sexta-feira, 13 de março de 2026

Esperança de vida sobe em 2024 para 81,5 anos na União Europeia... A esperança de vida à nascença aumentou em 2024 pelo terceiro ano consecutivo, para 81,5 anos, na União Europeia (UE), após os recuos registados na pandemia de covid-19, divulga hoje o Eurostat.

Por LUSA 

De acordo com os dados hoje divulgados pelo serviço europeu de estatísticas, a esperança de vida aumentou em 2022, para 80,6 anos, depois das quebras registadas em 2020 (80,4 anos) e em 2021 (80,1 anos) devido à pandemia de covid-19.

Em 2023 foi de 81,4 anos, ultrapassando os valores de 2019, antes de a pandemia atingir a Europa.

Em 2024, a esperança de vida à nascença para as mulheres na UE atingiu os 84,1 anos (um aumento de 0,1 anos em relação a 2023), enquanto para os homens foi de 78,9 anos (0,2 anos).

Espanha (84 anos), Suécia (83,8) e Itália (83,7) foram os países com a maior esperança de vida, por oposição à Bulgária (75,8), Letónia (76,4) e Roménia (76,5), onde se vive, me média, menos anos.

Em Portugal, o indicador era de 82,5 anos, estável face a 2023, com as mulheres a viverem em média 82,5 anos e os homens 79,7.

Costa critica levantamento de sanções ao petróleo russo: "Preocupante"... O presidente do Conselho Europeu considerou hoje "muito preocupante" o levantamento temporário de sanções dos Estados Unidos ao petróleo russo já em trânsito, sublinhando ser uma decisão que afeta a segurança europeia.

Por LUSA 

"A decisão unilateral dos Estados Unidos de levantar sanções às exportações de petróleo russo é muito preocupante, tendo em conta que afeta a segurança europeia", escreveu António Costa numa rede social.

O presidente do Conselho Europeu defendeu que "aumentar a pressão económica sobre a Rússia é decisivo" para que Moscovo aceite "uma negociação séria para uma paz justa e duradoura".

"Enfraquecer as sanções aumenta os recursos da Rússia para levar a cabo a guerra de agressão contra a Ucrânia", salientou.

Por sua vez, a porta-voz da Comissão Europeia Paula Pinho, na conferência de imprensa diária, lembrou que, na quarta-feira, Ursula von der Leyen e António Costa defenderam que "este não é o momento de aliviar sanções à Rússia".

"A Rússia tem ganho, segundo as informações que temos, entre 150 milhões de dólares [cerca de 131 milhões de euros] por dia em receitas adicionais provenientes das vendas de petróleo desde o início do conflito no Médio Oriente, o que faz da Rússia provavelmente o maior beneficiário deste conflito. Por isso, não este não é o momento para aliviar as sanções", advertiu.

A porta-voz da Comissão Europeia com a pasta dos Serviços Financeiros, Siobhan McGarry, realçou contudo que o levantamento de sanções dos Estados Unidos "é limitado no tempo e no âmbito, aplicando-se apenas a navios que já se encontram no mar".

"A Comissão continua convencida de que o teto ao preço do petróleo e as nossas sanções contra a Rússia são bem direcionadas, e mantêm-se em vigor também na atual situação de volatilidade nos mercados petrolíferos", referiu.

Siobhan McGarry considerou que o teto ao preço do petróleo mostrou-se "eficaz na redução das receitas de exportação de petróleo da Rússia, enquanto mantém a estabilidade dos mercados petrolíferos".

"Os volumes de exportação russos permaneceram estáveis, e a Rússia não deve, de forma alguma, beneficiar da guerra no Irão", defendeu.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira terem autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão.

O Departamento do Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira.

A decisão "não proporcionará um benefício financeiro significativo ao Governo russo", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.

Em reação, Kirill Dmitriev, enviado do Presidente russo, Vladimir Putin, para as questões económicas, considerou que o petróleo russo é essencial para a estabilidade do mercado global.

"Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável", afirmou Dmitriev.

No início da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com Putin.

Em reação a esta decisão da administração norte-americana, a Hungria pediu que a UE siga o exemplo dos EUA, que suspenderam temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em trânsito para travar a subida dos preços.

"É preciso suspender as sanções ao bruto russo e é preciso permitir a entrada dos combustíveis russos no mercado europeu", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, citado pela agência de notícias espanhola EFE.


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A Hungria pediu hoje que a UE siga o exemplo dos Estados Unidos, que suspenderam temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em trânsito para travar a subida dos preços.

HRW pede ao presidente do Senegal que não assine lei anti-LGBT... A Human Right Watch (HRW) instou o presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, a defender os direitos humanos "de todos os senegaleses" e a não assinar o projeto de lei aprovado pelo Parlamento para agravar as penas contra as relações homossexuais.

Por LUSA 

"Toda a pessoa tem direito à proteção dos seus direitos, independentemente da sua orientação sexual ou da sua identidade de género", sublinhou a organização de direitos humanos, numa mensagem divulgada no final da quinta-feira através da rede social X.

O presidente Bassirou Diomaye Faye não deve promulgar este projeto de lei e deve reafirmar os direitos humanos fundamentais de todos os senegaleses", acrescentou.

A posição da HRW surgiu no mesmo dia em que as Nações Unidas também se manifestaram da mesma forma sobre esta nova lei e instaram igualmente o Presidente senegalês a não a promulgar.

A Assembleia Nacional do Senegal aprovou na quarta-feira uma lei que duplica as penas para quem tem relações homossexuais, punidas agora com cinco a dez anos de prisão, num contexto de uma onda de homofobia e detenções por presumida homossexualidade.

