quinta-feira, 12 de março de 2026

Novo estudo. Café ajuda a manter o cérebro 'jovem' por mais tempo... Um estudo publicado pelo JAMA, que acompanhou um grupo de mais de 130 mil pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que o consumo moderado de café poderá trazer benefícios para o cérebro, evitando o declínio cognitivo e mantendo-o 'jovem' durante mais tempo.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues,   noticiasaominuto.com 12/03/2026 

Apesar do excesso de café poder levar a sintomas como o nervosismo, sono irregular e mesmo pressão alta, quando consumido em quantidades moderadas poderá trazer benefícios para a saúde. 

Conforme sublinha o jornal Huffington Post, vários estudos científicos mostraram que o consumo de café estava associado a uma melhor saúde cardíaca, maior longevidade e mesmo um envelhecimento mais saudável. 

Um novo estudo, publicado na revista JAMA, sugeriu que esta bebida pode também retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência. 

Porque é que o café pode ajudar no envelhecimento cerebral?

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 131.821 participantes ao longo de 43 anos. Nenhuma destas pessoas apresentava sinais de demência, doença de Parkinson ou cancro no início da pesquisa. 

A cada dois/quatro anos, os cientistas pediam aos participantes que partilhassem o seu consumo de café no âmbito de questionários alimentares. 

Esses dados foram devidamente analisados e cruzados com os resultados de testes cognitivos. Ao longo do período de acompanhamento, mais de 11 mil pessoas desenvolveram demência. 

"Um maior consumo de café e chá com cafeína foi associado a um menor risco de demência a uma função cognitiva ligeiramente melhor, com a associação mais pronunciada em níveis de consumo moderados", lê-se no estudo.

Neste artigo, o consumo moderado de café correspondia a duas/três chávenas por dia ou a uma/duas chávenas de chá. 

Mesmo para aqueles cujo consumo era considerado elevado - até cinco chávenas por dia - o risco de demência revelou-se 18% mais reduzido. O declínio cognitivo, por seu turno, também se registou mais lento naqueles que consumiam café com cafeína.

Será que o café, efetivamente, diminui o risco de demência?

Vale notar que o estudo foi observacional, o qual demonstrou apenas uma ligação entre o consumo de café e a demência. 

Os pesquisadores não conseguiram provar de forma definitiva que o café, por si só, faz realmente a diferença. Fatores como a qualidade da alimentação dos participantes, medicamentos, entre outras coisas, poderão ter influenciado os resultados. 

No entanto, estes resultados não foram observados em quem não consumia café, levando os pesquisadores a concluir que a bebida, de facto, poderá ter influência.

Não resiste a um café? A regras dos "45 minutos" aconselhada por uma nutricionista

Para muitas pessoas o dia só começa ao fim de beber um café. Contudo, esta prática é desaconselhada por nutricionistas, como é o caso de Pablo Ojeda. 

Em declarações ao Cuidate Plus, o especialista sugeriu que se tivesse em conta "regra dos 45 minutos", ou seja, esperar este período de tempo após acordar antes de beber um café.

Além de evitar o desenvolvimento de azia, como quando bebe qualquer uma destas bebidas de barriga vazia, esta "regra dos 45 minutos permite que os níveis naturais de cortisol atinjam o seu pico", zelando por "uma energia mais estável e com menos quedas".

Operação "Portugal Sempre Seguro": mais de 130 detidos e 170 estrangeiros fiscalizados... Mais de 130 pessoas foram detidas e 170 estrangeiros foram fiscalizados na primeira ação da operação 'Portugal Sempre Seguro' deste ano realizada entre 2 e 8 de março, indicou esta quarta-feira o Sistema de Segurança Interna.

Por sicnoticias.pt

Em comunicado, o o Sistema de Segurança Interna (SSI) precisa que diversas polícias e entidades realizaram entre 2 e 8 de março um conjunto ações de "prevenção, dissuasão e fiscalização de práticas ilícitas com especial incidência em estabelecimentos comerciais, de venda e consumo de bebidas alcoólicas, segurança alimentar, imigração irregular e ilegal e segurança rodoviária" no âmbito da operação 'Portugal Sempre Seguro 2026'.

Na primeira ação deste ano da operação foram detidas 138 pessoas, 83 das quais por crimes rodoviários e 19 por crimes relacionados com droga, e registados 173 crimes (36 relacionados com droga, 15 com imigração ilegal e 11 por detenção ou tráfico de armas proibidas) e 1.777 contraordenações no âmbito rodoviário, económico alimentar e tributário ou aduaneiro, segundo o SSI.

O Sistema de Segurança Interna acrescenta também que foram apreendidos cinco armas de fogo e seis armas brancas, 81 munições, 35 viaturas e motociclos, 10.900 euros em dinheiro, 9.846 mercadorias no valor de 20.000 euros, 689 géneros alimentícios.

No âmbito desta operação foram ainda fiscalizados durante uma semana 779 estrangeiros fiscalizados, 72 dos quais estavam em situação ilegal e 33 em processo de regularização.

A operação 'Portugal Sempre Seguro' contou com a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária, Autoridade para as Condições do Trabalho e Agência para a Integração Migrações e Asilo.

O SSI refere ainda que foram mobilizados mais de 3.200 meios humanos, apoiados por 927 meios auto e 30 binómios (equipas formadas por 1 elemento policial e 1 cão) que fiscalizaram 1.189 estabelecimentos, nomeadamente 330 de diversão noturna, 334 de restauração e bebidas, 303 lojas comerciais de conveniência e minimercados.

Pentágono indica que primeira semana de guerra custou 9,8 mil milhões... O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

© Getty Images  Lusa  12/03/2026 

O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.

A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.

O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.


