quarta-feira, 22 de abril de 2026

Papa critica na Guiné Equatorial colonização dos recursos minerais de África... O Papa Leão XIV chegou à Guiné Equatorial, última etapa da viagem por África, e denunciou a colonização dos recursos minerais africanos e a "sede de poder" num país liderado por Teodoro Obiang Nguema desde 1979.

© Lusa   22/04/2026 

Após visitar a Argélia, os Camarões e Angola, o primeiro ato do papa na Guiné Equatorial foi uma reunião com o chefe de Estado.

Obiang, no poder desde 1979, foi precisamente o mesmo Presidente que, em 1982, deu as boas-vindas a João Paulo II, que tinha sido, até então, o último chefe da Igreja Católica a visitar esta nação africana.

Salientando que o encontro ocorreu no primeiro aniversário da morte do Papa Francisco, Leão XIV citou o falecido pontífice ao denunciar as desigualdades de rendimento que, segundo ele, foram exacerbadas por uma economia global focada na busca do lucro a qualquer custo.

"Tal economia mata", disse o Papa.

"Na verdade, é ainda mais evidente hoje do que em anos anteriores que a proliferação de conflitos armados é frequentemente impulsionada pela colonização de depósitos de petróleo e minerais, ocorrendo sem qualquer consideração pelo direito internacional ou pela autodeterminação dos povos", acrescentou.

Os Estados Unidos têm-se empenhado em obter acesso às regiões de África ricas em minerais críticos e em vencer a concorrência da China numa região onde Pequim domina há muito tempo.

Os EUA estão também a investir fundos no Corredor do Lobito, um importante projeto ferroviário que facilitaria a exportação de minerais de regiões da Zâmbia e do Congo através do Lobito, em Angola.

Os encontros do Papa tiveram lugar no antigo palácio presidencial. O Governo construiu uma nova capital no continente, chamada Cidade da Paz, mas a transferência dos edifícios governamentais ainda não está concluída.

Os críticos disseram que a mudança iria agravar as desigualdades e dar mais oportunidades para o círculo presidencial se enriquecer.

Leão XIV não mencionou a corrupção associada à família Obiang nem as críticas à nova capital. Mas sugeriu que a Guiné Equatorial deveria olhar para a obra de Santo Agostinho, "A Cidade de Deus" como um modelo.

"A cidade terrena centra-se no orgulho e no amor próprio, na sede de poder e glória mundana que conduz à destruição", disse o Papa.

"É essencial discernir a diferença entre o que dura e o que passa, mantendo-se livre da procura de riquezas injustas e da ilusão de domínio", acrescentou.

A ex-colónia espanhola na costa ocidental de África é governada pelo Presidente há mais tempo no cargo no mundo e que tem sido acusado de corrupção generalizada e autoritarismo.

A descoberta de petróleo em águas profundas em meados da década de 1990 transformou a economia da Guiné Equatorial. O petróleo representa agora quase metade do produto interno bruto (PIB) do país e mais de 90% das exportações, de acordo com o Banco Africano de Desenvolvimento.

No entanto, mais de metade dos quase dois milhões de habitantes do país, membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), vive na pobreza.


Leia Também: PR guineense deposto é livre de se candidatar nas eleições em dezembro

O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que Umaro Sissoco Embaló, Presidente deposto num golpe de Estado, "é livre de se candidatar" nas eleições presidenciais de 06 de dezembro, "se assim o entender".

Trump participa em maratona de leitura da Bíblia nos 250 anos dos EUA... O Presidente Donald Trump vai participar numa maratona de leitura da Bíblia a propósito do 250º. aniversário dos Estados Unidos, promovida por organizações cristãs e por republicanos para incentivar um "regresso ao fundamento espiritual" do país.

© Getty Images    Por  LUSA   22/04/2026 

O evento "A América Lê a Bíblia" - no qual cada participante lê uma passagem em voz alta - está a ser transmitido em direto esta semana a partir do Museu da Bíblia, em Washington, e de outros locais.  

Para esta noite (madrugada em Lisboa), está previsto um vídeo de Trump, que num comunicado sobre o evento afirmou que a Bíblia está "indelevelmente entrelaçada na identidade nacional e modo de vida" dos norte-americanos.  

O comunicado cita figuras históricas como o líder puritano John Winthrop, que "implorou aos seus companheiros colonos cristãos que se erguessem como um farol de fé para todo o mundo ver". 

A participação de Trump terá como cenário a Sala Oval, onde lerá uma passagem sobre a dedicação pelo Rei Salomão do templo na antiga Jerusalém, em que Deus promete perdão se uma geração futura se arrepender depois de se rebelar: "Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e se converter, eu perdoá-lo-ei". 

O versículo é citado frequentemente em comícios cristãos conservadores e eventos políticos, como a Convenção Nacional Republicana de 2024. 

Os críticos afirmam que o evento tem uma lista de participantes essencialmente partidária e faz parte de um projeto maior para ligar o próximo 250º aniversário dos Estados Unidos a uma visão nacionalista cristã da fundação do país, algo que muitos historiadores contestam.  

Os cristãos brancos, particularmente os evangélicos, têm sido cruciais para a base eleitoral de Trump.  

O evento bíblico acontece apenas uma semana depois de Trump ter recebido críticas raras dos seus apoiantes evangélicos por partilhar um 'meme' nas redes sociais em que aparecia, vestido com uma túnica branca, como um curandeiro semelhante a Jesus Cristo, rodeado de símbolos patrióticos.  

Trump removeu a imagem das suas redes sociais, insistindo que estava retratado como um médico, e não como Jesus. 

O evento ocorre também pouco depois das críticas de Trump ao Papa Leão XIV, primeiro pontífice natural dos Estados Unidos, após este questionar a guerra com o Irão. 

Entre os participantes na maratona bíblica estão membros do governo, como o secretário da Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio, bem como o presidente da Câmara dos Representantes Mike Johnson e vários outros membros republicanos do Congresso.  

