sexta-feira, 3 de abril de 2026

O Comissáriado da Ordem Pública da Guiné-Bissau mobilizou 1936 efetivos, incluindo Polícia da Ordem Pública, Guarda Nacional, Proteção Civil e Bombeiros, para garantir a segurança durante as comemorações da Páscoa em todo o país.

Vídeo de Donald Trump a dançar com espada na mão é real?... Donald Trump volta a dar que falar nas redes sociais com a sua dança típica, mas agora com uma espada na mão. O vídeo é real ou montagem? A SIC Verifica.

MARCO BELLO/REUTERS  Por sicnoticias.pt

Nos últimos dias, tem surgido um debate nas redes sociais sobre se um vídeo viral do Presidente norte-americano a dançar com uma espada na mão é real ou se foi criado com recurso a inteligência artificial (IA).

"Por favor, digam-me que isto é IA", lê-se na legenda de uma das publicações, uma questão que se multiplica na caixa de comentários.

Será que aconteceu mesmo?

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores, o episódio aconteceu no dia 20 de janeiro de 2025 e prova disso são os registos em vídeo das agências de notícias internacionais, como a Reuters.

O vídeo regista um momento do Commander-in-Chief Ball (Baile do Comandante-em-Chefe), em Washington, D.C., um dos eventos oficiais da tomada de posse de Donald Trump.

Nesta celebração, Trump foi surpreendido com uma miniatura em bolo do icónico Air Force One, o avião presidencial dos EUA. Com uma espada na mão para celebrar o momento - e com os seus habituais passos de dança em comícios ao som de 'Y.M.C.A.' - o Presidente dançou com uma espada na mão perante os convidados, um episódio que foi registado pelas câmaras.

A SIC Verifica que o vídeo é...

Apesar das dúvidas de muitos utilizadores das redes sociais, o momento de dança de Donald Trump com uma espada na mão aconteceu e foi registado por agências de notícias internacionais.

ARTEMIS II: NASA confirma sucesso da manobra para lançar missão Artemis II rumo à Lua... A agência espacial dos Estados Unidos NASA confirmou que foi concluída com sucesso a manobra que colocou a missão tripulada Artemis II rumo à Lua, apesar de incidentes menores que não comprometem o voo.

© Lusa  03/04/2026 

Na quinta-feira, a NASA reconheceu que, durante as fases iniciais da operação da sonda Orion, houve ajustes técnicos e uma breve interrupção nas comunicações, que já foi resolvida, mas insistiu que não há preocupações quanto à missão.

"Encontrámos alguns problemas ao longo do caminho, mas nenhum representa uma preocupação neste momento", disse Howard Hu, gestor do programa Orion, em conferência de imprensa.

A sonda realizou a chamada 'injeção translunar', uma manobra que gerou o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, que deverá durar entre três a quatro dias, durante os quais tripulantes irão realizar mais testes e experiências científicas.

A NASA sublinhou que a manobra, que durou cinco minutos e 52 segundos, foi executada "de forma perfeita" pela equipa de controlo de voo em Houston, no sul dos Estados Unidos.

A manobra inlui a última grande queima de motor da missão, após a qual a nave espacial continuará a trajetória, impulsionada pelas leis da mecânica orbital, em torno da Lua e, mais tarde, de volta à Terra.

A agência espacial norte-americana salientou ainda que a tripulação está de boa saúde e que os sistemas da cápsula estão a funcionar conforme o planeado.

Durante o primeiro dia completo no espaço, a tripulação realizou verificações e manobras em órbita que visaram garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.

"Este é ainda um voo de teste (...) continuaremos a recolher informações importantes diariamente para aprender a operar esta nave espacial no ambiente espacial real", destacou Hu.

Com condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso já lançado pela NASA - levantou voo na quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, no estado da Florida, para o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos.

Esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, a mais de 400 mil quilómetros da Terra, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

Após um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.

As suas observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve nenhum ser humano.

A trajetória seguida pela Orion é a designada de "retorno livre", o que significa que foi desenhada para que a nave espacial seja atraída pela Lua e depois trazida de volta à Terra naturalmente.

A viagem de regresso durará três ou quatro dias e será marcada pela reentrada atmosférica, um dos momentos mais perigosos da missão, após o que a nave espacial amarará no oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

Ao contrário do que aconteceu com o programa Apollo, a NASA está a colaborar agora com outros países, principalmente europeus, e com o setor privado, incluindo a SpaceX e a Blue Origin, de Elon Musk e Jeff Bezos, respetivamente, que serão responsáveis pelo desenvolvimento dos módulos de aterragem lunar.


Leia Também: O lançamento da missão da NASA à Lua... visto de um voo comercial

Passageiros de um voo comercial, que fazia a ligação de Costa Rica a Atlanta, tiveram a oportunidade única de assistir ao lançamento da missão no momento em que sobrevoavam a Florida. Momento foi captado em vídeo.