Leia Também: Trump defende que EUA precisam de "terminar o trabalho"

O presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente, defendeu hoje que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

Ucrânia ataca fábrica de mísseis russa com Storm Shadow britânicos e faz seis mortos... Nas últimas 24 horas, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia voltou a provocar vítimas civis em ambos os países. A Rússia acusa o Reino Unido de ter participado num ataque à região russa de Briansk.

Por sicnoticias.pt

As autoridades ucranianas divulgaram imagens depois de o presidente Volodymyr Zelensky confirmar que o exército da Ucrânia atingiu uma fábrica de produção de mísseis em território russo. Segundo Kiev, a instalação destruída tratava-se de um alvo militar estratégico atingido com Storm Shadow, mísseis de cruzeiro fornecidos pelo Reino Unido.

Nas redes sociais russas circularam também imagens que alegadamente mostram as consequências do mesmo ataque, que terá provocado a morte de seis civis.

Moscovo acusa o Reino Unido de estar diretamente envolvido na operação, afirmando que o lançamento dos mísseis Storm Shadow não seria possível sem a presença de especialistas britânicos.

Kremlin garante que continuará a "desmilitarização" da Ucrânia

O Kremlin garante que continuará a chamada "desmilitarização" da Ucrânia e, nas últimas horas, forças russas realizaram novos ataques no leste do país.

Na cidade de Sloviansk, terão sido lançadas três bombas aéreas guiadas, provocando quatro mortos e 16 feridos. Já em Kharkiv, dois civis morreram depois de um drone russo atingir um matadouro.

No plano diplomático, continuam as tensões entre a Ucrânia e a Hungria. O governo de Budapeste enviou esta quarta-feira uma delegação à Ucrânia, liderada pelo ministro da Energia, para avaliar a situação do oleoduto Druzhba, através do qual a Hungria recebia petróleo russo.

A infraestrutura está parada desde o final de janeiro devido a um ataque. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusa Volodymyr Zelensky de estar a atrasar a reparação do oleoduto.

Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia

Perante este impasse, Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia e bloqueou também um empréstimo da União Europeia à Ucrânia.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que os responsáveis húngaros entraram no país sem estatuto oficial e sem reuniões agendadas. Num tom irónico, Kiev acrescentou que qualquer cidadão do Espaço Schengen pode entrar na Ucrânia, inclusive por motivos turísticos.

Tudo isto acontece numa altura em que a crise no Médio Oriente está a fazer subir os preços do petróleo e quando as eleições parlamentares na Hungria estão a pouco mais de quatro semanas de distância.


Leia Também: Drone russo atinge edifício da polícia ucraniana. Há vários feridos

O impacto de um drone russo contra um edifício da polícia ucraniana causou hoje várias dezenas de feridos, todos pessoal da Polícia da cidade de Shostka, na região de Sumi, no norte da Ucrânia.


Petróleo: EUA vão libertar 172 milhões de barris da sua reserva estratégica... Os Estados Unidos vão libertar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, anunciou hoje o ministro da Energia.

© Reuters   Por  LUSA  12/03/2026 

A medida é tomada no âmbito de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

"O presidente Trump autorizou o Departamento de Energia a libertar 172 milhões de barris provenientes da reserva estratégica de petróleo a partir da próxima semana", escreveu Chris Wright, ministro da Energia, na rede social X.

"Tendo em conta as taxas de descarga previstas, a entrega levará cerca de 120 dias", acrescentou.


Leia Também: Países da AIE libertam 400 milhões barris de petróleo das reservas

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" hoje libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Um morto e buscas em curso após ataques contra petroleiros no Iraque... Um ataque a dois petroleiros na costa sul do Iraque fez um morto, estando também a decorrer operações de busca por tripulantes desaparecidos, adiantou hoje à noite a televisão estatal iraquiana.

© Ahsan Mohammed Ahmed Ahmed/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  11/03/2026 

A Al-Ikhbariya TV, que citou o diretor da Autoridade Portuária, Farhan al-Fartousi, transmitiu imagens de um navio no mar de onde se elevavam impressionantes bolas de fogo e colunas de fumo, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

Além de noticiar uma vítima mortal, a estação iraquiana informou ainda o resgate de 38 pessoas, acrescentando que "continua a busca por tripulantes desaparecidos".

Na sequência dos ataques israelo-americanos contra o Irão, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os principais acontecimentos de quarta-feira no Médio Oriente incluíram ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Aeroporto Internacional do Dubai, intensificando a campanha de pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo, no meio das crescentes preocupações globais com a energia.

Dois drones foram abatidos na noite de quarta-feira perto de um centro de convenções e de um hotel de luxo numa zona nobre de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão iraquiano, informou uma fonte de segurança local à AFP.

Um dos drones atingiu a fachada do Centro de Convenções Saad Abdullah --- que acolhe comemorações e importantes reuniões de líderes e autoridades curdas --- provocando danos materiais e quebra de vidros, segundo fonte da defesa civil.

O centro de convenções, localizado numa zona rica de Erbil, fica em frente à torre de um grande hotel de luxo.

"Dois drones foram abatidos e caíram perto do centro de convenções sem causar vítimas", disse a fonte de segurança, falando sob anonimato, à AFP, sem conseguir identificar o alvo do ataque.

Segundo esta fonte, os projéteis foram neutralizados pelas defesas aéreas da coligação internacional liderada pelos EUA contra os jihadistas, cujos conselheiros militares estão sediados no aeroporto de Erbil.

Noutra zona de Erbil, foram ouvidas fortes explosões perto do aeroporto, onde as defesas aéreas visavam drones, informou um correspondente da AFP.

E na região de Harir, a nordeste de Erbil, dois drones foram abatidos, disse um responsável local à AFP.

A área alberga uma base militar que já foi alvo de ataques por parte de Teerão, que afirmou que o alvo era um quartel-general de tropas norte-americanas.

Desde 28 de fevereiro, com o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que o Iraque não escapa ao conflito que assola o Médio Oriente.

