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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a participar, no sábado, num evento do UFC, na Florida, e foi ovacionado de pé.
À chegada, Trump apertou a mão a alguns apoiantes e, mais tarde, viria mesmo a dizer que a forma como foi recebido no Kaseya Center, em Miami, foi uma "grande honra".
"Diz que estamos a fazer um bom trabalho. Se não estivéssemos a fazer um bom trabalho, receberíamos o contrário", disse aos jornalistas que o acompanhavam a bordo do Air Force One, no regresso a casa, para Palm Beach, segundo cita a AP.
Mas, Trump não foi sozinho. Fez-se acompanhar da neta Kai Trump, que disse que o evento foi "incrível" e ao seu lado esteve também Elon Musk, que levou o filho X Æ A-Xii, já bem conhecido na Casa Branca.
Note-se que Trump é amigo próximo do presidente do UFC, Dana White, e considera os fãs do desporto parte da sua base política.
Também estiveram presentes no evento vários membros da administração Trump, incluindo o secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., o diretor do FBI, Kash Patel, a Diretora da Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, e o secretário de Estado, Marco Rubio.
O jovem de Waukesha, no estado norte-americano do Wisconsin, que assassinou o padrasto e a mãe, no passado mês de março, terá cometido os crimes como parte de um plano para matar o presidente Donald Trump e derrubar o governo dos Estados Unidos.
A informação foi confirmada pelo FBI em documentos judiciais. Segundo cita a ABC News, o objetivo era "obter os meios financeiros e a autonomia necessários" para assassinar Trump.
Nikita Casap, de 17 anos, foi detido em março e acusado de dois crimes de homicídio qualificado e dois crimes de ocultação de cadáver. Enfrenta ainda acusações de roubo e apropriação indevida de identidade.
Agora, os documentos judiciais mostram que os investigadores estão a investigar acusações federais que incluem conspiração, assassinato presidencial e uso de armas de destruição maciça.
De realçar que o padrasto do menor, Donald Mayer, de 51 anos, e a mãe, Tatiana Casap, de 35, foram encontrados mortos dentro de casa, em 1 de março. Na altura, as autoridades encontraram, no telemóvel do jovem, material relacionado com 'A Ordem dos Nove Ângulos', descrita como "uma rede de indivíduos com opiniões extremistas de motivação racial neonazi".
O FBI analisou também documentos alegadamente escritos pelo menor, que apelam ao assassinato de Trump e ao início de uma revolução para "salvar a raça branca". Estes documentos incluem imagens de Adolf Hitler.
"Esteve em contacto com outras partes sobre o seu plano para matar o presidente e derrubar o governo dos Estados Unidos. E pagou, pelo menos em parte, um drone e explosivos para serem usados como arma de destruição maciça para cometer um ataque", disseram os investigadores do FBI.
Casap deverá comparecer em tribunal no dia 7 de maio.
Embora muitas mulheres tenham relações sexuais dolorosas ao longo da vida, há formas de receber apoio de profissionais de saúde ou do parceiro
CNN - Quando Nicole começou a sentir dores durante o ato sexual, há quase uma década, estava determinada a encontrar uma solução.
Depois de consultar vários especialistas, foi-lhe diagnosticada hipoplasia labial, uma condição em que os seus lábios exteriores estavam apenas parcialmente formados. Após a cirurgia para corrigir o problema, encontrou um alívio significativo e manteve-se relativamente livre de dores, incorporando o ioga na sua rotina para ajudar ainda mais a sua cura.
Mas a dor voltou seis anos mais tarde, desta vez durante a fase inicial da penetração.
A californiana de 33 anos luta há três anos para receber um diagnóstico formal, uma vez que a origem do seu mal-estar continua por esclarecer. Por questões de privacidade, pediu que fosse utilizado apenas o seu primeiro nome.
"Dizem-me muito 'provavelmente é ansiedade ou está relacionado com a saúde mental'", afirma. "É dececionante porque fiz muitos progressos e agora sinto que estou a ser posta de lado."
A experiência de Nicole com relações sexuais dolorosas não é única. De acordo com o Faculdade Americana de Obstetras e Ginecologistas, cerca de 3 em cada 4 mulheres terão relações sexuais dolorosas em algum momento das suas vidas, quer se trate de um problema temporário ou de longo prazo.
"O sexo nunca deve ser doloroso", afirma Eva Dillon, terapeuta sexual sediada em Nova Iorque. "É algo que as mulheres nunca deveriam ter de suportar".
O que causa a dor durante a relação sexual?
As relações sexuais dolorosas podem ser causadas por vários problemas comuns.
As mulheres que sentem dor pélvica ou dor com a atividade sexual, exames ginecológicos ou utilização de tampões podem ter os músculos do pavimento pélvico tensos.
A condição pode aumentar a tensão e causar dor, explica Anna Falter, fisioterapeuta especializada em terapia do pavimento pélvico na Cleveland Clinic, por email.
A dor pélvica também pode estar ligada a tensões noutras áreas do corpo, incluindo o pescoço, a zona lombar e as ancas - problemas que podem não parecer imediatamente ligados ao desconforto sexual. O stress, as cirurgias anteriores, as experiências traumáticas ou mesmo a tensão muscular inconsciente também podem contribuir para esta dor.