Líder da junta militar diz que povo do Burkina Faso deve "esquecer democracia"... O povo do Burkina Faso deve "esquecer a democracia", declarou Ibrahim Traoré, líder da junta militar que controla o país desde o golpe de Estado de setembro de 2022.

© Lusa    03/04/2026 

A transição política, prometida após um primeiro golpe, em janeiro de 2022, deveria ter sido concluída em julho de 2024, com eleições.

No entanto, a junta adotou uma Constituição que lhe permite manter-se no poder até 2029 e que autoriza Traoré a candidatar-se às "eleições presidenciais, legislativas e autárquicas", que estão previstas para o final desse período.

Em outubro de 2025, o regime militar dissolveu a Comissão Eleitoral Nacional Independente e, em fevereiro passado, dissolveu todos os partidos políticos, cujas atividades já tinham sido suspensas.

"Nem sequer estamos a falar de eleições... as pessoas precisam de esquecer a democracia; a democracia não é para nós", declarou Traoré na quinta-feira à noite, numa conferência de imprensa transmitida pela emissora estatal RTB.

"Não vivemos numa democracia", já tinha afirmado em 2025 o capitão.

Traoré foi questionado durante mais de duas horas por jornalistas do Burkina Faso e do estrangeiro, incluindo a emissora pública italiana Rai e o canal privado britânico Sky News --- um acontecimento raro.

Desde que chegou ao poder, o regime militar, hostil aos países ocidentais e sobretudo à antiga potência colonial França, proibiu ou suspendeu a transmissão de vários órgãos de comunicação internacionais e expulsou alguns dos seus jornalistas.

Na quinta-feira, Traoré abordou também o caso do antecessor, o ex-tenente-coronel Paul Henri Sandaogo Damiba, que chegou ao poder no golpe de janeiro de 2022.

Damiba é acusado de arquitetar várias tentativas de golpe e está a ser processado por corrupção. Foi recentemente extraditado pelo Togo para o Burkina Faso, a pedido da junta militar.

"Já foi visto por um juiz (...) Está nas mãos do sistema judicial", disse Traoré.

O Burkina Faso é assolado há quase uma década pela violência perpetrada por grupos fundamentalistas islâmicas, que já ceifou milhares de vidas.

De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data, pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016.

Mas a organização de defesa do direitos humanos Human Rights Watch (HRW) alertou, num estudo divulgado na quinta-feira, que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.

O relatório acusa as forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 de cometerem crimes contra a humanidade de forma generalizada e acrescenta que pelo menos 1.837 pessoas foram mortas em dois anos. 

Para a HRW, o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto do Governo como dos fundamentalistas.

Traoré negou todas as acusações na quinta-feira, afirmando que "não há provas".

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.

O chefe da junta indicou ainda que a aliada Rússia estava a fornecer equipamento militar , mas que "ninguém está a treinar o exército burquinense" e que "no terreno, são os soldados burquinenses que estão a combater".

quinta-feira, 2 de abril de 2026

ONU em choque com assassínio do ativista guineense Vigário Balanta... O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos declarou-se hoje "chocado" com o "assassínio brutal" do líder do Movimento Revolucionário "Pó di Terra", encontrado morto na Guiné-Bissau na terça-feira.

Por LUSA 

Em comunicado, o Alto Comissariado da ONU afirma que a morte de Vigário Luís Balanta, líder da organização da sociedade civil guineense crítica do regime militar, "ocorre num momento de uma crescente redução do espaço cívico e democrático", que se acelerou na Guiné-Bissau desde o golpe de Estado em 26 de novembro de 2025.

O corpo de Vigário Balanta foi encontrado na terça-feira num lugar ermo nos subúrbios de Nhacra, a 30 quilómetros da capital, Bissau.

Vigário Balanta participou ativamente da organização de um protesto popular no fim de dezembro, pedindo o retorno da ordem constitucional.

"A ONU pediu às autoridades de facto da Guiné-Bissau que investiguem, urgentemente, o assassínio de forma imparcial e que levem os responsáveis à Justiça", lê-se na nota.

O Alto Comissariado declarou que diversos membros da oposição e defensores dos direitos humanos estão a ser "detidos arbitrariamente, atacados, assediados e intimidados", acrescentando que "existe ainda uma repressão a protestos e suspensão de emissoras de rádio".

"Tais atos são incompatíveis com as obrigações internacionais da Guiné-Bissau em matéria de direitos humanos e devem cessar imediatamente, devendo ser asseguradas às vítimas todas as reparações necessárias. As autoridades de facto devem também tomar medidas urgentes e significativas para o restabelecimento da ordem constitucional", adiantou.

A associação "Firkidja di Pubis" acusou hoje o autodenominado Alto Comando Militar e o Governo da Guiné-Bissau pelo rapto, tortura e assassínio do seu secretário-geral, Vigário Balanta, declarando que este crime demonstra o "caráter (...) de guerra contra o povo" por parte do regime e das suas milícias.