Diariamente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (a norte), são alvos de ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais neutralizados pelas defesas aéreas. As autoridades locais registaram mais de 200 ataques até à data.

Em retaliação, os ataques aéreos atribuídos às forças armadas dos EUA estão a visar posições destes grupos armados no Iraque.

O ataque da noite de quarta-feira ocorreu poucas horas depois de um novo alerta da embaixada dos EUA em Bagdade, alertando para possíveis ataques planeados pelo Irão ou pelos seus aliados contra "infraestruturas petrolíferas e energéticas detidas pelos EUA no Iraque".

A embaixada indicou que "milícias terroristas" aliadas a Teerão "também atacaram hotéis frequentados por americanos no Iraque e no Curdistão".


Leia Também: Guarda Revolucionária reivindica ataque com Hezbollah contra Israel

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje ter lançado um ataque em conjunto com o movimento xiita libanês Hezbollah contra alvos em Israel, a primeira ofensiva coordenada entre ambos após 12 dias de conflito no Médio Oriente.


quarta-feira, 11 de março de 2026

27 de Março de 2026 - Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Terá lugar no dia 27 de março, às 18 horas, a apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” da autoria de José Antonio González Carrillo e Mário Rui Simões Rodrigues, no auditório da UCCLA. 

 “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, que será apresentado por Eduardo Machado, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno: a Ordem de São Francisco.

 O livro traz à luz uma preciosíssima documentação desconhecida e inédita, revelando descobertas fundamentais sobre a sua história e a sua configuração arquitetónica e resgata do esquecimento pormenores minuciosos, tradições ancestrais, capelas e aspetos singulares da sua expansão religiosa e cultural que, até agora, permaneciam ignorados pela historiografia contemporânea, com uma visão holística sobre um património secular irrepetível.

 Uma leitura que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença. 

Sinopse:

“Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, dos autores Mário Rui Simões Rodrigues e o oliventino José Antonio González Carrillo, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno de Olivença: a Ordem de São Francisco. Através de uma abordagem rigorosa, explora-se a dicotomia entre o primitivo cenóbio rural do início do século XVI e a subsequente transferência para o espaço urbano intra-muros no final da centúria de Quinhentos.

O presente volume destaca-se pelo seu valioso contributo histórico ao revelar:

- Documentação inédita: Com acesso a fontes primárias desconhecidas que permitem fazer uma nova leitura sobre a configuração histórica e patrimonial da Ordem em Olivença.

- Evolução: O exame detalhado da expansão cultural que consolidou este convento como um dos mais insignes complexos monásticos do Alentejo e de Portugal.

- Resgate historiográfico: A recuperação de numerosos pormenores que, até este momento, permaneciam à margem da historiografia contemporânea.

Este livro oferece uma visão holística e tecnicamente fundamentada sobre um património secular irrepetível, uma leitura imprescindível que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.

Biografias:

José Antonio González Carrillo (Olivença - 1975) formou-se na área da publicidade e do desenho, aprofundando disciplinas como a fotografia, a ilustração ou a edição. Especializou-se em conservação histórica, ampliando conhecimentos e bagagem profissional sobre estas matérias. O grosso principal da sua obra exprime-se em diversos livros onde o eixo gráfico e a criatividade partilham protagonismo com a narração histórica. A sua obra, definida pela crítica como “trabalho comprometido e de vincada personalidade”, é imparável, criando atualmente diferentes trabalhos e livros no prisma principal da sua inspiração: o contexto cultural e histórico do seu meio mais próximo. É autor das seguintes obras: Saudade; Olivença oculta; Herança portuguesa nas confrarias de Olivença; Almas da Madalena; Quando já não estivermos; Matriz e Ruas e Aldeias de Olivença. É coautor dos livros Oliventinos e O Foral Manuelino de Olivença. 

Mário Rui Simões Rodrigues (Angola - 1967) licenciou-se em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e em Direito, pela Faculdade de Direito da mesma universidade. É autor dos seguintes estudos: Olivença na Conferência da Paz de 1919; Viagens pela História de Alvaiázere; Da Estrada Romana ao Telégrafo Visual: Dois mil anos de viagens e comunicações por terras de Alvaiázere; O Diário “Perdido” da Viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772; Sinóptica proposição para a autoria d’O Couseiro. É coautor das seguintes obras: Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas - Alvaiázere / Ansião; Informações Paroquiais e História Local. A Diocese de Coimbra. Século XVIII; Alvaiázere e os Seus Forais; Forais de Figueiró dos Vinhos; Foral Manuelino de Olivença; D. Frei Gaspar do Casal e o Convento de Santo Agostinho, em Leiria: Contributos para a sua História.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Senegal aprova lei que duplica penas de prisão para relações homossexuais... A Assembleia Nacional do Senegal aprovou hoje uma lei que duplica as penas para quem tem relações homossexuais, punidas agora com cinco a dez anos de prisão, num contexto de uma onda de homofobia e detenções por presumida homossexualidade.

© GUY PETERSON/AFP via Getty Images  Por  LUSA  11/03/2026 

A lei prevê também sanções penais contra, entre outros, a promoção da homossexualidade no Senegal.

A medida legislativa deve agora ser promulgada pelo presidente Bassirou Diomaye Faye, o que fará deste país um dos mais repressivos em África contra pessoas LGBT+.

A pena máxima será aplicada se o ato tiver sido cometido com um menor, segundo o texto.

O texto prevê também multas que podem ir de dois a 10 milhões de francos CFA (3.048 a 15.244 euros), contra 100.000 a 1.500.000 de francos CFA (152 a 2.286 euros) anteriormente.

A lei pretende, no entanto, punir qualquer pessoa que denuncie de forma abusiva e de má-fé supostos homossexuais.

O Senegal, um país maioritariamente muçulmano, encontra-se agitado há várias semanas pela questão da homossexualidade, um tema que tem surgido regularmente nos debates nos últimos anos.

