quinta-feira, 12 de março de 2026

Guiné-Bissau: Défice de professores preocupa setor educativo na região de Bafatá

@No Pintcha

A região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, enfrenta um grave défice de professores, situação que tem preocupado as autoridades educativas e a população local. Nos últimos anos, o número de docentes diminuiu significativamente, provocando dificuldades no funcionamento normal de várias escolas da região.

De acordo com responsáveis do setor educativo, a falta de professores tem deixado um número considerável de crianças fora do sistema de ensino, agravando os desafios já existentes no acesso à educação. Muitas escolas funcionam com poucos docentes, o que compromete a qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

Além da escassez de professores, a região enfrenta também outros problemas estruturais, como a insuficiência de infraestruturas escolares, falta de salas de aula e escassez de carteiras para os alunos. Estas dificuldades contribuem para o fraco aproveitamento escolar e, em alguns casos, para o abandono da escola por parte dos estudantes.

Perante esta situação, especialistas e responsáveis educativos defendem que o governo, através do Ministério da Educação, deve adotar políticas eficazes para garantir a retenção de professores nas regiões do interior do país. Entre as medidas sugeridas estão a melhoria das condições de trabalho, incentivos para os docentes e uma melhor gestão da colocação de professores nas escolas.

A falta de professores na região de Bafatá continua a ser vista como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do setor educativo, exigindo soluções urgentes para garantir o direito à educação de todas as crianças.


Israel lança grande ataque em Beirute e amplia evacuações no sul do país... O exército israelita lançou hoje bombardeamentos em grande escala em Beirute, incluindo no centro, no dia em que emitiu um aviso de evacuação que amplia as áreas já abrangidas no sul do Líbano onde decorrem combates terrestres.

Por LUSA 

Os ataques aéreos em Beirute seguiram-se igualmente a um inédito aviso de retirada para a população no centro da capital libanesa, quando os alertas são habitualmente dirigidos a Dahieh, o reduto no subúrbio sul do grupo xiita Hezbollah e que também foi severamente bombardeado nas últimas horas.

Além disso, pelo menos 12 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas na madrugada de hoje, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, num bombardeamento israelita a uma zona de praia em Beirute com uma grande concentração de deslocados, no pior ataque contra a cidade desde o início da ofensiva de Israel, há mais de dez dias.

Ao longo do dia, Israel lançou mais bombardeamentos em Beirute e atingiu um edifício no centro da capital que já tinha sido evacuado no seguimento dos avisos israelitas.

O edifício, localizado a apenas 600 metros da icónica Mesquita Mohammad al-Amin, foi atingido três vezes num curto espaço de tempo.

As operações israelitas surgem após o maior ataque aéreo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o agravamento das hostilidades entre as partes, no seguimento da ofensiva israelo-americana desencadeada em 28 de fevereiro no Irão, aliado do grupo xiita libanês.

Na quarta-feira, o Hezbollah disparou, em coordenação com o Irão, 200 projéteis e 20 drones no norte de Israel, segundo o porta-voz do exército, Nadav Shoshani.

"Foi o maior bombardeamento do Hezbollah (...). Utilizou uma combinação de 'rockets', veículos aéreos não tripulados e diferentes tipos de mísseis, como mísseis antitanque e lança-foguetes", indicou Shoshani à imprensa estrangeira.

Já hoje, as forças israelitas alargaram o perímetro no sul do Líbano com aviso de retirada para a população, estendendo-o até ao rio Zahrani.

"Para sua segurança, solicitamos a todos os residentes localizados a sul do rio Zahrani que se retirem das suas casas imediatamente", segundo o aviso divulgado.

O rio Zahrani está situado entre 10 e 15 quilómetros a norte do rio Litani, que era o limite do alerta de deslocação anterior e também da zona-tampão sob supervisão da missão de paz da ONU (FINUL) e do exército libanês, supostamente vedada tanto às tropas de Israel como às milícias do Hezbollah.

Deste o reatamento do conflito aberto entre Israel e o grupo libanês, as tropas israelitas alargaram as posições terrestres no sul do país que já ocupavam no conflito anterior, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca interrompeu as hostilidades por completo.

Os militares de Israel justificaram o alargamento da área de retirada, associado à progressão das suas forças terrestres, com as atividades militares do Hezbollah na região.

Na manhã de hoje, Israel deslocou a Brigada Golani, uma conhecida unidade de infantaria, da Faixa de Gaza e áreas adjacentes para a fronteira com o Líbano, antecipando um aumento das operações no país vizinho.

Esta movimentação coincide com a ordem do ministro da Defesa, Israel Katz, às forças armadas para se prepararem para "expandir as atividades" no Líbano, como medida para "restaurar a paz e a segurança" nas comunidades fronteiriças.

O ministro ameaçou ainda ocupar o território libanês caso as autoridades de Beirute não impeçam o Hezbollah de atacar Israel.

O Governo libanês proibiu na semana passada as atividades militares do Hezbollah, após uma campanha de recolha de armas, medidas contestadas pelo grupo xiita que as vê como cedências a Israel e Estados Unidos.

Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do mês, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.

Guerra no Médio Oriente provoca 3,2 milhões de deslocados no Irão... Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Irão devido à guerra com Israel e os Estados Unidos, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

O número de famílias que saíram de casa devido aos bombardeamentos oscila entre as 600 mil e um milhão, de acordo com avaliações preliminares divulgadas pelo diretor de emergências da agência, Ayaki Ito.

A maioria da população fugiu da capital, Teerão, e de outras grandes áreas urbanas em direção ao norte e a zonas rurais em busca de segurança, assinalou Ito num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

Ito alertou que o número de pessoas deslocadas deverá aumentar à medida que a guerra persista.

A situação vai agravar as necessidades humanitárias de um país que já era um dos principais destinos de acolhimento de refugiados no mundo, com cerca de 1,6 milhões de pessoas, na maioria afegãos.

O ACNUR reiterou a "necessidade urgente" de proteger os civis no Irão, manter o acesso humanitário e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para quem procura segurança, em conformidade com as obrigações internacionais.

