terça-feira, 30 de dezembro de 2025

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede dispensa de serviço aos trabalhadores da Administração do Estado no dia 31 de dezembro de 2025 e declara Feriado Nacional no dia 01 de Janeiro de 2026

A dispensa de serviço terá lugar na quarta-feira, [31.12] e o Feriado Nacional na quinta-feira, [01.01] em virtude das festividades de entrada do Novo Ano.


‼️Detido cidadão que agrediu sexualmente uma menina e expõs os vídeos nas redes sociais em Angola

Por M.D.A

O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção de Combate aos Crimes Contra as Pessoas, no seguimento de uma aturada investigação, deteve no dia 26 de Dezembro, um cidadão nacional, de 26 anos de idade, por factos que configuram crimes de Agressão Sexual com penetracção, Ameaças, Devassa da vida privada e contágio de doença sexualmente transmissível, em que foi vítima uma jovem de 21 anos de idade.

O crime cujo o vídeo se tornou viral nas redes sociais, onde um elemento com uma garrafa de cerveja nas mãos molestava uma cidadã, ocorreu no bairro dos Ramiros,  município de Belas, na província de Luanda, onde o acusado atraiu a vítima até uma obra abandonada, próximo uma praia onde conviviam, submeteu a mesma ao acto sexual forçado. 

Referir que o cidadão foi detido no momento em que voltou a contactar a vítima,  propondo-lhe a gravação de um vídeo na casa de um dos seus familiares para fazer passar como noivos alegando que o vídeo íntimo vazou sem anuência deles.

China critica venda recorde de armas dos EUA a Taiwan... Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China criticou esta segunda-feira a venda recorde de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, no segundo dia de exercícios militares chineses em torno da ilha.

Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa, durante um evento diplomático de fim de ano, em Pequim.

"Face às provocações contínuas das forças pró-independência de Taiwan e à venda de armamento em larga escala por parte dos EUA, devemos opor-nos com determinação e responder com firmeza", afirmou Wang, num balanço da política externa chinesa ao longo de 2025.

Wang reiterou o objetivo da China de alcançar a "reunificação completa" com Taiwan, ilha com governo autónomo desde 1949, mas cuja soberania é reclamada por Pequim.

O Governo de Taipé alega que Taiwan nunca fez parte da China comunista e que as pretensões de soberania chinesas são ilegítimas.

O pacote militar norte-americano, anunciado este mês pelo Departamento de Estado dos EUA, está avaliado em mais de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) e representa a maior venda de armamento norte-americana a Taiwan até à data. Inclui mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), sistemas de artilharia e 'software' militar.

As leis norte-americanas obrigam Washington a fornecer a Taiwan meios para a sua defesa. O Presidente norte-americano, Donald Trump, intensificou a pressão para que Taipé aumente as compras de armamento aos EUA, chegando a sugerir que a ilha deveria gastar até 10% do seu Produto Interno Bruto na Defesa.

Em resposta à venda, a China lançou dois dias de exercícios militares em torno de Taiwan, a partir de segunda-feira. Os exercícios são também vistos como uma mensagem dirigida à nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que, no mês passado, inflamou os ânimos em Pequim ao sugerir uma possível intervenção militar japonesa em caso de conflito no estreito de Taiwan.

"O Japão, que lançou a guerra de agressão contra a China, não só falha em refletir profundamente sobre os vários crimes cometidos, como os seus líderes atuais desafiam abertamente a soberania territorial da China, as conclusões históricas da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra", disse Wang Yi, alertando que a China "deve manter-se altamente vigilante perante o ressurgimento do militarismo japonês".

As guerras no Médio Oriente e na Ucrânia

No discurso de balanço anual da diplomacia chinesa, Wang abordou ainda a guerra na Faixa de Gaza, saudando os esforços internacionais para alcançar um cessar-fogo, mas afirmando que é preciso fazer mais.

"O mundo ainda deve justiça à Palestina", disse o chefe da diplomacia chinesa.

"A questão palestiniana não pode voltar a ser marginalizada e a causa do povo palestiniano pelos seus direitos legítimos e democráticos não pode terminar em vão", frisou.

A China mantém boas relações com Israel e com a Autoridade Palestiniana e apoia a solução de dois Estados, sob a qual Israel e Palestina existiriam como Estados independentes.

Wang reafirmou também o objetivo de Pequim de facilitar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Embora afirme manter uma posição imparcial, a China tem demonstrado apoio a Moscovo através de visitas de alto nível e exercícios militares conjuntos.

Esta semana, Wang também mediou conversações entre os chefes da diplomacia da Tailândia e do Camboja, que afirmaram que os encontros ajudaram a consolidar o cessar-fogo entre os dois vizinhos, após meses de confrontos fronteiriços.

As reuniões foram mais um exemplo da tentativa da China de reforçar o seu papel como mediador internacional e ampliar a sua influência em crises regionais na Ásia.

Ao consolidar-se como uma potência económica e política global, Pequim tem procurado há mais de uma década aumentar a sua influência diplomática como terceira parte em negociações multilaterais.

Iémen declara estado de emergência após ataques da Arábia Saudita... O chefe do Conselho Presidencial do Iémen, Rashad al-Alimi, declarou hoje o estado de emergência no país durante três meses e cancelou o pacto de defesa com os Emirados Árabes Unidos.

Por LUSA 

"O acordo de defesa mútua com os Emirados Árabes Unidos está cancelado", informou a agência de notícias oficial iemenita Saba, que citou ainda um decreto que estipula um estado de emergência de 90 dias.

O Governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita impôs ainda uma proibição de 72 horas a todas as passagens fronteiriças em território sob o seu controlo, bem como a entrada em aeroportos e portos marítimos, exceto os autorizados pela coligação liderada por Riade.

Al-Alimi justificou a decisão com a "necessidade de confrontar o golpe de Estado que tem vindo a ocorrer desde 2014", referindo-se aos rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão.

Um conflito eclodiu em 2014 entre o Governo e os seus aliados, incluindo o STC, por um lado, e os Huthis, por outro, resultando em centenas de milhares de mortes, na fragmentação do país e numa das piores crises humanitárias do mundo.