Entre os apoiantes evangélicos destacados de Trump que participam estão o evangelista Franklin Graham, o pastor Jack Graham e a pastora Paula White-Cain, que dirige o Gabinete de Fé da Casa Branca. 

Cada orador está a participar na leitura contínua dos 66 livros da Bíblia, tal como reconhecidos pelos protestantes.  

Os judeus reconhecem a parte hebraica da Bíblia a que os cristãos chamam Antigo Testamento, mas não os livros do Novo Testamento centrados em Jesus. 

Os católicos e os ortodoxos reconhecem livros adicionais da Bíblia que não estão incluídos nesta leitura.  

O evento contará com a presença de representantes católicos, incluindo o presidente da CatholicVote, organização que apoiou Trump em 2024. 

 O evento consiste numa leitura abrangente de toda a Bíblia, desde os famosos versículos ("Deixa partir o meu povo", "O Senhor é o meu pastor") até aos mais obscuros.  

As passagens vão desde a criação do mundo até às batalhas sangrentas e à destruição apocalíptica, desde exortações ao amor a Deus, ao próximo e aos necessitados, até passagens que narram a vida, a morte e a ressurreição de Jesus. 

O evento é organizado pela Christians Engaged, uma organização sem fins lucrativos cuja missão declarada inclui "discipular os americanos sobre a cosmovisão bíblica e as suas responsabilidades de orar, votar e envolver-se". 

A maratona de leitura da Bíblia acontece poucas semanas antes de um evento, a 17 de maio, chamado "Jubileu Nacional de Oração, Louvor e Ação de Graças", que será realizado no National Mall, em Washington, DC.   

Militares de 30 países discutem em Londres reabertura de Ormuz... Representantes militares de mais de 30 países reúnem-se hoje em Londres para preparar uma possível missão multinacional, liderada pelo Reino Unido e pela França, para reabrir o estreito de Ormuz após o conflito.

© Lusa   22/04/2026 

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa britânico, a reunião de planeamento de dois dias será realizada no Quartel-General Conjunto Permanente Britânico em Northwood, a norte da capital.

O objetivo é traduzir o consenso político alcançado na semana passada em Paris num plano militar detalhado que garanta a liberdade de navegação nesta via estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial.

Na sexta-feira, cerca de 50 governos e organizações endossaram a proposta franco-britânica na capital francesa para criar uma missão "estritamente defensiva" para proteger o tráfego marítimo no estreito de Ormuz.

O cessar-fogo temporário declarado na ofensiva que os Estados Unidos (EUA) e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro também expirava hoje.

Mas o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira, a pedido do Paquistão, o prolongamento da trégua até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

Washington e Teerão, que deverão retomar as negociações em breve, ainda não conseguiram chegar a acordo sobre a livre passagem pelo estreito de Ormuz, uma via navegável crucial para o comércio global, bloqueada por Teerão em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel.

De acordo com o comunicado, a reunião em Londres irá focar-se na avaliação das capacidades militares disponíveis, da estrutura de comando e controlo e do potencial destacamento de forças na região, com vista à ativação da operação assim que as condições o permitam.

O ministro da Defesa britânico, John Healey, realçou que o objetivo é avançar com "um plano conjunto para salvaguardar a liberdade de navegação e apoiar um cessar-fogo duradouro".

"O comércio internacional, a segurança energética e a estabilidade da economia global dependem da liberdade de navegação", afirmou, acrescentando que "uma ação coletiva eficaz" pode contribuir para a reabertura do estreito.

O Reino Unido e a França estão a trabalhar para envolver o maior número possível de parceiros na missão, embora a lista de participantes na reunião militar em Northwood ainda não tenha sido divulgada.


Leia Também: EUA garantem ter travado 28 navios durante bloqueio aos portos iranianos

O Comando Central dos EUA (Centcom) garantiu hoje que 28 navios regressaram aos portos iranianos desde que impôs o encerramento do Estreito de Ormuz, há uma semana, bloqueando completamente a área à navegação.

Washington planeia transferir para a RD Congo afegãos que ajudaram exército... Os Estados Unidos estão a considerar realojar na República Democrática do Congo (RD Congo) mais de mil afegãos, presos no Qatar que, na sua maioria, colaboraram com o exército americano durante a guerra no Afeganistão, segundo disse terça-feira uma ONG.

© Reuters   Por LUSA   22/04/2026 

A administração do presidente Donald Trump, que fez da luta contra a imigração uma das suas principais políticas, tinha fixado como data limite 31 de março para fechar um campo onde estavam alojados mais de 1.100 afegãos, numa antiga base americana no Qatar.

Esses afegãos passaram pela base para serem registados no âmbito do seu pedido de asilo nos Estados Unidos, receando ser perseguidos pelos talibãs por terem colaborado com as forças americanas durante o governo apoiado pelo Ocidente, que colapsou em 2021, pouco depois da retirada das tropas americanas.

"A administração Trump não procura encontrar um país seguro para os 1.100 afegãos que foram seus aliados durante a guerra e que estão atualmente detidos pelos Estados Unidos no campo As-Sayliyah. E tenta antes criar do zero um motivo de recusa", denunciou Shawn VanDiver, um ex-militar americano que lidera a ONG #AfghanEvac.

Este responsável indicou ter sido informado pelo governo americano que estes afegãos tinham duas escolhas: a RD Congo ou regressar ao Afeganistão.

"Não se transferem aliados de guerra, cuja fiabilidade foi verificada, incluindo mais de 400 crianças, que estavam sob a custódia dos Estados Unidos, para um país em plena decomposição", declarou num comunicado. "A administração sabe disso. É precisamente esse o objetivo", acrescentou.

O senador democrata Tim Kaine referiu-se, num comunicado, a uma decisão "insensata".

Contactado pela agência de notícias francesa AFP, o departamento de Estado não respondeu de imediato a questões colocadas sobre este assunto.

