Porto de Bissau, 25 de Novembro de 2019. Imagem de arquivo. AFP - JOHN WESSELS Por RFI 05/04/2026
De acordo com a investigação, publicada a 8 de Março (acessível aqui) vários navios chineses permaneceram ancorados durante meses ao largo das ilhas dos Bijagós, tendo recentemente transformado sardinhas em óleo de peixe destinado à exportação, nomeadamente para a indústria da aquicultura e da pecuária.
Ora, trata-se precisamente de uma actividade proíbida pelo Governo da Transição. A 29 de Janeiro, as autoridades guineenses proibiram a produção de farinha e óleo de peixe, considerando que se trata de um "roubo de comida" por parte da indústria transformadora. Uma medida que tinha sido elogiada pela ONG ambiental Greenpeace.
O pescado é um dos principais recursos da Guiné-Bissau, mas a sua quantidade tem diminuido e os preços aumentaram.
Os pescadores artesanais viram as suas capturas diminuírem, os seus rendimentos baixarem, ameaçando a segurança alimentar do país devido a este modelo económico em cadeias de aprovisionamento globalizadas, em benefício de intervenientes estrangeiros.
A investigação do jornal britânico aponta também para a presença de navios turcos nas costas guineenses.
Face a esta situação, o decreto publicado pelas autoridades que permite a actividade destes barcos fica sem grande efeito até ao momento, devido à falta de meios de controlo em alto mar.

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