Este tema tornou-se mais polémico do que o habitual desde a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens, incluindo duas celebridades locais, acusados de "atos contra a natureza", termos que designam relações "entre duas pessoas do mesmo sexo".

Desde então, novas detenções em série - várias dezenas - têm sido relatadas diariamente na imprensa.

Algumas das pessoas são, em particular, acusadas de ter transmitido voluntariamente o VIH/SIDA, alimentando debates acalorados sobre a homossexualidade.

 Várias organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram estas detenções.

Após um debate que durou todo o dia, os deputados senegaleses aprovaram o texto com 135 votos a favor, nenhum contra e três abstenções.

"Os homossexuais não respirarão mais neste país. Os homossexuais não terão mais liberdade de expressão neste país", lançou do alto da tribuna a deputada Diaraye Bâ, sob os aplausos de alguns dos seus colegas.

O ministro do Interior, Mouhamadou Bamba Cissé, que representava o governo, qualificou o texto como uma "boa lei".

Há vários anos, associações religiosas muito influentes têm pedido a "criminalização" da homossexualidade. Esta é amplamente considerada um desvio no Senegal e o endurecimento da sua repressão é uma promessa de longa data do partido no poder, com peso político neste país.

A homossexualidade é também frequentemente denunciada como um instrumento usado pelos Ocidentais para impor valores supostamente estranhos à cultura local.

"O Senegal é um país aberto ao mundo. Mas esta abertura não pode justificar que abdiquemos dos nossos valores", afirmou a este respeito o ministro do Interior.

Com esta nova lei, a qualificação jurídica das relações homossexuais não muda e continua a ser "um delito", o que é suficiente para "obter o que queremos e nem sequer mais", estimou o Primeiro-ministro, Ousmane Sonko.

Mas como o líder do Executivo senegalês inicialmente prometeu durante as suas campanhas eleitorais tornar isto um crime, a oposição e alguns ativistas acusam-no de não ter cumprido a palavra.

"Vocês [a maioria] conduzem uma política baseada na mentira. Eu não votarei esta lei porque é uma lei de engano", realçou Thierno Alassane, um deputado da oposição.

Mais de metade dos países africanos proíbe e reprime a homossexualidade. A pena de morte é aplicada no Uganda, na Mauritânia ou na Somália.

Cerca de uma dezena de países e territórios prevê penas que vão de 10 anos de prisão até à prisão perpétua, entre os quais o Sudão, o Quénia, a Tanzânia e a Serra Leoa.


Israel regista dezenas de projéteis lançados pelo Hezbollah... O grupo xiita Hezbollah disparou hoje dezenas de projéteis a partir do Líbano contra o norte de Israel, segundo o exército israelita, num ataque em grande escala que afetou a maior parte do norte do país.

Por LUSA 

A informação foi confirmada pelos militares israelitas à agência de notícias EFE e ao jornal The Times of Israel, que se refere ao "maior ataque do Hezbollah contra Israel" desde o agravamento das hostilidades entre as partes no início do mês.

O jornal israelita noticiou que cerca de 100 projéteis foram disparados hoje pelo grupo político e militar aliado do Irão.

O Corpo de Bombeiros de Israel indicou um ferido ligeiro devido ao impacto de um 'rocket' numa casa na cidade de Bena, no norte do país, enquanto o serviço de emergência israelita Magen David Adom assistiu outras duas pessoas, também com ferimentos ligeiros, num local não especificado igualmente na região norte.

Em resposta, as forças israelitas anunciaram uma nova vaga de bombardeamentos intensivos contra Dahye, no subúrbio sul de Beirute e um bastião do grupo libanês.

O Hezbollah retomou os seus ataques aéreos contra Israel no seguimento da ofensiva israelo-americana contra o Irão, que matou o seu líder supremo, Ali Khamenei, logo no primeiro dia de bombardeamentos, em 28 de fevereiro.

Em resposta, as forças israelitas lançaram uma forte campanha de bombardeamentos contra alegados alvos do grupo xiita nos subúrbios de Beirute, no vale de Bekaa e no sul do Líbano, onde expandiu as posições terrestres que já ocupava no conflito anterior.

As autoridades libanesas contabilizam pelo menos 634 mortos, dos quais 64 nas 24 horas anteriores à divulgação, hoje à tarde, do seu último balanço, a que se adicionam centenas de milhares de deslocados.

Esta situação repete os acontecimentos posteriores ao início da guerra na Faixa de Gaza, em 2023, quando o Hezbollah partiu em apoio do seu aliado palestiniano Hamas e começou a bombardear Israel, que no ano seguinte, lançou uma forte operação militar que eliminou grande parte da cúpula do movimento islamita.

Apesar de um cessar-fogo, em novembro de 2024, Israel nunca deixou de atacar supostos alvos do Hezbollah, que acusa de procurar readquirir as suas capacidades militares.

Nos últimos dias, segundo o jornal Haaretz, Israel tem ponderado retirar novamente as comunidades israelitas ao longo da fronteira libanesa, como tinha feito em 2023, como medida de segurança perante os ataques aéreos do Hezbollah.

Esta nova crise arrastou o Líbano para a guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação nos países vizinhos que albergam bases norte-americanas amplificou o conflito para uma dimensão regional.

Depois de ter tentado desarmar o Hezbollah, o Governo de Beirute proibiu na semana passada as atividades militares do grupo libanês, que por sua vez o acusa de ceder a pressões de Israel e Estados Unidos.


Leia Também: Líbano "numa guerra que não escolheu" e admite "negociações" com Israel... 

O representante libanês na ONU afirmou hoje que o Líbano está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.


Trump garante que EUA destruíram 28 navios lança-minas iranianos... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que Washington destruiu "28 navios lança-minas" iranianos, encarregados de colocar explosivos no Estreito de Ormuz.

