domingo, 26 de abril de 2026

Estados Unidos: "Choque" e "condenação". Líderes mundiais reagem ao ataque nos EUA... Após o ataque no hotel onde decorria o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca - e no qual se encontrava o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump -, líderes mundiais expressaram a sua condenação. Eis o que já foi dito.

© Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa  26/04/2026 

As reações ao tiroteio no hotel em Washington DC onde Donald Trump se encontrava a participar no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca não se fizeram esperar - e chegaram de muitos continentes. A condenação é em uníssono. 

António José Seguro deixou, ao final da manhã deste domingo, dia 26 de abril, uma mensagem na página da Presidência da República onde condena o ataque nos Estados Unidos e manifesta solidariedade com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump: "A violência não tem lugar em democracia. Qualquer ataque contra as instituições democráticas ou a liberdade de imprensa merece forte condenação".

Anteriormente, Luís Montenegro tinha publicado na rede social X uma mensagem onde condenou, este domingo, "veementemente a tentativa de ataque" contra o presidente dos Estados Unidos.

"A democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política", escreveu o primeiro-ministro.

Outra das reações veio do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que disse ter ficado chocado com a "tentativa de assassínio" de Trump, manifestando-se aliviado pelo facto de o presidente e aliado na guerra contra o Irão estar são e salvo.

A presidente da Comissão Europeia Ursula von der Leyen, disse ter ficado aliviada por saber que Trump e todos os participantes estavam bem: "A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma", afirmou nas redes sociais.

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o incidente como "profundamente preocupante" e também rejeitou a violência política, tal como a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola.

Por sua vez, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas afirmou que "a violência política não tem lugar numa democracia" e que "um evento destinado a homenagear a liberdade de imprensa nunca deveria tornar-se um cenário de medo".

Já o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou-se "chocado com as cenas no jantar" em Washington e disse que "qualquer ataque contra as instituições democráticas ou contra a liberdade de imprensa deve ser condenado com a maior firmeza".

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o incidente inaceitável: "A violência nunca tem lugar em democracia", assinalou, manifestando a Trump "todo o apoio".

Mais expressiva, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, expressou "plena solidariedade e a mais sincera proximidade" a Trump e a todos os presentes na gala em Washington.

Advertiu que "nenhum ódio político" deve ter lugar nas democracias e que não será permitido que "o fanatismo envenene os lugares de livre debate e de informação". Meloni apelou ainda para a defesa da "civilização do diálogo" como um "dique intransponível contra qualquer deriva intolerante".

O chanceler alemão, Friedrich Merz, condenou o incidente e afirmou que as decisões políticas são tomadas "por maioria, não pela força das armas".

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, manifestou respeito por Trump e também considerou que "a violência nunca deve ser o caminho a seguir".

Também o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, declarou que "a violência não tem lugar numa democracia e deve ser condenada de forma inequívoca".

O líder canadiano, Mark Carney, aludiu a um "evento inquietante" e considerou igualmente que "a violência não tem lugar em nenhuma democracia".

O homólogo paquistanês, Shehbaz Sharif, que tem liderado os esforços de negociações de paz na guerra do Irão, declarou-se "profundamente chocado" com o "tiroteio inquietante".

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, condenou o que descreveu como o ataque contra Trump e defendeu que "a humanidade só progredirá através da democracia, da coexistência e da paz".

Segundo as autoridades, o suspeito forçou um ponto de controlo de segurança no átrio do hotel, junto ao salão onde decorria o evento, por volta das 20h36 locais (01h36 em Lisboa). 

O presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados do salão do hotel de Washington onde se realizava o jantar anual da associação de correspondentes da Casa Branca após terem sido ouvidos disparos fora da sala.

Os secretários de Estado, Marco Rubio, do Tesouro, Scott Bessent, ou da Defesa, Pete Hegseth, foram alguns dos membros da administração também retirados.

O suspeito foi detido e deverá comparecer na segunda-feira perante um juiz.

Ministro da Defesa do Mali morre em ataque de rebeldes... O ministro da Defesa do Mali, Sadio Camara, um dos principais líderes da junta militar no poder desde 2020, foi morto no sábado durante um ataque de rebeldes separatistas em Kati, anunciaram este domingo fontes oficiais.

