quarta-feira, 11 de março de 2026

Exclusivo: Esquema de “Pensões Fantasmas” no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) na Guiné-Bissau

@RTB
Bissau, 11 de março de 2026. 
Um documento interno do Serviço de Prestação de Pensões de Velhice e Sobrevivência do Regime Geral, ao qual a nossa redação teve acesso exclusivo, revela um escândalo de corrupção e má gestão de fundos públicos no seio do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), concretamente na Direção de Identificação e Prestação, serviço responsável pela fixação e processamento das pensões de velhice e sobrevivência.

Em causa está a atribuição seletiva e arbitrária de pensões de velhice e de sobrevivência a indivíduos sem qualquer histórico contributivo e sem nenhuma condição legal para lhes ser fixada uma pensão, num esquema que poderá ter lesado o INSS e o Estado da Guiné-Bissau em cerca de setenta milhões de francos CFA (70.000.000 XOF), segundo o documento a que a nossa redação teve acesso.

O “milagre” das pensões sem requerimento

O esquema foi descoberto pela chefe da Repartição do Serviço de Prestação de Pensões de Velhice e de Sobrevivência na sequência de um trabalho interno em que detetou que, de forma estranha, foram fixadas as pensões acima referidas sem antecedência e sem qualquer requerimento por parte dos supostos beneficiários, que alegadamente são familiares e amigos próximos da então diretora do Serviço de Identificação e Prestação, igualmente responsável pelo alegado esquema.

Segundo o documento produzido dentro do próprio serviço, foi identificada uma anomalia estatística ilegal e sem pretendentes: a fixação de pensões de velhice e de sobrevivência mensais elevadas para beneficiários que nunca as solicitaram e sem qualquer documento que comprovasse descontos contributivos. De acordo com o documento na posse da nossa redação, as verbas foram atribuídas sem que existissem quaisquer antecedentes ou processos administrativos que as sustentassem.

Entre os nomes dos supostos beneficiários pensionistas, que segundo a nossa fonte dentro do INSS são familiares e amigos próximos da então diretora do Serviço de Prestação, cujos pagamentos variam entre 430.000 XOF e ultrapassam 1.000.000 XOF mensais, encontram-se figuras como Lamine Keita, pensionista SRG com 521.917 XOF; Loba Camara, com pensão de velhice de 1.058.717 XOF e pensão SRG de 361.990 XOF; Laurinda Veiga, com pensão de velhice de 653.917 XOF e pensão SRG de 432.917 XOF, entre outros com registos de entrada no sistema entre abril e junho de 2025.

Os pagamentos eram efetuados através de transferências bancárias nos bancos Ecobank, Orabank e Banca Atlantique, bem como por meio de “cheques de atendimento”.

Apesar da gravidade dos factos, que indiciam fortes suspeitas de fraude e peculato, a situação é, no mínimo, alarmante. Segundo fontes próximas do processo, internamente não foram tomadas providências para a instauração de processos disciplinares ou mesmo de inquéritos após o conhecimento do caso, apesar de existirem suspeitos e nomes de funcionários envolvidos na manipulação do sistema no INSS. A lei prevê um prazo de 15 dias para a abertura de processo disciplinar após a deteção de irregularidades. Com o decurso desse prazo, a possibilidade de responsabilização administrativa interna poderá prescrever e ficar comprometida.

Perante esta situação, especialistas jurídicos consideram que a única entidade com capacidade para aprofundar a investigação e eventualmente instaurar processos criminais será agora o Ministério Público, através da Polícia Judiciária.

O caso levanta preocupações adicionais sobre a transparência e o controlo das pensões na Guiné-Bissau, num contexto em que o país enfrenta dificuldades estruturais na gestão de recursos públicos e no combate à corrupção administrativa.

De salientar que o processo, segundo as nossas fontes, encontra-se atualmente sob alçada da Polícia Judiciária guineense (PJ). Até ao momento foram notificados os técnicos Falloni Miranda Quessangue, então diretora de Serviços onde a alegada burla terá ocorrido, e Amara Keita, diretor dos Serviços Informáticos, ambos do INSS.

Face ao exposto, impõe-se o apuramento célere da verdade e a responsabilização dos envolvidos no alegado esquema.

“Se a casa não se limpar por dentro, terá de ser a justiça a arrombar a porta”, afirmou uma fonte ligada à investigação.

Segundo consta, a PJ está a realizar um trabalho com profissionalismo e em total colaboração com a Direção-Geral do INSS, para apurar os factos e perceber se os nomes que constam na folha de pagamento são “testas de ferro” ou identidades fictícias criadas para alimentar os bolsos dos funcionários alegadamente envolvidos.

A pergunta que agora se coloca é: o que vai acontecer?

Serão suspensos, até prova em contrário, os suspeitos de envolvimento neste alegado esquema?

Será que o Ministério do Trabalho e Segurança Social irá intervir perante a inércia dos acontecimentos?

A nossa equipa continuará a acompanhar o desenrolar das averiguações da Polícia Judiciária.

Irão: Consultoras Deloitte e PwC evacuam escritórios no Dubai... A consultora Deloitte pediu hoje aos seus funcionários que evacuassem os escritórios no Dubai, enquanto a PwC decidiu fechar as suas instalações em quatro países do Golfo, após ameaças iranianas, noticia a Agência France Press (AFP).

Por LUSA 

Os escritórios da PwC na Arábia Saudita, no Qatar, nos Emirados e no Kuwait serão fechados "por precaução" durante o resto da semana, segundo duas fontes próximas dessas empresas britânicas, citadas pela AFP.

O exército iraniano disse hoje que pretendia agora atacar "os centros económicos e os bancos" da região, em retaliação a um ataque israelo-americano a uma instituição bancária em Teerão.

As forças armadas do Irão afirmaram hoje que vão passar a alvejar bancos e instituições financeiras na região depois da morte de funcionários bancários em Teerão num ataque israelo-americano.