Na terça-feira, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, denunciou o assassínio de Vigário Balanta, antes de apresentar o relatório da situação dos Direitos Humanos na Guiné-Bissau, afirmando que a execução "não é apenas um crime, é um sinal profundamente inquietante de que, na Guiné-Bissau, o exercício de direitos fundamentais pode transformar-se num ato de riscos sérios".

Bubacar Turé observou que não está apenas em causa a segurança individual de cada defensor dos direitos na Guiné-Bissau, mas "a própria essência da dignidade humana e o Estado de direito".

Ainda na terça-feira, o Governo de transição na Guiné-Bissau disse, em comunicado, ter tomado conhecimento "com profunda consternação e viva indignação" do que considera de "lamentável e condenável acontecimento", condenando a morte "em circunstâncias particularmente violentas" do cidadão Vigário Luís Balanta.

No dia seguinte, a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária (PJ) da Guiné-Bissau, Cornélia Té, disse que "basta de homicídios de inocentes" no país e prometeu trabalhar para a descoberta dos assassinos do ativista político.

A responsável adiantou que a PJ trabalha em colaboração com a Polícia de Ordem Pública (POP) e o Serviço de Informação e Segurança (SIS) e exortou a população a prestar quaisquer informações que possam ajudar na investigação do caso.

Também na quarta-feira, o partido da oposição moçambicano Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola) repudiou o "brutal" assassínio do ativista político guineense, exigindo às autoridades da Guiné-Bissau uma investigação "célere, transparente e independente" para a responsabilização dos autores do crime.

Donald Trump demitiu a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi... O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos. O substituto interino será Todd Blanche, que ocupa atualmente o cargo de vice-procurador-geral e é o antigo advogado pessoal de Trump.

Por  Notícias ao Minuto

O presidente norte-americano, Donald Trump, demitiu Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos Estados Unidos, esta quinta-feira. A informação foi avançada pela CNN Internacional e, pouco depois, confirmada pelo chefe de Estado através da sua rede social.

Pam Bondi é uma grande patriota e uma amiga leal, que serviu fielmente como minha Procuradora-Geral durante o último ano. Pam fez um trabalho excecional ao supervisionar um combate maciço do crime em todo o país, com os homicídios a descerem para o nível mais baixo desde 1900", começou por escrever.

Trump continuou: "Adoramos a Pam, e vai transitar para um novo emprego muito necessário e importante no setor privado, cuja data será anunciada em breve".

Pam Bondi vai para já ser substituída pelo "muito talentoso e respeitado" vice-procurador-geral Todd Blanche, também antigo advogado pessoal de Trump, no caso relacionado com os pagamentos secretos à atriz pornográfica Stormy Daniels.

Notícias ao Minuto

Segundo a imprensa norte-americana, Trump estaria a ficar frustrado com Bondi em várias frentes, nomeadamente, com a forma como tinha lidado com os documentos do caso Epstein e com o facto de não ter investigado um número suficiente dos adversários pessoais e políticos do presidente.

Na quarta-feira, Trump terá falado pessoalmente com Bondi sobre a possibilidade de ser substituída e na conversa, que uma fonte descreveu ao mesmo meio como "dura", o presidente norte-americano terá dito à procuradora-geral que receberia um cargo diferente posteriormente.

A ex-procuradora-geral da Florida, de 60 anos, tomou posse no ano passado prometendo que não faria política com o Departamento de Justiça (DoJ, na sigla em inglês), mas rapidamente iniciou investigações contra adversários de Trump, sujeitando-se a críticas de que a agência era utilizada como instrumento de vingança para promover a agenda política e pessoal do presidente. 

Bondi, refere a agência AP, subverteu a cultura de independência do DoJ relativamente à Casa Branca, supervisionando despedimentos em massa de funcionários de carreira e agindo de forma agressiva para investigar os adversários percebidos do presidente republicano.

A demissão de Bondi ocorre após o afastamento, em março, de Kristi Noem, antiga secretária da Segurança Interna , após críticas crescentes à sua liderança no departamento, a conhecida como 'Barbie do ICE' tem vindo a estar envolvida em polémica, incluindo pela condução da repressão da imigração e na resposta a catástrofes.

24 de Abril de 2026 - Lançamento do livro “História da Música Angolana” de Albino Carlos na UCCLA

Lançamento do livro “História da Música Angolana” na UCCLA

Vai ter no dia 24 de abril, às 18 horas, o lançamento do livro “História da Música Angolana” da autoria de Albino Carlos, no auditório da UCCLA.

Com a chancela da editora Oficina de Escrita, a obra será apresentada pelo historiador Alberto Oliveira Pinto.

Sinopse:

“História da Música Angola” é a História de Angola escrita através da sua música, constituindo um dos mais profundos e ousados estudos sociológicos que ajuda a conformar uma ideia de Angola e vivenciar a maneira peculiar de ser angolano, sendo a prova provada de que o saber-se e o sentir-se angolano são inerentes à memória e história de canções que lhes atualizam o sentimento de pertencimento.

