quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

África concentra 95% dos casos mundiais e 96% das mortes por malária... África continua a concentrar 95% dos casos e 96% das mortes por malária no mundo e a Guiné Equatorial pode ser a próxima nação a declarar-se livre da doença, anunciou hoje a União Africana.

Por LUSA 

"Esperávamos uma diminuição significativa dos casos e aspirávamos à eliminação até 2030, no entanto a tendência atual é de aumento", afirmou o diretor-geral dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças de África (CDC África), Jean Kaseya, numa conferência 'online'.

Segundo Kaseya, os CDC África adotaram medidas como a produção local de testes de diagnóstico, vacinas e redes mosquiteiras tratadas com inseticida. Reforçaram também a capacidade de diagnóstico e vigilância e implementaram um mecanismo de compras conjuntas para garantir que todos os Estados-membros têm acesso a produtos contra a malária.

"No entanto, existem desafios como a resistência aos medicamentos e aos inseticidas, bem como as alterações climáticas, que estão a expandir as zonas afetadas", acrescentou Kaseya.

Os grupos mais vulneráveis continuam a ser as crianças com menos de cinco anos e as mulheres grávidas.

Atualmente, apenas nove dos 55 países africanos estão livres de malária e prevê-se que a Guiné Equatorial, Estado-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), seja o próximo, antes de 2030.

O ministro da Saúde da Guiné Equatorial, Mitoha Ondo'o Ayekaba, anunciou hoje que o plano sanitário "Visão 2030", destinado a erradicar a malária no país, entrou na sua segunda fase e irá combinar vacinas, vigilância, reforço científico e um novo laboratório com padrões continentais.

"A primeira fase reduziu drasticamente a malária. A segunda fase procurará interromper a transmissão a nível nacional, incluindo a ilha de Bioko (norte), Annobón (sul) e a região continental", afirmou o ministro na conferência de imprensa 'online' dos CDC África.

"Para o período 2026-2030 estão assegurados 116 milhões de dólares [cerca de 107 milhões de euros]. O Governo da Guiné Equatorial contribui com 52 milhões [cerca de 48 milhões de euros], enquanto os parceiros aportam 64 milhões [cerca de 59 milhões de euros]", acrescentou.

De acordo com Ayekaba, a Guiné Equatorial conseguiu reduzir em 75% a prevalência da doença entre crianças, diminuir a mortalidade em menores de cinco anos em 78% e eliminar duas das principais espécies de mosquitos vetores.

Entre as metas do plano estão manter a prevalência nacional abaixo dos 5% antes de 2028, alcançar zero transmissões autóctones nos distritos-alvo e assegurar uma cobertura eficaz de tratamento superior a 90%.

Cabo Verde e o Egito foram os mais recentes países africanos a serem certificados como livres de malária, em 2024.

Na lista constam ainda a Argélia, Lesoto, Seicheles, Líbia, Tunísia, Marrocos e Maurícia, que foi o primeiro país do continente a obter essa certificação, em 1973.

A malária é endémica na África subsaariana, sobretudo em zonas com temperaturas elevadas e precipitação abundante, condições ideais para a proliferação do mosquito Anopheles, transmissor do parasita.

A região central do continente, a norte e a sul do equador, apresenta a maior incidência, influenciada pelo clima tropical, pelos deslocamentos populacionais e pelas dificuldades de acesso a medidas preventivas.

Embora a África Austral seja comparativamente menos afetada, continua altamente vulnerável devido às condições climáticas, aos movimentos transfronteiriços de população e a surtos localizados em áreas de elevado risco, alertou a União Africana.

Afeganistão anuncia "ataques massivos" contra o Paquistão... O Afeganistão lançou hoje ataques em grande escala contra as forças paquistanesas, em retaliação a bombardeamentos recentes, anunciou um porta-voz do exército afegão no leste do país

Por LUSA 

"Para responder aos ataques aéreos paquistaneses contra as províncias de Nangarhar e Paktia (...), as nossas forças lançaram ataques massivos contra postos avançados paquistaneses", afirmou Wahidullah Mohammadi, citado pela agência de notícias francesa AFP.

A televisão estatal noticiou que as "operações de represália" começaram pelas 20h00 locais (15h30 em Lisboa), segundo a agência espanhola EFE.

Até ao momento, não houve confirmação oficial dos ataques afegãos por parte do Paquistão nem informações sobre possíveis vítimas, acrescentou a agência norte-americana AP.

O exército paquistanês efetuou no domingo ataques ao longo da fronteira com o Afeganistão, afirmando ter matado pelo menos 70 militantes.

O governo dos talibãs no poder no Afeganistão rejeitou a afirmação e contrapôs que os ataques paquistaneses causaram a morte de dezenas de civis, incluindo mulheres e crianças.


Leia Também: Confrontos entre exército paquistanês e grupos armados causam 38 mortos

As forças de segurança do Paquistão mataram 34 membros de diferentes grupos armados em várias operações no país, anunciou hoje o exército, enquanto uma emboscada atribuída aos talibãs paquistaneses matou quatro polícias perto da fronteira com o Afeganistão.


Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, visita o Hospital Nacional Simão Mendes para se inteirar da situação dos feridos do acidente ocorrido em Bafatá.

Melania Trump vai presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU... A primeira-dama dos Estados Unidos vai presidir uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assim que os Estados Unidos assumirem a liderança rotativa do órgão, em 02 de março, divulgou hoje a Presidência norte-americana.

© Lusa   26/02/2026 

A Presidência dos Estados Unidos declarou, num comunicado, que "a primeira-dama Melania Trump está prestes a fazer história nas Nações Unidas, assim que os Estados Unidos assumirem a presidência do Conselho de Segurança, ao sublinhar o papel da educação na promoção da tolerância e da paz mundial". 

Pela primeira vez, uma primeira-dama dos Estados Unidos em exercício vai presidir uma reunião do Conselho de Segurança, quando os membros do órgão irão abordar temas como a educação, tecnologia, paz e segurança.