Além disso, as alterações hormonais, como a diminuição dos níveis de estrogénio durante a menopausa ou no pós-parto, especialmente durante a amamentação, podem levar à secura vaginal, o que pode tornar as relações sexuais desconfortáveis ou dolorosas.
Obter tratamento
Para as mulheres que sofrem de tensão nos músculos do pavimento pélvico, a fisioterapia do pavimento pélvico é muitas vezes uma opção de tratamento eficaz para reduzir a dor e evitar que os músculos se tornem demasiado tensos no futuro, afirma Falter.
Uma técnica comummente utilizada na fisioterapia do pavimento pélvico é a terapia dos pontos de gatilho, que envolve a aplicação de pressão nos músculos tensos para os ajudar a relaxar. Um fisioterapeuta do pavimento pélvico pode executar este método por via vaginal, utilizando um dedo enluvado e lubrificado para direcionar e massajar áreas específicas de tensão ou pontos de gatilho, explicou Falter.
As doentes também podem aprender a libertar os pontos de gatilho em casa, utilizando os seus próprios dedos, um parceiro, uma varinha pélvica ou dilatadores vaginais para ajudar a relaxar os músculos internos.
Falter também referiu que os parceiros podem participar em sessões de terapia do pavimento pélvico, onde podem aprender estratégias para apoiar o seu parceiro se ambas as partes se sentirem confortáveis.
Outra abordagem são os exercícios de alongamento do pavimento pélvico, que diferem dos exercícios de Kegel, mais conhecidos, explicou Falter. O alongamento envolve o relaxamento dos músculos do pavimento pélvico, muitas vezes associado à respiração diafragmática, em que o doente inspira profundamente, permitindo que o abdómen, a caixa torácica e o pavimento pélvico relaxem.
Este movimento é mais difícil, pelo que Falter recomenda procurar ajuda de um fisioterapeuta do pavimento pélvico para garantir que está a utilizar a forma correta.
A fisioterapeuta aconselha também as mulheres a observarem o seu corpo ao longo do dia, especialmente durante atividades como escovar os dentes ou sentar-se no sofá, para verificar se não estão a tensionar inconscientemente os músculos pélvicos.
Ainda assim, é bom lembrar que procurar tratamento individualizado é sempre a melhor abordagem, considerou Falter.
Apoiar um parceiro que sofre com dores
Se o seu parceiro estiver a sentir dores durante o ato sexual, há medidas que pode tomar para lhe proporcionar conforto e apoio.
Mais importante ainda, se houver alguma dor durante o ato sexual, é crucial parar imediatamente. Continuar apesar do desconforto pode criar associações negativas entre sexo e dor, tornando os encontros futuros ainda mais difíceis.
"No final de qualquer encontro sexual, queremos ser capazes de olhar para a próxima vez com antecipação e prazer", explicou Dillon. "E, se o sexo for doloroso, pode começar a temer a próxima vez, e isso cria um ciclo, o que não se quer."
A comunicação também é fundamental e é importante que ambos os parceiros sejam abertos e compreensivos em relação à dor e ao percurso do tratamento, especialmente se surgir vergonha ou sentimentos de inadequação.
"Pode ser útil se o parceiro dedicar algum tempo a aprender sobre o que o outro está a sentir, bem como sobre as estratégias de tratamento em que está a trabalhar, para que o possa apoiar e encorajar ao longo da jornada de tratamento", disse Falter.
Para os casais que estão temporariamente impossibilitados de ter relações sexuais, existem ainda muitas formas de se manterem ligados fisicamente. Dillon recomenda que se experimente o outercourse - atividades sexuais não penetrativas, como a estimulação manual ou o sexo oral - para manter a intimidade e o prazer.
Se as relações sexuais ou outras formas de atividade sexual estiverem fora de questão, gestos simples como um beijo significativo ou abraços carinhosos podem reforçar a ligação emocional entre os parceiros.
"Estas (formas de toque) são muito importantes para nós", afirma Dillon. "Dizem ao nosso sistema nervoso que estamos seguros e que não estamos sozinhos".
A intimidade física continua a ser importante
Apesar da falta de um diagnóstico claro, Nicole não desistiu do seu desejo de ter uma relação íntima satisfatória. Juntamente com o seu parceiro, ela tomou o assunto nas suas próprias mãos, explorando soluções alternativas.
"Tenho tendência para me sentir muito frustrada com o meu corpo e com as dores, uma vez que não quero ter estes problemas", revelou Nicole por email. "A intimidade física pode ser uma parte muito importante de uma relação e, por vezes, sinto que estou a perder isso."
Nicole e o namorado encontraram formas criativas de manter a intimidade sem relações sexuais ou penetração. Também incorporaram terapias para o pavimento pélvico na rotina, o que ajudou a aliviar alguma da dor durante os momentos íntimos. Mas isso não significa que ela viva sem desilusões.
"Houve muita educação que teve de ser feita, o que pode não ser tão divertido e sexy quando as coisas são novas", conta. "No final, acabou por nos aproximar e criar uma ligação mais emocional íntima desde o início, uma vez que tivemos de ter estas conversas menos divertidas e bastante técnicas."