Um acordo de cessar-fogo alcançado em 2022 tem sido amplamente respeitado.

Uma coligação liderada pela Arábia Saudita, rival do Irão, foi formada em 2015 para apoiar o Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Al-Alimi mencionou ainda "conflitos internos instigados por elementos militares rebeldes que receberam ordens dos Emirados Árabes Unidos para lançar uma ofensiva militar contra as províncias orientais com o objetivo de dividir a República do Iémen".

A medida segue-se a ataques aéreos da coligação contra um porto no Iémen, que visaram veículos blindados e armas para a força separatista conhecida como Conselho de Transição do Sul (CTS, na sigla em inglês).

O CTS é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, que ainda não se pronunciaram sobre o ataque.

"A força aérea da coligação realizou esta manhã uma operação militar limitada, visando as armas e os veículos de combate que tinham sido descarregados dos dois navios no porto de al-Mukalla", informou a agência de notícias oficial saudita SPA.

A notícia, que cita um comunicado militar, justifica a ação com "os riscos e à escalada representados por estas armas, que ameaçam a segurança e a estabilidade".

A nota diz que o armamento chegou ao Iémen em navios vindos de Fujairah, cidade portuária na costa leste dos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos não fizeram até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

Não ficou claro se houve vítimas no ataque. Os militares sauditas disseram que realizaram o ataque durante a noite para garantir que "nenhum dano colateral ocorria".

O porta-voz da coligação afirmou que as entregas constituíram uma "clara violação" dos esforços de desescalada e uma infração à Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU.

Turki al-Maliki disse que os carregamentos têm como objetivo "alimentar o conflito" nas províncias orientais de Hadramawt e Al Mahra, no Iémen, onde os separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos detêm o poder.

A coligação avisou no sábado que iria retaliar contra qualquer ação militar dos separatistas no Iémen, pedindo-lhes que se retirassem "de forma pacífica" das províncias recentemente conquistadas.

O STC tomou grandes extensões de território nas últimas semanas, particularmente em Hadramawt, sem encontrar resistência significativa.

Os separatistas pretendem restabelecer um Estado no sul do Iémen, onde uma república democrática e popular foi independente entre 1967 e 1990.

Neste contexto tenso, o Governo iemenita reconhecido internacionalmente pediu na sexta-feira apoio da coligação militar liderada pela Arábia Saudita.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, apelou à moderação na sexta-feira, evitando tomar partido entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois parceiros-chave de Washington.

As novas tensões podem destabilizar ainda mais o Iémen, o país mais pobre da Península Arábica.


Uma coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que atacou carregamentos de armas e veículos num porto do Iémen, descarregados de navios vindos dos Emirados Árabes Unidos.


Japão regista recorde de incursões chinesas nas águas próximas das ilhas Senkaku... Notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan

Por CNN/Agência Lusa

A Guarda Costeira do Japão detetou navios chineses nas imediações das ilhas Senkaku durante 356 dias ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde anual, noticiou esta terça-feira o jornal nipónico Asahi, citando dados oficiais.

As embarcações foram observadas na chamada "zona contígua" às águas territoriais japonesas, de acordo com os registos mensais divulgados pela Guarda Costeira do Japão. A marca supera em um dia o anterior recorde, registado em 2024, segundo a agência noticiosa Kyodo.

A notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan. Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que um eventual ataque chinês à ilha autogovernada poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas, em apoio aos Estados Unidos.

As declarações provocaram uma reação negativa de Pequim, que apelou aos cidadãos chineses para evitarem viagens ao arquipélago japonês e impôs restrições à importação de produtos do mar do Japão.

Segundo o Asahi, além da presença constante na zona contígua, os navios chineses chegaram por várias vezes a entrar nas águas territoriais japonesas.

Em março, um navio da Guarda Costeira chinesa permaneceu 92 horas nessas águas, estabelecendo um novo recorde de permanência. Em maio, um helicóptero chinês violou o espaço aéreo japonês após descolar de um navio localizado dentro do território marítimo japonês, no primeiro incidente do género registado.

A Guarda Costeira chinesa expulsou ainda, no início de dezembro, um barco de pesca japonês que alegadamente entrou de forma ilegal em águas próximas às ilhas disputadas.

As ilhas Senkaku – conhecidas como Diaoyu na China – são administradas pelo Japão desde 2012, mas reivindicadas por Pequim e por Taipé. O litígio intensificou-se após a nacionalização, por parte de Tóquio, de três das ilhas em setembro de 2012.

Situado no mar do Leste da China, o arquipélago não é habitado, mas tem grande importância geoestratégica e acredita-se que nas suas águas possam existir reservas significativas de gás e petróleo. As Senkaku localizam-se a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, que também reclama soberania sobre as ilhas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

"Se Hamas não se desarmar, pagará um preço elevado", promete Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje voltar a atacar o Irão, caso este país relance o programa nuclear, e punir o Hamas por recusar desarmar-se, após um encontro com o primeiro-ministro israelita, com quem trocou elogios.

Por  LUSA 29/12/2025

Numa conferência de imprensa após receber na sua residência de Mar-a-Lago, estado da Florida (sul) o chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, Trump insistiu que o Hamas tem de desarmar-se, como estipula a segunda fase do plano de paz para Gaza, e que o movimento islamita palestiniano pagará "um preço elevado" se não o fizer. 

"Se não se desarmarem como se comprometeram a fazer, uma vez que concordaram em fazê-lo, pagarão um preço elevado. E não queremos que chegue a esse ponto... Devem desarmar-se num prazo relativamente curto", declarou Trump, acerca daquele que foi um dos temas centrais da conversa com Netanyahu. 

"Estou preocupado com o que outros atores estão a fazer, ou talvez a deixar de fazer. Mas, no que diz respeito a Israel, não estou preocupado: cumpriram o plano", acrescentou o presidente norte-americano, após o quinto encontro este ano com o dirigente israelita. 

A próxima fase do plano para Gaza ainda não começou devido a divergências substanciais, incluindo o desarmamento do movimento islamita, a retirada das forças israelitas da Faixa de Gaza e a definição de um modelo de governação interina para o enclave palestiniano após o conflito. 