Por  sicnoticias.pt

"No ataque em Kati, o ministro Camara foi morto, assim como a sua segunda mulher", disse um membro da família do militar à agência de notícias francesa AFP.

A notícia da morte de Camara, corroborada por uma fonte governamental e por diversas fontes militares, foi divulgada por vários meios de comunicação, incluindo a rádio francesa RFI, a televisão do Qatar Al-Jazeera ou a publicação Africa Report.

Segundo fontes familiares e militares citadas pela RFI, Camara morreu após um ataque com um camião armadilhado à sua residência em Kati, nos arredores de Bamako.

A RFI disse que no ataque morreram também um das mulheres de Camara e dois dos netos, bem como outros civis que se encontravam na habitação.

A mesma rádio noticiou que o líder da junta militar maliana, Assimi Goita, foi retirado de Kati para um local seguro, enquanto um outro general ficou ferido e recebeu tratamento numa clínica da capital.

Camara era considerado uma figura central no regime militar liderado por Goita e desempenhou um papel determinante na aproximação estratégica com a Rússia, bem como na reestruturação das alianças de segurança na região do Sahel.

A morte de Camara ocorre num contexto de forte recrudescimento da violência e de ofensivas coordenadas lançadas no sábado por grupos armados em várias regiões do território maliano.

Os combates foram retomados hoje no Mali entre grupos rebeldes e o exército, apoiado por mercenários russos, em Kidal (norte) e Kati.

Os rebeldes tuaregues anunciaram que alcançaram um acordo que permite aos soldados russos do Africa Corps retirarem-se de Kidal, cidade que os separatistas afirmam agora controlar totalmente.

A Frente de Libertação do Azawad (FLA), que reivindica o território do norte do Mali, já tinha assegurado no sábado que assumira o controlo de Kidal após combates intensos.

O grupo lançou a ofensiva em coordenação com os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM, aliado da Al-Qaida), segundo a AFP.

Embora o Mali enfrente conflitos e violência extremista há mais de uma década, a ofensiva simultânea entre o JNIM e a FLA não tem precedentes desde que a junta militar assumiu o poder, em 2020.

Desde o amanhecer de sábado, os confrontos opuseram o exército aos atacantes na periferia de Bamako e em várias cidades estratégicas, como Gao e Sévaré.

O Governo maliano disse no sábado à noite que os combates tinham causado 16 feridos, entre civis e militares, e "danos materiais limitados", mas que a situação estava "totalmente sob controlo em todas as localidades".

A União Europeia (UE) condenou hoje "firmemente os ataques terroristas" no Mali e manifestou-se solidária com o povo maliano num comunicado divulgado pelos serviços da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

"Reafirmamos a nossa determinação na luta contra o terrorismo, bem como o nosso compromisso a favor da paz, da segurança e da estabilidade no Mali e em todo o Sahel", acrescentou.

Na mesma linha, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) condenou hoje energicamente os "ataques terroristas" no Mali.

"Estes atos hediondos demonstram mais uma vez a natureza bárbara dos autores, que continuam a ameaçar a paz, a segurança e a estabilidade em toda a sub-região da África Ocidental", afirmou a organização com sede em Abuja, na Nigéria.

A CEDEAO apelou à união e mobilização de todos os Estados, forças de segurança, mecanismos regionais e populações da região num "esforço coordenado para lutar" contra o flagelo do terrorismo.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, também condenou no sábado o "extremismo violento" no Mali e apelou a "um apoio internacional coordenado para enfrentar a ameaça evolutiva do extremismo violento e do terrorismo no Sahel".

Atirador 'está sob custódia' de autoridades, diz FBI... O FBI afirmou hoje que o suspeito de atirar em evento onde estava o presidente Donald Trump permanece sob custódia de autoridades americanas.

     Imagem: Reprodução/@realDonaldTrump.  Donald Trump postou fotos do suspeito de ser o atirador   Por  noticias.uol.com.br,

O que aconteceu

O comunicado foi publicado nas redes sociais. "O Esquadrão Nacional de Resposta do escritório do FBI em Washington foi acionado para um tiroteio no Washington Hilton, em Washington, D.C. O suspeito está sob custódia."

