terça-feira, 17 de março de 2026

Israel anuncia morte de líder do Conselho Supremo de Segurança iraniano... O Governo israelita anunciou hoje a morte de Ali Larijani, um dos principais dirigentes iranianos, e de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, na sequência de ataques aéreos, durante a noite, no Irão

@Fox News  Por LUSA 

"O chefe do Estado-Maior acaba de me informar que Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, e Soleimani, chefe da Basij, principal aparelho repressivo do Irão, foram eliminados ontem [segunda-feira] à noite ", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz, numa mensagem vídeo.

O exército israelita tinha já anunciado a morte, num ataque na segunda-feira, do chefe da milícia Basij, composta por membros da Guarda Revolucionária iraniana.

Katz declarou aina que as forças armadas israelitas vão "continuar as operações no Irão com grande intensidade, visando os recursos do regime para neutralizar as capacidades de lançamento de mísseis e destruir infraestruturas estratégicas fundamentais".

A República Islâmica "está a ser desmantelada e líderes e capacidades estão a ser neutralizados", afirmou.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


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A escolta de navios no Estreito de Ormuz não garantem a segurança total na circulação, segundo o diretor-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, em declarações ao Financial Times.


O Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Major-General Tomas Djassi, presidiu nesta terça-feira (17.03) à cerimónia de abertura do ano de preparação combativa, no âmbito do cumprimento do plano de capacitação e aperfeiçoamento dos militares.


Defesa e Segurança: CEMGFA considera preparação militar  renovação de compromisso  com  defesa da soberania nacional

Bissau 17 Mar 26 (ANG) – O Chefe do Estado-maior General das Forças Armadas (CEMGFA)afirmou hoje que a preparação combativa dos militares simboliza, não apenas o início de um novo ciclo de instrução e treinos, mas, sobretudo, a renovação do compromisso permanente com a defesa da soberania nacional.

Tomás Djassi fez estas afirmações na cerimónia de abertura do ano de Preparação Combativa.

 “A preparação combativa constitui uns dos pilares estruturantes da prontidão operacional das Forças Armadas (FA) através de um processo contínuo e rigoroso de instrução, treino e avaliação, com  que fortalecemos a nossas capacidades operacionais e consolidamos os valores que sustentam e identificam a identidade militar”, disse.

Segundo Djassi, essa identidade passa pela disciplina, coesão, profissionalismo, bem como o espírito da missão.

O chefe das forças armadas disse que no decurso deste ano diferentes ramos das FA, o Exercito, a Marinha e a Força Aérea, irão desenvolver um conjunto integral de atividades de instruções, treinos especializados e exercícios operacionais com vista a elevar os níveis de prontidão e eficiência e capacidade de resposta dos militares guineenses.

Djassi sustentou que num contexto nacional e regional, caracterizado por desafios de segurança, cada vez mais complexos e dinâmicos, torna-se imperativo que as Forças Armadas mantivessem um nível elevado de profissionalismo, modernização e prontidão operacional, para assegurar, com eficácia, a responsabilidade de comprimento das missões atribuídas pela Constituição da República.

“A preparação combativa exige empenho permanente, rigoroso, técnico, espírito de sacrifício e disciplina exemplar. Cada exercício, cada treino, cada atividade de instrução representa oportunidades fundamentais para fortalecer as nossas capacidades institucionais e garantir que estejamos sempre preparados para responder, com prontidão e eficácia, à qualquer ameaça ou desafio à segurança nacional”, disse.

Alertou aos comandantes dos níveis hierárquicos à quem compete a elevada responsabilidade de conduzir este ciclo de preparação, que o façam com  liderança firme, sentido de dever e muito rigor profissional.

O CEMFA pediu aos militares para encararem este novo ciclo de preparação com determinação, disciplina, honrando, em cada momento, os valores que dignificam a condição militar que são, a honra,  lealdade, coragem e patriotismo.

Djassi desejou que o ano de Preparação Combativa 2026 seja marcada por elevado nível de desempenho e sucesso nas atividades de treino.

A Preparação Combativa 2026 vai se realizar em duas fases, a primeira começa vai de  Março à 30 de Junho e a segunda de  1 de Setembro à 18 de Dezembro do ano em curso.

A  primeira atividade do género foi realizada em 1975, nos arredores de Ilondé, Região de Biombo,no quadro da CPLP com a participação dos Presidentes Luís Cabral, da Guiné-Bissau, Aristides Maria Pereira de Cabo-Verde e Samora Machel de Moçambique. 

Ramo de poilão cai sobre toca-toca em Bandim (Forçado), sem vítimas mortais

O incidente ocorreu hoje, terça-feira, 17 de março, na zona de Forçado, no bairro de Bandim, e não provocou vítimas mortais.

O condutor encontrava-se no interior do veículo no momento da queda, mas conseguiu sair ileso. Alguns moradores das casas vizinhas sofreram ferimentos.

Os bombeiros foram chamados ao local e prestaram assistência, transportando os feridos para o hospital.

Ataques entre Rússia e Ucrânia danificam infraestruturas e fazem vítimas... Os ataques com drones entre a Rússia e a Ucrânia durante a noite causaram várias vítimas nas regiões russas junto à fronteira e danos nas infraestruturas energéticas, industriais e portuárias na região ucraniana de Odessa.

© Dmytro Smolienko/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA   17/03/2026 

O governador da região de Odessa, Oleg Kiper, não especificou qual o porto ucraniano atingido, mas afirmou que o ataque russo afetou a parte sul da região, que faz fronteira com o Mar Negro e o rio Danúbio e se situa no sul da Ucrânia, adiantando que não há registo de mortos ou feridos. 

Os danos causados pelo bombardeamento nas infraestruturas energéticas levaram a cortes de energia em algumas cidades da região de Odessa, acrescentou Kiper.