"O inimigo deu-nos carta-branca para visar os centros económicos e bancos" dos Estados Unidos e de Israel no Médio Oriente, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, ligado aos Guardas da Revolução.

O comando iraniano aconselhou a população no Médio Oriente a não se aproximar a menos de um quilómetro de bancos norte-americanos ou israelitas, segundo a agência espanhola EFE.

O Irão respondeu à ofensiva lançada em 28 de fevereiro com ataques contra os países vizinhos, sobretudo contra bases militares norte-americanas, além de visar Israel.

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.

EUA alertam civis iranianos para evitarem portos no estreito de Ormuz... As Forças Armadas dos Estados Unidos alertaram hoje a população iraniana para evitar instalações portuárias civis utilizadas pela marinha do Irão no estreito de Ormuz, afirmando que esses locais podem tornar-se alvos militares.

Por LUSA 

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) exortou os civis iranianos a evitarem "imediatamente todos os portos onde as forças navais iranianas estão a operar", de acordo com um comunicado.

O comando militar norte-americano disse que os EUA "não podem garantir a segurança dos civis perto ou em locais utilizados pelo regime iraniano para fins militares".

"O regime iraniano está a utilizar portos civis ao longo do estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam a carga marítima internacional", afirmou o CENTCOM, acrescentando que essas ações "colocam em risco a vida de pessoas inocentes".

O comando norte-americano avisou ainda que portos civis utilizados para fins militares "perdem o estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos de ataques militares ao abrigo do direito internacional".

Por isso, as autoridades militares norte-americanas apelaram a estivadores, funcionários administrativos e tripulações de navios comerciais iranianos para se manterem afastados de embarcações da marinha iraniana e de equipamento militar.

O alerta surgiu horas depois de o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, anunciar uma missão para "eliminar a capacidade de projeção de poder e de assédio aos navios no estreito de Ormuz a partir do ar".

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo, tornou-se um dos pontos centrais do atual conflito regional.

No mercado energético, o petróleo West Texas Intermediate (WTI) subiu 4,12%, para 86,89 dólares por barril, após recentes quedas ligadas à incerteza sobre o impacto da guerra.

Teerão afirmou que não vai permitir que "um único litro de petróleo" atravesse o estreito em benefício dos Estados Unidos, de Israel ou dos aliados.

As autoridades iranianas anunciaram também ter atingido dois navios com mísseis no estreito, incluindo um cargueiro que, de acordo com Teerão, seria de propriedade israelita.

Entretanto, o CENTCOM afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do estreito de Ormuz, incluindo 16 embarcações lança-minas.

Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.

Teerão está a condicionar o tráfego no estreito de Ormuz, ameaçando atacar qualquer embarcação que tente romper os condicionamentos, que já alteraram o mercado internacional do petróleo.


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O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, afirmou hoje que o Líbano "está exausto pelas guerras dos outros povos" e pediu a Israel e ao Irão que deixem de travar as suas ofensivas em solo libanês.


Nigéria aprova 1.ª política nacional de segurança sobre cosméticos... A Nigéria aprovou a sua primeira política nacional de segurança e saúde sobre cosméticos, após duas décadas de tentativas, visando estabelecer regras para o fabrico e venda de produtos, anunciou hoje a Organização Mundial da Saúde.

Por LUSA 

O país mais populoso de África aprovou a política - lançada no 66.º Conselho Nacional de Saúde, em Calabar, em novembro do ano passado - e estabeleceu "um sistema claro para regulamentar a forma como os produtos cosméticos são fabricados, importados, vendidos, utilizados e eliminados", contextualizou a Organização Mundial da Saúde (OMS) num comunicado.

"Ao melhorar a regulamentação e a vigilância, a política reforça a segurança sanitária, protege os consumidores e apoia a diversificação económica", indicou a OMS.

A agência de saúde frisou que os cosméticos fazem parte da vida quotidiana de milhões de nigerianos, mas muitas pessoas não sabem o que contêm os produtos que utilizam.

A indústria de cosméticos da Nigéria tornou-se um setor dinâmico e cada vez mais sofisticado, com uma avaliação de mercado superior a 7,8 mil milhões de dólares (cerca de 7,18 mil milhões de euros), referiu a OMS.

"Desde 2022, a Nigéria registou cerca de 9.000 produtos cosméticos que cumprem os requisitos regulamentares nacionais sob a supervisão da Agência Nacional para a Administração e Controlo de Alimentos e Medicamentos (NAFDAC), refletindo esforços. No entanto, as evidências toxicológicas continuam a ser preocupantes", alertou.

Na Nigéria, um estudo realizado no estado de Anambra encontrou contaminação por chumbo em 62% dos produtos cosméticos testados. Investigações adicionais em Ibadan e Lagos confirmaram níveis de cádmio, chumbo e níquel acima dos limites internacionais de segurança em produtos de higiene pessoal, exemplificou.

Esses químicos podem causar problemas renais, danos na pele e complicações durante a gravidez, explicou.

Para a OMS, "os resultados sublinham a necessidade urgente de reforçar a vigilância, a sensibilização dos consumidores e a fiscalização para proteger a saúde pública".

A nova política, que contou com a ajuda da OMS, introduz a supervisão regulamentar que "garantirá que todos os produtos cosméticos cumpram os padrões de segurança e qualidade, melhorando a coordenação entre agências", assim como a vigilância dos cosméticos de forma a que sejam dados alertas precoces sobre produtos nocivos.

Por outro lado, há agora um reforço da cadeia de valor, pois passa a haver apoio para uma produção mais segura.

"A Nigéria pode construir um mercado de cosméticos mais seguro que proteja a saúde e apoie os negócios locais", concluiu.

Irão: Depósitos de combustível atingidos por drones iranianos em Omã... Depósitos de combustível foram atingidos hoje por um ataque de drones iranianos no porto de Salalah, em Omã, avançou a agência de notícias do país do Golfo.