Por LUSA 

"Atacámos 28 navios lança-minas até agora", disse Trump à imprensa no estado do Ohio, descrevendo novamente a ofensiva israelo-americana contra o Irão como uma "excursão" e garantindo que estava "muito adiantada" em relação ao calendário previsto.

"Desmantelámos quase todos os seus navios lança-minas numa noite", disse Trump momentos antes ainda na Casa Branca (sede da presidência), sugerindo que até 60 navios iranianos tinham sido atingidos desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

"Já chegámos ao navio número 60. Não sabia que tinham uma Marinha tão grande. Diria que era grande e ineficaz", adiantou.

"Praticamente toda a sua Marinha desapareceu", insistiu.

Por seu lado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do Estreito de Ormuz, citando 16 navios que acusam de ter ameaçado "a liberdade de navegação".

A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial e uma quantidade importante de minerais estratégicos, alterou o mercado internacional de petróleo e gás depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter ameaçado atacar qualquer navio que o atravessasse.

Trump garantiu que a navegação no Estreito de Ormuz é segura e incentivou as petrolíferas a utilizar essa rota marítima, ao mesmo tempo que renovou as suas ameaças ao Irão.

"Poderia ser muito pior (...). Nós atingimo-los mais forte do que qualquer outro país na história, e ainda não terminámos", advertiu.

"Neste momento, perderam a sua Marinha, perderam a sua Força Aérea, não têm antiterrorismo. Não têm radar, os seus líderes desapareceram e poderíamos ser muito piores", acrescentou o Presidente republicano.

Fontes anónimas citadas pela estação norte-americana CNN afirmaram que, por enquanto, o Irão colocou apenas algumas dezenas de minas, mas que poderia aumentar o número para centenas com a frota que ainda mantém.

A agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que três navios foram atingidos hoje por projéteis perto do Estreito de Ormuz e na própria via.

Por seu lado, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, reivindicou o ataque contra um navio de propriedade de Israel e com bandeira da Libéria, o "Express Rome".

Teerão garantiu ainda que não permitirá que "nem um litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos (EUA), Israel ou seus parceiros.

O Irão também ameaçou hoje atacar "todos os portos e centros económicos da região" caso se concretizem eventuais ataques dos Estados Unidos contra instalações portuárias iranianas.

O CENTCOM afirmou que o Irão está a utilizar portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o tráfego marítimo.

O CENTCOM avisou ainda que infraestruturas civis usadas para fins militares "perdem o seu estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos ao abrigo do direito internacional".

Ucrânia: Kyiv recebeu novo carregamento de mísseis Patriot alemães... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que Kyiv recebeu um novo carregamento de ajuda militar da Alemanha, composto por 35 mísseis PAC-3 para sistemas Patriot.

Por LUSA 

Esta entrega faz parte de um pacote de ajuda negociado com os parceiros internacionais da Ucrânia.

"A parte alemã destes mísseis chegou ontem (terça-feira), obrigado por isso", disse Zelensky sobre os mísseis, segundo declarações divulgadas pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

"Este é um dos pacotes de defesa aérea que negociamos com os nossos parceiros de vez em quando. Gostaríamos de ter recebido mais, mas acabou por ser assim", observou o chefe de Estado ucraniano.

A Alemanha, o país europeu que mais ajuda prestou a Kiev, confrontada com a guerra de agressão russa desde fevereiro de 2022, lidera a iniciativa centrada em fortalecer a defesa antiaérea das Forças Armadas ucranianas.

O Ministério da Defesa alemão confirmou na terça-feira o envio para a Ucrânia do novo pacote de mísseis intercetores, num esforço coordenado com os aliados do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, uma aliança com mais de 50 países, incluindo Portugal.

"Outra parte dos mísseis PAC-3 previstos no âmbito desta iniciativa foi garantida através dos nossos parceiros", indicou um porta-voz do Ministério da Defesa alemão, referindo-se aos mísseis intercetores fabricados pela empresa norte-americana Lockheed Martin.

Esta entrega de mísseis PAC-3 "permite à Ucrânia o acesso ao sistema de defesa aérea de alta qualidade Patriot para se defender dos contínuos ataques aéreos russos", acrescentou o ministério liderado por Boris Pistorius.

O próprio Pistorius lançou esta iniciativa internacional a 12 de fevereiro, para fornecer à Ucrânia estes dispendiosos mísseis intercetores da Lockheed Martin, um produto militar de alta tecnologia cujo custo unitário é estimado em cerca de 3,7 milhões de dólares (cerca de 3,2 milhões de euros).

Líbano "numa guerra que não escolheu" e admite "negociações" com Israel... O representante libanês na ONU afirmou hoje que o Líbano está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.

Por LUSA 

Num discurso perante o Conselho de Segurança da ONU, que hoje reuniu-se de emergência para abordar os acontecimentos no território libanês, Ahmad Arafa denunciou a "grave situação humanitária" no Líbano diante da escalada de violência entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão.

"Estamos presos numa guerra que não escolhemos. Os ataques israelitas continuam a desrespeitar as leis da guerra num momento em que o Hezbollah foi declarado ilegal pelas nossas autoridades nacionais", disse o embaixador.

Segundo Arafa, os ataques israelitas causaram "desolação, o deslocamento de um milhão de pessoas e vítimas inocentes, número que aumenta a cada dia".

Nesse sentido, instou a comunidade internacional a exigir que Israel "cesse as suas violações e pare com ameaças".

O embaixador lembrou que, em 02 de março, o Governo libanês proibiu todas as atividades do Hezbollah e ordenou a entrega das suas armas, enquanto no dia 05 de março ordenou a deportação das forças iranianas e a exigência de autorizações prévias para a entrada de cidadãos iranianos no país.

Arafa enfatizou que o Líbano seguirá em frente com a implementação dessas decisões e "não recuará", embora a prioridade continue a ser "pôr fim a esta guerra e garantir a paz e a segurança" em território libanês.

