segunda-feira, 4 de maio de 2026

EUA dizem ter destruído seis embarcações iranianas, mas Irão nega... As forças norte-americanas anunciaram hoje a destruição de seis embarcações iranianas e a interceção de mísseis e drones do Irão contra navios militares dos EUA e embarcações comerciais.

© Sahar AL ATTAR / AFP via Getty Images  Por  LUSA  04/05/2026 

O Irão contestou a versão norte-americana, negando que qualquer embarcação tenha sido destruída pelas forças dos Estados Unidos.

"A declaração dos EUA que afirma ter afundado vários navios de guerra iranianos é falsa", afirmou um responsável militar iraniano, citado pela televisão estatal.

De acordo com o chefe do Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), Brad Cooper, helicópteros de ataque Apache e Seahawk visaram "seis barcos iranianos que representavam uma ameaça para a navegação comercial".

O responsável acrescentou que as forças norte-americanas "neutralizaram eficazmente" todos os mísseis e drones disparados contra as suas unidades e contra navios civis na região.

As versões contraditórias surgem num contexto de escalada de tensão no golfo Pérsico, com ataques e operações militares a afetarem a segurança da navegação numa das principais rotas energéticas mundiais.

Fox News


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Pelo menos dois trabalhadores estrangeiros ficaram hoje feridos quando um edifício residencial foi atingido na província de Bukha, um enclave de Omã separado do resto do país pelos Emirados Árabes Unidos (EAU), disse uma fonte oficial.

Nigéria vai repatriar 130 cidadãos após ataques xenófobos na África do Sul... A Nigéria anunciou o repatriamento voluntario de 130 cidadãos na África do Sul, na sequência de recentes protestos contra imigrantes no país, indicou a ministra dos Negócios Estrangeiros.

© rna.ao/rna.ao     Por  LUSA  04/05/2026 

A governante indicou ter convocado o alto-comissário interino da África do Sul em Abuja para expressar a "profunda preocupação" do Governo nigeriano face à situação.

Pelo menos 130 nigerianos manifestaram vontade de regressar ao país, número que poderá aumentar, segundo a ministra dos Negócios Estrangeiros, Bianca Odumegwu-Ojukwu.

Nos últimos meses, a África do Sul tem registado um aumento de episódios de violência xenófoba, num contexto de elevado desemprego, superior a 30%, e de agravamento do discurso anti-imigrante.

Apesar disso, as autoridades nigerianas indicaram que não há registo de mortes de cidadãos nigerianos nos protestos mais recentes.

A ministra reiterou, no entanto, que "a vida e os negócios dos nigerianos na África do Sul não devem continuar a ser ameaçados".

Odumegwu-Ojukwu considerou que estes "comportamentos xenófobos" tendem a intensificar-se em períodos eleitorais e acusou os "partidos da oposição anti-estrangeiro" de explorarem a questão para ganharem votos.

As eleições autárquicas sul-africanas estão previstas para novembro.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-africano, Ronald Lamola, reuniu-se com a sua homóloga nigeriana, tendo ambos reafirmado o compromisso de abordar as causas da migração irregular e encontrar soluções conjuntas.

As autoridades sul-africanas condenaram os ataques, classificando-os como ilegais e contrários aos princípios constitucionais do país.

De acordo com dados oficiais, mais de três milhões de estrangeiros vivem na África do Sul, representando cerca de 5% da população.


Leia Também: O Governo moçambicano anunciou hoje que o Presidente Daniel Chapo vai amanhã à África do Sul devido à violência xenófoba no país vizinho...      A intenção seria avaliar "a presente situação e buscar soluções que conduzam a uma convivência pacífica entre os povos moçambicano e sul-africano".

Em Nampula, a sociedade civil criticou o silêncio do Governo até agora, sobretudo do Presidente da República, face aos ataques xenófobos na África do Sul. Em entrevista à DW, Sismo Muchaiabande, ativista e presidente da Associação de Paralegais para a Assistência no Apoio do Desenvolvimento Sustentável da Comunidade (APAADEC) lembra que não é a primeira vez que estes ataques acontecem.

EUA escoltam navios no estreito de Ormuz para restabelecer segurança... O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje que dois navios mercantes com bandeira norte-americana transitaram "com sucesso" pelo estreito de Ormuz, com apoio de contratorpedeiros.

© Shady Alassar/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  04/05/2026 

Segundo um comunicado divulgado nas redes sociais, o CENTCOM indicou que os navios militares participaram na missão "Projeto Liberdade", anunciada no domingo pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com o objetivo de restabelecer o tráfego marítimo comercial numa das principais rotas energéticas mundiais e possibilitar a passagem dos navios retidos no estreito devido ao bloqueio iraniano.

As autoridades norte-americanas informaram que as embarcações mercantes seguem "em segurança", sem especificar a data da travessia nem o momento de chegada dos navios de guerra à região.

O anúncio surge num contexto de elevada tensão, após os Estados Unidos (EUA) terem negado alegações iranianas de que um navio da Marinha norte-americana teria sido atingido perto de um porto iraniano.

Agências noticiosas iranianas, incluindo a Fars e a ILNA, tinham afirmado que uma embarcação dos EUA tinha violado as normas de navegação e tinha sido forçada a recuar, versão rejeitada por Washington.

A iniciativa norte-americana, que arrancou hoje, poderá envolver contratorpedeiros de mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.

Ao anunciar a missão, Trump não forneceu detalhes concretos sobre o tipo de assistência prestada aos navios comerciais.

O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pelos EUA, recomendou que os navios atravessem o estreito por águas de Omã, numa "área de segurança reforçada", alertando para riscos elevados devido à presença de minas não neutralizadas.

Teerão reagiu considerando a operação uma violação do cessar-fogo em vigor há mais de três semanas e avisou que qualquer força militar estrangeira que entre no estreito de Ormuz poderá ser alvo.