Um encontro sobre "Crianças, Tecnologia e Educação em Tempos de Conflito", está marcado para o mesmo dia, de acordo com a Casa Branca, com participação do representante dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Mike Waltz, assim como outros membros do Conselho de Segurança da ONU.

A decisão foi comunicada pela Casa Branca ao Conselho de Segurança da ONU, segundo fontes das Nações Unidas, indicando que a mensagem transmitida pelas autoridades norte-americanas incluia um apelo de Melania Trump à paz através da educação.

QUÉNIA: Polícia queniana deteve homem acusado de recrutar combatentes para a Rússia... A polícia do Quénia anunciou hoje que deteve um homem acusado de participar num esquema que enganou quenianos com promessas de trabalho qualificado na Rússia, mas que acabou por levá-los para a linha de frente dos combates na Ucrânia.

© Getty Images   Por  LUSA   26/02/2026 

Festus Omwamba foi detido sob suspeita de tráfico de pessoas na cidade de Moyale, no norte do Quénia, perto da fronteira com a Etiópia, e será transportado para a capital, Nairobi. 

O porta-voz da polícia, Michael Muchiri, contou que Omwamba estava a fugir após regressar da Rússia.

Omwamba, que foi identificado por três recrutas quenianos, tinha desaparecido depois de as famílias começarem a protestar contra o desaparecimento e a morte dos seus familiares na guerra na Ucrânia.

Um recruta que fugiu da linha da frente e procurou refúgio na Embaixada do Quénia na Rússia, e que conseguiu regressar a casa, John Kamau, disse que conheceu Omwamba numa casa em Nairobi, onde estavam alojados outros recrutas que aguardavam a viagem para a Rússia.

Outro recruta, que pediu anonimato por receio de ser localizado pelos russos, declarou que Omwamba evitava contactar os recrutas por mensagem de texto e, em vez disso, ligava-lhes ou encontrava-se com eles pessoalmente.

O recruta inscreveu-se após ser informado de que conseguiria um emprego como canalizador na Rússia, mas, ao chegar, teve o passaporte confiscado e foi levado para um campo militar por alguns dias antes de ser enviado para a linha da frente do conflito.

Todos os recrutas disseram que Omwamba supervisionou os seus pedidos de visto de turista e a compra de passagens, e duas semanas após o primeiro contacto, eles receberam os vistos e viajaram para a Rússia.

A prisão de Omwamba é um grande avanço na pressão do Governo para impedir o recrutamento de quenianos para lutar na Ucrânia.

Na semana passada, o Governo queniano disse que mais de mil quenianos foram recrutados para lutar pela Rússia na Ucrânia e que pelo menos 89 quenianos ainda estavam na linha de frente, 39 hospitalizados, 28 desaparecidos em combate, outros tinham voltado para casa e pelo menos um morreu.

Um relatório dos serviços de informação apresentado ao parlamento do Quénia pelo líder da maioria, Kimani Ichung'wah, afirmou que funcionários do Governo queniano e russo conspiraram com agências de recrutamento para atrair quenianos para o conflito.

A embaixada da Rússia em Nairobi negou as acusações, afirmando, num comunicado, que nunca emitiu vistos para ninguém com a intenção de viajar para a Rússia para lutar na Ucrânia.

"A Federação russa não impede que cidadãos de países estrangeiros se alistem voluntariamente nas forças armadas", frisou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Musalia Mudavadi, disse, em 9 de fevereiro, que viajaria para a Rússia para o que chamou de "uma abordagem diplomática para controlar quaisquer entidades duvidosas que estejam a tirar proveito de alguém nesta aventura infeliz".

Mudavadi sublinhou que os esforços para garantir a libertação dos quenianos nas prisões ucranianas e repatriar aqueles que estão na Rússia continuam.

"Lembram-se que, mesmo ao mais alto nível, o Presidente [do Quénia, William Ruto,] fez um apelo para que, se realmente houvesse quenianos que se encontravam do lado errado da lei, o Governo ucraniano analisasse como eles poderiam ser processados e trazidos de volta", explicou o ministro.

Segundo os dados publicados pela Organização Não-Governamental (ONG) INPACT, cerca de 1.417 africanos, incluindo dois cidadãos angolanos, foram recrutados pela Rússia para combater contra a Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


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A Rússia não tem qualquer prazo para pôr fim ao conflito na Ucrânia, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, antes de uma nova reunião em Genebra entre emissários ucranianos e norte-americanos.

Comunicação Social: Ministério de tutela prepara regulamentação das redes sociais com apoio de entidades da Côte D´Ivoire

Bissau, 26 Fev 26 (ANG) – O Governo através do ministério da Comunicação Social (MCS) e  o Presidente da Alta Autoridade Reguladora da República de Côte D`Ivoire René Bourgoin, assinaram quarta-feira, em Bissau, um Memorando de Entendimento, que prevê a  capacitação dos profissionais da Comunicação Social, nos domínios da Legislação, Regulamentação  e Audiovisual.

Da parte do MCS assinou o Memorando o Inspector-geral, Ansumane Cassamá e da Parte da Cotê D´Ivoire assinou o Mestre René Bourgoin.

Em declarações à imprensa ,  Ansumane Cassamá, disse que a visita de René Bourgoin  à Bissau, ocorreu na sequência do convite endereçado pelo actual ministro da Comunicação Social Abduramane Turé, como forma de dar continuidade ao acordo assinado em 2025, entre os ministros do sector da Comunicação Social dos dois países.

De acordo com as suas explicações, o Conselho Nacional da Comunicação Social  tem estatutos que carecem de actualizações .

“É neste sentido, que o mestre René Bourgoin se encontra no país com a sua equipa, para dar o apoio necessário, tendo  em conta, a experiência acumulada, que o Côte d`ivoire tem nesta matéria”, acrescentou Anssumane Cassama.

Para aquele responsável, com este apoio garantido, cabe agora ao Ministério da Comunicação Social, a partir de já, começar a organizar as suas documentações, para a adoção de novas leis, que irão regulamentar o setor.

