existia até agora.

© Lusa    22/03/2026 

"Agora, com a morte do Irão, o maior inimigo que a América enfrenta é o Partido Democrata, enormemente incompetente, de esquerda radical", afirmou Trump numa mensagem publicada na sua rede social Truth Social.

Durante o fim de semana, Trump intensificou os ataques contra a oposição democrata nas redes sociais, apontando, em particular, a incompetência do partido na resolução do bloqueio orçamental que afeta o Departamento de Segurança Interna e que está a causar perturbações nos aeroportos do país devido à falta de pessoal.

"Os fascistas democratas jamais protegerão a América, mas os republicanos fá-lo-ão", escreveu no sábado.


Leia Também: Cuba aberta a "diálogo sério" com EUA, mas sem ingerência

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, manifestou hoje a disponibilidade do Governo para um "diálogo sério e responsável" com os Estados Unidos, mas sem "interferência" nos assuntos internos da ilha.

A Lua está a absorver moléculas da atmosfera terrestre... Partículas da atmosfera terrestre têm sido transportadas para o espaço pelo vento solar e aterram na Lua há biliões de anos, misturando-se com o solo lunar, de acordo com um novo estudo.

Por  Cnnportugal.iol.pt

A investigação lança uma nova luz sobre um enigma que perdura há mais de meio século, desde que as missões Apollo trouxeram amostras lunares com vestígios de substâncias como água, dióxido de carbono, hélio e nitrogénio incrustadas no rególito, a camada superficial empoeirada da Lua.

Estudos iniciais teorizaram que o Sol era a fonte de algumas dessas substâncias. Mas, em 2005, investigadores da Universidade de Tóquio sugeriram que elas também poderiam ter origem na atmosfera de uma Terra jovem, antes de ela desenvolver um campo magnético, há cerca de 3,7 mil milhões de anos. Os autores suspeitaram que o campo magnético, uma vez estabelecido, teria interrompido o fluxo, prendendo as partículas e tornando difícil ou impossível que elas escapassem para o espaço.

Agora, a nova investigação derruba essa suposição, sugerindo que o campo magnético da Terra pode até ter ajudado, em vez de a bloquear, a transferência de partículas atmosféricas para a Lua, que continua até hoje.

“Isso significa que a Terra tem fornecido gases voláteis como oxigénio e nitrogénio ao solo lunar, durante todo este tempo”, diz Eric Blackman, coautor do novo estudo e professor do Departamento de Física e Astronomia da Universidade de Rochester, em Nova Iorque.

O piloto do módulo lunar Apollo 17, Harrison Schmitt, recolheu amostras de solo lunar, em 1972. (NASA)

“Há muito que se pensava que a Lua se formou inicialmente a partir do impacto de um asteróide na proto-Terra, durante o qual houve uma grande mistura inicial desses voláteis da Terra para a Lua”, acrescenta o investigador, numa entrevista por e-mail à CNN. “Os nossos resultados mostram que ainda há partilha de voláteis, mesmo após biliões de anos”.

A presença de elementos úteis, como oxigénio e hidrogénio, na superfície da Lua pode ser interessante para a exploração lunar. “As missões lunares e, em última análise, as colónias lunares que possam surgir algum dia, provavelmente teriam de ter recursos autossustentáveis que não precisassem de ser transportados da Terra”, diz Eric Blackman.

“Por exemplo, investigadores estudaram como poderiam processar a água do rególito lunar e extrair hidrogénio e oxigénio para produzir combustível. Existem também estudos sobre combustível à base de amoníaco, que aproveitaria o azoto transportado para a Lua pelo vento solar. Assim, este material transportado pelo vento solar entra no solo e torna-se parte do recurso local que tais inovações poderiam explorar”, exemplifica.

As amostras lunares da Apollo 14 foram analisadas numa instalação de quarentena em 1971. (NASA)

Um valioso registo químico

Para o novo estudo, os investigadores utilizaram simulações em computador e testaram dois cenários. Um tinha vento solar forte - um fluxo de partículas em alta velocidade proveniente do sol - e nenhum campo magnético ao redor da Terra. O outro tinha vento solar mais fraco e um campo magnético forte ao redor da Terra. Os cenários correspondem aproximadamente a um estado antigo e a um estado moderno do nosso planeta. O cenário da Terra moderna revelou-se o mais eficaz na transferência de fragmentos da atmosfera terrestre para a Lua.

Os investigadores compararam então os resultados com os dados obtidos diretamente da análise do solo lunar em estudos anteriores. “Utilizámos amostras lunares trazidas para a Terra pelas missões Apollo 14 e 17 para validar os nossos resultados”, explica Shubhonkar Paramanick, estudante de pós-graduação do departamento de física e astronomia da Universidade de Rochester. Paramanick foi o principal autor do estudo, publicado em dezembro, na revista Nature Communications Earth & Environment.

