quinta-feira, 19 de março de 2026

Hungria: Orbán recusou levantar bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia... Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia discutiram hoje durante cerca de 90 minutos o empréstimo de 90 mil milhões à Ucrânia, mas o primeiro-ministro húngaro recusou levantar o bloqueio, mantendo-se o impasse.

© Lusa   19/03/2026 

Segundo fontes europeias, no início desta conversa, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, deixou em "termos claros e diplomaticamente fortes" que a decisão do Governo húngaro em bloquear o empréstimo da UE "não é aceitável" e constitui uma violação do princípio da cooperação leal entre Estados-membros, consagrado nos Tratados, tendo em conta que Budapeste tinha aprovado esse empréstimo na cimeira europeia de dezembro. 

Costa quis ainda salientar que a reparação do oleoduto de Druzhba -- que Budapeste acusa Kiev de estar propositadamente a atrasar para impedir a transferência de petróleo russo para a Hungria -- é uma questão diferente, separada do empréstimo e que já está a avançar.

Por último, o presidente do Conselho Europeu condenou declarações recentes do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky -- que ameaçou dar as coordenadas da localização de Viktor Orbán a soldados ucranianos se mantiver o bloqueio --, considerando-as inaceitáveis e avisando que não ajudam ninguém: nem a Ucrânia, nem a UE, nem a Hungria.

Por sua vez, o primeiro-ministro, Viktor Orbán, tomou duas vezes a palavra -- no início e depois de os restantes líderes falarem -- para transmitir a ideia de que a decisão do seu Governo de bloquear o empréstimo é juridicamente sustentada.

Fontes europeias indicaram ainda que Orbán voltou a insistir que, enquanto o país não receber petróleo, também não irá aprovar fundos para a Ucrânia.

A maioria dos restantes líderes, nas diferentes intervenções que fizeram, manifestaram apoio às declarações de António Costa.

Os chefes de Estado e de Governo, incluindo o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, vão agora discutir a guerra na Ucrânia com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que intervirá por videoconferência, não se esperando que voltem a discutir o empréstimo de 90 mil milhões -- a cimeira deverá assim acabar sem qualquer acordo sobre esta matéria.

A Hungria tem estado a bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, aprovado no Conselho Europeu de dezembro, por acusar Kiev de estar a bloquear propositadamente a transferência de petróleo para o seu país através do oleoduto de Druzhba.

Esta cimeira, na chegada à cimeira, Orbán avisou que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma "questão existencial" para Budapeste.

"A posição húngara é muito simples: estamos disponíveis para apoiar a Ucrânia assim que recebermos o petróleo que eles estão a bloquear. Até lá, a Hungria não vai apoiar qualquer posição que seja favorável à Ucrânia", avisou Orbán.

Não se esperam avanços nesta cimeira europeia quanto ao empréstimo, assumindo que Viktor Orbán deverá manter o seu veto tendo em vista as eleições legislativas húngaras de 12 de abril, nas quais surge em segundo lugar em diversas sondagens.

Existe um sentimento de urgência já que a Ucrânia ficará sem financiamento em maio, tendo António Costa vindo a lembrar que o chefe do Governo húngaro tem de respeitar o empréstimo já acordado pelo Conselho Europeu.


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Teerão ameaça destruir infraestruturas energéticas na região... O exército do Irão reiterou hoje as ameaças de destruição de infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em caso de novo ataque às instalações iranianas.

© Amid FARAHI / AFP via Getty Images    Por LUSA  19/03/2026 

"Avisamos o inimigo de que está a cometer um erro grave ao atacar a infraestrutura energética da República Islâmica do Irão", declarou o centro de comando conjunto Khatam Al-Anbiya, citado pela agência de notícias Fars.

"Se isto se repetir, as represálias contra as vossas infraestruturas energéticas e as dos vossos aliados continuarão até à sua destruição", avisou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).

O comando alertou para uma "resposta muito mais violenta" do que a registada durante os ataques realizados durante esta madrugada contra locais do Golfo.

A companhia energética pública do Qatar anunciou que novos ataques de mísseis iranianos ocorridos ao amanhecer causaram "danos consideráveis" no complexo de gás de Ras Laffan.

Na Arábia Saudita, um drone abateu-se sobre a refinaria da Samref, situada na zona industrial de Yanbu.

Trata-se de um centro essencial para o escoamento de uma parte dos barris bloqueados pela quase paralisia do estreito de Ormuz, nas margens do mar Vermelho.

A Arábia Saudita advertiu o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques iranianos.

Várias infraestruturas do Kuwait foram igualmente atingidas.

Israel atacou na quarta-feira o campo de gás 'offshore' iraniano de South Pars, que fazem parte do maior jazigo de gás do mundo, partilhado pelo Irão e pelo Qatar.

Teerão disse que algumas partes do campo de gás foram incendiadas.

South Pars fornece cerca de 70% do gás natural consumido no Irão.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu que os Estados Unidos não souberam do ataque israelita, mas ameaçou destruir "a totalidade do jazigo" de South Pars se o Irão continuar com os ataques no Qatar.

A parte sul do jazigo é explorada pelo Qatar sob o nome de North Dome (ou North Field).

A QatarEnergy calcula que North Field abrigue cerca de 10% das reservas mundiais conhecidas de gás natural.

O Qatar está vinculado por uma série de acordos de longo prazo com a francesa Total, a britânica Shell, a indiana Petronet, a chinesa Sinopec e a italiana Eni, entre outras companhias.

No meio dos novos ataques à infraestrutura energética, o barril de Brent superou hoje os 110 dólares, noticiou a agência de notícias espanhola EFE.

O preço do gás natural para entrega a um mês no mercado TTF dos Países Baixos, de referência na Europa, disparou quase 30%, até superar os 70 euros por megawatt-hora (MWh).

