quinta-feira, 2 de abril de 2026

13 de Abril de 2026 - Assembleia Geral da UCCLA em Macau

Assembleia Geral da UCCLA em Macau

A UCCLA realizará a sua XLIII Assembleia Geral, reunindo cidades e empresas membros, no dia 13 de abril de 2026, em Macau.

À margem da reunião, terá lugar, no dia 14 de abril, um Fórum Empresarial subordinado ao tema “Infraestruturas e Cidades Inteligentes”, a decorrer no Harbourview Hotel. Esta iniciativa visa promover o estabelecimento de contatos entre as diversas entidades e empresas participantes, reforçando a dinâmica económico-comercial da instituição, em linha com os objetivos definidos pelo Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, no início do seu mandato.

Ainda no âmbito das atividades paralelas à da Assembleia Geral da UCCLA, será oferecido às autoridades municipais de Macau um busto de Luís de Camões, símbolo do elo comum e duradouro entre as cidades e instituições membros da UCCLA de língua portuguesa. A obra, da autoria de Diogo Munõz, é patrocinada pela Comissão para as Comemorações do V Centenário de Luís de Camões e o pedestal do busto será uma oferta da China Construction Engineering (Macau) Company Limited.

Importa ainda destacar que as entidades municipais de Macau organizaram um programa diversificado de visitas técnicas e turísticas, proporcionando aos participantes um melhor conhecimento da região.

Programa do Fórum Empresarial https://www.uccla.pt/sites/default/files/2026-04/Programa-Forum-Empresarial.pdf

Com os melhores cumprimentos,

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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@Faladepapagaio

Num ambiente de profunda dor e consternação, familiares, amigos e membros da sociedade civil prestam hoje a última homenagem ao ativista Vigário Luís Balanta, líder do Movimento Revolucionário “Po di Terra”, vítima de assassinato no passado dia 31 de março.

ESTREITO DE ORMUZ: Líderes europeus defendem cooperação de aliados para reabrir Ormuz... O Reino Unido e a Comissão Europeia concordaram sobre a importância de os países aliados trabalharem num plano para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz bloqueado pelo Irão, declararam hoje fontes oficiais.

© Lusa  02/04/2026 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram na quarta-feira a crise no Médio Oriente e ambos condenaram as ações do Irão no Estreito de Ormuz, que "está a manter a economia global como refém", segundo um comunicado divulgado hoje pelo gabinete do líder britânico. 

Os dois responsáveis europeus concordaram que os aliados devem unir-se para restaurar a navegação no Estreito de Ormuz quando as circunstâncias o permitirem.

Esta conversa ocorreu antes de a ministra dos Negócios Estrangeiros britânica, Yvette Cooper, presidir hoje a uma reunião virtual com 35 países para procurar soluções conjuntas que ajudem a reabrir o Estreito de Ormuz e a restaurar a navegação marítima.

O líder britânico e o presidente da Comissão Europeia discutiram ainda a "ambição partilhada" de reforçar a relação entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), bem como a importância de continuar a prestar um forte apoio à Ucrânia, segundo o comunicado.

O primeiro-ministro britânico indicou claramente o seu desejo de reforçar os laços com a UE diante da situação criada pela guerra do Irão e após críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos seus aliados pela relutância em apoiá-lo no conflito contra Teerão.

"Está a tornar-se cada vez mais claro que, neste mundo volátil e em constante evolução, o nosso interesse nacional a longo prazo exige uma parceria mais estreita com os nossos aliados na Europa e na União Europeia", disse Starmer, em conferência de imprensa, na quarta-feira.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento do Estreito de Ormuz.


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Poeiras do deserto do Saara deixaram a Grécia, esta quarta-feira, em tons de vermelho. A situação levou as autoridades a lançaram vários alertas, devido aos riscos de se estar exposta a estes pós. Veja as imagens.

ARTEMIS II: Começou a viagem de 10 dias da Artemis II. O que saber sobre esta missão... É a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos mas, ao contrário do que possa pensar, não tem o objetivo de pousar no na Lua. Entre a tripulação está um astronauta canadiano e a primeira mulher a fazer parte de uma missão lunar.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  02/04/2026 

Ainda que imprevistos de última hora tenham contribuído para algum atraso para o começo do lançamento, o foguetão Space Launch System (SLS) descolou com sucesso da base rampa de lançamento do Centro Espacial Kennedy na Florida, EUA, às 23h35 desta quarta-feira, dia 1 de abril.

Neste SLS segue uma cápsula Orion com uma tripulação composta por quatro astronautas - Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch da NASA, assim como Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana. É importante recordar que esta é a primeira missão tripulada enviada para a Lua em mais de 50 anos, servindo assim como um dos passos necessários para voltar a pousar seres humanos na superfície lunar.

Uma vez lançado o foguetão, o que se segue na “programação” da Artemis II? As primeiras 24 horas após a descolagem do SLS serão passadas na órbita da Terra, um período em que a tripulação da Artemis II testará todos os sistemas e ferramentas à disposição - desde as comunicações até à pilotagem manual da Orion.

Só depois de completado este passo é que a Artemis II seguirá o seu caminho até à Lua, com a viagem a ter uma duração de cerca de quatro dias.

Uma vez chegados à Lua, a tripulação da Artemis II completará uma volta em torno da Lua para, logo a seguir, iniciar o caminho de regresso à Terra. A previsão é que a missão Artemis II regresse ao nosso planeta no dia 10 de abril, altura em que a cápsula Orion deverá cair no oceano Pacífico.

Serve recordar que a NASA só planeia voltar a pisar na Lua com a missão Artemis IV, uma missão que tem realização prevista para 2028.