Após um debate que durou todo o dia, os deputados senegaleses aprovaram o texto com 135 votos a favor, nenhum contra e três abstenções.

A lei prevê também sanções penais contra, entre outros, a promoção da homossexualidade no Senegal, país vizinho da Guiné-Bissau.

O texto prevê também multas que podem ir de dois a 10 milhões de francos CFA (3.048 a 15.244 euros), contra 100.000 a 1.500.000 de francos CFA (152 a 2.286 euros) anteriormente.

A lei pretende, no entanto, punir qualquer pessoa que denuncie de forma abusiva e de má-fé supostos homossexuais.

O debate da questão da homossexualidade tem agitado o Senegal, um país maioritariamente muçulmano, há várias semanas.

Este tema tornou-se mais polémico do que o habitual desde a detenção, no início de fevereiro, de 12 homens, incluindo duas celebridades locais, acusados de "atos contra a natureza", termos que designam relações entre duas pessoas do mesmo sexo.

Desde então, várias dezenas de detenções em série têm sido relatadas diariamente na imprensa.

Algumas das pessoas são, em particular, acusadas de ter transmitido voluntariamente o VIH/Sida, alimentando debates sobre a homossexualidade.

Dos mais de sessenta países que criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo no mundo, cerca de trinta estão em África, onde a maioria destas leis são herança da época colonial.

Mais de metade dos países africanos proíbe e reprime a homossexualidade.

A pena de morte é aplicada a estes casos no Uganda, na Mauritânia ou na Somália.

Cerca de uma dezena de países e territórios prevê penas que vão de 10 anos de prisão até à prisão perpétua, entre os quais o Sudão, o Quénia, a Tanzânia e a Serra Leoa. 


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Um soldado senegalês morreu e seis ficaram feridos no sul do país, na região da Casamansa, onde durante anos operaram rebeldes, ao serem atacados por homens armados durante uma operação de destruição de campos de canábis, anunciou o exército.


Este vídeo mostra a realidade do antigo aeroporto e ajuda a perceber por que a modernização era inevitável. O país precisa de infraestruturas à altura do seu futuro.” 🇬🇼


Aviação: Empresa turca OVIA assume hoje a gestão do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Bissau, 13 Mar 26(ANG) - O Estado da Guiné-Bissau transfere esta sexta-feira, a gestão comercial do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, para a empresa turca Osvaldo Vieira International Airport SARL (OVIA), no âmbito do projeto de modernização e ampliação da principal infraestrutura aeroportuária do país.

De acordo com uma Nota Informativa do Gabinete do Primeiro-ministro de Transição enviada à ANG, a decisão resulta do contrato assinado em 28 de Março de 2023 entre o Governo guineense e a empresa turca SUMMA Turizm Yatırımcılığı A.Ş., que prevê a execução das obras no modelo Construir, Explorar e Transferir (BOT).

O acordo,  segundo o documento, é avaliado em cerca de 120 milhões de euros, concede à concessionária um período de exploração de 40 anos.

O Estado guineense já tinha celebrado em 01 de Dezembro de 2011, o contrato de delegação da gestão das Actividades Aeronáuticas Nacionais com a Agência para a Segurança da Navegação Aérea

em África e Madagáscar(ASECNA), ao abrigo do Artigo 10º da Convecção, contrato esse que entrou em vigor em Janeiro de 2012.

Segundo a Nota Informativa, o contrato estabelece que a gestão comercial do aeroporto deve ser transferida para a concessionária quando o nível de execução das obras atingir 75%. Neste momento, o projeto já ultrapassa 90% de execução, o que levou à marcação da transferência de gestão para 13 de Março, de modo a evitar incumprimento contratual.

O projecto, segundo o documento, inclui a construção de uma nova aerogare internacional, equipada com sistemas modernos de manuseamento de bagagens, balcões de check-in e controlo de passaportes biométricos, bem como áreas comerciais, lounges e lojas duty free.

As obras abrangem  a reabilitação das pistas de aterragem e descolagem, das placas de estacionamento de aeronaves, a construção de um terminal de carga, um pavilhão presidencial, novas vias de circulação no aeroporto e a instalação de sistemas modernos de iluminação, segurança e vigilância.

Com a modernização, de acordo com a Nota, o aeroporto passa a ter capacidade estimada para um milhão de passageiros por ano, além de novas infraestruturas de segurança, inspeção e rastreio alinhadas com os padrões internacionais da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) e da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

De acordo com a Nota, o objetivo do projeto é modernizar as infraestruturas aeroportuárias, reforçar a segurança operacional e preparar o aeroporto para o crescimento do tráfego aéreo internacional no país. 

ANG/ÂC//SG

NATO interceta míssil iraniano no espaço aéreo turco (o 3.º em 2 semanas)... O Governo turco anunciou hoje que a NATO intercetou um míssil, disparado do Irão, sobre o espaço aéreo da Turquia, o terceiro desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Por LUSA 

O míssil balístico atribuído ao Irão entrou no espaço aéreo turco e foi neutralizado por elementos de defesa aérea e antimíssil da NATO posicionados no Mediterrâneo Oriental, disse o Ministério da Defesa turco.

"Todas as medidas necessárias" foram adotadas contra as "ameaças dirigidas ao território e espaço aéreo turcos", acrescentou.

Este é o terceiro míssil intercetado na Turquia desde o início a 28 de fevereiro da operação militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Outros dois mísseis foram intercetados pela NATO na segunda-feira e na semana passada.