Noutra frente do atual conflito no Médio Oriente, no Líbano, as hostilidades entre Israel e o Hezbollah causaram a deslocação forçada de mais de 600 mil pessoas, disse o ACNUR.

Desde o início da atual guerra, a agência das Nações Unidas tem alertado que a capacidade de resposta humanitária poderá ser ultrapassada na região, onde inúmeros países já acolhiam milhões de refugiados de outros conflitos.

A guerra foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada por Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, a que o Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.

O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje, na primeira declaração desde que foi nomeado, que todas as bases norte-americanas na região devem ser imediatamente fechadas, sob pena de serem atacadas.

Disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados compilados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.


Leia Também: No 13.º dia de guerra, novo líder supremo do Irão jura vingança. E mais?

Entre o primeiro discurso do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei (ainda que não tenha sido lido pelo próprio), e a discussão sobre o petróleo, são vários os assuntos que marcam o 13.º dia de guerra no Médio Oriente.



"Estúpido". Conselheiro de Khamenei qualifica Trump de "Satanás"... Um conselheiro militar sénior do novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, chamou ao presidente dos EUA, Donald Trump, "Satanás", e prometeu que o seu país destruirá Israel.

Por LUSA 

"Trump é o presidente americano mais corrupto e estúpido", afirmou Yahya Rahim Safavi na televisão estatal, chamando-lhe "o próprio Satanás."

No Médio Oriente, Israel e o Irão não podem coexistir. Um dos dois tem de ficar. O que permanecerá será o Irão, e o que será destruído é, sem dúvida, o regime sionista", acrescentou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.

Usa estes fones? Especialistas alertam para perigos à saúde dos ouvidos... O uso muito prolongado de fones, sobretudo os auriculares, poderá representar riscos para a saúde dos ouvidos. Um artigo do Science Alert destaca para evidências de estudos que notaram uma relação entre o uso de fones e a probabilidade de desenvolver infeções.

Por noticiasaominuto.com 

Seja a ouvir um podcast, música ou a falar ao telemóvel, muitas pessoas passam várias horas por dia com fones nos ouvidos. As recomendações de saúde no que ao uso de fones diz respeito alertam, sobretudo, para o volume do som, que poderá prejudicar a audição. 

Mas este não é o único problema. O uso de fones, especialmente os auriculares - bloqueia o canal auditivo e coloca a pele em contacto com qualquer sujidade ou bactérias que tenha. 

O que acontece quando usamos fones?

Quando usamos fones, as vibrações viajam pelo canal auditivo até chegarem ao tímpano. Ora, segundo o Science Alert, as partes mais profundas do canal produzem cera e óleos, que ajudam a manter a pele saudável, hidratada e menos suscetível a infeções. 

Existem pequenos 'pelos' no canal auditivo que ajudam a regular a temperatura e a impedir a entrada de detritos. Estes 'pelos', assim como a cera do ouvido, ajudam a reter e a remover pequenas partículas, células mortas da pele e bactérias do canal auditivo. 

A cera do ouvido é, basicamente, o método de autolimpeza do ouvido. 

Como os fones podem afetar as bactérias do ouvido

Os canais auditivos saudáveis contêm uma variedade de micróbios não nocivos, como bactérias, assim como fungos ou vírus. Estes competem por espaço e nutrientes. Esta diversidade torna difícil a permanência de quaisquer microorganismos causadores de doenças.

Os fones de ouvido poderão perturbar o equilíbrio entre as bactérias "boas" e as "más".

Um estudo realizado no ano passado apurou que o uso de fones estava associado a um risco maior de infeções no ouvido. Tal acontece porque os fones tornam o canal auditivo externo mais quente e húmido.

Uso fones, o que devo fazer?

Para aqueles que gostam de usar fones de ouvidos é importante fazer uma pausa, de forma a permitir que os canais auditivos 'respirem' em diferentes momentos do dia para não ficarem bloqueados, húmidos e quentes. 

É importante também limpar os dispositivos com frequência, pelo menos uma vez por semana, ou logo após um treino físico.

Nunca deverá usar fones quando estiver doente, pois poderão aumentar a temperatura e afetar a recuperação. 


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Estar sentado na sanita mais do que o tempo necessário é um hábito desaconselhado pelos médicos. Um novo estudo apurou que quem faz isto tem uma maior probabilidade de vir a desenvolver hemorroidas.



Explosões em Jerusalém e no Dubai, Irão diz ter atacado bases e Shin Bet... Várias explosões foram hoje ouvidas em Jerusalém, onde soaram sirenes de alerta de ataque aéreo, e no Dubai, sendo visíveis colunas de fumo, segundo relatos de repórteres da agência noticiosa francesa AFP em ambos os locais.

Por LUSA 

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) dizem ter identificado "mísseis lançados do Irão em direção ao território do Estado de Israel", tendo sido ativadas os sistemas de defesa antiaérea.

As forças armadas iranianas anunciaram entretanto ter atacado bases militares e o Shin Bet (serviço de informações e segurança interna israelita).

"As bases aéreas de Palmachim e Ovda, pertencentes ao regime sionista, assim como a sede do Shin Bet, foram alvejadas por drones do exército da República Islâmica do Irão", lê-se em comunicado, difundido pela televisão estatal.

A maioria dos projéteis do Irão disparados contra Israel em retaliação à ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro, tem sido intercetada, mas os destroços que caem no solo causam ferimentos e danos materiais diariamente, tendo feito já 12 mortos desde o início da guerra.

No centro do Dubai, onde o jornalista da AFP descreveu uma das explosões como "muito forte", foram visíveis colunas de fumo sobre uma área residencial da capital comercial dos Emirados Árabes Unidos

Os Estados Unidos e Israel, que já tinham protagonizado uma guerra de 12 dias contra o Irão em junho, lançaram esta nova onda de ataques justificada pela inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão condicionou o tráfego no estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão mais de 1.200 civis mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, para cujo cargo foi entretanto escolhido o seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, condenou hoje o ataque a uma base italiana em Erbil, no Curdistão iraquiano, do qual não resultaram feridos.


Moçambique ultrapassa 7.300 infetados por cólera desde setembro... Moçambique registou 63 novos casos de cólera em 24 horas, somando 7.326 infetados na atual epidemia, que totaliza 82 óbitos desde setembro, indicam dados oficiais.

