quarta-feira, 1 de abril de 2026

Irão: EUA atacaram 12.300 alvos militares desde início da guerra... O Comando Central militar dos Estados Unidos (Centcom) informou hoje que desde o início da Operação "Fúria Épica" contra o Irão atacou aproximadamente 12.300 alvos militares da República Islâmica.

© Lusa  01/04/2026 

As Forças Armadas norte-americanas detalharam que os seus ataques aéreos visaram centros de comando e quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica, sistemas de defesa aérea, instalações de mísseis balísticos, fábricas de 'drones' e 'bunkers' de produção ou armazenamento de armas.

Responsável pela região do Médio Oriente, o Centcom afirma ainda ter destruído mais de 155 embarcações militares desde 28 de fevereiro, quando começaram as operações na guerra travada ao lado de Israel contra a República Islâmica.

O Comando Central declara que os ataques foram realizados em 13.000 missões de combate e que, em pouco mais de um mês de conflito, foram utilizados mais de 36 meios de transporte militar --- aéreos, terrestres e marítimos.

Estes novos detalhes da operação foram divulgados horas antes de Trump apresentar uma "grande atualização" sobre a guerra com o Irão, que será transmitida em direto pelas principais cadeias de televisão nacionais e pelos canais de redes sociais da Casa Branca.

Esta semana, o Presidente afirmou que os seus objetivos no Médio Oriente foram alcançados e que, por isso, está prevista uma retirada e poderá ocorrer dentro de duas a três semanas.

Trump declarou que, após a retirada dos Estados Unidos do conflito, a segurança no Estreito de Ormuz deixará de ser da sua responsabilidade.

Esta quarta-feira, intensificou a pressão sobre os seus aliados ao ameaçar retirar os Estados Unidos da NATO.  

O Irão negou hoje ter solicitado um cessar-fogo, como Donald Trump anunciou horas antes nas redes sociais.

As afirmações de Trump são "falsas e infundadas", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmail Baghaei, citado pela agência iraniana Mehr.

Antes da notícia da Mehr, a embaixada do Irão em Madrid tinha assegurado numa publicação nas redes sociais que o Irão negava oficialmente ter solicitado um cessar-fogo.

A representação diplomática anexou uma captura de ecrã da mensagem publicada por Trump, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

"O novo presidente do regime iraniano, muito menos radicalizado e muito mais inteligente do que os predecessores, acaba de pedir um cessar-fogo aos Estados Unidos da América", anunciou Trump, sem especificar a que líder iraniano se referia.

"Considerá-lo-emos [o cessar-fogo] quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e desimpedido", assegurou.

Até lá, os Estados Unidos vão continuar a "bombardear o Irão até à aniquilação ou, como dizem alguns, até que regresse à Idade da Pedra!", acrescentou o líder norte-americano.


Leia Também: Ex-MNE iraniano gravemente ferido em ataque (que lhe matou a mulher)

O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão Kamal Kharazi foi gravemente ferido hoje em Teerão, num ataque que também matou a sua mulher, segundo meios de comunicação locais.

"Nós estamos prontos. A NASA está pronta": tripulação da Artemis II vai sobrevoar lado inexplorado da Lua... Passados mais de 50 anos, o Homem volta a viajar à órbita da Lua. A missão Artemis II é composta por quatro astronautas, três norte-americanos e um canadiano.

Por  sicnoticias.pt

Mais de 50 anos depois, a viagem repete-se. Desta vez, no foguetão Space Launch System (SLS) o mais potente da NASA, que levanta voo do Centro Espacial Kennedy, o mesmo de onde partiu a missão Apollo 17 em 1972. 

"Não vamos ir imediatamente para a Lua. Vamos permanecer numa órbita elevada impressionante, alcançando um pico de dezenas de milhares de milhas enquanto testamos todos os sistemas da Orion e até vemos como ela se manobra no espaço. E depois, se tudo estiver a correr bem, seguimos para a Lua", refere a astronauta Christina Koch.

É uma missão à órbita lunar que conta, pela primeira vez, com uma mulher, um afro-americano e um canadiano.

"Estamos prontos. O foguetão está pronto. Nós estamos prontos. A NASA está pronta. Este veículo está definitivamente pronto para partir. Passámos pela revisão de prontidão de voo. Estamos prontos para o lançamento", afirma o astronauta Reid Wiseman.