O controlo iraniano sobre esta via, essencial para o transporte global de petróleo e gás, tem sido apontado como uma vantagem estratégica no conflito com os Estados Unidos e Israel, com impacto direto nos preços da energia a nível internacional.

O Presidente norte-americano alertou que qualquer tentativa de bloqueio por parte do Irão será respondida "com força", descrevendo a operação "Projeto Liberdade" como uma missão de caráter humanitário para apoiar tripulações retidas na região.

Entretanto, os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irão de atacar um petroleiro ligado à sua principal companhia petrolífera com drones, sem registo de vítimas.

Depois de Washington ter prorrogado o cessar-fogo acordado em 08 de abril, o impasse diplomático entre os Estados Unidos e o Irão tem vindo a arrastar-se.

As partes continuam a manter um bloqueio seletivo do estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás pela qual, em tempo de paz, circulava cerca de 20% dos combustíveis fósseis mundiais.


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As autoridades iranianas disseram hoje que não planeavam atacar os Emirados Árabes Unidos, que denunciaram uma "escalada perigosa" de Teerão e anunciaram ter o "legítimo direito a responder".

Disparos contra navios dos Estados Unidos foram "de advertência"... Os disparos efetuados hoje pela marinha iraniana, incluindo de mísseis de cruzeiro, contra navios militares norte-americanos no estreito de Ormuz foram de advertência, informou a televisão estatal, citando um comunicado militar.

© Lusa  04/05/2026 

"Uma vez que os navios americano-sionistas [norte-americanos e israelitas] ignoraram a nossa advertência inicial, a marinha (...) lançou mísseis de cruzeiro, foguetes e drones de combate na sua direção", disse a mesma fonte, citada pela agência France-Presse (AFP).

O Irão tinha alertado que atacaria as forças dos Estados Unidos caso se aproximassem do estreito estratégico.

O aviso de Teerão seguiu-se ao anúncio no domingo do Presidente norte-americano, Donald Trump, da iniciativa "Project Freedom" (Projeto Liberdade) para ajudar centenas de navios retidos há dois meses no golfo Pérsico.

O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou a informação inicial das forças iranianas sobre disparos contra navios norte-americanos quando se tentavam aproximar do estreito de Ormuz.

"Nenhum navio norte-americano foi atingido. As forças norte-americanas continuam a apoiar a operação 'Project Freedom' e o bloqueio naval dos portos iranianos", anunciou o Comando Central, responsável pelas operações militares no Médio Oriente, citado pela agência espanhola EFE.

Ao anunciar a iniciativa no domingo, Trump esclareceu que visa conduzir navios mercantes através do estreito, mas sem incluir uma escolta militar formal das embarcações.

Trump assegurou que qualquer interferência com a operação para permitir o trânsito de navios retidos no golfo Pérsico devido à guerra seria "tratada pela força"

Na sequência do desmentido do comando norte-americano, as forças armadas do Irão asseguraram que a marinha fez disparos de advertência por os contratorpedeiros terem ignorado avisos por rádio do "risco de violação do cessar-fogo".

O exército iraniano disse que a operação de hoje visou impedir qualquer tentativa de navegação no estreito que não seja coordenada com Teerão, num momento em que Washington tenta reabrir a via marítima para a passagem de navios comerciais.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra países da região.

A guerra causou já milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, e uma crise nos preços do petróleo por Teerão ter bloqueado o estreito por onde passa um quinto dos abastecimentos dos mercados internacionais.

O Irão e os Estados Unidos concordaram com um cessar-fogo que entrou em vigor em 08 de abril para tentar negociar o fim da guerra, mas sem êxito até hoje.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou hoje à reabertura do estreito de Ormuz, coordenada entre o Irão e os Estados Unidos e demonstrou ceticismo quanto à última proposta dos Estados Unidos.

GUERRA NA UCRÂNIA: Drone atinge prédio residencial em Moscovo perto do Kremlin... Um drone ucraniano embateu hoje num prédio residencial na capital da Federação Russa, Moscovo, a escassos 10 quilómetros da Presidência (Kremlin), segundo o autarca local, Sergei Sobyanin.

© Lusa   04/05/2026 

"Em Moscovo, um drone atingiu uma das torres do edifício residencial 'Don na Mosfilmovskoi'", escreveu Sobyanin no canal MAX, o equivalente russo do Telegram.

Segundo a mesma fonte, não houve vítimas do ataque e as defesas antiaéreas de Moscovo abateram o ataque de outros dois drones que iam em direção à metrópole.

De acordo com o canal Baza no Telegram, o impacto do drone danificou a fachada do prédio e algumas das suas janelas.

O canal ucraniano Exilenova+ no Telegram descreve que o ataque foi realizado por um drone 'kamikaze' FP-1, com alcance de até 1.600 quilómetros e carga útil máxima de 120 quilos de explosivos.

Segundo a agência noticiosa espanhola EFE, várias explosões de drones abatidos foram ouvidas no sul de Moscovo de madrugada.

Os aeroportos de Vnukovo e Domodedovo (sul), junto à capital russa, suspenderam as operações por várias horas devido à ameaça de drones.

O ministério da Defesa russo informou na conta MAX o abate de 117 drones ucranianos de asa fixa sobre 14 regiões russas, incluindo Moscovo.


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Pelo menos três pessoas morreram entre a noite de sábado e hoje na Ucrânia devido a ataques de Moscovo, enquanto as forças ucranianas atingiram dois petroleiros russos no mar Negro, segundo o Presidente ucraniano.

MULHERES: É por estes 5 motivos que as mulheres engordam (facilmente) depois dos 50... Sente que a partir dos 50 anos começou a engordar mais? Especialistas desvendam este mistério. As causas prendem-se com mudanças hormonais e não só. Saiba o que pode estar por detrás deste fenómeno.

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   04/05/2026 

Não é falta de disciplina, nem sedentarismo - se sentiu que começou a engordar depois dos 50 anos há uma explicação.

Saiba o que dizem os médicos do Very Well Health acerca do aumento de peso nas mulheres a partir dos 50 anos. 

