domingo, 1 de fevereiro de 2026

Trump ordena retirada de agentes federais dos protestos em Minneapolis... O presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou hoje a retirada dos agentes federais de manifestações em Minneapolis, no Minnesota, e outras cidades governadas pelos democratas, mas prometeu que estes continuarão a defender as instalações do Governo federal.

Por LUSA 

A ordem de Trump surge após a indignação nacional com a morte de dois manifestantes abatidos a tiro por agentes federais durante protestos contra operações para captura de migrantes ilegais em Minneapolis.

"Dei instruções à secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de que em nenhuma circunstância participaremos nos protestos ou tumultos em diversas cidades governadas por democratas, a menos que solicitem a nossa assistência", anunciou Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

O chefe de Estado deixa, assim, a responsabilidade de garantir a segurança durante os protestos e responder a possíveis distúrbios nas mãos dos governos estaduais e das autoridades locais.

Acrescentou, porém, que os agentes federais "protegerão firmemente todos os edifícios federais que estejam a ser atacados por estes lunáticos, agitadores e insurgentes pagos".

"Não será permitido cuspir na cara dos nossos agentes, nem esmurrar ou pontapear os faróis dos nossos veículos, nem atirar pedras ou tijolos aos nossos veículos ou aos nossos Guerreiros Patriotas. Aqueles que o fizerem sofrerão consequências iguais ou maiores", advertiu.

O Governo Trump lançou em dezembro passado a chamada operação "Metro Surge", uma série de rusgas para deter migrantes indocumentados no Minnesota, um Estado governado pelos democratas.

As agressivas rusgas foram condenadas pelas autoridades locais e por milhares de manifestantes, que protestaram nas últimas semanas para exigir a saída daquele Estado dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE).

Durante os protestos, agentes da imigração mataram a tiro dois manifestantes, Renée Good e Alex Pretti, ambos de 37 anos e nacionalidade norte-americana, o que causou indignação em todo o país.

Perante a crescente tensão, Trump substituiu esta semana o comandante das operações, enviando para a zona o seu "czar da fronteira", Tom Homan, com vista a um "apaziguamento", apesar de ter assegurado que as rusgas prosseguirão.


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