Na viagem de 10 dias, os astronautas irão sobrevoar o lado oculto da Lua e podem tornar-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.

"Desta vez, vamos para o Polo Sul. Ninguém jamais esteve no Polo Sul da Lua antes, e é muito diferente. As rochas e o ambiente no Pólo Sul são muito distintos do terreno que os nossos astronautas das missões Apollo viram perto do equador. Por isso, vamos obter novas perceções sobre a própria Lua", afirma a Dra. Lori Glaze, diretora interina da NASA para a Direção de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração.

A viagem de regresso deve durar três ou quatro dias e termina com a amaragem da nave espacial no Oceano Pacífico, ao largo da costa da Califórnia.

"A Guiné-Bissau precisa de ajuda urgente antes que a anarquia nos consuma por completo", pede Simões Pereira, opositor detido em casa... Assassinato do conhecido ativista "é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense", acusa Domingos Simões Pereira, o líder do PAIGC, em prisão domiciliária.

Por  observador.pt  01 abr. 2026  Dulce Neto

O choque com a morte violenta de Vigário Balanta, uma das principais vozes da contestação ao Governo de transição da Guiné-Bissau, foi de tal ordem, que Domingos Simões Pereira rompeu pela primeira vez o seu silêncio público. Contactado pelo Observador, o líder do histórico PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), que está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, depois de 60 dias detido na Segunda Esquadra de Bissau, condenou “com a maior veemência o atentado contra a vida desse jovem” e apelou “a ajuda urgente” para o seu país.

“Ontem ficámos todos devastados com a notícia, e as imagens que a acompanhavam, do assassinato do jovem Vigário Balanta”, começou por dizer o presidente eleito do parlamento da Guiné-Bissau e principal opositor político do regime numa mensagem áudio enviada ao Observador. “Um jovem cujo único crime, pelo menos que eu conheça, foi querer ser cidadão, querer exercer plenamente os seus direitos e participar na construção da sua própria sociedade”, continuou Simões Pereira, que está confinado à sua casa, guardado por 30 homens armados, segundo o seu advogado.

Vigário Balanta, de 35 anos, secretário-geral do Movimento Revolucionário “Po di Terra”, apareceu morto na terça-feira num lugar ermo de Nhacra, a 30 quilómetros da capital. O corpo apresentava sinais claros de violência (cortes na garganta e nos pés, balas de Kalashnikov, cabelos arrancados e areia na cabeça, por exemplo). Foi “espancado até à morte”, disse, em lágrimas, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos.

“Este ato bárbaro não é apenas um ataque a um indivíduo, é mais uma tentativa inaceitável de silenciar a voz da cidadania guineense”, avisa Simões Pereira na mensagem remetida ao Observador. “Isso revolta, revolta-nos a todos, revolta todos os amantes da paz e da liberdade”, desabafa. “Não podemos continuar a proclamar interesse em dialogar, em viver em paz, em instabilidade e promover este tipo de atos, atos indignos e que não podem ser normalizados”, sublinha.

Simões Pereira, que foi detido no dia 26 de novembro passado, dia do golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral e colocou no poder uma junta militar, recorda que há dois anos alertava para o facto de a Guiné-Bissau estar “a caminhar para a condição de não-Estado”. Mas a situação excedeu os seus receios. “Hoje, sem a observância de leis, das liberdades fundamentais, dos direitos, do funcionamento das instituições, eu temo que já tenhamos ultrapassado esse limite”, acrescenta numa voz pausada. “Por isso, não tenho nenhuma dúvida que a Guiné-Bissau precisa de ajuda. Precisa da ajuda urgente, antes que a anarquia nos consuma por completo”, conclui.

Polícia Judiciária afirma-se empenhada em encontrar responsáveis

O assassinato indignou os defensores dos direitos humanos que ainda na terça-feira falaram em “execução sumária extra-judicial” no final da conferência internacional sobre direitos e democracia em África que decorreu em Bissau e levou o Governo de transição a emitir um comunicado onde expressava a sua “condenação firme” ao homicídio. O Executivo garantia ter pedido uma investigação célere para o apuramento das circunstâncias da morte do ativista político bem como a identificação e responsabilização dos autores morais e materiais do crime.