Mais de 190.000 afegãos estabeleceram-se nos Estados Unidos após o regresso dos talibãs, no âmbito de um programa lançado pelo ex-presidente Joe Biden.

Mas, o presidente Trump desmantelou este programa e ordenou a suspensão do tratamento dos pedidos provenientes de cidadãos deste país depois de um afegão, que sofria de síndrome de stress pós-traumático, ter disparado sobre dois militares da Guarda Nacional, em Washington no ano passado, matando um deles.

CLIQUE AQUI PO Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, viajou esta quarta-feira para a República da Guinée Conakry, para uma visita oficial de 48 horas a convite do seu homólogo. Acompanham o Chefe do Executivo os ministros do Interior, da Energia e dos Recursos Naturais

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

Trump prolonga cessar-fogo até que Teerão apresente proposta... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que, a pedido do Paquistão, determinou o prolongamento do cessar-fogo que expiraria esta quarta-feira até que o Irão apresente uma proposta para um acordo.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   21/04/2026 

Trump acrescentou numa nota divulgada nas redes sociais que ordenou às Forças Armadas que "continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, permaneçam prontas e aptas, e, portanto, prolongará o cessar-fogo até que a proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra".

[Notícia em atualização]...


Leia Também: Casa Branca reúne responsáveis de segurança antes do fim do cessar-fogo

Os principais responsáveis de segurança da administração norte-americana iniciaram hoje uma reunião na Casa Branca, a poucas horas do fim do cessar-fogo com o Irão e num momento de incerteza sobre o reinício de negociações de paz.

GUINÉ-BISSAU: PR guineense deposto é livre de se candidatar nas eleições em dezembro... O primeiro-ministro de transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que Umaro Sissoco Embaló, Presidente deposto num golpe de Estado, "é livre de se candidatar" nas eleições presidenciais de 06 de dezembro, "se assim o entender".

© Lusa   21/04/2026 

"Umaro Sissoco Embaló é livre de se candidatar", destacou Vieira Té que falava numa conferência de imprensa de balanço da sua recente missão aos Estados Unidos de América onde participou numa reunião com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

No encontro com jornalistas guineenses, transmitido nas redes sociais, o primeiro-ministro do Governo de transição aproveitou para abordar assuntos da política nacional, nomeadamente as alegadas restrições de direitos de algumas figuras públicas do país.

Além de assinalar que nada impede o ex-presidente, Umaro Sissoco Embalo, exilado em Marrocos, de se apresentar às próximas presidenciais, se assim o entender, Ilídio Vieira Té destacou que não existe nenhuma ordem de restrição de circulação a Fernando Dias.

Este político, líder de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), autoproclama-se vencedor das últimas eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025 interrompidas pelo golpe de Estado de 26 de novembro, em que os militares tomaram o poder.

Imediatamente a seguir ao golpe, Fernando Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria na Guiné-Bissau de onde saiu no final de janeiro e, desde então, encontra-se em casa, alegadamente vigiado por homens armados.

"Fernando Dias não tem nenhum impedimento por parte do Governo da Guiné-Bissau de circular no país ou para viajar para qualquer parte do mundo. Como cidadão ele é livre para sair como qualquer um de nós", afirmou Ilídio Vieira Té.

O primeiro-ministro acrescentou que Fernando Dias pode viajar "ainda hoje para Portugal, se quiser".

Ilídio Vieira Té explicou que Dias refugiou-se na embaixada da Nigéria, na sequência do golpe de Estado, durante cerca de dois meses, "por opção própria".

O primeiro-ministro referiu-se também à situação do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, em prisão domiciliária desde janeiro passado, para esclarecer que aquele enfrenta um processo judicial no Tribunal Militar.

"Garantimos que a justiça é um órgão independente. Fará o seu trabalho de forma imparcial, objetiva, para que haja um culminar desse processo, para que possamos saber o que há e o que não há", disse Vieira Té.

Domingos Simões Pereira, que é também presidente eleito do parlamento guineense, dissolvido em 2023 pelo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, foi convocado para uma audiência judicial na Promotoria da Justiça Militar.

No final da audiência, em fevereiro, os advogados de Simões Pereira garantiram que este foi ouvido na qualidade de declarante de um caso ligado com uma alegada tentativa de golpe de Estado, antes das eleições gerais de 23 de novembro de 2025.

Os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau, com o golpe de Estado de 26 de novembro, ocorrido em vésperas da publicação dos resultados provisórios das eleições, que não foram divulgados.

O Presidente e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto e saiu do país depois do golpe militar considerado pela oposição uma encenação.

Desde essa altura, o país é dirigido por um Governo de Transição, um Conselho Nacional de Transição (que substituiu o parlamento) e um Presidente da República de transição, o general Horta Inta-A.

O general anunciou que o período de transição terá a duração máxima de um ano e nomeou como primeiro-ministro e ministro das Finanças Ilídio Vieira Té, antigo ministro de Embaló.

O líder do PAIGC, Simões Pereira, que foi excluído, assim como o histórico partido da libertação, das eleições de 2025 e apoiou o candidato Fernando Dias, foi detido no golpe militar, tendo passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, fez um balanço da sua deslocação a Washington, onde participou em encontros com o Banco Mundial e outras instituições financeiras internacionais.

Ilídio Vieira Té destaca recuperação de credibilidade da Guiné-Bissau após reuniões com FMI e Banco Mundial

O Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou que o país saiu reforçado das Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), realizadas entre 13 e 17 de Abril de 2026, em Washington, sublinhando ganhos em credibilidade, estabilidade e alinhamento com parceiros internacionais.

Durante uma conferência de imprensa, após o regresso da delegação guineense, o chefe do Governo declarou que o país cumpriu integralmente as metas acordadas com o FMI até Março de 2026, reforçando a sua posição como parceiro “sério e previsível”.

Segundo o governante, a Guiné-Bissau mantém-se no caminho da estabilidade macroeconómica, num contexto internacional marcado por conflitos, inflação global, aumento dos preços do petróleo e instabilidade financeira.

