segunda-feira, 23 de março de 2026

Treze países da NATO, incluindo Portugal, realizam maior treino do ano no Mar Negro... Mais de 2.500 soldados de 13 países da NATO, incluindo Portugal, participam desde esta segunda-feira e até 3 de abril nas manobras navais "Sea Shield" 2026 na Roménia, o maior treino deste ano na região do Mar Negro.

Por  Sicnoticias.pt.  23/03/2026

As manobras incluirão "cenários complexos adaptados aos atuais desafios de segurança", afirmou o Ministério da Defesa da Roménia, um país que partilha mais de 600 quilómetros de fronteira com a Ucrânia, num comunicado citado pela agência noticiosa espanhola EFE.

O objetivo é reforçar a cooperação entre os aliados para garantir a segurança na região do Mar Negro e no flanco oriental da NATO.

Organizados pelas Forças Navais Romenas e com a participação de militares de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Canadá, Turquia, França, Alemanha, Grécia, Itália, Países Baixos, Polónia e Bulgária, os exercícios "Sea Shield" abrangem vários ambientes operacionais, desde o mar e o rio, até à terra e ao ar.

Portugal enviou em janeiro a oitava força nacional destacada para a Roménia, composta por 200 militares e que integra, durante seis meses, a missão de vigilância e dissuasão no flanco leste da NATO.

As forças navais romenas estão a contribuir com 33 embarcações marítimas para o exercício, incluindo três fragatas, dois lançadores de mísseis e um navio de desminagem, bem como barcos de patrulha, drones e helicópteros.

Desde o início da invasão russa da Ucrânia há quatro anos, a Roménia registou vários casos de incursões de drones no seu espaço aéreo.

GOVERNO AMEAÇA SUSPENDER ÓRGÃOS PRIVADOS POR FALTA DE PAGAMENTO DE LICENÇAS

Por RSM 23. 03. 2026

O Ministro da Comunicação Social avisou que os órgãos de comunicação social privados devem regularizar as suas licenças mediante o pagamento de um valor que pode atingir até 5 milhões de francos CFA, sob pena de o Governo ordenar a suspensão das suas emissões.

O aviso foi deixado hoje por Abduramane Turé, à margem da entrega de materiais à Radiodifusão Nacional, ocasião em que esclareceu que a medida não tem qualquer índole política.

Na ocasião, o governante explicou que o Executivo vai proceder à cobrança das dívidas em causa e reafirmou a possibilidade de encerramento dos órgãos que não efetuarem o pagamento dentro dos prazos estabelecidos.

O Governo voltou a exigir aos órgãos de comunicação social privados o pagamento de até 5 milhões de francos CFA, valor correspondente à aquisição de licenças anuais de emissão.

Entretanto, responsáveis de órgãos privados consideram o montante elevado, tendo em conta as limitações financeiras do setor e a ausência de subvenção estatal.

O Ministro da Comunicação Social acrescentou ainda que, desde o mês de janeiro passado, decorrem negociações com os órgãos privados sobre o pagamento das respetivas licenças.

Abduramane Turé afirmou igualmente que, antes das próximas eleições, o Governo pretende mobilizar parceiros para disponibilizar equipamentos também destinados aos órgãos privados.

O Governo indicou que as negociações com os órgãos de comunicação social privados continuam em curso, com vista a alcançar um consenso sobre o pagamento das licenças de funcionamento. Contudo, advertiu que, caso não haja regularização, os órgãos correm o risco de ver as suas licenças cassadas e as suas atividades encerradas.

GOVERNO REFORÇA CAPACIDADE TECNICA DE RADIO DIFUSÃO NACIONAL

O Governo reforça a capacidade técnica da Radiodifusão Nacional (RDN), através de fornecimentos de um lote de materiais que vão permitir modernizar e equipar os estúdios com materiais digitais e ampliar o alcance das suas emissões, para que chegue com mais qualidade a todo o território nacional.

No ato da entrega, o Ministro da Comunicação Social, Abduramane Turé, chamou a atenção a direção e aos funcionários, pela necessidade de manterem a união e o compromisso com o interesse coletivo.

O Diretor da RDN, Mama Saliu Sané, afirmou que os equipamentos ora recebidos, vão permitir a modernização de dois estúdios com tecnologia digital.

A Rádio Difusão Nacional beneficia de diversos equipamentos, que integram mesas de mistura, computadores, emissores e outros materiais técnicos, avaliados em cerca de trinta milhões de francos CFA.

PAIGC convoca reunião ordinária do Comité Central para 28 de março

Por  TV VOZ DO POVO

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde anunciou a realização de uma reunião ordinária do seu Comité Central, marcada para o próximo dia 28 de março de 2026, um sábado, às 10h00. O local do encontro será divulgado oportunamente.

De acordo com a convocatória emitida pelo Secretariado Nacional, a reunião ocorre ao abrigo dos Estatutos do partido e por orientação da Comissão Permanente. O encontro reunirá os membros do Comité Central para analisar questões internas e o contexto político nacional.

A ordem de trabalhos inclui dois pontos principais: uma informação geral sobre a atividade do partido e a análise da situação política vigente no país.

Na nota, o Secretário Nacional, António Patrocínio Barbosa da Silva, sublinha que a presença e pontualidade dos membros convocados são consideradas indispensáveis para o bom andamento dos trabalhos.

Jornalista no Mali condenado a dois anos de prisão por criticar líderes do Sahel... A Justiça do Mali condenou hoje o jornalista e diretor do L'Alternance, Youssouf Sissoko, a dois anos de prisão e ao pagamento de uma multa, na sequência da publicação de um artigo crítico dos líderes do Sahel.

Por LUSA 

De acordo com a agência espanhola de notícias, a EFE, Sissoko, que terá ainda de pagar um milhão de francos CFA, o equivalente a cerca de 1.500 euros, foi condenado por um tribunal responsável pela luta contra a cibercriminalidade no Mali.

A sentença surge na sequência de um julgamento pela publicação de um artigo que criticava declarações do chefe da junta militar do Níger, Abdourahamane Tiani, e que as autoridades do Mali consideraram constituir crime de difusão de notícias falsas, dano à reputação do Estado e ofensa a um chefe de Estado estrangeiro.