Pode ver abaixo o vídeo da transmissão da NASA no respetivo canal de YouTube que lhe permite não só ver a descolagem do SLS, como ainda os momentos que se seguiram onde, por exemplo, se verificou a separação da cápsula Orion do propulsor do SLS.

Artemis II é “missão internacional”

O diretor executivo da Agência Espacial Portuguesa, Hugo André Costa, comentou em entrevista à SIC Notícias que a Artemis II é uma missão que resulta de investigação e colaboração internacional.

Hugo Costa sublinhou que a “Artemis é uma missão internacional”, notando que o programa contou com a contribuição da Agência Espacial Europeia e dos seus membros. “Todo o módulo que dará o suporte de vida, a propulsão e a energia a esta nave foram construídos na Europa e pela indústria europeia”, afirmou Hugo Costa.

Outro sinal que a Artemis se trata de um programa internacional pode encontrar-se na composição da própria tripulação. Acontece que na Artemis II participa um astronauta de outro país além dos EUA - nomeadamente Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.

ESTUDO: Exército e extremistas no Burkina Faso cometem crimes contra a humanidade... As forças governamentais do Burkina Faso e extremistas presentes no país desde 2016 cometeram crimes contra a humanidade de forma generalizada e em dois anos pelo menos 1.837 pessoas foram mortas, segundo um relatório hoje divulgado.

© Lusa   02/04/2026 

O relatório "Ninguém Pode Fugir: Crimes de Guerra e Crimes contra a Humanidade no Burkina Faso por Todas as Partes", da organização Human Rights Watch (HRW), analisou 57 incidentes entre janeiro de 2023 e agosto de 2025, em que pelo menos 1.837 civis foram mortos em 11 regiões do país. 

Para a Organização Não-Governamental (ONG), o país está mergulhado num conflito marcado por "assassínios e outros abusos graves contra civis", que estão "no cerne das táticas militares" tanto das forças governamentais do Burkina Faso como do grupo extremista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM), afiliado da Al-Qaeda.

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), citados pela HRW, cerca de dois milhões de pessoas foram forçadas a fugir das suas casas devido aos combates entre o exército e o JNIM.

Entre os casos documentados, a HRW destaca um ataque ocorrido a 25 de fevereiro de 2024 nas aldeias de Nondin e Soro, no norte do país, onde o exército terá executado sumariamente 223 civis, incluindo pelo menos 56 crianças, acusados de colaborar com o JNIM.

Num outro episódio, ocorrido a 24 de agosto de 2024, combatentes do JNIM mataram pelo menos 133 civis na cidade de Barsalogho, no centro-norte do país, em retaliação contra os Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP, na sigla em francês), um grupo que apoia o exército.

A HRW concluiu que os abusos cometidos pelas forças governamentais - incluindo os VDP - e pelo JNIM constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Entre os crimes de guerra foram relatados "homicídio intencional, ataques a civis e bens civis, pilhagem e deslocação forçada".

Por outro lado, entre os crimes contra a humanidade estão as práticas governamentais do uso de prisões arbitrárias, tortura, desaparecimento forçado, entre outros "atos desumanos", mas ambas as partes são também acusadas de assassínios e abusos graves contra civis.

O relatório denunciou também que tem existido perseguição à comunidade Fula - o segundo maior grupo étnico do país - pelas forças governamentais e os seus auxiliares.

"Em numerosos ataques por todo o país, visaram membros da comunidade Fula, matando famílias inteiras, queimando e saqueando as suas propriedades", descreveu.

Numa reunião realizada em fevereiro de 2023 com líderes Fula, o Presidente, Ibrahim Traoré, exortou-os a "reconhecerem que o epicentro do terrorismo se situa nas localidades Fula", citou a ONG.

Por seu turno, para Traoré, as acusações e testemunhos de sobreviventes, assim como as investigações feitas sobre o conflito no país, são "falsos" ou "manipulações", indicou a organização.

Nesse sentido, tem havido uma total ausência de responsabilização e nenhum comandante das forças armadas foi levado à Justiça. O mesmo acontece com os membros do JNIM.

De acordo com dados da organização Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), pelo menos 10.600 civis terão sido mortos desde 2016, embora a HRW alerte no estudo que o número real poderá ser superior devido à subnotificação de incidentes e à restrição da liberdade de imprensa, pois o Governo burquinense é acusado de esconder informações sobre o conflito.

Por isso, a ONG pede que o gabinete do Procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) abra uma investigação preliminar sobre a situação no país - apesar de Ouagadougou ter, em setembro de 2025, manifestado a intenção de abandonar a organização - e apela à comunidade internacional que, entre várias medidas, imponha sanções direcionadas aos responsáveis pelos abusos.


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As autoridades da China anunciaram, nesta quinta-feira, a execução de um homem identificado apenas pelo apelido Wang, condenado pelo tráfico de pelo menos 11 crianças durante um período de quase nove anos.

Pyongyang fala de 'dois pesos, duas medidas' e rejeita resolução da ONU... A Coreia do Norte criticou hoje uma resolução da ONU sobre os direitos humanos e acusou a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas' em relação à guerra no Médio Oriente.

© Lusa   02/04/2026 

"A prática de adotar este tipo de 'resolução dos direitos humanos' contra a Coreia do Norte, que dura há mais de 20 anos, é um exemplo em miniatura do deplorável estado dos direitos humanos na ONU", disse a diplomacia de Pyongyang. 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou que as posições da ONU sobre os direitos humanos são uma "grave provocação política" e foram contaminadas "por politização, seletividade e 'dois pesos, duas medidas'".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério referiu que o conflito no Médio Oriente envolve "massacres" que eclipsam os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

A diplomacia de Pyongyang deu como exemplo a morte de mais de uma centena de crianças, numa aparente referência ao bombardeamento de uma escola primária feminina no Irão, que matou pelo menos 168 pessoas.