Trump foi retirado por agentes após fortes estampidos que pareciam tiros. O salão foi imediatamente esvaziado pela segurança, e as pessoas, orientadas a deixar o local. O presidente americano passa bem, segundo agências de notícias. O vice-presidente J. D. Vance também está seguro.

Pessoas relataram ter ouvido pelo menos cinco tiros. O suspeito de atirar foi preso e está sob custódia das forças de segurança, segundo a agência AP (Associated Press). Ainda não se sabe se o tiroteio ocorreu dentro ou fora do hotel Hilton, em Washington, local onde estava sendo realizado o evento, nem quais foram as motivações do atirador.

Centenas de pessoas estavam no local. Políticos, jornalistas e celebridades aguardavam o discurso de Trump antes do incidente.

Trump publicou nas redes sociais logo após o episódio. "Que noite! O Serviço Secreto e as forças policiais fizeram um trabalho fantástico. Agiram com rapidez e bravura", disse ele.

O atirador foi detido e eu recomendei que 'deixássemos o show continuar', mas seguiremos inteiramente as orientações das forças policiais (...) A primeira-dama, o vice-presidente e todos os membros do Gabinete estão em perfeitas condições.

Jantar foi cancelado

A associação lamentou o episódio. Weijia Jiang, presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), disse que a polícia solicitou que todos deixassem o local devido ao protocolo de segurança e que, por isso, o evento não será retomado. Trump pediu que o evento seja reagendado nos próximos 30 dias, afirmou a associação.

Evento tradicional com presidentes americanos

Jantar dos correspondentes é um evento tradicional, com presença de presidentes americanos. Trump —que frequentemente entra em choque com a imprensa— nunca tinha ido a esse evento. "Fake news" é uma expressão que ele tem usa recorrentemente para se referir à cobertura da Casa Branca. Em diversas ocasiões, ofendeu jornalistas pessoalmente após perguntas em coletivas de imprensa.

A gestão de Trump também baniu da Casa Branca a tradicional agência internacional AP. A agência não aderiu à mudança proposta por Trump de chamar o Golfo do México de Golfo da América.

O governo Trump também já processou e ameaçou encerrar atividades de diversos veículos de mídia. Este ano, por exemplo, o setor de comunicações americano pretendeu revogar licenças de canais de TV devido à cobertura da guerra no Irã.

No jantar, seria premiada uma reportagem que deixou Trump irado, sobre um cartão de aniversário enviado para Jeffrey Epstein. O americano processou o veículo que publicou a história, o Wall Street Journal. O prêmio que será dado à reportagem se chama "coragem e responsabilização".

Donald Trump diz que Irão apresentou nova proposta após cancelamento de viagem a Islamabad... O Presidente dos Estados Unidos explicou que a deslocação de Steve Witkoff e Jared Kushner foi suspensa depois de lhe ter sido dito que a reunião estaria marcada apenas para terça-feira da próxima semana.

Por  SIC Notícias

Donald Trump afirma que o Irão enviou nova proposta de negociações após cancelamento da viagem da delegação norte-americana a Islamabad.

O Presidente dos Estados Unidos explicou que a deslocação de Steve Witkoff e Jared Kushner foi suspensa quando lhe foi dito que a reunião seria apenas na terça-feira.

"Não vão fazer um voo de 18 horas para irem até lá. Nós temos todas as cartas na manga. Podem ligar-nos quando quiserem, mas vocês não vão fazer mais voos de 18 horas para ficarem sentados a conversar sobre nada", afirmou o presidente norte-americano.

Donald Trump tinha revelado na sexta-feira que os dois enviados norte-americanos se deslocariam ao país, mas acabou por recuar na decisão, justificando que não faz sentido uma deslocação com a duração de cerca de 18 horas.

sábado, 25 de abril de 2026

GUINÉ-BISSAU REGISTA MAIS DE 185 MIL CASOS DE PALUDISMO E MAIS DE 460 MORTES EM 2022

 Rádio Sol Mansi  25/04/2026 

O Ministério da Saúde Pública revelou que a Guiné-Bissau registou, em 2022, cerca de 185 mil casos de paludismo e mais de 460 mortes associadas à doença, números que continuam a preocupar as autoridades sanitárias.

