quinta-feira, 30 de abril de 2026

Diretor de think tank dos EUA critica ineficácia de Guterres na ONU... O diretor do centro de investigação norte-americano Instituto Hudson criticou hoje a ineficácia do secretário-geral da ONU, António Guterres, e acrescentou antecipar o fim do mandato como líder das Nações Unidas.

© ANGELA WEISS / AFP via Getty Images   Por LUSA    30/04/2026 

"Considero que Guterres foi um secretário-geral ineficaz. Estou muito contente por o seu mandato estar quase a chegar ao fim", disse Peter Rough à Lusa, argumentando que o cargo devia ser ocupado por alguém que consiga fazer efetivamente uma boa gestão dos diferentes órgãos das Nações Unidas. 

"Existem muitos outros órgãos [além do Conselho de Segurança] no seio do sistema da ONU sobre os quais o secretário-geral tem autoridade, onde a sua palavra tem peso. Ele tem, por ser o secretário-geral das Nações Unidas, uma voz importante nos assuntos globais, e pode usar essa voz com melhor efeito", considerou o académico, em Lisboa, onde participou no Foro la Toja.

O diretor do instituto que tem promovido políticas alinhadas com a visão da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, argumentou ainda que um futuro líder da ONU deve procurar reformar a organização, de modo a analisar o desperdício, a fraude e os abusos, bem como examinar as operações de manutenção da paz e os orçamentos das mesmas.

Sobre o Direito Internacional, do qual as Nações Unidas são um garante, Rough defendeu que, no final de contas, é apenas "um subconjunto da tomada de decisões políticas".

"Os países definem as estratégias de segurança nacional, têm em conta os seus interesses e, em seguida, procuram garantir que estes se coadunam com o direito internacional. Mas não avaliam primeiro o Direito Internacional, para depois encaixar a sua estratégia de segurança nacional nele", defendeu.

Peter Rough considerou mesmo que a era em que os países avaliavam primeiro o Direito Internacional antes de considerarem as políticas internas "já quase desapareceu".

"Se adotarem essa última abordagem, isso significa que estamos basicamente a viver na Europa dos anos 90", continuou.

No que diz respeito às críticas de líderes europeus à guerra de Washington contra Teerão, lançada a 28 de fevereiro, o académico disse não estar convencido de este seja "um caso claro e incontestável de desrespeito ao Direito Internacional por parte dos EUA".

"Considero, sim, que isto demonstra uma diferença na perceção da ameaça entre a Europa e os EUA no que diz respeito ao Irão", acrescentou.

Rough argumentou que o programa de mísseis balísticos iraniano, a projeção de terror sobre os países do Médio Oriente como no Líbano, através do movimento xiita Hezbollah, e o programa nuclear iraniano, seriam motivos suficientes para "apresentar um argumento jurídico internacional" que justificasse a guerra.

Esse argumento, defendeu, sobressai face à postura da ONU: "não intervencionista, soberanista e baseada no Direito Internacional em que é necessário obter um mandato do Conselho de Segurança".

Quanto à NATO, o académico defendeu que a abordagem estratégica do Presidente republicano em relação à Europa consiste em "expor os aliados europeus ao poder russo, de modo a forçá-los a aumentar os gastos com a defesa".

"Trata-se, sem dúvida, de um ato de coação. Mas ele [Trump] não quer ir tão longe ao ponto de arriscar uma guerra generalizada na Europa. Por isso, nas consultas, nos documentos, nas reuniões, há também um compromisso com o Artigo 5.º" da NATO, que estabelece que um ataque a um aliado é considerado um ataque a todos, exigindo uma resposta coletiva.

O académico disse mesmo que o objetivo da administração Trump passa pela ambiguidade de deixar os europeus a questionar se os Estados Unidos defenderão militarmente os aliados da NATO em caso de guerra.

"Essa ambiguidade entre, por um lado, 'será que estaremos lá?' e, por outro lado, dizer 'estaremos lá', destina-se tanto a manter a paz, como a levar a Europa a fazer mais. Porque, claramente, a abordagem de [o ex-presidente Joe] Biden de abraçar os europeus adormeceu-os em vez de os pressionar a gastar muito mais", esclareceu.

Embora tenha reconhecido ganhos durante a administração Biden, considerou que não ocorreram na "velocidade e dimensão que os EUA esperavam, previam e necessitam".

"Por isso, acho que essa é uma diferença bastante significativa e o Presidente Trump gosta deste tipo de oscilação entre, por um lado, criticar os europeus e questionar a NATO, por outro lado, comprometer-se com ela. Porque isso também o coloca no centro da ação", acrescentou Rough.

"Ele [Trump] não está assim tão interessado na coerência. Para ele o que importa é o domínio e ter uma postura ambígua em que todas as conversas girem em torno de como é que Donald Trump vai decidir [e isso] coloca-o no centro da ação", concluiu.