União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau em Conferência de Imprensa para falar sobre avistamento da lua de fim do mês de Ramadão

 

Arábia Saudita ameaça Irão com resposta militar por paciência ter limites... A Arábia Saudita advertiu hoje o Irão que a paciência tem limites e ameaçou dar uma resposta militar aos ataques que tem sofrido, juntamente com outros países, em retaliação à ofensiva israelo-americana contra Teerão.

© Lusa   19/03/2026 

"O reino e os seus parceiros possuem capacidades significativas e a paciência que temos demonstrado não é ilimitada", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Faisal bin Farhan. 

Sem adiantar prazos, o ministro saudita disse que a resposta militar regional poderá ocorrer a qualquer momento.

"Poderá ser um dia, dois dias ou uma semana, não o direi", afirmou a partir da capital, Riade, após uma reunião com 11 países para abordar a situação.

Bin Farhan realçou que a Arábia Saudita "se reserva o direito de adotar ações militares, se o considerar necessário".

As autoridades sauditas confirmaram o impacto de um drone numa refinaria na cidade portuária de Yanbu, nas costas do mar Vermelho, uma zona onde horas antes tinha sido destruído um míssil balístico.

Não foram divulgadas informações sobre eventuais vítimas ou danos.

O Irão reagiu à ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos em 28 de fevereiro com ataques contra países do Médio Oriente com bases militares norte-americanas.

Também tem atingido complexos energéticos no golfo Pérsico, sobretudo em resposta a ataques contra infraestruturas petrolíferas iranianas, além de ter praticamente bloqueado o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio petrolífero mundial.

O chefe da diplomacia saudita lamentou que "a pouca confiança" construída com o Irão após o reatamento dos laços diplomáticos em 2023, num acordo mediado pela China, tenha sido "completamente destruída", noticiou o diário saudita Arab News.

O ministro disse que a continuação dos ataques por parte do Irão poderá deixar "praticamente nada" por salvar na relação com a Arábia Saudita e a região.

"O Irão equivoca-se se acredita que os Estados do Golfo são incapazes de responder", advertiu, citado pela agência espanhola Europa Press (EP).

Bin Farhan apelou a Teerão para que reconsidere as posições e ações em resposta à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel, e disse que Riade "procurou de forma sincera criar um clima regional mais estável".

"As ações do Irão demonstram que a sua prioridade não é o desenvolvimento, mas sim gerir crises e exportar tensões", afirmou, também citado pelo jornal Saudi Gazette.

Além do ataque contra a refinaria de Yanbu, o Ministério da Defesa saudita anunciou a destruição nas últimas horas de cerca de 20 drones, principalmente na zona oriental do país e nos arredores de Riade.

Teerão não se pronunciou até ao momento sobre os novos ataques com aparelhos não tripulados denunciados pela Arábia Saudita.

A guerra no Médio Oriente causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão, e uma subida significativa dos preços do petróleo, fazendo recear uma crise económica global.

Perto das 10:00 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em maio, estava a subir 6,76%, para 114,64 dólares, pouco depois de ter aumentado mais de 10%.

Em contrapartida, o equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em abril, mostrava-se mais hesitante e recuava ligeiramente 0,53%, para 95,81 dólares.

O contrato a prazo do TTF neerlandês, considerado a referência europeia para o gás natural, subia 21,18%, para 66,24 euros por megawatt-hora, após ter aumentado 35%.

O analista da Global Risk Management Arne Lohmann Rasmussen antecipou uma pressão em alta nos preços nos próximos dias.

"A guerra entrou agora claramente numa fase em que as infraestruturas energéticas são diretamente visadas", justificou, em declarações à agência de notícias France-Presse (AFP).

Teerão intensificou ataques contra instalações de energia no Golfo... O Irão intensificou hoje os ataques contra infraestruturas de energia dos países do Golfo, incendiando instalações de gás natural liquefeito (GNL) do Qatar e duas refinarias de petróleo do Kuwait.

© MEHDI MARIZAD/FARS NEWS/AFP via Getty Images   Por  LUSA  19/03/2026 

O agravamento da guerra no Médio Oriente fez disparar novamente os preços globais dos combustíveis, com o preço do gás na Europa a disparar hoje 35%. 

Um navio atingido incendiou-se hoje ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e outro ficou danificado perto do Qatar, numa altura em que se verifica um controlo "de facto" do Estreito de Ormuz por parte do Irão.

O Qatar, importante fornecedor de gás natural para os mercados mundiais, informou hoje que os bombeiros extinguiram um incêndio numa instalação de GNL, depois de ter sido atingida por mísseis iranianos.

A produção já tinha sido interrompida após ataques anteriores, mas o país afirmou que a última vaga de mísseis causou incêndios "consideráveis".

Um ataque com um aparelho aéreo não tripulado (drone) contra a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, provocou um grande incêndio, segundo a agência de notícias estatal KUNA.

A refinaria é uma das maiores do Médio Oriente, com uma capacidade de produção de petróleo de 730 mil barris por dia.

As autoridades de Abu Dhabi disseram hoje que foram forçadas a interromper as operações na instalação de gás em Habshan e no campo de Bab.

Os países do Golfo condenaram os ataques iranianos contra instalações de prospeção e distribuição de energia. 

As sirenes de alerta de mísseis soaram em várias outras áreas em redor do Golfo, e Israel alertou para a possibilidade de novos ataques iranianos.

O petróleo Brent, referência internacional, estava hoje acima dos 110 dólares por barril, uma subida de mais de 50% desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra a 28 de fevereiro com ataques contra o Irão.

O regime de Teerão retaliou após Israel ter atingido o campo de South Pars, o maior do mundo, localizado na costa do Golfo Pérsico e propriedade conjunta do Irão e do Qatar.