Cumprimento do programa com o FMI

As reuniões com o FMI confirmaram o cumprimento integral do programa em curso, incluindo metas quantitativas e estruturais. Foram igualmente executadas 23 acções prévias, com reforço da disciplina orçamental e compromisso político de continuidade das reformas.

Entre os principais resultados destacam-se:
* Redução das taxas de juro no mercado interno
* Melhor gestão da dívida pública
* Reforço da credibilidade internacional

O Governo destacou ainda reformas em curso, nomeadamente o aumento da arrecadação de receitas, o controlo da despesa pública e a consolidação orçamental.

Retoma de financiamentos do Banco Mundial

No plano da cooperação com o Banco Mundial, foi anunciada a retoma dos desembolsos financeiros, após um período de suspensão em 2025. Esta decisão permitirá reactivar projectos estruturantes.

Entre os compromissos assumidos estão:
* Atingir uma taxa mínima de desembolso de 20%
* Melhorar a gestão de projectos
* Reforçar a transparência e boas práticas

O Plano Nacional de Desenvolvimento (2026–2035) foi igualmente alinhado com o Banco Mundial, com prioridade para sectores como agricultura, energia, saúde, água e saneamento, protecção social e emprego para jovens e mulheres.

Desafios e medidas em curso

O Governo reconheceu desafios persistentes, incluindo a baixa taxa de execução dos projectos, estimada em cerca de 8%, e o impacto da suspensão de financiamentos em 2025. Foi também apontada a pressão sobre as receitas internas e a necessidade de acelerar a implementação de projectos.

Ainda assim, o Executivo garantiu que medidas estão a ser adoptadas para ultrapassar estas limitações.

Indicadores económicos positivos

O Primeiro-Ministro destacou sinais positivos na economia real, com:
* Crescimento económico estimado em cerca de 5%
* Produção de caju prevista em 280 mil toneladas
* Implementação de medidas para garantir preços justos aos produtores

Foi também reforçado o controlo para evitar distorções no mercado.

Governação e combate à corrupção

O Governo reiterou uma política de tolerância zero à corrupção e à má gestão, anunciando investigações em curso nas Alfândegas e reforço da disciplina fiscal, bem como a modernização da administração financeira.

Resposta à crise internacional

Face ao aumento dos preços do petróleo e às tensões globais, o Executivo indicou que está a preparar medidas para mitigar impactos, incluindo diálogo com operadores económicos, mecanismos de resposta de emergência e apoio à produção agrícola.

Compromisso com reformas

Ilídio Vieira Té afirmou que a Guiné-Bissau continua dependente do FMI, mas agora como um parceiro activo que define prioridades e executa reformas. Sublinhou ainda que o país recuperou credibilidade junto dos parceiros internacionais e que está num percurso de estabilidade e crescimento.

O governante concluiu que o país “cumpriu e continuará a cumprir”, destacando que as reformas são uma obrigação e condição essencial para o desenvolvimento.

O Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té afirmou a Fernando Dias que não existe qualquer tipo de impedimento à sua circulação por parte do Governo da Guiné-Bissau. Dias pode circular em qualquer lugar que desejar, como qualquer cidadão. Cada pessoa tem o direito de ter a sua própria opinião, e todos podem fazer críticas construtivas sem receio.,, Acrescentou ainda que Umaro Sissoco Embaló pode regressar à Guiné-Bissau quando quiser e que lhe será garantida segurança, como a qualquer cidadão.

NUCLEAR: NATO acusa Rússia e China de "irresponsabilidade" com retórica ameaçadora... A NATO defendeu hoje a importância do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que "serve os interesses de segurança dos Estados-membros", e acusou países como a Rússia e a China de agirem de forma "irresponsável".

© Getty Images    Por LUSA  21/04/2026 

"A atual deterioração do ambiente de segurança constitui um desafio relevante para o tratado, à medida que a crise de proliferação se aprofunda e se intensifica", indicou a Aliança Atlântica em comunicado, em que sublinhou que o acordo tem conseguido travar a disseminação do uso deste tipo de armamento e é "essencial para a arquitetura global de desarmamento".

Nesse sentido, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) acusou a Rússia de "violar os compromissos vitais em matéria de controlo de armamentos" e de recorrer a uma "retórica nuclear ameaçadora" e apontou que a China "continua a expandir rapidamente e a diversificar o seu arsenal nuclear sem transparência".

"Os dois países reforçaram os laços com Estados que procuram a proliferação de armamento nuclear e que minam o controlo internacional de armamentos. Os aliados instam os Estados Unidos a procurarem uma estabilidade estratégica multilateral", refere o texto, que sublinha que "enquanto existirem este tipo de armas, a NATO continuará a ser uma aliança nuclear".

"O objetivo fundamental das capacidades nucleares da NATO é preservar a paz, evitar a coerção e dissuadir a agressão. Os aliados sempre cumpriram as suas obrigações ao abrigo do tratado e continuam a fazê-lo. Os compromissos da Aliança para evitar a proliferação tornaram-se cruciais e um dos principais objetivos do tratado", acrescentou.

Nesse sentido, os aliados reiteraram a rejeição de "qualquer tentativa de deslegitimar a dissuasão nuclear" e insistiram que o acordo não altera "as obrigações legais dos países relativamente a estes armamentos". 

"Estamos determinados a contribuir, a preservar e a implementar plenamente as disposições do tratado", indicou.

"Os aliados continuam a apoiar todos os objetivos do tratado, incluindo o artigo VI, com vista a um processo verificável de eliminação de armas nucleares baseado no princípio de uma segurança inalterada para todos", conclui o comunicado da NATO.


Leia Também: Rússia e Coreia do Norte lançam 1.ª ligação rodoviária entre os países

A Rússia anunciou hoje o lançamento de uma ponte com a Coreia do Norte, marcando a primeira ligação rodoviária entre os países, cuja ligação tem sido reforçada desde a ofensiva russa na Ucrânia.

