terça-feira, 2 de outubro de 2018

Greve nas escolas públicas : SINDICATOS DE PROFESSORES EXIGEM IMPLEMENTAÇÃO DO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE

Os três sindicatos dos professores (SINAPROF, SINDEPROF e SIESE) iniciaram esta segunda-feira, 01 de Outubro 2018, a greve de 23 dias úteis nas escolas públicas para exigir, entre outros pontos, a implementação do estatuto de carreira docente.

Apesar do anúncio do governo sobre a abertura do novo ano escolar, as portas das escolas públicas continuam ainda fechadas e a maioria delas se encontram no processo de inscrição de alunos.

As três organizações sindicais da classe dos professores guineenses entregaram, no âmbito desta paralisação,  um caderno reivindicativo de 17 pontos ao executivo de Aristides Gomes.

Entre os pontos em reivindicação destacam-se a implementação prática do estatuto de carreira docente “com efeitos retroactivos da sua previsão orçamental”, conclusão de pagamento dos salários aos professores contratados e novos ingressos do ano letivo de 2017/2018, devolução de salários aos professores da Escola Superior da Educação e redução de números de alunos nas salas de aulas.

A greve iniciada esta segunda-feira deverá, segundo a posição dos três sindicatos (Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) e o Sindicato dos Professores e Funcionários da Escola Superior de Educação (SIESE)), terminar a 31 do mês em curso, caso o executivo não cumprir com os 17 pontos exigidos pelas organizações sindicais dos professores.

De acordo com Domingos Carvalho presidente em exercício de SINAPROF, os sindicatos do setor do ensino “já enviaram ao atual ministro da educação nacional uma nota informativa detalhada das cláusulas não cumpridas por parte do governo” com intuito de se fazer cumprir. Tendo lembrado que o grupo dos sindicatos enviara ao governo um pré-aviso de greve desde 19 de setembro último, mas não teve nenhuma reação.

“Só esta manhã é que nos telefonaram, dizendo que o primeiro-ministro queria uma audiência connosco”, revelou, sustentando que a “greve é a última arma que têm para salvaguardar a dignidade e os interesses dos professores.

Os sindicatos de professores dizem que estão determinados em continuar  a sua luta sindical até que as suas reivindicações sejam atendidas, sem assinaturas de acordos já que muitos acordos assinados foram violados. 

Por: Epifania Mendonça
Foto: Marcelo Na Ritche
odemocratagb.com
bambaramdipadida

Angola apoia eleições da Guiné-Bissau - Um milhão de dólares entregues ao UNDP

Cidade de Bissau por altura das Eleições Gerais de 13 de Abril de 2014. Guiné-Bissau

Um milhão de dólares entregues ao UNDP

O governo angolano apoia com um milhão de dólares americanos a realização de eleições legislativas da Guiné-Bissau, a terem lugar a 18 de Novembro.

Para o efeito, as autoridades angolanas assinaram hoje, 1 de Outubro, um com acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento para o desembolso de fundos.

“À semelhança dos demais parceiros internacionais não podia ficar indiferente perante o quadro politico vigente”, disse na ocasião o embaixador de Angola na Guiné-Bissau, António Rocha

Angola é um dos países com interesses económicos estratégicos na Guiné-Bissau, tendo, no passado, instalado, no país, uma força militar, no quadro da reforma nos sectores da Defesa e Segurança.

Tal foi quebrado após o golpe de Estado de 12 de abril de 2012, que impossibilitou o projecto de construção do Porto Grande Buba, sul da Guiné, e a exploração de bauxite, na zona montanhosa de Boé, junto à fronteira com a vizinha República Guiné Conacri.

VOA

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

COMUNICADO DE IMPRESA -MOVIMENTO SOCIEDADE CIVIL



guineendade.blogspot.com

PRS NÃO VAI ABANDONAR O EXECUTIVO DE ARISTIDES GOMES

O porta-voz do Partido da Renovação Social (PRS), a segunda força política da Guiné-Bissau, classificou esta segunda-feira (01.10), como disparate a possibilidade do partido abandonar o governo de consenso liderado por Aristides Gomes.