Com cerca de 80% de toda a energia gerada no Irão proveniente de gás natural, segundo a Agência Internacional de Energia, com sede em Paris, o ataque ameaçou diretamente o fornecimento de eletricidade ao país.

O gás natural é também utilizado para aquecimento e para cozinhar em casas de toda a República Islâmica.

O Irão condenou o ataque a South Pars, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, a alertar para "consequências incontroláveis" que podem afetar o mundo inteiro.

Nos Estados Unidos, o Presidente Donald Trump afirmou que Israel não voltaria a atacar South Pars, mas acrescentou que, se o Irão continuasse a atacar as infraestruturas energéticas do Qatar, a retaliação de Washington iria ser no sentido de destruir "completamente" toda a instalação.

Entretanto, a companhia Qatar Energy disse que um míssil atingiu hoje a "enorme instalação" de GNL em Ras Laffan, provocando um incêndio.

Um navio foi também atingido ao largo da costa do país registou o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido.

A Arábia Saudita também informou ter abatido, durante a noite, drones iranianos que tinham como alvo as instalações de gás natural.

Outro navio foi incendiado hoje, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos e ainda não é claro se foi alvo de um ataque ou atingido por destroços perto da entrada do Estreito de Ormuz, por onde navega um quinto do petróleo mundial.

Até ao momento, mais de 20 embarcações foram atacadas durante a guerra com o Irão.

O número de mortos aumentou na terceira semana de guerra sendo que mais de 1.300 pessoas no Irão foram vítimas dos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel.

Os ataques israelitas deslocaram mais de um milhão de libaneses --- aproximadamente 20% da população ---, segundo o Governo de Beirute, que afirma que 968 pessoas foram mortas.

Em Israel, 15 pessoas morreram na sequência de disparos de mísseis iranianos.

Pelo menos 13 militares norte-americanos foram mortos desde o princípio do conflito.


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Taiwan denuncia incursão de navio chinês perto da disputada ilha de Pratas... Taiwan denunciou hoje a incursão recente de um navio da Guarda Costeira chinesa em águas próximas da ilha de Pratas (Dongsha, em mandarim), território sob controlo de Taipé localizado a cerca de 310 quilómetros a sudeste de Hong Kong.

© Alberto Buzzola/LightRocket via Getty Images   Por LUSA  19/03/2026 

Num comunicado, a Administração da Guarda Costeira de Taiwan (CGA) indicou que o navio "3102" da Guarda Costeira chinesa foi avistado às 09h15 locais de quarta-feira (01h15, em Lisboa) na zona, o que levou ao envio do navio "Kaohsiung" para "acompanhar de perto a situação e proceder à sua expulsão com firmeza". 

A embarcação chinesa entrou em "águas restritas" da ilha de Pratas por volta das 09h40 do mesmo dia, tendo o navio taiwanês advertido por rádio que as suas ações "afetavam gravemente a ordem" na região.

"Sob firme interceção, resposta e pressão contínua para a sua expulsão por parte da Guarda Costeira, no dia 19, às 10h55, o navio '3102' retirou-se das águas restritas do nosso país, a 35,9 milhas náuticas (cerca de 66,4 quilómetros) a leste da ilha Dongsha", referiu a nota.

Segundo a CGA, os guardas costeiros taiwaneses já repeliram este ano a incursão de três navios chineses nas águas restritas da ilha de Pratas, num padrão que Taipé considera parte de operações de pressão na "zona cinzenta" destinadas a testar a capacidade de vigilância, reconhecimento e resposta permanente de Taiwan.

"Perante este tipo de assédio em 'zona cinzenta' por parte de navios da Guarda Costeira chinesa, a CGA manifesta a sua firme condenação e exorta a China a cessar imediatamente todas as ações de intrusão", acrescentou o comunicado.

A ilha de Pratas é um dos territórios controlados por Taiwan no mar do Sul da China, cujas águas são reclamadas quase na totalidade por Pequim e por onde circula cerca de um terço do tráfego marítimo mundial.


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Falta de crianças em Hong Kong deixa 15 primárias em risco de fechar portas... Pelo menos 15 escolas primárias estão em risco de fechar em Hong Kong por não terem conseguido atrair um número suficiente de novos alunos, num contexto de mínimos históricos na taxa de natalidade na região chinesa.

© ISAAC LAWRENCE/AFP via Getty Images    Por  LUSA  19/03/2026 

A secretária para a Educação, Christine Choi Yuk-lin, avisou esta quarta-feira que mais primárias poderão encerrar e aconselhou as instituições de educação a procurarem fusões para manterem as portas abertas. 

As autoridades de Hong Kong anunciaram que não irão subsidiar 15 escolas primárias que receberam menos de 16 inscrições para o primeiro ano de escolaridade no próximo ano letivo, 2026/2027.

Uma delas é a Escola da Associação Empresarial dos Cinco Distritos, uma instituição com 69 anos de história, onde estudou o atual líder do Governo local, John Lee Ka-chiu.

Christine Choi disse à emissora pública RTHK que a antiga colónia britânica tem registado um número cada vez menor de crianças em idade escolar nos últimos dez anos, face à queda da natalidade.

O número de alunos inscritos no primeiro ano do ensino primário em 2026-27 diminuiu em cerca de quatro mil em comparação com o atual ano letivo, acrescentou a secretária para a Educação.

Mas o pior ainda está para vir, admitiu Choi.

"O número pode cair ainda mais no próximo ano, considerando a queda da taxa de natalidade. Precisamos de virar a página hoje e usar novas ideias para enfrentar o problema", disse a dirigente.

"Planear apenas o próximo passo não nos oferece um ambiente estável", acrescentou.