Por LUSA 

"Uma fonte de segurança indicou que vários drones foram abatidos, enquanto outros atingiram reservatórios de combustível no porto de Salalah", no sul de Omã, segundo a mesma agência, acrescentando que não foram registadas vítimas.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech, por seu lado, anunciou a suspensão das operações do porto após o ataque.

O Irão continua a atacar infraestruturas no Golfo em retaliação aos ataques israelitas e norte-americanos no seu território.

No início do dia, o Irão afirmou ter atacado várias bases norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, bem como vários alvos em Israel, incluindo a direção de inteligência militar e uma base naval em Haifa (norte).

O exército iraniano afirmou hoje querer atingir "os centros económicos e os bancos" norte-americanos e israelitas no Golfo, após um ataque israelo-americano ter matado funcionários de um banco em Teerão.

Omã tem mediado as negociações indiretas entre os Estados Unidos e Irão sobre o programa nuclear de Teerão, que se revelaram infrutíferas e foram interrompidas com os ataques de Washington e Telavive.

O país já registou pelo menos uma vítima mortal na sequência de ataques iranianos.

A ofensiva dos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro desencadeou uma nova guerra no Golfo Pérsico que já atingiu uma dezena de países, incluindo Chipre, membro da União Europeia, e a Turquia, que integra a NATO.

O Irão acusou Estados Unidos e Israel de terem matado mais de bombardeado cerca de 10.000 alvos civis desde o início da guerra, de acordo com a cadeia qatari Al-Jazeera.

A televisão com sede no Qatar registava hoje de manhã 1.878 mortos desde 28 de fevereiro, dos quais 1.255 no Irão, numa compilação com base em várias fontes.

Na lista de vítimas mortais seguiam-se Líbano (570), Iraque (15), Israel (13), Estados Unidos (oito), Kuwait (seis), Emirados Árabes Unidos (seis), Arábia Saudita (dois), Bahrein (dois) e Omã (um).

A guerra causou também milhares de feridos, incluindo no Qatar e na Jordânia.


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O chefe das operações humanitárias da ONU advertiu hoje que o conflito no Médio Oriente está a perturbar as rotas de transporte de ajuda humanitária, designadamente através do Estreito de Ormuz, e reclamou uma isenção para a sua passagem.


Guerra? "Assim que eu quiser que acabe, vai acabar", diz Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que não resta "praticamente nada para atacar" no Irão, na sequência dos ataques de Washington e Telavive à República Islâmica.

Por LUSA 

"Assim que eu quiser que isso acabe, vai acabar", disse ainda o presidente dos Estados Unidos numa entrevista ao portal Axios, prevendo que a guerra terminaria "em breve", pouco depois de o ministro da Defesa israelita, ter declarado que a ofensiva conjunta de Telavive e de Washington continuaria "sem limite de tempo".

"Esta operação continuará sem qualquer limite de tempo, o tempo que for necessário, até atingirmos todos os objetivos e decidirmos o desfecho da campanha", afirmou Israel Katz, citado pelo Ministério da Defesa israelita, durante uma reunião com responsáveis militares.

Trump afirmou na segunda-feira, quando os preços do petróleo dispararam, que a guerra estava quase terminada, embora depois tenha condicionado o fim do conflito a uma rendição incondicional do Irão.

O líder norte-americano descreveu ainda a guerra como uma "excursão de pequena duração", apesar de ter mobilizado a maior força militar dos Estados Unidos no Médio Oriente desde a invasão do Iraque, em 2003.

O republicano de 79 anos também disse várias vezes que as operações militares estavam muito adiantadas em relação ao calendário de quatro ou cinco semanas que ele próprio tinha avançado no início da guerra, em 28 de fevereiro.

Ainda na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.

"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu Trump numa conferência de imprensa na Florida.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.


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A guerra no Médio Oriente entrou hoje no 12.º dia, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).


FMI propõe reforma do IVA para financiar investimento em Cabo Verde... As propostas do Fundo Monetário Internacional (FMI) para reforma do IVA em Cabo Verde preveem que uma revisão ou eliminação de isenções sejam suficientes para financiar um aumento de investimento público e diminuição da pobreza.

Por LUSA 

"A simplificação das isenções de IVA gera espaço fiscal de cerca de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo as taxas de IVA inalteradas", considerando um cenário "realista", segundo o estudo do FMI, consultado hoje pela Lusa.

"O espaço fiscal gerado pela eliminação de isenções seria suficiente para financiar o alargamento do investimento público", em "infraestrutura e educação", aumentar o "potencial de produção" e "apoiar a criação gradual de empregos no setor formal, apesar do modesto ajuste de consumo de curto prazo", lê-se no documento.

Esse ajuste, provocado pelo fim de isenções, poderia ser compensado a médio e longo prazo com subsídios diretos à população (transferências de dinheiro) sustentados na receita acrescida com os "ganhos de produtividade".

"A desigualdade e pobreza diminuir-se-iam significativamente, com o coeficiente de Gini caindo para 0,378 e o número de habitantes em situação de pobreza [a cair de 14,6% em 2015] para abaixo de 2%", antevê-se no documento do FMI.

As transferências monetárias direcionadas "são essenciais para proteger o rendimento durante períodos de ajuste", acrescenta-se no estudo.

De uma forma geral, "a análise de três cenários estudados indica que os benefícios distributivos de longo prazo superam as preocupações de curto e médio prazo associadas ao alargamento da base tributária".

"No longo prazo, os ganhos nas receitas são generalizados", conclui-se.

O mais recente documento do FMI insere-se na assistência técnica prestada a Cabo Verde, país com o qual o fundo tem também programas de apoio financeiro em curso, cuja execução tem merecido avaliações globalmente positivas.

Estima-se que Cabo Verde tenha cerca de 500 mil habitantes.