Poucas horas antes do encontro, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza. 

Além do Hamas, apoiado pelo Irão, Trump deixou também avisos diretos ao regime iraniano, face a alegadas indicações de relançamento do seu programa nuclear, visado por Washington e Israel em junho, naquela que ficou conhecida como a guerra de 12 dias.

Trump ameaça Irão, caso programa nuclear seja relançado

"Se for confirmado [o relançamento do programa nuclear], eles [Irão] sabem as consequências, e as consequências serão muito fortes, talvez mais fortes do que da última vez", disse Trump. 

O Irão insiste que já não está a enriquecer urânio em nenhum local do país, tentando sinalizar aos países ocidentais que continua aberto a possíveis negociações sobre o seu programa nuclear.  

A conferência de imprensa em Mar-a-Lago foi repleta de elogios mútuos entre os dois líderes - que segundo as agências internacionais duraram cerca de 20 minutos - e Netanyahu anunciou a entrega de um prémio a Trump, como já vem sendo habitual entre os visitantes do presidente norte-americano.

Trump vai receber Prémio da Paz de Israel 

Trata-se, afirmou Netanyahu, do Prémio Israel, que "em quase 80 anos nunca foi atribuído a um não israelita". 

Com o líder israelita, a agradecer a Trump a ajuda "inestimável" no contexto dos ataques do Hamas contra o seu país há 2 anos e da consequente invasão de Gaza para subjugar o movimento palestiniano, o Presidente norte-americano defendeu que Israel "talvez já não existisse" se não fosse Netanyahu. 

Benjamin Netanyahu chegou no domingo aos Estados Unidos para aquele que é o seu quinto encontro, este ano, com o Presidente norte-americano. 

Na conclusão do encontro, Trump foi ainda questionado sobre as manobras militares chinesas em torno da ilha de Taiwan, que Pequim já ameaçou tomar pela força, declarando não acreditar que o seu homólogo Xi Jinping ordenasse uma invasão. 

"Não creio que ele o faça", disse aos jornalistas, referindo-se ao presidente chinês. 

Questionado também se estava preocupado com os exercícios iniciados na segunda-feira pela China para simular um bloqueio dos portos de Taiwan, o Presidente norte-americano rejeitou: "Não, nada me preocupa". 

Esta manhã (hora local), Pequim anunciou a realização de exercícios militares de larga escala em torno de Taiwan, com o objetivo declarado de aplicar um "severo castigo" às "forças separatistas" da ilha.

Taiwan, ou oficialmente República da China, é governado autonomamente desde 1949, possui Forças Armadas próprias e um sistema político, económico e social distinto da República Popular da China, destacando-se como uma das democracias mais desenvolvidas da Ásia.

Pequim considera, no entanto, Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e tem vindo a intensificar, nos últimos anos, a campanha de pressão sobre a ilha com vista à "reunificação nacional" - objetivo central do plano de longo prazo do presidente chinês, Xi Jinping, para alcançar "o rejuvenescimento" da nação chinesa.


As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do grupo islamita Hamas, declararam hoje que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza.


O parlamento israelita aprovou hoje a lei que proíbe o fornecimento de eletricidade ou água a instalações da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA).

Hamas insiste que não entregará armas se "ocupação israelita" continuar... As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do grupo islamita Hamas, declararam hoje que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza.

Por LUSA 

A mensagem divulgada nas redes sociais por Abu Obeida, o novo porta-voz das milícias palestinianas, surge no mesmo dia do encontro do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Palm Beach (Florida), nos Estados Unidos, para discutir a segunda fase da trégua na Faixa de Gaza.

O nosso povo está a defender-se e não entregará as suas armas enquanto a ocupação persistir. Não se renderá, nem mesmo se tiver de lutar com unhas e dentes", afirmou o porta-voz, que adotou o mesmo nome de guerra do seu antecessor, eliminado por Israel em agosto mas cuja morte só hoje foi confirmada pelo Hamas.

Na sua declaração, Abu Obeida instou os envolvidos no cessar-fogo a trabalharem para privar Israel das suas armas que disse serem usadas para exterminar os habitantes da Palestina e contra outros países da região, "em vez de se preocuparem com as armas ligeiras dos palestinianos".

Abu Obeida aludia às negociações das próximas etapas do cessar-fogo, em vigor no território desde 10 de outubro, que preveem a continuação da retirada israelita e o desarmamento do Hamas, bem como o seu afastamento da gestão do enclave, que passaria a ser assumida por um "conselho da paz" liderado por Trump, e ainda o destacamento de uma força militar internacional.

As Brigadas al-Qassam reforçaram hoje que Israel está a expulsar palestinianos dos campos de refugiados na Cisjordânia, a par da condenação aos atos de violência dos colonos judeus, que dizem corresponder à intenção do Governo de Netanyahu de "concluir o projeto de anexação" dos territórios ocupados.

A mensagem elogiou por outro lado o comportamento dos "bravos" combatentes palestinianos que permaneceram escondidos na zona de Rafah, no sul da Faixa Gaza, que é totalmente controlada por Israel.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, estes homens têm saído dos seus esconderijos "sem se renderem", destacou o porta-voz, pedindo a países como o Iémen, Líbano, Iraque e Irão, bem como à Jordânia, que "ajudem Gaza" após mais de dois meses de cessar-fogo.

"Embora o som dos tiros tenha diminuído, Gaza continua a sofrer imenso. É vosso dever prestar auxílio e aliviar o sofrimento da população, e vocês são capazes de o fazer", apelou.

Na mensagem em vídeo, as Brigadas al-Qassam confirmaram hoje as mortes na Faixa de Gaza de Mohammed Sinwar, antigo líder do grupo islamita palestiniano, e do ex-porta-voz Abu Obeida, reivindicadas por Israel há vários meses.

Em maio, as autoridades israelitas alegaram que tinham eliminado Mohammed Sinwar e, três meses mais tarde, fizeram o mesmo em relação a Abu Obeida, sem que o Hamas confirmasse oficialmente as mortes dos dois dirigentes até agora, a que se adicionaram também os nomes de outros destacados elementos.