A Ordem dos Advogados da Guiné Bissau tomou conhecimento da invasão e violação da residência do Presidente da LGDH, Dr. BUBACAR TURE, por homens fardados, na sequência da suposta declaração proferida a propósito da precariedade da situação dos doentes sujeitos a tratamentos de hemodiálise no país, tendo-se introduzido no interior da residência e efetuado busca sem habilitação e nem autorização judicial.
Entretanto, independentemente da verossimilhança de veridicidade ou não da declaração do Presidente da LGDH, aliás que o próprio desafia e interpela os jornalistas para a investigar e confirmar - abstraindo-se de qualquer ilação conclusiva, nada justifique a invasão a casa, com único propósito de intimidar e ameaçar o Presidente e sua família.
Assim, a OAGB, em nome dos inabaláveis Advogados comprometidos com a justiça e defesa do Estado de Direito justo e plural, manifesta:
1. Veemente repúdio à perseguição contra o Presidente da LGDH, Dr. BUBACAR TURE, em virtude de prolação sobre a precariedade do tratamento dos pacientes de hemodiálise no país;
2. Tal conduta consubstancia graves intimidações e atropelos ao papel e missão primordial da LGDH enquanto observatório e parceiro incontornável do Estado no cumprimento das injunções dos direitos humanos plasmados nos instrumentos jurídicos internacionais, supranacional e transpostos para a nossa lei magna, v.g., artigo 24 e ss da CRGB;
3. Razão pela qual manifestamos de forma incondicional e integral nossa solidariedade a LGDH, na pessoa do seu Presidente DR. BUBACAR TURE, e concomitantemente condenamos e repudiamos qualquer tipo de violência e ameaça ao Presidente da LGDH e sua família, encorajando-o a prosseguir a sua missão em defesa dos sacrossantos valores universais, inalienáveis, irrenunciáveis e imprescritíveis dos direitos humanos dos cidadãos, e exortando a imediata cessação de perseguição e garantia da segurança à integridade do Presidente Dr. BUBACAR TURE;
4. Por fim, lembramos que, desde sua criação há quase 34 anos, a LGDH tem assumido de forma destemida, visceral e transversal aos tempos e regimes em vigor o seu papel histórico na sociedade guineense, em defesa dos direitos humanos, tendo-se posicionado sempre ao lado das vítimas, da justiça e do Estado de Direito, quer denunciando, repudiando e pressionando a cessação de violações dos direitos, liberdades, garantias fundamentais, direitos económicos e sociais dos cidadãos, violências, detenções ou prisões arbitrárias, e quer oferecendo todo conforto e apoio às vítimas, de base ao topo, dos simples cidadãos ao outrora governante e integrante na classe castrense, cujos direitos humanos violados pelas próprias instituições do Estado.
Portanto, nenhum Estado logrará existência, paz e desenvolvimento, senão respeitar e pontuar as suas acções e se posicionar sempre a favor dos valores defendidos pelos direitos humanos, pela justiça e pelo Estado de Direito democrático, justo e plural, sem exclusão.
No Brasil, a morte de um vendedor ambulante senegalês, abatido a tiro pela polícia no passado sábado, em São Paulo, provocou reacções políticas no Senegal e voltou a evidenciar o agravamento da violência policial, particularmente no estado de São Paulo.
Ngagne Mbaye, de 34 anos, vivia no Brasil há mais de oito anos e deixa uma companheira brasileira, grávida de sete meses.
Os Estados Unidos consideraram hoje que o ataque russo à cidade ucraniana de Sumy, que causou pelo menos 32 mortos e 80 feridos, "ultrapassa os limites da decência" e "é inaceitável".
"O ataque das forças russas a alvos civis em Sumy ultrapassa os limites da decência. Como antigo oficial militar, sei o que são ataques direcionados e isto é inaceitável", escreveu o enviado dos Estados Unidos para a Ucrânia, Keith Kellogg, na rede social X, citado pela AFP.
No mesmo sentido, vários líderes e governos europeus manifestaram-se chocados com o ataque com mísseis balísticos que a Rússia lançou esta manhã contra a cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia.
"Toda a gente sabe que só a Rússia queria esta guerra. Hoje, é claro que é a Rússia sozinha que escolhe prossegui-la", escreveu o Presidente Francês, Emmanuel Macron, também numa mensagem na rede social X.
Segundo Macron, "são necessárias medidas fortes para impor um cessar-fogo à Rússia", e "a França está a trabalhar incansavelmente neste sentido, com os seus parceiros".
Também o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, já se manifestou contra o ataque a Sumy, afirmando estar "chocado com os horríveis ataques".
"Estou chocado com os horríveis ataques da Rússia contra civis em Sumy e os meus pensamentos estão com as vítimas e os seus entes queridos", escreveu o líder trabalhista, igualmente na rede social X, citado pela AFP.
Segundo escreveu Starmer, "este último ataque assassino é uma recordação brutal do banho de sangue perpetrado por Putin", que apelou mais uma vez à Rússia para que aceite um cessar-fogo "total e imediato".
O chanceler alemão, Olaf Scholz, considerou, numa declaração divulgada pelo Governo alemão, que "estes ataques russos demonstram a extensão da alegada vontade da Rússia em alcançar a paz", defendendo que "esta guerra tem de acabar e a Rússia tem de aceitar finalmente um cessar-fogo abrangente".