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O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje para "o estrangulamento da economia global" devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos no estreito de Ormuz, sublinhando que "a humanidade está a pagar o preço".

Líder supremo do Irão defende programa nuclear e balístico... O líder supremo do Irão afirmou hoje que a República Islâmica vai proteger as suas "capacidades nuclear e balística" como um ativo nacional e defendeu que os norte-americanos não têm lugar no Golfo Pérsico.

© Getty Images  Por LUSA  30/04/2026 

Numa declaração escrita lida por um apresentador da televisão estatal -- como tem acontecido desde que assumiu funções como líder supremo do Irão --, o aiatola Mojtaba Khamenei procurou traçar uma linha firme numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um acordo mais abrangente para consolidar o frágil cessar-fogo em vigor na guerra.

Na declaração, Mojtaba Khamenei, filho do anterior aiatola Ali Khamenei, morto aos 86 anos num ataque dos Estados Unidos a 28 de fevereiro, adotou um tom desafiante, insistindo que o único lugar para os norte-americanos no Golfo Pérsico é "no fundo das suas águas" e que está a ser escrito "um novo capítulo" na história da região.

As declarações surgem, contudo, numa altura em que a indústria petrolífera iraniana começa a ser pressionada por um bloqueio da Marinha dos Estados Unidos, que impede os seus navios petroleiros de saírem para o mar. 

Ao mesmo tempo, o barril de referência Brent para entrega em junho chegou hoje a atingir os 126 dólares (107,58 euros) nas transações, enquanto o Irão mantém o controlo do estreito de Ormuz, a entrada do Golfo Pérsico por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo bruto e gás natural comercializados.

Esta situação está a aumentar a pressão sobre a economia mundial, numa altura em que Trump pondera a resposta a dar.

"Com a ajuda e o poder de Deus, o futuro brilhante da região do Golfo Pérsico será um futuro sem a América, ao serviço do progresso, conforto e prosperidade dos seus povos", afirmou Khamenei na declaração, lida como todas as outras desde que terá ficado ferido no ataque de 28 de fevereiro.

"Nós e os nossos vizinhos do outro lado das águas do Golfo Pérsico e do [Golfo] de Omã partilhamos um destino comum. Os estrangeiros que vêm de milhares de quilómetros de distância para agir com ganância e malícia não têm lugar aqui, exceto no fundo das suas águas", insistiu.

GUERRA NA UCRÂNIA: Parlamento Europeu pede responsabilização da Rússia... O Parlamento Europeu aprovou hoje uma resolução para garantir justiça para a Ucrânia e tornar a Rússia responsável pelos ataques a civis, bem como o apoio à criação de um Tribunal Especial para o crime de agressão.

© Yan Dobronosov/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  30/04/2026 

Os deputados do Parlamento Europeu aprovaram, em Estrasburgo (França), uma resolução para que a Rússia seja responsabilizada pelos ataques aos civis que desferiu na Ucrânia, com 446 votos a favor, 63 contra e 52 abstenções.

O Parlamento Europeu apoiou a rápida criação do Tribunal Especial para o crime de agressão contra a Ucrânia e incentivou todos os Estados-Membros a aderirem.

Na resolução também foi aprovado o 20.º pacote de sanções da UE à Rússia, cujas medidas não devem ser levantadas até um acordo de paz ser negociado e aplicado de forma extensiva.

O Parlamento considera que todos os países da UE devem responsabilizar qualquer pessoa que tenha condições de facilitar ou ordenar o crime de agressão à Ucrânia, incluindo intervenientes políticos, militares e judiciais de alto nível, como memmbros da Duma ou do tribunal constitucional russo.

A adesão à convenção para a criação de uma comissão internacional de reclamações para indemnizar as vítimas civis da guerra também foi aprovada em Estrasburgo com 465 votos a favor, 57 votos contra e 47 abstenções.

A comissão de reclamações deverá ser inaugurada à margem da 135.ª sessão do Comité de Ministros do Concelho da Europa, em Chisinau, em 14 de maio de 2026.

O objetivo é assegurar que as vítimas civis da guerra, da agressão da Rússia à Ucrânia, sejam propriamente compensadas.

A Rússia atacou hoje infraestruturas energéticas e de transportes na região de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, no mais recente bombardeamento que também atingiu uma zona portuária de Odessa, disseram hoje as autoridades regionais e locais.

Várias cidades da região de Mykolaiv ficaram temporariamente sem energia devido aos danos causados pelos ataques, segundo um comunicado da administração militar regional publicado na rede social Facebook, referindo ainda que cinco civis ficaram feridos.

A guerra, da agressão da Rússia contra a Ucrânia, dura há mais de anos, iniciada no dia 24 de fevereiro de 2022, quando tropas russas invadiram o território ucraniano.