Já o governador de Zaporijia, Ivan Fedorov, reportou oito feridos e danos graves num terminal logístico pertencente à empresa postal privada Nova Poshta, nesta região sudeste da Ucrânia.

Segundo um relatório divulgado na segunda-feira pela Força Aérea Ucraniana, a Rússia lançou um total de 178 drones em território ucraniano, tendo sido neutralizados pelas defesas aéreas154.

Outros 22 drones não foram intercetados e atingiram 12 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou. A Força Aérea reportou ainda a queda de fragmentos de drones abatidos em outros dois locais.

Durante a noite, as defesas aéreas russas abateram 206 drones ucranianos num ataque que fez pelo menos um morto e vários feridos em regiões russas na fronteira com a Ucrânia.

O governador da região russa de Belgorod, Vyacheslav Gladkov, informou que um drone atingiu um veículo, matando um homem.

Cinco pessoas ficaram feridas na cidade de Korosha, a cerca de 50 quilómetros a nordeste da capital regional e outras três em ataques na região de Bryansk.

No ataque em Bryansk, onde foram abatidos 62 drones, enquanto outros 43 drones foram destruídos na região de Moscovo, 40 dos quais se dirigiam para atacar a capital russa.

Outros 28 drones foram intercetados em Krasnodar e 18 na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. As regiões de Smolensk, Kaluga, Belgorod, Rostov, Leninegrado, Astrakhan e Adiguésia também foram atacadas.


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Cuba sofreu um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional. Horas depois, Donald Trump declarava que seria "uma honra tomar" a ilha.


Irão: 200 soldados dos EUA feridos em 7 países desde início do conflito... As forças armadas norte-americanas informaram segunda-feira que 200 soldados ficaram feridos em sete países diferentes, desde início do conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já regressaram ao serviço.

© iStock  Por  LUSA  17/03/2026 

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

"A grande maioria dos ferimentos são ligeiros e mais de 180 militares já regressaram ao serviço", acrescentou o porta-voz do CENTCOM, capitão Tim Hawkins.

Desde início do conflito, com bombardeamentos norte-americano-israelitas contra o Irão a 28 de fevereiro, 13 militares norte-americanos morreram.

As primeiras fatalidades norte-americanas ocorreram a 01 de março, quando um ataque de drone contra um porto no Kuwait deixou seis militares mortos.  

Na mesma data, um sétimo militar morreu devido a ferimentos sofridos num ataque iraniano na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita.

A 13 de março, o CENTCOM anunciou que todos os seis tripulantes de uma aeronave de reabastecimento morreram quando a mesma se despenhou no oeste do Iraque.  

Num incidente que ainda está sob investigação, um militar morreu devido a um problema de saúde no Campo Buehring, no Kuwait, no dia 06 de março.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou vários mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.


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O presidente do Conselho Europeu considera que o objetivo dos Estados Unidos e de Israel com a guerra contra o Irão, que "não é claro", vai ditar a duração do conflito, e admite "profunda preocupação" com as consequências.


segunda-feira, 16 de março de 2026

"Desconexão total". Cuba sofre sexto apagão nacional em ano e meio... Cuba sofreu hoje um novo apagão nacional, o sexto em cerca de um ano e meio, após uma falha que provocou a desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, informou o Ministério da Energia e Minas.

Por LUSA 

"O correu uma desconexão total do Sistema Elétrico Nacional, estão a ser investigadas as causas e começam a ser ativados os protocolos para o restabelecimento", indicou o ministério cubano numa mensagem divulgada nas redes sociais, sem adiantar, ainda, a origem da falha.

O país enfrenta uma profunda crise energética desde meados de 2024, uma situação agravada nos últimos três meses por restrições no fornecimento de petróleo associadas às sanções impostas pelos Estados Unidos, que têm afetado a atividade económica e aumentado o descontentamento social.

Com base em episódios anteriores, a reposição do sistema elétrico poderá demorar vários dias, uma vez que o processo implica iniciar a produção com fontes de arranque mais simples, como energia solar, hidroelétrica ou motores de geração, para abastecer pequenas áreas que são, depois, interligadas.

O objetivo é fornecer energia suficiente às centrais termoelétricas, principal base da produção elétrica no país, para poderem voltar a operar e gerar eletricidade em grande escala.

Segundo as autoridades, a situação atual é agravada pela escassez de diesel e fuelóleo para os motores de geração, o que pode dificultar o arranque do sistema. Na semana passada, um apagão massivo afetou cerca de seis milhões de cubanos.

Antes da falha registada hoje, o Governo já previa cortes prolongados de eletricidade ao longo do dia, estimando que, no período de maior procura, cerca de 62% do país ficasse simultaneamente sem fornecimento.

Especialistas independentes indicam que a crise energética resulta de anos de desinvestimento no setor, agravados pelas sanções norte-americanas.

As autoridades cubanas estimam que seriam necessários entre oito e 10 mil milhões de dólares para modernizar o sistema elétrico.

Trump afasta possibilidade de guerra terminar esta semana: "Não creio"... O presidente norte-americano, Donald Trump, afastou hoje a possibilidade de o conflito no Médio Oriente terminar esta semana, limitando-se a reiterar que tal acontecerá "em breve".

Por LUSA 

"Não creio [que a guerra termine esta semana], mas será em breve. Não falta muito para termos um mundo muito mais seguro", respondeu Trump na Casa Branca, questionado pela imprensa sobre a duração do conflito iniciado a 28 de fevereiro, que causou fortes perturbações nos mercados energéticos globais.

Trump reiterou que a operação militar em curso, denominada 'Fúria Épica' pelo Pentágono, permitiu dizimar a marinha, a força aérea e até a liderança iraniana.

"Em apenas duas semanas, dizimámo-los. Já não têm marinha; já não têm força aérea. Não têm liderança. A sua elite governante desapareceu", enfatizou. 

Insistindo na necessidade da ofensiva para impedir Teerão de desenvolver uma arma nuclear, Trump defendeu que o ataque americano "impediu uma Terceira Guerra Mundial".