O Ministério Público tinha solicitado uma pena de até cinco anos de prisão e o tribunal proferiu uma sentença menor, que foi criticada por organizações de defesa da liberdade de imprensa.

Os advogados de Sissoko anunciaram que irão recorrer, argumentando que o artigo constituía um exercício legítimo de jornalismo de investigação.

Várias organizações internacionais, como a Federação Internacional de Jornalistas, criticaram o processo e exigiram a libertação imediata de Sissoko.

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exigiu a libertação do jornalista, a retirada das acusações e o fim da repressão contra os meios de comunicação no Mali, Níger e Burquina Faso, países que compõem a Aliança dos Estados do Sahel (AES), sob o controlo de ditaduras militares.


Leia Também: Cerca de 200 alegados terroristas libertados no Mali (após acordo)

Cerca de 200 alegados terroristas foram libertados no Mali, a semana passada, após um acordo entre Governo e rebeldes para o fim dos ataques a camiões-cisterna que transportam combustível, avançou hoje a agência de notícias France-Presse (AFP).


Alemanha considera "muito graves" fugas de informação da Hungria para a Rússia... O governo alemão classificou hoje como "muito graves" notícias sobre alegadas fugas de informação da Hungria para a Rússia relativas a reuniões confidenciais da UE, avisando que não aceitará violações do princípio da cooperação leal.

Por LUSA 

Em conferência de imprensa, o porta-voz do governo alemão, Martin Giese, afirmou que "as acusações levantadas são muito, muito graves" e sublinhou que as deliberações entre ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia são confidenciais.

Estes princípios não são negociáveis, nem aceitaremos qualquer violação dos mesmos", salientou Giese, acrescentando que cabe ao Governo húngaro agir em conformidade.

O porta-voz insistiu que "nenhum Estado-Membro pode infringir os princípios da UE", numa referência às suspeitas de que o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, terá partilhado informações com Moscovo sobre debates à porta fechada.

As alegações surgiram depois do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, ter afirmado, nas redes sociais, que existiam suspeitas antigas de que membros do Governo do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, informariam a Rússia sobre reuniões do Conselho da UE.

Szijjarto rejeitou as acusações, acusando Tusk de "espalhar mentiras e notícias falsas".

Também o porta-voz do Governo alemão, Stefan Kornelius, disse que Berlim tomou nota das informações divulgadas, lembrando que o chanceler, Friedrich Merz, já tinha sublinhado, numa recente cimeira europeia, a importância do princípio da cooperação leal entre os Estados-membros.

"O que se espera do primeiro-ministro húngaro é claro a este respeito", afirmou Kornelius, acrescentando que a Alemanha vai expressar abertamente a sua posição no Conselho Europeu.

O porta-voz disse ainda que, caso se confirmem violações dos princípios da UE, os tratados europeus preveem mecanismos de sanção.

Sem confirmar as alegadas fugas de informação, Kornelius reiterou críticas à Hungria por bloquear a libertação de fundos para a Ucrânia, considerando que tal atitude já constitui uma violação do princípio da cooperação leal.

Defesa de Simões Pereira entrega segundo pedido de 'habeas corpus'... O coletivo de advogados do opositor guineense Domingos Simões Pereira entregou hoje a um Juiz de Instrução Criminal (JIC) um segundo requerimento de 'habeas corpus' para pedir a sua liberdade total, disse o porta-voz do grupo, Roberto Indeque.

Por LUSA 

À saída do gabinete do JIC, em Bissau, o advogado afirmou, perante os jornalistas locais, que Domingos Simões Pereira continua em prisão domiciliária, "cercado na sua casa e com a sua família" por 30 homens armados.

De acordo com o porta-voz do coletivo de advogados de Simões Pereira, o político, que é o presidente eleito do parlamento guineense, embora demitido pelo ex-presidente do país Umaro Sissoco Embalo, enfrenta uma prisão (domiciliária) que não existe no ordenamento jurídico da Guiné-Bissau.

Domingos Simões Pereira foi transferido da prisão da Segunda Esquadra de Bissau no dia 30 de janeiro passado, após mais de 60 dias detido, por ordem dos militares protagonistas do golpe de Estado de 26 de novembro, para a sua residência, onde é vigiado por soldados armados.

O coletivo de advogados disse esperar que o JIC ordene a restituição da liberdade a Simões Pereira.

O porta-voz do grupo afirmou ser a segunda vez que o mesmo requerimento é entregue ao juiz, que da primeira vez não se pronunciou.

Roberto Indeque referiu que o Governo de transição, criado após o golpe de Estado, tem repetido que Simões Pereira se encontrava a contas com a justiça, para justificar a sua detenção, e recorda que aquele foi ouvido no dia 13 de fevereiro pelo Tribunal Militar Superior no âmbito de um processo de tentativa de golpe de Estado.

"À letra da lei, Domingos podia não comparecer, porque [aquele tribunal] não preencheu os requisitos de convocação, mas, mesmo assim e para dissipar as dúvidas, Domingos ofereceu-se e foi responder no dia 13 de fevereiro na qualidade de declarante e saiu de lá como declarante", observou Indeque.

O porta-voz do coletivo de advogados de defesa afirmou que Domingos Simões Pereira deveria estar em liberdade desde aquele dia, com o argumento de que o caso tinha ficado "definitivamente encerrado".

Um autoproclamado Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau no dia 26 de novembro de 2025, na véspera da proclamação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais que tinham decorrido no dia 23 do mesmo mês.

O general Hora Inta-a foi designado pelos militares Presidente da República de transição, que, por sua vez, instituiu um Governo e um Conselho Nacional de Transição (CNT), que substituiu o parlamento.

O general Inta-a marcou novas eleições legislativas e presidenciais para o dia 06 de dezembro, enquanto o CNT tem vindo a promover reformas nas leis do país, nomeadamente a Constituição da República, aprovada, mas ainda por publicar, que dará poderes reforçados ao chefe de Estado.

Em consequência do golpe, a Guiné-Bissau está suspensa da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da União Africana.

Trump negoceia com "político iraniano respeitado" (mas não o identifica)... O presidente norte-americano, Donald Trump, avançou hoje que as negociações com o Irão que afirmou estarem em curso - e que foram negadas por Teerão - decorrem com um "político iraniano respeitado", cuja identidade não revelou.