“É de conhecimento de todos que hoje temos algumas mudanças no sector de comunicação com o aparecimento de  redes sociais, de desinformações, falsos blogues e vários conteúdos de ódio divulgados,. Todos  estes pormenores não representam  bom contributo para o bem estar da sociedade”, disse Cassamá.

Segundo o  Presidente de Alta Autoridade Reguladora de Côte D`Ivoire, René Bourgoin, o ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau Abduramane Turé, defendeu que devem ser feitas reformas importantes no setor, razão pela qual se estabeleceu essa  parceria.

Bourgoin disse que  os desafios são enormes, tanto na comunicação tradicional,  como na comunicação numérica e eletrónica.

“A problemática das redes sociais deve ser analisado com muita preocupação, mesmo sabendo que nela, ainda restam meios de comunicação importantes, mas que devem estar bem regulamentadas, para não serem ameaça à  paz e coesão social”, disse René.   

Para René Bourgoin que é igualmente presidente da Rede de Instâncias Africanas de Regulação da Comunicação(RIARC), a Comunicação Social é um setor estratégico, e não é por acaso que é visto como Quarto Poder. 

ANG/LLA//SG

📢 GUINÉ-BISSAU REAGE COM DUREZA A DEPUTADOS PORTUGUESES: "A NOSSA SOBERANIA NÃO ESTÁ À VENDA"

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da República da Guiné-Bissau emitiu um comunicado oficial de repúdio contra as recentes declarações de um grupo de deputados da Assembleia da República Portuguesa. No documento, as autoridades guineenses acusam os parlamentares de manterem uma "lente colonial" e afirmam que o destino do país não se decide em Lisboa.

🔹 Acusações de Preconceito e Ingerência

O CNT classificou como "estupidez saloia" o desconforto de setores políticos portugueses perante a afirmação da identidade plena e dos nomes guineenses na governação do país. O comunicado sublinha que a Guiné-Bissau é governada por guineenses para guineenses.

🔹 Críticas Diretas à Deputada Elza Pais

O comunicado foca-se particularmente na deputada Elza Pais, acusando-a de falta de "maturidade institucional" e de misturar "prazer pessoal com a agenda política" através de alegadas conversas privadas com líderes partidários locais. O conselho afirma que tais condutas retiram legitimidade às críticas feitas na tribuna de São Bento.

🔹 Foco nos Problemas Internos de Portugal

O CNT sugeriu que os deputados portugueses deveriam concentrar-se nos problemas internos de Portugal, como a crise da habitação e a degradação dos serviços públicos, em vez de interferirem em decisões soberanas sobre o sistema eleitoral guineense.

 "O tempo em que Lisboa validava os nossos nomes e as nossas vidas acabou em 1974. Aprendam a respeitar a Guiné-Bissau."

Jovens portugueses apresentam pior saúde mental que adultos acima dos 55 anos... Apesar dos fatores protetores como laços familiares fortes e menor consumo de alimentos ultraprocessados, os jovens portugueses seguem a tendência global de pior saúde mental, com um quociente médio próximo de 40 pontos, ligeiramente acima da média global.

Por  SIC Notícias  Com Lusa

A saúde mental dos portugueses é pior entre os jovens adultos face à população acima dos 55 anos, apesar dos laços familiares fortes e hábitos alimentares saudáveis, fatores socioculturais habitualmente associados a essa diferença geracional.

É assim em todos os 84 países analisados no relatório Global Mind Health (Saúde Mental Global) 2025 e Portugal não é exceção: os níveis de saúde mental dos jovens são tendencialmente mais baixos em comparação com as faixas etárias mais velhas.

O relatório, da organização Sapien Labs, mede a saúde mental das populações com acesso à Internet e na edição mais recente, divulgada esta quinta-feira, apresenta dados de perto de um milhão de pessoas em 84 países, incluindo Portugal.

À semelhança da tendência global, também os jovens portugueses, entre os 18 e 34 anos, experienciam mais desafios de saúde mental clinicamente significativos, quando comparados com a faixa etária acima dos 55 anos.

Ligeiramente acima da média global de 36 (numa escala de -100 a 200), o quociente de saúde mental médio dos jovens portugueses aproxima-se de 40.

Portugal surge em 46.º lugar

No 'ranking' dos 84 países participantes, Portugal surge assim em 46.º lugar, melhor posicionado do que a população portuguesa acima dos 55 anos de idade que, ainda assim, apresenta melhores níveis de saúde mental do que os jovens.

Com perto de 90 pontos no quociente de saúde mental, os portugueses nesta faixa etária conseguem, de acordo com a escala, ser plenamente produtivos, 70% do tempo, em todos os aspetos da vida.

No contexto global, as diferenças geracionais são tendencialmente maiores nos países mais ricos e, pelo contrário, menos acentuadas nos países da África subsaariana.

A influência dos alimentos ultraprocessados

Os autores apontam quatro aspetos socioculturais que explicam os níveis de saúde mental mais baixos entre os jovens, mas nem todos explicam os dados referentes a Portugal, desde logo no que respeita aos hábitos alimentares.

De acordo com estudos citados no relatório, o consumo de alimentos ultraprocessados -- "cujo consumo está a aumentar entre as gerações mais jovens" -- contribui entre 15 a 30% para o agravamento da saúde mental e está associado ao aumento da depressão e diminuição do controlo emocional e cognitivo.

Os jovens portugueses, no entanto, destacam-se por serem dos que menos consomem este tipo de alimentos, ainda que o façam mais do que os adultos acima dos 55 anos.

Portugal é um dos 25 países em que os jovens da "geração Z", entre os 18 e 24 anos, começaram a utilizar 'smartphone' mais cedo, entre os 12 e os 13 anos, sendo que o acesso precoce a 'smartphones' está associado ao aumento de ideação suicida, agressão e outros problemas na vida adulta.

Outro dos aspetos em que Portugal surge destacado diz respeito aos laços familiares fortes, associados a sintomas depressivos "significativamente mais baixos".