"Tinha a obrigação de o fazer. Não queria fazê-lo. Se não tivéssemos agido, teria começado uma guerra e da qual não teria sobrevivido absolutamente nada", argumentou o Presidente norte-americano.

A administração Trump afirma que o objetivo da ofensiva é destruir o programa de mísseis do Irão e a sua capacidade de fabricar uma arma nuclear, mas não apresentou um calendário claro nem definiu a duração do conflito, que foi inicialmente estimado entre quatro e cinco semanas.

Na semana passada, o Presidente já tinha declarado que a guerra está "praticamente terminada" porque as capacidades militares do Irão estão no mínimo.

A ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão já provocou mais de 1.200 mortos no país, segundo as autoridades iranianas.

Entre as vítimas encontram-se o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, bem como vários ministros e altos responsáveis das forças armadas iranianas.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra Israel e contra bases militares norte-americanas instaladas em países do Médio Oriente.

As forças armadas norte-americanas informaram hoje que 200 soldados ficaram feridos, em sete países diferentes, no conflito no Médio Oriente, dos quais 180 já voltaram ao serviço.

O porta-voz do Comando Central das forças norte-americanas (CENTCOM), responsável pelo Médio Oriente, adiantou que 10 feridos são considerados graves. 

Os ferimentos foram registados em ataques em Israel, Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Jordânia.

Israel reivindica destruição de quartel-general da Guarda Revolucionária... As Forças de Defesa de Israel (FDI) reivindicaram hoje que "atingiram e desmantelaram", em bombardeamentos aéreos na sexta-feira, o quartel-general da Marinha da Guarda Revolucionária do Irão, em Teerão.

Por LUSA 

O quartel-general estava localizado "dentro de um grande complexo militar do regime iraniano" nos arredores de Teerão, segundo um comunicado das FDI, acompanhado de uma infografia.

As FDI afirmam que as operações marítimas contra Israel e outros países do Médio Oriente eram controladas a partir daí.

"A Marinha da Guarda Revolucionária do Irão é diretamente responsável pela realização de ataques terroristas contra embarcações civis. É também responsável por armar e financiar organizações terroristas afiliadas ao regime através de remessas de armas por via marítima", referem as FDI.

Um porta-voz militar israelita afirmou que as FDI ainda têm "milhares de alvos" no Irão para atacar no que preveem ser uma longa guerra, com uma duração entre três e seis semanas.

O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, que ainda não apareceu em público desde a sua nomeação, indicou um antigo chefe da Guarda Revolucionária como conselheiro militar, noticiou hoje a imprensa nacional.

"O general Mohsen Rezaei foi nomeado conselheiro militar por ordem do comandante-chefe, 'ayatollah' Mojtaba Khamenei", segundo a agência de notícias Mehr. 

Mojtaba Khamenei foi escolhido para líder supremo após a morte do seu pai, em 28 de fevereiro, no primeiro dia dos ataques aéreos israelitas e norte-americanos contra o Irão, que desencadearam uma guerra que se alastrou à região.

Várias figuras ligadas ao regime de Teerão relataram que Mojtaba Khamenei ficou ferido no mesmo bombardeamento que matou o pai.

Na quinta-feira, fez o seu primeiro discurso à nação, que foi lido por uma apresentadora na televisão iraniana, indicando que os funcionários nomeados por Ali Khamenei deveriam "continuar a exercer as suas funções".  

No seu primeiro discurso, Mojtaba Khamenei pediu também à Guarda Revolucionária que mantivesse o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, sob bloqueio militar, entre as medidas de retaliação contra a ofensiva israelo-americana, a que se juntam ataques aéreos contra Israel e os países vizinhos no Médio Oriente, visando bases dos Estados Unidos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Os Estados Unidos bombardearam na sexta-feira à noite a ilha iraniana de Kharg, o centro da indústria petrolífera do país.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE PRISÃO PREVENTIVA PARA SUSPEITA DA MORTE DE CRIANÇA DE 4 ANOS EM MANSOA

Por Rádio Sol Mansi

O Ministério Público requereu, esta segunda-feira, a aplicação da medida de coação de prisão preventiva contra a encarregada de educação suspeita de envolvimento na morte de uma criança de quatro anos na cidade de Mansoa, na região de Oio, norte da Guiné-Bissau.

De acordo com uma nota à imprensa, na posse da Rádio Sol Mansi, o pedido foi apresentado pelo delegado do Ministério Público junto do Tribunal Regional de Oio ao Tribunal Regional de Oio, através do Juiz de Instrução Criminal (JIC), após o primeiro interrogatório da principal suspeita do alegado crime de infanticídio ocorrido na passada sexta-feira, 13 de março.

Segundo o magistrado responsável pelo processo, a solicitação da prisão preventiva baseia-se em vários fatores, nomeadamente a possibilidade de ocultação de provas, a necessidade de evitar a perturbação da ordem e tranquilidade públicas, bem como a proteção da paz social e a salvaguarda da segurança de outros menores que se encontram sob tutela da suspeita. 

A mulher apontada como principal suspeita é tia da vítima.

Apesar do pedido do Ministério Público, a decisão final cabe agora ao Juiz de Instrução Criminal, que deverá analisar os fundamentos apresentados antes de determinar se a suspeita permanecerá em prisão preventiva ou se será aplicada outra medida de coação, enquanto o processo segue os seus trâmites legais.

Caso venha a ser julgada e condenada, a suspeita de 28 anos de idade poderá enfrentar uma pena superior a oito (08) anos de prisão efetiva, conforme prevê a legislação penal em vigor na Guiné-Bissau.

Recorda-se que, na passada sexta-feira (13), uma tragédia chocou a cidade de Mansoa quando uma criança de quatro anos, do sexo mascolino, foi, segundo testemunhos, brutalmente espancada, resultando em sua morte.