Mudanças hormonais durante a menopausa

"Durante esse período, os níveis de estrogénio descem, o que aumenta o apetite e pode levar ao armazenamento de gordura em torno da barriga". Além disso, pode apresentar outros sintomas como: Excesso de calor; problemas de sono e secura vaginal.

Metabolismo mais lento com a idade

Investigações citadas pela mesma fonte mostram que os homens também ganham peso com a idade, sugerindo que "o envelhecimento contribui para o ganho de peso. À medida que envelhece, a taxa metabólica basal, as calorias queimadas pelo seu corpo em repouso, diminui. Cerca de 60-80% das calorias que queima vêm do seu metabolismo em repouso. O resto vem da atividade e da digestão dos alimentos".

Perda de massa muscular ao longo do tempo

"Depois dos 30 anos, a massa muscular diminui cerca de 3-8% a cada 10 anos. Como o músculo queima mais calorias do que gordura, ter menos significa queimar menos calorias em repouso. Menos estrogénio também pode fazer com que armazene mais gordura e tenha menos músculo, mesmo que o seu peso não mude".

Mudanças no estilo de vida

A atividade física deixa de ser uma prioridade na vida destas mulheres e os resultados são nítidos, tendo em conta que as suas necessidades calóricas também diminuem e muitas vezes nem sempre acompanham esta descida.

Ainda assim, precisa de nutrientes, "tornando a qualidade dos alimentos mais importante". O aumento de peso pode estar relacionado, por isso, com a falta de proteína suficiente, consumo excessivo de hidratos e muitos outros excessos e hábitos de sono prejudiciais.

Problemas de saúde aliados à toma de alguns medicamentos

"Alguns problemas de saúde e respetivos tratamentos podem afetar o aumento do peso. Por exemplo, a depressão pode levar à alimentação emocional e à menor atividade física. Alguns antidepressivos ou medicamentos para pressão arterial também afetam o apetite e o metabolismo".

Mais de 100 aviões, navios e 15 mil militares nas escoltas em Ormuz... A operação dos Estados Unidos para libertar os navios retidos no estreito de Ormuz devido ao bloqueio iraniano mobilizará mais de 100 aeronaves, contratorpedeiros, drones e 15 mil efetivos militares.

© Getty Images    Por  LUSA   04/05/2026 

A missão, denominada, segundo Donald Trump, "Projeto Liberdade", terá início na segunda-feira, informou o chefe de Estado norte-americano, no domingo, numa mensagem na rede social que detém, Truth Social, depois de "países de todo o mundo" terem solicitado a ajuda dos EUA para permitir a passagem segura dos respetivos navios.

Segundo o Presidente, muitos dos países com navios bloqueados são inocentes e não têm qualquer relação com o conflito no Irão, pelo que os Estados Unidos entendem a escolta pelo estreito de Ormuz como um "gesto humanitário", no qual instam o Irão a participar.

O Comando Central do Exército dos Estados Unidos (Centcom), responsável pelas operações dos EUA na região, informou que na operação participarão "contratorpedeiros com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves com base em terra e no mar, plataformas autónomas [drones] de domínio múltiplo e 15 mil militares".

"O nosso apoio a esta missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, ao mesmo tempo que mantemos o bloqueio naval", afirmou o comandante do Centcom, Brad Cooper.

O comando acrescentou que o estreito de Ormuz é um corredor comercial essencial, que serve de passagem para um quinto do comércio mundial de petróleo por via marítima e "volumes significativos" de combustível e fertilizantes.


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O Irão ameaçou hoje atacar qualquer navio, incluindo dos Estados Unidos, que tente atravessar o estreito de Ormuz, depois do Presidente norte-americano Donald Trump anunciar a escolta dos navios pelas forças de Washington.

domingo, 3 de maio de 2026

Teerão recebeu resposta dos EUA à proposta para acabar com guerra... O Irão confirmou hoje que já recebeu, através do Paquistão, a resposta dos Estados Unidos à proposta iraniana de 14 pontos para acabar com a guerra, estando a analisar o conteúdo antes de emitir uma resposta oficial.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images  Por  LUSA  03/05/2026 

"A posição dos Estados Unidos sobre a proposta de Teerão chegou ao Irão através do Paquistão", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, à televisão estatal.

O diplomata explicou que a posição norte-americana "está a ser avaliada" e que, uma vez concluída a análise, o Irão apresentará a sua resposta.

Ismail Bagaei insistiu que a proposta iraniana "está exclusivamente centrada em pôr fim à guerra" e sublinhou que "as questões relacionadas com o programa nuclear não têm absolutamente lugar" nesse plano.

"O plano do Irão está condicionado exclusivamente ao fim da guerra. Nesta fase não mantemos negociações nucleares", acrescentou.

O porta-voz da diplomacia iraniana rejeitou ainda que o Irão tenha dado um prazo de 30 dias aos Estados Unidos para pôr fim à guerra.

"O prazo de 30 dias destina-se a acordar a forma como o acordo de paz deve ser implementado", explicou.

Segundo informações divulgadas na véspera pela agência Tasnim News Agency, o Irão apresentou, através do Paquistão, um plano de 14 pontos centrado no fim definitivo da guerra.

A proposta inclui garantias de não agressão militar, a retirada das forças norte-americanas da região envolvente, o levantamento do bloqueio naval, a libertação de ativos iranianos congelados, o pagamento de compensações, o levantamento de sanções e o fim da guerra em todas as frentes, incluindo Líbano, bem como um novo mecanismo para o Estreito de Ormuz.

No sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que iria analisar o plano enviado pelo Irão, mas adiantou: "Não consigo imaginar que seja aceitável".

Horas depois, meios de comunicação ligados à Guarda Revolucionária iraniana afirmaram que Trump enfrenta uma escolha limitada entre uma operação militar "impossível" ou alcançar um "mau acordo" com o Irão.

