segunda-feira, 13 de abril de 2026

SAÚDE: Tomar medicamentos fora do prazo é perigoso? Farmacêutica esclarece... Será que vai acontecer alguma coisa? Uma farmacêutica explica se pode, ou não, ser perigoso quando toma medicamentos que já passaram a data de validade. Pode não se aperceber, mas será que é problemático?

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   13/04/2026 

Costuma olhar para o prazo de validade dos medicamentos? Por vezes, pode tomar um que já tinha passado um ou dois meses sem se dar conta. Será que é algo que pode vir a ser perigoso? Uma farmacêutica explica o que pode acontecer se o fizer.

Num vídeo publicado no TikTok, aqui citado pelo agregador de blogues HuffPost, Celia Herráez explicou quais os riscos de tomar medicamentos fora do prazo. A especialista começou por ironizar, mas depois deu algumas dicas sobre o que realmente está em causa.

“O que acontece se tomar um remédio fora do prazo? Morre”, começou por dizer que forma irónica na sua publicação. "Obviamente, não é o caso", continuou ao desmistificar um dos pontos que podem estar na cabeça de muitas pessoas.

Medicamentos fora do prazos: Os riscos que corre

Tal como acontece com os alimentos, os fabricantes de medicamentos são obrigados a definir um prazo de validade para os medicamentos que vendem. A farmacêutica explica que essa margem costuma ser muito grande como forma de segurança. 

"O que os fabricantes fazem é definir uma data bem anterior à data de validade real do medicamento. Dessa forma, o sistema é projetado para oferecer máxima proteção ao consumidor e reduzir os riscos mesmo em situações em que o medicamento é usado além do período recomendado”, continua a especialista na publicação.

O que acontece quando toma um medicamento fora do prazo

Celia Herráez deu um exemplo do dia a dia. Se quiser aliviar uma dor de cabeça e só encontrar um ibuprofeno com um mês, o efeito mais provável será uma redução da eficácia, sem que seja prejudicial ao paciente.

“O pior que pode acontecer, se tiver passado muito tempo, é que o medicamento perca a eficácia. Por outras palavras, o medicamento pode não aliviar os sintomas com a mesma intensidade, mas isso não representaria necessariamente um risco à sua saúde”, explica.

A farmacêutica diz que o fim da data de validade não revela logo que o medicamento possa ser algo perigoso para a sua saúde. Apesar desta indicações, revela ainda que é sempre melhor consumir durante os prazos definidos.

Deve ainda ter em conta à forma como guarda as suas embalagens para evitar que fatores como a temperatura, humidade e exposição à luz solar possam afetar a estabilidade do fármaco. Por outro lado, alguns medicamentos podem ser mais sensíveis do que outros.

Pare de guardar os medicamentos nos armários da casa de banho

Onde é que guarda os medicamentos em casa? Se os armários da casa de banho é um dos espaços que procura, o melhor é pensar duas vezes. A verdade é que existem outros locais mais indicados para fazê-lo.

"A humidade do chuveiro pode infiltrar-se e decompor os medicamentos", revela ao 'website' Health a farmacêutica Shazia Zafar. Desta forma, podem acabar por perder parte da sua eficácia e até ficar estragados antes do fim do prazo de validade.

Por outro lado, se consumir medicamentos alterados devido à humidade, poderá ter outro tipo de problemas, como é o caso de ingestão.

O melhor é sempre procurar um espaço fresco e seco, longe do alcance das crianças. Evite ainda locais perto de janelas ou que sejam demasiado afetados pelo clima no exterior.

Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"... O presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa é "terrível em política externa", aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a "deixar de agradar à esquerda radical".

© Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images      Por LUSA  13/04/2026 

"O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu no domingo à noite (hoje em Lisboa) Donald Trump na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que insta o religioso a "concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", porque "está a prejudicar a Igreja Católica". 

"Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (...). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito Papa "porque era norte-americano, e pensaram que seria a melhor forma de lidar" com o republicano, e instou-o a "estar grato". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou.

"Leão devia dar-se ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", disse o presidente.

"Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA ('Make America Great Again', o lema da campanha de Trump). Ele compreende isso, e o Leão não", acrescentou.

Neste quase primeiro ano de pontificado, embora sempre num tom muito cauteloso, Leão XIV denunciou alguns riscos da política global, lamentou guerras como a do Irão e instou a "garantir a soberania" da Venezuela após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No sábado, no Vaticano, o Papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a "demonstração de força" e "sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação", e embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão.