O livro aborda a identidade musical angolana, faz uma incursão pela poesia tradicional e cancioneiro popular, disseca o semba e o kuduro e enfatiza as músicas angolanas de antologia. A contribuição da canção política na luta de libertação nacional, bem como o papel da música no processo de emancipação das mulheres são também afloradas dentre outras questões, mormente as vozes musicais das diásporas, a problemática das línguas nacionais e a canção infantil. Consta também a recolha de mais de 200 letras das mais emblemáticas canções tradicionais e modernas em todas as línguas nacionais, cuja temática varia desde o imaginário mítico-telúrico ao fantástico, passando pelos mais diversos aspetos da realidade política e social, cultural e económica.

Biografia:

Albino Carlos nasceu em Angola. Notabiliza-se por escrever sobre a idiossincrasia da alma angolense tal qual, sendo um dos mais aclamados e premiados autores das letras angolanas.

Prémio Nacional de Literatura (2014) com o estrondoso “Issunje”, Prémio de Literatura António Jacinto (2006) com o romance “Olhar de lua cheia), vencedor dos Globos de Ouro (2018) com a novela “Caça às bruxas” e depois do sucesso do livro de contos “Os funerais de Manguituka e outros mambos” (2023), Albino Carlos regressa agora aos escaparates com “História da Música Angola”, comprovando a qualidade e originalidade de uma pena de fina estampa que tem figurado em antologias e edições traduzidas de grande prestígio em Angola e além-fronteira. Ele tem ainda no prelo as obras “Semba” e “Muxima Luanda”.

Assinatura reconhecida do jornalismo angolano e figura destacada do meio académico, Albino Carlos é Doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, licenciado em Ciências da Comunicação pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, membro da Academia Angolana de Letras, da União de Escritores e da União dos Jornalistas Angolanos e docente da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, tendo sido Diretor-Geral do Instituto Superior de Ciências da Comunicação (ISUCIC) e do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR). Atualmente é Ministro Conselheiro na Embaixada de Angola na Sérvia.

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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🚨 ATENÇÃO À CORRUPÇÃO NA SAÚDE PÚBLICA 🚨

O Gabinete do Paciente da Guiné-Bissau alerta a população para a prática de cobrança ilícita nos serviços de saúde uma forma grave de corrupção que prejudica o acesso justo aos cuidados médicos.

A cobrança ilícita consiste em oferecer, prometer, solicitar ou receber dinheiro ou bens materiais em troca de um atendimento melhor ou de serviços que, por lei, deveriam ser gratuitos.

📌 Exemplos comuns:

• Pagamento para obter um relatório médico

• Cobrança de valores acima do estipulado pela junta médica

• Pagamento para acelerar atendimento

• Cobrança por medicamentos que deveriam ser gratuitos

⚠️ Essa prática pode partir tanto de pacientes quanto de profissionais de saúde e deve ser denunciada!

📝 COMO RECLAMAR EM CASO DE COBRANÇA ILÍCITA?

A denúncia pode ser feita de forma pessoal ou por terceiros, por escrito ou verbalmente. É importante incluir:

• Nome e contacto do denunciante ou representante

• Nome e localização da unidade de saúde

• Descrição detalhada do ocorrido

• Nome das pessoas envolvidas

• Data, hora e outras informações relevantes

📍 ONDE APRESENTAR A RECLAMAÇÃO (Setor Autónomo de Bissau)?

• Gabinete do Paciente (Chão de Papel Varela, junto à Escola Peré)

• Inspeção Geral de Saúde no INASA

• 📞 Linha Saúde 24h: 2020 (Orange) | 1919 (Telecel)

• Livro ou caixa de reclamações nas unidades de saúde

• Direção dos hospitais e centros de saúde

❗ A saúde é um direito de todos. Dizer não à corrupção é garantir um sistema mais justo e digno para todos.

✊🏾 Denuncie. Proteja os seus direitos.

gabinetedopaciente

Por  Radio TV Bantaba 

DGVTT AMEAÇA RETIRAR LICENÇA AOS MOTORISTAS QUE ESPECULAM PREÇOS DOS TRANSPORTES

Por Rádio Sol Mansi  02 04 2026 

O diretor-geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT) ameaça retirar a licença a todos os motoristas que especularem os preços dos transportes nestes dias de escassez de combustível.

A decisão surge na sequência de denúncias que a instituição tem vindo a receber, indicando que alguns motoristas estão a praticar preços fora da tabela de forma isolada.

Badilé Banjaque afirma ainda que quem for apanhado nesta prática será punido de acordo com a lei, sublinhando que o aumento dos preços dos transportes compete exclusivamente às autoridades competentes.

O responsável avisa que, a partir de amanhã, 3 de abril, os fiscalizadores da viação estarão nas estradas de forma disfarçada, com o objetivo de desincentivar a prática de cobranças ilícitas.