Por  LUSA 

De acordo com o mais recente boletim sobre a evolução da doença, da Direção Nacional de Saúde Pública e com dados de 03 de setembro a 09 de março, do total de 7.326 casos neste período, 3.207 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 38 mortos, e 2.625 em Tete, com 32 óbitos, além de 1.006 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.

Em menor dimensão, o acumulado indica 124 casos e um morto na província da Zambézia, 106 casos e dois mortos em Manica, 256 casos e um morto em Sofala, um caso na cidade de Maputo e outro na província de Gaza.

Nas 24 horas anteriores ao fecho do boletim (09 de março), foram confirmados 63 novos casos, com a taxa de letalidade geral em Moçambique a manter-se em 1,1% e 54 pessoas internadas, não havendo registo de óbitos há mais de 72 horas. Contudo, houve declaração de surto no distrito de Doa, na província de Tete.

No surto anterior no país, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, foram registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em menos tempo.

As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.

"O país tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos", disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.

O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).

O objetivo é "ter um Moçambique livre da cólera como problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas", declarou então o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa.

Novo estudo. Café ajuda a manter o cérebro 'jovem' por mais tempo... Um estudo publicado pelo JAMA, que acompanhou um grupo de mais de 130 mil pessoas ao longo de quatro décadas, concluiu que o consumo moderado de café poderá trazer benefícios para o cérebro, evitando o declínio cognitivo e mantendo-o 'jovem' durante mais tempo.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues,   noticiasaominuto.com 12/03/2026 

Apesar do excesso de café poder levar a sintomas como o nervosismo, sono irregular e mesmo pressão alta, quando consumido em quantidades moderadas poderá trazer benefícios para a saúde. 

Conforme sublinha o jornal Huffington Post, vários estudos científicos mostraram que o consumo de café estava associado a uma melhor saúde cardíaca, maior longevidade e mesmo um envelhecimento mais saudável. 

Um novo estudo, publicado na revista JAMA, sugeriu que esta bebida pode também retardar o envelhecimento cerebral e reduzir o risco de demência. 

Porque é que o café pode ajudar no envelhecimento cerebral?

Para o estudo, os pesquisadores acompanharam 131.821 participantes ao longo de 43 anos. Nenhuma destas pessoas apresentava sinais de demência, doença de Parkinson ou cancro no início da pesquisa. 

A cada dois/quatro anos, os cientistas pediam aos participantes que partilhassem o seu consumo de café no âmbito de questionários alimentares. 

Esses dados foram devidamente analisados e cruzados com os resultados de testes cognitivos. Ao longo do período de acompanhamento, mais de 11 mil pessoas desenvolveram demência. 

"Um maior consumo de café e chá com cafeína foi associado a um menor risco de demência a uma função cognitiva ligeiramente melhor, com a associação mais pronunciada em níveis de consumo moderados", lê-se no estudo.

Neste artigo, o consumo moderado de café correspondia a duas/três chávenas por dia ou a uma/duas chávenas de chá. 

Mesmo para aqueles cujo consumo era considerado elevado - até cinco chávenas por dia - o risco de demência revelou-se 18% mais reduzido. O declínio cognitivo, por seu turno, também se registou mais lento naqueles que consumiam café com cafeína.

Será que o café, efetivamente, diminui o risco de demência?

Vale notar que o estudo foi observacional, o qual demonstrou apenas uma ligação entre o consumo de café e a demência. 

Os pesquisadores não conseguiram provar de forma definitiva que o café, por si só, faz realmente a diferença. Fatores como a qualidade da alimentação dos participantes, medicamentos, entre outras coisas, poderão ter influenciado os resultados. 

No entanto, estes resultados não foram observados em quem não consumia café, levando os pesquisadores a concluir que a bebida, de facto, poderá ter influência.

Não resiste a um café? A regras dos "45 minutos" aconselhada por uma nutricionista

Para muitas pessoas o dia só começa ao fim de beber um café. Contudo, esta prática é desaconselhada por nutricionistas, como é o caso de Pablo Ojeda. 

Em declarações ao Cuidate Plus, o especialista sugeriu que se tivesse em conta "regra dos 45 minutos", ou seja, esperar este período de tempo após acordar antes de beber um café.

Além de evitar o desenvolvimento de azia, como quando bebe qualquer uma destas bebidas de barriga vazia, esta "regra dos 45 minutos permite que os níveis naturais de cortisol atinjam o seu pico", zelando por "uma energia mais estável e com menos quedas".

Operação "Portugal Sempre Seguro": mais de 130 detidos e 170 estrangeiros fiscalizados... Mais de 130 pessoas foram detidas e 170 estrangeiros foram fiscalizados na primeira ação da operação 'Portugal Sempre Seguro' deste ano realizada entre 2 e 8 de março, indicou esta quarta-feira o Sistema de Segurança Interna.

Por sicnoticias.pt

Em comunicado, o o Sistema de Segurança Interna (SSI) precisa que diversas polícias e entidades realizaram entre 2 e 8 de março um conjunto ações de "prevenção, dissuasão e fiscalização de práticas ilícitas com especial incidência em estabelecimentos comerciais, de venda e consumo de bebidas alcoólicas, segurança alimentar, imigração irregular e ilegal e segurança rodoviária" no âmbito da operação 'Portugal Sempre Seguro 2026'.

Na primeira ação deste ano da operação foram detidas 138 pessoas, 83 das quais por crimes rodoviários e 19 por crimes relacionados com droga, e registados 173 crimes (36 relacionados com droga, 15 com imigração ilegal e 11 por detenção ou tráfico de armas proibidas) e 1.777 contraordenações no âmbito rodoviário, económico alimentar e tributário ou aduaneiro, segundo o SSI.

O Sistema de Segurança Interna acrescenta também que foram apreendidos cinco armas de fogo e seis armas brancas, 81 munições, 35 viaturas e motociclos, 10.900 euros em dinheiro, 9.846 mercadorias no valor de 20.000 euros, 689 géneros alimentícios.