"As imagens do centro de Sumy, onde os mísseis russos mataram civis inocentes no Domingo de Ramos, são terríveis", afirmou Olaf Scholz.
A Itália, pela voz da primeira-ministra Giorgia Meloni condenou o ataque russo a Sumy: "Neste dia santo de Domingo de Ramos, um novo ataque russo horrível e cobarde teve lugar em Sumy, mais uma vez fazendo vítimas civis inocentes, incluindo, infelizmente, crianças".
"Condeno veementemente esta violência inaceitável, que contradiz qualquer verdadeiro empenhamento na paz (...). Continuaremos a trabalhar para pôr termo a esta barbárie", escreveu Meloni no Whatsapp, citada pela AFP.
O primeiro-ministro português, Luis Montenegro, condenou igualmente aquele ataque russo, que considerou ser "intolerável".
"Os ataques russos à cidade de Sumy são intoleráveis. Toda a solidariedade para com as vítimas e com o Presidente Zelensky. A Rússia continua em violação flagrante do direito internacional. Portugal está ao lado da Ucrânia e do lado do cessar-fogo proposto pelos EUA", escreveu Luis Montenegro numa publicação na rede social X.
Horas antes, o Governo português já tinha condenado aquele ataque russo numa publicação na conta oficial do Gabinete do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, na rede social X.
"O Governo português condena o terrível ataque russo a Sumy, que fez dezenas de vítimas. Apresenta pêsames às famílias e ao povo ucraniano. Insta a Federação Russa a abster-se de todas as hostilidades e a aceitar o cessar-fogo já aceite pela Ucrânia", declarou o Governo de Portugal.
Um ataque de mísseis russos realizado hoje de manhã no centro de Sumy, no nordeste da Ucrânia, matou pelo menos, 31 pessoas, incluindo duas crianças, e causou 84 feridos, segundo um balanço publicado pelos serviços de emergência ucranianos.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu, entretanto, uma "resposta forte do mundo" ao ataque a Sumy numa publicação na rede social Telegram.
"Precisamos de uma resposta forte do mundo. América, Europa, todos os que querem que esta guerra e estas mortes terminem. A Rússia quer exatamente este tipo de terror e está a arrastar esta guerra", sublinhou o chefe de Estado ucraniano.
Angola registou 12 óbitos e 245 novos casos de cólera, nas últimas 24 horas, ultrapassando os 12 mil casos, com um total de 465 mortes, desde o início do surto, em janeiro passado, divulgou o Ministério da Saúde.
De acordo com os dados disponibilizados até sexta-feira, 11 províncias das 17 afetadas registaram novas infeções, com Benguela a liderar a lista de casos, com 97 dos 245 casos.
Relativamente aos óbitos, Benguela também somou o maior número de mortes nas últimas 24 horas, com nove das 12 pessoas falecidas.
Com as novas infeções e mortes reportadas até sexta-feira, Angola registou, nos últimos três meses, 12.193 casos e 465 óbitos.
Nas últimas 24 horas, 172 pessoas receberam alta, estando internadas 1.181 outras com cólera.
O surto de cólera, com os primeiros casos registados em Luanda, capital de Angola, foi declarado pelas autoridades angolanas a 07 de janeiro deste ano.
Presidente dos Estados Unidos quer que Kiev ceda uma importante infraestrutura estratégica como moeda de troca pelo apoio militar prestado no passado.
Trump exige controlo de importante gasoduto que leva gás russo para a Europa
Os Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, estão a exigir o controlo de um importante gasoduto que transporta gás russo através da Ucrânia para a Europa. Esta exigência faz parte de um pacote mais alargado de negociações com Kiev sobre o acesso a minerais e outros recursos naturais ucranianos, segundo escreve o “The Guardian”.
Donald Trump quer que a Ucrânia entregue os seus recursos naturais como moeda de troca pelas armas que foram enviadas pela anterior administração de Joe Biden.
Nesse sentido, o Presidente norte-americano exige que a Corporação Financeira Internacional para o Desenvolvimento do governo dos EUA assuma o controlo do gasoduto de gás natural, que se estende entre a cidade de Sudzha, no oeste da Rússia, à cidade ucraniana de Uzhhorod, numa distância de cerca de 1,2 mil quilómetros.
Volodymyr Landa, um economista sénior do Centro de Estratégia Económica, um grupo de analistas de Kiev, disse ao jornal britânico que os norte-americanos queriam “tudo o que pudessem” e que as suas exigências intimidatórias de “tipo colonial” dificilmente seriam aceites pela Ucrânia.
As conversações entre as duas potências têm sido cada vez mais acrimoniosas, segundo fontes citadas pela agência Reuters.
Recorde-se que, no ano passado, o Presidente ucraniano Volodymiyr Zelensky propôs dar aos Estados Unidos a possibilidade de acesso ao sector mineral da Ucrânia, em troca de proteção face à Rússia, com o envio de armas norte-americanas.
Trump, por sua vez, recusou dar garantias de segurança à Ucrânia, mas manteve o interesse na sua oferta inicial. “O acordo deve ser benéfico tanto para os Estados Unidos como para a Ucrânia”, respondeu Zelensky, na passada quinta-feira.
Um autarca ucraniano denunciou este domingo que um ataque russo causou "muitos mortos" no nordeste da Ucrânia, ao mesmo tempo que a Rússia acusa Kiev de violar as "tréguas energéticas" por ter lançado vários mísseis, no sábado, contra regiões russas.