Segundo os últimos dados oficiais, a taxa de pobreza absoluta em Cabo Verde caiu de 35,5% em 2015 para 24,75% em 2023.

Noutro indicador, a pobreza extrema foi reduzida para metade, passando de 4,56% em 2015 para 2,28% em 2023, utilizando o limiar internacional de 2,15 dólares por dia e por pessoa.

O conceito de pobreza absoluta diz respeito a quem não tem recursos para satisfazer necessidades básicas (alimentação, vestuário, abrigo e saúde), usando critérios universais, enquanto a pobreza em sentido mais genérico e relativo aplica-se a quem tem menos recursos em comparação com outros, na mesma sociedade, de acordo com critérios locais.

A pobreza extrema é uma forma mais severa de pobreza absoluta.

O Governo cabo-verdiano assumiu o compromisso de "erradicar a pobreza extrema, até 2026, no âmbito da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) de não deixar ninguém para trás".

Kremlin avisa que cortes na Internet vão manter-se por segurança... O Kremlin afirmou hoje que as interrupções e restrições no acesso à Internet em várias regiões da Rússia vão manter-se "enquanto for necessário" para garantir a segurança da população face às ameaças da Ucrânia.

Por LUSA 

"O regime de Kyiv está a utilizar métodos cada vez mais sofisticados nos seus ataques, e são necessárias contramedidas tecnológicas para garantir a segurança dos cidadãos", denunciou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, durante a habitual conferência de imprensa diária.

Segundo Peskov, as autoridades russas adotaram "medidas sistémicas" relativas às ligações à Internet, assegurando que estas estão a ser implementadas "em estrita conformidade" com a legislação em vigor.

Nos últimos dias, utilizadores em Moscovo e em regiões próximas têm relatado dificuldades em aceder à Internet móvel, apenas semanas depois de as autoridades terem restringido o acesso a serviços de mensagens populares.

As perturbações estão a causar problemas em atividades quotidianas, como pedir táxis ou encomendar refeições através de aplicações digitais.

Peskov admitiu que alguns serviços poderão vir a integrar "listas brancas", permitindo que determinados sites continuem a funcionar mesmo durante períodos de limitação ou abrandamento das ligações impostas pelas autoridades.

De acordo com o portal tecnológico russo kod.ru, as autoridades estão a realizar desde a semana passada um teste em larga escala em Moscovo para avaliar o funcionamento dessas "listas brancas".

As restrições surgem num contexto de maior controlo estatal sobre o espaço digital desde o início da ofensiva militar russa em larga escala na Ucrânia, em 2022.

Nas últimas semanas, as autoridades russas restringiram ainda o acesso a aplicações de mensagens populares como WhatsApp e Telegram, alegando violação da legislação nacional.

Críticos do regime russo consideram que estas medidas visam reforçar o controlo do Estado sobre a internet e limitar o acesso a plataformas estrangeiras.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, recebeu hoje em audiência, o Enviado especial do Presidente dos Estados Unidos, o Sub Secretário do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América para a População, Refugiados e Migração que se encontra no país.

Durante a audiência, o Chefe da diplomacia manifestou ao responsável norte americano a vontade do Governo da Guiné-Bissau em fortalecer as relações de amizade e desenvolvimento de parcerias estratégicas com os Estados Unidos de América.

@Ministério dos Negócios Estrangeiros

Detido ex-conselheiro especial do PM são-tomense procurado pela Interpol... A Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe deteve um cidadão chileno procurado pela Interpol que foi conselheiro especial do primeiro-ministro são-tomense Américo Ramos até o mês passado, disse hoje à Lusa fonte judiciária.

© Lusa  11/03/2026 

Segundo a fonte, a detenção ocorreu na terça-feira e o homem foi entregue hoje ao Ministério Público, em resposta a um mandado de detenção internacional emitido pela Interpol. 

Segundo fontes parlamentares e documento consultado pela Lusa, Ignacio Purcell Mena tem 54 anos e também havia sido nomeado conselheiro da ex-presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, em agosto do ano passado, mas foi exonerado após o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter rejeitado um pedido de emissão de passaporte diplomático a seu favor.

Segundo a fonte o homem foi apresentado às autoridades são-tomenses pelo atual presidente da Assembleia Nacional, Abnildo D'Oliveira, que na altura exercia as funções de vice-presidente do parlamento.

Questionado pela Lusa, Abnildo D'Oliveira não confirmou nem desmentiu as informações, mas adiantou que se pronunciará sobre o assunto em "momento oportuno".

A Lusa tentou esclarecimento junto do Gabinete do primeiro-ministro, mas não teve respostas até ao momento.

É o segundo caso de detenção de cidadãos estrangeiros que exerciam funções de conselheiros de Órgãos de Soberania são-tomense.

Em 22 de fevereiro, também a pedido da Interpol, a PJ são-tomense deteve um cidadão sueco "pela prática de crimes de ofensas corporais grave, detenção e uso de armas proibidas, violação sexual grave com recurso a administração às vítimas, contra a sua vontade expressa e mediante uso de força, de drogas incapacitantes da sua resistência".

Carlsson Stig Karl-Magnus, que nasceu em 08 de janeiro de 1964, detinha um passaporte diplomático são-tomense como conselheiro diplomático do Presidente Carlos Vila Nova, que assegurou, após a detenção, que o sueco "tinha um registo criminal limpo" aquando da nomeação para trabalhar em projetos na saúde e segurança marítima no Golfo da Guiné.

Em abril de 2022, numa situação semelhante, o Presidente são-tomense exonerou um conselheiro especial, de nacionalidade alemã, face às notícias do seu alegado envolvimento em tráfico de influências.

Na altura, o chefe de Estado são-tomense justificou a decisão com a necessidade de "acautelar a imagem externa" de São Tomé e Príncipe face às notícias que indicavam que o exonerado se encontrava "sob processo de investigação".