ONU pede ajuda para 20 mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz... O secretário-geral da agência marítima das Nações Unidas pediu hoje ajuda para vinte mil marinheiros retidos no estreito de Ormuz, incluindo um melhor acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para as tripulações isoladas.

© Sahar AL ATTAR / AFP via Getty Images    Por LUSA  21/04/2026 

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla original), quase vinte mil marinheiros e cerca de dois mil navios estão imobilizados desde que o movimento foi interrompido no estreito de Ormuz pela guerra entre o Irão, Estados Unidos e Israel.

O estreito é uma via navegável estratégica para o fornecimento global de hidrocarbonetos.

Num discurso durante uma conferência em Singapura, o secretário-geral do organismo da ONU, Arsenio Dominguez, sublinhou que os marinheiros retidos estavam a sofrer de "exaustão e fadiga extremas".

Dominguez indicou que alguns países instalaram linhas telefónicas de atendimento permanente para os marinheiros, enquanto outros estão a fornecer alimentos.

Por outro lado, o responsável pediu para que seja proporcionado aos marinheiros acesso à internet sem fios (Wi-Fi) para que possam contactar as famílias e avisar onde estão e como se encontram.

A navegação está novamente paralisada desde segunda-feira no estreito de Ormuz, com Teerão e Washington a imporem bloqueios distintos, e os navios iranianos a continuarem a testar o bloqueio norte-americano.

O Irão reverteu no sábado a decisão de reabrir a via navegável agravando as tensões com os Estados Unidos antes do fim do cessar-fogo, que teoricamente pode terminar entre a noite de hoje e a manhã de quarta-feira, hora de Teerão.

Os Estados Unidos e Israel iniciaram o ataque aéreo ao Irão no passado dia 28 de fevereiro sendo que a situação no Golfo Pérsico agravou-se devido aos bloqueios impostos aos cargueiros, sobretudo petroleiros.

Alemanha rejeita sanções contra Israel e defende diálogo em questões críticas... O chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, manifestou-se hoje contra a imposição de sanções a Israel e a suspensão total do acordo de associação com o Estado israelita, defendendo antes um diálogo construtivo com Telavive.

© Osmancan Gurdogan/Anadolu via Getty Images    Por LUSA    21/04/2026 

"Consideramos que algo assim é inapropriado. No entanto, é evidente que devemos dialogar com Israel sobre as questões críticas", declarou Wadephul à chegada ao Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, ao referir-se a possíveis sanções.

A eventual suspensão do acordo de associação entre a União Europeia e Israel é um dos pontos da reunião no Luxemburgo, em que Portugal está representado pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, vai intervir na reunião, cuja agenda inclui também a navegação no estreito de Ormuz, a guerra na Ucrânia, o Cáucaso do Sul e a situação no Sudão.

Wadephul assinalou que a Alemanha criticou a recente introdução em Israel da pena de morte para condenados por assassínio terrorista, que será na prática aplicada apenas a palestinianos.

Recordou que o Governo chefiado por Friedrich Merz já tinha alertado anteriormente contra a iniciativa de Israel.

Disse também que Berlim tem uma posição muito clara sobre a violência dos colonos israelitas.

A Alemanha espera que o Governo de Israel se oponha à violência dos colonos "de forma mais clara e firme, e com todos os meios oferecidos pelo Estado de direito", afirmou, citado pela agência espanhola EFE.

A posição do Governo alemão quanto ao cumprimento do direito internacional é igualmente clara, no sentido de que "não deve haver qualquer anexação na Cisjordânia", afirmou Wadephul.

"Continuamos a insistir que deve ser viabilizada uma solução de dois Estados[ Israel e Palestina]", referiu.

Tal solução deve ser alcançada através de um "diálogo crítico e construtivo com Israel", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão.

Wadephul referiu-se ainda ao cessar-fogo e às conversações entre o Líbano e Israel, que "dão motivos para uma esperança cautelosa", e incentivou ambas as partes a prosseguir o caminho do diálogo.

Assinalou que são agora necessários acordos sólidos para a proteção da população civil do Líbano, segurança para os capacetes azuis da missão das Nações Unidas e uma pacificação duradoura no âmbito da Resolução 1701 da ONU.

"Ou seja, existe uma oportunidade para melhorar a situação no Médio Oriente e é este foco construtivo que quero implementar aqui", declarou.

MIGRAÇÕES: Cerca de 7.900 migrantes morreram ou desapareceram no ano passado... Cerca de 7.900 migrantes morreram ou desapareceram nas rotas migratórias de todo o mundo no ano passado, um número inferior ao recorde de 9.200 estimado em 2024, anunciou hoje a ONU.

© Marcin Nowak/Anadolu via Getty Images    Por LUSA   21/04/2026 

"As quase 8.000 mortes registadas em 2025 marcam a continuidade e o agravamento de uma falha global em acabar com estas mortes evitáveis", avançou a Organização Internacional para as Migrações (OIM), no seu relatório anual sobre o assunto.

No total, mais de 80.000 migrantes morreram ou desapareceram desde que a OIM começou a recolher estes dados em 2014.

Este ano, a agência da ONU para as migrações já registou 1.723 pessoas que morreram ou desapareceram nas rotas migratórias.

Segundo a OIM, a diminuição registada no ano passado relativamente a 2024 "deve-se, em parte, a uma redução real do número de pessoas que tentam rotas migratórias irregulares e perigosas", particularmente nas Américas.

"Mas também se explica pelas restrições financeiras impostas aos agentes humanitários que documentam as mortes de migrantes nas principais rotas migratórias", acrescentou a organização no relatório.

Estudantes guineenses em Lisboa elogiam ação da embaixada após retenção dos estudantes no Aeroporto

A associação dos estudantes guineense em Lisboa expressou reconhecimento pela intervenção da Embaixada da Guiné-Bissau em Portugal, após a retenção de vários estudantes no Aeroporto Humberto Delgado.