Vítor Pereira falava aos jornalistas à entrada para a primeira reunião do Conselho Nacional do PRS, depois do seu ultimo Congresso Ordinário em 2017, que tem como objetivo aprovar o regulamento aos candidatos a deputados e o seu programa eleitoral com vista às eleições legislativas de 18 de novembro.

Aos jornalistas num dos hotéis da capital guineense, Pereira assegurou que a ideia de o PRS abandonar o executivo nunca chegou a ser debatida.

“Mas quem disse que chegou a ser debatido a possibilidade do partido (PRS) não manter no governo. O partido vai manter no governo enquanto não existir situações insanáveis”, vincou Pereira.

Visivelmente desapontado com estas informações, Pereira fez lembrar a imprensa guineense que o partido liderado por Alberto Nambeia comprometeu-se perante instâncias nacionais e internacionais para acompanhar o governo até a realização das eleições legislativas.

O órgão máximo do partido fundado pelo antigo Chefe de Estado guineense, Kumba Yalá, vai também analisar o processo de recenseamento eleitoral em curso.

De recordar que em Abril último, o Presidente da Republica, José Mário Vaz, nomeou o sociólogo Aristides Gomes, de 63 anos, como primeiro-ministro do país para chefiar um Governo inclusivo, que terá como missão a realização de eleições legislativas ainda este ano.

Embora alguns partidos neste momento mostrarem-se preocupados com o processo do recenseamento eleitoral do país, com denúncias e anomalias sobre o processo que arrancou recentemente.

Estas formações políticas revelam que o executivo deu início ao recenseamento eleitoral, sem ter fixado um cronograma que determina o período do censo, violando assim as mais elementares instâncias da ordem jurídica nesta matéria, a que impõe o recenseamento eleitoral. 

Por: Alison Cabral

radiojovem.info

NOMEAÇÃO: Por despacho N°19 do Ministro das Obras Publicas e Construções, Filomeno Cuíno foi nomeado Director Administrativo e Financeiro do Fundo Rodoviario.

Fonte: ditaduraeconsenso.blogspot.com

Breaking News - PRS posicionou- se e põe Jomav entre parede e espada:

“ Ou a demissão de Aristides Gomes ou o PRS abandona o Governo “.

Uma carta foi entregue na presidência da republica dias antes da viagem do presidente JOMAV.

Uma reunião/ encontro de urgência convocada no ultimo instante por Jomav para esta próxima 4ª feira. 
Devido a falta de capacidade e o risco da não realização das eleições legislativas a 18 de Novembro 2018, estamos perante o cenário indiscutível da queda de Aristides Gomes. Jomav neste momento com tudo nas mãos e a seu favor para uma decisão precisa, efetiva, determinante e necessária.

Fonte: dokainternacionaldenunciante.blogspot.com

Nova lei em Portugal: Imigração facilitada para africanos?

Em Portugal, a nova Lei de Imigração entra em vigor em outubro e vai simplificar a entrada de cidadãos estrangeiros. Esta é uma das medidas do Governo para atrair mais imigrantes.

Migrantes africanos em Lisboa, Portugal

Gibrilo Djaló e Serifo Embaló são da Guiné-Bissau e foram para Portugal à procura de trabalho. Djaló chegou há apenas três meses. Arranjou emprego numa empresa de construção civil em Lisboa para custear as despesas e conseguir autorização de residência. O conterrâneo Embaló está em Portugal há quase dois anos, tem descontado para a Segurança Social e já entregou os papéis no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) a requerer residência, com o apoio da Associação Olho Vivo. Conta que a legalização é a principal dor de cabeça para quem chega ao país.

"Trabalho aqui em Lisboa, porque há muitas empresas, mas não posso trabalhar sem título de residência. Tenho que trabalhar, tenho que descontar. Neste momento estou a tratar da legalização do título de residência. Esta é a dificuldade que a gente mais tem por causa da residência. Se tenho documento, nunca fico sem trabalho, mas, se não tenho, é sempre um stress."

Só assim espera conseguir um contrato para se apresentar ao SEF em maio de 2019. Tanto Serifo Embaló como Gibrilo Djaló estão a par das recentes alterações à Lei de Imigração, que entram em vigor a partir de 1 de outubro.

"Para nós, imigrantes, se nos dão ajuda para nos legalizarmos, isso é bom. Ninguém fica stressado, porque está a trabalhar, não tem dificuldade de pagar a renda, não tem dificuldade de transporte. Graças a Deus, é melhor para todos os imigrantes", diz Embaló.

