segunda-feira, 13 de abril de 2026

PASSAGEIROS ENFRENTAM MAIS DE 14 HORAS SEM ASSISTÊNCIA APÓS PIROGA PERDER ROTA ENTRE BOLAMA E BISSAU

RSM 13 04 2026

A travessia que deveria ser rotineira entre Bolama e Bissau transformou-se em horas de angústia e incerteza para mais de 100 pessoas, incluindo 30 crianças e uma mulher grávida, a bordo de uma piroga que ficou à deriva no mar por mais de 14 horas.

A embarcação, que partiu por volta das 13 horas de Bolama para Bissau , perdeu a rota ainda durante a tarde e acabou encalhada numa zona de ‟bancos‟ de areia, deixando homens, mulheres e crianças expostos ao sol e ao frio, sem água suficiente e sem meios imediatos de socorro.

O nosso correspondente em Bolama, Kevim Marvel de Sá Sí, que estava a bordo da piroga, relatou que o incidente ocorreu porque o piloto não dispunha de GPS. Segundo ele, a embarcação ficou imobilizada na zona do ilhéu de Arca desde a tarde. Por volta das 15 horas, a Capitania foi informada e prometeu enviar ajuda de imediato, mas o socorro só chegou na manhã seguinte, por volta das 9 horas.

O impacto mais severo foi sentido pelas crianças, que começaram a sofrer com a falta de água e alimentação. Em meio ao desespero crescente, a sobrevivência momentânea do grupo dependeu da solidariedade improvisada de uma passageira que transportava abóboras para venda em Bissau e que partilhou alimentos, amenizando uma situação que já se tornava crítica.

“O que assegurou a alimentação das pessoas foram mangas cruas e alguns peixes, mas isso não foi suficiente. A situação piorou com a chegada da noite, quando algumas crianças começaram a entrar em pânico, pois só se ouviam os sons do vento e fazia muito frio. A maioria dessas crianças estava a viajar de piroga pela primeira vez”, explicou.

Apesar de o serviço da Capitania ter sido acionado ainda na tarde do incidente, o socorro só chegou na manhã seguinte, após cerca de 15 horas de espera. 

Já na chegada a Bissau, não havia uma equipa médica de resposta rápida para avaliar o estado físico e psicológico dos passageiros.

A demora levanta questionamentos sobre a capacidade de resposta das autoridades marítimas em situações de emergência, sobretudo em rotas frequentemente utilizadas pela população.

Segundo testemunhos, durante a travessia, um passageiro caiu à água e começou a perder forças, mas foi prontamente socorrido por outro passageiro. No momento, tanto o proprietário da piroga, como o capitão e o marinheiro estavam presentes e prestavam assistência dentro da embarcação.

O episódio evidencia a fragilidade das condições de transporte marítimo no país, onde viagens comuns podem rapidamente transformar-se em situações de risco.

O desfecho, felizmente, não terminou em tragédia. A piroga chegou ao porto de Bissau com todos os passageiros sãos e salvos.

Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano... A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão.

Por LUSA 

"Essa proposta foi feita pelo presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.

As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram Islamabad no domingo sem acordo, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Os EUA anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Irão a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta de EUA e Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.

A ofensiva israelo-americana foi retaliada pelo Irão com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.


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Os testes integram a terceira de quatro fases do processo de certificação e destinam-se a avaliar a segurança do modelo através de voos adicionais exigidos pelo regulador europeu, de acordo com fontes citadas pelo jornal.

Trump aparece como Jesus Cristo em imagem gerada por IA... Na fotografia gerada por Inteligência Artificial (IA), o Presidente norte-americano aparece vestido com roupa branca e um manto vermelho sobre as costas, ao pé de doentes, trabalhadores e militares norte-americanos

Por  SIC Notícias

Donald Trump publicou uma fotografia gerada por Inteligência Artificial em que se assemelha a Jesus Cristo. Uma publicação que surge depois de ter acusado o Papa Leão XIV de ser "terrível" e apoiar o crime.