As sirenes de alerta foram ouvidas durante a madrugada na base aérea de Incirlik, utilizada pela NATO, na província de Adana, no sudeste da Turquia.

A agência de notícias estatal turca Anadolu referiu o ataque atribuído ao Irão, citando as autoridade de Ancara, mas sem especificar uma hora exata. 

As tropas norte-americanas estão estacionadas na base aérea turca de Incirlik, no âmbito da Aliança Atlântica.

Os residentes de Adana, a 10 quilómetros da base, foram alertados às 03:25 (00:25 em Lisboa) por sirenes que soaram durante aproximadamente cinco minutos, referiu o portal de notícias económicas turco Ekonomim.

Os meios de comunicação locais também noticiaram o som de sirenes em Batman, a 600 quilómetros a leste.

Na terça-feira, a Turquia anunciou que um sistema de defesa aérea Patriot tinha sido instalado no centro do país, um dia depois de a NATO ter intercetado um segundo míssil disparado do Irão.

Os Estados Unidos encerraram o consulado-geral em Adana na segunda-feira e recomendaram aos cidadãos norte-americanos que abandonassem a região.

Mais tarde, o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, negou que o míssil tivesse sido disparado do Irão durante um contacto telefónico com o chefe de Estado turco, Recep Tayyip Erdogan.


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Quatro tripulantes morreram hoje quando um avião de abastecimento norte-americano se despenhou no oeste do Iraque, anunciou o comando militar dos Estados Unidos para o Médio Oriente (Centcom).


Forças de Kyiv e Moscovo destroem cerca de 300 drones em ataques.... As autoridades militares da Ucrânia e da Rússia anunciaram hoje a destruição de cerca de 300 drones em ataques cruzados, nas últimas horas.

Por LUSA 

A Força Aérea ucraniana afirmou, num comunicado publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa aérea abateram 117 dos 126 drones lançados pela Rússia, que também disparou um míssil balístico Iskander.

Um míssil balístico e oito drones atingiram sete locais, enquanto os destroços de aparelhos [aéreos não tripulados] abatidos caíram em cinco pontos", referiu na mesma nota, sem adiantar informações sobre possíveis vítimas ou danos materiais.

"O ataque ainda continua, pois há vários drones inimigos no espaço aéreo", alertaram as forças ucranianas.

Por sua vez, o Governo russo declarou que 186 drones ucranianos foram intercetados nas últimas horas, incluindo 80 sobre a península da Crimeia, anexada por Moscovo em 2014, uma ação não reconhecida pela comunidade internacional.

O Ministério da Defesa russo especificou que, além disso, foram destruídos 29 drones em Adygeia e Krasnodar, respetivamente, assim como 18 no mar de Azov, sete em Rostov, cinco em Kursk e Stavropol, quatro em Kirov, dois em Bryansk e no mar Negro, e um em cada uma das seguintes localidades: Astracão, Belgorod, Volgogrado, Lipetsk e Tartaristão.

A Rússia invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiro de 2022.


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O Exército israelita disse hoje que vai atacar a região de Teerão alertando para a evacuação de bairros no centro da capital iraniana nas próximas horas, incluindo um local perto de uma Universidade onde se realiza hoje uma manifestação.


"Canalhas desvairados". Donald Trump volta a ameaçar Irão... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, lançou uma nova ameaça ao Irão, escrevendo: "Observem o que vai acontecer a estes canalhas desvairados hoje".

Por LUSA 

"A Marinha do Irão acabou, a sua Força Aérea já não existe, mísseis, drones e tudo o resto estão a ser dizimados, e os seus líderes foram varridos da face da Terra", acrescentou o líder norte-americano, na rede social que detém, a Truth Social.

"Há 47 anos que matam pessoas inocentes em todo o mundo, e agora eu, como 47.º presidente dos Estados Unidos da América, estou a matá-los", escreveu Trump. "Que grande honra é fazê-lo!", acrescentou.

A ameaça do líder dos EUA surgiu horas depois do Irão ter dito que um míssil disparado por grupos iraquianos pró-Teerão atingiu um avião de reabastecimento norte-americano que se despenhou no oeste do Iraque, com seis tripulantes a bordo.

O Comando Central das Forças Armadas dos EUA confirmou que um avião de reabastecimento se tinha despenhado no oeste do Iraque, mas garantiu que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. 

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

As autoridades da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein reportaram hoje novos ataques do Irão contra os seus territórios, à medida que o conflito no Médio Oriente se aproxima da segunda semana.

O Ministério da Defesa saudita informou na rede social X que intercetou vários mísseis no seu espaço aéreo: quatro nas regiões leste e centro, seis numa província oriental e sete a tentar entrar no espaço aéreo do reino.

Os locais exatos dos incidentes não foram especificados.

As autoridades do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relataram, também nas redes sociais, que os destroços de uma "interceção bem-sucedida" causaram pequenos danos na fachada de um edifício no centro da cidade, sem registo de feridos.

O incidente mais recente ocorre depois de um drone se ter despenhado perto do distrito financeiro do Dubai na quinta-feira. O Irão ameaçou atacar as instituições económicas dos Estados Unidos, levando algumas empresas norte-americanas a retirar os funcionários do emirado.

O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos residentes que mantivessem a calma e procurassem abrigo no local mais próximo após o toque das sirenes de emergência, de acordo com um comunicado publicado na X.