Ato de justiça e não de facilitação

De acordo com as alterações à Lei de Estrangeiros de 2007, publicadas em Diário da República no mês passado, a entrada de imigrantes em Portugal fica mais simplificada.

Para o advogado moçambicano Adriano Malalane, que acompanha estes processos, trata-se de um ato de justiça e não de facilitação, até para a gestão do próprio fluxo de imigrantes. "As pessoas têm dificuldade de obter o número da Segurança Social, e estávamos aqui num ciclo vicioso, em que a pessoa não podia regularizar a sua situação porque não tinha número. Hoje, um contrato de promessa de trabalho permite regularizar a pessoa. Portanto, já não são obrigatórios os descontos."

Malalane esclarece que, com a nova lei, "se a pessoa for [para Portugal] com uma mera promessa de trabalho, já não vai ser necessário ter descontos, o que significa que se pode ter autorização de residência antes de ter número de beneficiário da Segurança Social. E torna-se depois mais fácil obter esse número quando tiver autorização de residência."

Redução da migração

Jorge Silva, membro da Associação Solidariedade Imigrante, diz que uma das grandes vantagens das alterações ao novo diploma é a redução da burocracia, "nomeadamente no que respeita ao artigo 88 e 89 e no que respeita às dificuldades que existem de alguns imigrantes que já cá estão há uma série de anos para fazerem prova da sua entrada legal em Portugal." 

"Já há uma alteração, que saiu recentemente no decreto regulamentar, que permite que quem não tenha esse comprovativo de entrada legal em Portugal, desde que esteja inserido no mercado de trabalho, nomeadamente com descontos de um ano na Segurança Social, fique isento de apresentação dessa prova de entrada", afirma Silva.

Para este mediador sócio-cultural junto do SEF, isso é bastante positivo, pois, na sua perspetiva, contribui para proteger o imigrante das malhas das máfias, que se aproveitavam da situação de irregularidade dos cidadãos estrangeiros.

"A forma como se estava a proceder só beneficiava as máfias, pessoas sem escrúpulos que se aproveitavam dos imigrantes. Quem vai ao SEF apercebe-se perfeitamente disso, de uma série de gente que gravita ali à volta dos imigrantes e que enriquece à custa dos imigrantes", revela.

Jorge Silva acrescenta que, à semelhança da lei de imigração, também a lei da nacionalidade trouxe melhorias e veio facilitar a vida das pessoas, embora não contemple todas as reivindicações apresentadas pelo movimento associativo.

Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da CPLP

Mobilidade na CPLP é dossier complexo

As alterações à lei de imigração entram em vigor quando ainda se debate a questão da mobilidade entre os países de língua portuguesa. Esta é uma das bandeiras da presidência cabo-verdiana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). De acordo com Maria do Carmo Silveira, secretária executiva da organização, todos os países reconhecem a importância de se avançar com o conceito da mobilidade.

"Mas todos sabemos que se trata de um dossier extremamente complexo e os países têm apresentado várias limitações que, na sua resolução, têm que ser tomadas em conta", reconhece Silveira.

A questão da mobilidade, lembra, é uma matéria que vem sendo discutida há vários anos. "Houve alguns avanços já conhecidos", adianta, o que revela que a solução tem sido encontrada de uma forma faseada, atendendo à complexidade do dossier. Através de acordos bilaterais, vários países da CPLP têm suprimido vistos entre si, mas Carmo Silveira considera que, no âmbito multilateral, é preciso dar passos nesta temática.

Na opinião do advogado Adriano Malalane, pensar que os membros da CPLP poderão ter livre circulação de pessoas de forma generalizada, como acontece na União Europeia ou no Espaço Schengen, é uma ilusão, "dado o desnível económico que existe entre os diferentes países membros", diz o advogado.

dw.com/pt

NOTÍCIA DC/SUSPENSÃO: O ministro das Obras Públicas, Óscar Barbosa, mandou suspender o director financeiro do Fundo Rodoviário, o Nelito, que se encontra de férias em França com a família. No entanto, apurou o DC, a ordem não foi ainda afixada.