“Temos este vento solar a entrar na atmosfera terrestre e, em seguida, a atmosfera terrestre a escapar. Por isso, tentámos determinar qual seria a proporção desta mistura ou distinguir quais as partículas de origem solar e quais as de origem terrestre”, acrescenta.

O campo magnético da Terra é gerado por correntes elétricas produzidas pelo movimento de ferro e níquel fundidos no núcleo externo líquido do planeta. Estende-se até longe no Espaço, formando um escudo que deflete grande parte do vento solar, que, de outra forma, corroeria a atmosfera.

Quando o campo magnético interage com o vento solar, cria uma magnetosfera - uma estrutura semelhante a um cometa, com uma frente comprimida e uma longa cauda. Quando as partículas do vento solar são canalizadas ao longo das linhas da magnetosfera, perto dos polos, obtemos auroras, também conhecidas como luzes do Norte e do Sul.

As auroras boreais, vistas aqui ao norte de Inuvik, nos Territórios do Noroeste do Canadá, ocorrem quando partículas carregadas de energia de ejeções de massa coronal atingem o campo magnético da Terra e interagem com os gases atmosféricos. (Cole Burston/AFP/Getty Images)

A forma da magnetosfera explica porque é que o vento solar pode arrancar algumas partículas da atmosfera da Terra e guiá-las para o espaço. Isso também permite que uma fração maior da atmosfera da Terra seja transportada para a Lua do que no modelo da Terra não magnetizada, ou antiga, de acordo com Eric Blackman.

“O campo magnético não é puramente protetor por duas razões. Uma é que ele exerce pressão, o que de certa forma infla a atmosfera da Terra, dando ao vento solar um pouco mais de acesso à atmosfera”, começa por explicar. “E a outra é que, quando a Lua está na fase de lua cheia da sua órbita, ela passa por uma região chamada ‘cauda magnética’, onde o campo magnético abre um canal que permite que o material atmosférico soprado siga um caminho mais direto para a Lua”, acrescenta.

A Lua passa pela cauda magnética durante alguns dias de cada mês e as partículas pousam na superfície lunar, onde ficam incrustadas no solo, pois a Lua não tem atmosfera para as bloquear.

Compreender a história desta interação entre a Lua e a Terra é importante porque fornece um valioso registo químico ou informações sobre a antiga atmosfera da Terra que podem estar contidas no solo lunar, argumenta o estudo. A composição da atmosfera, diz Eric Blackman, está ligada à evolução da vida em diferentes fases da história da Terra.

Uma vista da Terra sobre o horizonte lunar, capturada pela Apollo 11. (NASA/Hulton Archive/Getty Images)

Uma nova perspetiva

Kentaro Terada, professor de Cosmoquímica Isotópica e Geoquímica na Universidade de Osaka, no Japão, diz estar muito satisfeito porque as suas observações foram corroboradas teoricamente. Terada liderou um estudo, em 2017, que mostrou como o vento solar e o campo magnético da Terra transportaram oxigénio para a Lua, mas não esteve envolvido nesta nova investigação.

“Há muito que se reconhece que a Terra e a Lua evoluíram fisicamente par a par, desde a sua formação”, afirma o especialista numa entrevista por e-mail.

A descoberta de meteoritos lunares e a observação de fluxos de partículas da Terra transportadas pelo vento solar revelam uma nova perspetiva. “Os dois corpos também se influenciaram quimicamente, numa espécie de troca de materiais”, explica Kentaro Terada, acrescentando que o artigo é “muito empolgante na sua discussão abrangente da história da Terra”.

Uma rocha de uma fenda de rególito, com 3,2 mil milhões de anos, foi recolhida pela Apollo 15. (Michael Wyke/AP)

A Lua contém pistas sobre a história e a evolução da Terra e este novo estudo reforça essa noção, de acordo com Simeon Barber, investigador sénior da Open University, no Reino Unido, que também não esteve envolvido no trabalho.

O estudo também é oportuno, acrescenta, devido à recente aquisição de novas amostras de solo lunar jovem pela missão Chang'e-5 da China, em 2020, bem como as primeiras amostras do lado oculto da Lua pela Chang'e-6, em 2024, que oferecem a oportunidade de testar ainda mais as descobertas.

Além disso, Barber diz que o trabalho informará a interpretação dos resultados dos próximos módulos de aterragem robóticos lunares capazes de medir diretamente os elementos voláteis no rególito lunar.

Israel ordena destruição de todas as pontes sobre o rio Litani no Líbano... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ordenou hoje que fossem destruídas "imediatamente" todas as pontes sobre o rio Litani, no Líbano, o que isolaria completamente uma faixa do sul do país.