Na fotografia, o Presidente norte-americano aparece vestido com roupa branca e um manto vermelho sobre as costas, ao pé de doentes, trabalhadores e militares norte-americanos.

A imagem associa Donald Trump a poderes de cura divinos.

Forças Armadas iranianas condenam bloqueio americano de Ormuz como pirataria... O Irão condenou o bloqueio naval dos Estados Unidos ao estreito de Ormuz, com início previsto para hoje, como um ato de pirataria, ameaçando que nenhum porto no Golfo Pérsico estará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   13/04/2026 

"As restrições impostas pelos Estados Unidos, um país criminoso, à navegação e ao trânsito marítimo em águas internacionais são ilegais e constituem um ato de pirataria", declarou o segundo o porta-voz do Comando Central, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, em declarações divulgadas pelos meios de comunicação estatais. 

"Se a segurança dos portos da República Islâmica nas águas do Golfo Pérsico e do Mar Arábico estiver ameaçada, nenhum porto no Golfo Pérsico e no Mar Arábico estará seguro", segundo o porta-voz do Comando Central.

Zolfaghari reiterou que Teerão continuará a "impor firmemente um mecanismo de controlo permanente para o Estreito de Ormuz", segundo o qual não permitirá a passagem de "embarcações ligadas ao inimigo".

"Outras embarcações, que respeitem as normas estabelecidas pelas Forças Armadas iranianas, poderão ainda atravessar o estreito", assegurou.

Os Estados Unidos anunciaram no domingo que iriam começar a bloquear todo o tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos a partir de hoje às 14h00 GMT (15h00 em Lisboa).

"O bloqueio será aplicado de forma imparcial às embarcações de todas as nações que entrem ou saiam dos portos e áreas costeiras iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã", afirmou o Comando Central (CENTCOM) do EUA.

O anúncio do CENTCOM surgiu depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter dito que os EUA iriam bloquear o Estreito de Ormuz e ter acusado o Irão de manter as suas "ambições nucleares", após as conversações de paz no Paquistão, durante o fim de semana, terminarem sem um acordo.

O Irão mantém encerrada esta via navegável estratégica, por onde passa um quinto do petróleo mundial, em retaliação pela ofensiva conjunta dos EUA e de Israel lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica.


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O Presidente de Taiwan, William Lai, viajará na próxima semana para Essuatíni (antiga Suazilândia), na sua primeira visita ao único aliado diplomático de Taipé em África desde que tomou posse, em maio de 2024, anunciaram hoje fontes oficiais.

Doença do beijo. A infeção viral que pode durar até 4 semanas... No Dia do Beijo, que se assinala esta segunda-feira, 13 de abril, damos a conhecer a doença do beijo, o nome que se dá também à mononucleose infeciosa. Perceba mais sobre os sintomas, as formas de transmissão e o tratamento.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   13/04/2026 

Já ouviu falar de mononucleose infeciosa? E lhe dissermos que é o mesmo que a doença do beijo? Por aqui já pode ter ouvido qualquer coisa. Trata-se de uma doença infeciosa que pode demorar até quatro semanas a passar.

Neste Dia do Beijo, que se assinala esta segunda-feira, 13 de abril, explicamos melhor sobre esta condição comum que pode ser facilmente transmitida. Acaba por ser confundida por outras doenças e importa perceber como se distingue de outros problemas de saúde.

O que é a doença do beijo?

“A mononucleose infeciosa, vulgarmente conhecida como a doença do beijo, é uma infeção viral causada pelo vírus Epstein-Barr. Este vírus encontra-se na saliva e orofaringe das pessoas infetadas e é transmissível principalmente através do contacto próximo, como o beijo”, começa por dizer o website do SNS24.

De acordo com o website do grupo Lusíadas Saúde, é por esse mesmo motivo que acaba por ser assim tratada. “É vulgarmente conhecida por doença do beijo, por uma razão simples: a transmissão dá-se através do contato íntimo com as secreções corporais, como a saliva, sendo raras as transmissões por via genital ou sanguínea.”