"Muitos mortos hoje após um ataque de mísseis", denunciou o presidente da Câmara de Soumy, no nordeste da Ucrânia, Artem Kobzar, nas redes sociais e citado pela AFP, acrescentando que "o inimigo voltou a atingir civis".
Também esta manhã, Moscovo acusou as autoridades ucranianas de terem lançado um ataque com mísseis sobre território ucraniano, no sábado.
Segundo a agência Efe, que cita o Ministério da Defesa russo, as defesas antiaéreas abateram no sábado 13 drones ucranianos: 12 drones foram abatidos na região de Rostov e um em Belgorod.
De acordo com as autoridades russas, não foram registadas vítimas naqueles ataques.
A Rússia garantiu que tem informado os Estados Unidos de todas as violações da trégua energética por parte da Ucrânia.
Em comunicado, Moscovo acusou Kiev de "continuar com os ataques unilaterais contra as infraestruturas energéticas russas, violando os acordos russo-americanos", que estabelecerem um cessar-fogo por um período de 30 dias a partir de 18 de março.
Segundo as autoridades russas, a Ucrânia já violou o acordo mais de 60 vezes.
No dia 18 de março, o Presidente russo, Vladimir Putin, aceitou a proposta do Presidente dos EUA, Donald Trump, de uma moratória de 30 dias sobre os ataques as infraestruturas energéticas, à qual o Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, aderiu uma semana depois.
No entanto, desde o início daquela moratória que Kiev e Moscovo trocam acusações de violação do acordo, embora o Kremlin afirme repetidamente que as forças armadas russas estão a cumprir integralmente a ordem do Presidente de não atacar as infraestruturas energéticas ucranianas.
O presidente norte-americano expressou no sábado otimismo no que diz respeito às relações entre a Ucrânia e a Rússia, apesar de os ataques de ambos os lados prosseguirem.
"Penso que a relação entre a Ucrânia e a Rússia pode estar a correr bem. E eles vão descobrir isso em breve. Chega a um ponto em que é preciso aguentar ou calar-se. Veremos o que acontece, mas acho que está a correr bem", explicou Donald Trump à comunicação social a bordo do Air Force One, o avião presidencial dos EUA.
"Temos muitos conflitos a decorrer em todo o mundo e penso que em breve vamos ter boas notícias sobre alguns desses conflitos", afirmou, enquanto viajava da residência de Mar-a-Lago, na Florida, para Miami, para assistir a um combate de artes marciais mistas.
As declarações de Trump surgem depois de o enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, ter tido uma longa reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin, na cidade russa de São Petersburgo, na sexta-feira.
Pouco antes da reunião, Witkoff instou a Rússia a tomar medidas para pôr termo às hostilidades na Ucrânia, com o objetivo de levar as duas partes a assinar um acordo de paz.
Nos últimos dias, Kyiv e Moscovo têm denunciado repetidamente os ataques, e a Rússia poderá abandonar a trégua energética acordada com a Ucrânia a 16 de abril, devido ao que o Kremlin considera serem constantes violações da moratória por parte de Kyiv.
Na sexta-feira, o Presidente norte-americano manifestou frustração com a falta de progressos entre a Ucrânia e a Rússia, disse a porta-voz da Casa Branca.
"O presidente foi muito claro ao expressar a contínua frustração com ambos os lados deste conflito e quer ver o fim da guerra", declarou a porta-voz em conferência de imprensa.
A medida, que suspende alguns direitos e permite a intervenção militar, foi decretada na véspera da segunda volta das eleições presidenciais e estará em vigor por 60 dias. O país enfrenta uma escalada de violência, com a taxa de homicídios a aumentar significativamente nos últimos anos.
O Equador declarou este sábado o estado de emergência em sete das suas 24 províncias, bem como na capital Quito e nas prisões, para responder ao aumento da violência relacionada com o tráfico de droga.
O estado de emergência foi decretado na véspera da segunda volta das eleições presidenciais, num país onde é cometido um homicídio por hora, segundo dados oficiais.
O estado de emergência estará em vigor por 60 dias em Quito, nas prisões do país e nas províncias de Guayas - cuja capital Guayaquil é uma das cidades mais afetadas pela violência - Los Ríos, Manabí, Santa Elena e El Oro, na costa do Pacífico.
São igualmente abrangidas as províncias amazónicas de Orellana e Sucumbíos, bem como a cidade mineira de Camilo Ponce Enríquez.
Recolher noturno em vários municípios
A medida suspende os direitos à inviolabilidade do domicílio e da correspondência, a liberdade de reunião e impõe um recolher obrigatório noturno em vários municípios. Também permite a intervenção do exército nas vias públicas.
O Presidente do país, Daniel Noboa, no poder desde novembro de 2023, impôs o estado de emergência em resposta ao "aumento da violência, da prática de crimes e da intensidade da perpetração de atos ilegais por grupos armados organizados", de acordo com o decreto.
Situado entre a Colômbia e o Peru, o Equador viu a taxa de homicídios aumentar de seis por 100.000 habitantes em 2018 para 38 em 2024, após um recorde de 47 em 2023.