A resolução, adotada na segunda-feira em Genebra, condena as violações sistemáticas, generalizadas e de longa data dos direitos humanos cometidas pelo regime da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul decidiu copatrocinar o texto, apesar de relatos de que estaria a considerar a abstenção, como um gesto de reconciliação, semelhante ao que ocorreu durante a presidência de Moon Jae-in (2019-2022), do mesmo partido do atual presidente Lee Jae-myung.

"A situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte nos últimos 10 anos não apresentou melhorias e, em muitos casos, deteriorou-se, apesar dos relatos de alguns avanços isolados, de acordo com a avaliação da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Setembro", afirmou a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, em Seul, em fevereiro.

A ONU e várias organizações de defesa dos direitos humanos têm documentado abusos graves e sistemáticos na Coreia do Norte durante décadas, incluindo execuções públicas, trabalho forçado e repressão severa no acesso à informação externa.


Leia Também: Alexander Lukashenko e Kim Jong Un assinam tratado de amizade

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, reuniram-se na capital da Coreia do Norte na quinta-feira e assinaram um tratado de amizade e cooperação.

EUA vão atacar Irão com "muita força" nas próximas duas semanas... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, anunciou que as forças norte-americanas vão atacar com "muita força" o Irão nas próximas duas a três semanas.

© Lusa  02/04/2026 

A promessa surgiu na quarta-feira, num discurso ao país, após 33 dias do conflito iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma campanha de bombardeamentos contra território iraniano. 

"Vamos atacá-los com extrema dureza nas próximas duas a três semanas. Vamos mandá-los de volta à Idade da Pedra, onde pertencem. Entretanto, as negociações continuam", afirmou o Presidente norte-americano.

"Se não houver acordo, vamos atacar cada uma das suas centrais elétricas com muita dureza e, provavelmente, em simultâneo", acrescentou, num discurso dirigido aos norte-americanos a partir da Casa Branca.

Trump manifestou-se também convicto de que, assim que a guerra contra o Irão terminar, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

Por outro lado, o inquilino da Casa Branca pediu aos países que dependem do petróleo escoado do Golfo através do estreito de Ormuz que "cuidem" da passagem estratégica, por onde transita 20% do petróleo mundial em condições normais, porque os Estados Unidos "não precisam" desse petróleo e gás.

"Vão para o estreito, tomem-no, protejam-no, utilizem-no", declarou o Presidente norte-americano, que vem a criticar há semanas vários países aliados da NATO e outros países em todo o mundo por não terem auxiliado os Estados Unidos e Israel na campanha militar contra o Irão.

Trump reiterou vários argumentos justificativos dos ataques ao Irão produzidos desde o início da campanha em 28 de fevereiro, nomeadamente o de que a República Islâmica estava a tentar "reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente", dos locais bombardeados na operação 'Midnight Hammer', em 22 de junho, e que, por isso, tiveram de "acabar com eles" antes de adquirirem a capacidade de atingir os Estados Unidos e a Europa, algo que especialistas internacionais contestam.

"O regime procurou reconstruir o seu programa nuclear num local totalmente diferente, deixando claro que não tencionava abandonar a sua intenção de obter armas nucleares. Estava também a construir rapidamente os seus arsenais de mísseis balísticos convencionais e poderia em breve dispor de mísseis capazes de atingir o território norte-americano, a Europa e praticamente qualquer lugar do mundo", disse Trump.

"Que estes terroristas tivessem uma arma nuclear teria sido uma ameaça intolerável", disse Trump para justificar a operação militar 'Fúria Épica', iniciada em conjunto com Israel em 28 de fevereiro e que, após mais de um mês, colocou a economia mundial no limiar de uma crise económica.

O Presidente insistiu nas mesmas mensagens que tem vindo a transmitir através das redes sociais, intervenções públicas ou entrevistas nos últimos dias e que não deixam claro quando é que Washington pretende pôr fim à operação e se haverá um destacamento de tropas norte-americanas no Irão, depois de o Pentágono ter enviado milhares de militares para o Médio Oriente.

Trump também não fez qualquer referência ao estado da relação entre os Estados Unidos e a NATO, depois de afirmar no início da semana que essa aliança deve ser questionada, atendendo à falta de apoio dos aliados nesta guerra.


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A diplomacia do Irão acusou os Estados Unidos (EUA) de fazerem exigências "maximalistas e irracionais" e negou ter pedido um cessar-fogo, ao contrário do que afirmou o Presidente norte-americano Donald Trump.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Irão: EUA atacaram 12.300 alvos militares desde início da guerra... O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) informou hoje que desde o início da Operação "Fúria Épica" contra o Irão atacou aproximadamente 12.300 alvos militares da República Islâmica.

© Lusa  01/04/2026 

As Forças Armadas norte-americanas detalharam que os seus ataques aéreos visaram centros de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, fábricas de 'drones' e 'bunkers' de produção ou armazenamento de armas.

Responsável pela região do Médio Oriente, o Centcom afirma ainda ter destruído mais de 155 embarcações militares desde 28 de fevereiro, quando começaram as operações na guerra travada ao lado de Israel contra a República Islâmica.

O Comando Central declara que os ataques foram realizados em 13.000 missões de combate e que, em pouco mais de um mês de conflito, foram utilizados mais de 36 meios de transporte militar --- aéreos, terrestres e marítimos.

Estes novos detalhes da operação foram divulgados horas antes de Trump apresentar uma "grande atualização" sobre a guerra com o Irão, que será transmitida em direto pelas principais cadeias de televisão nacionais e pelos canais de redes sociais da Casa Branca.

Esta semana, o Presidente afirmou que os seus objetivos no Médio Oriente foram alcançados e que, por isso, está prevista uma retirada e poderá ocorrer dentro de duas a três semanas.