Os sintomas podem ser idênticos a um gripe ou constipação, como febre, fadiga, dor de garganta, náuseas e mialgias. “A par destes sintomas, podem aparecer outros. Ocasionalmente, o envolvimento do fígado e do baço pode gerar sintomas menos frequentes como a dor abdominal e icterícia e algumas complicações do sistema nervoso central poderão ocorrer, mas de forma muito rara”, revela o Lusíadas.

Acaba por ser uma doença rara em pessoas acima dos 30 anos. Revelam que o pico desta infeção é atingido entre os 15 e os 25 anos. Também pessoas com doenças crónicas estão mais em risco de a apanhar.

O diagnóstico e a prevenção

“O diagnóstico da mononucleose é feito perante um quadro clínico característico e através de análise ao sangue que demonstre linfocitose (aumento dos linfócitos) e elevação das enzimas hepáticas.”

“O diagnóstico definitivo é feito através da pesquisa dos anticorpos dirigidos ao EBV. O exame confirmatório da presença da infeção - e aquele que é mais comum e simples de realizar - é o monoteste, um teste para pesquisa de anticorpos IgM (que significam uma infeção recente). Quando positivo, este teste permite diagnosticar a doença”, continua o Lusíadas.

Evitar o contacto com uma pessoa infetada é a melhor forma de prevenir o contágio. Por outro lado, deve partilhar comida, bebida, pratos, copos e talheres. Beijar pessoas desconhecidas é outra das formas de proteger-se. Deve ainda manter uma etiqueta respiratória e lavar as mãos depois de assoar, tossir ou espirrar.

“Habitualmente não é grave, mas a infeção pode durar entre 1 e 4 semanas e, por isso pode implicar períodos longos de ausência ao trabalho ou escola. As complicações graves existem, mas são raras”, continua o website do SNS24.

O tratamento

O tratamento da doença do beijo não é feito através de uma vacina, já que é algo que não existe. “Não há nenhum medicamento específico para o tratamento da doença, mas podem ser administrados diferentes medicamentos para melhorar os sintomas da infeção.”

Deve ainda ser feito repouso, beber muitos líquidos e evitar a prática desportiva, se for algo que implique contacto físico. O isolamento acaba por não ser algo necessário, mas devem ser tomadas algumas medidas para evitar o contágio.

Artemis II. Elegemos as melhores fotografias da missão lunar... A missão Artemis II regressou à Terra no final da semana passada e, com a tripulação já em segurança, decidimos olhar para as imagens partilhadas pela NASA ao longo da última semana para criar o derradeiro álbum de fotografias desta missão lunar.

© NASA   noticiasaominuto.com 13/04/2026 

Depois de vários dias de acompanhamento atento, a NASA deu como concluída a missão Artemis II este fim de semana com a chegada em segurança à Terra da tripulação composta por Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen. 

A viagem terminou ao final da tarde de sexta-feira, dia 10, na costa oeste dos EUA e, com os astronautas já em terra firme, podemos agora olhar para os dez dias da missão Artemis II para vermos fotografias da Terra e da Lua que estão entre as melhores alguma vez captadas na história da exploração espacial.

Foi por isso que decidimos ir até às contas da NASA nas redes sociais e na plataforma Flickr para selecionar as melhores imagens desta mais recente viagem à Lua - a primeira em mais de 50 anos e que levou os astronautas a estabelecerem um novo recorde para maior distância do nosso planeta.

Entretanto, é importante sublinhar que a Artemis II é apenas um passo nos planos mais ambiciosos da NASA. Acontece que, uma vez concluída com sucesso, a Artemis II abre portas para voltar a colocar seres humanos na superfície da Lua. Este objetivo só deverá ser cumprido em 2028, com a missão Artemis IV.

No próximo ano, em 2027, a NASA prevê lançar a missão Artemis que, apesar de não ter como objetivo chegar à Lua, pretende testar alguns dos sistemas e equipamentos que serão usados pelos astronautas no ano seguinte.