Esta quarta-feira, o Governo quis saber como é que estavam a correr as investigações, numa reunião convocada pelo primeiro-ministro Ilídio Vieira Té, em que estiveram presentes o ministro da Administração Interna, o general Mama Saliu Embalo, e os diretores de várias instituições de defesa e segurança do país. No final, a diretora nacional adjunta da Polícia Judiciária disse que força policial  “está empenhada, como sempre”, na descoberta dos responsáveis por este “ato bárbaro”.

“Basta de homicídios no país, basta de perda de vidas de inocentes no país”, afirmou Cornélia Té que pretende que a ação da PJ neste caso sirva “de exemplo” de combate à impunidade. A responsável pediu à população que transmita às autoridades quaisquer informações que possam ser úteis à investigação, ao mesmo tempo que apelava à confiança da população “no trabalho da PJ” que irá apresentar “resultados positivos” no final, prometeu.

FERNANDO DIAS DENUNCIA AGRAVAMENTO DAS VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS NA GUINÉ-BISSAU

Por: Filomeno Sambú  JORNAL ODEMOCRATA  01/04/2026 

O presidente de uma das alas do Partido da Renovação Social (PRS), Fernando Dias da Costa, denunciou a preocupante e crescente violação dos direitos humanos, bem como a falta de liberdade de expressão na Guiné‑Bissau.

O ex-candidato presidencial nas últimas eleições simultâneas (presidenciais e legislativas) de 23 de novembro de 2025 expressou essa preocupação após receber Alioune Tine, antigo diretor da Amnistia Internacional para a África Ocidental e Central e atual fundador do Afrikajom Center, que se encontra no país.

Alioune Tine foi recebido no início da tarde por Fernando Dias da Costa, acompanhado pelo presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH), Bubacar Turé.

No encontro, Fernando Dias da Costa manifestou ao antigo dirigente da Amnistia Internacional a sua inquietação relativamente ao enfraquecimento da liberdade de expressão no país.

Sobre o tema, o político — que se encontra em liberdade condicional desde que deixou a Embaixada da Nigéria na Guiné-Bissau — destacou o mais recente caso do assassinato do ex-secretário-geral do Movimento Revolucionário “Pó di Terra”, Vigário Luís Balanta, cujo corpo foi encontrado num local isolado em N’Dame Lero, a 30 quilómetros da capital, Bissau.

Fernando Dias da Costa apelou ainda à CEDEAO para que tome medidas urgentes com o objetivo de travar a atual situação que o país atravessa.

O fundador do Afrikajom Center está na Guiné-Bissau a convite da LGDH, no âmbito da Conferência Internacional “Diálogo por um futuro da justiça, democracia e direitos humanos”.

Alioune Tine é igualmente uma das figuras mais proeminentes da sociedade civil senegalesa.

Governo mobiliza-se para esclarecer morte violenta do vigário Luís Balanta... O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, reuniu-se com o Ministro do Interior e Ordem Pública, Mama Saliu Embaló, e com a diretora-adjunta da Polícia Judiciária da Guiné-Bissau, Cornélia Té, para analisar a morte violenta de Vigário Luís Balanta em Nhacra, exigindo uma investigação urgente para esclarecer o crime.

Estreito de Ormuz. EAU ponderam reabrir passagem pela força com os EUA... Os Emirados Árabes Unidos podem estar a considerar apoiar os Estados Unidos na reabertura do Estreito de Ormuz, possivelmente utilizando força militar, segundo avança o Wall Street Journal.

© Getty Images   noticiasaominuto.com  01/04/2026 

Os Emirados Árabes Unidos (EAU) estarão a preparar-se para ajudar os Estados Unidos, e os restantes aliados, a reabrir o estreito de Ormuz - e, se necessário, através da força. Em comunicado, um responsável do país desmentiu a notícia. 

A informação foi avançada pelo Wall Street Journal, que cita altos responsáveis árabes, afirmando que os EAU estão a fazer pressão sobre o Conselho de Segurança das Nações Unidas para que seja passada uma resolução que permita o uso de militares para reabrir a passagem, que está interdita desde o início do conflito.