O representante diplomático de Beirute acrescentou: "O Líbano não aceitará ser palco para acertos de contas. Queremos tirar o nosso país desta crise da maneira mais resiliente possível".

Também enfatizou que as Forças Armadas Libanesas estão a procurar confiscar armas do Hezbollah e fortalecer a autoridade do Estado em todo o território.

Por fim, condenou os ataques iranianos contra os países do Golfo e outras nações, classificando-os como "vergonhosos".

A campanha de bombardeamentos israelitas contra o sul e o leste do Líbano, principalmente contra a capital Beirute, já causou 634 mortes, cerca de 1.500 feridos e mais de 800 mil deslocados, segundo os dados oficiais mais recentes.

Na mesma reunião do Conselho de Segurança, convocada de emergência pela França para abordar a situação em solo libanês, o representante norte-americano na ONU, Mike Waltz, instou o Líbano a "retomar o controlo de todo o seu país".

"Agora é o momento para o Governo libanês retomar o controlo de todo o país. Os Estados Unidos apoiam essa missão (...). Estamos mais do que dispostos a dedicar o tempo e os recursos necessários esse fim", disse Waltz.

No início do mês, pouco depois dos ataques israelo-americanos ao Irão e do assassínio do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o Hezbollah disparou projéteis contra Israel, alegando que a ação foi uma resposta à morte de Khamenei.

Os projéteis teriam caído em áreas abertas ou sido intercetados.

Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizaram ataques aéreos em larga escala contra alegados alvos do Hezbollah em diversas áreas do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do país.

Mike Waltz condenou hoje os ataques do Hezbollah, um grupo que acusou de "não representar, nem defender o povo do Líbano, mas sim os interesses do regime iraniano" e, por outro lado, defendeu "as legítimas necessidades de segurança de Israel e o seu direito de se defender do regime iraniano e do Hezbollah".

"Por quanto tempo o mundo continuará a tolerar o regime iraniano como o maior patrocinador estatal do terrorismo, semeando o caos pelo mundo enquanto procura exportar a sua suposta revolução? (...) Felizmente, os Estados Unidos e esta administração estão a tomar medidas ousadas", defendeu o embaixador norte-americano.

Poucos minutos antes do início da reunião, o embaixador israelita na ONU, Danny Danon, afirmou que o Governo libanês deve escolher entre confrontar o Hezbollah ou deixar que Israel o faça, defendendo a ofensiva do seu país contra o Líbano.

Danon insistiu que o Governo libanês "deve mobilizar o seu exército e enfrentar a ameaça terrorista representada pelo Hezbollah, não apenas para Israel, mas também para o seu próprio povo".

O Líbano é um dos países mais expostos à escalada militar na região desde os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.


Leia Também: Pelo menos 634 mortos em dez dias de guerra no Líbano

A guerra entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah fez 634 mortos e 1.586 feridos em dez dias no Líbano, anunciou hoje o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine, numa conferência de imprensa.


Exclusivo: Esquema de “Pensões Fantasmas” no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) na Guiné-Bissau

@RTB
Bissau, 11 de março de 2026. 
Um documento interno do Serviço de Prestação de Pensões de Velhice e Sobrevivência do Regime Geral, ao qual a nossa redação teve acesso exclusivo, revela um escândalo de corrupção e má gestão de fundos públicos no seio do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), concretamente na Direção de Identificação e Prestação, serviço responsável pela fixação e processamento das pensões de velhice e sobrevivência.

Em causa está a atribuição seletiva e arbitrária de pensões de velhice e de sobrevivência a indivíduos sem qualquer histórico contributivo e sem nenhuma condição legal para lhes ser fixada uma pensão, num esquema que poderá ter lesado o INSS e o Estado da Guiné-Bissau em cerca de setenta milhões de francos CFA (70.000.000 XOF), segundo o documento a que a nossa redação teve acesso.

O “milagre” das pensões sem requerimento

O esquema foi descoberto pela chefe da Repartição do Serviço de Prestação de Pensões de Velhice e de Sobrevivência na sequência de um trabalho interno em que detetou que, de forma estranha, foram fixadas as pensões acima referidas sem antecedência e sem qualquer requerimento por parte dos supostos beneficiários, que alegadamente são familiares e amigos próximos da então diretora do Serviço de Identificação e Prestação, igualmente responsável pelo alegado esquema.

Segundo o documento produzido dentro do próprio serviço, foi identificada uma anomalia estatística ilegal e sem pretendentes: a fixação de pensões de velhice e de sobrevivência mensais elevadas para beneficiários que nunca as solicitaram e sem qualquer documento que comprovasse descontos contributivos. De acordo com o documento na posse da nossa redação, as verbas foram atribuídas sem que existissem quaisquer antecedentes ou processos administrativos que as sustentassem.

Entre os nomes dos supostos beneficiários pensionistas, que segundo a nossa fonte dentro do INSS são familiares e amigos próximos da então diretora do Serviço de Prestação, cujos pagamentos variam entre 430.000 XOF e ultrapassam 1.000.000 XOF mensais, encontram-se figuras como Lamine Keita, pensionista SRG com 521.917 XOF; Loba Camara, com pensão de velhice de 1.058.717 XOF e pensão SRG de 361.990 XOF; Laurinda Veiga, com pensão de velhice de 653.917 XOF e pensão SRG de 432.917 XOF, entre outros com registos de entrada no sistema entre abril e junho de 2025.

Os pagamentos eram efetuados através de transferências bancárias nos bancos Ecobank, Orabank e Banca Atlantique, bem como por meio de “cheques de atendimento”.

Apesar da gravidade dos factos, que indiciam fortes suspeitas de fraude e peculato, a situação é, no mínimo, alarmante. Segundo fontes próximas do processo, internamente não foram tomadas providências para a instauração de processos disciplinares ou mesmo de inquéritos após o conhecimento do caso, apesar de existirem suspeitos e nomes de funcionários envolvidos na manipulação do sistema no INSS. A lei prevê um prazo de 15 dias para a abertura de processo disciplinar após a deteção de irregularidades. Com o decurso desse prazo, a possibilidade de responsabilização administrativa interna poderá prescrever e ficar comprometida.