Enquanto espera por este momento, convidamo-lo a admirar as melhores fotografias captadas pela missão Artemis II.

SAÚDE: Tomar medicamentos fora do prazo é perigoso? Farmacêutica esclarece... Será que vai acontecer alguma coisa? Uma farmacêutica explica se pode, ou não, ser perigoso quando toma medicamentos que já passaram a data de validade. Pode não se aperceber, mas será que é problemático?

© Shutterstock    noticiasaominuto.com   13/04/2026 

Costuma olhar para o prazo de validade dos medicamentos? Por vezes, pode tomar um que já tinha passado um ou dois meses sem se dar conta. Será que é algo que pode vir a ser perigoso? Uma farmacêutica explica o que pode acontecer se o fizer.

Num vídeo publicado no TikTok, aqui citado pelo agregador de blogues HuffPost, Celia Herráez explicou quais os riscos de tomar medicamentos fora do prazo. A especialista começou por ironizar, mas depois deu algumas dicas sobre o que realmente está em causa.

“O que acontece se tomar um remédio fora do prazo? Morre”, começou por dizer que forma irónica na sua publicação. "Obviamente, não é o caso", continuou ao desmistificar um dos pontos que podem estar na cabeça de muitas pessoas.

Medicamentos fora do prazos: Os riscos que corre

Tal como acontece com os alimentos, os fabricantes de medicamentos são obrigados a definir um prazo de validade para os medicamentos que vendem. A farmacêutica explica que essa margem costuma ser muito grande como forma de segurança. 

"O que os fabricantes fazem é definir uma data bem anterior à data de validade real do medicamento. Dessa forma, o sistema é projetado para oferecer máxima proteção ao consumidor e reduzir os riscos mesmo em situações em que o medicamento é usado além do período recomendado”, continua a especialista na publicação.

O que acontece quando toma um medicamento fora do prazo

Celia Herráez deu um exemplo do dia a dia. Se quiser aliviar uma dor de cabeça e só encontrar um ibuprofeno com um mês, o efeito mais provável será uma redução da eficácia, sem que seja prejudicial ao paciente.

“O pior que pode acontecer, se tiver passado muito tempo, é que o medicamento perca a eficácia. Por outras palavras, o medicamento pode não aliviar os sintomas com a mesma intensidade, mas isso não representaria necessariamente um risco à sua saúde”, explica.

A farmacêutica diz que o fim da data de validade não revela logo que o medicamento possa ser algo perigoso para a sua saúde. Apesar desta indicações, revela ainda que é sempre melhor consumir durante os prazos definidos.

Deve ainda ter em conta à forma como guarda as suas embalagens para evitar que fatores como a temperatura, humidade e exposição à luz solar possam afetar a estabilidade do fármaco. Por outro lado, alguns medicamentos podem ser mais sensíveis do que outros.

Pare de guardar os medicamentos nos armários da casa de banho

Onde é que guarda os medicamentos em casa? Se os armários da casa de banho é um dos espaços que procura, o melhor é pensar duas vezes. A verdade é que existem outros locais mais indicados para fazê-lo.

"A humidade do chuveiro pode infiltrar-se e decompor os medicamentos", revela ao 'website' Health a farmacêutica Shazia Zafar. Desta forma, podem acabar por perder parte da sua eficácia e até ficar estragados antes do fim do prazo de validade.

Por outro lado, se consumir medicamentos alterados devido à humidade, poderá ter outro tipo de problemas, como é o caso de ingestão.

O melhor é sempre procurar um espaço fresco e seco, longe do alcance das crianças. Evite ainda locais perto de janelas ou que sejam demasiado afetados pelo clima no exterior.

Trump ataca Papa Leão XIV após ser criticado: "Fraco" e "péssimo"... O presidente dos Estados Unidos afirmou que o papa é "terrível em política externa", aludindo às críticas de Leão XIV sobre o Irão e a Venezuela, e instou-o a "deixar de agradar à esquerda radical".