O Irão e os Estados Unidos realizaram uma reunião de alto nível em Islamabad, Paquistão, nos dias 11 e 12 de abril, mas não conseguiram chegar a um acordo para pôr fim ao conflito e, desde então, não alcançaram consenso para retomar as negociações.


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A Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) deu hoje conta de um ataque com um drone contra o laboratório externo de controlo de radiação da central nuclear ucraniana de Zaporijia, ocupada pela Rússia desde março de 2022.

IRÃO: "Trump tem de escolher entre operação militar impossível ou mau acordo"... A Guarda Revolucionária do Irão desafiou hoje os Estados Unidos a escolherem entre uma operação militar "impossível" ou um "mau acordo" no conflito no Médio Oriente.

© REUTERS/Morteza Nikoubazl   Por LUSA  03/05/2026 

"A margem de manobra dos Estados Unidos na tomada de decisões diminuiu" e o presidente norte-americano, "tem de escolher entre uma operação militar impossível ou um mau acordo com a República Islâmica", afirmou o serviço de informações da Guarda Revolucionária Islâmica num comunicado divulgado pela televisão estatal.

O serviço de informações iraniano citou, entre outras coisas, um "ultimato" iraniano em relação ao bloqueio norte-americano aos portos do país e uma "mudança de tom" da China, Rússia e Europa em relação a Washington.

"Os Estados Unidos são os únicos piratas do mundo com porta-aviões. A nossa capacidade de enfrentar piratas não é menor do que a nossa capacidade de afundar navios de guerra. Preparem-se para ver os vossos porta-aviões e as vossas forças acabarem no cemitério de navios", ameaçou Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, nomeado em março como conselheiro militar do novo líder supremo Mojtaba Khamenei, na rede social X.

A situação entre os dois países mantém-se num impasse desde que um cessar-fogo entrou em vigor em 08 de abril, após quase 40 dias de ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão e de ataques de retaliação de Teerão na região do Médio Oriente. Os esforços diplomáticos não conseguiram relançar as negociações diretas, após o encontro infrutífero realizado em Islamabade em 11 de abril, uma vez que as divergências continuam a ser significativas, desde o estreito de Ormuz até à questão nuclear iraniana.

O Presidente dos EUA declarou no sábado, na rede social Truth Social, que "vai estudar em breve um plano que o Irão" havia acabado de apresentar, mas mostrou-se muito cético sobre o assunto.

As agências de notícias iranianas informaram que o Irão havia apresentado um plano de 14 pontos a Washington, via Paquistão, com o objetivo de pôr fim ao conflito no prazo de 30 dias.

Segundo a agência noticiosa Tasnim, Teerão exige a retirada das forças norte-americanas das zonas próximas do Irão, o fim do bloqueio aos portos iranianos e do congelamento dos ativos iranianos, o pagamento de reparações, o levantamento das sanções, um "mecanismo" relativo ao estreito de Ormuz e "o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano".

A guerra já fez milhares de mortos, principalmente no Irão e no Líbano, e as suas repercussões continuam a abalar a economia global, com os preços do petróleo a atingirem níveis que não se viam desde 2022.


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Um tribunal israelita ordenou hoje o prolongamento por dois dias da detenção de dois ativistas da "Flotilha para Gaza", detidos por Israel ao largo da Grécia.

Israel ordena novas evacuações para lá da zona que controla no sul do Líbano... O exército israelita emitiu hoje novas ordens de evacuação "urgentes" para localidades situadas para além da zona que controla no sul do Líbano e que designa como uma "zona de segurança".

© Lusa   03/05/2026 

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF) em língua árabe, Avichai Adraee, publicou na rede social X um aviso dirigido aos habitantes de várias localidades, incluindo Nabatiyé.

Esta cidade situa-se vários quilómetros a norte da chamada "linha amarela", que delimita a "zona de segurança" com cerca de dez quilómetros de profundidade, no interior da qual Israel se autoriza a operar desde a entrada em vigor, a 17 de abril, de um frágil cessar-fogo com o Hezbollah, aliado do Irão no Líbano.

"Qualquer ameaça (...) mesmo para além da linha amarela e a norte do rio Litani [a cerca de 30 quilómetros da fronteira] será eliminada", advertiu na quarta-feira o chefe do Estado-Maior das IDF, Eyal Zamir, durante uma visita a esta zona do território libanês.

Dois soldados israelitas e um contratado do exército foram mortos, e dezenas de militares ficaram feridos no espaço de uma semana, devido a ataques com drones explosivos no sul do Líbano.

O movimento xiita libanês passou recentemente a recorrer a este tipo de aparelhos, guiados por fibra ótica, praticamente indetetáveis e com um alcance de várias dezenas de quilómetros, para realizar ataques diários contra as tropas israelitas no Líbano.

Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irão, continuam a trocar ataques apesar da trégua em vigor desde 17 de abril, tendo o exército israelita já realizado bombardeamentos além da "linha amarela".

O Presidente libanês, Joseph Aoun, apelou na quarta-feira a Israel para que cumpra "plenamente o cessar-fogo", antes do arranque das negociações de paz previstas entre os dois países, sob mediação dos Estados Unidos.

De acordo com os termos do acordo de cessar-fogo, Israel reserva-se "o direito de tomar, a qualquer momento, todas as medidas necessárias em legítima defesa" contra o Hezbollah.


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Trump planeia retirar "muito mais do que 5.000" soldados da Alemanha... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que planeia retirar "muito mais do que 5.000" soldados norte-americanos das bases na Alemanha, entre críticas aos aliados europeus pela falta de apoio na guerra contra o Irão.

© Fox News    Por  LUSA   03/05/2026 

"Vamos reduzir drasticamente, e vamos cortar muito mais do que 5.000", disse Donald Trump aos jornalistas na Florida. Uma declaração também interpretada como uma reação às críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, que acusou o Presidente republicano de ter sido "humilhado" por Teerão nas negociações para chegar a um acordo final sobre o conflito. 