Perante esta situação, especialistas jurídicos consideram que a única entidade com capacidade para aprofundar a investigação e eventualmente instaurar processos criminais será agora o Ministério Público, através da Polícia Judiciária.

O caso levanta preocupações adicionais sobre a transparência e o controlo das pensões na Guiné-Bissau, num contexto em que o país enfrenta dificuldades estruturais na gestão de recursos públicos e no combate à corrupção administrativa.

De salientar que o processo, segundo as nossas fontes, encontra-se atualmente sob alçada da Polícia Judiciária guineense (PJ). Até ao momento foram notificados os técnicos Falloni Miranda Quessangue, então diretora de Serviços onde a alegada burla terá ocorrido, e Amara Keita, diretor dos Serviços Informáticos, ambos do INSS.

Face ao exposto, impõe-se o apuramento célere da verdade e a responsabilização dos envolvidos no alegado esquema.

“Se a casa não se limpar por dentro, terá de ser a justiça a arrombar a porta”, afirmou uma fonte ligada à investigação.

Segundo consta, a PJ está a realizar um trabalho com profissionalismo e em total colaboração com a Direção-Geral do INSS, para apurar os factos e perceber se os nomes que constam na folha de pagamento são “testas de ferro” ou identidades fictícias criadas para alimentar os bolsos dos funcionários alegadamente envolvidos.

A pergunta que agora se coloca é: o que vai acontecer?

Serão suspensos, até prova em contrário, os suspeitos de envolvimento neste alegado esquema?

Será que o Ministério do Trabalho e Segurança Social irá intervir perante a inércia dos acontecimentos?

A nossa equipa continuará a acompanhar o desenrolar das averiguações da Polícia Judiciária.

Irão: Consultoras Deloitte e PwC evacuam escritórios no Dubai... A consultora Deloitte pediu hoje aos seus funcionários que evacuassem os escritórios no Dubai, enquanto a PwC decidiu fechar as suas instalações em quatro países do Golfo, após ameaças iranianas, noticia a Agência France Press (AFP).

Por LUSA 

Os escritórios da PwC na Arábia Saudita, no Qatar, nos Emirados e no Kuwait serão fechados "por precaução" durante o resto da semana, segundo duas fontes próximas dessas empresas britânicas, citadas pela AFP.

O exército iraniano disse hoje que pretendia agora atacar "os centros económicos e os bancos" da região, em retaliação a um ataque israelo-americano a uma instituição bancária em Teerão.

As forças armadas do Irão afirmaram hoje que vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano.

"O inimigo deu-nos carta-branca para visar os centros económicos e bancos" dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, ligado aos Guardas da Revolução.

O comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas, segundo a agência espanhola EFE.

O Irão respondeu à ofensiva lançada em 28 de fevereiro com ataques contra os países vizinhos, sobretudo contra bases militares norte-americanas, além de visar Israel.

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.

EUA alertam civis iranianos para evitarem portos no estreito de Ormuz... As Forças Armadas dos Estados Unidos alertaram hoje a população iraniana para evitar instalações portuárias civis utilizadas pela marinha do Irão no estreito de Ormuz, afirmando que esses locais podem tornar-se alvos militares.

Por LUSA 

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) exortou os civis iranianos a evitarem "imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas estão a operar", de acordo com um comunicado.

O comando militar norte-americano disse que os EUA "não podem garantir a segurança dos civis perto ou em locais utilizados pelo regime iraniano para fins militares".

"O regime iraniano está a utilizar portos civis ao longo do estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam a carga marítima internacional", afirmou o CENTCOM, acrescentando que essas ações "colocam em risco a vida de pessoas inocentes".

O comando norte-americano avisou ainda que portos civis utilizados para fins militares "perdem o estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos de ataques militares ao abrigo do direito internacional".

Por isso, as autoridades militares norte-americanas apelaram a estivadores, funcionários administrativos e tripulações de navios comerciais iranianos para se manterem afastados de embarcações da marinha iraniana e de equipamento militar.

O alerta surgiu horas depois de o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, anunciar uma missão para "eliminar a capacidade de projeção de poder e de assédio aos navios no estreito de Ormuz a partir do ar".

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo, tornou-se um dos pontos centrais do atual conflito regional.

No mercado energético, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 4,12%, para 86,89 dólares por barril, após recentes quedas ligadas à incerteza sobre o impacto da guerra.

Teerão afirmou que não vai permitir que "um único litro de petróleo" atravesse o estreito em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos aliados.

As autoridades iranianas anunciaram também ter atingido dois navios com mísseis no estreito, incluindo um cargueiro que, de acordo com Teerão, seria de propriedade israelita.

Entretanto, o CENTCOM afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do estreito de Ormuz, incluindo 16 embarcações lança-minas.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.

Teerão está a condicionar o tráfego no estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer embarcação que tente romper os condicionamentos, que já alteraram o mercado internacional do petróleo.


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O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou hoje que o Líbano "está exausto pelas guerras dos outros povos" e pediu a Israel e ao Irão que deixem de travar as suas ofensivas em solo libanês.


Nigéria aprova 1.ª política nacional de segurança sobre cosméticos... A Nigéria aprovou a sua primeira política nacional de segurança e saúde sobre cosméticos, após duas décadas de tentativas, visando estabelecer regras para o fabrico e venda de produtos, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde.

Por LUSA 

O país mais populoso de África aprovou a política - lançada no 66.º Conselho Nacional de Saúde, em Calabar, em novembro do ano passado - e estabeleceu "um sistema claro para regulamentar a forma como os produtos cosméticos são fabricados, importados, vendidos, utilizados e eliminados", contextualizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) num comunicado.