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ENTREVISTA || Os europeus estão finalmente a "pôr em cima da mesa uma alternativa de baixo carbono, eletricidade fiável 24 horas por dia, 7 dias por semana, e que precisa de combustível que a Europa até tem bastante capacidade de produzir". É o que defende Luís Guimarãis, doutorado em física nuclear pelo Instituto Superior Técnico, numa entrevista a propósito da cimeira de energia nuclear que teve lugar em Paris esta semana, na segunda semana da guerra no Irão, que fez disparar os preços do crude



Governo dos EUA autoriza temporariamente venda de petróleo russo... Os Estados Unidos autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão, anunciou na quinta-feira o Departamento do Tesouro norte-americano.

Por LUSA 

O departamento emitiu uma licença que autoriza a venda, até 11 de abril, de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes das 00:01 do dia 12 de março (quinta-feira).

No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à estação Fox Business que o Governo estava a considerar suspender as sanções ao crude russo para melhorar o fornecimento global e controlar os fortes aumentos de preços após o início da guerra de preços.

Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar petróleo russo retido no mar durante 30 dias.

Desde que começaram os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, os preços do crude dispararam.

O barril de petróleo Brent para entrega em maio subiu mais de 9% na quinta-feira e ficou acima dos 100 dólares no fecho do mercado de futuros de Londres, após as declarações do Irão sobre o encerramento de Ormuz.  

O petróleo do Mar do Norte, referência na Europa, fechou o dia na Intercontinental Exchange (ICE) de Londres a 100,46 dólares, o seu preço mais alto desde 2022 e 9,22% superior ao do final da sessão anterior, quando fechou a 91,98 dólares.

O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, disse na quinta-feira que o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, deverá ser prolongado.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Os 32 países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram "por unanimidade" libertar nos mercados 400 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas.

Esta é a sexta vez que a AIE coordena a liberação de reservas estratégicas de petróleo.

Com a libertação dos 400 milhões de barris de petróleo, mais do que o dobro da intervenção recorde anterior da agência no início da guerra na Ucrânia, quando libertou 182 milhões de barris de petróleo bruto, pretende-se compensar o abastecimento perdido devido ao encerramento efetivo do estreito de Ormuz.


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Um enviado do Presidente da Rússia afirmou hoje que o mercado global de energia "não pode permanecer estável" sem petróleo russo, depois de Washington ter autorizado temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios.


quinta-feira, 12 de março de 2026

Israel reivindica ataques a centros de comando do Hezbollah no Líbano ... As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram ataques hoje no Líbano a vários centros de comando do movimento pró-iraniano Hezbollah.

Por LUSA 

Em comunicado, publicado nas redes sociais acompanhado de vídeos alegadamente dos bombardeamentos, as FDI afiram ter concluído "várias vagas de ataques contra infraestruturas do Hezbollah em Beirute e no sul do Líbano", alegadamente usadas "para promover ataques terroristas contra o Estado de Israel e os seus civis". 

A organização terrorista Hezbollah incorpora sistematicamente as suas infraestruturas na população civil em todo o Líbano. Este é mais um exemplo da exploração cínica da organização dos civis libaneses para as suas atividades terroristas", refere o comunicado. 

Antes dos ataques, adianta, foram tomadas medidas para mitigar o risco de danos aos civis, incluindo avisos prévios, uso de munições de precisão e vigilância aérea. 

"As FDI estão a operar com determinação contra a organização terrorista Hezbollah, na sequência da sua decisão deliberada de atacar Israel em nome do regime iraniano. As IDF não tolerarão qualquer dano aos residentes do Estado de Israel", adianta o comunicado. 

Ao longo do dia, as forças israelitas realizaram bombardeamentos em grande escala no Líbano, que atingiram inclusive o centro da capital do país, Beirute, em resposta à maior vaga de ataques aéreos lançada na véspera pelo Hezbollah no norte de Israel. 

Também hoje, o ministro da Defesa israelita e o comandante das forças armadas ameaçaram tomar o Líbano se o Hezbollah prosseguir os seus ataques contra Israel, lançados no começo do mês, logo após o início da ofensiva na República Islâmica e da morte de Ali Khamenei no primeiro dia dos bombardeamentos em Teerão. 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, declarou hoje que Israel "está a esmagar" o Irão e o seu aliado libanês Hezbollah e referiu-se ao novo líder supremo iraniano como um "fantoche da Guarda Revolucionária" que não pode aparecer publicamente. 

"Estamos a viver dias históricos para o Estado de Israel", afirmou Netanyahu na sua primeira conferência de imprensa desde o início da ofensiva israelo-americana contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro, e das operações militares no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah. 

O líder israelita destacou que a operação contra o regime de Teerão conduziu à eliminação do "antigo tirano do Irão", Ali Khamenei, e que o seu filho, Mojtaba Khamenei, "não pode mostrar a cara em público", em alusão ao seu primeiro discurso como líder supremo, lido hoje na televisão iraniana por uma apresentadora. 

"Alcançámos os nossos objetivos, mais do que o esperado, e continuaremos a fazê-lo", proclamou Netanyahu, acrescentando que a guerra em curso visa dar aos iranianos "os meios para derrubar o regime", mas terá de ser por sua iniciativa.  

Além disso, o chefe do Governo observou que os objetivos de Israel são impedir os iranianos de produzirem armas nucleares, apontando a propósito a eliminação de cientistas de topo, e destruir as suas capacidades de mísseis balísticos. 

Mesmo que o regime não caia, diz Netanyahu, "ficará muito mais fraco" e surgirá "um Irão diferente", que já não representará a mesma ameaça "contra a qual nada podia ser feito e contra o qual ninguém se conseguia unir". 