O Governo, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede feriado nacional esta sexta-feira, 1° de Maio por ser o Dia Internacional dos Trabalhadores.

 

@Ministério da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social

UCRÂNIA: Exército de Kyiv vai rodar tropas a cada dois meses... O chefe do Exército ucraniano, Oleksandr Sirsky, ordenou hoje que o destacamento de tropas para a linha da frente seja limitado a dois meses devido ao incremento dos meios tecnológicos de combate.

© Reuters   Por LUSA   30/04/2026 

A medida, segundo o Exército, pretende "reduzir significativamente" o tempo de destacamento dos militares nas várias frentes de combate. 

"Dada a crescente presença de drones no campo de batalha, a lógica de condução das operações de combate está a mudar. Os conceitos da linha da frente e das formações de combate foram fundamentalmente transformados", disse Oleksandr Sirsky.

Para o chefe do Exército, a logística e a movimentação tornaram-se mais complexas no campo de batalha e a medida visa "preservar a vida e a saúde dos soldados na linha da frente e nas defesas".

Assim, segundo as novas ordens, os comandantes operacionais devem garantir que as condições para que os militares mantenham as posições durante dois meses mas essa missão deve ser "seguida de uma rotação".

As mudanças de tropas destacadas devem ser planeadas com antecedência, tendo em conta a situação, a natureza dos combates e a disponibilidade de forças e recursos, apontou o chefe do Exército.

Por outro lado, vai ser concedida prioridade aos militares que necessitem de um período de descanso após a conclusão das missões nas zonas de combate.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 tendo anexado a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


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Comissariado Nacional da POP, mobilizou 2.597 efetivos entre quais policia ordem pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros para garantir segurança em todo território nacional durante a Comemoração do 1º de Maio.

Saúde: Famílias denunciam alegada negligência médica após morte de grávida no Hospital Simão Mendes

Radio TV Bantaba

Bissau - A morte de uma mulher grávida no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), em Bissau, está a provocar revolta entre familiares e a levantar novas denúncias de alegada negligência médica na maior unidade hospitalar da Guiné-Bissau.

Segundo relatos dos familiares, a paciente deu entrada no hospital em estado de urgência, mas não terá recebido assistência médica atempada nem adequada. A família acredita que a demora no atendimento pode ter contribuído diretamente para o desfecho fatal.

Além deste caso, utentes apontam problemas recorrentes no funcionamento do hospital, incluindo atrasos no socorro, escassez de profissionais de saúde e falta de meios técnicos e materiais. Estas limitações, afirmam, têm vindo a comprometer a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.

A situação gerou forte indignação entre familiares e reacendeu preocupações sobre as condições do serviço de urgência e da maternidade do HNSM, setores considerados particularmente sensíveis.

Até ao momento, a direção do hospital não apresentou uma explicação pública detalhada sobre o ocorrido. As famílias afetadas exigem a abertura de um inquérito independente que permita apurar responsabilidades e esclarecer as circunstâncias da morte.

O Hospital Nacional Simão Mendes, principal referência hospitalar do país, recebe diariamente centenas de pacientes de várias regiões, enfrentando uma pressão constante sobre os seus serviços.

ND-TV

Presidente iraniano prevê "fracasso" do bloqueio naval dos EUA... O presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, previu hoje que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos do seu país está "condenado ao fracasso" e avisou que só irá agravar a instabilidade no Golfo Pérsico.

© KAREN MINASYAN/AFP via Getty Images    Por LUSA   30/04/2026 

"Todas as tentativas de impor um bloqueio marítimo são contrárias ao direito internacional (...) e estão condenadas ao fracasso", declarou Massoud Pezeshkian em um comunicado, depois de um alto funcionário da Casa Branca ter mencionado uma possível extensão do bloqueio "por vários meses". 

Embora estas declarações tenham contribuído para a subida dos preços do petróleo, o Presidente iraniano defendeu que tais medidas de bloqueio "não só deixam de melhorar a segurança regional, como constituem uma fonte de tensão e uma perturbação para a estabilidade a longo prazo do Golfo".

Apesar de um cessar-fogo estar em vigor desde 08 de abril, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos desde 13 de abril. Nestas circunstâncias, as forças armadas iranianas decidiram manter o controlo sobre o estreito de Ormuz, por onde, antes do conflito, passava um quinto da produção de petróleo do mundo.

"Não toleraremos o bloqueio naval. Se continuar, o Irão retaliará", advertiu na quarta-feira Mohsen Rezaei, antigo comandante-chefe da Guarda Revolucionária, nomeado em março conselheiro militar do novo líder supremo Mojtaba Khamenei.