O Departamento de Educação de Hong Kong prevê que o número de crianças de seis anos desça de 47 mil em 2025 para 38.300 até 2035.

Christine Choi aconselhou as instituições com baixas matrículas de alunos a procurarem fusões para evitar mais encerramentos no futuro.

"O governo ofereceu várias medidas para facilitar a recuperação das escolas nos últimos anos (...) Agora já não há como voltar atrás, e temos de encarar o problema de frente", disse a secretária para a Educação.

Hong Kong registou em 2025 cerca de 31.100 nascimentos, o número mais baixo de sempre.

Em 2023, o Governo lançou um subsídio de 20 mil dólares de Hong Kong (cerca de 2.150 euros) para novos pais, para incentivar as famílias a terem filhos, num programa com a duração de três anos.

O Executivo previu que o subsídio podia ajudar o número anual de nascimentos a atingir 39 mil, mais 20% do que em 2022. Mas o total de recém-nascidos ficou-se por 33.200 em 2023 e 36.700 em 2024.

Em setembro, John Lee anunciou que, a partir de 2026, a isenção fiscal de 130 mil dólares de Hong Kong (14 mil euros) para novos pais vai ser prolongada de um para dois anos após o nascimento.

No ano passado, também a vizinha região chinesa de Macau registou 2.871 recém-nascidos, o menor número em quase meio século.

Em 2025, a China continental registou 7,92 milhões de nascimentos, um novo mínimo histórico desde a fundação da República Popular da China, em 1949. A taxa de natalidade também caiu para mínimos históricos, com 5,63 por cada mil pessoas.


Moscovo diz que negociações de paz com Ucrânia estão "em pausa"... As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos Estados Unidos, estão "em pausa", declarou hoje o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, segundo o qual o diálogo entre Moscovo e Washington continua.

© ANTON VAGANOV/POOL/AFP via Getty Images  Por  LUSA  19/03/2026

"O grupo trilateral está em pausa", afirmou o representante da Presidência russa ao jornal Izvestia. 

Peskov salientou, porém, que o enviado económico do Kremlin, Kiril Dmitriev, continua a trabalhar com os seus homólogos dos Estados Unidos.

Além disso, referiu que, apesar da suspensão das negociações entre Moscovo e Kiev, as partes continuarão a troca de prisioneiros de guerra e de corpos de soldados mortos em combate.

"O trabalho neste sentido continuará de forma obrigatória", salientou.

Esta quarta-feira, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo declarou ao Izvestia que, de momento, não há uma data concreta para a próxima reunião tripartida.

As negociações de paz foram travadas pelo início da guerra no Irão, que começou no passado dia 28 de fevereiro, algo que foi reconhecido pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

A última ronda teve lugar em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro, sem avanços substanciais.

Entretanto, a Rússia continua a atacar o território ucraniano. Esta madrugada lançou durante um total de 133 drones de longo alcance, entre os quais cerca de 70 aparelhos não tripulados russo-iranianos Shahed.

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 109 do total dos drones, segundo informou hoje a Força Aérea da Ucrânia, num comunicado.

Os drones foram interceptados sobre o território de várias regiões do norte, sul, leste e oeste da Ucrânia.

Cerca de vinte drones russos não foram interceptados e impactaram em onze locais distintos da Ucrânia, não especificados pela Força Aérea, que informou também sobre a queda de fragmentos de drones abatidos em sete locais no país.

Vários drones russos continuavam a sobrevoar a Ucrânia no momento em que o comunicado sobre o ataque foi publicado.


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O primeiro-ministro húngaro avisou hoje que não vai aprovar qualquer medida a favor da Ucrânia enquanto o seu país não receber petróleo, salientando que é uma "questão existencial" para Budapeste.


Drones terão sobrevoado base militar onde moram secretários do Estado e da Defesa dos EUA... As autoridades norte-americanas dizem ter detetado drones não identificados a sobrevoar uma base militar em Washington D.C. - o Fort Lesley J. McNair - onde vivem o secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Pentágono, Marco Rubio.

Por  SIC Notícias  

A informação está a ser avançada pelo Washington Post, que cita três fontes. Os drones terão sido avistados numa única noite nos últimos 10 dias, acrescentam.

O incidente motivou preocupações sobre a transferência do secretário de Estado da Defesa, Pete Hegseth, e do chefe do Pentágono, Marco Rubio, mas o mesmo relatório dá conta que ambos decidiram não sair da base militar.

A origem dos drones ainda não foi identificada.

O caso está a ser investigado pelas autoridades, mas, até agora, não há qualquer ligação ao conflito com o Irão. Ainda assim, as Forças Armadas norte-americanas garantem estar a vigiar possíveis ataques.

Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, recusou falar sobre o incidente.

"O departamento não pode comentar os movimentos do secretário (Hegseth) por razões de segurança, e divulgar tais movimentos é extremamente irresponsável", disse apenas.


Liberdade global cai pelo 20.º ano consecutivo... A organização norte-americana Freedom House constatou um declínio da liberdade no mundo, incluindo nos Estados Unidos e no Irão, pelo 20.º ano consecutivo, de acordo com um relatório hoje publicado.

Por LUSA 

Intitulado "Liberdade no Mundo 2026: A Sombra Crescente da Autocracia", o relatório avaliou direitos políticos e liberdades cívicas em 195 países e 13 territórios, realçando a fragilidade das democracias e o reforço de regimes autoritários.

A Freedom House concluiu que, em 2025, 54 países registaram retrocessos nos direitos políticos e liberdades cívicas, enquanto apenas 35 melhoraram. 

De acordo com esta avaliação , apenas 21% da população mundial vive em países considerados "livres", uma queda acentuada face aos 46% registados há 20 anos.

Além do agravamento da repressão por parte dos regimes autoritários, os maiores recuos foram motivados por golpes militares, violência contra manifestantes pacíficos e tentativas de enfraquecer garantias constitucionais.