Nesse sentido, sustentou que Israel está a receber apoios, tanto de forma explícita como outras que disse que ficarão claras mais tarde.  

Na sua conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu indicou ter transmitido ao Governo libanês que será melhor para ele confrontar o Hezbollah em vez de Israel. 

"Eu disse-lhes: 'Estão a brincar com o fogo se deixarem o Hezbollah atuar' (...). Mas se eles não fizerem nada, nós faremos. Como? No terreno ou de outra forma, não vou entrar em detalhes, mas o Hezbollah pagará um preço elevado e seria melhor se o Governo libanês tratasse disso", recomendou. 

Benjamin Netanyahu referiu-se ainda às atuais capacidades militares do Hezbollah, depois da forte ofensiva israelita em 2024 no Líbano, ao indicar que nessa altura o grupo libanês possuía 150 mil 'rockets' e mísseis, com potencial para atingir torres em Telavive e provocar entre 15 mil e 20 mil mortes. 

"Isto não aconteceu porque os atingimos com um golpe massivo", defendeu, na conferência de imprensa, citado neste tema pela imprensa israelita. 

O primeiro-ministro reconheceu que os combatentes do Hezbollah "ainda conservam certas capacidades", mas advertiu que, tal como no Irão, "estão muito enfraquecidos" e Israel vai continuar a lidar com eles. 


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Irão ameaça destruir estruturas de petróleo e gás na região caso sofra ataques... O Exército iraniano ameaçou hoje incendiar e destruir instalações de petróleo e gás no Médio Oriente caso a sua infraestrutura seja atacada.

Por LUSA 

"O mais pequeno ataque às infraestruturas energéticas e aos portos da República Islâmica do Irão resultará numa resposta esmagadora e devastadora da nossa parte", alertou o porta-voz do quartel-general central do Khatam al-Anbiya, ligado à Guarda Revolucionária Islâmica.

Em caso de um ataque deste tipo, toda a infraestrutura de petróleo e gás na região, na qual os Estados Unidos e os seus aliados ocidentais têm interesses significativos, será incendiada e destruída", acrescentou, num comunicado divulgado pela televisão estatal.

Desde o início do conflito, iniciado pelos ataques israelo-americanos, o Irão tem lançado ataques aéreos contra Israel e contra instalações, sobretudo energéticas, e bases militares norte-americanas nos países do Médio Oriente.

O tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido por ameaças e ataques iranianos a navios mercantes desde o início da ofensiva israelo-americana.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão reafirmou hoje que os navios que pretendam transitar pelo Estreito de Ormuz devem coordenar-se com as autoridades iranianas, em cumprimento com o pedido do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei.

O porta-voz argumentou que as autoridades iranianas atuam como "guardiãs do Estreito de Ormuz" e comentou que a atual insegurança "não beneficia o país", acusando os Estados Unidos e Israel por imporem esta situação, em resultado do início dos seus bombardeamentos contra a República Islâmica, em 28 de fevereiro.

Anteriormente, o comandante da força naval da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri, tinha afirmado que o Irão vai manter o bloqueio do Estreito de Ormuz em articulação com o novo líder supremo.

Mojtaba Khamenei afirmou hoje que o Estreito de Ormuz "deve permanecer fechado", no seu primeiro discurso à nação, lido por um apresentador na televisão iraniana, desde que foi escolhido para suceder como líder supremo ao seu pai, Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques contra o Irão.

Apesar das declarações aparentemente contraditórias entre a diplomacia de Teerão e a Guarda Revolucionária, as autoridades iranianas estão a implementar um bloqueio parcial do Estreito de Ormuz.


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Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".


Líbano convoca encarregado de negócios iraniano após ataque "conjunto"... O ministro dos Negócios Estrangeiros libanês convocou hoje o encarregado de negócios iraniano, um dia depois do movimento xiita Hezbollah e a Guarda Revolucionária do Irão terem conduzido um ataque "conjunto" contra Israel.

Por LUSA 

Yusef Ragi afirmou que o encarregado de negócios iraniano foi convocado à sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros e confirmou que deu instruções para que "seja transmitida a firme objeção do Líbano face a incidentes e declarações que constituem uma clara violação da soberania" do país.

"Isto constitui um incumprimento das decisões do nosso Governo", afirmou, de acordo com uma mensagem divulgada nas redes sociais.

Ragi criticou repetidamente o Hezbollah e acusou anteriormente Teerão de intervir nos assuntos libaneses ao apoiar o movimento xiita e condenou ainda "qualquer ingerência nos assuntos internos do Líbano".

Na quarta-feira, o Hezbollah disparou, em coordenação com o Irão, 200 projéteis e 20 drones no norte de Israel, segundo o porta-voz do exército israelita, Nadav Shoshani.

"Foi o maior bombardeamento do Hezbollah (...). Utilizou uma combinação de 'rockets', veículos aéreos não tripulados e diferentes tipos de mísseis, como mísseis antitanque e lança-foguetes", indicou Shoshani à imprensa estrangeira.

Na quarta-feira, o representante libanês na ONU afirmou perante o Conselho de Segurança do organismo que o país está "preso numa guerra que não escolheu", admitindo disponibilidade para "negociações diretas com Israel sob os auspícios internacionais" para estabelecer "uma trégua completa" e cessar a agressão israelita.

Ahmad Arafa denunciou a "grave situação humanitária" no Líbano diante da escalada de violência entre Israel e o Hezbollah.