Fonte:  ditaduraeconsenso.blogspot.com

CELEBRAÇÃO: O presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira, viajou hoje para Conacri, a convite do professor Alpha Conde, para participar nas comemorações da independência daquele país irmão, que se celebra amanhã, 2 de Outubro

Fonte: ditaduraeconsenso.blogspot.com

domingo, 30 de setembro de 2018

PIROGA COM MAIS DE 70 PESSOAS A BORDO NAUFRAGOU OS MORTOS AINDA POR CONTAR

O pior e a tristeza estão acontecer no mar da Guiné-Bissau sem apoio de ninguém.

As autoridades marítimas guineenses confirmaram ontem em Bissau, o naufrágio de uma piroga na costa náutica do Norte do país.

A bordo seguiam, pouco mais de sessenta pessoas, ainda não se sabe de que nacionalidades são e, também de número de vítimas mortais.

O capitão dos Portos de Bissau disse a Notabanca que, receberam a notícia do FISCAP, que a piroga tinha abordo emigrantes clandestinos.

Siga Batista sublinha que não podiam socorrer as vítimas porque a instituição que dirige não dispõe de combustível e nem patrulheiro para o efeito. Apenas só para narrar histórias de naufrágios no mar por falta de meios.


“Estamos aqui só para relatar naufrágios sem podermos fazer nada para as vítimas. Isto é pena,” lamenta capitão dos Portos.

Perante os factos chocantes e revoltantes, Siga Batista pede ao Governo adotar meios materiais as autoridades marítimas para fazerem face aos desafios do género. Recordando que, há três semanas uma rapariga desapareceu na “ilha de Réu” no qual, foram obrigados a recorrerem canoas privadas colocando combustíveis para operação de busca, mas dada a natureza da operação, o corpo não foi encontrado até hoje. Anunciando ainda vários corpos desaparecidos no mar sem resgate.

Guiné-Bissau com mar cheio de pescado mas sem nenhum patrulheiro para resgate dos naufrágios. Sinto muito!

Notabanca; 30.09.2018

sábado, 29 de setembro de 2018

ENVELHECER - O envelhecimento cerebral é agravado por este aspeto

Células que já não realizam convenientemente a sua função podem estar a comprometer o bom funcionamento das que a circundam. O resultado? Perda de memória.


Porquê o declínio cerebral? A questão é colocada incontáveis vezes por neurologistas no sentido de encontrar soluções que contrariem o desacelerem o inevitável processo de perda de memória.

Para o biólogo molecular Darren Baken, um dos principais motivos para tal problema advém das células senescentes, ou seja, aquelas que naturalmente já se encontram envelhecidas (senescência é, aliás, o processo natural metabólico de envelhecimento a nível celular). Ora, tais células continuam vivas, mas não realizam a sua suposta função, pelo contrário, apenas se acumulam o que leva à criação de uma proteína que é tóxica para o cérebro.

Segundo um estudo liderado por Baken, a eliminação de tais células daria assim mais espaço, literalmente, para que as células ainda ativas desempenhem a sua função.

O mesmo processo ajudariam ainda a evitar o desenvolvimento de doenças de foro mental como Alzheimer ou demência, que os cientistas acreditam ter relação com as referidas proteínas tóxicas

Além de apontarem esta hipótese, os responsáveis pelo estudo aqui mencionado apontam também uma solução: uma droga anticancerígena que atua no combate às células, de forma quase imediata aquando da sua passagem ao estado de senescência.

Certos de que são as células senescentes as principais responsáveis pelo envelhecimento célular, os investigadores admitem ter aberto portas que permitirão novos estudos sobre o tema – algo essencial para a neurologia, que conta ainda com muitas questões sem resposta.

NAOM

MOTORISTAS ENTREGAM CADERNO REIVINDICATIVO AO GOVERNO


A Federação Nacional das Associações dos Motoristas Transportadores da Guiné-Bissau (FNAAMTGB) entregou, ao Governo, um caderno reivindicativo, na qual, exige entre outros pontos, a melhoria de condições de vias rodoviárias, nomeadamente, na Capital Bissau, e no interior do país.

O documento, que a Capital FM consultou, refere que a prestação de qualquer serviço pressupõe condições mínimas de trabalho, pelo que, considera “inaceitável” o estado em que se encontram as estradas do país, citando, como exemplos, as de Bôr – Cuntum, Cuntum Madina, Bissau – Jugudul, João -Landim – São Domingos e Quinhamel – Biombo.