Trump declarou que, após a retirada dos Estados Unidos do conflito, a segurança no Estreito de Ormuz deixará de ser da sua responsabilidade.

Esta quarta-feira, intensificou a pressão sobre os seus aliados ao ameaçar retirar os Estados Unidos da NATO.  

O Irão negou hoje ter solicitado um cessar-fogo, como Donald Trump anunciou horas antes nas redes sociais.

As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, citado pela agência iraniana Mehr.

Antes da notícia da Mehr, a embaixada do Irão em Madrid tinha assegurado numa publicação nas redes sociais que o Irão negava oficialmente ter solicitado um cessar-fogo.

A representação diplomática anexou uma captura de ecrã da mensagem publicada por Trump, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

"O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América", anunciou Trump, sem especificar a que líder iraniano se referia.

"Considerá-lo-emos [o cessar-fogo] quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido", assegurou.

Até lá, os Estados Unidos vão continuar a "bombardear o Irão até à aniquilação ou, como dizem alguns, até que regresse à Idade da Pedra!", acrescentou o líder norte-americano.


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O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão Kamal Kharazi foi gravemente ferido hoje em Teerão, num ataque que também matou a sua mulher, segundo meios de comunicação locais.

"Nós estamos prontos. A NASA está pronta": tripulação da Artemis II vai sobrevoar lado inexplorado da Lua... Passados mais de 50 anos, o Homem volta a viajar à órbita da Lua. A missão Artemis II é composta por quatro astronautas, três norte-americanos e um canadiano.

Por  sicnoticias.pt

Mais de 50 anos depois, a viagem repete-se. Desta vez, no foguetão Space Launch System (SLS) o mais potente da NASA, que levanta voo do Centro Espacial Kennedy, o mesmo de onde partiu a missão Apollo 17 em 1972. 

"Não vamos ir imediatamente para a Lua. Vamos permanecer numa órbita elevada impressionante, alcançando um pico de dezenas de milhares de milhas enquanto testamos todos os sistemas da Orion e até vemos como ela se manobra no espaço. E depois, se tudo estiver a correr bem, seguimos para a Lua", refere a astronauta Christina Koch.

É uma missão à órbita lunar que conta, pela primeira vez, com uma mulher, um afro-americano e um canadiano.

"Estamos prontos. O foguetão está pronto. Nós estamos prontos. A NASA está pronta. Este veículo está definitivamente pronto para partir. Passámos pela revisão de prontidão de voo. Estamos prontos para o lançamento", afirma o astronauta Reid Wiseman.

Na viagem de 10 dias, os astronautas irão sobrevoar o lado oculto da Lua e podem tornar-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

"Desta vez, vamos para o Polo Sul. Ninguém jamais esteve no Polo Sul da Lua antes, e é muito diferente. As rochas e o ambiente no Pólo Sul são muito distintos do terreno que os nossos astronautas das missões Apollo viram perto do equador. Por isso, vamos obter novas perceções sobre a própria Lua", afirma a Dra. Lori Glaze, diretora interina da NASA para a Direção de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração.

A viagem de regresso deve durar três ou quatro dias e termina com a amaragem da nave espacial no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

"A Guiné-Bissau precisa de ajuda urgente antes que a anarquia nos consuma por completo", pede Simões Pereira, opositor detido em casa... Assassinato do conhecido ativista "é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense", acusa Domingos Simões Pereira, o líder do PAIGC, em prisão domiciliária.

Por  observador.pt  01 abr. 2026  Dulce Neto

O choque com a morte violenta de Vigário Balanta, uma das principais vozes da contestação ao Governo de transição da Guiné-Bissau, foi de tal ordem, que Domingos Simões Pereira rompeu pela primeira vez o seu silêncio público. Contactado pelo Observador, o líder do histórico PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), que está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, depois de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau, condenou “com a maior veemência o atentado contra a vida desse jovem” e apelou “a ajuda urgente” para o seu país.

“Ontem ficámos todos devastados com a notícia, e as imagens que a acompanhavam, do assassinato do jovem Vigário Balanta”, começou por dizer o presidente eleito do parlamento da Guiné-Bissau e principal opositor político do regime numa mensagem áudio enviada ao Observador. “Um jovem cujo único crime, pelo menos que eu conheça, foi querer ser cidadão, querer exercer plenamente os seus direitos e participar na construção da sua própria sociedade”, continuou Simões Pereira, que está confinado à sua casa, guardado por 30 homens armados, segundo o seu advogado.

Vigário Balanta, de 35 anos, secretário-geral do Movimento Revolucionário “Po di Terra”, apareceu morto na terça-feira num lugar ermo de Nhacra, a 30 quilómetros da capital. O corpo apresentava sinais claros de violência (cortes na garganta e nos pés, balas de Kalashnikov, cabelos arrancados e areia na cabeça, por exemplo). Foi “espancado até à morte”, disse, em lágrimas, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

“Este ato bárbaro não é apenas um ataque a um indivíduo, é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense”, avisa Simões Pereira na mensagem remetida ao Observador. “Isso revolta, revolta-nos a todos, revolta todos os amantes da paz e da liberdade”, desabafa. “Não podemos continuar a proclamar interesse em dialogar, em viver em paz, em instabilidade e promover este tipo de atos, atos indignos e que não podem ser normalizados”, sublinha.

Simões Pereira, que foi detido no dia 26 de novembro passado, dia do golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral e colocou no poder uma junta militar, recorda que há dois anos alertava para o facto de a Guiné-Bissau estar “a caminhar para a condição de não-Estado”. Mas a situação excedeu os seus receios. “Hoje, sem a observância de leis, das liberdades fundamentais, dos direitos, do funcionamento das instituições, eu temo que já tenhamos ultrapassado esse limite”, acrescenta numa voz pausada. “Por isso, não tenho nenhuma dúvida que a Guiné-Bissau precisa de ajuda. Precisa da ajuda urgente, antes que a anarquia nos consuma por completo”, conclui.