"Da terra de Gaza, palco de orgulho e desafio, que morre de pé, recusando-se a ajoelhar-se ou a baixar a sua bandeira, convocamos os filhos e filhas da nossa nação a virem ajudar Gaza", insistiu o novo porta-voz, descrevendo uma população "abandonada perante a aniquilação" às mãos de Israel.

No âmbito do cessar-fogo promovido pelos Estados Unidos com apoio da comunidade internacional, Israel e Hamas comprometeram-se com trocas de prisioneiros e reféns, retirada parcial das forças israelitas da Faixa de Gaza e acesso de ajuda humanitária ao enclave.

Israel tem-se porém recusado a avançar para as próximas fases do acordo proposto por Washington enquanto não recuperar o último corpo da lista de 28 reféns mortos a devolver pelo Hamas, depois da entrega dos 20 vivos logo nas primeiras horas do entendimento e de 27 mortos desde então.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.


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Segundo a porta-voz da Casa Branca, tratou-se da segunda chamada telefónica entre os dois líderes em 24 horas, depois de uma primeira conversa considerada "boa e muito produtiva".



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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou que o exército norte-americano destruiu na semana passada uma "grande instalação" usada por uma rede de narcotráfico controlada pela Venezuela, sem esclarecer se o ataque ocorreu em território venezuelano


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Rússia acusa Ucrânia de tentar atacar residência de Putin (Zelensky nega).... Moscovo acusa Kyiv de ter ter tentado atacar a residência presidencial russa em Novgorod na noite de domingo para segunda-feira. Volodymyr Zelensky negou de imediato e disse que se tratava das "típicas mentiras russas". Donald Trump já falou com Putin.

Por noticiasaominuto.com 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov, acusou, esta segunda-feira, a Ucrânia de tentar atacar a residência do presidente russo, Vladimir Putin.

"Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista e, para isso, utilizou 91 drones de longo alcance contra a residência presidencial russa na região de Novgorod", disse aos jornalistas, citado pela Interfax.

Segundo a mesma agência de notícias, Lavrov disse ainda que a "posição de negociação da Rússia será revista à luz da tentativa de Kyiv de atacar a residência presidencial russa."

Mas para além de deixar o aviso de que a posição de Moscovo pode mudar, alertou: "Tais ações imprudentes não vão ficar sem resposta."

Zelensky nega ataque: "Típicas mentiras russas"

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já desmentiu que Kyiv tenha tentado atacar a residência, localizada na região de Novgorod, começando por escrever numa publicação partilhada na rede social X (antigo Twitter): "A Rússia está agir novamente e a fazer declarações perigosas para minar todas as conquistas de nossos esforços diplomáticos conjuntos com a equipa do presidente Trump. Continuamos a trabalhar juntos para trazer a paz."

"Esta suposta história do 'ataque à residência' é uma completa invenção destinada a justificar ataques adicionais contra a Ucrânia, incluindo Kyiv - assim como a própria recusa da Rússia em tomar as medidas necessárias para pôr fim à guerra. Típicas mentiras russas", continuou, dando conta de que o país que preside não está a tomar medidas que possam minar a diplomacia: "Pelo contrário, a Rússia toma sempre essas medidas. Esta é uma das muitas diferenças entre nós. É crucial que o mundo não se cale agora. Não podemos permitir que a Rússia prejudique o trabalho para alcançar uma paz duradoura."

Já a porta-voz da Casa Branca recorreu também ao X (antigo Twitter) para dar conta de que o presidente dos EUA, Donald Trump, e Putin falaram. "O presidente Trump concluiu uma conversa telefónica positiva com o presidente Putin sobre a Ucrânia", escreveu Karoline Leavitt.

Recorde-se que Zelensky esteve reunido com Trump no domingo, numa reunião na Florida. Em cima da mesa esteve a discussão sobre o plano de paz para a Ucrânia. Em conferência de imprensa Trump acabou por dizer que se estava a chegar "muito perto" de um plano a ser aceite por todos os lados envolvidos e Zelensky referiu que "as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura".

Anthony Joshua envolvido em acidente que causou duas mortes... Veículo onde seguia Anthony Joshua, antigo campeão do mundo de boxe, terá colidido com um camião que estava parado, numa das mais movimentadas autoestradas da Nigéria, num episódio que provocou duas vítimas mortais.

Por LUSA 

Anthony Joshua, 'lenda viva' do boxe mundial, viu-se, ao final da manhã desta segunda-feira, envolvido num aparatoso acidente de viação, em Makun, cidade situada no estado nigeriano de Ogun, que provocou duas vítimas mortais, de acordo com informações adiantadas pelo portal local Punch.

O antigo campeão do mundo de boxe, pode ler-se, seguia a bordo de um SUV da marca Lexus, numa das autoestradas mais movimentadas do país, que une Lagos a Ibadan, por volta das 11h00 locais (10h00 de Portugal Continental), quando este embateu violentamente num camião que estaria parado, sob circunstâncias que permanecem por apurar.

Os dois óbitos foram declaradas no local, ao passo que o pugilista de 36 anos de idade sofreu apenas ferimentos ligeiros. Adeniyi Orojo, repórter da publicação que acabou por participar na operação de socorro, relatou, ao detalhe, o cenário com o qual se deparou, assim que chegou ao referido local.

"Era um comboio formado por dois veículos, um SUV Lexus e um SUV Pajero. Joshua estava sentado atrás do condutor, com outra pessoa sentada ao seu lado. Também havia um passageiro sentado ao lado do condutor, totalizando quatro ocupantes do Lexus que colidiu. A equipa de segurança dele estava no veículo que seguia atrás, antes do acidente", afirmou.

"Outras testemunhas oculares e eu demos início à operação de socorro, e pedimos auxílio a veículos que passavam pelo local. Uns poucos minutos depois do embate, agentes da Força Federal de Segurança na Estrada chegaram. O passageiro sentado ao lado do condutor e a pessoa que seguia ao lado de Joshua morreram no local", completou.