Em 18.º lugar no 'ranking', Portugal é dos países em que a percentagem de jovens adultos com laços familiares fortes é mais próxima da registada entre os adultos acima dos 55 anos, a par de Itália, França, Bélgica.

Quanto à espiritualidade, outro dos aspetos socioculturais analisados e associado a "vários benefícios de saúde mental", a percentagem é ligeiramente mais elevada entre os mais jovens, uma tendência que se verifica, ainda que em maior proporção, sobretudo em países da África subsariana e Israel.

MINISTRO DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS PRESIDE A VALIDAÇÃO DO RELATÓRIO DO ESTADO DA GUINÉ-BISSAU SOBRE A CARTA AFRICANA DOS DIREITOS HUMANOS E DOS POVOS

Por Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos is at Bissau Royal Hotel.

O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos afirmou esta quarta-feira, 25 de Fevereiro, em Bissau, que os Direitos Humanos são valores universalmente reconhecidos por todas as culturas e civilizações, fundamentando-se no respeito pela dignidade e pelo valor intrínseco de cada ser humano.

Nesta perspectiva, Dr. Carlos Pinto Pereira referiu que os compromissos do Estado da Guiné-Bissau face aos direitos humanos, à sua promoção e protecção, bem como ao Estado de Direito, ao respeito pela lei e aos seus valores estruturantes, se encontram consagrados na Lei Fundamental do país.

O governante garantiu ainda que o Estado da Guiné-Bissau se subordina à Constituição e baseia-se na legalidade democrática, reforçando que o Estado de Direito é uma realidade, num processo de amadurecimento e consolidação.

Carlos Pinto Pereira considerou igualmente que a implementação das medidas de protecção e promoção dos direitos humanos deve ser um processo inclusivo e participativo, envolvendo os Governos e as Organizações da Sociedade Civil.

Estas considerações foram proferidas esta quarta-feira, durante a abertura dos trabalhos de Validação do Relatório do Estado da Guiné-Bissau sobre a Implementação da Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, bem como do Protocolo de Maputo relativo aos Direitos da Mulher em África.

O evento, com a duração de dois dias, é organizado pela Direcção-Geral da Política do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos e conta com a participação técnica do Centro dos Direitos Humanos da Universidade da Pretória, África do Sul. Participou igualmente a Presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania.

Novo método usa inteligência artificial e 3D para melhorar deteção de células cancerígenas... Uma equipa internacional de cientistas, incluindo o português Fernando Schmitt, professor da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), desenvolveu um método que usa inteligência artificial e tecnologia 3D para melhorar deteção de células cancerígenas, foi hoje divulgado.

© Shutterstock   Por  LUSA  26/02/2026 

"Autilização da inteligência artificial na clínica permite avaliar as características celulares e classificá-las como normais ou anómalas", explica Fernando Schmitt, citado num comunicado da FMUP enviado à agência Lusa. 

No resumo, a FMUP refere que o desenvolvimento deste novo método, reportado na revista científica Nature, "promete revolucionar o diagnóstico do cancro do colo do útero com uma abordagem inovadora em relação à citologia cervical, mais conhecida como teste de papanicolau".

O trabalho publicado na semana passada demonstrou as vantagens de uma nova forma de análise automatizada de amostras de células do colo do útero com recurso à inteligência artificial, em comparação com o método tradicional de citologia clínica.

"O objetivo é avançar mais precocemente para tratamentos que salvam vidas", lê-se no resumo. Este trabalho de investigação contou também com cientistas, hospitais e empresas do Japão, China e Estados Unidos.

De acordo com o professor da FMUP, que é também diretor da Unidade de Investigação RISE-Health, a automatização deste rastreio vem acelerar o diagnóstico de cancro do colo do útero, doença causada principalmente pela infeção por Papilomavírus Humano (HPV), transmitido por via sexual, e que representa 10% dos cancros nas mulheres.

Atualmente, as células colhidas são avaliadas no microscópio pelo olhar do profissional.

O processo tem, no entanto, algumas desvantagens, como a subjetividade da interpretação e a variabilidade do resultado.

Este novo sistema de inteligência artificial aplicado à citologia tradicional é, descreve a FMUP, "o primeiro que consegue, de forma completamente autónoma, fazer uma triagem das células anormais, permitindo um diagnóstico mais rápido, mais preciso e mais objetivo".

"A automatização da citopatologia pode também detetar lesões precoces, acelerando e melhorando o diagnóstico do cancro", acrescenta Fernando Schmitt.

O novo método faz um 'scan' das células e reconstrói, em tempo real, uma imagem em 3D que permite "ver" melhor as suas caraterísticas.

Depois, a plataforma utiliza algoritmos avançados para agrupar perfis semelhantes e identificar células anormais com maior exatidão, diminuindo o risco de erro humano.

Esta abordagem, com recurso à IA, poderá ajudar profissionais e laboratórios de anatomia patológica, ao fornecer um "mapa visual" da classificação das células, sendo assim uma vantagem relativamente ao método convencional.

"Espera-se que esta tecnologia possa estar acessível em vários países, constituindo-se como um importante instrumento na abordagem ao cancro do colo do útero, que continua a afetar mulheres em todo o mundo", conclui a FMUP, lembrando que são sintomas de alerta a hemorragia vaginal anormal, aumento do corrimento vaginal, dor pélvica e dor durante as relações sexuais.

Piloto de caça detido nos EUA por alegado treino da Força Aérea chinesa... Um piloto de caça norte-americano foi detido e acusado de ter treinado a Força Aérea chinesa para combater aeronaves dos Estados Unidos, anunciou hoje o Departamento de Justiça norte-americano, que qualificou os factos como "traição".

© Reuters   Por  LUSA   26/02/2026 

O antigo oficial da Força Aérea, de 65 anos, foi detido no estado do Indiana, após ter passado mais de dois anos na China, segundo a acusação.

A legislação norte-americana proíbe o treino de forças armadas estrangeiras sem autorização.

Gerald Brown foi piloto de F-16 e de outros aparelhos durante 24 anos nas forças norte-americanas. Desempenhou funções de comandante de unidade, participou em missões de combate e trabalhou como instrutor.