No entanto, Banjaque esclareceu que a revisão da tabela de preços dos transportes depende de uma eventual subida do preço do combustível, o que, segundo afirma, não se verifica neste momento.

Trump goza com casamento de Macron. Francês já respondeu: "Deselegante"... Donald Trump comentou o casamento de Emmanuel Macron e um incidente ocorrido há quase um ano a bordo de um avião, no Vietname. O presidente francês já respondeu e defendeu que as declarações do seu homólogo norte-americano foram "deselegantes":

© YOAN VALAT/POOL/AFP via Getty Images   noticiasaominuto.com  02/04/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gozou com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, e recordou um incidente ocorrido há quase um ano com a primeira-dama francesa, Brigitte Macron.

Num almoço privado, na quarta-feira, Trump criticou os países da aliança transatlântica NATO por não se terem juntado à guerra contra o Irão.

"Não precisávamos deles, mas mesmo assim pedi", disse Trump durante o almoço privado, num vídeo que foi brevemente publicado no canal de YouTube da Casa Branca, mas acabou por ser apagado, segundo o jornal francês Le Monde

"Ligo para França, Macron, cuja mulher o trata extremamente mal… Ainda está a recuperar do murro no queixo", acrescentou.

Trump referia-se a um vídeo que se tornou viral em 2025 e mostrava Brigitte Macron a empurrar o rosto de Emmanuel Macron ao sair de um avião à chegada ao Vietname. O presidente francês veio, depois, dizer que as imagens foram tiradas do contexto e que se tratava de uma brincadeira entre ambos.

"E eu disse: 'Emmanuel, adoraríamos ter alguma ajuda no Golfo, mesmo que estejamos a bater recordes na eliminação de pessoas más e na destruição de mísseis balísticos. Gostaríamos muito de ter alguma ajuda. Se pudesse, poderia, por favor, enviar navios imediatamente?'", continuou Trump.

De seguida, segundo o Le Monde, Trump imitou um sotaque francês para dar a alegada resposta de Macron: "'Não, não, não, não podemos fazer isso, Donald. Podemos fazer isso depois de a guerra ser ganha'", disse. "Eu disse: 'Não, não, não preciso disto depois de a guerra ser ganha, Emmanuel'".

Macron já respondeu: Comentários "não são elegantes nem adequados"

Numa breve declaração aos jornalistas, esta quinta-feira, Macron lamentou os comentários do seu homólogo sobre o seu casamento, defendendo que "não são elegantes nem adequados".

"Os comentários que ouvi e aos quais você se refere não são elegantes nem adequados… Não vou responder, não merecem resposta", atirou, após ser questionado pelos jornalistas.

As tensões entre Macron e Trump escalaram ao longo do último mês, após o ataque de Israel e dos Estados Unidos lançado contra o Irão.

Na quarta-feira, em Tóquio, Macron defendeu a "previsibilidade" da Europa, em contraste com a imprevisibilidade atribuída aos Estados Unidos de Donald Trump, criticado, sem ser mencionado nominalmente, por desencadear uma guerra no Médio Oriente sem "avisar" os aliados.

"Sei bem que, por vezes, a Europa pode ser vista como um continente mais lento do que outros", afirmou Emmanuel Macron perante uma plateia de empresários e investidores japoneses, no segundo dia de visita oficial ao Japão.

"A previsibilidade tem valor, nós temos demonstrado isso ao longo dos últimos anos, e atrevo-me a dizer que também nas últimas semanas estamos onde sabem que estaremos", acrescentou. "Não é mau, nos tempos que correm, acreditem em mim", insistiu.

Macron criticou ainda - sem uma referência expressa a Trump - aqueles que dizem "nós vamos muito mais depressa", mas "não sabem se depois de amanhã ainda estarão nesse lugar e se amanhã não tomarão uma decisão que vos possa prejudicar sem sequer vos avisarem".

A alusão à guerra lançada há mais de um mês pelo presidente americano e por Israel contra o Irão é, porém, clara.


Leia Também: Macron critica Trump por debilitar NATO e falta de solução para nuclear

O Presidente francês, Emmanuel Macron, criticou hoje o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, acusando-o de enfraquecer a NATO com dúvidas constantes e de ter iniciado uma guerra que não resolve o problema da política nuclear iraniana.

Rússia lançou em março recorde de drones desde o início da guerra... A Rússia visou a Ucrânia em março com um número recorde de drones desde o início da guerra, em 2022, de acordo com uma análise de dados ucranianos realizada hoje pela agência AFP.

© Andrei Vorobyov via Telegram/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS   Por LUSA  02/04/2026 

As forças russas lançaram 6.462 drones, um número que inclui um ataque sem precedentes em 24 de março, com perto de 1.000 drones disparados em 24 horas, indicam os dados fornecidos diariamente pela Força Aérea ucraniana.