Nos Estados Unidos, classificado como país "livre", a pontuação caiu três pontos, para 81 em 100, a maior descida entre as democracias analisadas, a par da Bulgária. 

O relatório atribuiu o recuo a bloqueios políticos prolongados no Congresso norte-americano, ampliação de poderes executivos e intimidação crescente de vozes críticas, incluindo cidadãos estrangeiros. 

A Freedom House, organização não-governamental norte-americana, referiu ainda um enfraquecimento das salvaguardas anticorrupção e conflitos de interesse na administração presidencial norte-americana, sublinhando que o país perdeu 12 pontos nas últimas duas décadas, o maior declínio entre o grupo de 88 "nações livres".

No Irão, classificado como "não livre", as condições pioraram em 2025, quando o regime prendeu mais de 21 mil pessoas em operações de repressão por suspeitas de espionagem e colaboração, na sequência do conflito de 12 dias com Israel, em junho, e expulsou mais de 1,8 milhões de migrantes e refugiados afegãos, referiu o relatório. 

A pontuação do país caiu para 10 em 100, refletindo uma "repressão intensificada e desprezo pelos direitos básicos".

"Embora 2026 tenha trazido novas oportunidades para aqueles que vivem sob regimes autoritários, da Venezuela ao Irão, os últimos 20 anos têm sido um período sombrio para a liberdade a nível mundial", afirmou o diretor-executivo da Freedom House, Jamie Fly. 

Entre os maiores avanços registados na 53.ª edição deste relatório figuram Síria, Sri Lanka, Bolívia e Gabão, enquanto Guiné-Bissau, Tanzânia, Burkina Faso e El Salvador tiveram as descidas mais acentuadas. 

As melhores classificações voltaram a caber, respetivamente, à Finlândia (100), Suécia, Noruega e Nova Zelândia, com 99 pontos.

Portugal manteve 96 pontos em 100, igual à Estónia, Japão e Suíça.  


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A Guiné-Bissau registou a maior quebra mundial na avaliação feita no relatório anual da organização norte-americana Freedom House publicado hoje, devido ao golpe militar que perturbou as eleições gerais e presidenciais de 2025.

Irão: retaliações pela morte de Ali Larijani atingiram vários países, infraestruturas energéticas serão próximo alvo... O Irão ameaça atingir infraestruturas energéticas de Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos, em resposta ao ataque israelita. Na noite passada, as retaliações iranianas foram a resposta à morte de Ali Larijani.

Por Sicnotícias  

A resposta à morte de Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão fez-se sentir em Bagdade. Durante a noite de terça-feira, foram registadas explosões provocadas por drones e rockets perto da embaixada norte-americana, na capital do Iraque, e nas imediações do aeroporto.

Situação semelhante terá ocorrido junto de uma base militar australiana no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, confirmou que "um projétil iraniano atingiu uma zona próxima da Base de Al Minhad", acrescentando a confirmação de que "nenhum membro do pessoal australiano ficou ferido e que todos se encontram em total segurança”.

Nos subúrbios da capital israelita, também foi noite de ataques. O sistema de defesa não conseguiu impedir o impacto de projéteis em dois subúrbios de Telavive, um deles em Ramat Gan onde houve registo de mortes.

O exército israelita deu ainda conta de estragos no aeroporto internacional Ben Gurion, em Telavive, que terá sido atingido por destroços, que danificaram jatos privados estacionados no aeroporto, embora não se saiba exatamente a data do incidente.

Como resultado da instabilidade geral do tráfego aéreo da região, muitos viajantes viram-se obrigados a percorrer longas distâncias por estrada e a passar por fronteiras.

Por sua vez, a Turquia anunciou o reforço da defesa da base aérea da NATO, com mais um sistema de defesa Patriot de fabrico norte-americano deslocado da base de Ramstein, na Alemanha.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Petroleiro russo transporta petróleo para Cuba... Um petroleiro russo incluído na lista de sanções ocidentais estava hoje a caminho de Cuba com mais de 700 mil barris de petróleo, segundo dados da plataforma de rastreamento marítimo Kpler.

Por LUSA 

O país latino-americano está a ser abalado por uma grave crise energética devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

O "Anatoly Kolodkin" carregou 730.000 barris de crude a 08 de março, no porto russo de Primorsk, no mar Báltico, e encontrava-se hoje, às 16h00 TMG (e de Lisboa) no Atlântico Leste, em rota para Cuba, de acordo com a plataforma Kpler.

Os dados da plataforma mostram que o navio de pavilhão russo, pertencente ao armador estatal Sovcomflot, tem previsto descarregar o crude no terminal petrolífero de Matanzas, no norte de Cuba, por volta de 23 de março.

Outro petroleiro, o "Sea Horse", com pavilhão de Hong Kong, carregou quase 200 mil barris de gasóleo no final de janeiro, ao largo da costa de Chipre, a partir de outro petroleiro, segundo dados da Kpler, zarpou do Mediterrâneo a 13 de fevereiro e navega desde então para oeste através do oceano Atlântico.

Abrandou entre o final de fevereiro e o início de março, seguindo um rumo errático, de acordo com os dispositivos de rastreio, e foi hoje localizado, às 16:30 TMG (e de Lisboa), no noroeste do mar das Caraíbas, a cerca de 1.500 quilómetros da costa cubana.

O "Anatoly Kolodkin" está entre os navios sujeitos a sanções impostas à Rússia pelos Estados Unidos, a União Europeia e o Reino Unido.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou a pressão sobre Cuba ao retirar do poder em janeiro o seu principal aliado, o líder venezuelano Nicolás Maduro, impondo um bloqueio petrolífero à ilha comunista.