Os dados foram divulgados este sábado, em Bissau, por Saunde Camará, Diretor-geral da Administração do Sistema de Saúde, durante a cerimónia que assinala o Dia Mundial de Luta contra o Paludismo.

Em representação do ministro da Saúde, Camará alertou que a situação do paludismo no país é alarmante, sublinhando que toda a população está em risco de contrair a doença.

Por sua vez, Alessandra Casazza, representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Guiné-Bissau, afirmou que o paludismo continua a ser um dos principais desafios de saúde pública no país, com impacto direto no desenvolvimento humano.

Presente no ato, a Câmara Municipal de Bissau, enquanto entidade responsável pela gestão da cidade, prometeu reforçar ações de saneamento básico e campanhas de sensibilização, com vista à mudança de comportamentos e hábitos que contribuam para a prevenção do paludismo.

Irão? "Ninguém sabe quem está ao comando", diz Donald Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que "ninguém sabe quem está ao comando" no Irão, após cancelar a viagem da delegação negocial a Islamabad ao saber que o chefe da diplomacia iraniana abandonara a capital paquistanesa.

© Anna Moneymaker/Getty Images    Por LUSA    25/04/2026 

"Há enormes lutas internas e uma grande confusão na sua 'liderança'. Ninguém sabe quem está ao comando, nem mesmo eles próprios", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, declarou hoje que não é claro se os Estados Unidos são "realmente sérios" em matéria de diplomacia, depois de dar por terminadas as negociações de paz no Paquistão e seguir para Omã, tendo Washington logo cancelado o envio da sua delegação ao país mediador.

Numa mensagem publicada na rede social X depois de ter deixado Islamabad, após reuniões com altos responsáveis paquistaneses, o chefe da diplomacia iraniana disse ter "apresentado a posição do Irão sobre um enquadramento viável para pôr um fim duradouro à guerra", acrescentando "não saber ainda se os Estados Unidos são realmente sérios em diplomacia".

Pouco depois da partida de Araghchi do Paquistão, Trump anunciou que os enviados norte-americanos não se deslocariam a Islamabad para negociações, como estava previsto, alegando que Washington tem uma vantagem estratégica em relação a Teerão.

O Presidente norte-americano disse ter ordenado a suspensão da viagem de Steve Witkoff e Jared Kushner, que iriam participar numa segunda ronda de contactos indiretos com o Irão em território paquistanês, justificando a decisão com uma alegada vantagem estratégica dos Estados Unidos no conflito com Teerão e acrescentando que "os iranianos podem ligar quando quiserem", não havendo necessidade de deslocações diplomáticas sem garantias de resultados.

Trump negou que o cancelamento da viagem signifique uma retomada da guerra com o Irão ou possa implicar uma escalada militar: "Não significa isso. Ainda não pensámos nisso".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação à ofensiva, o Irão encerrou o estreito de Ormuz, abalando a economia mundial, e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

A 02 de março, Israel iniciou uma guerra com o Líbano, em resposta a um ataque do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, o que fez aumentar os receios de alastramento da guerra a todo o Médio Oriente.

Washington e Teerão acordaram a 07 de abril um cessar-fogo de duas semanas, para negociações assentes num plano de dez pontos de Teerão para pôr fim a 40 dias de guerra.

O cessar-fogo foi prorrogado a 21 de abril pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas antes de expirar, para que o Irão apresente o seu plano, que prevê o levantamento das sanções internacionais e a retirada das tropas norte-americanas da região em troca de um compromisso iraniano de não produzir armas nucleares e garantir a passagem segura pelo estreito de Ormuz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o prorrogamento do cessar-fogo, afirmando tratar-se de "um passo importante rumo ao apaziguamento e à criação de um espaço fundamental para a diplomacia e a construção de confiança entre o Irão e os Estados Unidos".