A outra preocupação da organização prende-se com a definição das competências entre a Direção Geral de Viação e Transporte Terrestre, a Polícia de Transito e a da Guarda Nacional. Consta ainda do Caderno Reivindicativo, da Federação das Associações Nacional dos Motoristas Transportadores da Guiné – Bissau, a redução de postos de controlo, a nivel no país; criação de Guichê nas diferentes localidades da Guiné-Bissau; a obrigatoriedade de realização de exames de admissão ou aptidão como umas das condições para atribuição, respectiva, de cartas de condução e a construção de terminal central de Bissau.

Trata-se de um documento de 5 páginas que deu entrada nos gabinetes dos Ministros de Transportes, do Interior e o da Administração Territorial.

Por Redação CFM

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

BACIRO DJA: “OS EMPRESARIOS POLITICOS SÃO RESPONSAVEIS DA ESTRANGULAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA GUINE-BISSAU”


O líder da Frente Patriótica para Salvação Nacional (FREPASNA), uma formação extra parlamentar guineense, Baciro Djá, aponta hoje os chamados “empresários políticos” como principais entraves do desenvolvimento da Guiné-Bissau.

O político tem estado a criticar a atuação dos homens de negócios que se transformaram em líderes partidários e dirigentes do país: “o Presidente da Republica, José Mário Vaz, Victor Mandinga, Carlos Gomes Júnior, Braima Camará, Botche Candé entre outros nomes são exemplos dos empresários que estão no campo político a colocar o país no fundo do poço a cada dia que passa.”

Para o antigo primeiro-ministro, não são os políticos responsáveis pela instabilidade e subdesenvolvimento, mas sim os empresários que deixaram seus negócios para fazer a política.

O líder da FREPASNA falava aos populares de Bafatá, a segunda capital da Guiné-Bissau, no leste do país, por ocasião do 45º aniversário da Independência nacional, na segunda-feira (24.09).

De recordar que o antigo chefe de executivo é um dos quinze dirigentes expulsos do PAIGC, pelo Conselho Jurisdicional daquela formação política, por terem quebrado a disciplina partidária ao optar pela abstenção na votação da moção de confiança ao Programa de Governo apresentado por Carlos Correia ao parlamento, a 23 de Dezembro de 2015.

Por: Alison Cabral

radiojovem.info

TRIBUNAL MILITAR ABRE DELEGAÇÕES NO INTERIOR DO PAÍS

O presidente do Tribunal Militar Superior (TMS) da Guiné-Bissau, Daba Na Walna, disse hoje à Lusa que o país já dispõe de tribunais nas três zonas militares e que o corpo da Polícia Judiciária Militar também já foi montado.

A criação de tribunais nas zonas militares norte (em Canchungo), leste (em Bafatá) e sul (em Buba) bem como a composição de um corpo da Polícia Judiciária Militar (PJM), representa "o cumprimento da lei" instituída logo nos primeiros anos da independência da Guiné-Bissau, assinalou o general Daba Na Walna.

A lei 2/78 previa a criação de tribunais militares nas nove regiões administrativas do país, mas com a organização das unidades em três zonas, "entendeu-se que não fazia sentido tantos tribunais, uma vez que os militares deixaram de estar espalhados um pouco pelo país", notou Na Walna.

Notabanca; 28.09.2018

Greve do pessoal portuária na Guiné-Bissau paralisa exportação da castanha de caju

Uma greve dos funcionários que operam no gabinete do guiché único, junto ao principal porto comercial da Guiné-Bissau, está a paralisar a exportação da castanha de caju há mais de uma semana, disse hoje fonte oficial.

Celestino Có, secretário-geral da associação nacional dos importares e exportadores da Guiné-Bissau (ANIE-GB), disse que a greve visa exigir o pagamento de 75 milhões de Francos CFA (cerca de 142 mil euros) referentes a quatro meses de remuneração que o Estado deve pagar aos trabalhadores do guiché único e que incluem funcionários das alfândegas, finanças e comércio.