"Ao melhorar a regulamentação e a vigilância, a política reforça a segurança sanitária, protege os consumidores e apoia a diversificação económica", indicou a OMS.

A agência de saúde frisou que os cosméticos fazem parte da vida quotidiana de milhões de nigerianos, mas muitas pessoas não sabem o que contêm os produtos que utilizam.

A indústria de cosméticos da Nigéria tornou-se um setor dinâmico e cada vez mais sofisticado, com uma avaliação de mercado superior a 7,8 mil milhões de dólares (cerca de 7,18 mil milhões de euros), referiu a OMS.

"Desde 2022, a Nigéria registou cerca de 9.000 produtos cosméticos que cumprem os requisitos regulamentares nacionais sob a supervisão da Agência Nacional para a Administração e Controlo de Alimentos e Medicamentos (NAFDAC), refletindo esforços. No entanto, as evidências toxicológicas continuam a ser preocupantes", alertou.

Na Nigéria, um estudo realizado no estado de Anambra encontrou contaminação por chumbo em 62% dos produtos cosméticos testados. Investigações adicionais em Ibadan e Lagos confirmaram níveis de cádmio, chumbo e níquel acima dos limites internacionais de segurança em produtos de higiene pessoal, exemplificou.

Esses químicos podem causar problemas renais, danos na pele e complicações durante a gravidez, explicou.

Para a OMS, "os resultados sublinham a necessidade urgente de reforçar a vigilância, a sensibilização dos consumidores e a fiscalização para proteger a saúde pública".

A nova política, que contou com a ajuda da OMS, introduz a supervisão regulamentar que "garantirá que todos os produtos cosméticos cumpram os padrões de segurança e qualidade, melhorando a coordenação entre agências", assim como a vigilância dos cosméticos de forma a que sejam dados alertas precoces sobre produtos nocivos.

Por outro lado, há agora um reforço da cadeia de valor, pois passa a haver apoio para uma produção mais segura.

"A Nigéria pode construir um mercado de cosméticos mais seguro que proteja a saúde e apoie os negócios locais", concluiu.

Irão: Depósitos de combustível atingidos por drones iranianos em Omã... Depósitos de combustível foram atingidos hoje por um ataque de drones iranianos no porto de Salalah, em Omã, avançou a agência de notícias do país do Golfo.

Por LUSA 

"Uma fonte de segurança indicou que vários drones foram abatidos, enquanto outros atingiram reservatórios de combustível no porto de Salalah", no sul de Omã, segundo a mesma agência, acrescentando que não foram registadas vítimas.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech, por seu lado, anunciou a suspensão das operações do porto após o ataque.

O Irão continua a atacar infraestruturas no Golfo em retaliação aos ataques israelitas e norte-americanos no seu território.

No início do dia, o Irão afirmou ter atacado várias bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, bem como vários alvos em Israel, incluindo a direção de inteligência militar e uma base naval em Haifa (norte).

O exército iraniano afirmou hoje querer atingir "os centros económicos e os bancos" norte-americanos e israelitas no Golfo, após um ataque israelo-americano ter matado funcionários de um banco em Teerão.

Omã tem mediado as negociações indiretas entre os Estados Unidos e Irão sobre o programa nuclear de Teerão, que se revelaram infrutíferas e foram interrompidas com os ataques de Washington e Telavive.

O país já registou pelo menos uma vítima mortal na sequência de ataques iranianos.

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.

O Irão acusou Estados Unidos e Israel de terem matado mais de bombardeado cerca de 10.000 alvos civis desde o início da guerra, de acordo com a cadeia qatari Al-Jazeera.

A televisão com sede no Qatar registava hoje de manhã 1.878 mortos desde 28 de fevereiro, dos quais 1.255 no Irão, numa compilação com base em várias fontes.

Na lista de vítimas mortais seguiam-se Líbano (570), Iraque (15), Israel (13), Estados Unidos (oito), Kuwait (seis), Emirados Árabes Unidos (seis), Arábia Saudita (dois), Bahrein (dois) e Omã (um).

A guerra causou também milhares de feridos, incluindo no Qatar e na Jordânia.


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O chefe das operações humanitárias da ONU advertiu hoje que o conflito no Médio Oriente está a perturbar as rotas de transporte de ajuda humanitária, designadamente através do Estreito de Ormuz, e reclamou uma isenção para a sua passagem.


Guerra? "Assim que eu quiser que acabe, vai acabar", diz Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que não resta "praticamente nada para atacar" no Irão, na sequência dos ataques de Washington e Telavive à República Islâmica.

Por LUSA 

"Assim que eu quiser que isso acabe, vai acabar", disse ainda o presidente dos Estados Unidos numa entrevista ao portal Axios, prevendo que a guerra terminaria "em breve", pouco depois de o ministro da Defesa israelita, ter declarado que a ofensiva conjunta de Telavive e de Washington continuaria "sem limite de tempo".

"Esta operação continuará sem qualquer limite de tempo, o tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e decidirmos o desfecho da campanha", afirmou Israel Katz, citado pelo Ministério da Defesa israelita, durante uma reunião com responsáveis militares.

Trump afirmou na segunda-feira, quando os preços do petróleo dispararam, que a guerra estava quase terminada, embora depois tenha condicionado o fim do conflito a uma rendição incondicional do Irão.

O líder norte-americano descreveu ainda a guerra como uma "excursão de pequena duração", apesar de ter mobilizado a maior força militar dos Estados Unidos no Médio Oriente desde a invasão do Iraque, em 2003.

O republicano de 79 anos também disse várias vezes que as operações militares estavam muito adiantadas em relação ao calendário de quatro ou cinco semanas que ele próprio tinha avançado no início da guerra, em 28 de fevereiro.

Ainda na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.

"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu Trump numa conferência de imprensa na Florida.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.


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A guerra no Médio Oriente entrou hoje no 12.º dia, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).