Em declarações à TV Voz do Povo, o presidente da associação de estudantes guineenses na capital portuguesa, Jucimile C. Seabra destacou o papel decisivo da embaixada.

Cerca de 54 mil pessoas sem energia após ataque com drone russo... Cerca de 54 mil pessoas ficaram hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um ataque com um drone russo, segundo a empresa estatal de eletricidade da região.

© REUTERS   Por  LUSA  21/04/2026 

"A infraestrutura energética no distrito de Nizhin foi danificada", afirmou a empresa em comunicado.

Nizhin é um importante entroncamento ferroviário e já foi alvo de vários ataques nos últimos meses.

Na noite passada, a Rússia lançou um total de 143 drones de longo alcance contra a Ucrânia.

Dos 143 drones, 116 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas e 22 atingiram 17 locais diferentes em todo o país, que não foram especificados pela Força Aérea Ucraniana no seu relatório de bombardeamento.

De acordo com a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, citando os canais russos do Telegram, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária na segunda-feira à noite na região de Rostov, no sul da Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que as suas defesas aéreas "intercetaram e destruíram 97 drones ucranianos de asa fixa" na noite passada sobre oito regiões russas e o Mar Negro.


Leia Também: EUA instam China, Coreia do Norte e Irão a cessar imediatamente apoio à Rússia

Os Estados Unidos instaram hoje a China, a Coreia do Norte e o Irão a "cessar imediatamente o apoio" prestado à Rússia, que permite Moscovo continuar a travar a guerra na Ucrânia.



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Israel e Rússia são dois dos Estados mais criticados no relatório da Amnistia Internacional sobre a situação dos direitos humanos no mundo, esta segunda-feira publicado, ambos acusados de cometerem crimes contra a humanidade em 2025.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Terroristas: Boko Haram exige resgate de 1 milhão para não executar 416 nigerianas... O grupo terrorista Boko Haram ameaçou hoje executar 416 pessoas sequestradas na Nigéria, a grande maioria mulheres, se não receber um resgate de um milhão de dólares num prazo de 72 horas.

© Native Reporters    Por  LUSA   20/04/2026 

O ultimato às autoridades foi feito num vídeo em que membros do grupo islamita aparecem vestidos com uniformes militares camuflados, desafiando os militares nigerianos a tentarem resgatar os reféns à força, segundo o jornal local Punch.  

"Esta é a nossa primeira e última mensagem. Damos-lhes 72 horas. Se as nossas exigências não forem atendidas, transferiremos estas vítimas para outros locais, incluindo mulheres e crianças. Todas elas", declararam os militantes.  

"E observem-nas com atenção antes disso, porque talvez nunca mais as vejam. Se o governo pensa que as pode resgatar à força, que tente. Estamos com Alá", acrescentaram.  

Os 'jihadistas' tinham anteriormente exigido um resgate de 5 mil milhões de nairas (mais de 3,15 milhões de euros) pelos sequestrados em Ngoshe, no estado de Borno. 

A Aliança da Juventude de Borno do Sul, um dos destinatários do vídeo, confirmou ter recebido a exigência por vídeo como "aviso final", e pediu uma resposta "humanitária" ao Presidente nigeriano, Bola Tinubu, e a outras figuras políticas e a "filantropos e outros bilionários bem-intencionados do norte". 

O grupo 'jihadista' atacou a 04 de março uma base militar em Ngoshe, matando dezenas de pessoas, incluindo soldados, e raptando mais de 400, a grande maioria mulheres. 

A Nigéria debate-se há anos com os ataques do Boko Haram e do seu grupo dissidente, o Estado Islâmico da África Ocidental (EIAO), principalmente no nordeste.  

Nos últimos anos, a insegurança alastrou a outras zonas do norte e noroeste, aumentando as preocupações com a possível expansão destas redes terroristas e criminosas. 

Anne Hathaway eleita "A Mulher Mais Bonita do Mundo" de 2026 pela revista People... Com uma carreira com mais de 25 anos, Anne Hathaway continua a afirmar-se como uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood este ano. Em 2026, protagoniza várias produções de renome, como “O Diabo Veste Prada 2”, “The Odyssey” e “Mother Mary”.

Anne Hathaway assiste à 12.ª cerimónia dos Breakthrough Prize, no Barker Hangar, a 18 de abril de 2026, em Santa Mónica, Califórnia.Taylor Hill / GETTY IMAGES
Por SIC Notícias

A atriz norte-americana Anne Hathaway, de 43 anos, foi eleita “A Mulher Mais Bonita do Mundo” de 2026 pela revista People. É a primeira vez que recebe esta distinção, que surge num ano em que a estrela de Hollywood protagoniza diversas produções de renome, como “O Diabo Veste Prada 2”, “The Odyssey” e “Mother Mary”.

Em entrevista à People, Anne Hathaway reflete sobre a sua evolução pessoal e profissional, admitindo que a forma como encara a carreira mudou significativamente nos últimos três anos.

A estrela de Hollywood recorda que, no início da carreira, acreditava que seria “uma melhor artista se fosse muito dura consigo própria”. No entanto, afirma que essa perspetiva mudou: “Quando fiz 40 anos, encontrei outra energia e deixei de querer viver uma vida desconfortável. Quis chegar à parte divertida”.

A estrela de Hollywood admite que “não quer focar-se no stress” e que “envelhecer não a incomoda”, sublinhando que o marido, Adam Shulman, e os dois filhos têm sido fundamentais para a sua estabilidade emocional, ajudando-a a manter-se “centrada”, apesar de reconhecer que continua a existir uma “pressão constante” na indústria.

O ano é (mais uma vez) de Anne Hathaway

Com uma carreira com mais de 25 anos, Anne Hathaway é uma das atrizes mais cobiçadas de Hollywood este ano.

O icónico filme dos anos 2000 prepara-se para voltar ao grande ecrã com uma sequela que marca o regresso do elenco original.