Guarda Revolucionária diz que controlo de Ormuz é estratégia definitiva... Teerão, 25 abr 2026 (Lusa) -- A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que o controlo do estreito de Ormuz constitui uma "estratégia definitiva" de Teerão no seu conflito com os Estados Unidos.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA  25/04/2026 

"Controlar o estreito de Ormuz e manter o consequente efeito dissuasor sobre os EUA e os seus aliados na região é uma estratégia definitiva da República Islâmica do Irão", defendeu a Guarda Revolucionária, exército da República Islâmica, numa nota publicada na rede social Telegram.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão numa altura em que decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu com ataques a interesses norte-americanos nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, causando uma crise mundial devido à subida dos preços do petróleo.

Washington e Teerão concordaram com uma trégua para tentar acabar com a guerra, e eram esperadas novas rondas de contactos durante o fim de semana no Paquistão, país que tem mediado as conversações, mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, já anunciou que suspendeu a participação dos Estado Unidos.

A guerra desencadeada pela ofensiva israelo-americana causou mais de cinco mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, que atacou Israel em 02 de março.


Leia Também: Turquia admite participar em operações de desminagem no Estreito de Ormuz após eventual acordo de paz

O ministro dos Negócios Estrangeiros turco considerou este sábado a possibilidade da Turquia integrar as operações multinacionais de desminagem no estreito de Ormuz, caso se chegue a um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irão.

MALI: Jihadistas reivindicam ataques coordenados no Mali... Os jihadistas do Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), afiliado à Al-Qaeda, reivindicaram hoje uma série de ataques coordenados no Mali, atos que já foram condenados de "forma enérgica" pelo governo norte-americano.

© ABDULAZIZ KETAZ/AFP via Getty Images   Por LUSA  25/04/2026 

Homens armados atacaram vários pontos da capital do Mali, Bamako, e outras cidades do país, num ataque coordenado que envolveu confrontos intensos com as forças armadas, segundo autoridades e testemunhas em declarações à Agencia Associated Press (AP).

O JNIM, que combate há anos os militares no poder em Bamako, assumiu a "responsabilidade" pelos ataques à "sede do presidente maliano Assimi Goïta", à "sede do ministro da Defesa Sadio Camara", ao "aeroporto internacional" da capital e a "instalações militares na cidade de Kati", vizinha de Bamako.

Em comunicado, o grupo jihadista afirma ainda ter tomado a cidade-chave de Kidal, no norte do país, "após uma operação bem-sucedida contra o Exército maliano e os mercenários do corpo russo, com a participação" da Frente de Libertação do Azawad (FLA), a rebelião tuaregue maliana.

Os Estados Unidos já vieram condenar "de forma enérgica" os ataques terroristas registados em várias cidades, expressando as "mais profundas condolências" às vítimas e reafirmando o apoio ao povo e às autoridades malianas no combate à violência e na promoção da estabilidade.

Num comunicado divulgado na rede social X e citado pela agência de notícias espanhola EFE, os EUA disseram estar disponíveis para apoiar os esforços de paz e segurança no Mali e na região.

O exército maliano afirmou que "grupos terroristas armados" atacaram instalações militares e outras posições na capital, garantindo mais tarde que a situação estava sob controlo.

Na capital e arredores, incluindo o aeroporto internacional de Modibo Keïta e a cidade militar de Kati, registaram-se tiroteios, explosões e presença de helicópteros militares, levando a alertas de segurança da embaixada dos Estados Unidos, relata a AP.

Também foram reportados confrontos noutras cidades do centro e norte do país, como Gao, Kidal, Mopti e Sévaré, com relatos de mortos e movimentos de combatentes, num contexto de agravamento da violência jihadista e separatista no Mali.

Os combates prosseguiam ao longo do dia nas imediações de Bamako e noutras cidades estratégicas do país, entre o Exército maliano e "grupos terroristas" envolvidos em ataques simultâneos, segundo fontes militares e observadores locais.

As forças armadas malianas afirmaram ter repelido vários ataques e garantiram que a situação está "sob controlo", embora helicópteros militares continuassem a operar na periferia de Bamako, onde várias zonas estratégicas foram encerradas.