Cuba não importa petróleo desde 09 de janeiro, data da última entrega do México, antes de o país interromper os seus envios de combustível sob a pressão de Trump.


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As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram hoje que efetuaram ataques aéreos no norte do Irão pela primeira vez desde início do atual conflito, enquanto media locais noticiaram bombardeamentos numa cidade portuária no Mar Cáspio.


Irão ataca Golfo e atinge maior instalação de gás do Qatar... O Irão lançou hoje ataques contra os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e o Qatar, atingindo a principal instalação de gás do território qatari e provocando "danos consideráveis" na mesma, segundo o Ministério do Interior de Doha.

Por LUSA 

O Irão tinha ameaçado atacar as infraestruturas energéticas no Golfo, em retaliação aos ataques israelo-americanos às suas próprias instalações de gás.

O Ministério do Interior do Catar indicou num comunicado que a proteção civil estava "a gerir um incêndio na zona de Ras Laffan" após um ataque iraniano que, segundo um comunicado da empresa energética pública Qatar Energy, causou "danos consideráveis".

Num segundo comunicado, o mesmo ministério disse que o incêndio estava "sob controlo" e que não tinham sido registados feridos no ataque.

Já o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Doha considerou que este ataque em Ras Laffan constituía "uma ameaça direta à segurança nacional".

"O Qatar expressa a sua firme condenação e repúdio do brutal ataque iraniano contra a zona industrial de Ras Laffan", indicou o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado, criticando uma "escalada perigosa, uma violação flagrante da [sua] soberania e uma ameaça direta à segurança nacional".

Na Arábia Saudita, as autoridades afirmaram ter intercetado quatro mísseis balísticos que se dirigiam para Riade.

Também as autoridades dos Emirados Árabes Unidos anunciaram que o seu sistema de defesa aérea estava a intercetar mísseis iranianos.

"A defesa antiaérea está atualmente a agir contra ameaças de mísseis e drones provenientes do Irão", informou o Ministério da Defesa de Abu Dhabi, precisando "que os ruídos ouvidos são o resultado da interceção de mísseis e drones".

Teerão tinha prometido retaliar os ataques contra o campo de gás de South Pars/North Dome, que é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

"A partir desta noite, as linhas vermelhas mudaram. Se o inimigo pensava que com estes ataques poderia aumentar a pressão sobre o Irão para o obrigar a recuar, cometeu um erro fatal de cálculo", alertaram fontes militares citadas pela agência noticiosa Fars.

Teerão acusa os países do Golfo de permitirem que as forças norte-americanas utilizem os seus territórios para lançar os seus bombardeamentos e, no rescaldo do ataque ao campo de gás de South Pars, colocou sob ameaça "as infraestruturas de combustíveis, energia e gás" dos seus vizinhos na região, segundo um comunicado do Centro de Comando Conjunto, Khatam al-Anbiya. 

Momentos antes dos ataques, tanto o Qatar como os Emirados Árabes Unidos tinham condenado o ataque contra instalações iranianas que servem o campo de gás de South Pars/North Dome.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, criticou o ataque hoje realizado como um passo "perigoso e irresponsável" e uma ameaça à "segurança energética global", bem como à população da região.

Al-Ansari pediu que se "evitem ataques a instalações vitais" e apelou a todas as partes para que atuem com moderação e "em conformidade com o direito internacional".

Ao mesmo tempo, destacou a necessidade de uma redução das tensões "para que a segurança e a estabilidade da região sejam preservadas".

Os Emirados Árabes Unidos dirigiram também palavras ao ataque contra as instalações energéticas ligadas ao campo de gás de South Pars, "que constitui uma extensão de North Dome no Estado irmão do Qatar", advertindo para "uma escalada perigosa".


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O exército israelita avisou hoje que a sua "série de eliminações" de dirigentes iranianos "não cessará", reclamando a morte de várias figuras importantes do regime desde o início da ofensiva aérea com os Estados Unidos.


Governo decreta feriado nacional a 20 de março por ocasião do fim de Ramadão... O Governo anunciou a declaração de feriado nacional para a próxima sexta-feira, dia 20 de março de 2026, em celebração da festa do Ramadão.

De acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social, a decisão surge em cumprimento do disposto no artigo 1.º do Decreto n.º 1/2023, de 18 de janeiro, que estabelece os feriados nacionais obrigatórios para os funcionários da Administração Pública.

O feriado implicará a suspensão total das atividades laborais, tanto no setor público como no setor privado, com exceção dos serviços cuja natureza não permita interrupções.


GABU ACOLHE INAUGURAÇÃO DO PRIMEIRO CENTRO DE SERVIÇOS INTEGRADOS

Por Ministério dos Transportes e Comunicações   18/03/2026

Aos 18 de março, o Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital presidiu, na região de Gabu, a cerimónia de inauguração do primeiro Centro de Serviços Integrados (CSI), um marco importante no processo de modernização e descentralização dos serviços públicos no país.

O ato contou com a presença da Governadora de Gabu, do representante do Diretor-Geral da QUIPUX na Guiné-Bissau, do Comandante da Polícia de Trânsito da região de Gabu, do Diretor das Alfândegas de Gabu, do Presidente da Federação de Motoristas, de autoridades tradicionais (Régulo), bem como de representantes da Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT).

Durante a cerimónia, o Ministro manifestou a sua satisfação pela concretização deste projeto, destacando a sua importância no âmbito da descentralização dos serviços de aviação e transportes, aproximando os cidadãos da administração pública e promovendo maior eficiência na prestação de serviços. Na ocasião, anunciou igualmente que a iniciativa será progressivamente implementada noutras regiões do país, reforçando o compromisso do Governo com a inclusão e o desenvolvimento equilibrado do território nacional.