Além de Anne Hathaway no papel de Andrea “Andy” Sachs, estão de volta nomes como Meryl Streep (Miranda Priestly), Emily Blunt (Emily Charlton) e Stanley Tucci (Nigel). Gravado ao longo do último ano, “O Diabo Veste Prada 2” estreia em Portugal no próximo dia 29 de abril.

O drama psicológico "Mother Mary" acompanha uma estrela pop que se reencontra com a sua antiga parceira, atualmente estilista para preparar uma apresentação de regresso aos palcos. O filme estreia em Portugal a 21 de maio.

Anne Hathaway vai ainda protagonizar uma das estreias mais aguardadas do ano, que levou muitos espectadores a esgotarem bilhetes com grande antecedência.


Em “The Odyssey”, de Christopher Nolan, a atriz norte-americana interpreta Penélope, mãe de Telémaco e esposa de Odisseu (Ulisses), o lendário rei de Ítaca que tenta regressar a casa após a Guerra de Troia.

Este ano, Anne Hathaway vai ainda integrar o elenco de produções como "The End of Oak Street" e "Verity".

EUA só suspendem bloqueio ao Irão com acordo, diz Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump avisou hoje que só vai suspender o bloqueio aos portos iranianos se houver um acordo nas negociações de paz com o Irão, cuja nova ronda é ainda incerta.

© Tasos Katopodis/Getty Images    Por   LUSA  20/04/2026 

"O bloqueio, que não suspenderemos até que haja um acordo, está a destruir completamente o Irão. Estão a perder 500 milhões de dólares [424 milhões de euros] por dia, um valor insustentável para eles, mesmo a curto prazo", escreveu o líder da Casa Branca na sua rede social.

Em declarações anteriores ao longo do dia, Trump ameaçou que, se as suas exigências não forem satisfeitas até ao fim do cessar-fogo com o Irão, na quarta-feira, "muitas bombas vão explodir", acrescentando que o objetivo a alcançar é um Irão "sem armas nucleares".Donald Trump considerou também "muito improvável" um prolongamento da trégua entre os dois países, iniciada no dia 08 de abril.

Segundo a agência de notícias France-Presse (AFP), citando uma fonte próxima do processo negocial, uma delegação norte-americana parte "em breve" para o Paquistão com vista a retomar as negociações de paz com o Irão, depois de o líder norte-americano ter indicado que o vice-presidente, JD Vance, já estava a caminho, o que não ainda se confirmou.

Teerão mantém pelo seu lado que ainda não tomou a decisão de enviar uma delegação a Islamabad.

A República Islâmica condicionou o reatamento do diálogo ao levantamento do bloqueio aos portos e navios iranianos, depois de os Estados Unidos terem apreendido uma embarcação iraniana no passado domingo.

O Presidente do Irão avisou já nas redes sociais que "os iranianos não se submetem à força" e comentou que "cumprir os compromissos é a lógica de qualquer diálogo", sem mencionar a nova ronda negocial.

"A profunda desconfiança histórica do Irão em relação às ações do Governo norte-americano persiste, enquanto os sinais contraditórios e pouco construtivos das autoridades norte-americanas transmitem uma mensagem amarga: procuram a rendição do Irão", declarou Masoud Pezeshkian.

As partes estiveram reunidas em Islamabad, em 11 de abril, mas não alcançaram um entendimento para encerrar o conflito iniciado por uma ofensiva aérea israelo-americana em 28 de fevereiro.

Em retaliação, o Irão lançou ataques contra Israel e países vizinhos do Golfo e submeteu o estreito de Ormuz a um bloqueio à passagem de navios comerciais, fazendo disparar o preço do crude em todo o mundo.

Depois do fracasso nas conversações na capital paquistanesa, Trump ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos.

No centro das discussões entre os dois países, está o programa nuclear e de enriquecimento de urânio do Irão, bem como a produção de mísseis de longo alcance e apoio a milícias no Médio Oriente e ainda o descongelamento de ativos iranianos.


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Em apenas 48 horas, Donald Trump passou de afirmar que o Irão concordou com todas as condições dos Estados Unidos para o acordo de paz, a ameaçar que, se não o documento não for assinado, o país será destruído.

Israel e Líbano retomam negociações em Washington sem Hezbollah... Representantes de Israel e do Líbano vão realizar na quinta-feira uma segunda ronda de negociações em Washington, mediada pelos Estados Unidos, para tentar encontrar uma solução para o conflito, sem a participação do movimento Hezbollah.

© via REUTERS   Por  LUSA   20/04/2026 

Um porta-voz do Departamento de Estado disse que as conversações entre as duas delegações, ao nível de embaixadores, vão ter lugar a 23 de abril, na capital norte-americana.

Os Estados Unidos saudaram o "diálogo produtivo" iniciado a 14 de abril e garantiram que vão continuar a facilitar negociações diretas e "de boa-fé" entre os dois países.

As delegações voltam a reunir-se depois da entrada em vigor, a 16 de abril, de um cessar-fogo de 10 dias na ofensiva militar israelita no sul do Líbano.

Os embaixadores de Israel e do Líbano em Washington, Yechiel Leiter e Nada Hamadeh, respetivamente, participaram na primeira ronda de negociações, que constituiu o encontro de mais alto nível entre os dois países, sem relações diplomáticas desde 1993.

O cessar-fogo foi anunciado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de semanas de intensificação militar no sul do Líbano.

A ofensiva israelita teve início a 02 de março, no contexto da guerra contra o Irão lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, que provocou mais de 2.300 mortos e cerca de um milhão de deslocados.

O Governo libanês optou por conduzir negociações diretas com Israel, afastando o envolvimento do Irão, uma decisão rejeitada pelo movimento xiita libanês pró-iraniano Hezbollah.

O Presidente libanês, Joseph Aoun, anunciou que a delegação será liderada pelo diplomata Simon Karam, sublinhando que o Líbano será o único representante nas negociações.