A criança apresentava ferimentos graves no corpo e na cabeça, situação confirmada pelo médico de serviço, Wilson Pereira Gomes, que em entrevista à Rádio Sol Mansi informou que a criança poderia ter sido vítima de agressão física.

Ele afirmou que a criança morreu em casa e que o óbito só foi confirmado no hospital. Os técnicos de saúde suspeitam que a criança já sofria maus-tratos, pois apresentava cicatrizes antigas. Segundo o médico, a criança tinha também marcas de mordidas anteriores, demonstrando que havia sido atacada diversas vezes.

Na noite do mesmo dia, a tia suspeita já foi detida nas celas da polícia de Mansoa.

Desconfia-se que a criança tenha sido espancada há mais de 24 horas e só foi levada ao hospital depois que os ferimentos se complicaram. Havia hematomas nas nádegas, nas costas, na cabeça e em quase todo o corpo.

𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗗𝗢 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 : 𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢


A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 16 de Março de 2026, sob a presidência do Camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do partido, com a seguinte ordem do dia:

1. Informações Gerais;

2. Análise da situação política interna do partido;

3. Diversos.

No ponto de Informações, a Comissão Permanente deu conta do Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Crise Política na Guiné-Bissau, realçando o facto da Organização Continental ter insistido na libertação imediata e incondicional do Presidente do Partido, camarada Domingos Simões Pereira, e na necessidade de reposição urgente da ordem constitucional, nomeadamente mediante o afastamento dos militares da tomada de decisões políticas, a retoma das atividades dos partidos, a formação de um governo inclusivo que reflita o espectro político e social da Guiné-Bissau, e a criação de condições idóneas para que os próximos atos eleitorais sejam credíveis e transparentes.

A Comissão Permanente foi ainda informada da decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar (UIP) que, exprimindo a mais profunda preocupação em relação à sua prisão arbitrária e abusiva, manifesta solidariedade ao camarada Domingos Simões Pereira e solicita informações mais concretas sobre as condições de sua detenção e sobre os limites impostos à sua deslocação ao exterior. 

Por último, a Comissão Permanente abordou a Nota de Contextualização e de Orientação Política, dirigida essencialmente às estruturas do Partido, visando apresentar o quadro da atual situação política, bem como os esforços que estão ser levados a cabo pelo Partido para o retorno à normalidade constitucional e a retoma das atividades político-partidárias.  

A Nota descreve de forma sucinta a crise pré-eleitoral e pós-eleitoral que culminou no golpe de Estado de 26 de Novembro de 2025 e a repressão que se lhe seguiu; lembra o posicionamento da comunidade internacional, particularmente a CEDEAO, a UA, as Nações Unidas, a União Europeia e a CPLP, relativamente à subversão da ordem constitucional, e a total unanimidade destas organizações na condenação do golpe, na exigência do respeito das liberdades fundamentais e na reposição imediata da ordem constitucional.  

No plano interno do partido, a Nota destaca as celebrações do 70º aniversário do PAIGC e a realização do XI Congresso Ordinário do partido como componentes cruciais da agenda política do PAIGC no ano de 2026, e responde aos argumentos de alguns dos camaradas, quase todos membros do governo resultante do golpe de Estado, que, sob a capa de um suposto Grupo de Reflexão, tentam passar a falsa ideia de que existe uma crise interna no partido.    

No segundo ponto da agenda de trabalhos, a Comissão Permanente debruçou-se sobre a celebração do 70º aniversário do PAIGC, a 19 de Setembro de 2026, tendo criado uma Comissão Nacional Preparatória encarregue de coordenar os trabalhos de preparação e de organização dessa efeméride.   

Por outro lado, a Comissão Permanente discutiu a necessidade de começar a preparar o XI Congresso Ordinário do Partido, nomeadamente a fixação de uma data para o Congresso, a criação de uma Comissão Preparatória do Congresso e a aprovação de um Guião para a eleição dos delegados.  

Depois de uma aturada discussão, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Criar a Comissão Nacional Preparatória das celebrações do70º aniversário do PAIGC;

3. Convocar a I Reunião Ordinária do Comité Central para o dia 28 de março de 2026, com vista à convocação do XI Congresso Ordinário, em conformidade com o artigo 31º dos Estatutos do PAIGC, e com a recomendação de fixar uma data, entre os finais de Junho e princípios de Julho de 2026;

4. Fixar a seguinte proposta de agenda para o Comité Central:

a) Informações Gerais

b) Análise da Situação Politica Interna

i. Fixação da data do XI Congresso Ordinário do Partido

ii. Criação da Comissão Preparatória do XI Congresso

iii. Discussão e Aprovação do Guião para Escolha dos Delegados ao Congresso

c) Diversos

5. Exigir mais uma vez a reabertura da Sede Nacional do PAIGC e de todas as Sedes Regionais para que o Partido possa retomar plenamente o exercício das suas atividades políticas, incluindo o diálogo com os militantes e a preparação do XI Congresso;

6. Saudar o Comunicado do Conselho de Paz e Segurança da União Africana e a Decisão do Comité dos Direitos Humanos da União Interparlamentar, e apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

7. Aprovar uma Moção de Louvor ao camarada Francisco Conduto de Pina, membro do Bureau Político do PAIGC e Presidente da Comissão Política de Bolama-Bijagós, distinguido na edição 2025 do prémio Literário Guerra Junqueiro, um galardão que reconhece o percurso literário e o contributo de escritores da lusofonia para a valorização da cultura e da escrita de língua Portuguesa. A camarada Maria Odete Costa Semedo, Membro da Comissão Permanente do PAIGC e Coordenadora do CONQUATSA, também havia sido galardoada da edição 2023 do referido prémio;

8. Lamentar o desaparecimento físico do camarada Braima Sori Baldé, membro do Bureau Político do PAIGC, ocorrido no passado dia 14 de março, e da camarada Adja Maria de Lurdes Sanó, membro do Comité Central, ocorrido no passado dia 10 de março, e apresentar as mais sentidas condolências aos seus familiares.

𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂, 𝟭𝟲 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗿𝗰̧𝗼 𝗱𝗲 𝟮𝟬𝟮𝟲

𝗔 𝗖𝗼𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗣𝗲𝗿𝗺𝗮𝗻𝗲𝗻𝘁𝗲

@PAIGC 2023

GRUPO DE REFLEXÃO DO PAIGC MARCA CONGRESSO PARA MAIO MAS ADMITE ANTECIPAÇÃO

Por Tiago Seide  Jornal Odemocrata  16/03/2026  

O autodenominado Grupo de Reflexão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) deliberou marcar o XI Congresso do partido para os dias 9 e 10 de maio de 2026, admitindo, contudo, que o evento poderá ser antecipado caso a evolução das circunstâncias políticas e organizacionais assim o justifique.

A decisão foi anunciada através de uma nota de imprensa divulgada após uma reunião realizada recentemente, na qual o grupo analisou a situação interna do PAIGC. O documento refere que as medidas agora tornadas públicas refletem o compromisso do Grupo de Reflexão com a estabilidade interna, o reforço da coesão e a preparação responsável dos próximos desafios.

Segundo a mesma nota, consultado pelo O Democrata, todo o processo será conduzido com “total transparência, inclusão e respeito” pelos princípios que regem a vida interna do partido.

No final, o Grupo de Reflexão reafirma a sua disponibilidade para continuar a contribuir, de forma construtiva e responsável, para o fortalecimento institucional e para a consolidação de um ambiente político favorável ao desenvolvimento do PAIGC.

EUA reivindicam destruição de "mais de 100 navios de guerra iranianos"... Os Estados Unidos (EUA) destruíram mais de 100 embarcações iranianas desde o início da guerra contra a República Islâmica, no contexto das tensões provocadas pelo bloqueio do Estreito de Ormuz, anunciou hoje o Departamento de Defesa (Pentágono).

© Pixabay   Por  LUSA   16/03/2026 

"Por meio de uma combinação de capacidades aéreas, terrestres e navais, destruímos com sucesso mais de 100 navios de guerra iranianos, e ainda não acabámos", afirmou o almirante Brad Cooper, líder do Comando Central dos EUA (CENTCOM), num vídeo divulgado pelas Forças Armadas norte-americanas. 

Segundo Cooper, a ofensiva tem como objetivo reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma via fundamental para escoar o petróleo e o gás natural produzidos na região.

"Estamos totalmente focados em desmantelar a ameaça que o Irão representa há décadas ao livre fluxo do comércio através do Estreito de Ormuz", disse o representante militar norte-americano, acrescentando que as forças dos EUA estão a diminuir a capacidade iraniana de "ameaçar a liberdade de navegação" dentro e nas imediações do estreito.

Este anúncio surge num contexto de escalada das tensões na região após o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ter declarado que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado em resposta aos ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no Irão.

A via marítima é considerada estratégica para o comércio energético global, uma vez que cerca de 20% do petróleo mundial transportado por via marítima passa pelo estreito.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, apelou aos aliados para colaborarem na reabertura da passagem para o Golfo Pérsico, proposta recebida com ceticismo por alguns parceiros internacionais.

Na semana passada, Trump afirmou ter destruído "quase todos" os navios lança-minas iranianos no Estreito de Ormuz "numa única noite", sustentando que grande parte da Marinha iraniana foi neutralizada desde o início da ofensiva contra Teerão.

O comandante do CENTCOM indicou hoje ainda que as forças norte-americanas realizaram até agora mais de 6.000 missões de combate no âmbito da operação.

"As capacidades do Irão estão a diminuir, enquanto as nossas próprias capacidades e vantagens continuam a fortalecer-se", concluiu Cooper.


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou hoje a falta de "entusiasmo" com que alguns aliados receberam o pedido de ajuda de Washington para desbloquear o Estreito de Ormuz, afetado pela guerra no Irão.



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Susie Wiles, que é Chefe de Gabinete da Casa Branca, foi diagnosticada com "cancro da mama em fase inicial". A notícia foi dado pelo próprio presidente dos EUA na sua plataforma social.


A Ordem dos Médicos da Guiné-Bissau (OMGB) celebrou, nesta segunda-feira (16), o 39.º aniversário da sua criação, com a realização de várias atividades institucionais.

 O evento ficou marcado pela assinatura de um protocolo de cooperação entre a OMGB e o Ministério da Saúde Pública (MINSAP), bem como pela tomada de posse do Corpo Diretivo do Colégio de Cirurgiões Dentistas.

As comemorações terminaram com uma palestra sobre Ética e Deontologia Profissional, destacando a importância do respeito pelos princípios éticos no exercício da medicina.

Os desenvolvimentos no 17.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos de hoje relacionados com a guerra no Médio Oriente, que vai no 17.º dia, com base em destaques da agência de notícias France-Presse (AFP) e da Lusa:

© Kaveh Kazemi/Getty Images    Por  LUSA  16/03/2026 

Portugal não vai enviar militares para o Estreito de Ormuz

 Portugal não vai participar em qualquer missão militar no Médio Oriente, incluindo no Estreito de Ormuz, anunciou hoje em Bruxelas o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel.

"Portugal não está, nem vai estar, envolvido neste conflito", afirmou Rangel à margem de uma reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE).

O ministro dos Negócios Estrangeiros disse que esta posição é partilhada pela maioria dos Estados-membros da UE.

Considerou ainda que "tudo aquilo que se possa fazer para desobstruir o Estreito de Ormuz e permitir a liberdade de navegação é positivo".

Novo balanço no Líbano: 886 mortos

Os ataques israelitas contra o Líbano provocaram a morte de 886 pessoas, entre as quais 111 crianças e 38 profissionais de saúde, anunciou hoje o Ministério da Saúde libanês.