Esta tragédia ocorreu menos de duas semanas depois de Anthony Joshua ter levado de vencida Jake Paul, por KO (com um soco que acabou por fraturar-lhe o maxilar), ao cabo de seis assaltos, num combate realizado em Kaseya Center, em Miami, no estado norte-americano da Flórida.

Campeão de currículo invejável

Natural de Watford em Inglaterra, com ascendência nigeriana, Anthony Joshua é um dos nomes mais consagrados do boxe mundial, na última década, tendo detido o título de campeão de peso-pesado por duas vezes ao longo da carreira, entre 2017 e 2019, e, mais recentemente, entre 2019 e 2021.

No currículo, o pugilista conta, ainda, com uma medalha de ouro, nos Jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres, na categoria de +91 kg. Ao longo da carreira, participou num total de 33 combates oficiais, ao cabo dos quais somou 29 vitórias (26 das quais através de KO) e apenas quatro derrotas.

No tão badalado combate com Jake Paul, transmitido para todo o mundo pela plataforma de 'streaming' Netflix, Anthony Joshua terá recebido um prémio de perto de 80 milhões de euros brutos (que sofreu um 'corte' significativo, visto que terá de pagar impostos, quer nos Estados Unidos da América, quer no Reino Unido), ainda que este tenha durado apenas 989 segundos.

Nos últimos dias, especulou-se com a possibilidade de a estrela do boxe vir a participar num novo combate, desta feita, com Francis Ngannou, lutador de MMA franco-camaronês.

Zelensky pede tropas internacionais para dissuadir Russia... O Presidente ucraniano afirmou hoje que o envio de tropas estrangeiras para o país seria garantia de segurança necessária e real para dissuadir a Rússia de novos ataques.

Por LUSA 

"Para ser honesto, sim. Acredito que a presença de tropas internacionais constitui uma garantia de segurança real, um reforço das garantias de segurança que os nossos parceiros já nos oferecem", disse Volodymyr Zelensky, em conferência de imprensa via Internet.

O líder ucraniano declarou ainda que os bombardeamentos constantes da Ucrânia pela Federação Russa, não condizem com a retórica "retórica supostamente pacífica" que o Presidente russo, Vladimir Putin, tem usado enquanto negoceia com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

"Por um lado, diz ao Presidente dos Estados Unidos que quer acabar com a guerra. Por outro lado, comunica abertamente que quer continuar a guerra. Ataca-nos com mísseis, fala abertamente sobre isso, comemora a destruição das infraestruturas civis e dá instruções aos generais sobre onde avançar (...). Essas ações não correspondem à retórica supostamente pacífica que [Putin] usa nas conversas" com Trump, salientou.

Zelensky esclareceu também que o funcionamento da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, e as questões territoriais continuam por resolver no plano para o fim da guerra.

"Duas questões permanecem: a central nuclear de Zaporijia - como vai funcionar? - e o problema territorial. Essas são as duas questões que ainda constam no documento de 20 pontos", afirmou.

Os EUA ofereceram à Ucrânia "garantias de segurança sólidas" contra a invasora Rússia por um período de 15 anos, renovável, disse também o presidente ucraniano.

Zelensky acrescentou ter pedido a Trump, no encontro de domingo, na Florida (sudeste dos EUA), um prazo mais longo.

No domingo, Trump anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz "nas próximas semanas".

"A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas", disse em conferência de imprensa o líder dos EUA, no final do encontro com Zelensky.

Trump acrescentou que, numa ligação telefónica anterior, com Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia declarou hoje que Moscovo prestará apoio à China numa eventual escalada no estreito de Taiwan, no âmbito do tratado bilateral entre os dois países.

ONG timorense defende revisão da Constituição pragmática e contextualizada... A organização não-governamental (ONG) timorense Fundação Mahein (FM) defendeu que a revisão da Constituição de Timor-Leste deve ser pragmática, inclusiva e contextualizada e adequada à realidade do país, independentemente do regime a adotar.

Por LUSA 

"A Fundação Mahein não defende um modelo institucional. Apelamos, antes, a um processo de reforma pragmático, inclusivo e contextualizado, assente numa abordagem de adequação ao contexto", pode ler-se numa análise divulgada à imprensa.

Quando os sistemas de governação estão mal alinhados com as realidades sociais e com a capacidade do Estado, as regras democráticas arriscam a tornarem-se simbólicas em vez de eficazes, enfraquecendo, em vez de reforçarem a confiança pública", salienta.

A análise da FM, divulgada sexta-feira, acontece numa altura em que Timor-Leste debate uma revisão constitucional, após o Presidente timorense, José Ramos-Horta, ter defendido, em novembro, a adoção do sistema de governo presidencialista para o país, em substituição do atual semi-presidencialismo de pendor parlamentar.

A Constituição timorense prevê que a iniciativa de revisão constitucional cabe aos deputados e às bancadas parlamentares e que o Parlamento Nacional pode assumir poderes de revisão com a maioria de quatro quintos dos deputados em efetividade de funções, ou seja, 52 dos 65 deputados do hemiciclo.

"Independentemente de Timor-Leste manter um sistema semi-presidencial ou adotar um sistema presidencial, a reforma deve enfrentar problemas mais profundos de polarização política, clientelismo, fragilidade do Estado de Direito, meritocracia limitada e fraca capacidade de resposta às necessidades dos cidadãos", reforça a organização não-governamental.

A FM defende também que os principais objetivos da revisão devem ser para "reduzir o fosso entre regras formais e práticas informais, reforçar a responsabilização e restaurar a confiança pública".

"Se conduzida com cuidado e forma inclusiva, a reforma constitucional pode lançar as bases para uma estabilidade política duradoura, uma governação mais eficaz e uma cultura democrática que reflita genuinamente a sociedade timorense e concretize a promessa da independência", defende na análise a FM.

Para a organização não-governamental, o que está em causa é saber se o "quadro constitucional de Timor-Leste reflete a realidade política do país, a sua estrutura social, a capacidade de governação e as suas necessidades de desenvolvimento".

"A FM acredita firmemente que uma reforma constitucional significativa é necessária, não por razões ideológicas, mas porque a Constituição existente já não serve adequadamente essas realidades", refere na análise.