Rezaei alertou ainda contra o regresso das hostilidades entre o Irão e os Estados Unidos, que poderia resultar no afundamento de navios norte-americanos e na morte ou captura de numerosos soldados inimigos.

Um alto funcionário da Marinha iraniana mencionou o destacamento, "num futuro muito próximo", de armamento naval recentemente desenvolvido.

O ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, por sua vez, desvalorizou o impacto do bloqueio liderado pelos EUA, afirmando que "não produzirá resultados".

"Os funcionários da indústria petrolífera estão a trabalhar incansavelmente para garantir o fornecimento contínuo", disse Paknejad.


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RSF. Liberdade de imprensa no mundo no nível mais baixo dos últimos 25 anos... A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, em particular devido à criminalização do jornalismo, anunciou hoje a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com Portugal a cair dois lugares para 10.º.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   30/04/2026 

Na classificação dos RSF para 2026, a organização assinala que a pontuação média dos 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quarto de século. 

No caso de Portugal, em termos comparativos, desceu dois lugares, passando do 8.º para o 10.º, com a classificação de "satisfatório" (83,71 em 100).

No topo da lista, mais um ano, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de "excelente" (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Menos de 1% da população mundial goza do que os RSF consideram ser uma situação "boa" de liberdade de imprensa, quando em 2002 era de 20%. No extremo oposto, 52,2% dos países encontram-se numa posição "difícil" ou "muito difícil".

A lista é encerrada por Arábia Saudita (176.º lugar), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). Entre os regimes mais fechados à imprensa está também a Rússia (172.º), "especialista no uso de leis contra o terrorismo, o separatismo ou o extremismo" para restringir a margem de manobra.

A maior queda em 2026 é protagonizada pelo Níger (37 posições de uma só vez, para o 120.º lugar), que exemplifica assim a deterioração da liberdade de imprensa que se verifica há anos na região do Sahel, devido aos ataques que tem vindo a sofrer por parte de diferentes grupos armados e das juntas militares no poder.

No outro extremo, a queda do regime ditatorial de Bashar al-Assad na Síria permitiu-lhe subir da 177.ª para a 144.ª posição.

Grande parte dos países latino-americanos piorou a posição no ranking, em particular o Equador, que, num contexto de forte recrudescimento da criminalidade organizada, sofreu uma queda de 31 posições e ficou em 125.º lugar, após os assassínios dos jornalistas Darwin Baque e Patricio Aguilar.

Também o Peru foi marcado no último ano pelo assassínio de quatro jornalistas e desceu 14 posições, para o 144.º lugar.

A organização RSF fez recuar em força na tabela a Argentina (11 posições, para o 98.º) e El Salvador (oito, para o 143.º) devido à ação dos líderes, Javier Miley e Nayib Bukele, respetivamente, na linha do Presidente norte-americano, Donald Trump, com hostilidade e pressões sobre a imprensa.

Três países latino-americanos continuam na cauda do ranking mundial da liberdade de imprensa, apesar de terem subido algumas posições: a Venezuela (159.º, contra 160.º) devido à incerteza sobre as garantias para a imprensa, apesar das libertações de jornalistas no início de 2026; Cuba (160.º, contra 165.º), onde "a crise profunda obriga os poucos jornalistas independentes a operar cada vez mais na clandestinidade" e a Nicarágua, relegada para o 168.º lugar (antes 172.º), num "panorama mediático em ruínas, caracterizado por uma repressão sistemática".

A Colômbia destaca-se da tendência geral da região, com um avanço de 13 posições, mas até um 102.º lugar pouco meritório.

No que diz respeito ao Brasil, o país subiu na classificação, de 63.º em 2025 para 52.º este ano.


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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Cuba: Havana rejeita acusações sobre acolher inimigos de Washington... O ministro dos Negócios Estrangeiros cubano afirmou hoje que os Estados Unidos inventam pretextos "fracos e falaciosos" quando acusam Cuba de facilitar a presença no território de militares e serviços de inteligência de adversários de Washington.

© ADALBERTO ROQUE / AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"Cuba é um país pacífico que não agride outros, não permite que o seu território seja usado contra outros e tem um historial limpo contra o terrorismo, o crime organizado internacional e a violência", escreveu Bruno Rodríguez nas redes sociais.

As declarações do ministro cubano surgem após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado que Cuba permitia a presença de bases militares e serviços de inteligência dos adversários dos Estados Unidos (EUA) a 90 milhas (145 quilómetros) do seu território.

Rubio fez essas declarações numa entrevista à Fox News e garantiu que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, não tolerará esse tipo de ações.

As declarações do secretário de Estado norte-americano foram divulgadas no mesmo dia em que o Senado rejeitou uma proposta dos democratas para limitar as possíveis operações militares que Trump possa ordenar contra Havana.