Os comentários de Donald Trump surgem um dia depois de o Pentágono ter anunciado que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ordenou a retirada de "aproximadamente 5.000 soldados da Alemanha".

Segundo fontes do Pentágono, "a retirada estará concluída nos próximos seis a doze meses".

Atualmente, as forças armadas dos Estados Unidos têm uma presença maciça na Alemanha, com mais de 36.000 militares no ativo, distribuídos por várias instalações.

Nas declarações aos jornalistas na Florida o Presidente disse também que estava a analisar uma nova proposta iraniana para pôr fim à guerra, mas também expressou ceticismo de que esta levaria a um acordo.

"Informar-vos-ei mais tarde", disse antes de embarcar no Air Force One, acrescentando: "vão dar-me a redação exata agora".

Pouco depois de falar com os jornalistas, Donald Trump publicou nas redes sociais sobre a nova proposta, dizendo que "não consegue imaginar que seja aceitável, uma vez que ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à Humanidade e ao Mundo nos últimos 47 anos".

As autoridades iranianas apresentaram aos Estados Unidos uma proposta para "terminar a guerra" em 30 dias, informou a agência de notícias Tasnim, dependente da Guarda Revolucionária iraniana.

Os Estados Unidos propuseram um cessar-fogo de dois meses, mas a resposta de Teerão visa resolver o conflito no prazo de um mês, com pontos-chave como as garantias de não-agressão, a retirada das forças norte-americanas das proximidades do Irão, o fim do bloqueio naval e a libertação de bens iranianos congelados.


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sábado, 2 de maio de 2026

GOVERNO REAFIRMA COMPROMISSO COM JUSTIÇA SALARIAL, REFORMA DO ESTADO E PROTEÇÃO SOCIAL NO 1.º DE MAIO

Por  Radio TV Bantaba

Bissau, 1 de Maio de 2026 — O Governo da Guiné-Bissau reafirmou, esta quinta-feira, o seu compromisso com a valorização dos trabalhadores, a justiça salarial e a modernização do Estado, por ocasião das celebrações do Dia Internacional dos Trabalhadores.

Em mensagem dirigida à nação, lida pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucénia Donate de Barros, em representação do Primeiro-Ministro, o Executivo sublinhou que o país atravessa um período de transição, mas garantiu tratar-se de um Governo “de compromisso firme, de ação determinada e de responsabilidade para com o povo guineense”.

No centro da intervenção esteve a necessidade urgente de reformar a Administração Pública, considerada uma prioridade nacional. “Estamos a transformar a forma como o Estado funciona, colocando no centro aquilo que mais importa: as pessoas”, afirmou a governante, destacando a ambição de construir uma função pública mais eficiente, justa, orientada para resultados e assente nos princípios do mérito, da competência e da dignidade.

A Ministra enfatizou que a dignidade no trabalho “não se proclama — constrói-se”, apontando para medidas concretas já em curso para promover a justiça salarial. Reconhecendo a persistência de desigualdades, garantiu que o Governo está empenhado em enfrentá-las, reiterando o princípio de que “trabalho igual deve corresponder a salário justo”.

Entre as prioridades destacadas, figura o alargamento da proteção social, com enfoque no setor informal, historicamente excluído dos mecanismos de proteção. “Estamos a construir soluções inclusivas, adaptadas à realidade do nosso país, porque ninguém deve ficar para trás”, sublinhou.

Na área da segurança e saúde no trabalho, o Governo anunciou a criação de um comité dedicado, considerado um passo histórico para a proteção da vida e do bem-estar dos trabalhadores. Paralelamente, foi reforçado o diálogo social entre sindicatos, empregadores e o Estado, com base numa lógica de escuta ativa e construção conjunta.

A reforma do Código de Trabalho, atualmente em curso, foi igualmente destacada como um instrumento essencial para modernizar as relações laborais, equilibrar direitos e deveres e responder às exigências contemporâneas. “Esta reforma não é contra ninguém — é a favor de todos”, afirmou.

O Executivo indicou ainda o reforço das inspeções de trabalho em todo o território nacional, com o objetivo de combater abusos e aproximar o Estado dos cidadãos.

Reconhecendo os desafios persistentes — como salários insuficientes, precariedade laboral, atrasos salariais e défices de proteção social — o Governo assumiu um conjunto de compromissos claros:

Regularização progressiva dos atrasos salariais;

Reforço e alargamento da proteção social;

Valorização da função pública com base no mérito e na transparência;

Criação de oportunidades de emprego para a juventude;

Consolidação do diálogo social;

Investimento na formação profissional.

“A Guiné-Bissau tem força, talento e capacidade para mudar o seu destino”, afirmou a Ministra, reiterando que a reforma do Estado em curso — centrada nas pessoas, nos processos e na tecnologia — constitui um caminho concreto para uma governação mais eficiente, justa e próxima do cidadão.

Dirigindo-se aos diferentes segmentos da sociedade, a governante destacou o papel dos funcionários públicos como “rosto do Estado”, assegurando que os trabalhadores do setor privado e informal não serão esquecidos. Aos jovens, deixou uma mensagem de esperança, defendendo que o seu futuro deve ser construído no país, com dignidade e oportunidades reais.

“O país só avança quando os seus trabalhadores avançam”, concluiu.

Primeiro-Ministro apela à união dos guineenses

Ainda no âmbito das celebrações do 1.º de Maio, durante uma confraternização com os trabalhadores do Ministério das Finanças, o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, reconheceu o papel determinante da força laboral no desenvolvimento nacional e apelou à união de todos os guineenses, “onde quer que estejam”, como condição essencial para o progresso do país.

A jornada do Dia Internacional dos Trabalhadores ficou assim marcada por mensagens de compromisso, realismo e mobilização nacional em torno da valorização do trabalho e da dignidade humana.

PODER TRADICIONAL: RÉGULO TOMA POSSE NUM AMBIENTE DE FESTA E APELA À UNIÃO ENTRE AS COMUNIDADES

O novo régulo do regulado de Conghara, no setor de Contubuel, foi empossado nesta sexta-feira, 1 de maio, na aldeia de Gigoi, num ambiente de muita festa entre as comunidades.