"Estamos presos numa guerra que não escolhemos. Os ataques israelitas continuam a desrespeitar as leis da guerra num momento em que o Hezbollah foi declarado ilegal pelas nossas autoridades nacionais", disse o embaixador libanês nas Nações Unidas.

 O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra regional em 02 de março, ao atacar Israel para vingar a morte do líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana, em 28 de fevereiro.

O Governo libanês anunciou na semana passada a proibição das atividades militares do Hezbollah, bem como de qualquer atividade da Guarda Revolucionária no seu território.

O Líbano também decidiu impor vistos para a entrada de iranianos no país.

Uma centena de iranianos, incluindo diplomatas, foram retirados de Beirute no domingo a bordo de um avião russo, revelou à agência de notícias France-Presse (AFP) um responsável libanês que pediu para permanecer anónimo.

Por sua vez, a missão iraniana na ONU acusou Israel de ter assassinado quatro dos seus diplomatas em Beirute durante um ataque no domingo.

Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do mês, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.


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O comandante do exército israelita, Eyal Zamir, avisou hoje que a guerra contra o grupo xiita Hezbollah no Líbano "não será curta" nem secundária face ao Irão e anunciou reforços militares para a fronteira com o país vizinho.


Ataques de drones? "Não existe tal ameaça do Irão aos EUA. Nunca existiu"... A Casa Branca negou hoje a existência de uma ameaça de ataque com drones iranianos ao território dos Estados Unidos (EUA).

Por LUSA 

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt refutou uma notícia publicada na quarta-feira pelo canal televisivo ABC News, segundo a qual o FBI (agência de serviços secretos internos norte-americana) terá avisado os departamentos de polícia da Califórnia de que o Irão estaria a planear ataques com drones, em retaliação pela ofensiva norte-americana à República Islâmica.

"Para que fique claro: Não existe tal ameaça do Irão ao nosso país e nunca existiu", escreveu Leavitt na rede social X.

A porta-voz da presidência dos Estados Unidos esclareceu que a notícia tinha como base um e-mail enviado às autoridades locais da Califórnia sobre "uma pista não-verificada" - um "facto fundamental" que a estação "omitiu" no seu artigo.

"A ABC News deveria retratar-se imediatamente por esta publicação", sustentou.

Questionado sobre essa alegada ameaça à Califórnia, o estado do país com mais população iraniana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na quarta-feira estar em curso uma investigação.

Por seu lado, o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, confirmou que responsáveis federais alertaram o estado para a situação, mas indicou mais tarde não existir uma "ameaça iminente".

A guerra iniciada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão levou o FBI a elevar o nível de alerta terrorista em território norte-americano, com o objetivo de impedir potenciais ataques de retaliação à ofensiva.

Os Estados Unidos e Israel justificaram a campanha de ataques aéreos com a inflexibilidade do regime político da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, já substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei.


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Os ataques israelo-americanos no Irão resultaram em cerca de 1.300 mortos e 17.000 feridos, causando um êxodo de iranianos que fogem do país. Entre as vítimas civis destaca-se o bombardeamento de uma escola feminina que matou pelo menos 160 meninas, levando senadores democratas americanos a exigirem investigação.


Ministério Público pede prisão preventiva para suspeitos em três casos criminais, incluindo atropelamento que matou alunos em Bissau

@RDN

Bissau, 12 mar 2026 (RDN) - O Ministério Público pediu a prisão preventiva do motorista suspeito de provocar o acidente de viação que matou três alunos do Centro Escolar Atadamum, em Bissau.

A informação consta numa nota de imprensa divulgada esta quinta-feira pelo Gabinete de Comunicação da Procuradoria-Geral da República.

Segundo a nota, o pedido foi apresentado ao Juiz de Instrução Criminal na última terça-feira, 10 de março, após a conclusão do debate instrutório.

O acidente ocorreu no dia 2 de março, na Avenida João Bernardo Vieira, no Bairro Internacional, momentos depois da saída dos alunos do primeiro turno.

No total, 15 estudantes foram atropelados, resultando em três mortos e doze feridos.

As investigações apontam para desatenção do motorista, excesso de velocidade e violação grave das regras de circulação rodoviária.

Caso os factos sejam confirmados em tribunal, o suspeito poderá responder pelo crime de condução perigosa, punível com pena de um a cinco anos de prisão, além de multa e eventual indemnização às famílias das vítimas.

Entretanto, no caso da criança alegadamente queimada pelo seu encarregado de educação, no bairro de Empantcha, o Ministério Público também solicitou a aplicação da medida de prisão preventiva.

Contudo, o Juiz de Instrução Criminal rejeitou o pedido e aplicou a medida de Termo de Identidade e Residência, obrigando o arguido a apresentar-se duas vezes por semana no tribunal.

Assim, ao contrário do que circula nas redes sociais, o suspeito foi libertado por decisão judicial.

Ainda nesta quinta-feira, 12 de março, o Ministério Público apresentou igualmente um pedido de prisão preventiva contra um cidadão suspeito de homicídio ocorrido no dia 10 deste mês, no setor de Prábis, na região de Biombo.

Segundo as autoridades, a vítima terá sido mortalmente agredida com golpes de garrafa.

Se for condenado por homicídio qualificado, o suspeito pode enfrentar uma pena de até 30 anos de prisão.

Guiné-Bissau: Défice de professores preocupa setor educativo na região de Bafatá

@No Pintcha

A região de Bafatá, no leste da Guiné-Bissau, enfrenta um grave défice de professores, situação que tem preocupado as autoridades educativas e a população local. Nos últimos anos, o número de docentes diminuiu significativamente, provocando dificuldades no funcionamento normal de várias escolas da região.