A este respeito, o chefe da diplomacia cubana classificou hoje como absurdo que o Departamento de Estado dos EUA alegue que Cuba, um "país em desenvolvimento, relativamente pequeno e submetido a uma guerra económica brutal", represente "uma ameaça para a maior potência militar, tecnológica e económica do mundo".

O ministro cubano salientou que esses argumentos já são "conhecidos pelo governo norte-americano e pelas suas agências de segurança e defesa".

A troca de acusações surge num momento em que os Estados Unidos planeiam realizar testes de sistemas não tripulados que utilizam inteligência artificial (IA) esta semana em Key West, uma ilha no sul do estado da Florida situada a apenas 150 quilómetros de Cuba.

Os exercícios militares, segundo publicou o Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) na rede social X, inscrevem-se no âmbito dos trabalhos para estabelecer as bases do novo Comando de Guerra Autónoma do Comando Sul (SAWC, na sigla em inglês), anunciado na semana passada.

O Exército norte-americano ordenou, a 21 de abril, a criação de uma força de guerra autónoma baseada em IA que apoiará as atividades do Southcom na América Central, América do Sul e nas Caraíbas, com o objetivo de desmantelar redes de narcotráfico.

O exercício militar denominado FLEX 2026, organizado pela Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos em Key West, servirá como um ensaio para integrar inteligência artificial, sistemas não tripulados e forças tradicionais em operações marítimas, informou o Southcom no X.

As manobras, centradas no combate às ameaças na região, fazem parte de uma estratégia mais ampla para a implantação de plataformas autónomas e semiautónomas em cenários reais, no meio de tensões com Cuba.

A administração Trump intensificou a pressão sobre Havana nos últimos meses com um bloqueio petrolífero e o apelo à procura de um acordo, centrado em reformas económicas e políticas.

A ilha das Caraíbas sofre com cortes de água e energia devido às sanções impostas pelos EUA e à interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela.

Trump já garantiu que, após a guerra com o Irão, vai virar a sua atenção para Cuba, prometendo "um novo amanhecer" para a ilha durante um discurso num evento da Turning Points USA na semana passada.

Os democratas argumentaram que a resolução sobre os poderes de guerra também era necessária para evitar que Trump lançasse uma campanha militar contra o país.

"Os Estados Unidos e Cuba precisam de encontrar uma forma de coexistir pacificamente", apontou o senador Peter Welch, democrata do Vermont.

Os democratas tentaram montar uma oposição política às ações militares de Trump forçando a votação através da Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que tinha como objetivo afirmar o poder do Congresso sobre a declaração de guerra.


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O Pentágono estima que a guerra contra o Irão tenha custado aos Estados Unidos cerca de 25 mil milhões de dólares (21,3 mil milhões de euros), sobretudo em munições, indicou hoje um alto responsável do Departamento de Defesa.

Foi realizada, nesta quarta-feira (29.04), na Embaixada da República Popular da China na Guiné-Bissau, a abertura da Experiência Cultural Chinesa, uma iniciativa que visa promover o intercâmbio cultural e reforçar os laços de cooperação entre os dois povos.

Governo inaugura nova sede do Instituto Marítimo e Portuário e reforça compromisso com a economia azul

Por  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 29 de abril, 2026, o Governo da Guiné-Bissau inaugurou a nova sede do Instituto Marítimo e Portuário (IMP), numa cerimónia presidida por Sua Excelência o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

Sob liderança do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, este momento marca um passo firme na modernização do setor marítimo e na afirmação da economia azul como prioridade nacional.

O Ministro Florentino Mendes Pereira destacou que o IMP deve ser o “cérebro técnico” da política marítima, capaz de transformar o potencial do mar em empregos, investimentos e crescimento económico.

👉 O mar não é apenas fronteira.

É oportunidade. É riqueza. É futuro.

Com esta nova sede, o Governo reforça a sua capacidade de:

✔ Regular com autoridade

✔ Fiscalizar com rigor

✔ Planear com visão estratégica

✔ Servir melhor os cidadãos e investidores

A economia azul não é um slogan — é uma urgência estratégica.

O Ministério dos Transportes reafirma o seu compromisso com reformas, eficiência e resultados concretos para todos os guineenses.

Associações dos Pescadores e Bideiras de peixe em Conferência de Imprensa para anunciar a redução de preço do pescado


PESCADORES ARTESANAIS ANUNCIAM REDUÇÃO DO PREÇO DO PEIXE NA GUINÉ-BISSAU

As duas associações de pescadores artesanais anunciaram a redução dos preços do peixe no mercado nacional, na sequência do acordo firmado com o Governo de Transição. 

O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante uma cerimónia denominada “Cumprimento do Acordo”, após o memorando do entendimento com o Ministério das Pescas, que visa a diminuição dos preços dos produtos da pesca.