Segundo as mesmas fontes, houve mesmo alguns diplomatas que instaram os Estados Unidos e as potências militares da Europa e da Ásia a formarem uma coligação para reabrir o estreito pela força, realçando que o regime iraniano considera que está a lutar pela sua sobrevivência, estando, por isso, disposto a mergulhar o mundo numa crise económica.

Por isso mesmo, dizem as fontes, os EAU estarão a planear de que forma é que podem desempenhar um papel militar de modo a garantirem a abertura do estreito. Para além disso, terão ainda defendido que os Estados Unidos deverão ocupar ilhas estratégicas no estreito, incluindo a de Abu Musa, que apesar de estar sob o controlo do Irão há meio século é reivindicada pelos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos negaram que estejam a  planear intensificar os seus esforços militares para reabrir o Estreito de Ormuz, insistindo que mantêm uma "postura defensiva".

Após o artigo do Wall Street Journal, os EAU publicaram um comunicado, citado pela Sky News, onde um alto responsável esclareceu que o país “continua pronto para apoiar esforços internacionais coletivos destinados a salvaguardar a segurança marítima e a garantir o fluxo ininterrupto do comércio", mas que "qualquer intervenção deste tipo [pela força] teria de ser conduzida em plena coordenação com os parceiros internacionais e em estrita conformidade com o direito internacional”.

"Notícias recentes que sugerem uma mudança na postura dos Emirados Árabes Unidos são enganosas. Os Emirados Árabes Unidos mantêm uma postura defensiva centrada na proteção da sua soberania, do seu povo e das suas infraestruturas, e reservam-se o direito à autodefesa em resposta aos ataques ilegais e não provocados que estão a ocorrer", garantiu ainda a mesma nota.

De notar que antes da guerra, os diplomatas árabes levaram a cabo vários esforços de mediação entre Teerão e Washington. A mudança de posição, e uma possível entrada de militares árabes na ofensiva, podem desestabilizar ainda mais a região do Médio Oriente, tendo repercussões que podem mesmo perdurar depois da guerra.


Leia Também: Guerra "agrava e limita" direitos dos migrantes no Golfo Pérsico

A guerra no Irão, que se alastrou ao Médio oriente, está a agravar a situação dos trabalhadores migrantes nos países Golfo Pérsico, alertou hoje a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

Ministro defende RTP na Guiné-Bissau apesar de dificuldades... O ministro da Presidência defendeu hoje que a RTP não deve desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias da presença em certos países, designadamente a Guiné-Bissau, e desafiou Angola a aprofundar presença da RTP África rádio no país.

© Getty Images    Por LUSA  01/04/2026 

António Leitão Amaro falava na comemoração do 30.º aniversário da RTP África, que decorre na Gulbenkian, em Lisboa.

"Tenho dito ao Conselho de Administração da RTP e agradeço muito a resiliência" dos seus profissionais, "que não vamos desistir temporariamente ou por dificuldades temporárias de presença de um certo país, não vamos desistir da presença e do lugar que deve ter, designadamente na Guiné", salientou o ministro.

"Não vamos e não devemos desistir", insistiu o governante.

Além disso, "queria deixar aqui o desafio para os nossos irmãos de Angola para aprofundarmos a participação e a presença da RTP África rádio também em Angola", desafiou o ministro.

Para o governante, a RTP África é um projeto de comunidade.

"Estamos, enquanto Governo, disponíveis para fortalecer e investir mais na capacidade deste projeto de comunidade, respeitando a identidade, a independência e o interesse próprio de cada um dos países irmãos", referiu.

António Leitão Amaro desafiou ainda outros a juntarem-se, como a CPLP, enquanto comunidade.

"Isto é uma comunidade de irmãos, devemos construí-la enquanto tal, mas podemos fazer mais e podemos juntar outras. A Gulbenkian, com a sua história, o seu presente, o seu futuro, a sua aposta, como seu conhecimento, os seus recursos, vamos juntos aos países irmãos de África", prosseguiu.

"Vamos juntos. Juntos somos mais fortes, tal como RTP e RDP. Juntas são mais fortes", defendeu.

"Da nossa parte, estamos cá, não apenas para dar força nas palavras, mas para pôr os recursos ao serviço das palavras que prometemos", rematou o ministro que tem a tutela da comunicação social.