A ONG lembra também Timor-Leste não é um país liberal ocidental, nem um Estado desenvolvido do sudeste asiático.

"Ocupa uma posição híbrida, moldada por uma história de resistência ao colonialismo e à ocupação, fortes laços comunitários e familiares, valores sociais católicos e aspirações democráticas", afirma.

A ONG destaca igualmente que é o país uma sociedade pequena, com limitada estratificação de classes e que as relações políticas continuam a ser pessoais e populares com proximidade dos líderes.

A FM adverte também que o Estado não deve ser "distante, opaco ou excessivamente burocrático".

Ao longo das duas últimas décadas, as "instituições tornaram-se cada vez mais centralizadas e desligadas da vida social quotidiana, contribuindo para perceções de elitismo, fraca capacidade de resposta e perda de confiança", lamenta a ONG.

"A reforma constitucional deve, por isso, considerar de que forma a estrutura do Estado pode refletir melhor as realidades sociais timorenses. Isto inclui reavaliar o equilíbrio entre centralização e participação, repensar como a autoridade é exercida e assegurar que as instituições facilitam, em vez de dificultarem, um envolvimento significativo entre cidadãos e Estado", acrescenta.


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China simula ataques a alvos terrestres e marítimos em torno de Taiwan... As manobras militares da China em torno de Taiwan iniciadas hoje incluíram ataques contra alvos terrestres e marítimos, operações antissubmarinos e exercícios para garantir a "superioridade aérea regional", segundo fontes militares chinesas.

Por LUSA 

Em comunicado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do Exército de Libertação Popular (ELP) informou que foram utilizados caças, bombardeiros e veículos aéreos não tripulados, em coordenação com artilharia de longo alcance, para simular ataques contra "alvos móveis em terra" em zonas centrais do Estreito de Taiwan.

O mesmo Comando, responsável pelas operações militares em torno da ilha, indicou também que foram mobilizados contratorpedeiros, fragatas, caças, bombardeiros e veículos aéreos não tripulados (drones) para exercícios nas águas e no espaço aéreo a norte e a sudoeste de Taiwan.

"O treino centrou-se na deteção e neutralização de alvos em águas e espaço aéreo, ataques simulados contra alvos terrestres e fogo real contra alvos marítimos", referiu o ELP, através da sua conta oficial na rede social Weibo.

Numa terceira fase, o Comando anunciou manobras com navios e aeronaves de guerra nas águas e espaço aéreo a leste de Taiwan, focadas em "assaltos contra alvos marítimos, conquista da superioridade aérea regional, caça a submarinos e operações antissubmarinos".

"Os exercícios testaram as capacidades de coordenação ar-mar e a precisão na busca, identificação e neutralização de alvos", indicou o comunicado.

Meng Xiangqing, professor da Universidade Nacional de Defesa da China, afirmou aos órgãos de comunicação estatais que o "bloqueio e controlo" foi uma das principais vertentes dos exercícios, referindo como exemplos duas zonas localizadas frente ao porto de Keelung, na costa nordeste da ilha, e nas águas e espaço aéreo de Kaohsiung, o principal porto do sul de Taiwan.

Paralelamente, a Guarda Costeira da China anunciou hoje o início de patrulhas de "aplicação integrada da lei" em águas próximas de Taiwan e nos arredores dos arquipélagos de Matsu e Wuqiu, próximos da costa chinesa, mas sob controlo de Taipé.

Segundo um comunicado divulgado na rede social WeChat, os guardas costeiros da província de Fujian, situada em frente a Taiwan, destacaram embarcações para zonas marítimas adjacentes às áreas mencionadas a partir de 29 de dezembro.

O porta-voz Zhu Anqing classificou a operação como uma "medida prática" para exercer jurisdição sobre Taiwan e as suas ilhas adjacentes, conforme o princípio de "Uma Só China", defendido por Pequim.

Estas ações enquadram-se na operação denominada "Missão Justiça-2025", apresentada hoje pelas autoridades chinesas como uma resposta para "emitir um sério aviso" às forças independentistas de Taiwan e às potências estrangeiras que, segundo Pequim, interferem na questão da ilha.

Taiwan é governada de forma autónoma desde 1949, mas a República Popular da China considera a ilha uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o uso da força para garantir a reunificação, posição rejeitada pelo Governo taiwanês.

EUA dão garantias de segurança a Kyiv por 15 anos (Zelensky queria 50)... Os Estados Unidos ofereceram à Ucrânia "garantias de segurança sólidas" contra a invasora Rússia por um período de 15 anos, renovável, afirmou o Presidente ucraniano.

Por LUSA 

Volodymyr Zelensky acrescentou ter pedido ao homólogo norte-americano, Donald Trump, no encontro de domingo, na Florida (sudeste dos EUA), um prazo mais longo.

"Eu, realmente, queria que estas garantias fossem mais prolongadas. E disse [a Trump] que, realmente, gostaríamos de considerar a possibilidade de 30, 40, 50 anos", afirmou, em conferência de imprensa via Internet, adiantando que Trump se mostrou aberto à proposta.

O líder ucraniano declarou que a lei marcial, atualmente em vigor e que proíbe que homens ucranianos elegíveis para serviço militar deixem o país, só será suspensa no fim da guerra com a Rússia e com a obtenção de garantias de segurança.

"Todos queremos o fim da guerra, e só então a lei marcial será suspensa. No entanto, a suspensão da lei marcial só ocorrerá quando a Ucrânia obtiver garantias de segurança. Sem garantias de segurança, esta guerra não pode ser considerada totalmente encerrada", afirmou.

No domingo, Trump anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz "nas próximas semanas".

"A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas que estavam a almoçar hoje", disse em conferência de imprensa o líder dos EUA, que, numa ligação telefónica anterior, com o Presidente russo, Vladimir Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

Trump falava aos jornalistas após o encontro com Zelensky, na sua residência de lazer.

Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022.


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O Presidente ucraniano anunciou hoje esperar uma reunião em breve, na Ucrânia, entre responsáveis do país, europeus e norte-americanos para avançar nas negociações com o objetivo de pôr fim à guerra com a Rússia.