A cerimónia foi testemunhada pelo diretor-geral do Poder Local, por autoridades administrativas da região de Bafatá, régulos de outros regulados e pelas forças de defesa e segurança.

IRÃO: Alto responsável iraniano considera provável retomar a guerra com os EUA... Um alto responsável militar iraniano afirmou hoje que "é provável" o retomar da guerra entre o Irão e os Estados Unidos, depois de o Presidente norte-americano ter dito não estar satisfeito com uma nova proposta de negociação iraniana.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por  LUSA    02/05/2026 

"As Forças Armadas estão totalmente preparadas para qualquer nova aventura ou loucura dos norte-americanos", disse o general Mohammad Jaafar al-Asadi, vice-chefe de inspeção do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, segundo a agência de notícias Fars, ligada à Guarda Revolucionária.

Al-Asadi afirmou ainda que as ações e declarações das autoridades norte-americanas são sobretudo para fins mediáticos e visam "livrar-se do atoleiro que criaram".

Estas declarações surgem depois do chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, ter considerado insatisfatória a última proposta de acordo de paz do Irão na noite anterior.

A agência de notícias oficial iraniana IRNA noticiou na quinta-feira que o Irão tinha apresentado uma nova proposta ao Paquistão, país mediador nas conversações de paz com os Estados Unidos.

Teerão já tinha apresentado uma proposta a Washington na semana passada, através de Islamabad, oferecendo um processo de negociação em várias fases, inicialmente focado no fim da guerra e na reabertura do Estreito de Ormuz por ambas as partes, deixando a questão do programa nuclear iraniano para uma etapa posterior.

Os meios de comunicação norte-americanos noticiaram que esta proposta não convenceu Trump porque adiava as negociações sobre o programa nuclear da República Islâmica.

Em 08 de abril, as duas partes concordaram com uma trégua inicial de duas semanas, após 39 dias de combates, que foi posteriormente prolongada por tempo indeterminado para permitir tempo para negociações entre Teerão e Washington.

No entanto, as negociações diretas entre os dois países continuam paralisadas devido à recusa do Irão em negociar enquanto os Estados Unidos mantêm o bloqueio naval aos portos e navios iranianos, uma medida destinada a prejudicar a economia iraniana.

O Irão, por sua vez, mantém o controlo do tráfego no estreito de Ormuz, a rota estratégica por onde passava 20% do petróleo mundial, o que fez subir o preço do crude.


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Pelo menos 14 membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, unidade de elite das Forças Armadas do Irão, morreram durante uma operação de desativação de engenhos explosivos na província de Zanjan, informou a agência de notícias Tasnim.

Berlim: Retirada parcial de soldados dos EUA é alerta para Europa... O ministro da Defesa alemão disse hoje que a retirada parcial dos soldados norte-americanos da Alemanha era previsível, mas que o anúncio do Pentágono deixa claro que a Europa deve assumir mais responsabilidade para garantir a própria segurança.

© David Inderlied/picture alliance via Getty Images     Por LUSA  02/05/2026 

"É claro: no seio da Organização do Tratado do Atlântico Norte [NATO, na sigla em inglês] temos de nos tornar mais europeus para podermos continuar a ser transatlânticos. Por outras palavras: nós, europeus, temos de assumir uma maior responsabilidade pela nossa própria segurança", assinalou Boris Pistorius num comunicado divulgado pelo canal do WhatsApp do Ministério da Defesa alemão, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O Pentágono informou sexta-feira que iria retirar cerca de 5.000 soldados da Alemanha nos próximos seis a 12 meses. O anúncio surge na sequência das críticas do chanceler alemão, Friedrich Merz, sobre a alegada falta de uma estratégia de saída de Washington do conflito com o Irão e a "humilhação" a que, na sua opinião, o regime de Teerão submete os EUA.

O ministro da Defesa alemão sublinhou que, de qualquer forma, o facto de os EUA "retirarem tropas da Europa e também da Alemanha" era previsível, uma vez que a Administração de Donald Trump tinha avisado que iria rever a sua presença no Velho Continente.

O ministro da Defesa alemão sustentou, no entanto, que "a presença de soldados norte-americanos na Europa, e especialmente na Alemanha, é do interesse tanto da Alemanha como dos EUA, e considerou que retirar cerca de 5.000 soldados é número limitado de soldados em comparação com os "quase 40.000 que estão estacionados na Alemanha".

Pistorius referiu que EUA e Alemanha estão a trabalhar em estreita colaboração na base aérea de Ramstein, no sudoeste, em Grafenwöhr, no sudeste, em Frankfurt, no oeste, e noutros locais "pela paz e segurança na Europa, pela Ucrânia e pela dissuasão conjunta".

Sublinhou ainda que, para os EUA, as suas bases na Alemanha são igualmente importantes, uma vez que "ali se concentram outras funções militares, por exemplo, para os seus interesses de política de segurança em África e no Médio Oriente".

Em Estugarda estão aquartelados o Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM) e o Comando para África (AFRICOM).

De qualquer forma, na opinião de Pistorius, o que o anúncio da Administração de Donald Trump deixa claro é que a Europa deve assumir uma maior liderança na sua própria defesa no âmbito da NATO, tal como o Presidente norte-americano exigiu em numerosas ocasiões.

"A Alemanha está no bom caminho. Estamos a crescer: a nossa Bundeswehr (Forças Armadas) será maior, adquirimos mais material com maior rapidez e apostamos na inovação, além de construirmos mais infraestruturas", afirmou.

Pistorius também assegurou que, em todas as tarefas futuras, a Alemanha vai coordenar estreitamente com os seus aliados, especialmente no âmbito do chamado Grupo dos Cinco, ou seja, com o Reino Unido, França, Polónia e Itália.


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O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, ordenou a retirada de cerca de 5.000 soldados da Alemanha no espaço de um ano, anunciou o Pentágono na sexta-feira.