Por  LUSA 

Segundo Trump, representantes dos Estados Unidos estão em conversações - "que podem mesmo acabar com a guerra" - com um político iraniano que não é o atual líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do anterior 'ayatollah' Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana, iniciada em 28 de fevereiro.

"[Estamos em contacto] com uma pessoa de alto nível. Não se esqueçam: aniquilámos o primeiro, o segundo e, em grande parte, o terceiro nível da liderança. Mas estamos a lidar com um homem que acredito ser o mais respeitado e o líder" do país, explicou o Presidente norte-americano à comunicação social, no aeroporto de Palm Beach (Florida), onde passou o fim de semana.

Garantindo não se tratar de Khamenei, Donald Trump admitiu não saber se o novo líder supremo do Irão está vivo.

"Não temos notícias do filho. De vez em quando aparece uma declaração, mas não sabemos se está vivo", disse.

Mojtaba Khamenei tornou-se líder supremo da República Islâmica após a morte do seu pai num ataque em 28 de fevereiro, quando começou a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

O novo 'ayatollah' não tem sido, no entanto, visto em público, e a administração Trump afirma que pode estar desfigurado pelos ataques ou até mesmo morto.

O anúncio de que decorriam negociações com o Irão foi feito hoje de manhã, quando o Presidente norte-americano avançou ter decidido prolongar o prazo para Teerão reabrir o Estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender os ataques a centrais elétricas durante cinco dias.

Numa mensagem publicada em maiúsculas na rede social Truth Social, uma prática normalmente utilizada pelo líder norte-americano para enfatizar as suas posições, Donald Trump disse que os Estados Unidos e o Irão tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

Trump acrescentou que a suspensão da ameaça de atacar centrais elétricas iranianas está "sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em curso".

O Irão negou quaisquer negociações entre Washington e a República Islâmica, tendo as agências de notícias próximas do regime avançado, citando o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que "não há diálogo entre Teerão e Washington".

Trump insistiu, no entanto, afirmando que os iranianos "estão muito interessados em chegar a um acordo" e admitindo que os Estados Unidos também gostariam de obter um consenso.

O líder dos Estados Unidos adiantou ainda que haverá mais telefonemas hoje e admitiu a possibilidade de um encontro presencial entre representantes dos dois países para "muito em breve".

Descrevendo as negociações mantidas até agora como "perfeitas", Trump disse que existem "pontos importantes de acordo" e afirmou que, se continuarem, "este problema, este conflito, estará resolvido".

O Presidente norte-americano realçou que qualquer acordo com a República Islâmica deve impedir o país de obter uma arma nuclear.

"Não queremos ver nenhuma bomba nuclear, nenhuma arma nuclear", declarou, garantindo que os Estados Unidos vão confiscar o urânio enriquecido ao Irão.

Ameaçando que "continuará a bombardear alegremente" o Irão caso as negociações em curso fracassem, Trump afirmou ainda que o Irão está a passar por uma "mudança de regime", já que "todos os representantes do regime foram mortos".

O Irão tinha ameaçado, hoje de manhã, responder ao ultimato de Trump com ataques a centrais elétricas em todo o Médio Oriente e com a colocação de minas no Golfo Pérsico.

Numa mensagem divulgada no fim de semana, Trump tinha ameaçado destruir as centrais elétricas do Irão, a menos que o país abrisse o Estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, prazo que terminava hoje à noite e que foi agora prolongado.

O Irão bloqueou o estreito, por onde passa um quinto do petróleo mundial, além de outras matérias essenciais, em resposta aos ataques dos Estados Unidos e de Israel.


Leia Também: Mojtaba Khamenei? "Ninguém sabe o que aconteceu. Não o considero líder"

Donald Trump afirmou não saber se o líder supremo do Irão está ou não vivo, dizendo que "ninguém sabe o que aconteceu". O presidente norte-americano referiu ainda que não considera Mojtaba Khamenei o "líder".


Ucrânia/Rússia: Porto russo localizado perto da Finlândia atingido por drones ucranianos... A Ucrânia lançou hoje um ataque com drones contra o porto russo de Primorsk, situado perto da fronteira com a Finlândia e onde Kiev afirma existir um terminal petrolífero, provocando um incêndio nas infraestruturas.

© ShutterStock     Por  LUSA  23/03/2026 

Até ao momento, desconhece-se se foram registadas vítimas. 

"Um reservatório de combustível foi danificado no porto de Primorsk, provocando um incêndio", indicou na rede social Telegram o governador local, Alexander Drozdenko, precisando que mais de 70 drones foram destruídos durante a noite sobre a região de Leninegrado (noroeste).

O porto de Primorsk, no mar Báltico, situa-se entre a fronteira finlandesa e a grande cidade russa de São Petersburgo.

O Estado-maior ucraniano afirmou, por seu lado, ter atacado em Primorsk um terminal petrolífero pertencente à empresa russa Transneft, assegurando ter atingido reservatórios e infraestruturas de carregamento.

As forças ucranianas afirmaram igualmente ter visado uma refinaria russa situada em Ufa, nos Urais, provocando um incêndio.

O setor da energia é um dos principais campos de confronto entre a Rússia e a Ucrânia desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

Moscovo lançou no inverno passado uma intensa campanha de ataques que devastaram a rede elétrica ucraniana. Kiev, por seu lado, ataca regularmente depósitos de petróleo e refinarias na Rússia.

O Ministério da Defesa russo indicou hoje ter intercetado pelo menos 249 drones ucranianos sobre o seu território, sem indicar, porém, quantos foram lançados a partir da Ucrânia.

A Força Aérea ucraniana informou, por seu lado, que a Rússia lançou um ataque com 251 drones contra a Ucrânia, dos quais 234 foram abatidos.

Guiné-Bissau: CNT acusa Governo português de "conluios de corredor"... O Conselho Nacional de Transição (CNT) acusou hoje o Governo português de hostilizar as autoridades no poder na Guiné-Bissau e de praticar uma diplomacia de "conluios de corredor".

Por  LUSA  23/03/2026 

A posição consta de uma "nota de repúdio e advertência final ao Governo de Portugal" divulgada hoje pelo Conselho que substituiu o parlamento guineense desde o golpe militar de novembro de 2025. 