Leia Também: Cabo Verde nega surtos gastrointestinais após notícias sobre morte de turista

O Governo cabo-verdiano reiterou hoje que o país não regista surtos de doenças gastrointestinais, após notícias inicialmente divulgadas em órgãos de comunicação do Reino Unido sobre a morte de mais um turista britânico, alegadamente associada a essas infeções.

Ataques dos EUA e Israel atingem antiga embaixada norte-americana no Irão... A antiga embaixada norte-americana em Teerão, agora um museu dedicado ao combate a Washington, foi atingida hoje num ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel no centro da capital iraniana, segundo os meios de comunicação iranianos.

© Fatemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  01/04/2026 

"Os regimes dos Estados Unidos e de Israel bombardearam a antiga embaixada norte-americana em Teerão", divulgou a agência de notícias Mehr. 

A agência de notícias partilhou um vídeo da rua Taleqani, onde se localizava a antiga missão diplomática, mostrando danos evidentes, mas não mostrou o edifício da antiga embaixada em si e a extensão do ataque é desconhecida.

A embaixada dos Estados Unidos foi tomada por estudantes em 04 de novembro de 1979, quando foram feitos reféns 52 funcionários norte-americanos durante 444 dias para exigir a extradição do Xá Mohammad Reza Pahlavi, deposto pela revolução liderada pelo 'ayatollah' Ruhollah Khomeini.

Mais tarde, o local foi transformado num museu e apelidado de "ninho de espiões", com foco na hostilidade entre os dois países.

As paredes exteriores da antiga embaixada estão cobertas de murais que retratam caveiras no lugar das estrelas da bandeira norte-americana, o rato Mickey com uma arma e a Estátua da Liberdade em ruínas.

No interior, o gabinete do último embaixador dos Estados Unidos em Teerão, William H. Sullivan, permanece congelado no tempo, com retratos dos ex-Presidentes Jimmy Carter e George Washington nas paredes.

Os visitantes apenas podem aceder ao primeiro andar do antigo edifício da embaixada, que alberga uma sala de vidro à prova de som para conversas secretas, o escritório do embaixador e uma área acedida através de uma porta reforçada que contém equipamentos de telecomunicações, encriptação e dispositivos de desencriptação.

Os Estados Unidos e Israel lançaram uma guerra contra a República Islâmica em 28 de fevereiro, que continua com ataques diários contra o Irão, que respondeu com bombardeamentos a instalações norte-americanas na região do Golfo, assim como a infraestruturas energéticas, e com o encerramento do Estreito de Ormuz.

China afirma que novos mísseis do Japão vão "além da autodefesa"... A China acusou hoje o Japão de ultrapassar o âmbito da autodefesa com o destacamento de novos mísseis de longo e manifestou preocupação com o que considera uma mudança na política de segurança japonesa.

© Lusa   01/04/2026 

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que Tóquio está a instalar "armas ofensivas que vão muito além do alcance da autodefesa e do princípio de uma política exclusivamente defensiva".

Segundo Mao, estas medidas refletem que "forças de direita no Japão estão a impulsionar a política de segurança numa direção ofensiva e expansionista", advertindo que tal orientação "ameaça a paz regional" e apelando à comunidade internacional para manter "elevada vigilância".

A responsável instou ainda o Japão a "refletir profundamente sobre a sua história de agressão militarista", a respeitar os compromissos em matéria de segurança e a agir com prudência.

O Japão destacou na terça-feira os seus primeiros mísseis de longo alcance de fabrico nacional em bases nas prefeituras de Kumamoto, no sul do arquipélago, e Shizuoka, no centro, com um alcance de cerca de 1.000 quilómetros, o que lhe confere capacidade de contra-ataque.

O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, afirmou que estes sistemas visam reforçar a capacidade de dissuasão do país, classificando-os como uma "iniciativa crucial para fortalecer as capacidades de dissuasão e resposta", num contexto de segurança que descreveu como "o mais complexo e severo desde o final da Segunda Guerra Mundial".

Esta semana, as autoridades japonesas anunciaram que o contratorpedeiro Chokai passou a ter capacidade para lançar mísseis norte-americanos Tomahawk, após modificações realizadas nos Estados Unidos.

Os anúncios surgem num contexto de tensões entre Tóquio e Pequim, que se intensificaram no final de 2025, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, admitiu que as Forças de Autodefesa japonesas poderiam intervir em caso de conflito no Estreito de Taiwan.