Protesto anti-imigração na África do Sul pode agravar-se, diz jurista... O jurista sul-africano Andre Thomashausen defendeu, em declarações à Lusa, que os protestos anti-imigração na África do Sul são "bastante graves" e têm tendência a escalar porque as autoridades não têm medidas nem meios para intervir.

© Getty Images   Por LUSA    02/05/2026 

O especialista em Direito Internacional, Comparado e Constitucional disse que as manifestações e tensões sociais no país da África Austral, associadas à imigração ilegal, podem intensificar-se em 04 de maio, devido ao apelo da 'Operação Dudula' de concentração em massa para forçarem os imigrantes a "abandonarem as suas vidas" no país.

"A polícia [sul-africana] está em decadência total, praticamente a totalidade da gestão da polícia está suspensa por causa de acusações de gravíssima corrupção e uma grande parte da força da polícia faz parte [ou] está integrada no crime organizado de raptos e furtos", salientou, acrescentando que as autoridades não têm meios para intervir.

Thomashausen considerou que "o clima de insegurança no país é muito grave", relembrando que há 10 anos houve vítimas "queimadas até à morte" para mostrar aos imigrantes que não são bem-vindos.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul e, frequentemente, têm resultado em ondas de protestos violentos e distúrbios, por parte de grupos anti-imigração como a 'Operação Dudula' e 'March and March', especialmente nos bairros mais vulneráveis.

Na terça e quarta-feira, multidões saíram às ruas em Joanesburgo e na capital, Pretória, para se manifestarem contra os elevados níveis de imigração ilegal.

Os grupos anti-imigração, que negam as acusações de xenofobia, exigem a aplicação rigorosa das leis de imigração e deportações em massa.

O Consulado da Nigéria em Joanesburgo anunciou, na segunda-feira, que dois cidadãos nigerianos residentes no país foram mortos devido às tensões xenófobas crescentes.

A Embaixada de Angola e da Nigéria na África do Sul, bem como o Governo do Zimbabué e do Gana, apelaram aos seus cidadãos que vivem no país para evitarem deslocações, manterem a calma e agirem com prudência face às várias "manifestações e situações de tensão social" contra os migrantes.

Na terça-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, mostrou-se preocupado com os relatos de "ataques xenófobos, atos de assédio e intimidação contra migrantes e estrangeiros em algumas partes da África do Sul" e condenou os "atos criminosos perpetrados por indivíduos que incitam a violência e exploram as condições socioeconómicas".

Na segunda-feira, durante a celebração do Dia Nacional da Liberdade, o Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, condenou os recentes ataques que classificou de xenófobos e pediu para que as preocupações com a imigração ilegal não resultem em ódio e ao confronto entre africanos.

A Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos (CADHP) também expressou "preocupação com os recentes relatos de violência xenófoba e atos de intimidação contra cidadãos de outros países africanos na África do Sul".

Segundo um comunicado da CADHP, a comissão observou que os incidentes mais recentes fazem "parte de um padrão de longa data" no país, incluindo o assassínio de três estrangeiros em Joanesburgo em 1988, os ataques em todo o país em maio de 2008, que resultaram em mais de 60 mortes, 1.700 feridos e 100 mil deslocados, e a violência xenófoba em 2015, que obrigou a uma intervenção militar.

A África do Sul abriga cerca de 3,95 milhões de migrantes, 6,5% da população, segundo dados do Instituto de Estudos de Segurança (ISS, na sigla inglesa). No entanto, o jurista acredita que haja muito mais migrantes no país, "pelo menos sete milhões, mas muito provavelmente até aos 12 milhões de estrangeiros".

A maioria dos imigrantes são provenientes de países vizinhos como Lesoto, Zimbabué e Moçambique, que têm o histórico de fornecer mão de obra migrante para os países vizinhos mais ricos.


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A ministra do Trabalho de Moçambique considerou "bastante lamentável" a situação de ataques a imigrantes na África do Sul e espera que se resolva "muito rapidamente".

China tem consolidado presença em países lusófonos africanos... Um estudo académico aponta que a China tem vindo a consolidar a sua presença tecnológica e económica nos pequenos países lusófonos da África Ocidental, nomeadamente Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

© Lusa   02/05/2026 

Um relatório, assinado por investigadores da Universidade de Georgetown e do think tank The Digital Economist, destacou que estes Estados, "historicamente marcados pela fragilidade económica e política", encontram na parceria com a China uma alternativa às "tradicionais ligações com o Ocidente".

"Estes pequenos países contam uma história grande e globalmente significativa sobre a melhor forma de prosseguir o desenvolvimento internacional nos mercados emergentes", escrevem os autores, William Vogt (The Digital Economist), Guilan Massoud-Moghaddam e Robert Miles Chong (Universidade de Georgetown).

Em declarações à Lusa, Vogt sublinhou que "a China está a construir relações mais estreitas com os países de língua portuguesa através da ligação cultural partilhada com Macau" e recordou que Pequim "tem também um historial de apoio a camaradas comunistas em alguns destes países durante os primeiros anos das respetivas independências".

Segundo o académico, a situação atual nestes países "alinha-se com algumas das prioridades de investimento direto estrangeiro de Pequim, nomeadamente a promoção das inovações tecnológicas avançadas da China". Há, acrescenta, "uma convergência na promoção da disseminação de tecnologia avançada de vigilância e na introdução de componentes, ferramentas e infraestruturas essenciais para a sua plena implementação em novos mercados".

"Os países de língua portuguesa destacam-se neste contexto porque estão motivados a aplicar tais programas para reforçar a segurança, enquanto a China procura difundir as suas inovações tecnológicas de ponta no mercado global mais amplo", afirmou Vogt, sublinhando que para Pequim isto tem o efeito adicional de consolidar relações económicas mais firmes e uma penetração de mercado já visível em alguns destes países.

Segundo o estudo, na Guiné-Bissau, Pequim tem investido em agricultura, energia e telecomunicações, incluindo acordos com a Huawei e apoio à produção de caju.