Reformado do serviço ativo em 1996, prosseguiu carreira no setor privado, onde era instrutor em simuladores do F-35, o mais avançado avião de combate dos Estados Unidos.

De acordo com a acusação, em 2023 terá estabelecido contacto com um cidadão chinês a quem manifestou a intenção de treinar pilotos da Força Aérea chinesa em operações de combate.

No primeiro dia da sua chegada à China, em dezembro desse ano, respondeu durante três horas a perguntas das autoridades chinesas sobre a Força Aérea norte-americana, permanecendo depois mais de dois anos no país.

Segundo o Departamento de Justiça, Brown, descrito como antigo instrutor do F-35 Lightning II com décadas de experiência em aeronaves militares norte-americanas, "traiu o seu país ao treinar pilotos chineses para combater aqueles que jurou proteger", afirmou Roman Rozhavsky, da divisão de contraespionagem do FBI, em comunicado.

O diretor da CIA, Kash Patel, escreveu na rede social X que o FBI e os seus parceiros detiveram um antigo piloto da Força Aérea dos Estados Unidos que alegadamente treinou pilotos do Exército chinês, qualificando o caso como "importante".

O Departamento de Justiça recordou que outro piloto norte-americano foi acusado de factos semelhantes em 2017 e detido em 2022 na Austrália, também por alegado treino em benefício da China.


Leia Também: Recusa de Teerão em discutir programa de mísseis é "um grande problema"

O secretário de Estado norte-americano referiu na quarta-feira que o Irão se recusa a discutir o seu programa de mísseis balísticos e que isso representa "um grande problema", apesar de estarem agendadas para hoje novas negociações em Genebra.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cuba pode receber petróleo venezuelano sob condições... O Governo norte-americano afirmou hoje que o petróleo de origem venezuelana pode ser revendido e transportado para Cuba, desde que as transações não beneficiem o regime de Havana, mas sim "o povo" da ilha.

© Reuters    Por  Lusa  25/02/2026 

O departamento responsável pelas sanções económicas da administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou estar disposto a "implementar uma política de concessão de licenças" aos intervenientes que desejem vender a Cuba petróleo extraído na Venezuela, de acordo com um comunicado publicado no 'site' oficial. 

As autoridades de Washington salientaram que se trata de uma medida de "apoio e solidariedade ao povo cubano", numa altura em que a ilha caribenha sofre com o bloqueio energético imposto em janeiro pelos Estados Unidos.

Ministro dos Transportes reforça medidas para eliminar atrasos na emissão de documentos

Bissau, 25 de fevereiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, realizou hoje uma visita técnica de trabalho à Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT) e à empresa QUIPUX, com o objetivo de avaliar os procedimentos administrativos relacionados à emissão de documentos e identificar as causas da demora reportada por cidadãos.

A visita surge na sequência de reclamações públicas relativas ao atraso na entrega de documentos, apesar de os processos constarem como registados no sistema informático. Durante os encontros técnicos realizados com as equipas da DGVTT e da QUIPUX, foram analisados detalhadamente os fluxos processuais, desde a receção até à emissão final dos documentos.

Na DGVTT, o Ministro determinou o início do processo de digitalização documental, com vista à criação de um banco de dados moderno e estruturado, capaz de garantir maior celeridade, controlo e transparência nos serviços prestados. Para o efeito, orientou a Direção a mobilizar os mecanismos técnicos e administrativos necessários para a implementação urgente do sistema de digitalização.

Na QUIPUX, os responsáveis reconheceram a existência de falhas operacionais que contribuíram para os atrasos verificados, tendo informado que o constrangimento já foi solucionado e assegurado que, neste momento, o processo encontra-se normalizado, não se registando novos atrasos na emissão de documentos.

O Ministro sublinhou ainda a necessidade estratégica de se criar um serviço notarial nas instalações da QUIPUX, de forma a evitar que os utentes tenham de interromper o processo para proceder à autenticação de documentos fora da instituição, regressando posteriormente para dar continuidade ao mesmo. Segundo o governante, esta medida permitirá reduzir etapas desnecessárias, melhorar a eficiência do atendimento e oferecer maior comodidade aos cidadãos.

O Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital reafirma o seu compromisso com a modernização administrativa, a melhoria contínua dos serviços públicos e a satisfação dos cidadãos, garantindo maior eficiência, transparência e responsabilidade institucional.

Por Ministério dos Transportes e Comunicações

Transição política: CNT APELA AO REEQUIPAMENTO DA CNE PARA GARANTIR ELEIÇÕES DE DEZEMBRO

Por: Aguinaldo Ampa  JORNAL ODEMOCRATA  25/02/2026 

O vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, exortou o Governo de Transição a reequipar a Comissão Nacional de Eleições (CNE), de modo a colocá-la em condições de responder às exigências do processo e avançar com a preparação das eleições gerais marcadas para 6 de dezembro deste ano.

Fodé Caramba Sanhá falava durante a cerimónia de passagem de testemunho entre o presidente interino da CNE e a nova presidente eleita pelo Conselho Nacional de Transição.

A cerimónia teve lugar nas instalações da CNE, em Bissau, ocasião em que o conselheiro de transição sublinhou que a credibilidade do processo eleitoral — legislativo, presidencial e autárquico — é da inteira responsabilidade da Comissão Nacional de Eleições.

O vice-presidente do CNT afirmou que “os homens passam, mas as instituições permanecem” e defendeu que estas devem ser constantemente melhoradas através de reformas nos processos, acompanhando a evolução do tempo e adaptando-se às novas dinâmicas.

Nesse sentido, apelou aos funcionários da CNE para colaborarem com a nova presidente, demonstrando sempre profissionalismo no exercício das suas funções.

Fodé Caramba Sanhá enfatizou ainda que a Comissão Nacional de Eleições tem sido uma instituição “altamente profissional”.

“Ninguém consegue fazer o que quer, porque os procedimentos são claros. Quem se encontra em situação de desvantagem pode ter a sua própria interpretação, mas o fundamental é que existem mecanismos práticos e legais que regem o funcionamento desta instituição”, afirmou.