© Alessandra Benedetti - Corbis/Corbis via Getty Images      Por LUSA  13/04/2026 

"O Papa Leão é FRACO em relação ao crime e péssimo em política externa", escreveu no domingo à noite (hoje em Lisboa) Donald Trump na rede Truth Social, da qual é proprietário, numa longa mensagem em que insta o religioso a "concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", porque "está a prejudicar a Igreja Católica". 

"Não quero um Papa que ache que está bem o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela (...). E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito", declarou.

Além disso, Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito Papa "porque era norte-americano, e pensaram que seria a melhor forma de lidar" com o republicano, e instou-o a "estar grato". "Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou.

"Leão devia dar-se ao trabalho de ser Papa, usar o bom senso, deixar de agradar à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político", disse o presidente.

"Prefiro muito mais o seu irmão, Louis, do que ele, porque Louis é totalmente MAGA ('Make America Great Again', o lema da campanha de Trump). Ele compreende isso, e o Leão não", acrescentou.

Neste quase primeiro ano de pontificado, embora sempre num tom muito cauteloso, Leão XIV denunciou alguns riscos da política global, lamentou guerras como a do Irão e instou a "garantir a soberania" da Venezuela após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

No sábado, no Vaticano, o Papa apelou aos governantes do mundo para conterem toda a "demonstração de força" e "sentarem-se à mesa do diálogo e da mediação", e embora não tenha mencionado casos concretos, essa mensagem coincidiu com as negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Paquistão.


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O Papa Leão XIV respondeu esta segunda-feira às críticas do presidente Donald Trump, relacionadas com a guerra entre os EUA e Israel no Irão. O Sumo Pontífice reforçou que os apelos do Vaticano à paz e à reconciliação têm as suas raízes no Evangelho e disse não temer a administração Trump.

"Colocar a minha mensagem no mesmo plano que aquilo que o presidente tentou fazer aqui, penso que é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", começou por afirmar à Associated Press a bordo do avião papal, atirando depois: "não tenho medo da administração Trump". 

"Lamento, mas vou continuar a fazer o que acredito ser a missão da Igreja no mundo de hoje", disse, referindo ainda que não tenciona entrar em debates com o presidente dos EUA.


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Leão XIV inicia, nesta segunda-feira, na Argélia a sua primeira viagem apostólica a África, com passagens pelos Camarões, Angola e Guiné Equatorial, no continente onde mais tem crescido o número de católicos no mundo, segundo o Anuário Pontifício 2026.

Irão executou 1.639 pessoas em 2025, diz ONG... As autoridades iranianas executaram pelo menos 1.639 pessoas em 2025, um recorde desde 1989, anunciaram hoje duas organizações não-governamentais.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   13/04/2026 

O número de execuções cresceu 68% em relação a 2024 (975 mortas) e inclui 48 mulheres enforcadas, contabilizou no relatório anual conjunto a organização Iran Human Rights (IHR), com base na Noruega, e a organização parisiense Juntos contra a pena de morte (Ensemble contre la peine de mort, ECPM). 

Se a República Islâmica "sobreviver à crise atual, existe um risco sério de que as execuções sejam utilizadas de forma ainda mais intensa como instrumento de opressão e repressão", alerta o relatório.

As duas organizações alertaram também que o recurso à pena capital pelo Irão poderá aumentar devido à guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos.

A IHR --- que exige duas fontes para confirmar execuções, na maioria não divulgadas pelos meios oficiais iranianos --- considera que a estimativa de enforcamentos em 2025 representa um "mínimo".

O número registado corresponde a uma média de mais de quatro execuções por dia.

De acordo com o relatório, o número de execuções é um recorde desde que a IHR começou a fazer este levantamento em 2008 e o mais elevado alguma vez assinalado desde 1989.

As organizações não-governamentais alertam que "centenas de manifestantes detidos continuam a correr o risco de pena de morte e execução" após terem sido acusados de crimes puníveis com a pena capital por terem participado nas manifestações de janeiro de 2026 contra as autoridades.