O alemão Stephan Welk havia sido nomeado em 27 de janeiro do mesmo ano, para prestar "informações técnicas especializadas" a Carlos Vila Nova, no âmbito das relações internacionais, para lhe permitir, "em concertação com o Governo, encontrar mecanismos plausíveis que possibilitem a busca de melhores soluções para o desenvolvimento socioeconómico do país", de acordo com o decreto presidencial de nomeação.


Presidente turco apela ao fim da guerra antes que incendeie toda a região... O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, apelou hoje ao fim da guerra no Médio Oriente antes que o conflito "incendeie completamente a região", durante um discurso em Ancara aos deputados do partido que lidera.

© REUTERS/Bernadett Szabo   Lusa  11/03/2026 

"É necessário pôr fim a esta guerra antes que se agrave e incendeie completamente a região. Se a diplomacia tiver uma oportunidade, isso é perfeitamente possível", afirmou, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

As forças da NATO na Turquia destruíram dois projéteis alegadamente disparados pelo Irão, que tem atacado países da região desde que foi alvo de uma ofensiva militar israelo-americana de grande escala em 28 de fevereiro.

Teerão negou ter visado território turco, mas a NATO instalou uma bateria de mísseis de defesa aérea norte-americanos 'Patriot' no centro da Turquia, que é membro da Aliança Atlântica.

"Prosseguimos pacientemente os nossos esforços para trazer as partes de volta à mesa das negociações", afirmou Erdogan perante os deputados do partido Justiça e Desenvolvimento (AK), no poder desde 2002.

 

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Polícia do Irão alerta: "Manifestantes serão tratados como inimigos"... A Polícia Nacional do Irão declarou que manifestantes antigovernamentais serão considerados "inimigos". O alerta foi feito pelo chefe da polícia, Ahmad-Reza Radan, num contexto de tensões com os EUA e Israel.

© ATTA KENARE/AFP via Getty Images  Por  Notícias ao Minuto 11/03/2026 

O chefe da Polícia Nacional do Irão, Ahmad-Reza Radan, alertou na terça-feira que os manifestantes antigovernamentais serão tratados "como inimigos”, numa altura em que o país enfrenta uma ofensiva em larga escala dos Estados Unidos e de Israel. 

"Se alguém se manifestar em consonância com os desejos do inimigo, já não o veremos como um mero manifestante; vamos vê-lo como um inimigo", disse Radan em declarações transmitidas pela emissora estatal IRIB, na noite de terça-feira.

"E faremos com eles o que fazemos com um inimigo. Lidaremos com eles da mesma forma que lidamos com os inimigos", garantiu. "Todas as nossas forças estão também prontas, com as mãos no gatilho, preparadas para defender a sua revolução".

Sublinhe-se que pessoas morreram durante a repressão dos protestos antigovernamentais em janeiro no Irão e muitas outras estão desaparecidas, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA).

A mais recente vaga de protestos foi iniciada em 28 de dezembro em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda nacional, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a centenas de cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas endureceram depois a sua posição e lançaram uma violenta repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.

Os Estados Unidos e Israel, sublinhe-se, lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, que ripostou contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


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O Ministério da Saúde de Timor-Leste registou na última semana mais duas mortes devido ao dengue, elevando para um total de 24 o número de pessoas que morreu devido à doença no país.


UE "respeitará sempre" princípios do direito internacional... A presidente da Comissão Europeia garantiu hoje que a União Europeia "respeitará sempre" os princípios do direito internacional, dois dias depois de ter sido criticada por afirmar que não podia "continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial".

Von der Leyen © Alexandra BEIER / AFP via Getty Images  Por  Lusa  11/03/2026 

"A União Europeia (UE) foi fundada como um projeto de paz. O nosso compromisso inabalável com a paz, com os compromissos da Carta das Nações Unidas e com o direito internacional é tão central hoje como era no momento da nossa criação. E nós respeitaremos sempre esses princípios", afirmou Ursula von der Leyen num discurso numa sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

A presidente da Comissão Europeia fez esta afirmação dois dias depois de, numa intervenção na conferência anual dos embaixadores da União Europeia (UE), em Bruxelas, ter dito que a Europa "já não pode continuar a ser a guardiã da velha ordem mundial".

Esta declaração suscitou críticas em vários quadrantes europeus, incluindo entre eurodeputados de grupos políticos que apoiam a sua Comissão, como os Socialistas e Democratas (S&D) ou os liberais do Renew Europe.

No seu discurso, Von der Leyen deixou duras críticas ao regime do Irão, considerando que "não há motivos para derramar lágrimas por um regime assim", sem nunca mencionar os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país.

A presidente da Comissão Europeia salientou que, durante décadas, o anterior líder supremo do Irão, Ali Khamenei, morto num dos ataques de Israel e dos Estados Unidos, "governou através da repressão, da violência e do medo".

"Sob o seu regime, os iranianos viveram sob um sistema que silenciava a dissidência e esmagava as liberdades fundamentais", afirmou, recordando que, em janeiro, "centenas de milhares de jovens iranianos saíram à rua para exigir um futuro melhor".

"Foram recebidos com uma repressão brutal. Mais de 17 mil jovens, homens e mulheres, foram mortos enquanto o regime se agarrava ao poder", frisou.

Von der Leyen salientou que os crimes do regime iraniano "têm décadas", afirmando que "prendeu e torturou os seus próprios cidadãos, patrocinou terrorismo em toda a região [do Médio Oriente] e até m solo europeu e forneceu apoio crucial à guerra brutal da Rússia contra a Ucrânia".

"Não se deve derramar lágrimas por um regime destes", enfatizou, antes de lembrar que "muitos iranianos celebraram a caída de Khamenei" e esperam que o momento atual "possa abrir caminho para um Irão livre".

"Isto é o que o povo do Irão merece: liberdade, dignidade e o direito a decidir o seu próprio futuro", defendeu.