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O Presidente do Irão avisou hoje que "os iranianos não se submetem à força", depois da captura de um navio iraniano pelas forças norte-americanas em plena incerteza sobre uma nova ronda negocial com Washington.

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, inaugurou hoje, no bairro de Mindará, em Bissau, a rua que liga Cabana à Feira de Carbon, numa cerimónia marcada pela homenagem ao malogrado músico guineense Patcheco di Gumbé. A nova via, que reforça a mobilidade na zona, perpetua o nome de uma das referências da música nacional, celebrando o legado artístico e cultural deixado por Patcheco di Gumbé.

BAD e Itália abrem linha de crédito de 140 milhões de euros para África... O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e Itália anunciaram hoje um acordo de cofinanciamento de até 140 milhões de euros para setores prioritários para o crescimento em países de África, incluindo energia, agricultura, água, infraestruturas e capital humano.

© Lusa   20/04/2026 

"O acordo bilateral de cofinanciamento reforça a parceria estratégica para apoiar projetos prioritários em setores-chave em África, incluindo energia, agricultura, água, infraestruturas e desenvolvimento do capital humano", lê-se no comunicado, que dá conta que o montante total, que será gerido pelo Banco, divide-se em 100 milhões de euros em financiamento concessional e 40 milhões de euros em recursos de subvenção

A iniciativa foi anunciada à margem dos Encontros da Primavera do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que decorreram na semana passada, em Washington, e insere-se no Plano Mattei, um abrangente programa de investimentos de Itália em África.

"Para além dos recursos adicionais que proporciona em benefício dos nossos países membros regionais, o acordo marca o culminar de iniciativas conjuntas entre o Grupo Banco e a Itália, para dar resposta aos desafios de desenvolvimento em África", disse o presidente do BAD, Sidi Ould Tah, citado no comunicado.

Esta linha de crédito bilateral agora anunciada "reforçará a dotação de recursos e a capacidade de cofinanciamento do Grupo Banco, permitindo o aumento dos investimentos alinhados com as prioridades estratégicas do Banco e os seus Quatro Pontos Cardeais, particularmente na mobilização de capital, na ampliação de parcerias e na promoção do crescimento impulsionado pelo investimento", afirma-se ainda no texto.

Do lado italiano, o ministro da Economia e Finanças, Giancarlo Giorgetti, afirmou que o acordo é "um passo concreto na implementação do Plano Mattei e reafirma o compromisso da Itália em construir parcerias equitativas e de longo prazo com os países africanos".

O Plano Mattei é uma iniciativa estratégica lançada pela primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, para construir uma parceria de igualdade com as nações africanas, centrada na energia, infraestruturas, educação, saúde e agricultura.     

Apoiado por mais de 1,2 mil milhões de euros, visa promover o desenvolvimento, travar a imigração irregular e transformar Itália num centro energético do Mediterrâneo.     

O Plano italiano passou a ter 18 países em março, com a inclusão da República do Congo, Ruanda, Gabão e Zâmbia, como anunciou Meloni na conferência "Lançar as bases para o emprego em África", que decorreu no princípio de março no Banco de Itália.     

Os países membros que já faziam parte do plano são Argélia, República Democrática do Congo, Egito, Etiópia, Quénia, Costa do Marfim, Marrocos, Moçambique e Tunísia, a que se juntam cinco "parceiros adicionais": Angola, Gana, Senegal, Mauritânia e Tanzânia.


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O diretor do FBI, Kash Patel, afirmou que há "provas" de fraude nas eleições de 2020, que deram a vitória a Joe Biden sobre Donald Trump. Patel garantiu que Trump "está a dizer a verdade" quando diz que foi roubado nessa ida às urnas.

Trump aconselha Teerão a "não brincar" com as negociações... O Presidente norte-americano confirmou hoje que uma delegação dos Estados Unidos, liderada pelo vice-presidente, JD Vance, está a caminho do Paquistão para uma nova ronda de conversações, advertindo o Irão para "não brincar" com as negociações.

© Getty Images    Por  LUSA  20/04/2026 

Donald Trump insistiu que o Irão "não deve brincar" com a iniciativa, prevista para os próximos dias em Islamabad, possivelmente na terça-feira, para a qual ainda não foi confirmada a presença de Teerão.

"Ele [Vance] está a caminho agora. É a noite toda", confirmou Trump em entrevista ao jornal The New York Post, acrescentando que "supõe" que novas conversas deverão ocorrer na sequência da primeira ronda de contactos, realizada a 11 de abril, também na capital paquistanesa.

Perante esta nova ronda de contactos, o Presidente norte-americano mostrou-se disposto a participar pessoalmente nas negociações, garantindo que não tem "qualquer problema" em reunir-se com os líderes iranianos. 

"Se quiserem reunir-se, e apesar de termos pessoas muito competentes, não tenho qualquer problema nisso", afirmou.

Assim sendo, Trump salientou que no centro das negociações previstas em Islamabad estão as ambições nucleares do Irão, sublinhando que a linha vermelha de Washington para qualquer acordo é que o país asiático deve "livrar-se das armas nucleares". 

"É tudo muito simples. Não haverá armas nucleares", afirmou.

A viagem de Vance ao Paquistão destina-se a possibilitar uma segunda ronda de contactos, que se segue às longas conversações de há dez dias, quando a reunião com a delegação iraniana durou mais de 21 horas.

Neste momento, a incerteza rodeia o encontro no Paquistão, embora, segundo apontam outros meios de comunicação social norte-americanos, como a estação Fox News, Donald Trump tem expressado otimismo sobre a possibilidade de um acordo ser alcançado neste segundo encontro.

Os contactos diretos de alto nível entre Washington e Teerão ocorridos há dez dias em Islamabad foram classificados como os mais significativos desde a Revolução Islâmica de 1979.

Esta potencial segunda ronda irá decorrer ainda durante a vigência de um acordo de cessar-fogo de duas semanas, que termina na quarta-feira (22 de abril).

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.