Em contrapartida, o número de mísseis lançados contra a Ucrânia em março diminuiu em relação a fevereiro, passando de 288 para 138, referiu a agência de notícias francesa.

Os ataques causaram numerosas vítimas civis, inclusive longe da linha da frente onde as tropas de Kiev e Moscovo se defrontam desde a invasão russa em fevereiro de 2022.

As baixas civis não foram evitadas apesar de o exército ucraniano ter intercetado, em março, 90% dos drones e mísseis.

No ataque de 24 de março, dos quase 1.000 drones lançados em 24 horas, 556 foram disparados durante o dia, causando oito mortos e dezenas de feridos.

Alguns dos aparelhos não-tripulados atingiram o centro histórico de Lviv (oeste), classificado como património mundial da UNESCO, em plena tarde.

Moscovo afirma que nunca visa alvos civis, mas apenas infraestruturas de cariz militar e industrial.

Uma nova ofensiva de grande escala ocorreu na quarta-feira, com 700 drones lançados em 24 horas, mais de 360 durante o dia.

A ofensiva ocorreu um dia após a Rússia ter rejeitado uma proposta de trégua para a Páscoa formulada pelo Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Os ataques visam puramente instalações civis", denunciou hoje Zelensky nas redes sociais, considerando que as ações do exército russo ilustram "a resposta da Rússia aos esforços diplomáticos" de Kiev.

O processo de negociação sob mediação norte-americana entre Kiev e Moscovo, para pôr termo ao conflito mais sangrento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi suspenso devido ao eclodir da guerra no Médio Oriente, no final de fevereiro.

A nova guerra, desencadeada por uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, concentra agora as atenções das autoridades e militares norte-americanos.

Zelensky afirmou, contudo, ter tido na quarta-feira uma chamada positiva, por videoconferência, com os emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, o senador Lindsey Graham e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

"Concordámos em reforçar as garantias de segurança" para o pós-guerra, afirmou Zelensky.

13 de Abril de 2026 - Assembleia Geral da UCCLA em Macau

Assembleia Geral da UCCLA em Macau

A UCCLA realizará a sua XLIII Assembleia Geral, reunindo cidades e empresas membros, no dia 13 de abril de 2026, em Macau.

À margem da reunião, terá lugar, no dia 14 de abril, um Fórum Empresarial subordinado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, a decorrer no Harbourview Hotel. Esta iniciativa visa promover o estabelecimento de contatos entre as diversas entidades e empresas participantes, reforçando a dinâmica económico-comercial da instituição, em linha com os objetivos definidos pelo Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, no início do seu mandato.

Ainda no âmbito das atividades paralelas à da Assembleia Geral da UCCLA, será oferecido às autoridades municipais de Macau um busto de Luís de Camões, símbolo do elo comum e duradouro entre as cidades e instituições membros da UCCLA de língua portuguesa. A obra, da autoria de Diogo Munõz, é patrocinada pela Comissão para as Comemorações do V Centenário de Luís de Camões e o pedestal do busto será uma oferta da China Construction Engineering (Macau) Company Limited.

Importa ainda destacar que as entidades municipais de Macau organizaram um programa diversificado de visitas técnicas e turísticas, proporcionando aos participantes um melhor conhecimento da região.

Programa do Fórum Empresarial https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-04/Programa-Forum-Empresarial.pdf

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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Num ambiente de profunda dor e consternação, familiares, amigos e membros da sociedade civil prestam hoje a última homenagem ao ativista Vigário Luís Balanta, líder do Movimento Revolucionário “Po di Terra”, vítima de assassinato no passado dia 31 de março.

ESTREITO DE ORMUZ: Líderes europeus defendem cooperação de aliados para reabrir Ormuz... O Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram sobre a importância de os países aliados trabalharem num plano para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irão, declararam hoje fontes oficiais.

© Lusa  02/04/2026 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico. 

Os dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias o permitirem.

Esta conversa ocorreu antes de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a navegação marítima.

O líder britânico e o presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada" de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia, segundo o comunicado.

O primeiro-ministro britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão.

"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento do Estreito de Ormuz.


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Poeiras do deserto do Saara deixaram a Grécia, esta quarta-feira, em tons de vermelho. A situação levou as autoridades a lançaram vários alertas, devido aos riscos de se estar exposta a estes pós. Veja as imagens.

ARTEMIS II: Começou a viagem de 10 dias da Artemis II. O que saber sobre esta missão... É a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos mas, ao contrário do que possa pensar, não tem o objetivo de pousar no na Lua. Entre a tripulação está um astronauta canadiano e a primeira mulher a fazer parte de uma missão lunar.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  02/04/2026 

Ainda que imprevistos de última hora tenham contribuído para algum atraso para o começo do lançamento, o foguetão Space Launch System (SLS) descolou com sucesso da base rampa de lançamento do Centro Espacial Kennedy na Florida, EUA, às 23h35 desta quarta-feira, dia 1 de abril.