No entanto, logo a seguir a fazer estas críticas, Von der Leyen afirmou que "ver o mundo tal como ele é não diminui, de forma alguma", a determinação da UE de "lutar pelo mundo que ambiciona", assegurando que o bloco se mantém comprometido com o direito internacional.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.


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Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, tem sido, quase diariamente, alvo de ataques aéreos de Moscovo desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

Novo líder supremo do Irão Mojtaba Khamenei "são e salvo" apesar de ferido... O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo" apesar dos ferimentos, afirmou hoje o filho do Presidente iraniano, na plataforma de mensagens Telegram.

© Lusa  11/03/2026 

"Ouvi relatos de que o senhor Mojtaba Khamenei tinha sido ferido", escreveu Yousef Pezeshkian, filho de Masoud Pezeshkian. 

"Perguntei a alguns amigos que têm contactos com ele. Disseram-me que, graças a Deus, está são e salvo", acrescentou Yousef, que também é conselheiro do Governo.

Mojtaba Khamenei, líder religioso do Irão, terá sido ferido durante o ataque que matou o pai, o 'ayatollah' Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva israelo-norte-americana, a 28 de fevereiro.

Mas os detalhes sobre a gravidade dos ferimentos de Mojtaba Khamenei são desconhecidos, e o novo líder supremo não apareceu em público desde então.


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Ali Khamenei, líder supremo até ser morto durante um ataque israelita, era contra a ascensão do filho, Mojtaba, ao poder, tendo deixado isso escrito no seu testamento. No entanto, a Guarda Revolucionária Islâmica terá coagida a Assembleia dos Peritos durante os dias que antecederam a nomeação.


China retoma serviço ferroviário de passageiros entre Pequim e Pyongyang... A China anunciou hoje a retoma esta semana do serviço de comboios de passageiros entre Pequim, a cidade chinesa de Dandong e Pyongyang, que foi interrompido devido à pandemia da covid-19.

© Lusa   11/03/2026 

O Grupo Estatal de Ferrovias da China indicou hoje que os comboios circularão em ambos os sentidos entre as capitais dos dois países quatro dias por semana, enquanto a ligação entre Dandong, cidade fronteiriça da província chinesa de Liaoning, e Pyongyang funcionará diariamente. 

A viagem entre Pequim e a capital da Coreia do Norte será feita por meio de dois vagões para passageiros internacionais acoplados a comboios já existentes dentro de cada país.

A ligação ferroviária será assim retomada após ter sido interrompida em 2020, quando ambos os países começaram a aplicar rigorosos encerramentos de fronteiras devido à pandemia da covid-19.

O comboio partirá da estação de Pequim às 17:26 (09:26, em Lisboa), e, depois de passar por cidades como Tianjin e Shenyang, chegará a Dandong, onde fará a conexão com um comboio que cruzará a fronteira para Sinuiju antes de continuar até Pyongyang, com chegada prevista para as 18:07 (10:07, em Lisboa) do dia seguinte.

No sentido inverso, o comboio partirá de Pyongyang às 10:26 (02:26, em Lisboa), e, após fazer o mesmo percurso no sentido contrário, chegará à capital chinesa às 8:40 (00:40, em Lisboa) do dia seguinte.

Os trâmites de imigração serão realizados nos postos fronteiriços de Dandong, no lado chinês, e Sinuiju, na Coreia do Norte, enquanto os bilhetes já podem ser adquiridos em pontos de venda autorizados em várias cidades chinesas e na estação de Pyongyang, de acordo com o comunicado.

O Grupo Estatal de Ferrovias da China indicou que a iniciativa "tem como objetivo facilitar ainda mais o intercâmbio de pessoas, a cooperação económica e comercial e as interações culturais" entre a China e a Coreia do Norte.

No mês passado, o Presidente da China, Xi Jinping, felicitou Kim Jong-un pela reeleição como secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia (partido único da Coreia do Norte), um gesto simbólico que consolida a figura do líder, ao mesmo tempo que destacou as "relações amigáveis" entre Pequim e Pyongyang.

A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num cenário marcado pelas sanções internacionais a Pyongyang e pela crescente cooperação militar da Coreia do Norte com a Rússia.


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O juiz Alexandre de Moraes aprovou o pedido parcialmente, rejeitando as datas solicitadas pela defesa.


Israel, Arábia Saudita, Emirados e Kuwait denunciam nova vaga de ataques do Irão... As autoridades de Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU) e Kuwait anunciaram hoje a deteção de mísseis disparados do Irão, alguns dos quais que tinham como alvo bases militares dos Estados Unidos.

© Lusa   11/03/2026 

O exército de Israel anunciou que detetou mísseis disparados do Irão em direção ao território israelita e ativou os sistemas de defesa aérea.

"As Forças de Defesa de Israel detetaram mísseis disparados do Irão em direção ao Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão em operação para intercetar a ameaça", informou o exército israelita na plataforma de mensagens Telegram.

Jornalistas da agência de notícias France-Presse em Jerusalém ouviram sirenes de ataque aéreo e o som de explosões à distância.

Pouco depois, o exército israelita permitiu que os residentes abandonassem os abrigos. Não houve relatos imediatos de feridos por parte dos serviços de emergência.

O serviço Magen David Adom, o equivalente israelita da Cruz Vermelha, informou que estava a assistir "um pequeno número de pessoas feridas enquanto se dirigiam para áreas protegidas".

A televisão Canal 12 de Israel deu conta de vários feridos em ataques aéreos iranianos perto de Telavive.

Também hoje, o Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou a interceção de sete mísseis balísticos disparados pelo Irão, seis dos quais tinham como alvo a Base Aérea Príncipe Sultan, que alberga tropas norte-americanas perto de Riade.

"Seis mísseis balísticos disparados em direção à Base Aérea Príncipe Sultan foram intercetados e destruídos", anunciou o ministério, acrescentando que um míssil balístico que tinha como alvo a região leste do país também foi intercetado.