Polícia Judiciária afirma-se empenhada em encontrar responsáveis

O assassinato indignou os defensores dos direitos humanos que ainda na terça-feira falaram em “execução sumária extra-judicial” no final da conferência internacional sobre direitos e democracia em África que decorreu em Bissau e levou o Governo de transição a emitir um comunicado onde expressava a sua “condenação firme” ao homicídio. O Executivo garantia ter pedido uma investigação célere para o apuramento das circunstâncias da morte do ativista político bem como a identificação e responsabilização dos autores morais e materiais do crime.

Esta quarta-feira, o Governo quis saber como é que estavam a correr as investigações, numa reunião convocada pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, em que estiveram presentes o ministro da Administração Interna, o general Mama Saliu Embalo, e os diretores de várias instituições de defesa e segurança do país. No final, a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária disse que força policial  “está empenhada, como sempre”, na descoberta dos responsáveis por este “ato bárbaro”.

“Basta de homicídios no país, basta de perda de vidas de inocentes no país”, afirmou Cornélia Té que pretende que a ação da PJ neste caso sirva “de exemplo” de combate à impunidade. A responsável pediu à população que transmita às autoridades quaisquer informações que possam ser úteis à investigação, ao mesmo tempo que apelava à confiança da população “no trabalho da PJ” que irá apresentar “resultados positivos” no final, prometeu.

FERNANDO DIAS DENUNCIA AGRAVAMENTO DAS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU

Por: Filomeno Sambú  JORNAL ODEMOCRATA  01/04/2026 

O presidente de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias da Costa, denunciou a preocupante e crescente violação dos direitos humanos, bem como a falta de liberdade de expressão na Guiné‑Bissau.

O ex-candidato presidencial nas últimas eleições simultâneas (presidenciais e legislativas) de 23 de novembro de 2025 expressou essa preocupação após receber Alioune Tine, antigo diretor da Amnistia Internacional para a África Ocidental e Central e atual fundador do Afrikajom Center, que se encontra no país.

Alioune Tine foi recebido no início da tarde por Fernando Dias da Costa, acompanhado pelo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé.

No encontro, Fernando Dias da Costa manifestou ao antigo dirigente da Amnistia Internacional a sua inquietação relativamente ao enfraquecimento da liberdade de expressão no país.

Sobre o tema, o político — que se encontra em liberdade condicional desde que deixou a Embaixada da Nigéria na Guiné-Bissau — destacou o mais recente caso do assassinato do ex-secretário-geral do Movimento Revolucionário “Pó di Terra”, Vigário Luís Balanta, cujo corpo foi encontrado num local isolado em N’Dame Lero, a 30 quilómetros da capital, Bissau.

Fernando Dias da Costa apelou ainda à CEDEAO para que tome medidas urgentes com o objetivo de travar a atual situação que o país atravessa.

O fundador do Afrikajom Center está na Guiné-Bissau a convite da LGDH, no âmbito da Conferência Internacional “Diálogo por um futuro da justiça, democracia e direitos humanos”.

Alioune Tine é igualmente uma das figuras mais proeminentes da sociedade civil senegalesa.

Governo mobiliza-se para esclarecer morte violenta do vigário Luís Balanta... O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, reuniu-se com o Ministro do Interior e Ordem Pública, Mama Saliu Embaló, e com a diretora-adjunta da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, Cornélia Té, para analisar a morte violenta de Vigário Luís Balanta em Nhacra, exigindo uma investigação urgente para esclarecer o crime.

Estreito de Ormuz. EAU ponderam reabrir passagem pela força com os EUA... Os Emirados Árabes Unidos podem estar a considerar apoiar os Estados Unidos na reabertura do Estreito de Ormuz, possivelmente utilizando força militar, segundo avança o Wall Street Journal.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  01/04/2026 

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) estarão a preparar-se para ajudar os Estados Unidos, e os restantes aliados, a reabrir o estreito de Ormuz - e, se necessário, através da força. Em comunicado, um responsável do país desmentiu a notícia. 

A informação foi avançada pelo Wall Street Journal, que cita altos responsáveis árabes, afirmando que os EAU estão a fazer pressão sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas para que seja passada uma resolução que permita o uso de militares para reabrir a passagem, que está interdita desde o início do conflito.

Segundo as mesmas fontes, houve mesmo alguns diplomatas que instaram os Estados Unidos e as potências militares da Europa e da Ásia a formarem uma coligação para reabrir o estreito pela força, realçando que o regime iraniano considera que está a lutar pela sua sobrevivência, estando, por isso, disposto a mergulhar o mundo numa crise económica.

Por isso mesmo, dizem as fontes, os EAU estarão a planear de que forma é que podem desempenhar um papel militar de modo a garantirem a abertura do estreito. Para além disso, terão ainda defendido que os Estados Unidos deverão ocupar ilhas estratégicas no estreito, incluindo a de Abu Musa, que apesar de estar sob o controlo do Irão há meio século é reivindicada pelos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos negaram que estejam a  planear intensificar os seus esforços militares para reabrir o Estreito de Ormuz, insistindo que mantêm uma "postura defensiva".

Após o artigo do Wall Street Journal, os EAU publicaram um comunicado, citado pela Sky News, onde um alto responsável esclareceu que o país “continua pronto para apoiar esforços internacionais coletivos destinados a salvaguardar a segurança marítima e a garantir o fluxo ininterrupto do comércio", mas que "qualquer intervenção deste tipo [pela força] teria de ser conduzida em plena coordenação com os parceiros internacionais e em estrita conformidade com o direito internacional”.