Em declarações à imprensa, o ex-presidente interino da CNE, Mpabi Cabi, desejou êxitos à nova presidente e manifestou disponibilidade para continuar a colaborar sempre que for útil à instituição.

“Dirigi a CNE em meio a desafios, mas consegui ultrapassá-los de forma sábia. Fiz algumas pessoas sentirem-se satisfeitas e outras não. O mais importante é que dei a minha contribuição como cidadão, na função para a qual fui chamado”, declarou.

Por sua vez, a nova presidente da CNE, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, garantiu que assumirá o cargo com elevado sentido de responsabilidade e dedicação.

Apelou à colaboração de todos os técnicos da Comissão Nacional de Eleições, sublinhando que “só com trabalho em equipa é possível alcançar bons resultados”.

Carmem Lobo exortou igualmente o Governo a disponibilizar os meios necessários para que a CNE possa exercer plenamente as suas funções e cumprir o calendário eleitoral estabelecido pelo Presidente da República de Transição.

A Guiné-Bissau prepara-se para realizar eleições gerais — presidenciais e legislativas — no próximo dia 6 de dezembro, data anunciada em decreto presidencial pelo Presidente da República de Transição, Horta Inta-A.

O anúncio foi feito após o Presidente ouvir os órgãos nomeados pelos militares que tomaram o poder em 26 de novembro, interrompendo o processo eleitoral iniciado a 23 de novembro de 2025, destinado à eleição do novo Presidente da República e dos deputados à Assembleia Nacional Popular.

Países lusófonos importaram valor recorde de produtos chineses em 2025... Os países lusófonos importaram em 2025 produtos da China no valor de 88,1 mil milhões de dólares, uma subida homóloga de 3,1% e o montante mais alto de sempre, segundo dados oficiais hoje divulgados.

© Lusa    25/02/2026

O valor, que corresponde a 74,8 mil milhões de euros, é o mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013.

O Brasil continua a ser o maior comprador no bloco lusófono, apesar das importações vindas da China terem caído 0,7% em comparação com 2024, para 71,6 mil milhões de dólares (60,7 mil milhões de euros), de acordo com a informação dos Serviços de Alfândega da China.

Pelo contrário, o segundo na lista, Portugal, comprou à China mercadorias no valor de 7,19 mil milhões de dólares (6,1 mil milhões de euros), um aumento de 17,7%.

Na direção oposta, as exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 1,4% em 2025, para 137,7 mil milhões de dólares (116,9 mil milhões de euros), o valor mais baixo desde 2021, no pico da pandemia de covid-19.

A descida deveu-se, sobretudo, a Angola, o segundo maior fornecedor lusófono do mercado chinês, que viu as exportações decrescerem 9,1%, para 16 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros).

Além disso, também as vendas de mercadorias de Portugal - o terceiro mais importante parceiro comercial chinês no bloco lusófono - diminuíram 10,2% para 2,85 mil milhões de dólares (2,42 mil milhões de euros).

Cinco dos nove países de língua portuguesa viram cair as respetivas exportações para o mercado chinês.

As vendas de Moçambique para a China desceram 11,9%, para 1,59 mil milhões de dólares (1,35 mil milhões de euros), enquanto as exportações da Guiné Equatorial desceram 20,6%, para 779,8 milhões de dólares (662,1 milhões de euros).

As remessas de Cabo Verde com destino à China diminuíram 40,9%, embora o país tenha vendido apenas cerca de oito mil dólares (cerca de 6.800 euros) em mercadorias.

Pelo contrário, as exportações do Brasil - de longe o maior fornecedor lusófono do mercado chinês - subiram 0,3% para 116,4 mil milhões de dólares (98,8 mil milhões de euros).

A maior subida coube a Timor-Leste, cujas vendas dispararam, de apenas 881 mil dólares (748 mil euros) em 2024 para 27,2 milhões de dólares (23,1 milhões de euros) no ano passado.

As exportações de São Tomé e Príncipe mais que triplicaram, atingindo 54 mil dólares (46 mil euros), enquanto as vendas da Guiné-Bissau passaram de mil dólares (850 euros) para oito mil dólares.

Apesar de vender mais e comprar menos, a China continua a registar um défice comercial com o bloco lusófono, que atingiu 49,6 mil milhões de dólares (42,1 mil milhões de euros) em 2025.

Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 225,8 mil milhões de dólares (191,6 mil milhões de euros), mais 0,3% do que no ano anterior.


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A China qualificou hoje como infundadas as acusações dos Estados Unidos sobre alegados ensaios nucleares explosivos no seu território e acusou Washington de procurar pretextos para retomar os próprios testes atómicos.


Coreia do Sul e EUA vão treinar defesa militar face a ameaça do Norte... A Coreia do Sul e os Estados Unidos vão realizar exercícios militares de "natureza defensiva" em março, perante a crescente tensão com a Coreia do Norte, anunciaram os exércitos dos dois países.

Por  LUSA 

O exercício "Escudo de Liberdade" está agendado para decorrer entre 09 e 19 de março, informaram o Estado-Maior Conjunto (JCS) do Sul e as Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK).

Trata-se do habitual exercício conjunto realizado na primavera, que a Coreia do Norte frequentemente critica por considerar como um "simulacro de invasão", segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O exercício servirá também "para apoiar os preparativos em curso para uma transição operacional em tempo de guerra", afirmaram os dois comandos num comunicado conjunto citado pelo jornal sul-coreano The Korean Times.

A transição do controlo operacional está prevista no acordo entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e insere-se nas competências que o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pretende recuperar antes do final do mandato em 2030.

Como parte dos esforços para alcançar a mudança, os dois países concordaram em completar um processo de verificação, que terá um total de três etapas e permitirá verificar as capacidades das forças combinadas até ao final de 2026.

Um responsável do JCS disse ao Korean Times que o exercício deste ano será realizado numa escala semelhante à de 2025, com cerca de 18 mil efetivos.