De acordo com responsáveis do setor educativo, a falta de professores tem deixado um número considerável de crianças fora do sistema de ensino, agravando os desafios já existentes no acesso à educação. Muitas escolas funcionam com poucos docentes, o que compromete a qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

Além da escassez de professores, a região enfrenta também outros problemas estruturais, como a insuficiência de infraestruturas escolares, falta de salas de aula e escassez de carteiras para os alunos. Estas dificuldades contribuem para o fraco aproveitamento escolar e, em alguns casos, para o abandono da escola por parte dos estudantes.

Perante esta situação, especialistas e responsáveis educativos defendem que o governo, através do Ministério da Educação, deve adotar políticas eficazes para garantir a retenção de professores nas regiões do interior do país. Entre as medidas sugeridas estão a melhoria das condições de trabalho, incentivos para os docentes e uma melhor gestão da colocação de professores nas escolas.

A falta de professores na região de Bafatá continua a ser vista como um dos principais obstáculos ao desenvolvimento do setor educativo, exigindo soluções urgentes para garantir o direito à educação de todas as crianças.


Israel lança grande ataque em Beirute e amplia evacuações no sul do país... O exército israelita lançou hoje bombardeamentos em grande escala em Beirute, incluindo no centro, no dia em que emitiu um aviso de evacuação que amplia as áreas já abrangidas no sul do Líbano onde decorrem combates terrestres.

Por LUSA 

Os ataques aéreos em Beirute seguiram-se igualmente a um inédito aviso de retirada para a população no centro da capital libanesa, quando os alertas são habitualmente dirigidos a Dahieh, o reduto no subúrbio sul do grupo xiita Hezbollah e que também foi severamente bombardeado nas últimas horas.

Além disso, pelo menos 12 pessoas morreram e outras 28 ficaram feridas na madrugada de hoje, segundo o Ministério da Saúde do Líbano, num bombardeamento israelita a uma zona de praia em Beirute com uma grande concentração de deslocados, no pior ataque contra a cidade desde o início da ofensiva de Israel, há mais de dez dias.

Ao longo do dia, Israel lançou mais bombardeamentos em Beirute e atingiu um edifício no centro da capital que já tinha sido evacuado no seguimento dos avisos israelitas.

O edifício, localizado a apenas 600 metros da icónica Mesquita Mohammad al-Amin, foi atingido três vezes num curto espaço de tempo.

As operações israelitas surgem após o maior ataque aéreo do Hezbollah contra o norte de Israel desde o agravamento das hostilidades entre as partes, no seguimento da ofensiva israelo-americana desencadeada em 28 de fevereiro no Irão, aliado do grupo xiita libanês.

Na quarta-feira, o Hezbollah disparou, em coordenação com o Irão, 200 projéteis e 20 drones no norte de Israel, segundo o porta-voz do exército, Nadav Shoshani.

"Foi o maior bombardeamento do Hezbollah (...). Utilizou uma combinação de 'rockets', veículos aéreos não tripulados e diferentes tipos de mísseis, como mísseis antitanque e lança-foguetes", indicou Shoshani à imprensa estrangeira.

Já hoje, as forças israelitas alargaram o perímetro no sul do Líbano com aviso de retirada para a população, estendendo-o até ao rio Zahrani.

"Para sua segurança, solicitamos a todos os residentes localizados a sul do rio Zahrani que se retirem das suas casas imediatamente", segundo o aviso divulgado.

O rio Zahrani está situado entre 10 e 15 quilómetros a norte do rio Litani, que era o limite do alerta de deslocação anterior e também da zona-tampão sob supervisão da missão de paz da ONU (FINUL) e do exército libanês, supostamente vedada tanto às tropas de Israel como às milícias do Hezbollah.

Deste o reatamento do conflito aberto entre Israel e o grupo libanês, as tropas israelitas alargaram as posições terrestres no sul do país que já ocupavam no conflito anterior, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024 que nunca interrompeu as hostilidades por completo.

Os militares de Israel justificaram o alargamento da área de retirada, associado à progressão das suas forças terrestres, com as atividades militares do Hezbollah na região.

Na manhã de hoje, Israel deslocou a Brigada Golani, uma conhecida unidade de infantaria, da Faixa de Gaza e áreas adjacentes para a fronteira com o Líbano, antecipando um aumento das operações no país vizinho.

Esta movimentação coincide com a ordem do ministro da Defesa, Israel Katz, às forças armadas para se prepararem para "expandir as atividades" no Líbano, como medida para "restaurar a paz e a segurança" nas comunidades fronteiriças.

O ministro ameaçou ainda ocupar o território libanês caso as autoridades de Beirute não impeçam o Hezbollah de atacar Israel.

O Governo libanês proibiu na semana passada as atividades militares do Hezbollah, após uma campanha de recolha de armas, medidas contestadas pelo grupo xiita que as vê como cedências a Israel e Estados Unidos.

Segundo dados oficiais, 687 pessoas morreram, entre as quais 98 crianças, e 1.774 ficaram feridas no Líbano desde o início do mês, a que se somam cerca de 800 mil deslocados.

Guerra no Médio Oriente provoca 3,2 milhões de deslocados no Irão... Cerca de 3,2 milhões de pessoas estão deslocadas dentro do Irão devido à guerra com Israel e os Estados Unidos, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

O número de famílias que saíram de casa devido aos bombardeamentos oscila entre as 600 mil e um milhão, de acordo com avaliações preliminares divulgadas pelo diretor de emergências da agência, Ayaki Ito.