Ainda no decurso do evento, a Direção-Geral de Viação e Transportes Terrestres (DGVTT) informou que será realizada, nos próximos dias, uma inspeção à escola de condução de Gabu, com vista à sua reabertura. A medida visa permitir que os candidatos à obtenção da carta de condução possam realizar o processo na própria região, evitando deslocações à Bissau.

GUINÉ-BISSAU VALIDA ESTUDOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DE MINI-REDES LIMPAS

Por   Rádio Sol Mansi  18 03 2026 

O seminário nacional de validação dos estudos de viabilidade de mini-redes limpas arrancou esta quarta-feira no país, reunindo especialistas, representantes institucionais e parceiros internacionais para três dias de trabalhos.

A iniciativa insere-se no Programa Regional de Energia da África Ocidental “Desert-to-Power” – Fase 1, e conta com o apoio do Centro da CEDEAO para as Energias Renováveis e Eficiência Energética (ECREEE). O principal objetivo é analisar e validar estudos técnicos que visam a implementação de mini-redes limpas, contribuindo para a expansão do acesso à energia sustentável no país.

Na abertura dos trabalhos, o diretor-geral da Energia, Mohamade Saido Baldé, afirmou que as mini-redes representam uma solução concreta para acelerar o acesso à energia, sobretudo nas zonas rurais.

“As mini-redes representam soluções concretas para acelerar o acesso à energia, sobretudo nas zonas rurais”, destacou o diretor-geral da Energia.

Durante o encontro, os participantes irão avaliar a viabilidade de diferentes projetos energéticos baseados em fontes renováveis, com destaque para soluções solares adaptadas às comunidades rurais e periurbanas. A validação destes estudos representa um passo essencial para a mobilização de investimentos e para a futura implementação das infraestruturas.

Perante este cenário, o diretor-geral da Energia sublinhou ainda que este é um momento importante para o setor energético da Guiné-Bissau.

“Estamos num momento particularmente importante para o setor energético da Guiné-Bissau. Está em curso a elaboração da Política Nacional de Energia 2026 – 2035”, acrescentou Mohamade Saido Baldé.

O assessor do Ministro da Energia, Raimundo Lopes, apontou as mini-redes solares como uma solução eficaz para a Guiné-Bissau em termos de acesso à energia para a população.

“As mini-redes de energia solar são uma solução eficaz para os problemas que enfrentamos no acesso à energia das nossas populações e, ao mesmo tempo, contribuem para a luta contra os fenómenos que degradam o ambiente”, ressaltou Lopes.

Após o seminário, será realizada uma formação dedicada ao uso de uma plataforma digital concebida para facilitar processos de licitação eletrónica e assegurar a monitorização eficiente das mini-redes. A ferramenta pretende reforçar a transparência, melhorar a gestão dos projetos e garantir maior eficácia na sua execução.

Com esta iniciativa, as autoridades e parceiros reforçam o compromisso de promover soluções energéticas sustentáveis, alinhadas com os objetivos de desenvolvimento da região, contribuindo para a redução do défice de eletrificação e para o desenvolvimento socioeconómico da Guiné-Bissau.

Funeral de Larijani entre apelos para lutar "até à última gota de sangue"... Milhares de pessoas despediram-se hoje de Ali Larijani, um dos políticos mais importantes do Irão, morto terça-feira por Israel, entre apelos à vingança e à continuação da luta "até à última gota de sangue".

© Majid Saeedi/Getty Images  Por  LUSA  18/03/2026 

Um camião com os restos mortais de Larijani e dos 74 marinheiros mortos no ataque norte-americano à fragata iraniana IRIS Dena, no oceano Índico, percorreu a cidade de Ahwaz, capital e a maior cidade da província do Cuzistão, no sudoeste do Irão, entre os habituais gritos de "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel". 

"A morte de Larijani é a que mais dói depois da do líder supremo ['ayatollah' Ali Khamenei]", afirmou o orador do funeral, acrescentando que o Irão vai continuar a lutar contra os Estados Unidos "até à última gota de sangue".

Outras pessoas presentes no funeral do político iraniano, morto num ataque aéreo israelita em Teerão, lamentaram o falecimento e juntaram-se ao apelo à luta. 

"Dói-nos muito e é necessário vingar-nos. Temos de continuar a lutar até à derrota de Israel", disse Azat Jadidi, uma mulher de 64 anos.

Um funcionário público de 31 anos, Hamid Reza, classificou a morte de Larijani como lamentável e apelou ao fim da guerra, insistindo na não rendição do Irão, mas em negociar para que os Estados Unidos "paguem uma compensação pela agressão e pelo assassínio de crianças".

A morte de Larijani deixa um vazio na República Islâmica, ainda sem sucessor conhecido.

Além dele, outros altos responsáveis políticos e militares morreram no conflito, iniciado a 28 de fevereiro, com ataques norte-americanos e israelitas a instalações militares e complexos governamentais em Teerão e noutras cidades.

Entre os mortos encontram-se o ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, o ex-comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária general Mohammad Pakpur e o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas general Abdorrahim Musavi.

Desde então, a República Islâmica respondeu com ataques com mísseis e drones contra Israel e vários países árabes vizinhos, ampliando o conflito no Médio Oriente.

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos indicaram terem intercetado 13 mísseis balísticos e 27 drones numa nova ofensiva iraniana, no contexto de uma escalada que, segundo os EAU, incluiu centenas de projéteis desde o início das hostilidades.

Paralelamente, Israel intensificou as operações militares em território iraniano, tendo o Exército israelita anunciado novas ondas de ataques em grande escala a infraestruturas do regime de Teerão, incluindo centros de comando, instalações de mísseis balísticos e sistemas de defesa aérea.

O balanço oficial de mortos no país não é atualizado pelo governo iraniano desde 05 de março, situando-se então em 1.230 óbitos.