Para evitar que o operador económico ande entre vários departamentos estatais ligados à exportação ou importação de produtos, o Estado guineense criou o serviço de guiché único, junto ao Ministério do Comércio e principal porto comercial em Bissau, integrado por diferentes entidades.

No âmbito da campanha de exportação da castanha do caju, existe um acordo de remuneração extraordinária combinada entre o Governo e os técnicos do guiché único e da báscula, que também aderiram à greve, por tempo indeterminado.

O responsável pela ANIE-GB admitiu que a greve "deixou o porto de Bissau completamente paralisado" com vários contentores carregados de castanha de caju, principal produto de exportação da Guiné-Bissau, à espera de serem transportadores para os navios.

"É claro que esta situação está a pôr em causa os contratos celebrados com empresários indianos", principais compradores da castanha guineense, salientou Celestino Có.

Além da greve, o secretário-geral da ANIE-GB aponta ainda para o início tardio da campanha de comercialização da castanha do caju, a incerteza no preço ao produtor e ainda o intensificar das chuvas como outros dos fatores que irão prejudicar a operação do escoamento do produto.

Até ao início da greve do pessoal do guiché único e da báscula, foram exportadas 140 mil toneladas da castanha de caju, indicaram à Lusa fontes do Governo.

dn.pt/lusa

Um grupo de mulheres guineenses ativistas que luta pela entrada em vigor da nova Lei da Paridade ameaça não votar nas eleições legislativas da Guiné-Bissau, marcadas para 18 de novembro.

Clique no link para assistir ao vídeo

DW Português para África



Editorial: PRIMEIRO-MINISTRO, GOVERNAR É NÃO DIVERTIR PESSOAS, É ASSUMIR RESPONSABILIDADE!

Todos os indicadores apontam, sem sombra de dúvida, a impossibilidade de realização de eleições legislativas na data prevista dia 18 de Novembro. O principal responsável deste falhanço é o próprio Primeiro-Ministro, Aristides Gomes, que, ao longo de cinco meses de exercício não foi capaz de dar um impulso ao processo de preparação às eleições, sua missão principal.

Ao invés de dinamismo e pragmatismo, o Primeiro-Ministro tem sido demasiado evasivo para com o processo ao ponto de deixar pairar a sombra de suspeições quanto à sua agenda pessoal a meio caminho. Começa-se o recenseamento “oficialmente” no dia 23 de Agosto sem recensear nenhum eleitor, coloca-se um kit em cada círculo eleitoral e acredita-se que a esse rítmo se vai realizar eleições na data! Brincadeira tem limites!

Hoje, a incerteza generalizada associada à acumulada desconfiança entre diferentes actores políticos, até no seio da população, ansiosa de ver concluído o fatídico cíclico de ingovernabilidade há várias décadas, é o resultado de liderança leviana do chefe do executivo!

As acções deste governo e a liderança do seu líder, deixam muito a desejar. A patente descoordenação no seio da equipa governamental na gestão do processo eleitoral é inquietante. É urgente corrigir “o tiro” antes que seja tarde. O incompreensível é a tentativa de desvirtuar a tradição de organização de eleições na Guiné-Bissau desde de 1994. Cumpre-se lembrar que a Lei Eleitoral incumbe à Comissão Nacional de Eleições (CNE) a responsabilidade primária de condução do processo eleitoral.

O Gabinete de Apoio Técnico ao Processo Eleitoral (GTAPE) é um mero instrumento de assistência técnica do processo cujas acções devem ser monitoradas pela CNE. Infelizmente, esse princípio é hoje posto ao “chão de amadorismo” por este governo em nome de calculismos e agendas inconfessas susceptíveis de conduzir o país à periferia do “desconhecido”. O protagonismo atribuído ao GTAPE, embora sem resultados palpáveis, mina de que maneira o clima de confiança na gestão num processo eleitoral.

Ao longo do processo, o GTAPE fez perceber a opinião pública nacional e internacional sobre a inoperacionalidade dos “kits” utilizados nos escrutínios de 2014. Essa realidade não corresponde minimamente a verdade pois o chefe da missão da assistência eleitoral confirmou na semana passada a operacionalidade de uma boa parte dos materiais. Autêntica brincadeira que traduz mal a irresponsabilidade do homem guineense perante coisas sérias. O guineense há muito que deixou de ter a vergonha na cara, de defender a honra e a dignidade mesmo que seja a custa da própria vida.