O presidente da Associação Nacional dos Profissionais da Pesca Artesanal, Abulai Leni, garantiu que todo o trabalho foi realizado para assegurar o cumprimento dos preços estabelecidos.

A iniciativa foi também saudada pela Cooperativa das Mulheres Bideiras Transformadoras do Porto de Alto Bandim. A presidente da organização, Ama Camará, destacou a importância da medida para as vendedeiras e para os consumidores, sublinhando que a redução dos preços poderá contribuir para melhorar o acesso ao peixe.

Por sua vez, o secretário de Comunicação da Associação de Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES), Ernesto Gino Correia, alertou que a organização irá fiscalizar os preços nos mercados, de forma a garantir benefícios para os consumidores.

Recorde-se que o Governo havia assinado um memorando com pescadores artesanais e vendedeiras de peixe para reduzir o preço do pescado. A medida visa tornar o peixe mais acessível e melhorar a segurança alimentar na Guiné-Bissau.

O presidente do Instituto Nacional de Estatística (INE), Roberto Vieira, presidiu a abertura do exercício de manipulação de dispositivos de coleta, centrado na identificação de dificuldades operacionais no terreno.

Desfile militar na Rússia sem tanques e mísseis: "Terrorismo ucraniano"... A Presidência da Rússia justificou hoje a ausência de armamento no tradicional desfile de 09 de maio, em Moscovo, devido ao agravamento do que classificou como "terrorismo ucraniano".

© Lusa   29/04/2026 

Nesse dia, a Rússia assinala a tomada da cidade de Berlim em 1945 pelo Exército Vermelho, as forças da ex-União Soviética, e a derrota da Alemanha nazi.  

No próximo mês de maio, o desfile que evoca a vitória vai apresentar um "formato reduzido" e será a primeira vez desde 2007 que a parada militar vai decorrer sem carros de combate, peças de artilharia e mísseis. 

"No contexto da ameaça terrorista, é evidente que estão a ser tomados todos os tipos de medidas para minimizar os riscos", disse hoje o porta-voz da Presidência russa, Dmitri Peskov.

Por outro lado, Peskov afirmou que "o regime" de Kyiv está a perder terreno no campo de batalha e que atualmente está "totalmente envolvido em atividades terroristas".

"Não esqueçamos que, quaisquer que sejam as circunstâncias, o ano passado foi um aniversário significativo", disse, referindo-se ao facto de em 2025 ter sido assinalado o 80.º aniversário da derrota das tropas nazis pelo Exército Vermelho.

O Ministério da Defesa russo anunciou a decisão na terça-feira, justificando a medida com a atual situação operacional na Ucrânia.

O comunicado acrescentou que os soldados e alunos das escolas militares vão desfilar na Praça Vermelha, e que está a ser organizada uma demonstração da Força Aérea.

A imprensa independente russa no estrangeiro acredita que o verdadeiro motivo da decisão seja o desenvolvimento de mísseis de longo alcance por parte da Ucrânia e o facto de os drones poderem atingir alvos localizados a mais de mil quilómetros de distância.

O desfile militar realiza-se anualmente no "Dia da Vitória" (09 de maio), o feriado mais importante na Rússia e que voltou a ser assinalado a partir de 1995, quatro anos após o colapso da União Soviética.



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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou hoje a utilização de mísseis de longo alcance contra a Rússia, afirmando que Kyiv tem capacidade para atingir alvos até 1.500 quilómetros.

Portugal teve 3.237 casos de violência sexual e 494 de violação em 2024... Portugal registou, em 2024, 3.237 casos de violência sexual, sendo 494 de violação, estando a meio da tabela dos 27 Estados-membros, com a França à cabeça e o Chipre com os números mais baixos, divulga hoje o Eurostat.

© Lusa   29/04/2026 

De acordo com os dados do serviço de estatística da União Europeia (UE), os crimes de violência sexual subiram, em Portugal, de 3.218 em 2023 para 3.237 em 2024 e os especificamente de violação de 494 para 543.

Em 2024, foram feitas queixas às autoridades portuguesas de, 2.331 casos de violência sexual e 374 de violações.

França, com 96.654 queixas de violência sexual e 45.288 de violações, ocupava em 2024 o primeiro lugar da tabela seguida pela Alemanha (54.361 e 14.266) e a Suécia (21.207 e 9.309).

O menor número de casos foi registado em Chipre (58 de violência sexual e 48 de violação), Malta (141 e 78) e Lituânia (167 e 86, respetivamente).

As queixas de violência sexual reportadas na UE atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Em relação aos homicídios voluntários, Portugal estava, no ano de referência, no 15.º lugar da UE, com 72 casos registados, um número abaixo dos 92 de 2014.

França (882), Alemanha (694) e Espanha (349) foram os que mais crimes deste tipo assinalados, estando o Luxemburgo (dois), Malta (cinco) e Chipre (nove) no extremo oposto da tabela.