Em Israel, os ataques iranianos causaram pelo menos 14 mortos.

Centenas de pessoas morreram no Irão na sequência dos bombardeamentos realizados desde 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.

O Irão respondeu com o encerramento do estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

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Leia Também: Teerão confirma morte de ministro dos serviços de informações

O presidente do Irão confirmou hoje a morte do ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib, reivindicada por Israel num ataque de precisão em Teerão....    "O assassínio cobarde dos meus caros colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, bem como de alguns membros das suas famílias e das suas equipas, mergulha-nos no luto", escreveu Masoud Pezeshkian nas redes sociais, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Ataque dos EUA e Israel atinge maior reserva de gás do mundo... Israel e Estados Unidos atacaram hoje uma importante instalação de gás iraniana no Golfo, a maior do mundo, provocando um incêndio, anunciou a televisão estatal, numa altura em que a guerra entra na terceira semana.

© Lusa   18/03/2026 

"Há instantes, algumas partes das instalações de gás" da refinaria estratégica South Pars, situada na cidade portuária de Kangan, "foram atingidas por projéteis do inimigo americano-sionista", declarou a televisão, citando o vice-governador da província meridional de Bushehr. 

A estação acrescentou que equipas de bombeiros foram enviadas para o local para controlar o incêndio.

O imenso campo de gás de South Pars/North Dome é a maior reserva de gás conhecida no mundo, que o Irão partilha com o Qatar.

A instalação fornece cerca de 70% do gás natural consumido no Irão, que o explora desde o final da década de 1990.

Israel já tinha atacado instalações iranianas neste local durante a guerra dos 12 dias, em junho de 2025.

O país lançou novos ataques contra o Irão a 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, matando no primeiro dia o seu líder supremo, o 'ayattollah' Ali Khamenei, e desencadeando uma guerra que se alastrou a todo o Médio Oriente.


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A televisão estatal iraniana anunciou hoje que Teerão ameaçou atacar infraestruturas petrolíferas e de gás no Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU), após Israel e Estados Unidos terem atingido a maior refinaria do Irão.

19.º dia de guerra: Israel mata ministro iraniano em dia de funerais... Israel anunciou hoje ter matado mais um dos principais responsáveis políticos do Irão, o ministro dos Serviços de Informações, no mesmo dia em que Teerão enterra dois outros líderes eliminados na terça-feira.

© Ahmed Younis / Middle East Images / AFP via Getty Images   Por  LUSA    18/03/2026 

A guerra entre Israel e Estados Unidos e o Irão cumpre hoje o seu 19.º dia, com registo de mais ataques na região e de novos posicionamentos dos países do Médio Oriente.

Telavive diz ter eliminado ministro dos Serviços de informações iraniano

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, anunciou "a eliminação" de outro responsável iraniano, o ministro dos Serviços de Informações, Esmail Khatib.

"Ele chefiava o aparelho interno do regime e era responsável pelos assassinatos e repressão no Irão, bem como pela promoção de ameaças externas", explicou o ministro israelita

Irão promete vingança por Larijani

O chefe do Exército iraniano prometeu que a morte do chefe de segurança da República Islâmica, Ali Larijani, será "vingada", no dia em que se realizou o funeral daquele responsável e o do líder da força paramilitar Basij, Gholam Reza Soleimani, também morto na terça-feira.

Seleção feminina do Irão na Turquia

A seleção feminina de futebol do Irão, cujas jogadoras tinham pedido asilo na Austrália - incluindo quatro jogadoras e um membro da equipa técnica que tinham decidido regressar a casa -- já atravessou a fronteira turco-iraniana de Gürbulak (leste).

Israel planeia atacar pontes sobre o rio Litani

O exército israelita anunciou que se prepara para atacar pontes sobre o rio Litani, que atravessa o sul do Líbano, a cerca de 30 quilómetros da fronteira com Israel.

O objetivo é impedir a transferência de reforços e armamento, explicou o porta-voz do exército, aconselhando as pessoas no local a deslocarem-se em direção à zona mais a norte.

Doze mortos em ataques israelitas em Beirute

Os ataques israelitas contra bairros densamente povoados no centro de Beirute fizeram 12 mortos e 41 feridos, segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério da Saúde libanês.

O exército israelita realizou também ataques no sul do Líbano, onde uma ordem de retirada de pessoas provocou o pânico na região de Tiro, cidade portuária considerada Património Mundial da UNESCO.

Novos ataques israelo-americanos no Irão

O Irão foi novamente atingido por ataques israelo-americanos em diversas regiões, incluindo a capital Teerão, tendo a agência de notícias local, a Tasnim, anunciado sete mortos e 56 feridos em Doroud (Lorestan).

Nova bateria Patriot da NATO na Turquia

A Turquia anunciou o destacamento, pela NATO, de uma nova bateria antiaérea Patriot, complementando o sistema Patriot espanhol já em serviço, na base militar de Incirlik (sul), que alberga forças norte-americanas, após a interceção, no início do mês, de três mísseis balísticos disparados do Irão em direção ao território turco.

Várias explosões em Erbil

Pelo menos quatro fortes explosões foram ouvidas em Erbil, capital da região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, enquanto grupos armados pró-Irão realizavam uma série de ataques com drones contra militares e interesses dos EUA nos últimos dias.

Exportações de petróleo iraquianas

O Iraque anunciou a retoma de parte das suas exportações de petróleo - 250 mil barris por dia -, transportados por oleoduto para um porto turco, após um acordo com as autoridades do Curdistão iraquiano.


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As autoridades iranianas anunciaram hoje terem desmantelado mais de uma centena de alegadas células de redes monárquicas que conspiravam contra a República Islâmica, no 19.º dia da ofensiva israelo-americana.