Na investigação recorda-se que "a combinação de 500 anos de subdesenvolvimento português e um tipo de socialismo estatal garantiu que o país nunca fosse capaz de aproveitar os seus recursos naturais e humanos".

Apesar da instabilidade política, a Guiné-Bissau aderiu à iniciativa 'Uma Faixa, Uma Rota' em 2021, procurando reforçar a cooperação com a China.

A iniciativa lançada pelo Presidente chinês, Xi Jinping, em 2013, é descrita como uma estratégia global de infraestrutura e desenvolvimento, que visa ligar a Ásia, Europa e África por meio de rotas terrestres e marítimas, fomentando o comércio, investimentos e a influência económica chinesa.

Em Cabo Verde, os investimentos chineses concentram-se no turismo e nas tecnologias de informação e comunicação. Projetos como a instalação de cabos submarinos de fibra ótica pela gigante tecnológica Huawei são apontados como exemplos da aposta de Pequim em transformar o arquipélago num destino internacional e num 'hub' digital regional.

"Cabo Verde é um país com intermediação financeira fraca e escassa diversidade de recursos naturais", nota-se no estudo, sublinhando que o investimento externo direto tem sido uma "tábua de salvação" para a economia.

Já em São Tomé e Príncipe, Pequim tem privilegiado o setor agrícola e o desenvolvimento portuário, com vista a explorar o potencial energético e marítimo do arquipélago.

A decisão de cortar relações com Taiwan em 2016 abriu caminho a novos acordos bilaterais, incluindo projetos de TIC sustentáveis e apoio à investigação agronómica. No relatório descreve-se o arquipélago como "mais do que a terra do cacau e do café", apontando-o como o "Qatar do Golfo da Guiné" pela sua posição estratégica.

Para Vogt, o posicionamento global da China revela "uma provável compreensão das prioridades e dos caminhos de desenvolvimento enfrentados por estes países", que podem ser atraídos pela abordagem de Pequim "enquanto potência não ocidental, sem o peso histórico dos abusos das políticas imperialistas ocidentais".

Hoje, acrescentou, "a China oferece benefícios socioeconómicos plausíveis a estes países através de produtos, programas e iniciativas considerados úteis para um desenvolvimento digital sustentável", ao mesmo tempo que mantém "um historial de fornecer oportunidades para desenvolver outras indústrias lucrativas através de investimento e infraestruturas turísticas".


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A petrolífera japonesa Taiyo Oil adquiriu um carregamento de petróleo bruto russo, informaram hoje media dos dois países, na primeira compra de crude de Tóquio a Moscovo desde o encerramento do estreito de Ormuz.

EUA poderão "assumir o controlo" de Cuba "quase de imediato", diz Trump... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu a possibilidade de o país "assumir o controlo" de Cuba num futuro próximo, sugerindo uma hipotética intervenção militar após "terminar o trabalho" no Irão.

© Lusa    02/05/2026 

Durante um jantar privado do Forum Club, na Florida, na sexta-feira, Trump mencionou um membro da plateia, originário da ilha caribenha e afirmou: "E ele é originário de um lugar chamado Cuba, que vamos tomar quase de imediato", num comentário que provocou risos entre os presentes.

O dirigente prosseguiu a intervenção associando essa suposta ação à política externa norte-americana para o Médio Oriente. "Vamos acabar com uma primeiro, gosto de terminar o trabalho", acrescentou, referindo-se ao conflito com o Irão.

"Ao regressar do Irão, faremos com que um dos nossos grandes navios, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo, se aproxime, pare a cerca de 100 metros da costa [de Cuba] e nos digam: 'muito obrigado, rendemo-nos'", acrescentou Trump, referindo-se à suposta resposta das autoridades cubanas.

O magnata nova-iorquino proferiu estas palavras com uma atitude aparentemente jocosa, enquanto parte do público reagia com risos.

Os comentários foram feitos no mesmo dia em que Donald Trump reforçou as sanções contra Cuba, alegando que o país representa "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos.

As novas sanções, decididas através de um decreto presidencial, visam bancos estrangeiros que colaboram com o Governo cubano e impõem restrições em matéria de imigração, aumentando a pressão sobre Havana em plena crise económica.

Neste decreto, Donald Trump impõe sanções contra pessoas e entidades envolvidas nos setores da energia, das minas e noutros setores da ilha, bem como contra qualquer pessoa considerada culpada de "graves violações dos direitos humanos".

Washington acusa o Governo cubano de conduzir "políticas e práticas destinadas a prejudicar os Estados Unidos", contrárias "aos valores morais e políticos das sociedades livres e democráticas".

O Governo cubano qualificou como "ilegais e abusivas" as novas sanções. "Reprovável, mas curioso e ridículo. O Governo dos EUA está alarmado e responde com novas medidas coercivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba", escreveu o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, nas redes sociais.

Bruno Rodríguez considerou as novas medidas de Washington uma resposta "ao desfile do Dia do Trabalhador com mais de meio milhão de cubanos em Havana, encabeçado pelo general do Exército Raúl Castro e pelo Presidente, Miguel Díaz-Canel, e às assinaturas de seis milhões de cubanas e cubanos (81% da população com mais de 16 anos) em defesa da pátria sob ameaça militar, denunciando o bloqueio intensificado e o embargo energético".

"A Pátria, a Revolução e o Socialismo defendem-se com ideias e com armas. Não nos intimidarão", enfatizou o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba.

Desde janeiro último que os EUA têm vindo a pressionar o Governo cubano para implementar reformas económicas e políticas.

No âmbito desta escalada, Washington impôs um bloqueio petrolífero que agravou significativamente a crise estrutural que já assola a nação caribenha.



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O governo cubano qualificou como "ilegais e abusivas" as novas sanções impostas hoje pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que visam qualquer pessoa "estrangeira ou norte-americana" que opere em setores vitais para as receitas da ilha.