O número de homicídios voluntários na UE apresentou, uma ligeira subida de 1% para 3.953 entre 2023 e 2024, registando-se uma quebra de 11% face aos 4.448 de 2014.


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As queixas de violência sexual reportadas na União Europeia (UE) atingiram, em 2024, os 256.302 casos, um aumento homólogo de 5% nestes crimes e de 7% só nos de violação, segundo os dados mais recentes hoje divulgados pelo Eurostat.

Presidente norte-americano recomenda a iranianos que sejam "inteligentes"... O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou hoje que os iranianos "precisam ser mais inteligentes e depressa", enquanto as negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão estão completamente paralisadas há vários dias.

© Getty Images   Por  LUSA  29/04/2026 

"O Irão não se consegue organizar. Não sabem como chegar a um acordo" sobre a questão nuclear, afirmou o líder dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

A mesma publicação incluía uma fotomontagem do presidente norte-americano de óculos escuros, fato e gravata preta, segurando uma espingarda de assalto num cenário de guerra e com a legenda: "Chega de tentar ser bonzinho".

Os esforços para pôr fim à guerra no Médio Oriente estão hoje num impasse. Os Estados Unidos manifestaram ceticismo em relação a uma nova proposta de Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz, que está praticamente paralisado.

De acordo com um artigo do portal norte-americano Axios - divulgado pela agência de notícias oficial iraniana IRNA - a proposta iraniana visava reabrir o estreito de Ormuz e terminar a guerra, negociando a questão nuclear apenas numa fase posterior.

Entretanto, a questão nuclear continua a ser central para os Estados Unidos e para Israel, nomeadamente porque não querem que o Irão tenha armas nucleares.

Hoje, o Wall Street Journal divulgou, citando responsáveis norte-americanos, que o presidente Trump instruiu os seus conselheiros para se prepararem para um bloqueio prolongado ao Irão.

De acordo com estas fontes, Donald Trump indicou, principalmente durante uma reunião de crise na segunda-feira, que queria continuar a pressionar a economia iraniana e as suas exportações de petróleo, bloqueando as suas infraestruturas portuárias.

O chefe de Estado dos EUA "acredita que as suas outras opções - retomar os bombardeamentos ou retirar-se do conflito - apresentavam mais riscos do que manter o bloqueio", disseram estas autoridades ao WSJ.

O conflito no Médio Oriente foi iniciado em 28 de fevereiro com os ataques de Israel e dos Estados Unidos da América ao Irão, que retaliou sobre países vizinhos aliados de Washington e encerrou a navegação, nomeadamente de petroleiros, no estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico. As negociações de paz entre as partes encontram-se atualmente paralisadas.


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As autoridades do Irão executaram 21 pessoas e detiveram mais de 4.000 por motivos políticos ou relacionados com a segurança nacional desde o início da guerra em 28 de fevereiro, denunciou hoje a ONU.

Duelo de elegância: Melania e Camilla brilham em jantar na Casa Branca... Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. O protocolo exigia vestidos formais e as duas fizeram jus ao dress code.

© Getty Images  Por  Notícias ao Minuto  29/04/2026 

Melania Trump e a rainha Camilla deram nas vistas com os looks escolhidos para o jantar de Estado na Casa Branca desta terça-feira à noite. 

Os reis britânicos, Carlos III e Camilla, recorde-se, estão a fazer uma visita oficial aos Estados Unidos da América de quatro dias e este encontro tem sido marcado por momentos importantes como o passado evento. 

O dress code era "white tie", o nível mais elevado e formal de vestuário e algo raro de acontecer na Casa Branca. A última vez foi durante a visita da rainha Isabel II aos EUA em 2007.

Os homens deveriam usar fraque preto, colete e gravata borboleta branca. Já às mulheres era exigido que escolhessem vestidos longos de noite, e os membros da realeza estariam autorizados a usar tiara. 

O look da rainha Camilla Parker Bowles 

A rainha usou um vestido de noite rosa, de mangas compridas, desenhado pela estilista Fiona Clare, com uma barra evasê e aplicações de pérolas brilhantes no corpete.

Camilla completou o look com uma carteira prateada, pulseiras da mesma cor e um colar de ametista e diamantes que não deixou ninguém indiferente. Esta peça foi um presente da ex-Duquesa de Kent à rainha Vitória e posteriormente passado para a Rainha Mary.

Carlos usou um fraque preto com colete e gravata borboleta branca, que combinou com uma faixa azul.

O look de Melania Trump

Conhecida por andar sempre elegante, Melania Trump fez jus ao seu bom gosto. A mulher do presidente americano brilhou com um vestido estruturado rosa claro da Dior Haute Couture. A peça tinha a cintura marcada e decote de um ombro só. A primeira-dama combinou o look com luvas de ópera off-white e brincos prateados. Trump usou um fraque preto com colete branco e gravata borboleta branca.