Também hoje, as USFK, pertencentes ao Comando do Indo-Pacífico e que servem de apoio ao Comando das Nações Unidas, notificaram Seul de que uma das manobras realizadas recentemente pela força aérea norte-americana provocou um incidente com caças chineses.

O incidente ocorreu depois de caças F-16 terem sobrevoado as zonas de identificação aérea da China e da Coreia do Sul, o que levou o exército chinês a destacar vários aviões.

O comandante norte-americano Xavier Brunson lamentou que as forças sul-coreanas não tivessem sido notificadas atempadamente e deu explicações durante uma chamada telefónica com o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, após Seul ter protestado.

No entanto, o lado norte-americano esclareceu que Brunson não pediu desculpas a Ahn, como foi noticiado, segundo o Korean Times.

"As Forças dos Estados Unidos na Coreia realizam atividades de treino de forma regular ao mais alto nível e garantem que podem cumprir totalmente a sua missão. Não pedimos desculpa por manter a prontidão", esclareceu o comando norte-americano.

Um porta-voz do Ministério da Defesa confirmou a conversa telefónica do comandante norte-americano com o ministro sul-coreano, mas sem divulgar pormenores.

"Seria inapropriado revelar detalhes da conversa ou qualquer conteúdo que não tenha sido acordado pela outra parte", justificou, citado pelo jornal sul-coreano.

A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e pela China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos.

O conflito causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra.

As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de julho de 1953.

Na chamada Área de Segurança Conjunta, militares dos dois lados vigiam-se cara a cara.


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Quinze aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana continuam estacionados na Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.

MAIS DE 80% DOS CASOS DE FÍSTULA NA GUINÉ-BISSAU LIGADOS À MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA

Por  RSM 25.02.2026

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) afirma que mais de 80% das mulheres com fístula obstétrica na Guiné-Bissau foram submetidas à prática da Mutilação Genital Feminina.

Os dados foram revelados pela presidente do Comité esta quarta-feira, em Bissau, durante uma entrevista à margem da apresentação da primeira revista das estratégias e do Plano Nacional de Ação para a Erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau.

Marliatu Djaló alerta que a fístula é uma das mais de mil consequências provocadas pela prática da Mutilação Genital Feminina.

Ainda segundo Marliatu Djaló, os dados do MICS6 indicam que a problemática da Mutilação Genital Feminina continua a afetar 52% das mulheres guineenses, o que demonstra a urgência de adotar práticas culturais mais flexíveis e saudáveis, que não deixem marcas negativas, tanto no corpo como na alma dos seres humanos.

O Comité Nacional para o Abandono de Práticas Nefastas (CNAPN) anuncia que continua a criar estratégias para a erradicação das Práticas Tradicionais Nefastas à Saúde da Mulher e da Criança da Guiné-Bissau, através de parcerias com organizações, nacionais e internacionais, que zelam pelo bem-estar das meninas e mulheres no país.

Por isso, apela a mais união e apoio para que esta prática, que considera negativa, seja definitivamente eliminada

O Presidente de Transição, General de Exército Horta-Inta-a, recebe nesta quarta-feira os cumprimentos de Ano Novo do Poder Tradicional, reforçando a união, o respeito e o compromisso com a estabilidade.

Comité americano contabiliza 129 jornalistas mortos em 2025 em todo mundo... Cento e vinte e nove jornalistas e profissionais dos média foram mortos em 2025, de acordo com o Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que atribui dois terços das mortes ao Estado de Israel, foi hoje divulgado.

Por LUSA 

"O exército israelita já cometeu mais assassínios seletivos de membros da imprensa do que qualquer outro exército governamental até o momento, sendo a grande maioria jornalistas e profissionais palestinianos em Gaza", escreve a organização não-governamental (OMG) norte-americana.

Após 124 mortes em 2024, 2025, com 129, marca o segundo recorde anual consecutivo nos 30 anos em que o CPJ mantém essa contagem.

Além da guerra em Gaza (86 jornalistas mortos), os outros dois conflitos mais letais para a imprensa foram a Ucrânia (quatro mortes) e o Sudão (nove mortes), observa o CPJ.

"Uma das observações mais marcantes dos últimos anos é o aumento do uso de drones", com 39 casos documentados, em comparação com apenas dois em 2023, disse à agência de notícias AFP Carlos Martinez de la Serna, gerente de projetos da organização.

Além dos conflitos armados, o crime organizado também tem sido particularmente letal para membros da imprensa.

No México, seis jornalistas foram mortos em 2025, somando-se vários casos registados na Índia e no Peru.

Na Arábia Saudita, o renomado colunista Turki al-Jasser foi executado pelo Estado em junho, após ser condenado por diversas acusações que o CPJ descreveu como "alegações fabricadas" usadas para punir jornalistas.

Este é o primeiro assassínio documentado de um jornalista no país do Golfo desde a morte de Jamal Khashoggi em 2018.

"Jornalistas estão a ser mortos em números recorde num momento em que o acesso à informação é mais importante do que nunca. Os ataques à imprensa são um importante indicador de ataques a outras liberdades, e muito mais precisa ser feito para prevenir esses assassínios e punir os responsáveis. Todos corremos perigo quando jornalistas são mortos por reportarem as notícias", disse a diretora-executiva do Comité para a Proteção dos Jornalistas, Jodie Ginsberg.

Fundado em 1981 em Nova Iorque para defender a liberdade de imprensa e os jornalistas de todo o mundo, o CPJ, financiado por doações privadas e fundações, é administrado por um conselho de jornalistas e líderes da sociedade civil.

Londres diz que a Rússia está a recorrer a tropas com pouco treino... A maioria das forças regulares da Rússia envolvidas na invasão da Ucrânia há quatro anos já não se encontra disponível obrigando Moscovo a recorrer a efetivos mal treinados, disseram hoje os serviços de informações britânicos.

Por LUSA 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala no dia 24 de fevereiro de 2024 contra todo o território ucraniano. 