O balanço anterior sobre a guerra em curso desde 02 de março entre Israel e o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, divulgado no domingo, era de 850 mortos.

Além das vítimas mortais, 2.141 pessoas ficaram feridas em duas semanas de conflito, precisou o ministério.

Turquia condena operações terrestres de Israel no Líbano

A Turquia condenou firmemente as operações terrestres do exército israelita no Líbano, alertando para "uma nova catástrofe humana" no Médio Oriente.

O exército de Israel, que tem realizado incursões no sul do Líbano com tropas terrestres e blindados desde o início do mês, anunciou hoje o início de "operações terrestres limitadas e direcionadas contra bastiões fundamentais" do Hezbollah.

Preços do petróleo recuam com esperança em Ormuz

As cotações do petróleo recuaram após a passagem de um navio não iraniano pelo Estreito de Ormuz, suscitando a esperança de uma melhoria na circulação nesta zona estratégica.

Pelas 14:05 em Londres e Lisboa, o barril de West Texas Intermediate (WTI) caía 5,47%, para os 93,37 dólares, enquanto o Brent perdia 2,77%, fixando-se nos 100,28 dólares.

Um petroleiro paquistanês atravessou o estreito no domingo com o sistema de rastreio ligado, o que sugere uma possível passagem segura negociada com o Irão.

Agência Internacional de Energia (IEA) disponível para libertar mais reservas estratégicas

A AIE está pronta para libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se necessário", afirmou o diretor executivo da organização, Fatih Birol.

Após a decisão de libertar 400 milhões de barris na quarta-feira, Birol disse que os governos e a indústria ainda detêm mais de 1,4 mil milhões de barris de reserva.

Iraque: Pelo menos quatro combatentes mortos em ataque

Pelo menos quatro combatentes de uma coligação de antigos paramilitares, que inclui grupos pró-iranianos, morreram num ataque no oeste do Iraque, perto da fronteira com a Síria.

Fonte do Hachd al-Chaabi elevou o balanço para seis mortos e imputou o ataque aos Estados Unidos, referindo que o alvo foi um posto de controlo partilhado com o exército e a polícia.

Emirados: Incêndio em edifício após ataque de drone

Um ataque de drone provocou um incêndio num edifício no emirado de Umm Al Quwain, no norte dos Emirados Árabes Unidos, sem causar feridos.

Horas antes, outro ataque de drone tinha causado um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa oriental do país.

Jerusalém: Explosões após alerta de mísseis iranianos

Explosões foram ouvidas sobre Jerusalém, onde as sirenes de alerta soaram após o exército ter detetado o disparo de mísseis a partir do Irão.

Os sistemas de defesa antiaérea foram ativados para proceder à interceção.

Qatar: Explosões em Doha

Explosões foram registadas na capital do Qatar, Doha, com o Ministério da Defesa a afirmar ter intercetado um ataque de míssil.

O porta-voz da diplomacia do Qatar referiu que conversações com o Irão seriam possíveis se Teerão cessasse os ataques.

Irão pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, declarou que o Irão está pronto para ir "tão longe quanto necessário" na guerra contra Israel e os Estados Unidos.

"Penso que agora aprenderam a lição e compreenderam com que tipo de nação estão a lidar: uma nação que não hesita em defender-se", afirmou.

Starmer: Sem missão da NATO para o Estreito de Ormuz

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que o plano em que o Reino Unido trabalha para restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz não será "uma missão da NATO".

Starmer reiterou que Londres não se deixará "arrastar para uma guerra mais vasta".


Leia Também: Arábia Saudita e Emirados acusam Irão de "escalada perigosa"

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed ben Salman, e o Presidente dos Emirados Árabes Unidos (EAU), Mohammed ben Zayed, acusaram hoje o Irão de protagonizar uma "escalada perigosa" ao alvejar os vizinhos do golfo Pérsico.


O Ministro da Saúde Pública, Comodoro Quinhin Nantote, presidiu nesta segunda-feira (16.03) à cerimónia de tomada de posse dos membros da Mutualidade de Saúde dos Profissionais e Colaboradores do Setor da Saúde da Guiné-Bissau (MUTUAL SAÚDE-GB) e dos comités da Campanha Nacional de Distribuição Universal de Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração de Ação (MILDA) 2026.

 


Saúde: Governo entrega ao CECOME últimas remessas de medicamentos adquiridos no quadro da cooperação com França

Bissau, 16 Mar 26 (ANG) – O Governo, em parceria com a França, entregou esta, segunda-feira, o último lote de medicamentos ao Central de Venda e Comercialização de Medicamentos Essenciais (CECOMES).

Os  medicamentos foram entregues pelo Primeiro-ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, na presença do Embaixador da França, país   financiador dessa operação.

Té salientou que a remessa de pouco mais de uma tonelada de medicamentos, completa um conjunto de três lotes que totalizam mais de 10 toneladas de medicamentos essenciais, destinados a reforçar as capacidades do Sistema Nacional de Saúde e melhorar a resposta às necessidades das populações.

“Quero nesta ocasião sublinhar que esta cooperação foi possível graças a magistratura de influência do ex-presidente da República Umaro Sissoco Embaló cujo empenho junto das autoridades francesas permitiu mobilizar este importante apoio para o nosso país”, disse o também ministro das Finanças.

Segundo o governante, este gesto de solidariedade e de cooperação internacional traduz, na prática,  algo  simples, mas profundamente importante: “mais medicamentos disponíveis nos hospitais  e centros de saúde e para os cidadãos que deles necessitam”.

Vieira Té  reafirmou o compromisso do Governo de continuar a trabalhar com todos os parceiros bilaterais e multilaterais no reforço do sistema de saúde, na melhoria do acesso aos cuidados médicos, bem como na garantia de atendimento digno das populações.