Neste SLS segue uma cápsula Orion com uma tripulação composta por quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana. É importante recordar que esta é a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos, servindo assim como um dos passos necessários para voltar a pousar seres humanos na superfície lunar.

Uma vez lançado o foguetão, o que se segue na “programação” da Artemis II? As primeiras 24 horas após a descolagem do SLS serão passadas na órbita da Terra, um período em que a tripulação da Artemis II testará todos os sistemas e ferramentas à disposição - desde as comunicações até à pilotagem manual da Orion.

Só depois de completado este passo é que a Artemis II seguirá o seu caminho até à Lua, com a viagem a ter uma duração de cerca de quatro dias.

Uma vez chegados à Lua, a tripulação da Artemis II completará uma volta em torno da Lua para, logo a seguir, iniciar o caminho de regresso à Terra. A previsão é que a missão Artemis II regresse ao nosso planeta no dia 10 de abril, altura em que a cápsula Orion deverá cair no oceano Pacífico.

Serve recordar que a NASA só planeia voltar a pisar na Lua com a missão Artemis IV, uma missão que tem realização prevista para 2028.

Pode ver abaixo o vídeo da transmissão da NASA no respetivo canal de YouTube que lhe permite não só ver a descolagem do SLS, como ainda os momentos que se seguiram onde, por exemplo, se verificou a separação da cápsula Orion do propulsor do SLS.

Artemis II é “missão internacional”

O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, Hugo André Costa, comentou em entrevista à SIC Notícias que a Artemis II é uma missão que resulta de investigação e colaboração internacional.

Hugo Costa sublinhou que a “Artemis é uma missão internacional”, notando que o programa contou com a contribuição da Agência Espacial Europeia e dos seus membros. “Todo o módulo que dará o suporte de vida, a propulsão e a energia a esta nave foram construídos na Europa e pela indústria europeia”, afirmou Hugo Costa.

Outro sinal que a Artemis se trata de um programa internacional pode encontrar-se na composição da própria tripulação. Acontece que na Artemis II participa um astronauta de outro país além dos EUA - nomeadamente Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

ESTUDO: Exército e extremistas no Burkina Faso cometem crimes contra a humanidade... As forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 cometeram crimes contra a humanidade de forma generalizada e em dois anos pelo menos 1.837 pessoas foram mortas, segundo um relatório hoje divulgado.

© Lusa   02/04/2026 

O relatório "Ninguém Pode Fugir: Crimes de Guerra e Crimes contra a Humanidade no Burkina Faso por Todas as Partes", da organização Human Rights Watch (HRW), analisou 57 incidentes entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, em que pelo menos 1.837 civis foram mortos em 11 regiões do país. 

Para a Organização Não-Governamental (ONG), o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto das forças governamentais do Burkina Faso como do grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o JNIM.

Entre os casos documentados, a HRW destaca um ataque ocorrido a 25 de fevereiro de 2024 nas aldeias de Nondin e Soro, no norte do país, onde o exército terá executado sumariamente 223 civis, incluindo pelo menos 56 crianças, acusados de colaborar com o JNIM.

Num outro episódio, ocorrido a 24 de agosto de 2024, combatentes do JNIM mataram pelo menos 133 civis na cidade de Barsalogho, no centro-norte do país, em retaliação contra os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP, na sigla em francês), um grupo que apoia o exército.

A HRW concluiu que os abusos cometidos pelas forças governamentais - incluindo os VDP - e pelo JNIM constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Entre os crimes de guerra foram relatados "homicídio intencional, ataques a civis e bens civis, pilhagem e deslocação forçada".

Por outro lado, entre os crimes contra a humanidade estão as práticas governamentais do uso de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimento forçado, entre outros "atos desumanos", mas ambas as partes são também acusadas de assassínios e abusos graves contra civis.

O relatório denunciou também que tem existido perseguição à comunidade Fula - o segundo maior grupo étnico do país - pelas forças governamentais e os seus auxiliares.

"Em numerosos ataques por todo o país, visaram membros da comunidade Fula, matando famílias inteiras, queimando e saqueando as suas propriedades", descreveu.

Numa reunião realizada em fevereiro de 2023 com líderes Fula, o Presidente, Ibrahim Traoré, exortou-os a "reconhecerem que o epicentro do terrorismo se situa nas localidades Fula", citou a ONG.

Por seu turno, para Traoré, as acusações e testemunhos de sobreviventes, assim como as investigações feitas sobre o conflito no país, são "falsos" ou "manipulações", indicou a organização.

Nesse sentido, tem havido uma total ausência de responsabilização e nenhum comandante das forças armadas foi levado à Justiça. O mesmo acontece com os membros do JNIM.

De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016, embora a HRW alerte no estudo que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.

Por isso, a ONG pede que o gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) abra uma investigação preliminar sobre a situação no país - apesar de Ouagadougou ter, em setembro de 2025, manifestado a intenção de abandonar a organização - e apela à comunidade internacional que, entre várias medidas, imponha sanções direcionadas aos responsáveis pelos abusos.