A reação dos militares segue-se às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, que disse, na sexta-feira em Paris, que Portugal tem falado "com algum recato" com parceiros lusófonos, sobretudo Angola e Brasil, para procurar que a Guiné-Bissau volte a ser uma democracia.

Na nota divulgada em Bissau e enviada à Lusa, o Conselho Nacional de Transição começa por "advertir o ministro Paulo Rangel" de que "quando pretender falar da Guiné-Bissau, deve dirigir-se aos guineenses e às suas autoridades legítimas".

"O golpe de Estado é uma realidade que o CNT e o Alto Comando Militar estão a gerir para salvar a nação e não aceitaremos que Portugal se arvore em juiz de uma casa que já não é sua", destaca-se na nota.

Os militares no poder na Guiné-Bissau avisam que "esta será a última vez" que toleram "a interferência de Paulo Rangel nos assuntos internos" do país, acrescentando que nem o ministro português, nem Portugal, "possuem qualquer legitimidade para ditar normas à Guiné-Bissau".

"Desde a sua chegada ao poder, o atual Governo português perfilou por uma política deliberadamente hostil para com a Guiné-Bissau e o seu povo, rompendo assim com o excelente relacionamento e sã cooperação que vínhamos mantendo com os governos anteriores de Portugal", continua.

O CNT considera que a postura do Governo português "revela uma profunda falta de sapiência e de maturidade política", enquanto "outras potências europeias, como a França, demonstram maturidade ao receber o Presidente de transição do Madagáscar, reconhecendo a realidade política do terreno em nome do interesse nacional e da estabilidade".

"Ao contrário, o Governo de Portugal prefere a hostilização estéril de Bissau. Esta diferença de postura é a prova da decadência diplomática da atual liderança das Necessidades (sede do MNE português)", refere-se no comunicado.

Os militares no poder na Guiné-Bissau acrescentam que "a diplomacia faz-se às claras, com dignidade e não em conluios de corredor que visam reabilitar gentes, cujas raízes do ódio, vingança e ditadura feroz" são conhecidas do povo guineense.

O CNT deixa claro que "a Guiné-Bissau nunca reconhecerá a presidência de Timor-Leste da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e que não admitirá "ingerências de Portugal sob o manto de uma diplomacia de recato e confidencialidade".

No comunicado dos militares faz-se ainda referência às declarações do ministro português sobre a continuidade da cooperação de Portugal com a Guiné-Bissau na saúde e educação, para afirmar que "a cooperação não é esmola".

"Milhares de guineenses vivem, trabalham e são pilares fundamentais do crescimento económico de Portugal", refere-se no comunicado, defendendo-se que "esta contribuição silenciosa" dá o direito à Guiné-Bissau de exigir "uma cooperação sã, de igual para igual, despida de complexos colonialistas e de paternalismos asfixiantes".

Desde o golpe militar de novembro de 2025 que a Guiné-Bissau está suspensa de diversas organizações, nomeadamente da CPLP, a única que ainda não enviou uma missão ao país de mediação da situação política.

Agendada para fevereiro, a mesma foi cancelada depois de troca de acusações ao mais alto nível entre a Guiné-Bissau e Timor-Leste.

Bissau tinha a presidência da organização que foi entregue temporariamente a Timor-Leste, depois da suspensão.

Trump prolonga por cinco dias prazo do ultimato a Teerão... O Presidente norte-americano prolongou hoje o prazo para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender os ataques a centrais elétricas durante cinco dias.

© Nathan Howard/Getty Images   Por   LUSA  23/03/2026 

O anúncio foi feito algumas horas antes do final do prazo do ultimato, apresentado no domingo, a terminar às 23:44 TMG (mesma hora em Lisboa) de hoje.

Numa mensagem publicada em maiúsculas, Donald Trump disse que os Estados Unidos e o Irão tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

Trump acrescentou que a suspensão da ameaça de atacar centrais elétricas iranianas está "sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em curso".

O Presidente norte-americano não avançou, no entanto, mais pormenores sobre as negociações diplomáticas e o Irão ainda não mencionou qualquer conversa entre os dois países, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que falou por telefone com o homólogo turco, Hakan Fidan.

A Turquia já atuou como intermediária nas negociações entre Teerão e Washington.

O Irão respondeu esta manhã ao ultimato do Presidente norte-americano, avisando que ia atacar centrais elétricas em todo o Médio Oriente e minar o golfo Pérsico se as ameaças fossem cumpridas.

Se forem realizados, os ataques poderão cortar o fornecimento de eletricidade a grandes áreas da população no Irão e em redor do Golfo, além de paralisar as centrais de dessalinização que fornecem água potável a muitos países desérticos.

Há também preocupações crescentes sobre as consequências de quaisquer ataques a instalações nucleares.

O tom aguerrido da retórica mostra como a guerra atingiu um ponto inimaginável no início do conflito, a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bombardear o Irão.

Numa mensagem divulgada no fim de semana, Trump disse que os EUA "iam destruir" as centrais elétricas do Irão, a menos que o país abrisse o estreito de Ormuz no prazo de 48 horas, agora prolongado.

O Irão fechou o estreito, por onde passa um quinto do petróleo mundial, além de outras matérias essenciais, em resposta aos ataques dos EUA e de Israel.

Um pequeno número de navios consegue atualmente passar naquele canal, embora o Irão garanta que a via continua aberta a todos exceto aos EUA, a Israel e aliados destes dois países.

O bloqueio já causou, no entanto, muitos danos nos mercados energéticos, provocando uma subida dos combustíveis e, consequentemente, dos preços dos alimentos e de outros produtos muito além do Médio Oriente, estando a afetar toda a economia global.

"Nenhum país vai ficar imune aos efeitos desta crise se esta continuar neste sentido", afirmou o responsável da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.

A Guarda Revolucionária do Irão prometeu retaliar caso Trump cumpra a ameaça, afirmando que Teerão atacará centrais elétricas em todas as áreas da região que fornecem eletricidade às bases norte-americanas, "bem como as infraestruturas económicas, industriais e energéticas em que os norte-americanos têm uma participação".

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, acrescentou que o Irão ia considerar as infraestruturas vitais em toda a região como alvos legítimos, incluindo instalações de energia e dessalinização essenciais para o abastecimento de água potável nos países do Golfo.