A maioria da população fugiu da capital, Teerão, e de outras grandes áreas urbanas em direção ao norte e a zonas rurais em busca de segurança, assinalou Ito num comunicado citado pela agência espanhola EFE.

Ito alertou que o número de pessoas deslocadas deverá aumentar à medida que a guerra persista.

A situação vai agravar as necessidades humanitárias de um país que já era um dos principais destinos de acolhimento de refugiados no mundo, com cerca de 1,6 milhões de pessoas, na maioria afegãos.

O ACNUR reiterou a "necessidade urgente" de proteger os civis no Irão, manter o acesso humanitário e garantir que as fronteiras permaneçam abertas para quem procura segurança, em conformidade com as obrigações internacionais.

Noutra frente do atual conflito no Médio Oriente, no Líbano, as hostilidades entre Israel e o Hezbollah causaram a deslocação forçada de mais de 600 mil pessoas, disse o ACNUR.

Desde o início da atual guerra, a agência das Nações Unidas tem alertado que a capacidade de resposta humanitária poderá ser ultrapassada na região, onde inúmeros países já acolhiam milhões de refugiados de outros conflitos.

A guerra foi desencadeada por uma ofensiva de grande escala lançada por Israel e os Estados Unidos em 28 de fevereiro, a que o Irão respondeu com ataques contra bases norte-americanas nos países da região.

O novo líder iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje, na primeira declaração desde que foi nomeado, que todas as bases norte-americanas na região devem ser imediatamente fechadas, sob pena de serem atacadas.

Disse também que o estreito de Ormuz permanecerá fechado.

A guerra causou até agora mais de dois mil mortos na região, dos quais 1.348 no Irão e 687 no Líbano, de acordo com dados compilados pela televisão Al-Jazeera do Qatar.


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Entre o primeiro discurso do novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei (ainda que não tenha sido lido pelo próprio), e a discussão sobre o petróleo, são vários os assuntos que marcam o 13.º dia de guerra no Médio Oriente.



"Estúpido". Conselheiro de Khamenei qualifica Trump de "Satanás"... Um conselheiro militar sénior do novo Líder Supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, chamou ao presidente dos EUA, Donald Trump, "Satanás", e prometeu que o seu país destruirá Israel.

Por LUSA 

"Trump é o presidente americano mais corrupto e estúpido", afirmou Yahya Rahim Safavi na televisão estatal, chamando-lhe "o próprio Satanás."

No Médio Oriente, Israel e o Irão não podem coexistir. Um dos dois tem de ficar. O que permanecerá será o Irão, e o que será destruído é, sem dúvida, o regime sionista", acrescentou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia, entre outros.

Usa estes fones? Especialistas alertam para perigos à saúde dos ouvidos... O uso muito prolongado de fones, sobretudo os auriculares, poderá representar riscos para a saúde dos ouvidos. Um artigo do Science Alert destaca para evidências de estudos que notaram uma relação entre o uso de fones e a probabilidade de desenvolver infeções.

Por noticiasaominuto.com 

Seja a ouvir um podcast, música ou a falar ao telemóvel, muitas pessoas passam várias horas por dia com fones nos ouvidos. As recomendações de saúde no que ao uso de fones diz respeito alertam, sobretudo, para o volume do som, que poderá prejudicar a audição. 

Mas este não é o único problema. O uso de fones, especialmente os auriculares - bloqueia o canal auditivo e coloca a pele em contacto com qualquer sujidade ou bactérias que tenha. 

O que acontece quando usamos fones?

Quando usamos fones, as vibrações viajam pelo canal auditivo até chegarem ao tímpano. Ora, segundo o Science Alert, as partes mais profundas do canal produzem cera e óleos, que ajudam a manter a pele saudável, hidratada e menos suscetível a infeções. 

Existem pequenos 'pelos' no canal auditivo que ajudam a regular a temperatura e a impedir a entrada de detritos. Estes 'pelos', assim como a cera do ouvido, ajudam a reter e a remover pequenas partículas, células mortas da pele e bactérias do canal auditivo. 

A cera do ouvido é, basicamente, o método de autolimpeza do ouvido. 

Como os fones podem afetar as bactérias do ouvido

Os canais auditivos saudáveis contêm uma variedade de micróbios não nocivos, como bactérias, assim como fungos ou vírus. Estes competem por espaço e nutrientes. Esta diversidade torna difícil a permanência de quaisquer microorganismos causadores de doenças.

Os fones de ouvido poderão perturbar o equilíbrio entre as bactérias "boas" e as "más".

Um estudo realizado no ano passado apurou que o uso de fones estava associado a um risco maior de infeções no ouvido. Tal acontece porque os fones tornam o canal auditivo externo mais quente e húmido.

Uso fones, o que devo fazer?

Para aqueles que gostam de usar fones de ouvidos é importante fazer uma pausa, de forma a permitir que os canais auditivos 'respirem' em diferentes momentos do dia para não ficarem bloqueados, húmidos e quentes. 

É importante também limpar os dispositivos com frequência, pelo menos uma vez por semana, ou logo após um treino físico.

Nunca deverá usar fones quando estiver doente, pois poderão aumentar a temperatura e afetar a recuperação. 


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Estar sentado na sanita mais do que o tempo necessário é um hábito desaconselhado pelos médicos. Um novo estudo apurou que quem faz isto tem uma maior probabilidade de vir a desenvolver hemorroidas.