O Mali, governado por uma junta militar, enfrenta há mais de uma década violência jihadista e conflitos separatistas, mas esta é considerada uma das ofensivas mais graves dos últimos anos contra o regime, sem que haja ainda balanço oficial de vítimas.


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O Governo do Burkina Faso vai recrutar 100 mil civis até final deste ano para reforçar a reserva militar e apoiar o exército na luta contra os jihadistas, anunciou hoje o ministro da Guerra e Defesa Patriótica.

Chefe da diplomacia iraniana entrega a Islamabad respostas aos EUA... O responsável pela diplomacia do Irão, Abbas Araqchi, entregou hoje em Islamabad ao chefe do exército paquistanês as respostas de Teerão às propostas dos Estados Unidos para acabar a guerra, noticiou a televisão estatal iraniana.

© Lusa  25/04/2026 

O documento visa consolidar o cessar-fogo em vigor, embora sem haver ainda perspetivas de um encontro direto com a delegação norte-americana, que também se encontra na capital paquistanesa, Islamabad, para reuniões com as autoridades locais.

As autoridades iranianas já tinham afirmado que não têm intenção de se reunir hoje com os representantes norte-americanos, o conselheiro para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do Presidente Donald Trump.

A visita de Araqchi ao Paquistão é a primeira etapa de uma digressão regional que levará o diplomata nos próximos dias a Omã, mediador nas conversações sobre o programa nuclear iraniano, e à Rússia, o principal aliado de Teerão.

A televisão iraniana limitou-se a referir que a nota entregue por Araqchi ao general Asim Munir "é exaustiva e aborda todas as preocupações de Teerão", sem facultar mais detalhes, segundo a agência espanhola Europa Press (EP).

Apesar da incerteza, o encontro de hoje sublinha a importância da mediação paquistanesa, com Araqchi a reunir-se com a cúpula do aparelho de segurança do Paquistão.

O chefe do exército esteve acompanhado pelo conselheiro de segurança nacional, Asim Malik, e pelo ministro do Interior, Mohsin Naqvi.

A delegação iraniana incluiu ainda o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Kazem Gharibabadi, o embaixador em Islamabd, Reza Amiri-Moghaddam, e o porta-voz do ministério, Esmail Baghaei.

A entrega do documento deixa antever que o Irão decidiu apostar num modelo de conversações indiretas após o fracasso da reunião de 11 e 12 de abril, que terminou sem acordo após mais de 20 horas de negociações.

Desde então, os intercâmbios têm continuado através do Paquistão, com ambas as partes a ajustarem posições para evitar uma rutura formal.

O cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.

A guerra no Médio Oriente foi desencadeada pela ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão sobre o programa nuclear iraniano.

O Irão respondeu com ataques a interesses norte-americanos nos países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, causando uma crise mundial devido à subida dos preços do petróleo.

A guerra causou já mais de cinco mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelo grupo pró-iraniano Hezbollah, que atacou Israel em 02 de março.


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As autoridades iranianas detiveram 239 pessoas acusadas de preparar o terreno para uma ação militar dos Estados Unidos e de Israel no âmbito da guerra contra o país, anunciou hoje a Guarda Revolucionária.

Israel mantém ataques contra Hezbollah apesar da nova trégua... Israel atacou posições do grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano durante a noite, anunciou hoje o exército israelita, apesar da nova trégua de três semanas anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

© KAWNAT HAJU/AFP via Getty Images       Por  LUSA    25/04/2026 

O anúncio da trégua por Washington foi uma condição imperativa das autoridades iranianas para prolongar o cessar-fogo na guerra do Irão e permitir negociações, que deverão recomeçar hoje no Paquistão. 

As forças de Israel atacaram posições de lançamento de foguetes do Hezbollah em Deir Zahran, Kafr Raman e Al Saamiya, disse o estado-maior israelita num comunicado citado pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

As zonas atacadas situam-se a norte da linha amarela que marca as posições avançadas de Israel após a invasão do sul do Líbano.

Ainda não há registo de vítimas nestes novos ataques de Israel.

A agência oficial de notícias libanesa NNA confirmou confrontos entre Israel e o Hezbollah em Bint Jbeil, bastião das milícias no sul libanês, igualmente sem confirmação de baixas até ao momento.