Leia Também: Petróleo desliza após Trump suspender ataques a centrais elétricas

Cerca das 12h20 em Lisboa, o petróleo Brent para entrega em maio estava a cair 6,4% para 99,51 dólares, depois de o presidente norte-americano ter prolongado o prazo para o Irão reabrir o estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender os ataques a centrais elétricas durante cinco dias.

ASSINATURA OFICIAL DO ACORDO SOBRE A TRANSFERÊNCIA DO CENTRO REGIONAL DE SAÚDE ANIMAL DA CEDEAO (RAHC) PARA A REPÚBLICA DA GUINÉ-BISSAU

Por  CEDEAO  23 Mar, 2026

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o Governo da República da Guiné-Bissau assinaram com sucesso o Acordo-Quadro Jurídico e Institucional para a transferência do Centro Regional de Saúde Animal da CEDEAO (CRSA) para Bissau, em 18 de março de 2026.

O acordo foi assinado, em nome do Governo anfitrião, por Sua Excelência Bernardo Vieira, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Internacional e das Comunidades, e, em nome da Comissão da CEDEAO, por Sua Excelência Ngozi Ukaeje, Representante Residente da CEDEAO na Guiné-Bissau.

Esta ocasião histórica representa um marco significativo nos esforços contínuos da CEDEAO para reforçar as instituições regionais e reforçar o seu papel estratégico na promoção da integração regional, da saúde pública e do desenvolvimento sustentável em todos os Estados-Membros. A relocalização do Centro Regional de Saúde Animal, uma agência especializada da CEDEAO anteriormente sediada em Bamako, na República do Mali, deverá reforçar ainda mais a capacidade da região para coordenar e harmonizar eficazmente políticas e intervenções para o controlo de doenças animais transfronteiriças e zoonoses, apoiar os Estados-Membros na formulação de estratégias nacionais e melhorar os sistemas regionais de informação e notificação em matéria de saúde animal.

Além disso, o Centro continuará a reforçar os sistemas de vigilância epidemiológica, a melhorar a comunicação, o intercâmbio de informações e a sensibilização entre redes de profissionais e produtores, e a promover parcerias mais sólidas a nível regional, continental e internacional para o avanço da saúde animal na região da CEDEAO.

A transferência do CRSA para a Guiné-Bissau sublinha o compromisso comum da CEDEAO e dos seus Estados-Membros em melhorar os sistemas de saúde animal, salvaguardar a segurança alimentar, proteger os meios de subsistência e mitigar os riscos associados às doenças zoonóticas na África Ocidental. A CEDEAO expressa o seu apreço ao Governo da Guiné-Bissau pelo seu compromisso e cooperação na acolhida do Centro e reafirma a sua dedicação em garantir uma transição harmoniosa e eficaz.


Leia Também: A CEDEAO REÚNE PERITOS EM PREPARAÇÃO PARA A 20.ª REUNIÃO DOS MINISTROS RESPONSÁVEIS PELAS TELECOMUNICAÇÕES, TIC E DIGITALIZAÇÃO EM FREETOWN

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu início à sua 20.ª Reunião de Ministros responsáveis pelas Telecomunicações, Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e Digitalização, com uma Reunião Preparatória de Peritos a decorrer de 23 a 25 de março de 2026 em Freetown, Serra Leoa. A Reunião de Peritos será seguida pela Reunião Ministerial a 27 de março de 2026.


Imigrantes recebem subsídios assim que chegam a Portugal?... O Chega levou a debate um projeto de lei para impor cinco anos de residência legal em Portugal aos imigrantes para terem acesso a prestações sociais. A proposta conseguiu unir os partidos... contra o Chega. Será que os imigrantes em Portugal recebem subsídios mal chegam ao país ou contribuem pouco? A SIC Verifica.

Por Sicnoticias.pt.  23/03/2026

A deputada Vanessa Barata apresentou o projeto de lei que motivou um coro de críticas contra o seu partido. Esta defendeu a necessidade de um período mínimo de permanência em Portugal para que os imigrantes possam ter acesso a prestações sociais e Catarina Salgueiro acompanhou de deputada da sua bancada.

Começou Vanessa Barata por afirmar que "alguém que chegue a Portugal" e não tem "qualquer intenção de aqui trabalhar ou de aqui se fixar permanentemente" vai "ter direito a prestações financiadas pelos contribuintes portugueses".

Catarina Salgueiro, na sua intervenção, acompanhou a colega de bancada e questionou: "considera justo que uma pessoa que possa chegar hoje a Portugal e amanhã ter acesso a prestações sociais financiadas pelos contribuintes portugueses sem nunca ter contribuído para o sistema?".

Estas considerações, levantam a questão:

É verdade que os imigrantes recebem apoios sem sequer terem contribuído para o sistema?

Em Portugal, não existem subsídios específicos para apoio imediato aos imigrantes. Estes têm, antes de poderem ter acesso a qualquer apoio, de ter um título de residência válido e cumprir requisitos de atribuição.

A narrativa já foi, mais do que uma vez, desmontada pelo Ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social (MTSSS). Aliás, no site da Segurança Social, isso é clarificado: "os cidadãos estrangeiros, refugiados e apátridas, têm direito a esta prestação, desde que satisfaçam as condições de atribuição e tenham residência legal em Portugal".

Estas condições não dependem da nacionalidade, mas sim de fatores sociais e económicos em que os requerentes. Caso cumpram os requisitos necessários, há diferentes apoios que poderão ser requeridos.

De acordo com o Guia para Acolhimento para Migrantes, do ACM, há várias prestações sociais que podem ser requeridas. O Rendimento Social de Inserção (RSI) é um deles, mas só pode ser atribuído a quem tenha residência legal em Portugal, sendo que, se pertencer a países fora da União Europeia, Espaço Económico Europeu e Estados terceiros que tenham acordo de livre circulação de pessoas na União Europeia, a residência legal em Portugal tem de ter pelo menos um ano. A outra condição é estar em situação de pobreza extrema.