De acordo com os serviços de informações do Executivo de Londres, aliado de Kyiv, a Rússia está neste momento a "reestruturar as forças" devido ao número de baixas elevado o que limita a capacidade de formar novas unidades ou reconstituir as existentes.

"As mais de 1.250.000 baixas russas, incluindo mortos e feridos, prejudicaram a qualidade da força russa", indicaram os serviços britânicos de informações ligados ao Ministério da Defesa. 

Segundo os mesmos dados, a maioria dos efetivos do Exército russo, atualmente, receberam treino mínimo, obrigando os comandantes a utilizar táticas básicas para obter avanços.

Neste sentido, Londres referiu que as forças russas adaptaram as táticas, aumentando a utilização de veículos ligeiros, aparelhos aéreos não tripulados e equipas de infiltração, permitindo ultrapassar as posições defensivas ucranianas e perturbar a logística da Ucrânia. 

O relatório do Governo britânico, divulgado hoje através das redes sociais, menciona que Moscovo "acelerou" os "avanços territoriais" na Ucrânia em 2025, atingindo o auge no final do ano.

Apesar dos avanços, o documento acrescenta que as operações ofensivas contínuas foram apoiadas pela "tolerância" da liderança russa face às elevadas baixas e pela vantagem quantitativa das forças da Rússia em relação ao contingente militar ucraniano.


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As autoridades ucranianas declararam hoje que abateram quase uma centena de drones lançados pelas forças armadas russas nas últimas horas.

Trump garante que não hesitará em "confrontar ameaças à América"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira que procurará a paz onde puder, mas garantiu que "nunca hesitará em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário".

Por LUSA 

A garantia foi dada durante o discurso sobre o Estado da União, num momento em que os Estados Unidos equacionam um ataque ao Irão.

Como Presidente, procurarei a paz onde puder, mas nunca hesitarei em confrontar as ameaças à América onde quer que seja necessário", disse.

Após mais de hora e meia de discurso, Donald Trump finalmente abordou o tema do Irão, celebrando a "Operação Martelo da Meia-Noite", que em junho atingiu as três maiores centrais de enriquecimento de urânio iranianas: Natanz, Fordow e Isfahan.

"Nós aniquilámos tudo e eles querem começar tudo de novo", acusou.

Virando-se para os acontecimentos atuais, o Presidente declarou que os líderes iranianos mataram 32 mil manifestantes no mês passado.

"Essas pessoas são terríveis", criticou.

Trump admitiu "querer chegar a um acordo" com o Irão e que a sua preferência "é resolver esse problema através da diplomacia", num momento em que os negociadores norte-americanos se encontrarão com os iranianos para novas conversas em Genebra, na quinta-feira.

Num momento em que os Estados Unidos mantêm o seu maior destacamento militar em torno do Irão desde a Guerra do Iraque, de 2003, o chefe de Estado garantiu esta terça-feira que não permitirá que o Irão obtenha uma arma nuclear.

"Não ouvimos aquelas palavras secretas: 'Nunca teremos uma arma nuclear'", disse Trump sobre os líderes iranianos.

Contudo, algumas horas antes do discurso de Trump, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, repetiu a promessa de que o Irão "nunca irá desenvolver uma arma nuclear, sob nenhuma circunstância", numa publicação na plataforma X.

Para as autoridades norte-americanas, o problema nunca foi a retórica do Irão, mas sim as evidências, reunidas ao longo de anos, de que o país aparentava estar a testar componentes que seriam usados na fabricação de armas nucleares, salientou hoje o jornal New York Times.

"Eles foram avisados para não tentarem reconstruir o seu programa de armas, particularmente armas nucleares. No entanto, eles continuam a começar do zero", reforçou o líder norte-americano.

Numa outra frente de política externa, Trump continuou a repetir a afirmação de que a guerra da Rússia contra a Ucrânia não teria acontecido se fosse Presidente em 2022.

Trump foi eleito com a promessa de acabar com a guerra na Ucrânia "em 24 horas" após tomar posse, mas, mais de um ano após ter regressado à Casa Branca, o conflito ainda decorre e completou esta terça-feira o seu quarto ano.

O Presidente norte-americano garantiu estar a "trabalhar arduamente" para acabar com o conflito na Ucrânia.

"Tudo o que enviamos para a Ucrânia é enviado para a NATO e eles pagam-nos integralmente", afirmou ainda, sob aplausos, sobre as armas norte-americanas fornecidas a Kiev.

O líder referiu igualmente o seu trabalho para alcançar um cessar-fogo entre Israel e o Hamas e destacou a libertação dos reféns detidos pelas forças do grupo islamita palestiniano.

No discurso, Donald Trump voltou a alegar que colocou fim a "oito guerras", afirmação que foi prontamente contestada no Capitólio pela congressista Rashida Tlaib, uma democrata de Michigan, que gritou: "É mentira!"

Quando Trump mencionou Israel, Tlaib gritou: "É genocídio!"

O Presidente Trump atribuiu a si mesmo o mérito de derrubar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, de interromper o fluxo de drogas da América Latina para os EUA e de ajudar a garantir a libertação de presos políticos das cadeias venezuelanas.

De fora ficaram referências aos ataques militares contra barcos de alegados narcotraficantes, que resultaram em mais de 150 mortes, consideradas largamente como execuções, desde setembro. 

Donald Trump anunciou também o recebimento de "mais de 80 milhões de barris" de petróleo venezuelano, descrevendo o país latino-americano como um "amigo e parceiro".

O republicano assegurou que o seu Governo está a trabalhar "em estreita colaboração com a nova Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez" para "impulsionar um progresso económico extraordinário para ambos os países e trazer nova esperança àqueles que sofreram tanto".

Donald Trump fez esta terça-feira o primeiro discurso sobre o Estado da União do segundo mandato, perante uma sessão conjunta do Congresso.

Ao discursar por mais de uma hora e 40 minutos, Trump quebrou o seu próprio recorde de discurso presidencial mais longo ao Congresso. O republicano havia estabelecido o recorde anterior no ano passado.

Trump discursou aproximadamente durante uma hora e 47 minutos na terça-feira.