Carlos III usa o humor em discurso no Congresso

Antes do jantar de Estado, Carlos III discursou durante 20 minutos no Congresso onde fez várias piadas. 

O monarca brincou com a relação dos dois países, citou Oscar Wilde e deixou bem claro que não estava ali para reconquistar a América para a coroa britânica.  

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Ucrânia: 6.000 milhões do pacote de apoio de 90 mil milhões é para drones... A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse hoje que seis dos 90 mil milhões de euros emprestados à Ucrânia se destinam a comprar drones.

© GINTS IVUSKANS/AFP via Getty Images    Por LUSA  29/04/2026 

"O primeiro pacote de defesa incidirá sobre drones provenientes e destinados à Ucrânia, num valor de cerca de seis mil milhões de euros", disse Ursula von der Leyen, num debate no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França).

Depois do financiamento de 90 mil milhões ter sido desbloqueado, Von der Leyen referiu que a primeira metade, 45 mil milhões euros, será desembolsada este trimestre, dois terços dos quais se destinam à defesa ucraniana.

"Enquanto a Rússia duplica a sua agressão, a Europa duplica o apoio à Ucrânia", salientou.

A UE deu o aval ao empréstimo à Ucrânia após a Hungria ter levantado um veto de dois meses, imposto pelo antigo primeiro-ministro eurocético e nacionalista Viktor Orbán ter sido derrotado nas urnas, no dia 12.

terça-feira, 28 de abril de 2026

UNIÃO EUROPEIA condena descarga de cereais ucranianos em Israel e avisa para sanções... A União Europeia condenou hoje a descarga de cereais ucranianos por um navio da "frota fantasma" russa em Israel e avisou que, "se necessário", sancionará "indivíduos e entidades em países terceiros" para atingir o esforço de guerra de Moscovo.

© Kristian Tuxen Ladegaard Berg/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por LUSA  28/04/2026 

Numa declaração enviada à agência espanhola Europa Press, o porta-voz do Serviço Europeu para a Ação Externa, Anouar El Anouni, indicou que já foram feitos contactos com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel para expressar condenação pela descarga de cereais ucranianos roubados no porto de Haifa.

"Condenamos todas as ações que contribuem para o financiamento do esforço de guerra ilegal da Rússia, para iludir as sanções da União Europeia (UE), e continuamos preparados para responder a estas ações, acrescentando à lista indivíduos e entidades em países terceiros, se necessário", disse o porta-voz comunitário.

El Anouni acrescentou que a UE "tomou conhecimento" de relatos de que um navio da chamada "frota fantasma" russa, transportando cereais ucranianos roubados, foi autorizado a descarregar no porto de Haifa, "apesar de contactos prévios entre as autoridades ucranianas e israelitas sobre o assunto".

O porta-voz comunitário disse que a UE "mantém-se firme" no seu apoio a Kiev e na "pressão sobre a Rússia" até que ponha fim à "sua guerra de agressão", iniciada com a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

Como exemplo, apontou a aprovação final do empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e do vigésimo pacote de sanções contra Moscovo.

Apesar da ameaça a Israel, qualquer medida de política externa, como a imposição de sanções, exige a unanimidade dos 27 Estados-membros do bloco europeu, uma tarefa complexa quando diz respeito a Israel, como sucedeu na semana passada, quando não se chegou a acordo para suspender o Acordo de Associação bilateral, proposto por Espanha.

Também não se chegou a acordo sobre a aplicação de medidas comerciais, que apenas exigem uma maioria qualificada, depois de países como a Alemanha e a Itália considerarem que era inapropriado sancionar Israel, alegando que também prejudicaria os seus cidadãos.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia convocou hoje o embaixador israelita em Kiev para entregar uma nota de protesto.

O Governo ucraniano condenou a "contínua chegada a Israel de produtos agrícolas exportados ilegalmente pela Rússia a partir dos territórios temporariamente ocupados" durante a guerra.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, lamentou pelo seu lado a inação de Israel, sublinhando que as autoridades "não podem desconhecer os navios que chegam aos portos do país ou que carga transportam" e que, "em qualquer país normal", a compra de mercadorias roubadas acarreta responsabilidade legal.

Pouco antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Andriy Sybiga, também criticou que "é difícil compreender a falta de uma resposta adequada de Israel ao legítimo pedido da Ucrânia".

O seu homólogo israelita, Gideon Saar, argumentou que Kiev "não apresentou qualquer prova para sustentar" as acusações contra os navios russos e "nem sequer solicitou assistência jurídica", criticando o facto de a Ucrânia ter recorrido aos meios de comunicação social e às redes sociais antes de abordar a questão bilateralmente.