Início de 2025, o mais sangrento desde que há registos
O Equador registou a maior taxa de mortes violentas da América Latina no ano passado, de acordo com o grupo especializado Insight Crime. O início de 2025 foi o mais sangrento desde que há registos, com mais de 1.500 homicídios registados em janeiro e fevereiro.
"O governo está a enfrentar um nível de violência de tal intensidade que ultrapassou os limites de controlo" das forças de segurança, refere ainda o decreto, acrescentando que 120 pessoas foram mortas entre 7 de março e 8 de abril.
Na sexta-feira, o Equador restringiu a entrada de estrangeiros nas suas fronteiras terrestres com a Colômbia e o Peru, os maiores produtores de cocaína do mundo, para garantir a segurança da segunda volta das eleições presidenciais.
Em janeiro de 2024, Daniel Noboa declarou o estado de emergência durante os 90 dias permitidos por lei para fazer face ao que designou por "conflito armado interno" desencadeado pelos bandos. Desde então, o estado de emergência tem sido reintroduzido ocasionalmente em algumas províncias.
A segunda volta das eleições presidenciais de domingo opõe Daniel Noboa à candidata de esquerda Luisa González.
Casa dos Direitos denuncia "atropelos" aos direitos fundamentais de Bubacar Turé
O Consórcio da Casa dos Direitos é a mais recente estrutura da sociedade civil da Guiné-Bissau a reagir à "perseguição" do presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) e considera "atropelos" aos direitos fundamentais do ativista, a presença este sábado (12.04) de homens armados na sua residência.
A estrutura representada por dez organizações da sociedade civil pede, em comunicado, uma investigação ao caso e a responsabilização dos autores da invasão da residência do presidente da LGDH.
Para a Casa dos Direitos, os objetivos de elementos que estiveram na Casa de Turé era "intimidar, silenciar e reprimir a liberdade de expressão na Guiné-Bissau".
Eis o comunicado na íntegra.
Os membros do consórcio da Casa dos Direitos, tomaram o conhecimento, através de familiares do Presidente da LGDH, Dr. Bubacar Turé, de que no dia 12, às 09 horas, seis homens não identificados invadiram a sua residência familiar para buscas ilegais.
Os homens alegaram ser agentes de justiça sem, no entanto, exibir qualquer notificação ou mandado judicial, insistiram em notificá-lo, e entraram, sem permissão, na sua residência familiar.
A confirmarem-se estes factos, em particular as alegações destes homens de serem agentes da justiça, a sua atuação decorreu à margem de todas as prerrogativas legais e configura um atropelo aos direitos fundamentais do cidadão Bubacar Turé com o objetivo de o intimidar, silenciar e reprimir a liberdade de expressão na Guiné-Bissau.
Exortamos, por isto o Estado da Guiné-Bissau, e em particular ao governo, a :
1. Investigar os factos denunciados pelos familiares do Dr. Bubacar Turé, e responsabilizar os seus autores pelos atos ilegais cometidos.
2. Assegurar que quaisquer suspeitas que recaiam sobre o Presidente da Liga dos Direitos Humanos são investigadas nos termos da Lei, respeitando o devido processo legal e com a máxima transparência.
3. Garantir a todos os cidadãos e em particular ao Presidente da Liga dos Direitos Humanos, o pleno gozo dos seus direitos de liberdade de expressão e de mobilidade.
4. Assegurar e respeitar os direitos humanos consagrados na Constituição e demais legislação em todas as suas atuações.
A Liga Guineense dos Direitos Humanos é um dos membros do Consórcio da Casa dos Direitos. Nós, membros do Consórcio da Casa dos Direitos, manifestamos a nossa profunda solidariedade ao Dr. Bubacar Turé, e a toda a sua família pela perseguição e invasão de privacidade.
Bissau, 12 de abril de 2025
O Consórcio da Casa dos Direitos
ACEP-Associação para Cooperação Entre os Povos
AD-Ação Para Desenvolvimento
AMIC-Associação dos Amigos das Crianças
AMPROCS-Associação das Mulheres Profissionais de Comunicação Social
LGDH-Liga Guineense dos Direitos Humanos
MIGUILAN-Mindjeris di Guiné Nô Lanta
RENAJ-Rede Nacional das Associações Juvenis
RENARC-Rede Nacional das Rádios Comunitárias
RENLUV-Rede Nacional de Luta Contra Violência Baseada no Género
Os árbitros de futebol recém formados pelos instrutores locais da arbitragem receberam hoje,12 de abril, os seus certificados do final do curso.
A entrega dos certificados a quarenta e três (43) árbitros foi assistida pelo Presidente da Federação de futebol da Guiné-Bissau, "Caito Teixeira".
O curso de arbitragem foi organizado pela comissão de arbitragem da Federação de futebol da Guiné-Bissau.
Importa salientar que tomaram Parte nesta formação dos novos árbitros do sector de Catio três novas árbitras.
A Federação de futebol, pretendem ter uma arbitragem qualificada como sendo um dos pilares fundamentais para garantir a integridade do julgamento seguro e tecnicamente embasada, os atletas poderão competir com a confiança de que os seus esforços serão reconhecidos de forma imparcial.
Um corpo de árbitros bem treinado não apenas assegura a lisura da competição, mas também protege os competidores.