No âmbito desta operação foram ainda fiscalizados durante uma semana 779 estrangeiros fiscalizados, 72 dos quais estavam em situação ilegal e 33 em processo de regularização.

A operação 'Portugal Sempre Seguro' contou com a Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Polícia Judiciária, Polícia Marítima, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, Autoridade Tributária, Autoridade para as Condições do Trabalho e Agência para a Integração Migrações e Asilo.

O SSI refere ainda que foram mobilizados mais de 3.200 meios humanos, apoiados por 927 meios auto e 30 binómios (equipas formadas por 1 elemento policial e 1 cão) que fiscalizaram 1.189 estabelecimentos, nomeadamente 330 de diversão noturna, 334 de restauração e bebidas, 303 lojas comerciais de conveniência e minimercados.

Pentágono indica que primeira semana de guerra custou 9,8 mil milhões... O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) informou o Congresso que a primeira semana da guerra com o Irão custou 11,3 mil milhões de dólares, adiantou na quarta-feira à agência Associated Press (AP) fonte ligada ao processo.

© Getty Images  Lusa  12/03/2026 

O Pentágono apresentou a estimativa de 11,3 mil milhões de dólares (9,8 mil milhões de euros, à taxa de câmbio atual) ao Congresso numa reunião informativa no início desta semana, de acordo com a mesma fonte, que falou sob condição de anonimato. 

Os militares relataram ter gasto 5 mil milhões de dólares (4,3 mil milhões de euros) apenas em munições no primeiro fim de semana da guerra.

A administração Trump tinha indicado anteriormente que iria enviar ao Congresso um pedido de financiamento suplementar para a guerra, mas esta ideia parece ter arrefecido por enquanto, indicou a AP.

O senador Roger Wicker, presidente republicano da Comissão de Serviços Armados do Senado, disse na quarta-feira que não esperava o pedido suplementar este mês.

Trump tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente e defendeu na quarta-feira que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

"Não queremos sair antes do tempo, pois não? Temos de terminar o trabalho, certo?", declarou o presidente norte-americano durante um comício em Hebron, no Kentucky.

Horas antes, tinha sugerido que o fim da operação militar norte-americana estava próximo, afirmando que "praticamente não há mais nada para atacar" no país, numa entrevista telefónica ao 'site' Axios.

Já o Exército israelita indicou na quarta-feira que o Irão ainda possui "um vasto conjunto de alvos" a atingir, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, declarar que "não resta praticamente nada" para atacar e que a guerra terminará em breve.

A Guarda Revolucionária do Irão ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.


Leia Também: Trump defende que EUA precisam de "terminar o trabalho"

O presidente norte-americano, Donald Trump, que tem feito declarações contraditórias sobre a possível duração do conflito no Médio Oriente, defendeu hoje que os Estados Unidos precisam de "terminar o trabalho" no Irão.

Ucrânia ataca fábrica de mísseis russa com Storm Shadow britânicos e faz seis mortos... Nas últimas 24 horas, o conflito entre a Ucrânia e a Rússia voltou a provocar vítimas civis em ambos os países. A Rússia acusa o Reino Unido de ter participado num ataque à região russa de Briansk.

Por sicnoticias.pt

As autoridades ucranianas divulgaram imagens depois de o presidente Volodymyr Zelensky confirmar que o exército da Ucrânia atingiu uma fábrica de produção de mísseis em território russo. Segundo Kiev, a instalação destruída tratava-se de um alvo militar estratégico atingido com Storm Shadow, mísseis de cruzeiro fornecidos pelo Reino Unido.

Nas redes sociais russas circularam também imagens que alegadamente mostram as consequências do mesmo ataque, que terá provocado a morte de seis civis.

Moscovo acusa o Reino Unido de estar diretamente envolvido na operação, afirmando que o lançamento dos mísseis Storm Shadow não seria possível sem a presença de especialistas britânicos.

Kremlin garante que continuará a "desmilitarização" da Ucrânia

O Kremlin garante que continuará a chamada "desmilitarização" da Ucrânia e, nas últimas horas, forças russas realizaram novos ataques no leste do país.

Na cidade de Sloviansk, terão sido lançadas três bombas aéreas guiadas, provocando quatro mortos e 16 feridos. Já em Kharkiv, dois civis morreram depois de um drone russo atingir um matadouro.

No plano diplomático, continuam as tensões entre a Ucrânia e a Hungria. O governo de Budapeste enviou esta quarta-feira uma delegação à Ucrânia, liderada pelo ministro da Energia, para avaliar a situação do oleoduto Druzhba, através do qual a Hungria recebia petróleo russo.

A infraestrutura está parada desde o final de janeiro devido a um ataque. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusa Volodymyr Zelensky de estar a atrasar a reparação do oleoduto.

Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia

Perante este impasse, Budapeste vetou novas sanções europeias contra a Rússia e bloqueou também um empréstimo da União Europeia à Ucrânia.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano afirmou que os responsáveis húngaros entraram no país sem estatuto oficial e sem reuniões agendadas. Num tom irónico, Kiev acrescentou que qualquer cidadão do Espaço Schengen pode entrar na Ucrânia, inclusive por motivos turísticos.

Tudo isto acontece numa altura em que a crise no Médio Oriente está a fazer subir os preços do petróleo e quando as eleições parlamentares na Hungria estão a pouco mais de quatro semanas de distância.


Leia Também: Drone russo atinge edifício da polícia ucraniana. Há vários feridos

O impacto de um drone russo contra um edifício da polícia ucraniana causou hoje várias dezenas de feridos, todos pessoal da Polícia da cidade de Shostka, na região de Sumi, no norte da Ucrânia.


Petróleo: EUA vão libertar 172 milhões de barris da sua reserva estratégica... Os Estados Unidos vão libertar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo das suas reservas estratégicas, anunciou hoje o ministro da Energia.

© Reuters   Por  LUSA  12/03/2026 

A medida é tomada no âmbito de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar consequências económicas da guerra no Médio Oriente.

"O presidente Trump autorizou o Departamento de Energia a libertar 172 milhões de barris provenientes da reserva estratégica de petróleo a partir da próxima semana", escreveu Chris Wright, ministro da Energia, na rede social X.