"Notícias recentes que sugerem uma mudança na postura dos Emirados Árabes Unidos são enganosas. Os Emirados Árabes Unidos mantêm uma postura defensiva centrada na proteção da sua soberania, do seu povo e das suas infraestruturas, e reservam-se o direito à autodefesa em resposta aos ataques ilegais e não provocados que estão a ocorrer", garantiu ainda a mesma nota.

De notar que antes da guerra, os diplomatas árabes levaram a cabo vários esforços de mediação entre Teerão e Washington. A mudança de posição, e uma possível entrada de militares árabes na ofensiva, podem desestabilizar ainda mais a região do Médio Oriente, tendo repercussões que podem mesmo perdurar depois da guerra.


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A guerra no Irão, que se alastrou ao Médio oriente, está a agravar a situação dos trabalhadores migrantes nos países Golfo Pérsico, alertou hoje a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Ministro defende RTP na Guiné-Bissau apesar de dificuldades... O ministro da Presidência defendeu hoje que a RTP não deve desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias da presença em certos países, designadamente a Guiné-Bissau, e desafiou Angola a aprofundar presença da RTP África rádio no país.

© Getty Images    Por LUSA  01/04/2026 

António Leitão Amaro falava na comemoração do 30.º aniversário da RTP África, que decorre na Gulbenkian, em Lisboa.

"Tenho dito ao Conselho de Administração da RTP e agradeço muito a resiliência" dos seus profissionais, "que não vamos desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias de presença de um certo país, não vamos desistir da presença e do lugar que deve ter, designadamente na Guiné", salientou o ministro.

"Não vamos e não devemos desistir", insistiu o governante.

Além disso, "queria deixar aqui o desafio para os nossos irmãos de Angola para aprofundarmos a participação e a presença da RTP África rádio também em Angola", desafiou o ministro.

Para o governante, a RTP África é um projeto de comunidade.

"Estamos, enquanto Governo, disponíveis para fortalecer e investir mais na capacidade deste projeto de comunidade, respeitando a identidade, a independência e o interesse próprio de cada um dos países irmãos", referiu.

António Leitão Amaro desafiou ainda outros a juntarem-se, como a CPLP, enquanto comunidade.

"Isto é uma comunidade de irmãos, devemos construí-la enquanto tal, mas podemos fazer mais e podemos juntar outras. A Gulbenkian, com a sua história, o seu presente, o seu futuro, a sua aposta, como seu conhecimento, os seus recursos, vamos juntos aos países irmãos de África", prosseguiu.

"Vamos juntos. Juntos somos mais fortes, tal como RTP e RDP. Juntas são mais fortes", defendeu.

"Da nossa parte, estamos cá, não apenas para dar força nas palavras, mas para pôr os recursos ao serviço das palavras que prometemos", rematou o ministro que tem a tutela da comunicação social.


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O Governo cabo-verdiano reiterou hoje que o país não regista surtos de doenças gastrointestinais, após notícias inicialmente divulgadas em órgãos de comunicação do Reino Unido sobre a morte de mais um turista britânico, alegadamente associada a essas infeções.

Ataques dos EUA e Israel atingem antiga embaixada norte-americana no Irão... A antiga embaixada norte-americana em Teerão, agora um museu dedicado ao combate a Washington, foi atingida hoje num ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel no centro da capital iraniana, segundo os meios de comunicação iranianos.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  01/04/2026 

"Os regimes dos Estados Unidos e de Israel bombardearam a antiga embaixada norte-americana em Teerão", divulgou a agência de notícias Mehr. 

A agência de notícias partilhou um vídeo da rua Taleqani, onde se localizava a antiga missão diplomática, mostrando danos evidentes, mas não mostrou o edifício da antiga embaixada em si e a extensão do ataque é desconhecida.

A embaixada dos Estados Unidos foi tomada por estudantes em 04 de novembro de 1979, quando foram feitos reféns 52 funcionários norte-americanos durante 444 dias para exigir a extradição do Xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto pela revolução liderada pelo 'ayatollah' Ruhollah Khomeini.

Mais tarde, o local foi transformado num museu e apelidado de "ninho de espiões", com foco na hostilidade entre os dois países.

As paredes exteriores da antiga embaixada estão cobertas de murais que retratam caveiras no lugar das estrelas da bandeira norte-americana, o rato Mickey com uma arma e a Estátua da Liberdade em ruínas.

No interior, o gabinete do último embaixador dos Estados Unidos em Teerão, William H. Sullivan, permanece congelado no tempo, com retratos dos ex-Presidentes Jimmy Carter e George Washington nas paredes.

Os visitantes apenas podem aceder ao primeiro andar do antigo edifício da embaixada, que alberga uma sala de vidro à prova de som para conversas secretas, o escritório do embaixador e uma área acedida através de uma porta reforçada que contém equipamentos de telecomunicações, encriptação e dispositivos de desencriptação.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento do Estreito de Ormuz.

China afirma que novos mísseis do Japão vão "além da autodefesa"... A China acusou hoje o Japão de ultrapassar o âmbito da autodefesa com o destacamento de novos mísseis de longo e manifestou preocupação com o que considera uma mudança na política de segurança japonesa.

© Lusa   01/04/2026 

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Tóquio está a instalar "armas ofensivas que vão muito além do alcance da autodefesa e do princípio de uma política exclusivamente defensiva".

Segundo Mao, estas medidas refletem que "forças de direita no Japão estão a impulsionar a política de segurança numa direção ofensiva e expansionista", advertindo que tal orientação "ameaça a paz regional" e apelando à comunidade internacional para manter "elevada vigilância".