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O Papa Leão XIV respondeu esta segunda-feira às críticas do presidente Donald Trump, relacionadas com a guerra entre os EUA e Israel no Irão. O Sumo Pontífice reforçou que os apelos do Vaticano à paz e à reconciliação têm as suas raízes no Evangelho e disse não temer a administração Trump.

"Colocar a minha mensagem no mesmo plano que aquilo que o presidente tentou fazer aqui, penso que é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", começou por afirmar à Associated Press a bordo do avião papal, atirando depois: "não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", disse, referindo ainda que não tenciona entrar em debates com o presidente dos EUA.


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Leão XIV inicia, nesta segunda-feira, na Argélia a sua primeira viagem apostólica a África, com passagens pelos Camarões, Angola e Guiné Equatorial, no continente onde mais tem crescido o número de católicos no mundo, segundo o Anuário Pontifício 2026.

Irão executou 1.639 pessoas em 2025, diz ONG... As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, anunciaram hoje duas organizações não-governamentais.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   13/04/2026 

O número de execuções cresceu 68% em relação a 2024 (975 mortas) e inclui 48 mulheres enforcadas, contabilizou no relatório anual conjunto a organização Iran Human Rights (IHR), com base na Noruega, e a organização parisiense Juntos contra a pena de morte (Ensemble contre la peine de mort, ECPM). 

Se a República Islâmica "sobreviver à crise atual, existe um risco sério de que as execuções sejam utilizadas de forma ainda mais intensa como instrumento de opressão e repressão", alerta o relatório.

As duas organizações alertaram também que o recurso à pena capital pelo Irão poderá aumentar devido à guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos.

A IHR --- que exige duas fontes para confirmar execuções, na maioria não divulgadas pelos meios oficiais iranianos --- considera que a estimativa de enforcamentos em 2025 representa um "mínimo".

O número registado corresponde a uma média de mais de quatro execuções por dia.

De acordo com o relatório, o número de execuções é um recorde desde que a IHR começou a fazer este levantamento em 2008 e o mais elevado alguma vez assinalado desde 1989.

As organizações não-governamentais alertam que "centenas de manifestantes detidos continuam a correr o risco de pena de morte e execução" após terem sido acusados de crimes puníveis com a pena capital por terem participado nas manifestações de janeiro de 2026 contra as autoridades.

Essas manifestações foram reprimidas com violência, com organizações de defesa dos direitos humanos a reportar milhares de mortos e a detenção de dezenas de milhares de pessoas.

"Ao semear o medo, realizando uma média de quatro a cinco execuções por dia em 2025, as autoridades tentaram impedir novas manifestações", analisa o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.

Desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, o Irão enforcou sete pessoas relacionadas com as manifestações de janeiro.

"Na República Islâmica, a pena de morte é usada como instrumento político de opressão e repressão, estando as minorias étnicas e outros grupos marginalizados sobrerrepresentados entre os executados", explica, por sua vez, o diretor-geral da associação Juntos contra a pena de morte, Raphaël Chenuil-Hazan.

A minoria curda no oeste e os baluchis no sudeste --- que seguem maioritariamente a vertente sunita do islão em vez da vertente xiita dominante no Irão --- são particularmente visados.

O relatório especifica que quase metade das pessoas executadas em 2025 tinham sido condenadas por infrações relacionadas com drogas.

Pelo menos 48 mulheres foram executadas, o número mais elevado registado em mais de 20 anos, representando um aumento de 55% em relação a 2024 (31 mulheres enforcadas), segundo as ONG.

De acordo com o relatório, 21 dessas mulheres foram executadas por terem morto o marido ou o noivo.


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A Guarda Revolucionária do Irão advertiu hoje que qualquer navio militar que se aproxime do estreito de Ormuz viola o cessar-fogo, na sequência do anúncio dos Estados Unidos de bloquear todo o tráfego marítimo nos portos iranianos.

Magyar vence na Hungria e deixa Europa "ansiosa" e a palpitar. As reações... As reações pela vitória de Péter Magyar nas eleições legislativas não tardaram, com líderes europeus (e nacionais) a felicitar a ida às urnas, que aconteceu de forma massiva, assim como a falar do vencedor, que com os resultados deixou o país a retomar "o seu caminho europeu".

© Ferenc ISZA / AFP via Getty Images.  Notícias ao Minuto com Lusa  

Ainda Péter Magyar não tinha discursado e proclamado que a Hungria tinha sido "libertada" com as eleições deste domingo, que 'destronaram' Vikto Orbán após 16 anos no cargo, e já as reações a felicitar o novo primeiro-ministro surgiam.

Por cá, o Presidente da República, António José Seguro, começou por saudar "o povo húngaro pela elevada participação nas recentes eleições, expressão clara do compromisso cívico e da vitalidade democrática da Hungria". 