"Tendo em conta as taxas de descarga previstas, a entrega levará cerca de 120 dias", acrescentou.


Leia Também: Países da AIE libertam 400 milhões barris de petróleo das reservas

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" hoje libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Um morto e buscas em curso após ataques contra petroleiros no Iraque... Um ataque a dois petroleiros na costa sul do Iraque fez um morto, estando também a decorrer operações de busca por tripulantes desaparecidos, adiantou hoje à noite a televisão estatal iraquiana.

© Ahsan Mohammed Ahmed Ahmed/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  11/03/2026 

A Al-Ikhbariya TV, que citou o diretor da Autoridade Portuária, Farhan al-Fartousi, transmitiu imagens de um navio no mar de onde se elevavam impressionantes bolas de fogo e colunas de fumo, noticiou a agência France-Presse (AFP). 

Além de noticiar uma vítima mortal, a estação iraquiana informou ainda o resgate de 38 pessoas, acrescentando que "continua a busca por tripulantes desaparecidos".

Na sequência dos ataques israelo-americanos contra o Irão, a Guarda Revolucionária iraniana ameaçou na quarta-feira com uma "guerra de desgaste" que leve à destruição da economia global, depois de ter condicionado o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, fazendo disparar o preço do petróleo.

Os principais acontecimentos de quarta-feira no Médio Oriente incluíram ataques iranianos contra navios comerciais no Estreito de Ormuz e no Aeroporto Internacional do Dubai, intensificando a campanha de pressão sobre a região do Golfo, rica em petróleo, no meio das crescentes preocupações globais com a energia.

Dois drones foram abatidos na noite de quarta-feira perto de um centro de convenções e de um hotel de luxo numa zona nobre de Erbil, capital da região autónoma do Curdistão iraquiano, informou uma fonte de segurança local à AFP.

Um dos drones atingiu a fachada do Centro de Convenções Saad Abdullah --- que acolhe comemorações e importantes reuniões de líderes e autoridades curdas --- provocando danos materiais e quebra de vidros, segundo fonte da defesa civil.

O centro de convenções, localizado numa zona rica de Erbil, fica em frente à torre de um grande hotel de luxo.

"Dois drones foram abatidos e caíram perto do centro de convenções sem causar vítimas", disse a fonte de segurança, falando sob anonimato, à AFP, sem conseguir identificar o alvo do ataque.

Segundo esta fonte, os projéteis foram neutralizados pelas defesas aéreas da coligação internacional liderada pelos EUA contra os jihadistas, cujos conselheiros militares estão sediados no aeroporto de Erbil.

Noutra zona de Erbil, foram ouvidas fortes explosões perto do aeroporto, onde as defesas aéreas visavam drones, informou um correspondente da AFP.

E na região de Harir, a nordeste de Erbil, dois drones foram abatidos, disse um responsável local à AFP.

A área alberga uma base militar que já foi alvo de ataques por parte de Teerão, que afirmou que o alvo era um quartel-general de tropas norte-americanas.

Desde 28 de fevereiro, com o início da guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que o Iraque não escapa ao conflito que assola o Médio Oriente.

Diariamente, a região autónoma do Curdistão e a sua capital, Erbil (a norte), são alvos de ataques atribuídos a fações pró-Irão, a maioria dos quais neutralizados pelas defesas aéreas. As autoridades locais registaram mais de 200 ataques até à data.

Em retaliação, os ataques aéreos atribuídos às forças armadas dos EUA estão a visar posições destes grupos armados no Iraque.

O ataque da noite de quarta-feira ocorreu poucas horas depois de um novo alerta da embaixada dos EUA em Bagdade, alertando para possíveis ataques planeados pelo Irão ou pelos seus aliados contra "infraestruturas petrolíferas e energéticas detidas pelos EUA no Iraque".

A embaixada indicou que "milícias terroristas" aliadas a Teerão "também atacaram hotéis frequentados por americanos no Iraque e no Curdistão".


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A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje ter lançado um ataque em conjunto com o movimento xiita libanês Hezbollah contra alvos em Israel, a primeira ofensiva coordenada entre ambos após 12 dias de conflito no Médio Oriente.


quarta-feira, 11 de março de 2026

27 de Março de 2026 - Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” na UCCLA

Terá lugar no dia 27 de março, às 18 horas, a apresentação do livro “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo” da autoria de José Antonio González Carrillo e Mário Rui Simões Rodrigues, no auditório da UCCLA. 

 “Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, que será apresentado por Eduardo Machado, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno: a Ordem de São Francisco.

 O livro traz à luz uma preciosíssima documentação desconhecida e inédita, revelando descobertas fundamentais sobre a sua história e a sua configuração arquitetónica e resgata do esquecimento pormenores minuciosos, tradições ancestrais, capelas e aspetos singulares da sua expansão religiosa e cultural que, até agora, permaneciam ignorados pela historiografia contemporânea, com uma visão holística sobre um património secular irrepetível.

 Uma leitura que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença. 

Sinopse:

“Convento de São Francisco de Olivença - Entre o velho e o novo”, dos autores Mário Rui Simões Rodrigues e o oliventino José Antonio González Carrillo, explora a cronologia e as particularidades daquela que foi a ordem religiosa com maior enraizamento e relevância no entorno de Olivença: a Ordem de São Francisco. Através de uma abordagem rigorosa, explora-se a dicotomia entre o primitivo cenóbio rural do início do século XVI e a subsequente transferência para o espaço urbano intra-muros no final da centúria de Quinhentos.

O presente volume destaca-se pelo seu valioso contributo histórico ao revelar:

- Documentação inédita: Com acesso a fontes primárias desconhecidas que permitem fazer uma nova leitura sobre a configuração histórica e patrimonial da Ordem em Olivença.

- Evolução: O exame detalhado da expansão cultural que consolidou este convento como um dos mais insignes complexos monásticos do Alentejo e de Portugal.

- Resgate historiográfico: A recuperação de numerosos pormenores que, até este momento, permaneciam à margem da historiografia contemporânea.

Este livro oferece uma visão holística e tecnicamente fundamentada sobre um património secular irrepetível, uma leitura imprescindível que ajuda a compreender as dinâmicas de poder, fé e criação que definiram a identidade cultural e religiosa de Olivença.