Pior de tudo, é que perante o impasse reinante, o Primeiro-Ministro tem pautado por discursos de “meio gaz”, declarações vazias que deixam os cidadãos desorientados e perplexos.

A tendência perigosa deve ser invertida e é urgente que o chefe do governo pare com esquemas de diversão e assuma plenamente a sua responsabilidade perante à Nação antes que seja tarde. Certo, os problemas da Guiné-Bissau não se resolverão com as eleições, mas elas podem constituir uma oportunidade para provocar a mudança, na condição que haja uma real vontade. 

Por: Redação

OdemocrataGB

Saneamento básico - CMB instala cacifos modernos de venda de peixes e frutas nos mercados

Bissau, 28 set 28 (ANG) – A Câmara Municipal de Bissau procedeu hoje a instalação de cacifos modernos de venda de peixes e frutas nos mercados de Bandim e Antula.

Em declarações à imprensa, durante o acto, o Presidente da Câmara Municipal de Bissau ,Luís Silva de Melo afirmou que o gesto visa erradicar a prática de comercialização dos produtos no chão por parte das mulheres peixeiras e horticultoras.

Luís Melo disse que todos nós sabemos dos riscos que a venda de produtos no chão acarreta para a saúde das populações consumidoras, acrescentando que podem contrair doenças entre outros males.

“Esta iniciativa não se limita aos dois mercados porque será alargada para todas as feiras tendo em conta que o nosso principal objectivo é de acabar com a venda de produtos no chão”, prometeu.

Luís Melo salientou que são cacifos muito bom para o uso das mulheres vendedeiras, tendo as aconselhado para uma boa conservação do material recebido.

 “Vamos continuar a produzir os referidos cacifos para colocar em todos os mercados de Bissau”, garantiu o Edil de Bissau.

O Presidente da Associação dos Retalhistas dos Mercados da Guiné-Bissau disse estar satisfeito com o gesto da CMB, acrescentando que isso será o primeiro passo para se combater a prática de venda de produtos no chão.

Aliu Seidi sublinhou que essa iniciativa vai diminuir as críticas que recebem diariamente sobre a venda de mercadorias no chão, tendo exortado ao Presidente da Câmara Municipal de Bissau para alargar a iniciativa para todos os mercados da capital.

Foram no total seis cacifos doados à CMB pela Associação AMA-Kuwait, sendo dois instalados no mercado de Bandim e quatro na de Antula. 

ANG/ÂC//SG

EXCLUSIVA: ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA GUINÉ-BISSAU


GUINEENSE ANUNCIAM A PARALISAÇÃO DAS ATIVIDADES DOCENTES, A PARTIR DA PRÓXIMA SEGUNDA-FEIRA, 01 DE OUTUBRO

Os três Sindicatos do Sector Educativo guineense anunciam a paralisação das atividades docentes, a partir da próxima segunda-feira, 01 de outubro, por um período de 21 dias úteis.

No pré – aviso de greve datado de 26 de setembro que a e- Global consultou, esta quinta-feira, 27 de setembro, o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) e o Sindicato Nacional dos Professores e Funcionários da Escola Superior de Educação (SIESE) informaram que entregaram a 19 de setembro um caderno reivindicativo ao governo, mas até à data presente não houve reação, por parte do executivo liderado por Aristides.

“no incumprimento” das exigências constantes no caderno reivindicativo,o SINAPROF, o SINDEPROF e o SIESE convocaram uma paralização das atividades docentes por um período de 23 dias úteis, com o início às 07: 00 do dia 01 a 31 de outubro de 2018.

No pré – aviso de greve com 17 pontos, os sindicatos do sector educativo exigem, entre outros pontos, implementação, na prática, do Estatuto de Carreira Docente com efeitos retroativos, a partir da sua previsão orçamental, conclusão do pagamento de salários em atraso aos professores Novos Ingressos e Contratados do ano letivo 2017/2018 e a devolução de salários aos professores de SIESE.

A paralisação vai acontecer numa altura em decorrem ainda as matrículas nas escolas públicas em todo o território nacional e quando o governo não anunciou ainda uma data indicativa para o início das aulas, apesar de já ter anunciada a abertura do ano lectivo 2018/2019.

cfm87.net