Essas manifestações foram reprimidas com violência, com organizações de defesa dos direitos humanos a reportar milhares de mortos e a detenção de dezenas de milhares de pessoas.

"Ao semear o medo, realizando uma média de quatro a cinco execuções por dia em 2025, as autoridades tentaram impedir novas manifestações", analisa o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.

Desde o início da guerra desencadeada por Israel e os Estados Unidos, a 28 de fevereiro, o Irão enforcou sete pessoas relacionadas com as manifestações de janeiro.

"Na República Islâmica, a pena de morte é usada como instrumento político de opressão e repressão, estando as minorias étnicas e outros grupos marginalizados sobrerrepresentados entre os executados", explica, por sua vez, o diretor-geral da associação Juntos contra a pena de morte, Raphaël Chenuil-Hazan.

A minoria curda no oeste e os baluchis no sudeste --- que seguem maioritariamente a vertente sunita do islão em vez da vertente xiita dominante no Irão --- são particularmente visados.

O relatório especifica que quase metade das pessoas executadas em 2025 tinham sido condenadas por infrações relacionadas com drogas.

Pelo menos 48 mulheres foram executadas, o número mais elevado registado em mais de 20 anos, representando um aumento de 55% em relação a 2024 (31 mulheres enforcadas), segundo as ONG.

De acordo com o relatório, 21 dessas mulheres foram executadas por terem morto o marido ou o noivo.


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A Guarda Revolucionária do Irão advertiu hoje que qualquer navio militar que se aproxime do estreito de Ormuz viola o cessar-fogo, na sequência do anúncio dos Estados Unidos de bloquear todo o tráfego marítimo nos portos iranianos.

Magyar vence na Hungria e deixa Europa "ansiosa" e a palpitar. As reações... As reações pela vitória de Péter Magyar nas eleições legislativas não tardaram, com líderes europeus (e nacionais) a felicitar a ida às urnas, que aconteceu de forma massiva, assim como a falar do vencedor, que com os resultados deixou o país a retomar "o seu caminho europeu".

© Ferenc ISZA / AFP via Getty Images.  Notícias ao Minuto com Lusa  

Ainda Péter Magyar não tinha discursado e proclamado que a Hungria tinha sido "libertada" com as eleições deste domingo, que 'destronaram' Vikto Orbán após 16 anos no cargo, e já as reações a felicitar o novo primeiro-ministro surgiam.

Por cá, o Presidente da República, António José Seguro, começou por saudar "o povo húngaro pela elevada participação nas recentes eleições, expressão clara do compromisso cívico e da vitalidade democrática da Hungria". 

"Felicita igualmente o vencedor do ato eleitoral, Peter Magyar, desejando que o seu mandato corresponda a um firme compromisso com os valores fundamentais que unem os povos europeus: o respeito pelo projeto europeu, a promoção da paz e a observância do direito internacional", escreveu Seguro.

Da parte do Governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, felicitou Magyar, escrevendo: "Que esta nova etapa, fundada numa ampla participação democrática, permita um trabalho conjunto em prol do projeto europeu e dos seus valores e princípios fundamentais."

Também o Ministério dos Negócios Estrangeiros, pasta tutelada por Paulo Rangel recorreu à rede social X (antigo Twitter), para felicitar não só o candidato vencedor, como também sublinhar a "enorme participação eleitoral - uma lição de democracia."

O Partido Socialista emitiu uma nota na qual considera que o resultado das eleições legislativas húngaras representa um momento "de grande alcance" para a Hungria e para a União Europeia (UE), com a rejeição das práticas que fragilizam a democracia.

Como reagiu a Europa? 

De Portugal para o coração da Europa, também houve reações, nomeadamente, do presidente do Conselho Europeu, António Costa, que diz estar "ansioso" por trabalhar com Magyar.

"O povo pronunciou-se - e a sua vontade é clara", escreveu o presidente do Conselho Europeu na rede social X.

Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, apontou que a "Hungria escolheu a Europa". "Esta noite, o coração da Europa bate um pouco mais rápido na Hungria", afirmou Úrsula Von der Leyen, considerando que, com esta votação, o país "retomou o seu caminho europeu".

Já a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, que recordou que "o lugar da Hungria está no coração da Europa".

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, parabenizou Peter Magyar e a partido Tisza pela "sua vitória esmagadora". "Estamos prontos para encontros e um trabalho conjunto construtivo no interesse das duas nações, bem como para a paz, a segurança e a estabilidade na Europa", escreveu Zelensky numa mensagem divulgada nas redes sociais.

O presidente francês, Emmanuel Macron, publicou nas redes sociais uma fotografia sua com Magyar, a quem telefonou para felicitar pela vitória. "A França celebra esta vitória, que representa um triunfo da participação democrática, do compromisso do povo húngaro com os valores da União Europeia e do lugar da Hungria na Europa", assinalou Macron, desejando que juntos consigam construir "uma Europa mais soberana, pela segurança do continente, pela competitividade e pela democracia".

Na mesma linha, o chanceler alemão, Friedrich Merz, transmitiu as suas "sinceras felicitações" a Magyar: "Espero trabalhar consigo. Vamos unir forças por uma Europa forte, segura e, acima de tudo, unida."

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, por seu lado, congratulou-se com a vitória de Péter Magyar e do seu partido, o Tisza, e afirmou que "hoje vence a Europa e os valores europeus".

Sánchez, na sua conta da rede social X, felicitou "todos os cidadãos húngaros por estas eleições históricas" e disse estar "ansioso por trabalhar em conjunto" com o novo líder húngaro "por um futuro melhor para todos os europeus".

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, felicitou Magyar dizendo que se trata de "um momento histórico, não só para a Hungria, mas também para a democracia europeia" e que está "ansioso" por trabalhar com o novo primeiro-ministro húngaro "em prol da segurança e da prosperidade dos dois países".

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, destacou a "clara vitória eleitoral" de Magyar nas eleições legislativas frente ao primeiro-ministro cessante, Viktor Orbán, "amigo" a quem agradeceu pela sua "colaboração". "A Itália e a Hungria são nações unidas por um profundo laço de amizade e estou certa de que continuaremos a colaborar de forma construtiva no interesse dos nossos povos e a enfrentar os desafios comuns a nível europeu e internacional", acrescentou.

O ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, comemorou a vitória do partido da oposição Tisza, do conservador Péter Magyar, nas eleições legislativas húngaras, e afirmou que o país optou por deixar de olhar para Moscovo e "voltar a olhar para o Ocidente".

Já o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, saudou "uma vitória gloriosa" de Peter Magyar. "Hungria, Polónia, Europa novamente reunidas! Vitória gloriosa, caros amigos!", escreveu Tusk na plataforma X em inglês, acrescentando em húngaro: "Ruszkik haza!" (Russos, voltem para casa!).

Da Suécia, o primeiro-ministro Ulf Kristersson destacou a vitória "histórica" do partido de Magyar, apontando que "é um novo capítulo na história da Hungria".

O primeiro-ministro da Estónia, Kristen Michal, destacou também a "eleição histórica" por "uma Hungria livre e forte" no seio de uma "Europa unida" e "rejeitou as forças que ignoram os seus interesses".

Também a primeira-ministra da Letónia, Evika Silina, felicitou Magyar pela sua "vitória histórica". "Espero trabalhar consigo em prol dos valores e interesses europeus comuns", afirmou.

A completar o trio báltico, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, destacou a "grande vitória da Europa". "Parabéns a Péter Magyar. Há muitas coisas que poderíamos e deveríamos fazer em prol da democracia, da justiça e da paz", afirmou.

Também se juntaram às felicitações o primeiro-ministro croata, Andrej Plenkovic e o primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin.


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O candidato da oposição húngara Peter Magyar, que venceu as eleições legislativas deste domingo, disse que o seu partido libertou a Hungria, após colocar fim a 16 anos de poder do nacionalista Viktor Orbán.