Biografias:

José Antonio González Carrillo (Olivença - 1975) formou-se na área da publicidade e do desenho, aprofundando disciplinas como a fotografia, a ilustração ou a edição. Especializou-se em conservação histórica, ampliando conhecimentos e bagagem profissional sobre estas matérias. O grosso principal da sua obra exprime-se em diversos livros onde o eixo gráfico e a criatividade partilham protagonismo com a narração histórica. A sua obra, definida pela crítica como “trabalho comprometido e de vincada personalidade”, é imparável, criando atualmente diferentes trabalhos e livros no prisma principal da sua inspiração: o contexto cultural e histórico do seu meio mais próximo. É autor das seguintes obras: Saudade; Olivença oculta; Herança portuguesa nas confrarias de Olivença; Almas da Madalena; Quando já não estivermos; Matriz e Ruas e Aldeias de Olivença. É coautor dos livros Oliventinos e O Foral Manuelino de Olivença. 

Mário Rui Simões Rodrigues (Angola - 1967) licenciou-se em História pela Faculdade de Letras, da Universidade de Coimbra, e em Direito, pela Faculdade de Direito da mesma universidade. É autor dos seguintes estudos: Olivença na Conferência da Paz de 1919; Viagens pela História de Alvaiázere; Da Estrada Romana ao Telégrafo Visual: Dois mil anos de viagens e comunicações por terras de Alvaiázere; O Diário “Perdido” da Viagem de José Cornide por Espanha e Portugal em 1772; Sinóptica proposição para a autoria d’O Couseiro. É coautor das seguintes obras: Notícias e Memórias Paroquiais Setecentistas - Alvaiázere / Ansião; Informações Paroquiais e História Local. A Diocese de Coimbra. Século XVIII; Alvaiázere e os Seus Forais; Forais de Figueiró dos Vinhos; Foral Manuelino de Olivença; D. Frei Gaspar do Casal e o Convento de Santo Agostinho, em Leiria: Contributos para a sua História.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Senegal aprova lei que duplica penas de prisão para relações homossexuais... A Assembleia Nacional do Senegal aprovou hoje uma lei que duplica as penas para quem tem relações homossexuais, punidas agora com cinco a dez anos de prisão, num contexto de uma onda de homofobia e detenções por presumida homossexualidade.

© GUY PETERSON/AFP via Getty Images  Por  LUSA  11/03/2026 

A lei prevê também sanções penais contra, entre outros, a promoção da homossexualidade no Senegal.

A medida legislativa deve agora ser promulgada pelo presidente Bassirou Diomaye Faye, o que fará deste país um dos mais repressivos em África contra pessoas LGBT+.

A pena máxima será aplicada se o ato tiver sido cometido com um menor, segundo o texto.

O texto prevê também multas que podem ir de dois a 10 milhões de francos CFA (3.048 a 15.244 euros), contra 100.000 a 1.500.000 de francos CFA (152 a 2.286 euros) anteriormente.

A lei pretende, no entanto, punir qualquer pessoa que denuncie de forma abusiva e de má-fé supostos homossexuais.

O Senegal, um país maioritariamente muçulmano, encontra-se agitado há várias semanas pela questão da homossexualidade, um tema que tem surgido regularmente nos debates nos últimos anos.

Este tema tornou-se mais polémico do que o habitual desde a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens, incluindo duas celebridades locais, acusados de "atos contra a natureza", termos que designam relações "entre duas pessoas do mesmo sexo".

Desde então, novas detenções em série - várias dezenas - têm sido relatadas diariamente na imprensa.

Algumas das pessoas são, em particular, acusadas de ter transmitido voluntariamente o VIH/SIDA, alimentando debates acalorados sobre a homossexualidade.

 Várias organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram estas detenções.

Após um debate que durou todo o dia, os deputados senegaleses aprovaram o texto com 135 votos a favor, nenhum contra e três abstenções.

"Os homossexuais não respirarão mais neste país. Os homossexuais não terão mais liberdade de expressão neste país", lançou do alto da tribuna a deputada Diaraye Bâ, sob os aplausos de alguns dos seus colegas.

O ministro do Interior, Mouhamadou Bamba Cissé, que representava o governo, qualificou o texto como uma "boa lei".

Há vários anos, associações religiosas muito influentes têm pedido a "criminalização" da homossexualidade. Esta é amplamente considerada um desvio no Senegal e o endurecimento da sua repressão é uma promessa de longa data do partido no poder, com peso político neste país.

A homossexualidade é também frequentemente denunciada como um instrumento usado pelos Ocidentais para impor valores supostamente estranhos à cultura local.

"O Senegal é um país aberto ao mundo. Mas esta abertura não pode justificar que abdiquemos dos nossos valores", afirmou a este respeito o ministro do Interior.

Com esta nova lei, a qualificação jurídica das relações homossexuais não muda e continua a ser "um delito", o que é suficiente para "obter o que queremos e nem sequer mais", estimou o Primeiro-ministro, Ousmane Sonko.

Mas como o líder do Executivo senegalês inicialmente prometeu durante as suas campanhas eleitorais tornar isto um crime, a oposição e alguns ativistas acusam-no de não ter cumprido a palavra.

"Vocês [a maioria] conduzem uma política baseada na mentira. Eu não votarei esta lei porque é uma lei de engano", realçou Thierno Alassane, um deputado da oposição.

Mais de metade dos países africanos proíbe e reprime a homossexualidade. A pena de morte é aplicada no Uganda, na Mauritânia ou na Somália.

Cerca de uma dezena de países e territórios prevê penas que vão de 10 anos de prisão até à prisão perpétua, entre os quais o Sudão, o Quénia, a Tanzânia e a Serra Leoa.


Israel regista dezenas de projéteis lançados pelo Hezbollah... O grupo xiita Hezbollah disparou hoje dezenas de projéteis a partir do Líbano contra o norte de Israel, segundo o exército israelita, num ataque em grande escala que afetou a maior parte do norte do país.

Por LUSA 

A informação foi confirmada pelos militares israelitas à agência de notícias EFE e ao jornal The Times of Israel, que se refere ao "maior ataque do Hezbollah contra Israel" desde o agravamento das hostilidades entre as partes no início do mês.