No caso do abono de família, por exemplo, são considerados os rendimentos e património do agregado familiar, sendo que a criança ou jovem tem direito se "pertencer a um agregado familiar que, à data do pedido, não tiver património mobiliário (depósitos bancários, ações, obrigações, certificados de aforro, títulos de participação e unidades de participação em instituições de investimento coletivo) que ultrapasse 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS); morar em Portugal ou for equiparado a residente; não trabalhar, a não ser que tenha mais de 16 anos e trabalhe durante as férias escolares a contrato de trabalho; fizer a prova escolar em julho, se tiver entre os 16 e 24 anos".

Outro dos subsídios é o Subsídio Social Parental que pode ser atribuído a nacionais ou estrangeiros, refugiados e apátridas desde que não estejam "abrangidos por qualquer regime de proteção social obrigatório, por regime de proteção social obrigatório ou pelo regime do seguro social voluntário, cujo esquema de proteção social integre a eventualidade, sem direito ao subsídio parental". É também necessário que o beneficiário receba subsídio social de desemprego, seja residente em Portugal ou equiparado a residente ou ainda que tenha um "rendimento mensal, por pessoa, do agregado familiar, igual ou inferior a 351,05 € (80% do IAS). Valor do IAS = 438,81 €".

Se estiver em causa o subsídio de desemprego os requerentes têm também de residir em território nacional, estar em situação de desemprego involuntário, ter capacidade e disponibilidade para o trabalho, estarem inscritos para procura de emprego no centro de emprego da área de residência e terem "360 dias de trabalho por conta de outrem com registo de remunerações nos 24 meses anteriores à data do desemprego".

Não se menciona qualquer benefício excecional.

Segurança Social lucra mais do que recebe desta população

A Segurança Social (SS) tem beneficiado com as contribuições dos trabalhadores estrangeiros.

Em dezembro de 2025, havia cerca de 840 mil pessoas de nacionalidade estrangeira com contribuições pagas à Segurança Social, mais 3.375 face a igual período de 2024, e um número 5,4 vezes superior aos cerca de 156 mil registados em dezembro de 2015, de acordo com os dados disponibilizados. Quanto ao valor dessas contribuições, aumentou 8,5 vezes nos últimos 10 anos, tendo passado de 491 milhões de euros em 2015 para 4.162 milhões de euros no ano passado.

No final do ano passado, as pessoas de nacionalidade estrangeira representavam cerca de 12,2% do total de beneficiários com prestações pagas pela Segurança Social. Há 10 anos o peso eram cerca de 4%. Comparando o que contribuem face ao que recebem, no ano passado, os imigrantes receberam 811 milhões de euros em prestações sociais, mas pagaram, cinco vezes mais em impostos: 4,1 mil milhões de euros.

Depois de retirados os apoios sociais dados a trabalhadores estrangeiros, a Segurança Social lucra mais de três mil milhões de euros com os descontos dos imigrantes. De 2024 para 2025, o valor entregue por esta população ao Estado aumentou 465 milhões de euros.

A SIC Verifica que é...

As deputadas Vanessa Barata e Catarina Salgueiro criticaram o acesso de imigrantes a prestações sociais sem contribuições prévias. No entanto, não existem subsídios específicos para apoio imediato a imigrantes, sendo necessário título de residência válido e cumprimento de requisitos. Os dados da Segurança Social mostram que os trabalhadores estrangeiros contribuem significativamente mais do que recebem: pagaram 4,1 mil milhões de euros em 2025, mas receberam 811 milhões em prestações, gerando um lucro líquido de mais de 3.000 milhões para o sistema.


Envie-nos as suas dúvidas e sugestões através do Whatsapp - 925 325 121 - ou do endereço de e-mail sicverifica@sic.pt

O porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT) Fernando Vaz, em conferência de imprensa.

Forças norte-americanas anunciam destruição de fábrica de drones iraniana... O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou hoje ter atacado uma fábrica iraniana de produção de motores utilizados em drones de ataque e aeronaves da Guarda da Revolução Islâmica.

Por LUSA 

A fábrica, situada na província de Qom (centro-norte do Irão), "fabricava motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda da Revolução Islâmica do Irão", afirmou o CENTCOM na rede social X.

comando norte-americano partilhou imagens da fábrica antes e depois do ataque, nomeadamente uma fotografia datada de 06 de março de 2026, que mostra as instalações aparentemente intactas, e outra tirada "três dias depois, após um ataque devastador".

A guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro, continua a intensificar-se. No domingo, Telavive lançou uma onda de ataques contra Teerão e o sul do Líbano e Teerão atingiu com mísseis no passado sábado duas cidades no sul de Israel, Arad e Dimona, próximas de uma instalação nuclear, em alegada resposta a ataques israelitas no sábado contra instalações nucleares em Natanz, no Irão.

Entretanto, a navegação pelo estreito de Ormuz, fundamental para o comércio energético global, continua no epicentro do conflito, com o Irão a manifestar-se disposto a fechar "completamente" esta via, em resposta ao ultimato que o Presidente norte-americano, Donald Trump, deu na madrugada de sábado ao país persa para que o abrisse "totalmente" em 48 horas.

Caso contrário, escreveu Trump na rede social que lhe pertence, Truth Social, as centrais de energia iranianas serão "obliteradas", a "começar pela maior".

Se Washington cumprir a sua ameaça, reiterou hoje a Guarda da Revolução Islâmica, "o Irão responderá" com retaliações correspondentes contra infraestruturas diretamente ou indiretamente ligadas aos Estados Unidos na região do Golfo e em Israel.

Arábia Saudita e vizinhos do Golfo alvos de novos ataques iranianos... A região de Riade, na Arábia Saudita, foi hoje alvo de dois mísseis balísticos, anunciou o Ministério da Defesa saudita, à semelhança de outros países do Golfo, que também relataram ataques iranianos contra os respetivos territórios.

Por LUSA 

Um dos mísseis foi intercetado e o outro caiu numa zona desabitada, precisou o Ministério saudita.

Nos Emirados Árabes Unidos, outro país que tem sido alvo frequente de Teerão desde o início da guerra no passado dia 28 de fevereiro, o Ministério da Defesa anunciou hoje que está "a reagir a ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão", explicando que "as explosões ouvidas são o resultado da interceção de mísseis e drones pelos sistemas de defesa aérea".

No Bahrein, o Ministério do Interior emitiu um alerta nas redes sociais em que pediu aos "cidadãos e residentes" para "manterem a calma" e se dirigirem "ao local seguro mais próximo".