“Por isso, agradecemos a França por este apoio concreto e igualmente à todos os profissionais do setor de saúde que labutam todos os dias com dedicação para servir o povo guineense. Quero que estes medicamentos cheguem rapidamente à quem deles precisam e que contribuam para salvar vidas e aliviar o sofrimento de muitas famílias”, desejou.

Ilidio Vieira Té explicou que o processo foi iniciado há  mais de oito  ou nove meses e no quadro do  apoio orçamental que a França dá a Guiné-Bissau cada ano. Disse que chegou-se a um entendimento  de que esse apoio deve abranger a área da saúde e educação .

Garantiu que, para a semana,  carteiras escolares serão distribuídas em todo o território nacional ,com objetivo de dar aos estudantes mais dignidade nos seus estudos.

Ilídio Vieira Té   realçou que o país esta a fazer a sua caminhada normal e reiterou o empenho do Executivo para  uma Guiné-Bissau  cada vez mais desenvolvida. 

ANG/MSC/ÂC//SG

Hezbollah e Israel em guerra há mais de 40 anos no Líbano. Entenda... Israel anunciou hoje o lançamento de operações terrestres contra o Hezbollah pró-iraniano, em paralelo com a vasta campanha aérea que tem em curso contra os bastiões do movimento xiita no Líbano.

© KAWNAT HAJU/AFP via Getty Images     Por  LUSA   16/03/2026 

Israel anunciou hoje o lançamento de operações terrestres contra o Hezbollah pró-iraniano, em paralelo com a vasta campanha aérea que tem em curso contra os bastiões do movimento xiita no Líbano. 

Eis cinco datas fundamentais em mais de 40 anos de conflito entre os dois campos, num trabalho da agência de notícias France-Presse (AFP):

1982: nascimento do Hezbollah

O Hezbollah nasce na sequência da invasão do Líbano por Israel em 1982, que visava neutralizar os grupos palestinianos armados.

Os membros eram, na altura, enquadrados pelos Guardas da Revolução iranianos.

Rapidamente, o braço armado do movimento impôs-se como a ponta de lança da resistência contra a ocupação israelita.

Israel retirou-se da maior parte do Líbano em 1985, com exceção de uma "zona de segurança" no sul do país, ocupada desde 1978.

Em fevereiro de 1992, Israel matou num ataque o secretário-geral do Hezbollah, Abbas al-Musawi, um clérigo xiita libanês que assumira a chefia do movimento em maio de 1991.

O sucessor, Hassan Nasrallah, transformaria o movimento numa força política incontornável antes de ser morto, em 2024, num bombardeamento israelita.

O Hezbollah tem uma ala política, o partido Lealdade à Resistência, que elegeu 15 deputados (mais três do que em 2018) dos 178 que constituem o parlamento do Líbano.

Em 09 de março, os deputados do Hezbollah votaram favoravelmente a prorrogação da legislatura por dois anos, aprovada com 76 votos a favor, 41 contra e quatro abstenções, devido à guerra.

As eleições estavam previstas para maio de 2026.

O Hezbollah, que também possui um braço armado, o Conselho da Jihad, integra o chamado "Eixo da Resistência", uma coligação de grupos radicais liderada e financiada pelo Irão para atuar contra interesses israelitas e norte-americanos na região.

1996: ofensiva "Vinhas da Ira"

Em 11 de abril de 1996, o exército israelita lançou a operação "Vinhas da Ira", uma campanha de ataques em grande escala para quebrar o potencial militar do Hezbollah e cessar o disparo de foguetes sobre o norte de Israel.

Um cessar-fogo foi concluído a 26 de abril.

Em maio de 2000, após 22 anos de ocupação, Israel retirou-se da "zona de segurança" no sul do Líbano e o Hezbollah assumiu o controlo da área.

Guerra de 2006

Em julho de 2006, o Hezbollah desencadeou uma guerra de 33 dias com Israel ao raptar dois soldados israelitas na fronteira.

O conflito causou mais de 1.200 mortos no Líbano, a maioria civis, e 160 em Israel, maioritariamente soldados.

Israel não conseguiu neutralizar o movimento, que saiu do conflito reforçado.

Guerra de 2024

O Hezbollah abriu uma frente contra Israel logo após o início da guerra na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em solo israelita de 07 de outubro de 2023.

Após um ano de trocas de tiros transfronteiriças, Israel lançou em 23 de setembro de 2024 uma intensa campanha de bombardeamentos, seguida de uma ofensiva terrestre.

A guerra, que dizimou a liderança do grupo, causou mais de 4.000 mortos do lado libanês antes de um frágil cessar-fogo a 27 de novembro.

2026: Hezbollah arrasta o Líbano para a guerra

O Hezbollah envolveu o Líbano na guerra regional ao reivindicar, a 02 de março, um ataque contra Israel para vingar o guia supremo iraniano, Ali Khamenei.

O 'ayatollah' que liderava a República Islâmica do Irão desde 1989 e a quem sucedeu o filho, Mojtaba Khamenei, foi morto em 28 de fevereiro, nas primeiras horas da operação israelo-americana contra o Irão.

Israel ripostou aos disparos do Hezbollah com ataques aéreos e anunciou hoje "operações terrestres limitadas e direcionadas" no sul do Líbano.

Até à data, mais de 850 pessoas morreram e mais de 800.000 foram deslocadas no país.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade para com o povo libanês, que disse ter sido arrastado para a guerra sem o desejar.

Guterres apelou às partes beligerantes para que parassem com a guerra e optassem pela diplomacia e as negociações para revolver o conflito.

Rússia exige garantias de segurança para Irão, mas recusa-as à Ucrânia... O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, pediu hoje garantias de segurança para o Irão como uma das condições para o fim do atual conflito com os Estados Unidos e Israel, algo que Moscovo recusa no caso da Ucrânia.