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As autoridades da China anunciaram, nesta quinta-feira, a execução de um homem identificado apenas pelo apelido Wang, condenado pelo tráfico de pelo menos 11 crianças durante um período de quase nove anos.

Pyongyang fala de 'dois pesos, duas medidas' e rejeita resolução da ONU... A Coreia do Norte criticou hoje uma resolução da ONU sobre os direitos humanos e acusou a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas' em relação à guerra no Médio Oriente.

© Lusa   02/04/2026 

"A prática de adotar este tipo de 'resolução dos direitos humanos' contra a Coreia do Norte, que dura há mais de 20 anos, é um exemplo em miniatura do deplorável estado dos direitos humanos na ONU", disse a diplomacia de Pyongyang. 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou que as posições da ONU sobre os direitos humanos são uma "grave provocação política" e foram contaminadas "por politização, seletividade e 'dois pesos, duas medidas'".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério referiu que o conflito no Médio Oriente envolve "massacres" que eclipsam os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

A diplomacia de Pyongyang deu como exemplo a morte de mais de uma centena de crianças, numa aparente referência ao bombardeamento de uma escola primária feminina no Irão, que matou pelo menos 168 pessoas.

A resolução, adotada na segunda-feira em Genebra, condena as violações sistemáticas, generalizadas e de longa data dos direitos humanos cometidas pelo regime da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul decidiu copatrocinar o texto, apesar de relatos de que estaria a considerar a abstenção, como um gesto de reconciliação, semelhante ao que ocorreu durante a presidência de Moon Jae-in (2019-2022), do mesmo partido do atual presidente Lee Jae-myung.

"A situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte nos últimos 10 anos não apresentou melhorias e, em muitos casos, deteriorou-se, apesar dos relatos de alguns avanços isolados, de acordo com a avaliação da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Setembro", afirmou a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, em Seul, em fevereiro.

A ONU e várias organizações de defesa dos direitos humanos têm documentado abusos graves e sistemáticos na Coreia do Norte durante décadas, incluindo execuções públicas, trabalho forçado e repressão severa no acesso à informação externa.


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EUA vão atacar Irão com "muita força" nas próximas duas semanas... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

© Lusa  02/04/2026 

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano. 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.

"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

"O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump.

"Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.


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A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos (EUA) de fazerem exigências "maximalistas e irracionais" e negou ter pedido um cessar-fogo, ao contrário do que afirmou o Presidente norte-americano Donald Trump.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Irão: EUA atacaram 12.300 alvos militares desde início da guerra... O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) informou hoje que desde o início da Operação "Fúria Épica" contra o Irão atacou aproximadamente 12.300 alvos militares da República Islâmica.

© Lusa  01/04/2026 

As Forças Armadas norte-americanas detalharam que os seus ataques aéreos visaram centros de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, fábricas de 'drones' e 'bunkers' de produção ou armazenamento de armas.

Responsável pela região do Médio Oriente, o Centcom afirma ainda ter destruído mais de 155 embarcações militares desde 28 de fevereiro, quando começaram as operações na guerra travada ao lado de Israel contra a República Islâmica.

O Comando Central declara que os ataques foram realizados em 13.000 missões de combate e que, em pouco mais de um mês de conflito, foram utilizados mais de 36 meios de transporte militar --- aéreos, terrestres e marítimos.

Estes novos detalhes da operação foram divulgados horas antes de Trump apresentar uma "grande atualização" sobre a guerra com o Irão, que será transmitida em direto pelas principais cadeias de televisão nacionais e pelos canais de redes sociais da Casa Branca.

Esta semana, o Presidente afirmou que os seus objetivos no Médio Oriente foram alcançados e que, por isso, está prevista uma retirada e poderá ocorrer dentro de duas a três semanas.

Trump declarou que, após a retirada dos Estados Unidos do conflito, a segurança no Estreito de Ormuz deixará de ser da sua responsabilidade.

Esta quarta-feira, intensificou a pressão sobre os seus aliados ao ameaçar retirar os Estados Unidos da NATO.  

O Irão negou hoje ter solicitado um cessar-fogo, como Donald Trump anunciou horas antes nas redes sociais.

As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, citado pela agência iraniana Mehr.

Antes da notícia da Mehr, a embaixada do Irão em Madrid tinha assegurado numa publicação nas redes sociais que o Irão negava oficialmente ter solicitado um cessar-fogo.

A representação diplomática anexou uma captura de ecrã da mensagem publicada por Trump, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

"O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América", anunciou Trump, sem especificar a que líder iraniano se referia.

"Considerá-lo-emos [o cessar-fogo] quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido", assegurou.

Até lá, os Estados Unidos vão continuar a "bombardear o Irão até à aniquilação ou, como dizem alguns, até que regresse à Idade da Pedra!", acrescentou o líder norte-americano.


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