Nas últimas horas, o jornal israelita Haaretz, que cita fontes militares, noticiou que o exército retirou "boa parte das forças" no sul do Líbano para consolidar posições em vez de continuar a avançar.

O exército israelita ainda controla uma linha de posições nas colinas situadas entre oito e 10 quilómetros a norte da fronteira com o Líbano para impedir que mísseis antitanque atinjam as populações fronteiriças.

No entanto, o número de efetivos e a carga de trabalho diminuíram significativamente, de acordo com as informações do Haaretz.

A ofensiva de Israel no Líbano contra o grupo xiita pró-iraniano Hezbollah já causou mais de 2.400 mortos e um milhão de deslocados desde 02 de março, segundo as autoridades de Beirute.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Médio Oriente ao atacar Israel em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, em 28 de fevereiro, no início da ofensiva israelo-americana contra Teerão.

O grupo xiita rejeitou na sexta-feira o cessar-fogo "perante a continuação dos atos hostis de assassínio, bombardeamento e disparos por parte de Israel".

"Cada ataque israelita contra qualquer alvo libanês, independentemente da natureza, confere à resistência o direito de responder proporcionalmente, de acordo com o contexto no terreno", advertiu o deputado do Hezbollah Ali Fayyad.

Israel exige ao Governo do Líbano o desarmamento do Hezbollah, entre outras condições para cessar as hostilidades.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

CABO VERDE: Partido na oposição cabo-verdiana queixa-se à Comissão Nacional de Eleições... O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) apresentou 15 queixas à Comissão Nacional de Eleições, nos últimos 11 dias, por alegado uso de recursos públicos e outros a favor do Movimento para a Democracia (MpD, poder).

© Lusa    noticiasaominuto.com   24/04/2026

"Nos últimos 10 a 11 dias nós apresentámos cerca de 15 queixas: temos enviado quase uma queixa por dia à CNE [Comissão Nacional de Eleições], mas as respostas têm sido, sobretudo, no sentido de fazer recomendações ao Governo, não mudam as práticas", disse hoje o secretário-geral do PAICV, Vladimir Ferreira, em conferência de imprensa.

O responsável fazia um balanço da pré-campanha eleitoral para as eleições legislativas de 17 de maio.

São necessárias "medidas mais enérgicas", disse o dirigente, acerca de uma troca de acusações que é cíclica entre os dois partidos no arco do poder nacional e autárquicos.

Desta feita, é o PAICV que se queixa de "tratamento desigual".

"Mesmo do ponto de vista do código eleitoral há vários aspetos que precisam de ser discutidos: faz sentido que o presidente do PAICV, enquanto autarca [presidente da Câmara da Praia, Francisco Carvalho], tenha de suspender o seu mandato para poder ser candidato e o primeiro-ministro continue a exercer funções", questionou.

"Há aqui uma desigualdade de situações", acrescentou, em referência à recandidatura de Ulisses Correia e Silva a um terceiro mandato à frente do Governo, pelo MpD.

Por outro lado, o líder do PAICV tem-se queixado de perseguição pela Justiça, ao ser ouvido pelo Ministério Público no âmbito de investigações à Câmara da Praia.

Questionado sobre o assunto, Vladimir Ferreira considerou que, ao "ser aceite pelos tribunais", a candidatura de Francisco Carvalho foi validada e, "neste momento, ele é oficialmente candidato em igualdade de direitos" com os restantes.

O secretário-geral do PAICV anunciou que o partido vai abrir oficialmente a campanha eleitoral no dia 30 de abril com um comício de apresentação dos candidatos a deputados em Santiago Sul, círculo eleitoral que inclui a capital, Praia, e cuja lista é encabeçada por Francisco Carvalho.


Leia Também: Pedro Pires agradece apoio de Angola em estudo dos PALOP

O antigo Presidente de Cabo Verde Pedro Pires agradeceu hoje ao Presidente angolano, João Lourenço, o apoio na elaboração do estudo sobre a história das lutas de libertação nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

MALÁRIA: OMS aprova tratamento contra malária para recém-nascidos e bebés até 5 kg... OMS anunciou hoje que aprovou o primeiro tratamento contra a malária para recém-nascidos e bebés até cinco quilogramas, algo particularmente importante para África onde a doença é endémica e nascem cerca de 30 milhões de bebés/ano.