"Felicita igualmente o vencedor do ato eleitoral, Peter Magyar, desejando que o seu mandato corresponda a um firme compromisso com os valores fundamentais que unem os povos europeus: o respeito pelo projeto europeu, a promoção da paz e a observância do direito internacional", escreveu Seguro.

Da parte do Governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou Magyar, escrevendo: "Que esta nova etapa, fundada numa ampla participação democrática, permita um trabalho conjunto em prol do projeto europeu e dos seus valores e princípios fundamentais."

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros, pasta tutelada por Paulo Rangel recorreu à rede social X (antigo Twitter), para felicitar não só o candidato vencedor, como também sublinhar a "enorme participação eleitoral - uma lição de democracia."

O Partido Socialista emitiu uma nota na qual considera que o resultado das eleições legislativas húngaras representa um momento "de grande alcance" para a Hungria e para a União Europeia (UE), com a rejeição das práticas que fragilizam a democracia.

Como reagiu a Europa? 

De Portugal para o coração da Europa, também houve reações, nomeadamente, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que diz estar "ansioso" por trabalhar com Magyar.

"O povo pronunciou-se - e a sua vontade é clara", escreveu o presidente do Conselho Europeu na rede social X.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apontou que a "Hungria escolheu a Europa". "Esta noite, o coração da Europa bate um pouco mais rápido na Hungria", afirmou Úrsula Von der Leyen, considerando que, com esta votação, o país "retomou o seu caminho europeu".

Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que recordou que "o lugar da Hungria está no coração da Europa".

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Peter Magyar e a partido Tisza pela "sua vitória esmagadora". "Estamos prontos para encontros e um trabalho conjunto construtivo no interesse das duas nações, bem como para a paz, a segurança e a estabilidade na Europa", escreveu Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou nas redes sociais uma fotografia sua com Magyar, a quem telefonou para felicitar pela vitória. "A França celebra esta vitória, que representa um triunfo da participação democrática, do compromisso do povo húngaro com os valores da União Europeia e do lugar da Hungria na Europa", assinalou Macron, desejando que juntos consigam construir "uma Europa mais soberana, pela segurança do continente, pela competitividade e pela democracia".

Na mesma linha, o chanceler alemão, Friedrich Merz, transmitiu as suas "sinceras felicitações" a Magyar: "Espero trabalhar consigo. Vamos unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida."

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por seu lado, congratulou-se com a vitória de Péter Magyar e do seu partido, o Tisza, e afirmou que "hoje vence a Europa e os valores europeus".

Sánchez, na sua conta da rede social X, felicitou "todos os cidadãos húngaros por estas eleições históricas" e disse estar "ansioso por trabalhar em conjunto" com o novo líder húngaro "por um futuro melhor para todos os europeus".

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, felicitou Magyar dizendo que se trata de "um momento histórico, não só para a Hungria, mas também para a democracia europeia" e que está "ansioso" por trabalhar com o novo primeiro-ministro húngaro "em prol da segurança e da prosperidade dos dois países".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a "clara vitória eleitoral" de Magyar nas eleições legislativas frente ao primeiro-ministro cessante, Viktor Orbán, "amigo" a quem agradeceu pela sua "colaboração". "A Itália e a Hungria são nações unidas por um profundo laço de amizade e estou certa de que continuaremos a colaborar de forma construtiva no interesse dos nossos povos e a enfrentar os desafios comuns a nível europeu e internacional", acrescentou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, comemorou a vitória do partido da oposição Tisza, do conservador Péter Magyar, nas eleições legislativas húngaras, e afirmou que o país optou por deixar de olhar para Moscovo e "voltar a olhar para o Ocidente".

Já o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, saudou "uma vitória gloriosa" de Peter Magyar. "Hungria, Polónia, Europa novamente reunidas! Vitória gloriosa, caros amigos!", escreveu Tusk na plataforma X em inglês, acrescentando em húngaro: "Ruszkik haza!" (Russos, voltem para casa!).

Da Suécia, o primeiro-ministro Ulf Kristersson destacou a vitória "histórica" do partido de Magyar, apontando que "é um novo capítulo na história da Hungria".

O primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, destacou também a "eleição histórica" por "uma Hungria livre e forte" no seio de uma "Europa unida" e "rejeitou as forças que ignoram os seus interesses".

Também a primeira-ministra da Letónia, Evika Silina, felicitou Magyar pela sua "vitória histórica". "Espero trabalhar consigo em prol dos valores e interesses europeus comuns", afirmou.