Intervenção do deputado Adulai Baldé "NHIRBUI", destacado dirigente do MADEM-G15, após unir forças com Adja Satu Camará Pinto, Coordenadora Nacional do partido e, anunciou oficial de apoio ao segundo mandato do PR General Umaro Sissoco Embaló. Nhiribui deixa mensagem unidade e confiança.
A Ucrânia triplicou a produção de armas em 2024 para 9.000 milhões de dólares (cerca de 7,9 milhões de euros) e espera que a capacidade potencial de produção do país atinja 35.000 milhões em 2025, foi hoje anunciado.
Oministro das Indústrias Estratégicas ucraniano, German Smetanin, afirmou que a produção de armas atingiu 1.000 milhões de dólares em 2022 e em 2023 e triplicou para 3.000 milhões de dólares em 2023.
A produção de mísseis também registou um forte crescimento em 2024, afirmou o ministro numa conferência sobre a produção militar ucraniana, segundo a RBC-Ucrânia.
"Em 2023, produzimos apenas um míssil de cruzeiro Neptune. No ano passado, novos produtos aumentaram a produção em oito vezes", observou.
A Ucrânia introduziu novos mísseis de cruzeiro e drones de lançamento de mísseis em 2024, incluindo Palianitsia, Peklo, Ruta e Bars.
Em outubro passado, o Presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky anunciou também o desenvolvimento de um novo míssil balístico.
Smetanin acrescentou que os mísseis Long Neptune e os mísseis balísticos ucranianos são utilizados mensalmente.
Além dos mísseis, a Ucrânia aumentou a produção de equipamento crítico para o campo de batalha. A produção de munições de artilharia e de morteiros aumentou 2,4 vezes.
Mais uma mudança alucinante”: novos dados sugerem que a misteriosa energia escura está a evoluir
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Novas pistas de um dos mais extensos estudos do cosmos até à data sugerem que a misteriosa energia escura pode estar a evoluir de uma forma que pode mudar a forma como os astrónomos compreendem o universo.
A energia escura é um termo que os cientistas utilizam para descrever uma energia ou força que acelera a expansão do universo. Mas embora represente 70% da energia do cosmos, os investigadores ainda não fazem ideia do que é exatamente a energia escura, diz Mustapha Ishak-Boushaki, professor de Física e Astrofísica na Universidade do Texas, em Dallas, EUA.
Ishak-Boushaki é copresidente de um grupo de trabalho para a colaboração do Instrumento Espectroscópico de Energia Escura, conhecido por DESI. O instrumento, agora no seu quarto ano de observação do céu, pode observar a luz de 5000 galáxias ao mesmo tempo. Quando o projeto terminar no próximo ano, terá medido a luz de cerca de 50 milhões de galáxias.
A colaboração, que inclui mais de 900 investigadores, permitiu a partilha de dados dos primeiros três anos de observações do DESI. Entre as descobertas contam-se as medições de cerca de 15 milhões de galáxias e quasares, alguns dos objetos mais brilhantes do Universo. Ishak-Boushak ajudou a liderar a análise dos últimos dados do DESI, que sugerem que a energia escura - há muito designada por “constante cosmológica”, uma vez que os astrónomos pensavam que era imutável - está a comportar-se de forma inesperada e pode mesmo estar a enfraquecer com o tempo.
“A descoberta da energia escura há quase 30 anos foi já a maior surpresa da minha vida científica”, afirma David Weinberg, professor de Astronomia na Universidade Estatal do Ohio, que contribuiu para a análise do DESI. “Estas novas medições oferecem as provas mais fortes até agora de que a energia escura evolui, o que seria mais uma mudança alucinante para a nossa compreensão de como o Universo funciona.”
As descobertas colocam os astrónomos mais perto de desmascarar a natureza misteriosa da energia escura, o que pode significar que o modelo padrão de como o universo funciona também pode precisar de uma atualização, dizem os cientistas.
Um olhar profundo sobre o universo
O Instrumento Espectroscópico de Energia Escura está no topo do telescópio de quatro metros Nicholas U. Mayall, da Fundação Nacional de Ciência no Observatório Nacional de Kitt Peak, em Tucson, Arizona, EUA. Os 5.000 “olhos” de fibra ótica do instrumento e a sua extensa capacidade de observação estão a permitir aos cientistas construir um dos maiores mapas 3D do universo e acompanhar a forma como a energia escura influenciou e moldou o cosmos ao longo dos últimos 11 mil milhões de anos.
O Telescópio Mayall, de 4 metros, está localizado acima do horizonte no Arizona foto Marilyn Sargent/The Regents of the University of California, Lawrence Berkeley National Laboratory
A luz de objetos celestes como as galáxias demora algum tempo a chegar à Terra, o que significa que o DESI pode efetivamente ver como era o cosmos em diferentes momentos, desde há milhares de milhões de anos até ao presente.
“O DESI é diferente de qualquer outra máquina em termos da sua capacidade de observar objetos independentes em simultâneo”, diz John Moustakas, professor de Física no Siena College e coordenador da publicação dos dados.
As mais recentes descobertas incluem dados sobre mais do dobro dos objetos cósmicos que foram analisados e apresentados há menos de um ano. Essas revelações de 2024 sugeriram pela primeira vez a forma como a energia escura pode estar a evoluir.