A responsável instou ainda o Japão a "refletir profundamente sobre a sua história de agressão militarista", a respeitar os compromissos em matéria de segurança e a agir com prudência.

O Japão destacou na terça-feira os seus primeiros mísseis de longo alcance de fabrico nacional em bases nas prefeituras de Kumamoto, no sul do arquipélago, e Shizuoka, no centro, com um alcance de cerca de 1.000 quilómetros, o que lhe confere capacidade de contra-ataque.

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que estes sistemas visam reforçar a capacidade de dissuasão do país, classificando-os como uma "iniciativa crucial para fortalecer as capacidades de dissuasão e resposta", num contexto de segurança que descreveu como "o mais complexo e severo desde o final da Segunda Guerra Mundial".

Esta semana, as autoridades japonesas anunciaram que o contratorpedeiro Chokai passou a ter capacidade para lançar mísseis norte-americanos Tomahawk, após modificações realizadas nos Estados Unidos.

Os anúncios surgem num contexto de tensões entre Tóquio e Pequim, que se intensificaram no final de 2025, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, admitiu que as Forças de Autodefesa japonesas poderiam intervir em caso de conflito no Estreito de Taiwan.

terça-feira, 31 de março de 2026

Diretor-Geral de Viação avalia paragem central de Bissau, denuncia más condições e critica custos elevados no transporte de encomendas para o interior do país

 

CRISE DE COMBUSTÍVEL NA GUINÉ BISSAU: CONDUTORES PEDEM SOCORRO ÀS AUTORIDADES

Por RSM 31-03-2026

Os condutores lamentam a falta de combustível no país e pedem às autoridades uma medida urgente para solucionar a crise. 

As lamentações dos motoristas foram registradas esta terça-feira em Bissau, durante uma ronda efetuada pela Rádio Sol Mansi nas diferentes bombas de combustível da capital Bissau, para se inteirar da crise de combustível que está a causar enormes dificuldades em termos de acesso a transportes no país.

Segundo os condutores ouvidos pela nossa reportagem, nos últimos dias esta situação está a afetar negativamente os seus trabalhos e as suas economias, enquanto líderes familiares. E, no entanto, o povo também é quem paga mais a fatura em situações como esta, por isso lançam um grito de socorro, porque já estão cansados.

"Apelamos às autoridades competentes que assumam as suas responsabilidades de abastecer as bombas de combustível o mais rápido possível, para minimizar o sofrimento da população", exortam.

Perante este cenário, a nossa reportagem tentam ouvir os cidadãos que estavam à procura de transportes, mas que preferem não gravar a entrevista. Em privado, lamentaram a situação da crise de combustível na Guiné-Bissau e pedem para que o governo use a sua influência para ultrapassar a situação.

Nas bombas de combustível, pode-se ver filas longas de viaturas à procura de gasóleo. Alguns condutores relatam que ficam nas filas antes das 5 da manhã e só conseguem abastecer no período da tarde.

Ainda sobre esta situação, a Rádio Sol Mansi falou com o Secretário-Geral da ACOBES, Bambo Sanhá, que diz que atualmente a Guiné-Bissau está a viver uma crise de rotura parcial de combustível, devido à venda de combustível pela única empresa “Petromar”.

Por isso, Bambo exorta o governo a criar condições para que haja combustível no mercado nacional, como forma de estancar a atual crise no país.

BISSAU 🇬🇼 | Governo encerra rádios privadas por falta de regularização

Por Radio Voz Do Povo

O Governo ordenou o encerramento imediato das atividades de várias rádios privadas em Bissau, por irregularidades no seu funcionamento.

De acordo com o Ministério da Comunicação Social, as infrações identificadas incluem a falta de pagamento de alvará de funcionamento e o incumprimento das notificações para regularização dentro dos prazos estabelecidos.

A decisão implica a cessação imediata das transmissões, bem como a lacração dos equipamentos emissores e, quando necessário, a apreensão cautelar dos mesmos.

Num comunicado oficial, as autoridades indicam que “o presente mandato terá a vigência de sete dias a partir da sua publicação, podendo ser prorrogado conforme a necessidade operacional”.

Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Nta, preside, esta terça-feira, à reunião ordinária do Conselho de Ministros... COMUNICADO FINAL DA SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Professores contratados ameaçam paralisar aulas e responsabilizam Primeiro-Ministro pela crise no setor educativo.

Radio TV Bantaba 

A Coordenação Nacional dos Professores Contratados da Guiné-Bissau voltou a endurecer o tom contra o Governo, ameaçando com uma paralisação total das atividades letivas caso não sejam resolvidos, com urgência, os problemas relacionados com salários em atraso e a colocação de docentes no sistema educativo.

Falando em conferência de imprensa realizada em Bissau, o porta-voz da organização, Horcini Nanque, responsabilizou diretamente o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té — que acumula também a função de Ministro das Finanças no Governo de Transição — por qualquer eventual interrupção das aulas em todo o território nacional.

Segundo Nanque, os professores contratados não estarão disponíveis para regressar às salas de aula após as férias da Páscoa enquanto persistirem as irregularidades no pagamento salarial. De acordo com os dados apresentados, a condição para o regresso às aulas e o pagamento de tres meses de salário ao o primeiro grupo de docentes e  quatro meses de salários ao  segundo grupo.

O porta-voz denunciou que a situação está a afetar gravemente a dignidade dos professores e a comprometer o normal funcionamento das escolas públicas, colocando em risco o direito à educação de milhares de alunos em todo o país.

Como forma de pressão, a Coordenação Nacional dos Professores Contratados anunciou a realização, nos próximos dias, de uma vigília nacional, que deverá mobilizar docentes de diferentes regiões, numa demonstração de descontentamento face à alegada falta de resposta do Executivo.