A completar o trio báltico, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, destacou a "grande vitória da Europa". "Parabéns a Péter Magyar. Há muitas coisas que poderíamos e deveríamos fazer em prol da democracia, da justiça e da paz", afirmou.

Também se juntaram às felicitações o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic e o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.


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O candidato da oposição húngara Peter Magyar, que venceu as eleições legislativas deste domingo, disse que o seu partido libertou a Hungria, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.

domingo, 12 de abril de 2026

Trump diz que Reino Unido ajudará na desminagem do Estreito de Ormuz... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o Reino Unido, como outros países, vão ajudar nas tarefas de desminagem do Estreito de Ormuz, que ameaçou bloquear com recurso à marinha norte-americana.

© REUTERS/Kevin Lamarque. Por LUSA  12/04/2026

"Contamos com draga-minas de última geração, os mais modernos e avançados, mas também estamos a usar caça-minas mais tradicionais. Pelo que entendo, o Reino Unido e um par de outros países vão enviar" esses navios, declarou Trump, em entrevista à Fox News.

O Governo do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, criticado por Trump por não se envolver na reabertura do estreito, na sequência da ofensiva israelo-norte-americana ao Irão, não confirmou a participação nestas ações.

O Presidente dos Estados Unidos anunciou que a marinha pode bloquear "imediatamente" o estreito e a sua desminagem, após as negociações de paz no Paquistão, entre Teerão e Washington, terem acabado hoje sem acordo firmado.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã sugeriu a Irão e Estados Unidos que consigam fazer "concessões dolorosas" para avançar as negociações, apelando a "uma prorrogação do cessar-fogo".

Antes da comunicação de Trump, o sultão de Omã, Haitham bin Tarik al Said, conversou com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, com este último a instar os Estados Unidos e o Irão a "encontrarem uma solução" e a evitarem qualquer escalada significativa do conflito.

Ambos abordaram as conversações de paz entre Washington e Teerão e concordaram que é vital que o cessar-fogo se mantenha e que todas as partes evitem qualquer escalada, referiu o gabinete de Starmer, em comunicado.

O sultão de Omã atualizou Starmer sobre a situação no estreito de Ormuz, tendo o líder britânico agradecido os esforços de Omã para resgatar os marinheiros dos navios em perigo na região.

Um dos principais pontos de discórdia entre Teerão e Washington é em torno do estreito de Ormuz.

Uma das condições que Teerão levou para as negociações em Islamabad foi a da manutenção do controlo do estreito e cobrança de taxas à navegação, a dividir com Omã, na outra margem de Ormuz.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como são os casos da China e da índia.

Trump justificou a decisão em torno do estreito com a intransigência de Teerão em abandonar as suas ambições nucleares, ainda que as discussões no Paquistão tenham corrido bem e que "a maioria dos pontos" tenham sido "objeto de um acordo".

"A partir de agora, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, dará início ao processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do estreito de Ormuz", escreveu na sua rede social, a respeito da via marítima estratégica por onde transita um quinto do petróleo bruto mundial e que se situa entre o Irão e o sultanato de Omã.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu hoje por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.


Leia Também: Guarda Revolucionária ameaça inimigos com "turbilhão mortal" em Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje ter o controlo total do tráfego no Estreito de Ormuz e ameaçou prender os seus inimigos num "turbilhão mortal", após declarações dos Estados Unidos (EUA).

Emirados dizem que Estreito de Ormuz não é propriedade de Teerão... O Estreito de Ormuz "nunca foi propriedade do Irão para que eles possam fechá-lo ou restringir a navegação", declarou hoje o ministro da Indústria e Tecnologia dos Emirados Árabes Unidos, Sultan Al Jaber.

Por  LUSA 

"O Estreito de Ormuz nunca foi propriedade do Irão para que eles possam fechá-lo ou restringir a navegação", pode ler-se numa mensagem publicada hoje por Al Jaber na rede social 'X' (antigo Twitter).

O ministro dos emirados notou que qualquer intenção de o bloquear "não é meramente uma questão regional, mas também a interrupção de uma artéria económica mundial vital e uma ameaça direta à segurança energética, alimentária e sanitária de todas as nações", num comportamento "ilegal, perigoso e inaceitável", que o mundo "não pode tolerar nem permitir".

Segundo o governante, desde 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra contra o Irão, pelo menos 22 navios foram atacados, 10 tripulantes morreram e 20 mil marinheiros estão sem poder navegar em segurança, com 800 outros navios parados, incluindo 400 petroleiros.

As críticas de Al Jaber surgem no dia em que foi o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a dizer que a marinha do seu país pode iniciar "imediatamente" um bloqueio de entradas e saídas de navios no Estreito, após o fim, sem acordo, das conversações com o Irão.