Foram ainda neutralizados cinco drones na zona de Al-Kharj, onde se situa a Base Aérea Príncipe Sultan, e dois na zona de Hafar Al-Batin, perto da fronteira com o Kuwait, acrescentou o ministério.

As autoridades sauditas disseram que neutralizaram dois drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no leste do país, perto da fronteira com os EAU, que já foi alvo de vários ataques por parte do Irão.

Os EAU disseram hoje que estão a enfrentar um ataque com drones e mísseis do Irão, informou o Ministério da Defesa emirati.

"As defesas aéreas dos Emirados Árabes Unidos estão a responder a uma ameaça de mísseis e drones do Irão", disse o ministério, instando a população a permanecer em casa.

O exército do Kuwait revelou que os sistemas de defesa aérea detetaram "cinco drones hostis que penetraram no espaço aéreo do país". "Quatro foram atacados e destruídos, e um caiu fora da zona de ameaça", afirmou, em comunicado de imprensa.

A Guarda Revolucionária do Irão confirmou hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e bases norte-americanas no Iraque, bem como contra as forças navais de Washington.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias iraniana Fars, a força de elite afirmou que os mísseis atingiram "o coração de Telavive", em Israel, bem como "bases inimigas americano-sionistas em Erbil", a principal cidade do Curdistão iraquiano, e a Quinta Frota dos EUA, estacionada no Médio Oriente.

De acordo com outra mensagem da Guarda Revolucionária, divulgada pela agência de notícias Tasnim, ligada à organização, esta onda é a "mais devastadora e a mais dura" desde o início do conflito e foi levada a cabo durante uma ofensiva que durou mais de três horas.

As forças armadas iranianas afirmaram ter atingido um centro de comunicações israelita no sul de Telavive, bem como instalações militares em Jerusalém e Haifa.


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A Arábia Saudita intercetou na madrugada de hoje sete mísseis balísticos disparados pelo Irão, seis dos quais tinham como alvo a Base Aérea Príncipe Sultan, que alberga tropas norte-americanas perto de Riade, divulgou o Ministério da Defesa saudita.

Cerimónia de Abertura oficial da campanha de comercialização e exportação da castanha de caju 2026 em Bissau

terça-feira, 10 de março de 2026

Luso-guineense acusado do triplo homicídio em Nottingham terá agredido polícia, colegas de casa e de trabalho... Valdo Calocane matou três pessoas e tentou matar outras tantas, em Nottingham, em junho de 2023. A investigação, que vai continuar nas próximas semanas, apurou que há mais episódios de violência, um deles a um polícia. Agrediu também um colega de casa e dois colegas de trabalho.

Por. sicnoticias.pt

O homem luso-guineense que, em 2023, matou estudantes universitários e um funcionário da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, terá agredido um polícia, um colega de casa e, um mês antes do crime, dois colegas de trabalho. A investigação continua. Nas próximas oito semanas deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas.

Valdo Calocane matou à facada dois estudantes de 19 anos - Barnaby Webber e Grace O'Malley-Kumar - e um funcionário da universidade - Ian Coates - de 65. As três vítimas mortais foramo encontradas mortas na rua em locais diferentes de Nottingham. Na mesma ocasião, tentou matar outras três pessoas ao volante de uma carrinha. O caso remonta a junho de 2023.

A investigação liderada pela juíza Deborah Taylor KC apurou, de acordo com a Sky News, que um mês antes, o homem com dupla nacionalidade agrediu dois colegas de trabalho, que eram também um casal. Deu um murro na cara do homem e empurrou a mulher.

Uma responsável da empresa de logística Arvato, onde Valdo Calocane trabalhava, conta às autoridades que ouviu "um grito". Ao chegar ao fundo do armazém, o homem - que alegou não saber por que razão tinha sido atacado - já tinha sido agredido e estava no chão.

Outro funcionário da empresa, que descreve o incidente como "muito violento", relata que viu um x-ato no chão e chutou-o para longe.

As autoridades estão a ouvir depoimentos sobre o autor do triplo homicídio para perceber o que poderá ter levado ao esfaqueamento mortal, em junho de 2023. Nos próximos dois meses deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas, incluindo polícias e profissionais de saúde mental.

Segundo a investigação, citada pela BBC, o homem agrediu um colega de casa, em janeiro de 2022, e impediu-o de sair de casa. Há também relatos de violência a um polícia, em setembro de 2021.

Valdo Calocane é luso-guineense e tem esquizofrenia paranoide

O luso-guineense, agora com 34 anos, tinha sido diagnosticado, em julho de 2020, com esquizofrenia paranoide, uma condição que pode provocar delírios de perseguição e alucinações auditivas.

De acordo com o Daily Telegraph, os pais, originários da Guiné-Bissau, trabalharam na ilha da Madeira e obtiveram a nacionalidade portuguesa em 2006. A seguir, o casal ter-se-á mudado para o Reino Unido com os três filhos e adquirido o estatuto de residente enquanto cidadãos da União Europeia.

Residente no Reino Unido desde 2007, Valdo Calocane estudou Engenharia Mecânica na Universidade de Nottingham.

Está detido por tempo indeterminado num hospital de alta segurança.


Suíça: Incêndio em autocarro fez 6 mortos. Polícia fala em "ato deliberado"... A polícia suíça está a investigar a possibilidade de o incêndio que fez hoje seis mortos na localidade de Chiètres, no cantão de Friburgo (oeste), ter resultado de um "ato deliberado".

Por  LUSA 10/03/2026

Numa breve conferência de imprensa, a polícia local informou que seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas no incêndio do "autocarro postal", um serviço de transporte público icónico no país, que liga localidades rurais e montanhosas e deve o seu nome ao facto de ter sido criado para distribuir o correio.

Três dos feridos encontram-se em estado grave e um profissional de emergência médica ficou ferido no socorro às vítimas, indicou a mesma fonte.