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Helena Ferro de Gouveia, comentadora da CNN Portugal, analisa o resultado do encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump nos EUA, este domingo.

Usar sapatos da rua em casa? As doenças que pode estar a trazer... Pode achar que é um hábito inofensivo, mas a verdade é que andar em casa com os sapatos que estiveram na rua pode trazer algumas consequências. Veja o que está em causa e com o que se deve preocupar.

Por LUSA 

Quando chega a casa, costuma retirar os sapatos ou anda com o mesmo calçado que acabou de vir da rua? Pode achar que é um hábito de outras culturas, o de chegar a casa e calçar algo diferente, mas a verdade é que pode estar a trazer doenças para o interior da sua habitação. 

Segundo uma publicação da Which?, uma entidade de defesa do consumidor do Reino Unido, aqui citada pelo The Mirror, existem vários riscos associados ao facto de andar em casa com o calçado que acabou de andar na rua.

Sapatos da rua em casa?

De acordo com um texto publicado nas redes sociais, “estudos descobriram que a sola de um sapato comum carrega, em média, mais de 400.000 bactérias, incluindo a E. coli, que pode ser encontrada nas fezes”.

Por outro lado, revelam também que o estudo concluiu que “96% dos sapatos acumularam vários tipos de bactérias e, embora nem todas sejam prejudiciais, existe a possibilidade de estar a levar germes que se encontram em sanitas diretamente para sua casa”.

Citam ainda uma pesquisa da Universidade do Arizona, dos Estados Unidos, que confirmou a presença deste tipo de germes e que podem vir a causar infeções gastrointestinais e também urinárias. 

Revelam ainda que bastaram uns pequenos passos na rua e alguns em casa para aumentar a probabilidade deste tipo de bactérias estarem presentes em casa.

O risco para bebés e animais

“Bebés e crianças pequenas que engatinham no chão também têm muito mais probabilidade de entrar em contato com bactérias nocivas que podem levar a doenças graves”, continuam os especialistas da Which?.

"Os sapatos esfregam a sujidade nas fibras dos tapetes e arranham os pisos de madeira, o que acaba por custar muito dinheiro a longo prazo. Até mesmo os seus animais de estimação não são inocentes. As patas deles também trazem sujidade e bactérias da rua.”

Assim, aconselham também a limpar as patas do seu cão antes de entrar em casa uma vez que poderá vir a ter o mesmo tipo de problemas que dizem respeito aos sapatos que usa no exterior. Desta forma, a solução passa por usar um tipo de calçado exclusivo para a casa, algo que troca logo à entrada e antes de percorrer outras divisões.

Nada de andar em casa com as pantufas todas sujas. Limpe-as assim

Para as limpar, evite a máquina de lavar roupa, se bem que em alguns casos pode correr bem. Segundo os especialistas da Grove, uma empresa dedicada a limpeza, dependendo do tipo de tecido, há uma forma específica para os limpar.

Ainda assim, detergente, bicarbonato de sódio e uma escova são essenciais. Se tiver pantufas de lã, o ideal é que tenha uma escova macia. Deve começar por retirar os resíduos da sola. Depois faça uma mistura com dois copos de água morna e bicarbonato. Use a escova para limpar e deixe secar ao ar.

Se tiver pantufas de algodão, o melhor é usar um detergente mais suave. Se tiver manchas, pode sempre usar um pouco de sabão em pó. Passe pelas manchas durante uns 10 minutos. E deixe-as também secar ao natural, nada de usar um secador. 

"O calor alto pode potencialmente encolher as suas pantufas, deformar a forma e derreter qualquer cola usada", explicam os especialistas.

Já se tiver pantufas de camurça, podem estragar-se com produtos mais agressivos. O melhor é mesmo o bicarbonato de sódio. Pode colocar na parte exterior um pouco deste produto e escovar.

No caso dos pantufas de couro, deve simplesmente usar detergente e água morna. Retire a sujidade com uma escova. Deixe depois secar ao ar.

Taiwan condena manobras chinesas e acusa Pequim de escalar tensão... As autoridades de Taiwan condenaram hoje as manobras com fogo real iniciadas pela China em torno da ilha, denunciando uma campanha de "intimidação militar" e "provocações irracionais" que, segundo Taipé, ameaçam a paz regional.

Por LUSA 

Em comunicado, a porta-voz presidencial, Karen Kuo, afirmou que a estabilidade no Estreito de Taiwan e no Indo-Pacífico representa um "amplo consenso" da comunidade internacional e alertou que os exercícios militares chineses "socavam flagrantemente a segurança regional" e desafiam o direito internacional.

As críticas surgem após o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular (ELP) da China ter anunciado manobras com munição real ao redor da ilha, a decorrer entre hoje e terça-feira, numa altura em que Pequim reforça a pressão militar sobre Taiwan, num contexto de deterioração das relações com o Japão e de apoio crescente dos Estados Unidos a Taipé.

Kuo assegurou que as Forças Armadas e os serviços de segurança taiwaneses mantêm um acompanhamento "antecipado e exaustivo" da situação, com "todas as medidas necessárias" acionadas para garantir a segurança do território. "A população pode estar tranquila", garantiu.

O Ministério da Defesa de Taiwan divulgou também uma nota em que denuncia "diversos tipos de hostilidade militar e operações de desinformação" por parte de Pequim e confirma a ativação de um centro de resposta, com o destacamento de forças descritas como adequadas para proteger a soberania e a democracia da ilha.

"Defender a liberdade e a democracia não é uma provocação", afirmou o ministério, que acusou a China de agir de forma agressiva e de ser "o maior fator de perturbação da paz", ao mesmo tempo que reforçou a necessidade de acelerar uma capacidade de dissuasão "altamente resiliente".

As autoridades de Taipé defenderam que apenas uma paz obtida através da força e prontidão pode ser duradoura e prometeram manter vigilância contínua sobre as ações da China: "Não subestimaremos as suas capacidades, mas também não subestimaremos as nossas".

Kuo acusou ainda a China de promover uma "expansão autoritária" e mencionou episódios recentes de intimidação a Japão e Filipinas, que agravaram de forma unilateral a tensão regional. A porta-voz instou Pequim a "agir com racionalidade e moderação", evitar "erros de cálculo" e terminar "provocações irresponsáveis".