"Instruí a nossa marinha para procurar intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagens ao Irão. Ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar", declarou hoje Donald Trump, citado pela Associated Press (AP).

Trump disse ainda que os Estados Unidos estavam prontos para acabar com o Irão no "momento apropriado", sublinhando que as ambições nucleares de Teerão estavam no cerne do fracasso em terminar a guerra.

As negociações presenciais terminaram hoje de madrugada (em Lisboa), após 21 horas, deixando em dúvida um frágil cessar-fogo de duas semanas.

As autoridades norte-americanas disseram que as negociações falharam devido ao que descreveram como a recusa do Irão em comprometer-se a abandonar o caminho para uma arma nuclear, enquanto as autoridades iranianas culparam os Estados Unidos pelo fracasso das negociações, sem especificar os pontos de discórdia.

Nenhum dos lados indicou o que acontecerá após o fim do cessar-fogo de 14 dias, a 22 de abril, e os mediadores paquistaneses instaram todas as partes a mantê-lo.

Desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra, a 28 de fevereiro, pelo menos 3.000 pessoas morreram no Irão, 2.020 no Líbano, 23 em Israel e mais de uma dúzia em estados árabes do Golfo, além de terem causado danos duradouros nas infraestruturas em vários países do Médio Oriente.

O controlo do Irão sobre o Estreito de Ormuz isolou em grande parte o Golfo Pérsico e as suas exportações de petróleo e gás da economia global, fazendo disparar os preços da energia.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou que o seu país vai tentar facilitar um novo diálogo entre o Irão e os EUA nos próximos dias.


Leia Também: Trump ameaça impor tarifas de 50% à China caso dê apoio militar a Teerão

O Presidente norte-americano ameaçou hoje impor tarifas de 50% sobre os produtos provenientes da China, caso Pequim preste ajuda militar ao Irão na guerra no Médio Oriente.


Trump anuncia que EUA vão bloquear Estreito de Ormuz: "Todos os navios"... O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou, "com efeito imediato", o bloqueio de todos os navios no Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações de paz com o Irão.

Por LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou este domingo que o país vai bloquear "todos os navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", após o fracasso das negociações para um acordo de paz entre Washington e Teerão, em Islamabad, no Paquistão.

"Com efeito imediato, a Marinha dos Estados Unidos, a melhor do mundo, iniciará o processo de bloqueio de todos os navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", escreveu na rede social Truth Social.

"A dada altura, chegaremos a um ponto em que todos poderão entrar e sair livremente, mas o Irão não permitiu que isso acontecesse simplesmente dizendo: 'Pode haver uma mina por aí algures', da qual ninguém sabe, excepto eles", atirou.

Para o presidente norte-americano, a ameaça iraniana é "extorsão mundial" e "os líderes dos países, especialmente os Estados Unidos da América, nunca serão extorquidos". 

Além disso, Trump disse ter instruído a Marinha norte-americana a "procurar e intercetar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago portagem ao Irão", defendendo que "ninguém que pague uma portagem ilegal terá passagem segura em alto-mar". 

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, deu por terminadas as negociações entre Washington e Teerão, sem acordo de paz, depois de os iranianos se recusarem a aceitar as condições americanas de não desenvolverem uma arma nuclear.

"A verdade é que precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear", disse Vance aos jornalistas, numa breve conferência de imprensa em Islamabad.

Segundo a Irib, a televisão estatal iraniana, foram as "exigências irracionais" dos Estados Unidos que levaram ao fracasso das negociações.

"A delegação iraniana negociou incansavelmente e de forma intensiva durante 21 horas para defender os interesses nacionais do povo iraniano. Apesar de várias iniciativas da parte [iraniana], as exigências irrazoáveis da parte americana impediram que as negociações avançassem. As negociações chegaram, portanto, ao fim", anunciou a Irib na rede de mensagens Telegram.

Já o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que liderou as delegações do seu país nas negociações com os Estados Unidos, no Paquistão, afirmou este domingo que Washington "não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana".

Numa publicação, na rede social X, o responsável garantiu que a delegação iraniana tinha "boa-fé e a vontade necessárias" para resolver o conflito, "mas, devido às experiências das duas guerras anteriores", não confia no lado oposto.

"Os meus colegas da delegação iraniana apresentaram iniciativas promissoras, mas o lado oposto, em última análise, não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta ronda de negociações", frisou.

"Os Estados Unidos compreenderam a nossa lógica e os nossos princípios, e agora é tempo de decidirem se podem ou não merecer a nossa confiança", acrescentou.