As forças policiais indicaram ainda que estão a investigar a possibilidade de um "ato deliberado", embora tenham salientado que a investigação está no início, não havendo mais detalhes a divulgar.

Imagens filmadas por transeuntes e vizinhos mostram as chamas a envolverem completamente o veículo de transporte público

Os "autocarros postais" suíços são tradicionais do país, reconhecidos pela cor amarela, pontualidade e buzina de três tons (usada para avisar nas curvas fechadas). 

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Investigações à escala europeia permitiram desmantelar uma rede de traficantes de seres humanos que ligava a Turquia à Alemanha e deter 130 pessoas desde 2023, anunciou hoje a polícia austríaca.

EUA destruíram 16 navios lança-minas iranianos no estreito de Ormuz... O Exército norte-americano anunciou hoje a destruição de 16 navios iranianos lançadores de minas "junto ao estreito de Ormuz", depois de Donald Trump ter ameaçado o Irão com significativas "consequências militares" caso Teerão decidisse minar esta importante via navegável.

Por  LUSA  10/03/2026

"As forças norte-americanas eliminaram vários navios de guerra iranianos a 10 de março, incluindo 16 navios lançadores de minas perto do estreito de Ormuz", pode ler-se, num comunicado.

Numa nota anterior nas redes sociais, as forças norte-americanos sublinharam que estão "a minar a capacidade do regime iraniano de projetar poder no mar e de hostilizar a navegação internacional".

"Há anos que as forças iranianas ameaçam a liberdade de navegação em águas essenciais para a segurança e prosperidade americanas, regionais e globais", destacaram.

Antes, o presidente dos EUA tinha anunciado a destruição de 10 destes navios.

"Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atacámos e destruímos completamente dez navios lança-minas. E mais virão", sublinhou, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais, sem adiantar mais detalhes sobre a localização dos navios ou se eram iranianos.

O chefe de Estado norte-americano já tinha avisado Teerão para as consequências sem precedentes caso o país decidisse instalar minas no estreito de Ormuz no âmbito da resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.

A mensagem de Trump surgiu na sequência de uma notícia da CNN, citando fontes anónimas próximas dos serviços de informação norte-americanos, de que o Irão tinha de facto começado a instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde passa quase um quinto da produção mundial de petróleo e onde o tráfego está praticamente paralisado

A reação de Trump realça a importância estratégica do estreito de Ormuz para a economia global e, especificamente, para a economia norte-americana.

As consequências negativas para as finanças, agravadas pela subida dos preços do petróleo, representam um ponto crítico para a administração Trump, que está a ser questionada, inclusive por alguns dos seus apoiantes, por ter iniciado a intervenção numa região tão complexa como o Médio Oriente.

As dúvidas sobre a duração da ofensiva e o receio de que se possa tornar num conflito prolongado colocam os republicanos numa posição delicada no período pré-eleitoral, antes das eleições intercalares de 03 de novembro.

Além disso, foi divulgado hoje que cerca de 140 militares norte-americanos ficaram feridos, oito deles com gravidade, em ataques iranianos lançados contra bases norte-americanas em países do Golfo Pérsico em resposta à ofensiva conjunta EUA-Israel contra a República Islâmica, segundo o Pentágono.

Durante o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, pelo menos sete militares norte-americanos foram mortos em ataques iranianos, os seis primeiros durante um ataque com um drone no Kuwait.

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, avisou que hoje seria o dia de bombardeamento mais intenso no Irão desde o início da guerra e afirmou que a capacidade de resposta de Teerão diminuiu à medida que a ofensiva, que também tem como alvo a indústria de defesa iraniana, continua.

A ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel há onze dias para decapitar a República Islâmica resultou em mais de 1.200 mortes em solo iraniano.

Desde então, Teerão levou a guerra a uma dezena de países da região, atacando Israel, bem como os interesses americanos na área.


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As forças israelitas divulgaram hoje à noite que começaram uma "onda de ataques" contra Teerão, pouco depois de se terem ouvido novas explosões na capital iraniana.


Pelo menos seis mortos após ataque de Kyiv a fábrica de mísseis na Rússia... A Ucrânia realizou hoje um ataque com mísseis britânicos contra uma fábrica militar em Briansk, no oeste da Rússia, com as autoridades russas a confirmarem que o bombardeamento causou pelo menos seis mortos.

Por LUSA 

"Os nossos soldados atacaram uma das principais fábricas militares russas em Briansk. Esta fábrica produzia componentes eletrónicos para mísseis russos", afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a habitual intervenção diária.

Minutos antes, o governador russo da região, Alexandre Bogomaz, anunciou que um ataque ucraniano em Briansk tinha matado pelo menos "seis civis" e ferido outras 37 pessoas.

Bogomaz apontou pouco antes que Kiev atacou "intencionalmente civis" e indicou que estavam a ser tomadas medidas para amenizar as consequências desse "ataque terrorista desumano".

O Estado-Maior ucraniano afirmou que Kiev tinha utilizado mísseis britânicos Storm Shadow para levar a cabo este ataque à fábrica "Kremny El", situada a oeste de Briansk.

O Estado-Maior também publicou um vídeo filmado do ar que mostra o ataque.

Nas imagens, segundo o relato das agências internacionais, são visíveis várias explosões numa paisagem urbana, seguidas de grandes nuvens de fumo.

A cidade de Briansk, com cerca de 400.000 habitantes, está localizada a cerca de 100 quilómetros em linha reta da fronteira com a Ucrânia.

"O alvo foi atingido e foram constatados danos significativos nas instalações de produção", afirmou o Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

De acordo com a mesma fonte, a fábrica produz semicondutores e microprocessadores usados principalmente no fabrico de mísseis Iskander que Moscovo utiliza para bombardear a Ucrânia.

Em resposta aos ataques russos que atingem diariamente o seu território desde a invasão em grande escala do país em fevereiro de 2022, Kiev ataca regularmente infraestruturas da indústria bélica na Rússia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país.