Os países do Golfo, que há muito se apresentavam como oásis de segurança e estabilidade numa região assolada por conflitos, foram arrastados para a guerra no Médio Oriente, à medida que a República Islâmica riposta aos ataques americano-israelitas.

O Irão tem atacado instalações militares norte-americanas, bem como infraestruturas civis, nomeadamente aeroportos, portos e instalações petrolíferas em vários países na região do Golfo, em resposta a ataques semelhantes no país por parte de Israel e dos Estados Unidos, numa estratégia de Lei de Talião, de "olho-por-olho, dente-por-dente".

23 de março de 2013 – 23 de março de 2026: 13 anos de blog… e continuamos firmes!

©Faladepapagaio.blogspot.com
São muitos dias, meses e anos dedicados a um propósito que cresce a cada passo.

Ao longo desta caminhada, tivemos o privilégio de receber mais de 22 milhões de visitantes — um marco que nos enche de orgulho e responsabilidade.

Aprendi que consistência + volume = crescimento. E este percurso é a prova disso.

O nosso sincero agradecimento a todos que fazem parte desta história.

Cada clique, cada leitura e cada interação são essenciais para continuarmos a construir, evoluir e crescer juntos.

Gratidão por estarem connosco.

domingo, 22 de março de 2026

Novo centro de rastreio de cancro da mama inaugurado em Lisboa... A Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou um novo centro de rastreio de cancro da mama. O espaço pretende reforçar a capacidade de diagnóstico precoce na região de Lisboa. O objetivo é fazer chegar o rastreio do cancro da mama a mais de 10 mil mulheres por ano, na região sul.

Por sicnoticias.pt

Com base em Lisboa, a Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou esta segunda-feira um novo centro. Aqui, as utentes vão poder fazer a mamografia, são encaminhadas para consultas e tratamentos e há também um reforço do apoio psicológico.

O grupo de apoio de Lisboa existe desde 2023, dedicado sobretudo a ações de sensibilização e a promover rastreios na cidade.

O cancro da mama é o tipo de cancro mais frequente nas mulheres em Portugal. Todos os anos são diagnosticados cerca de nove mil casos.

GUINÉ-BISSAU: Bissau admite que só 24% da população consome água potável segura... O Governo guineense admitiu hoje que apenas 24% da população tem acesso a água potável gerida de forma segura, 50% das bombas manuais construídas para extração de água estão avariadas e 65% de poços se encontram contaminados.

© Lusa   22/03/2026 

Os dados foram revelados pela inspetora-geral do Ministério do Recursos Naturais, Aissatu Indjai, num discurso pela ocasião do Dia Mundial da Água, que se assinala hoje.

Citada pelos órgãos de comunicação social guineenses, a responsável lamentou "a difícil situação" do país em termos de acesso e consumo de água potável segura, salientando o facto de que a população "está exposta a sérios riscos de saúde".

Aissatu Indjai indica que os impactos imediatos são verificados na vida das crianças, das mulheres e das raparigas, sobretudo as que vivem nas zonas rurais, com enfoque para as zonas do sul, nomeadamente nas regiões de Quinara e Tombali.

A inspetora-geral do Ministério dos Recursos Naturais destacou que o Governo de transição no poder na Guiné-Bissau tem a questão da água potável segura como uma das suas prioridades.

A UNICEF, agência das Nações Unidas para promover os direitos das crianças, e outros parceiros internacionais têm em curso programas de captação e canalização da água potável para várias localidades do interior da Guiné-Bissau, precisou Indjai.

Num discurso no ato solene de abertura de um reservatório de água na localidade de Safim, a 13 quilómetros de Bissau, o primeiro-ministro guineense de transição, Ilídio Vieira Té, afirmou que o Governo está empenhado em expandir o acesso a água potável no país, e reforçar a captação, tratamento e distribuição.

Estes serviços terão enfoque nas zonas periurbanas e rurais da Guiné-Bissau, enfatizou Vieira Té, onde, disse, serão montadas infraestruturas resilientes capazes de fazer face às mudanças climáticas, secas, inundações e pressões ambientais.

O primeiro-ministro observou que o Governo continua a investir em "soluções que reduzam as doenças hídricas" e melhorem as condições de vida das populações.


Leia Também: Cuba: Forças armadas estão a preparar-se para possível ataque dos EUA

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou hoje que as forças armadas do país estão a preparar-se para uma possível agressão militar dos Estados Unidos da América.


Quénia vai dar amnistia aos seus cidadãos alistados nas forças russas... O Governo queniano vai conceder amnistia aos seus cidadãos que se alistaram ilegalmente nas forças russas para combater na Ucrânia.

© SIMON MAINA/AFP via Getty Images     Por LUSA  22/03/2026 

Segundo a imprensa local, o anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Quénia, Musalia Mudavadi.

De acordo com a lei queniana, o alistamento de cidadãos em forças armadas estrangeiras sem aprovação presidencial é proibido e acarreta penas de até 10 anos de prisão, a menos que um tribunal determine que a participação não foi voluntária.

"Até ao momento, 44 quenianos foram repatriados em segurança para o seu país, enquanto 11 foram dados como desaparecidos ou mortos em combate", afirmou Mudavadi.

"Cerca de 38 estão atualmente hospitalizados em vários centros hospitalares russos com acesso restrito", acrescentou o ministro.

A Rússia concordou em incluir o Quénia numa lista de protocolo de cessação de alistamento, ou "lista de bloqueio", interrompendo o recrutamento de cidadãos quenianos, embora tenha mantido a sua posição sobre os que já estão mobilizados, pois ter-se-iam alistado voluntariamente e, de acordo com a lei russa, são individualmente responsáveis pela sua participação.

Os dois países concordaram em que os quenianos envolvidos no conflito e eue pretendam retirar-se poderão rescindir os seus contratos e regressar, enquanto Nairobi garantiu o acesso consular aos seus cidadãos nos hospitais russos, o que permitirá o repatriamento dos feridos e mortos.

O anúncio de Mudavadi ocorreu após a sua visita a Moscovo entre 15 e 18 de março, onde se reuniu com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov. Os dois governos comprometeram-se a trocar informações para combater o tráfico de pessoas, o contrabando e as redes informais de recrutamento.