© Getty Images     Por LUSA   24/04/2026 

O tratamento, denominado arteméter-lumefantrina, foi pré-qualificado para recém-nascidos e bebés até aos cinco quilogramas pela agência de saúde da ONU, o que significa que cumpre os padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Esta pré-qualificação abre as portas à sua compra por parte de redes de saúde públicas e, com isso, ajudará a ampliar o acesso a tratamentos de qualidade para um dos grupos de pacientes mais negligenciados, assinalou a OMS.

Cerca de 30 milhões de bebés nascem todos os anos em zonas de África onde a malária é endémica, mas até agora os que contraíam esta doença potencialmente mortal eram tratados com fórmulas pensadas para crianças de maior idade, o que aumentava o risco de erros de dosagem, efeitos secundários e intoxicações.

Em 2024, registaram-se cerca de 282 milhões de casos de malária e, embora 47 países tenham sido certificados como livres desta doença e outros 37 reportem menos de mil contágios anuais, o progresso global está a estagnar, advertiu a entidade de saúde.

A agência estima, no entanto, que no que vai do século, vacinas, tratamentos e medidas de prevenção tão simples como redes mosquiteiras permitiram evitar cerca de 2.300 milhões de infeções adicionais e salvaram 14 milhões de vidas.

"Acabar com a malária nesta geração não é um sonho, mas uma possibilidade real, mas só se pode conseguir com compromisso político e financeiro sustentado", destacou no comunicado o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. 


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As doenças infecciosas, como a malária, moldaram a forma como as primeiras populações humanas se distribuíram pelos territórios, assumindo um "papel crucial" na definição dos atuais 'habitats' da humanidade, conclui um estudo hoje divulgado.

Rússia ameaça com resposta dura a novo pacote de sanções europeu... A Rússia ameaçou hoje usar uma resposta dura ao 20.º pacote de sanções da União Europeia (UE) contra Moscovo, anunciado pelo bloco dos 27 na quinta-feira devido à invasão russa da Ucrânia.

© Lusa   24/04/2026 

"Vamos tomar medidas de retaliação. Serão duras", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, que não concretizou as ameaças, indicando apenas que "serão desenvolvidas e implementadas" de acordo com os interesses de Moscovo, segundo citou a agência de notícias Interfax.

A porta-voz disse que Moscovo "condena veementemente quaisquer medidas unilaterais ilegítimas e coercivas" e que "cada vez mais países partilham e apoiam esta posição".

Maria Zakharova criticou também o mais recente pacote de sanções da UE como uma "ameaça à segurança alimentar", além de prejudicar a segurança energética.

"Os mesmos países que defendem com mais veemência a segurança alimentar estão a tomar medidas para minar a segurança alimentar a nível global", afirmou ainda.

A UE aprovou na quinta-feira, durante uma cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo do bloco em Chipre, um novo pacote de sanções contra a Rússia, além de um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, após o levantamento dos vetos húngaro e eslovaco que estavam a atrasar estas medidas.

O 20.º pacote de sanções inclui a proibição de serviços marítimos para os petroleiros da Rússia e restrições a mais empresas energéticas e bancos russos, bem como medidas para impedir a entrada de produtos sensíveis no país.

A Comissão Europeia propôs originalmente estas medidas restritivas em 06 de fevereiro, com o objetivo de chegar a um acordo entre os 27 antes do quarto aniversário da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

Responsáveis ??das instituições comunitárias deslocaram-se a Kiev por essa ocasião, mas o anúncio do novo apoio europeu à Ucrânia e da atualização das sanções contra a Rússia teve de ser adiado devido aos vetos de Budapeste e Bratislava.


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As autoridades da Polónia informaram hoje que a Força Aérea polaca intercetou dois caças russos SU-30 que sobrevoavam o mar Báltico, numa altura em que aumenta a tensão entre os dois países, no contexto da invasão russa da Ucrânia.