“O nosso objetivo é deixar que o Universo nos diga como funciona e talvez o Universo nos esteja a dizer que é mais complicado do que pensávamos”, afirma Andrei Cuceu, investigador de pós-doutoramento no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley do Departamento de Energia dos EUA, que gere o DESI, e copresidente do grupo de trabalho Lyman-alpha do DESI. “É interessante e dá-nos mais confiança ver que muitas linhas de evidência diferentes estão a apontar na mesma direção.”
Evidências cósmicas crescentes
O DESI pode medir aquilo a que os cientistas chamam a escala da oscilação acústica dos bariões, ou BAO - essencialmente a forma como os eventos que ocorreram no início do Universo deixaram para trás padrões na distribuição da matéria no cosmos. Os astrónomos olham para a escala BAO, com separações de matéria de cerca de 480 milhões de anos-luz, como uma régua padrão.
“Esta escala de separação é como uma régua gigantesca no espaço que podemos usar para medir distâncias e usamos a combinação destas distâncias e redshifts (velocidade a que os objetos se afastam de nós) para medir a expansão do Universo”, diz Paul Martini, coordenador da análise e professor de Astronomia na Universidade Estatal do Ohio.
Medir a influência da energia escura ao longo da história do Universo mostra como tem sido uma força dominante.
Os investigadores começaram a reparar que, quando combinaram estas observações com outras medições da luz em todo o Universo, tais como a explosão de estrelas, a luz distorcida pela gravidade de galáxias distantes e a luz que sobrou dos primórdios do Universo, denominada fundo cósmico de micro-ondas, os dados do DESI mostram que o impacto da energia escura pode estar a enfraquecer ao longo do tempo.
“Se isto continuar, a energia escura acabará por deixar de ser a força dominante no Universo”, afirma Ishak-Boushak. "Por conseguinte, a expansão do Universo deixará de acelerar e manter-se-á a um ritmo constante ou, nalguns modelos, poderá mesmo parar e voltar a colapsar. Claro que estes futuros são muito remotos e levarão milhares de milhões de anos a acontecer. Há 25 anos que trabalho com a questão da aceleração cósmica e a minha perspetiva é que, se as provas continuarem a aumentar, e é provável que isso aconteça, então será um grande acontecimento para a cosmologia e para toda a física."
A faixa cintilante da galáxia Via Láctea pode ser vista à esquerda do telescópio foto KPNO/NOIRLab/NSF/AURA/R.T. Spark
Resolver um mistério duradouro
Ainda não há provas suficientes para declarar uma descoberta inovadora que afirme definitivamente que a energia escura está a evoluir e a enfraquecer, mas isso pode mudar dentro de alguns anos, considera Ishak-Boushak.
“A minha primeira grande questão é se continuaremos a ver provas da evolução da energia escura à medida que as nossas medições forem melhorando”, diz, por sua vez, Paul Martini. "Se chegarmos ao ponto em que as provas são esmagadoras, então as minhas próximas perguntas serão: como é que a energia escura evolui? E quais são as explicações físicas mais prováveis?".
A publicação dos novos dados pode também ajudar os astrofísicos a compreender melhor a evolução das galáxias e dos buracos negros e a natureza da matéria escura. Embora a matéria escura nunca tenha sido detetada, acredita-se que constitua 85% da matéria total do Universo.
Os cientistas envolvidos na colaboração estão ansiosos por melhorar as suas medições utilizando o DESI.
“Qualquer que seja a natureza da energia escura, vai moldar o futuro do nosso universo”, diz Michael Levi, diretor do DESI e cientista do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley. “É notável que possamos olhar para o céu com os nossos telescópios e tentar responder a uma das maiores questões que a humanidade alguma vez colocou.”
Uma nova experiência chamada Spec-S5, ou Stage 5 Spectroscopic Experiment, podia medir mais de 10 vezes mais galáxias do que a DESI para estudar tanto a energia escura como a matéria escura, diz Martini.
“A Spec-S5 usaria telescópios nos hemisférios norte e sul para mapear galáxias em todo o céu”, explica Martini. “Estamos também entusiasmados com a forma como o telescópio Vera Rubin estudará as supernovas e fornecerá um conjunto de dados novos e uniformes para estudar a história da expansão do Universo.”
Outros observatórios espaciais, como o telescópio espacial Euclid e o Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, cujo lançamento está previsto para 2027, também contribuirão com mais medições importantes da matéria escura e da energia escura nos próximos anos, que podem ajudar a preencher as lacunas, diz Jason Rhodes, um cosmólogo observacional do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. Rhodes, que não está envolvido no DESI, é o líder científico do Euclid nos EUA e investigador principal da equipa científica de energia escura do Euclid da NASA.
Rhodes, que considera os resultados intrigantes, afirma que os dados mostram uma tensão ligeira mas persistente entre as medições dos primeiros tempos do universo e as do universo posterior.
“Isto significa que o nosso modelo mais simples de energia escura não permite que o universo primitivo que observamos evolua para o universo tardio que observamos. Os resultados do DESI - e alguns outros resultados recentes - parecem indicar que é preferível um modelo mais complexo de energia escura. Isto é verdadeiramente excitante porque pode significar que uma nova física, desconhecida, governa a evolução do Universo. O DESI deu-nos resultados tentadores que podem indicar que é necessário um novo modelo de cosmologia.”