Na mesma ocasião, Horcini Nanque revelou que a organização pretende avançar com uma queixa formal contra o Estado da Guiné-Bissau, acusando-o de incumprimento das suas obrigações para com os profissionais da educação. Além disso, será enviada uma comunicação a várias organizações internacionais parceiras do setor educativo, denunciando a situação e solicitando atenção urgente para a crise instalada.

O responsável chamou ainda a atenção para a escassez de professores em áreas consideradas críticas, como Matemática, Física e Biologia, alertando que a falta destes profissionais está a agravar a já frágil qualidade do ensino no país.

Perante este cenário, cresce a incerteza quanto ao normal decurso do calendário escolar, enquanto alunos, pais e encarregados de educação aguardam por uma solução que evite mais uma interrupção no sistema educativo guineense.

Jovem encontrado morto com sinais de violência em Ndam Lero

Por  Rádio Sol Mansi  31-03-2026

Um jovem de aproximadamente 40 anos foi encontrado morto numa das bolanhas de Ndam Lero, setor de Nhacra, em circunstâncias ainda por esclarecer. Segundo as autoridades, foram retiradas duas balas de AK no corpo da vítima.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi no local, a vítima trajava uma camisa interior branca e uma calça de ganga no momento em que o corpo foi descoberto pela população.

As autoridades policiais confirmaram que o corpo apresentava sinais de violência, nomeadamente ferimentos provocados por arma branca na região da garganta e também nos pés, concretamente no calcanhar.

Neste momento, equipas das autoridades de saúde e da Polícia Judiciária encontram-se no local a realizar os procedimentos necessários. 

Desconfia-se que a vítima tenha sido submetida a práticas de violência física e, após a morte, tenha sido arrastada a metros do local onde foi encontrada. Constatou-se ainda que a vítima tinha o cabelo arrancado e estava suja de areia.

As investigações prosseguem para apurar as causas do crime e identificar os responsáveis.

Países sem petróleo? "Comprem aos EUA ou vão ao estreito buscá-lo"... O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, avisou hoje os países sem produção de petróleo que têm de arranjar o seu próprio combustível, reiterando críticas a aliados por causa da situação no estreito de Ormuz.

© Fox News    Lusa com Notícias ao Minuto   31/03/2026 

"A todos os países que não conseguem combustível por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar na decapitação do Irão, tenho uma sugestão: n.º 1, comprem aos EUA, nós temos bastante, e, n.º2, arranjem coragem tardia, vão ao estreito BUSCÁ-LO", escreveu o líder norte-americano numa rede social.

O republicano escreveu, ainda, que estes países "têm de começar a aprender a defender-se" porque os Estados Unidos "não vão mais estar lá para ajudar, como não estiveram para nós". "Arranjem o vosso próprio petróleo", terminou.

Entretanto, os bombardeamentos conjuntos de EUA e Israel continuaram hoje sobre o Irão, com uma das principais instalações de energia nuclear a ser atingida, enquanto as forças da República Islâmica atacaram um petroleiro kuwaitiano.

Cerca de uma mês desde o início da ofensiva militar contra o Irão, o conflito já provocou mais de três mil mortos, principalmente no Irão, e causou grandes perturbações no fornecimento mundial de petróleo e gás natural.

Hoje, o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os quatro dólares por galão (3,8 litros), seguindo a tendência global de aumentos.

Trump, que tem oscilado entre insistir que há progressos nas negociações diplomáticas com o Teerão e ameaçar a escalada da guerra, partilhou imagens do ataque à central nuclear de Isfahan.

Aquelas instalações é um dos três locais de enriquecimento nuclear atacados pelos EUA e Israel na guerra de 12 dias, em junho do ano passado, e os peritos acreditam que grande parte do urânio enriquecido está lá armazenado.

O 'estrangulamento' iraniano da passagem marítima no estreito de Ormuz - via por onde passava um quinto do petróleo mundial entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã -, fez disparar os preços globais do petróleo, assim como os ataques de Teerão à infraestrutura energética regional vizinha, abalando mercados de ações em todo o Mundo, assim como outros produtos.

Os preços índice de petróleo Brent, o padrão internacional, alcançaram cerca de 106 dólares/barril (92 euros), um aumento de mais de 45% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Trump alertou esta semana que, se um cessar-fogo não for alcançado "em breve" e se o estreito não for reaberto, os EUA vão ampliara ação militar, inclusive atacando o centro de exportação de petróleo da ilha de Kharg e, possivelmente, fábricas de dessalinização de água.

No Irão, as autoridades afirmam que já morreram mais de 1.900 foram mortas, face a 19 relatadas em Israel, enquanto outras duas dezenas de pessoas morreram nos estados do golfo Pérsico e na Cisjordânia ocupada.

No Líbano, as autoridades disseram que mais de 1.200 pessoas foram mortas e mais de um milhão foram obrigadas a deslocar-se, tendo morrido 10 soldados israelitas naquele país vizinho e 13 militares norte-americanos nos diversos confrontos da região.


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O presidente do Conselho Europeu pediu hoje ao Presidente do Irão um "espaço para a diplomacia" na guerra iniciada por Israel e Estados Unidos, que a União Europeia pode mediar, bem como o desbloqueio do Estreito de Ormuz.

O Governo da República da Guiné-Bissau, através do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede dispensa de serviço aos trabalhadores da Administração do Estado, central, local e do setor privado no dia 3 de Abril de 2026, por ser SEXTA-FEIRA SANTA e declara Feriado Nacional no DOMINGO, dia 5 de Abril de 2026, por ocasião de PÁSCOA.

O Ministério da Administração Pública chama atenção que segunda-feira, dia 6 de Abril, é um dia normal de trabalho, não há tolerância de ponto.