Em fevereiro, o Serviço Nacional de Informações do Quénia estimou que a Rússia tinha recrutado pelo menos mil cidadãos quenianos, alguns dos quais assinaram contratos com agências que prometiam pagamentos até 18.000 dólares, além de vistos, viagens e alojamento.

Embora a embaixada da Rússia no Quénia tenha negado as acusações, o Governo ucraniano indicou que, desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, contabilizou cerca de 1.780 africanos de 36 países a lutar pelo lado russo.

Enquanto alguns dos recrutados se alistam voluntariamente como mercenários, outros relataram ter sido enganados e coagidos, o que os especialistas acreditam poder constituir tráfico humano.

Kyiv revelou ainda que foram capturados cidadãos de países como a Somália, Serra Leoa, Togo, Cuba e Sri Lanka, entre outros, embora a maioria morra ou fique gravemente ferida antes de ser feita prisioneira de guerra.

Atacados quartéis, fábricas de armas e redes de água e energia iranianas... Quartéis, instalações de fabrico de armas e a rede de águas e energia do Irão foram hoje atacadas pelas forças israelitas, de acordo com comunicados das autoridades israelitas e iranianas citados pelas agências Efe e AFP.

© Kaveh Kazemi/Getty Images      Por LUSA  22/03/2026 

Segundo um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) citado pela agência Efe, o exército israelita "continua a intensificar o seu impacto operacional nos sistemas e capacidades militares do regime". 

Entre as instalações atacadas encontra-se uma base militar iraniana utilizada para treino de soldados, uma instalação de produção e armazenamento de armas do Ministério da Defesa iraniano e pelo menos um quartel-general do Ministério da Inteligência e Segurança.

Já as autoridades iranianas reconheceram hoje que as infraestruturas de água e energia do país sofreram danos significativos após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, segundo o ministro da Energia.

"A infraestrutura vital de água e eletricidade do país sofreu graves danos em resultado de ataques terroristas e cibernéticos levados a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista", disse Abbas Aliabadi, citado pela agência de notícias ISNA e pela AFP.

De acordo com o responsável do Crescente Vermelho iraniano, Pirhossein Kolivand, o número total de locais civis danificados --- incluindo edifícios residenciais e comerciais, escolas, centros médicos e veículos --- atingiu os 81.365, um número baseado nas "últimas avaliações no local".

Em Teerão, os jornalistas da AFP reportaram danos em vários edifícios residenciais e outras infraestruturas civis, mas não foi possível aceder aos locais afetados fora da capital nem verificar de forma independente o número de vítimas.

Hoje, a agência de notícias ISNA também noticiou que ataques aéreos danificaram um hospital em Ahvaz, no sul do país, e outros meios de comunicação mostraram imagens de equipas de resgate em edifícios em Tabriz (norte).

Também hoje o Irão lançou pelo menos sete ondas de ataques com mísseis que afetaram sobretudo a área metropolitana de Telavive, em Israel, levando à queda de fragmentos e munições de fragmentação caíram em estradas, num edifício residencial e num carro, confirmou o exército israelita à agência Efe.

A guerra no Médio Oriente teve início após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


Leia Também: Irão ameaça fechar totalmente Ormuz se centrais elétricas forem atacadas

O Irão ameaçou hoje fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.

Irão. Mísseis podem atingir todos os países da Europa (menos Portugal)... O Irão possui mísseis balísticos capazes de atingir todos os países da Europa, exceto Portugal. A informação foi divulgada por especialistas em defesa após uma análise às tentativas de ataque a uma base britânica, a mais de 4.000 quilómetros de distância do Irão.

© Defense Express   Por  Notícias ao Minuto  22/03/2026 

O Irão tem mísseis com capacidade para atingir todos os países da Europa, com exceção de Portugal. A conclusão é do Defense Express, um site ucraniano especializado em defesa, e surge após as forças iranianas terem tentado atingir a base naval britânica Diego Garcia, no Oceano Índico.

Já se sabia que o Irão dispõe de um vasto arsenal de mísseis balísticos desenvolvidos localmente, incluindo os Shahab-3 com um alcance de 2.000 quilómetros. No entanto, já em outubro do ano passado, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, já tinha adiantado que o país estava a "desenvolver mísseis balísticos intercontinentais com um alcance de oito mil quilómetros", algo que o Irão classificou como uma "ameaça imaginária". 

Na sexta-feira, o Wall Street Journal, citando várias autoridades norte-americanas, noticiou que o Irão disparou dois mísseis balísticos em direção a Diego Garcia, mas nenhum atingiu o alvo. Um dos mísseis apresentou defeito durante o voo e o outro foi intercetado por um míssil disparado de um navio de guerra norte-americano.

Segundo a publicação, esta foi a "primeira utilização operacional do Irão de mísseis balísticos de alcance intermédio (IRBMs)" para tentar atingir um alvo fora do Médio Oriente.

Ora, segundo analisou o Defense Express, a distância mais curta que o míssil teria de percorrer do Irão até à base Diego Garcia é de aproximadamente 4.000 quilómetros. 

Tal significa que o Irão tem capacidade para atingir alvos a pelo menos 4.000 quilómetros de distância e, feitas as contas, o único país da Europa que fica a salvo é Portugal. Além disso, também a maior parte do Reino Unido, de Espanha e uma parte de França ficam a salvo.

Qual é, afinal, a importância da base Diego Garcia?

Localizada numa ilha remota do arquipélago de Chagos, Diego Garcia é uma das duas bases que o Reino Unido permitiu aos Estados Unidos utilizarem para "operações defensivas específicas contra o Irão".

Londres confirmou, na semana passada, que os norte-americanos poderiam usá-la para atacar alvos iranianos no estreito de Ormuz, uma decisão que Londres deveria ter tomado "muito antes", segundo o presidente dos EUA, Donald Trump.

A base de Diego Garcia é estratégica para os Estados Unidos, que mantêm submarinos nucleares, bombardeiros e contratorpedeiros ali estacionados.

O Reino Unido assinou um acordo em 2025 para devolver o arquipélago de Chagos às Maurícias, mantendo um arrendamento de 99 anos para manter a base de Diego Garcia.

Recorde-se que os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque contra o Irão, no passado dia 28 de fevereiro, aumentando a tensão no Médio Oriente.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.