© PAVEL BEDNYAKOV/POOL/AFP via Getty Images    Por  LUSA  16/03/2026 

"Aqui são necessárias garantias. Compreendo perfeitamente que o Irão necessita desse tipo de garantias", disse Lavrov em conferência de imprensa após se reunir com o homólogo queniano, Musalia Mudavadi, de visita a Moscovo. 

A este respeito, sublinhou que a Rússia está "disposta a desempenhar" neste processo "um papel de mediador, se for necessário", tal como o Presidente russo, Vladimir Putin, assegurou, mais do que uma vez.

"Considero que dispomos dessas capacidades", afirmou, defendendo a cessação "urgente" das ações militares e manifestando-se a favor de uma "solução política".

O primeiro passo para isso, indicou, deve ser suspender de imediato os ataques que danificam infraestruturas civis e "causam vítimas entre a população civil, tanto dos países árabes do Golfo como da República Islâmica do Irão".

Lavrov recordou que, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que o Irão será "completamente destruído", o exército israelita afirma que ainda existem "milhares de alvos" na República Islâmica e que os bombardeamentos prosseguirão "durante três semanas, no mínimo".

"Por isso, é difícil prever as consequências desta crise e em que poderá terminar se agora, de imediato, não pararmos, não recuperarmos a razão e não começarmos a chegar a acordos que desta vez não sejam sabotados", afirmou.

O chefe da diplomacia russa afirmou que os EUA e Israel "já compreenderam agora, seguramente, quão errados estavam" quando pensavam que "em poucas horas" conseguiriam a rendição do Irão, que, acrescentou, "naturalmente se defende".

O Irão "responde à agressão com ataques contra infraestruturas militares que os seus atacantes possuem na região. E, infelizmente, também sofrem os países" do Golfo Pérsico, disse.

Putin manteve, desde o início do conflito, duas conversas telefónicas com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, que agradeceu a ajuda.

Trump afirmou na passada sexta-feira acreditar que a Rússia está a ajudar "um pouco" Teerão.

"Sabem, é como... bem, eles fazem-no e nós também. Para ser justo, eles fazem-no e nós também", acrescentou.

Desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro, a Rússia terá partilhado dados de localização de alvos militares norte-americanos na região para ajudar Teerão a planear a resposta com mísseis e 'drones', segundo noticiaram vários meios de comunicação norte-americanos, como o The Washington Post e a CNN.

Sobre o conflito com a Ucrânia, iniciado com a invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, o Kremlin descartou hoje uma eventual perda de interesse por parte de Trump no processo de negociações para pôr fim à guerra em solo ucraniano.

"A julgar pelas suas declarações, o Presidente Trump não perdeu o interesse. Mais ainda, recomenda insistentemente que [o Presidente ucraniano, Volodymyr] Zelensky chegue a um acordo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa telefónica diária.

O Kremlin observa que os Estados Unidos estão atualmente ocupados com outras questões. "As prioridades dos negociadores norte-americanos são agora diferentes; têm muito trabalho a fazer noutras áreas, o que é bem conhecido", sublinhou.

Apesar disso, Moscovo, cuja atitude desde o início se tem caracterizado por prolongar os prazos do processo negocial, mostra-se disposta a retomar as conversações.

"A parte russa está aberta a continuar o processo de negociação. Esperamos a próxima ronda de conversações, embora infelizmente ainda não tenham sido acordados o local nem a data, mas acreditamos que será num futuro próximo", acrescentou.

As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia foram interrompidas pelos ataques de Israel e dos EUA contra o Irão, o que desencadeou uma guerra na região e o encerramento da rota comercial que atravessa o estreito de Ormuz. A última ronda trilateral decorreu na cidade suíça de Genebra, pouco antes do início do conflito no Irão.

Nela participou novamente como chefe da delegação russa Vladimir Medinsky, um dos principais ideólogos do atual ultranacionalismo russo, que considera o território da Ucrânia como parte da Rússia e que se mostra inflexível nas exigências de Moscovo para pôr fim ao conflito armado, que entrou há menos de um mês no seu quinto ano.


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A Rússia não tem qualquer prazo para pôr fim ao conflito na Ucrânia, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, antes de uma nova reunião em Genebra entre emissários ucranianos e norte-americanos.


Israel anuncia ter destruido avião do anterior líder supremo iraniano... As forças armadas israelitas anunciaram hoje ter destruído o avião do anterior 'líder supremo' do regime conservador xiita do Irão, Ali Khamenei, num ataque ao aeroporto de Mehrabad, em Teerão.

Por LUSA 

Em comunicado, as Forças da Defesa de Israel (IDF) indicaram que a operação militar para destruir a aeronave, também utilizada por outros altos funcionários, foi realizada durante na madrugada de segunda-feira com "um ataque preciso".

"Mais um ativo estratégico do regime foi enfraquecido", lê-se no texto dos responsáveis militares de Israel, referindo-se ao avião que era usado pelo 'ayatollah', morto nos primeiros ataques da ofensiva conjunta israelo-americana.

A atual guerra começou em 28 de fevereiro e já fez, pelo menos 1.230 mortos, segundo a última contagem oficial iraniana, que não é atualizada há 11 dias.

No domingo, os militares israelitas disseram que estão a preparar uma "longa guerra", pois ainda têm milhares de alvos em mira, embora neguem qualquer escassez de intercetores para combater mísseis iranianos.

Entretanto, Mojtaba Khamenei, segundo filho de Ali Khamenei, foi o escolhido para suceder ao pai no topo da hierarquia da República Islâmica.

Na sequência dos ataques de Israel e Estados Unidos, que já tinham protagonizado ofensiva militar de 12 dias contra o Irão, no verão passado, Teerão lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando bases militares e outros interesses norte-americanos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas, como o estreito de Ormuz.


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Um ataque com um drone provocou hoje um incêndio na zona industrial petrolífera de Fujairah, na costa leste dos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades locais.



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Um palestiniano foi hoje morto nos arredores da capital dos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, quando um míssil atingiu o carro em que seguia, anunciaram as autoridades.