Segundo o ELP, os exercícios visam enviar um "sério aviso" às forças separatistas que defendem a independência de Taiwan e à "interferência externa".

Taiwan é autogovernado desde 1949, mas a República Popular da China considera a ilha uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o uso da força para alcançar a reunificação, posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha têm o direito de decidir o seu futuro político.


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As manobras lançadas hoje pela China em torno de Taiwan simulam um "estreitamento do cerco" à ilha e respondem ao reforço do apoio militar dos Estados Unidos, segundo especialistas chineses citados pela imprensa oficial chinesa.


domingo, 28 de dezembro de 2025

Urnas encerradas na Guiné-Conacri para eleições presidenciais... As urnas para as eleições presidenciais na Guiné-Conacri fecharam, depois de uma votação pacífica, de acordo com a Agência France Presse.

Por LUSA 

As urnas encerraram após um dia de votação pacífica, mas com baixa participação, numas eleições destinadas a consolidar o retorno à ordem constitucional.

Quase 6,8 milhões de eleitores foram chamados a votar num de nove candidatos, incluindo o general Mamady Doumbouya, o favorito, que, no entanto, tinha prometido não concorrer após voltar ao poder na sequência de um golpe de Estado.

Entre os oito opositores estão Faya Millimono, líder do Bloco Liberal; Bouna Keïta, candidato do Comício do Povo Guineense (RPG na sigla em francês) e eleito deputado em 2020; Abdoulaye Yéro Baldé, líder do Frondeg, trabalhou no Banco Mundial, foi vice-governador do Banco Central e ex-ministro de Condé; Makalé Camara, líder do Fan, ex-ministra da Agricultura e dos Negócios Estrangeiros e única mulher entre os candidatos.

Candidatam-se ainda Ibrahima Abé Sylla, do partido Novo Compromisso pela República (NGR, na sigla em francês), foi ministro da Energia; Abdoulaye Kourouma líder do Renascimento e Desenvolvimento (RRD, na sigla em francês); Mohamed Nabé e Mohamed Tounkoura.

O escrutínio neste país vizinho da Guiné-Bissau está a ser organizado pelo Ministério da Administração Territorial e não por um órgão independente.

O apuramento dos votos foi iniciado após o encerramento da secção eleitoral número 1, na escola Federico Mayor, no centro da capital Conacri, às 18:00, hora local (a mesma que Lisboa).


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As urnas fecharam oficialmente hoje às 18h00 locais (17h00 em Lisboa), na República Centro-Africana (RCA), em eleições que decorreram pacificamente e nas quais o Presidente Faustin-Archange Touadéra procura um polémico terceiro mandato.


Somália declara nulo o reconhecimento da Somalilândia por Israel... O parlamento da Somália declarou hoje "nulo e sem efeito" o reconhecimento por Israel da região da Somalilândia como um Estado independente por violar o direito internacional.

Por LUSA 

O parlamento aprovou a "Resolução sobre a Rejeição e Prevenção da Violação por Israel da Soberania, Integridade Territorial e Independência da Somália", que reconhece que a Somalilândia "é parte inalienável do território da República Federal da Somália", segundo o texto publicado pelo Parlamento na sua conta da rede social Facebook e noticiado pelas agências internacionais.

A resolução sublinha que "qualquer reivindicação de independência ou reconhecimento internacional não tem fundamento legal" e insiste que "o reconhecimento de Israel é um ato ilegal que viola a independência e a soberania da República Federal da Somália".

"É contrário à Carta das Nações Unidas, à União Africana, à Liga Árabe, à Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e à Comunidade da África Oriental (EAC)", afirma, acrescentando que decisão representa "uma ameaça à paz e à segurança da região do Corno de África, além de pôr em risco a nível global".

Durante a sessão, o presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, condenou o ataque de Israel à soberania do país e destacou que "tais ações nulas e sem efeito representam um risco de desestabilização desta região africana e de ressurgimento de elementos extremistas, minando o progresso significativo alcançado na luta contra o terrorismo internacional".

Numa nota escrita na sua conta do Twitter, reafirmou o compromisso "inabalável" da capital Mogadíscio com "a defesa da sua soberania e integridade territorial" e enfatizou que a Somalilândia "é parte inseparável da República Federal da Somália".

A sessão parlamentar ocorreu um dia depois de o próprio Presidente somali criticar a "agressão ilegal" de Netanyahu e sublinhar que ela "contraria o direito internacional". "A Somália e seu povo são um só: inseparáveis apesar da divisão que existe à distância", afirmou na mesma rede social.

A decisão de Israel, criticada pela comunidade internacional, foi, no entanto, aplaudida pelas autoridades da Somalilândia, cuja capital, Hargeisa, acolheu inúmeras celebrações e manifestações na sexta-feira, durante as quais alguns participantes exibiram bandeiras israelitas.

O governo israelita já tinha reconhecido a independência da Somalilândia, mas num contexto muito diferente: em 1960, durante os cinco dias de existência do chamado Estado da Somalilândia, em plena retirada colonial.

Com um território de 175.000 quilómetros quadrados, situado no extremo noroeste da Somália, a Somalilândia declarou unilateralmente a independência em 1991.

Desde então, funciona de forma autónoma, com moeda, exército e polícia próprios, e distingue-se pela relativa estabilidade em comparação com a Somália.

Embora mantenha contactos diplomáticos com diversos países, nenhum Estado-membro das Nações Unidas reconhecia a sua existência como país independente.

Um memorando de entendimento assinado em janeiro de 2024 pela Etiópia e pela Somalilândia - que garantiria a Addis Abeba o acesso ao Mar Vermelho em troca de uma percentagem da sua companhia aérea nacional, a Ethiopian Airlines, e do futuro reconhecimento da região - desencadeou uma grave crise diplomática entre os dois países.


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A União Europeia (UE) defendeu o respeito pela soberania e integridade territorial da Somália e apelou ao diálogo, após Israel ter reconhecido a região separatista de Somalilândia como Estado soberano.