O jornal israelita noticiou que cerca de 100 projéteis foram disparados hoje pelo grupo político e militar aliado do Irão.

O Corpo de Bombeiros de Israel indicou um ferido ligeiro devido ao impacto de um 'rocket' numa casa na cidade de Bena, no norte do país, enquanto o serviço de emergência israelita Magen David Adom assistiu outras duas pessoas, também com ferimentos ligeiros, num local não especificado igualmente na região norte.

Em resposta, as forças israelitas anunciaram uma nova vaga de bombardeamentos intensivos contra Dahye, no subúrbio sul de Beirute e um bastião do grupo libanês.

O Hezbollah retomou os seus ataques aéreos contra Israel no seguimento da ofensiva israelo-americana contra o Irão, que matou o seu líder supremo, Ali Khamenei, logo no primeiro dia de bombardeamentos, em 28 de fevereiro.

Em resposta, as forças israelitas lançaram uma forte campanha de bombardeamentos contra alegados alvos do grupo xiita nos subúrbios de Beirute, no vale de Bekaa e no sul do Líbano, onde expandiu as posições terrestres que já ocupava no conflito anterior.

As autoridades libanesas contabilizam pelo menos 634 mortos, dos quais 64 nas 24 horas anteriores à divulgação, hoje à tarde, do seu último balanço, a que se adicionam centenas de milhares de deslocados.

Esta situação repete os acontecimentos posteriores ao início da guerra na Faixa de Gaza, em 2023, quando o Hezbollah partiu em apoio do seu aliado palestiniano Hamas e começou a bombardear Israel, que no ano seguinte, lançou uma forte operação militar que eliminou grande parte da cúpula do movimento islamita.

Apesar de um cessar-fogo, em novembro de 2024, Israel nunca deixou de atacar supostos alvos do Hezbollah, que acusa de procurar readquirir as suas capacidades militares.

Nos últimos dias, segundo o jornal Haaretz, Israel tem ponderado retirar novamente as comunidades israelitas ao longo da fronteira libanesa, como tinha feito em 2023, como medida de segurança perante os ataques aéreos do Hezbollah.

Esta nova crise arrastou o Líbano para a guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos contra o Irão, cuja retaliação nos países vizinhos que albergam bases norte-americanas amplificou o conflito para uma dimensão regional.

Depois de ter tentado desarmar o Hezbollah, o Governo de Beirute proibiu na semana passada as atividades militares do grupo libanês, que por sua vez o acusa de ceder a pressões de Israel e Estados Unidos.


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O representante libanês na ONU afirmou hoje que o Líbano está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.


Trump garante que EUA destruíram 28 navios lança-minas iranianos... O presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que Washington destruiu "28 navios lança-minas" iranianos, encarregados de colocar explosivos no Estreito de Ormuz.

Por LUSA 

"Atacámos 28 navios lança-minas até agora", disse Trump à imprensa no estado do Ohio, descrevendo novamente a ofensiva israelo-americana contra o Irão como uma "excursão" e garantindo que estava "muito adiantada" em relação ao calendário previsto.

"Desmantelámos quase todos os seus navios lança-minas numa noite", disse Trump momentos antes ainda na Casa Branca (sede da presidência), sugerindo que até 60 navios iranianos tinham sido atingidos desde o início da guerra em 28 de fevereiro.

"Já chegámos ao navio número 60. Não sabia que tinham uma Marinha tão grande. Diria que era grande e ineficaz", adiantou.

"Praticamente toda a sua Marinha desapareceu", insistiu.

Por seu lado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou na terça-feira ter destruído "vários navios de guerra iranianos" perto do Estreito de Ormuz, citando 16 navios que acusam de ter ameaçado "a liberdade de navegação".

A situação no Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial e uma quantidade importante de minerais estratégicos, alterou o mercado internacional de petróleo e gás depois de a Guarda Revolucionária do Irão ter ameaçado atacar qualquer navio que o atravessasse.

Trump garantiu que a navegação no Estreito de Ormuz é segura e incentivou as petrolíferas a utilizar essa rota marítima, ao mesmo tempo que renovou as suas ameaças ao Irão.

"Poderia ser muito pior (...). Nós atingimo-los mais forte do que qualquer outro país na história, e ainda não terminámos", advertiu.

"Neste momento, perderam a sua Marinha, perderam a sua Força Aérea, não têm antiterrorismo. Não têm radar, os seus líderes desapareceram e poderíamos ser muito piores", acrescentou o Presidente republicano.

Fontes anónimas citadas pela estação norte-americana CNN afirmaram que, por enquanto, o Irão colocou apenas algumas dezenas de minas, mas que poderia aumentar o número para centenas com a frota que ainda mantém.

A agência de Operações Comerciais Marítimas do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que três navios foram atingidos hoje por projéteis perto do Estreito de Ormuz e na própria via.

Por seu lado, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico da República Islâmica, reivindicou o ataque contra um navio de propriedade de Israel e com bandeira da Libéria, o "Express Rome".

Teerão garantiu ainda que não permitirá que "nem um litro de petróleo" atravesse o Estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos (EUA), Israel ou seus parceiros.

O Irão também ameaçou hoje atacar "todos os portos e centros económicos da região" caso se concretizem eventuais ataques dos Estados Unidos contra instalações portuárias iranianas.

O CENTCOM afirmou que o Irão está a utilizar portos civis ao longo do Estreito de Ormuz para conduzir operações militares que ameaçam o tráfego marítimo.

O CENTCOM avisou ainda que infraestruturas civis usadas para fins militares "perdem o seu estatuto de proteção e tornam-se alvos legítimos ao abrigo do direito internacional".

Ucrânia: Kyiv recebeu novo carregamento de mísseis Patriot alemães... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que Kyiv recebeu um novo carregamento de ajuda militar da Alemanha, composto por 35 mísseis PAC-3 para sistemas Patriot.

Por LUSA 

Esta entrega faz parte de um pacote de ajuda negociado com os parceiros internacionais da Ucrânia.