© Elad Malka (IMoD)/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  22/03/2026 

"O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e eu ordenámos às Forças de Defesa de Israel (FDI) que destruam imediatamente todas as pontes sobre o rio Litani", afirmou Katz, alegando que estas são utilizadas para o contrabando de armas e membros do Hezbollah para o sul do Líbano. 

Além disso, Katz afirmou que o Exército israelita procura também "acelerar a destruição de casas libanesas" nas aldeias fronteiriças, "seguindo o modelo de Beit Hanoun e Rafah, em Gaza", referindo-se a duas aldeias no norte do enclave palestiniano praticamente apagadas do mapa após a ofensiva israelita.

Em concreto, o porta-voz militar em língua árabe de Israel, Avichay Adraee, detalhou hoje no X que um dos alvos é a ponte Qasmiyeh, que já tinha sido bombardeada na passada quinta-feira.

Nesse bombardeamento, o correspondente da televisão russa RT Steve Sweeney e o operador de câmara Ali Rida foram feridos por um míssil israelita perto da ponte e de uma base militar.

Na quinta-feira, o exército israelita afirmou já ter destruído pelo menos duas pontes sobre o rio Litani, além de uma outra que colapsou no passado dia 13, segundo os recentes comunicados militares.

Em 02 de março, o Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, após o movimento xiita libanês Hezbollah - pró-iraniano - ter lançado foguetes contra Israel.

As forças israelitas, em retaliação, têm bombardeado intensamente o sul do Líbano, com forças de artilharia e blindados. Em 16 de março, o Exército israelita anunciou ter iniciado "operações terrestres limitadas e direcionadas" contra o Hezbollah no sul do Líbano.


Leia Também: Netanyahu diz estar a "esmagar" o inimigo: "É hora de se juntarem a nós"

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje, durante uma visita ao local de um ataque com míssil iraniano, que Israel está a "esmagar" o inimigo e a "vencer a batalha" contra o Irão.

OMS alerta que guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa"... A guerra no Médio Oriente entrou numa "fase perigosa" com ataques próximos de instalações nucleares no Irão e em Israel, alertou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS).

© REUTERS/Denis Balibouse    Por  LUSA  22/03/2026 

"Os ataques a instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X. 

O responsável da OMS fez um apelo urgente a "todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem qualquer ação que possa desencadear incidentes nucleares".

No sábado, o Irão atacou Dimona, cidade do sul de Israel onde se situa um centro de investigação nuclear, em retaliação por um ataque, no mesmo dia, ao seu complexo nuclear de Natanz, no centro do país.

Há uma crescente tensão no Médio Oriente após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que teve início em 28 de fevereiro.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Israel contabiliza mais de 400 mísseis iranianos desde o início da guerra... Israel contabiliza que o Irão tenha lançado mais de 400 mísseis balísticos contra o seu território desde o início da guerra, tendo conseguido intercetar 92%.

© MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images     Por  LUSA  22/03/2026 

"Obtivemos excelentes taxas de intercetação, com aproximadamente 92% de sucesso", em "quatro alvos de impacto direto", disse o porta-voz do exército israelita, Nadav Shoshani, a partir de Jerusalém.

"Os mísseis balísticos que vimos ontem [sábado] não são diferentes dos mísseis balísticos que intercetámos no passado e que intercetaremos no futuro", acrescentou.

Jornalistas da agência francesa AFP relataram ter ouvido explosões em Jerusalém esta madrugada e os serviços de emergência israelitas deram conta de 15 feridos em resultado de estilhaços após a interceção de mísseis iranianos na área metropolitana de Telavive, a capital israelita.

No sábado, dois mísseis iranianos não foram intercetados e atingiram duas cidades no sul de Israel, Dimona (que abriga um centro estratégico de pesquisa nuclear) e Arad, causando danos consideráveis em áreas residenciais e ferindo mais de cem pessoas.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, que já teve consequências em vários países, como os Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Qatar, Bahrein, entre outros, que foram atingidos por bombardeamentos.

O Irão acusa os seus vizinhos do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas lancem ataques contra o país a partir dos seus territórios.

Desde o início da guerra, o Irão lançou inúmeros ataques com mísseis e drones que, segundo Teerão, visaram os interesses e a presença militar norte-americanos naqueles países.

O bloqueio do Estreito de Ormuz e os ataques às infraestruturas energéticas causaram um aumento acentuado dos preços da energia.


Leia Também: Israel confirma impacto de mísseis iranianos no centro de Israel

As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram hoje que mísseis iranianos atingiram o centro do país, sem que, por enquanto, se conheçam detalhes sobre as áreas afetadas nem sobre o número de projéteis que caíram no solo.