"A parte alemã destes mísseis chegou ontem (terça-feira), obrigado por isso", disse Zelensky sobre os mísseis, segundo declarações divulgadas pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

"Este é um dos pacotes de defesa aérea que negociamos com os nossos parceiros de vez em quando. Gostaríamos de ter recebido mais, mas acabou por ser assim", observou o chefe de Estado ucraniano.

A Alemanha, o país europeu que mais ajuda prestou a Kiev, confrontada com a guerra de agressão russa desde fevereiro de 2022, lidera a iniciativa centrada em fortalecer a defesa antiaérea das Forças Armadas ucranianas.

O Ministério da Defesa alemão confirmou na terça-feira o envio para a Ucrânia do novo pacote de mísseis intercetores, num esforço coordenado com os aliados do Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, uma aliança com mais de 50 países, incluindo Portugal.

"Outra parte dos mísseis PAC-3 previstos no âmbito desta iniciativa foi garantida através dos nossos parceiros", indicou um porta-voz do Ministério da Defesa alemão, referindo-se aos mísseis intercetores fabricados pela empresa norte-americana Lockheed Martin.

Esta entrega de mísseis PAC-3 "permite à Ucrânia o acesso ao sistema de defesa aérea de alta qualidade Patriot para se defender dos contínuos ataques aéreos russos", acrescentou o ministério liderado por Boris Pistorius.

O próprio Pistorius lançou esta iniciativa internacional a 12 de fevereiro, para fornecer à Ucrânia estes dispendiosos mísseis intercetores da Lockheed Martin, um produto militar de alta tecnologia cujo custo unitário é estimado em cerca de 3,7 milhões de dólares (cerca de 3,2 milhões de euros).

Líbano "numa guerra que não escolheu" e admite "negociações" com Israel... O representante libanês na ONU afirmou hoje que o Líbano está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.

Por LUSA 

Num discurso perante o Conselho de Segurança da ONU, que hoje reuniu-se de emergência para abordar os acontecimentos no território libanês, Ahmad Arafa denunciou a "grave situação humanitária" no Líbano diante da escalada de violência entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão.

"Estamos presos numa guerra que não escolhemos. Os ataques israelitas continuam a desrespeitar as leis da guerra num momento em que o Hezbollah foi declarado ilegal pelas nossas autoridades nacionais", disse o embaixador.

Segundo Arafa, os ataques israelitas causaram "desolação, o deslocamento de um milhão de pessoas e vítimas inocentes, número que aumenta a cada dia".

Nesse sentido, instou a comunidade internacional a exigir que Israel "cesse as suas violações e pare com ameaças".

O embaixador lembrou que, em 02 de março, o Governo libanês proibiu todas as atividades do Hezbollah e ordenou a entrega das suas armas, enquanto no dia 05 de março ordenou a deportação das forças iranianas e a exigência de autorizações prévias para a entrada de cidadãos iranianos no país.

Arafa enfatizou que o Líbano seguirá em frente com a implementação dessas decisões e "não recuará", embora a prioridade continue a ser "pôr fim a esta guerra e garantir a paz e a segurança" em território libanês.

O representante diplomático de Beirute acrescentou: "O Líbano não aceitará ser palco para acertos de contas. Queremos tirar o nosso país desta crise da maneira mais resiliente possível".

Também enfatizou que as Forças Armadas Libanesas estão a procurar confiscar armas do Hezbollah e fortalecer a autoridade do Estado em todo o território.

Por fim, condenou os ataques iranianos contra os países do Golfo e outras nações, classificando-os como "vergonhosos".

A campanha de bombardeamentos israelitas contra o sul e o leste do Líbano, principalmente contra a capital Beirute, já causou 634 mortes, cerca de 1.500 feridos e mais de 800 mil deslocados, segundo os dados oficiais mais recentes.

Na mesma reunião do Conselho de Segurança, convocada de emergência pela França para abordar a situação em solo libanês, o representante norte-americano na ONU, Mike Waltz, instou o Líbano a "retomar o controlo de todo o seu país".

"Agora é o momento para o Governo libanês retomar o controlo de todo o país. Os Estados Unidos apoiam essa missão (...). Estamos mais do que dispostos a dedicar o tempo e os recursos necessários esse fim", disse Waltz.

No início do mês, pouco depois dos ataques israelo-americanos ao Irão e do assassínio do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o Hezbollah disparou projéteis contra Israel, alegando que a ação foi uma resposta à morte de Khamenei.

Os projéteis teriam caído em áreas abertas ou sido intercetados.

Em resposta, as Forças de Defesa de Israel realizaram ataques aéreos em larga escala contra alegados alvos do Hezbollah em diversas áreas do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Bekaa e o sul do país.

Mike Waltz condenou hoje os ataques do Hezbollah, um grupo que acusou de "não representar, nem defender o povo do Líbano, mas sim os interesses do regime iraniano" e, por outro lado, defendeu "as legítimas necessidades de segurança de Israel e o seu direito de se defender do regime iraniano e do Hezbollah".

"Por quanto tempo o mundo continuará a tolerar o regime iraniano como o maior patrocinador estatal do terrorismo, semeando o caos pelo mundo enquanto procura exportar a sua suposta revolução? (...) Felizmente, os Estados Unidos e esta administração estão a tomar medidas ousadas", defendeu o embaixador norte-americano.

Poucos minutos antes do início da reunião, o embaixador israelita na ONU, Danny Danon, afirmou que o Governo libanês deve escolher entre confrontar o Hezbollah ou deixar que Israel o faça, defendendo a ofensiva do seu país contra o Líbano.

Danon insistiu que o Governo libanês "deve mobilizar o seu exército e enfrentar a ameaça terrorista representada pelo Hezbollah, não apenas para Israel, mas também para o seu próprio povo".

O Líbano é um dos países mais expostos à escalada militar na região desde os ataques israelitas e norte-americanos ao Irão, iniciados a 28 de fevereiro.


Leia Também: Pelo menos 634 mortos em dez dias de guerra no Líbano

A guerra entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah fez 634 mortos e 1.586 feridos em dez dias no Líbano, anunciou hoje o ministro da Saúde libanês, Rakan Nassereddine, numa conferência de imprensa.