domingo, 8 de março de 2026

Irão raciona abastecimento de combustível após ataques... A distribuição de combustível em Teerão foi "temporariamente interrompida" após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra depósitos de petróleo na capital iraniana, informaram hoje as autoridades locais, que iniciaram o racionamento de gasolina.

Por LUSA 

As autoridades iranianas passaram a limitar o fornecimento de 20 litros diários de gasolina a cada pessoa, após os ataques desta madrugada contra instalações petrolíferas na capital que causaram uma nuvem tóxica sobre a capital iraniana.

Devido aos danos na rede de abastecimento de combustível, a distribuição foi temporariamente interrompida", disse o governador de Teerão, Mohammad Sadegh Motamedian, citado pela agência de notícias oficial Irna.

A situação está "a ser resolvida", acrescentou.

Segundo o dirigente, o racionamento constitui uma medida provisória após os ataques da noite passada

No Irão, já existia antes da guerra uma limitação de abastecimento entre 30 e 40 litros de combustível por posto de gasolina, dependendo da zona.

Israel atacou ontem à noite quatro instalações de armazenamento de petróleo e um centro de transferência de produtos petrolíferos nas províncias de Teerão e Alborz, confirmou o diretor executivo da Companhia Nacional Iraniana de Distribuição de Produtos Petrolíferos, Keramat Veis Karami.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Após mais de uma semana de guerra com o Irão, saíram hoje os primeiros voos comerciais do aeroporto de Ben Gurión, nos arredores de Telavive, centro de Israel, reaberto de forma parcial.

Depósitos e armazéns petrolíferos no Irão atacados durante a madrugada... Quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerão foram atingidos hoje de madrugada pelos EUA e Israel, anunciaram as autoridades iranianas, que contabilizam quatro vítimas.

Por LUSA 

Os cinco locais estão "danificados", mas o "fogo está sob controlo", disse, na televisão estatal, o diretor da empresa nacional de distribuição de produtos petrolíferos, Keramat Veyskarami.

Quatro funcionários, incluindo dois motoristas, foram mortos", explicou.

O fumo dos incêndios provocados por esses ataques foi visível no céu da capital iraniana durante a noite, cobrindo a cidade com uma névoa negra ao amanhecer, segundo jornalistas da AFP no local.

De acordo com o dirigente da companhia nacional, o Irão mantém reservas "suficientes" de combustível em depósitos espalhados por todo o país.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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Dia Internacional da Mulher: LIGA GUINEENSE DOS DIREITOS HUMANOS DENUNCIA DESIGUALDADES E PEDE AÇÃO URGENTE

Por  RSM  08.03.2026

A Liga Guineense dos Direitos Humanos assinalou o Dia Internacional da Mulher com um forte apelo à dignidade, igualdade e liberdade para todas as mulheres e raparigas na Guiné-Bissau, alertando para os graves desafios que continuam a afetar a vida das mulheres no país.

Na mensagem divulgada nesta data, a organização destacou que as mulheres guineenses desempenham um papel essencial na sobrevivência e no desenvolvimento do país.

Segundo a Liga Guineense dos Direitos Humanos, são as mulheres que sustentam grande parte da produção alimentar através da agricultura, dinamizam a economia local nos mercados e assumem responsabilidades fundamentais na educação das novas gerações e na liderança comunitária.

Apesar desse contributo decisivo, a organização alerta que as mulheres continuam a enfrentar profundas desigualdades estruturais que limitam o pleno exercício dos seus direitos.

Um dos dados mais preocupantes apontados pela organização é a baixa participação feminina na política.

Atualmente, as mulheres ocupam apenas cerca de 9,8% dos assentos no parlamento nacional, um número considerado muito inferior ao necessário para garantir uma representação equilibrada na tomada de decisões.

A organização defende que a inclusão das mulheres nos espaços de poder é fundamental para promover políticas públicas mais justas e inclusivas.

A mensagem também destaca desafios sérios no campo da educação e da economia.

Segundo os dados citados, cerca de dois terços das mulheres adultas no país são analfabetas, situação que limita significativamente o acesso ao emprego, à autonomia económica e à participação cívica.

A pobreza também afeta grande parte da população, atingindo de forma particularmente severa as mulheres, muitas das quais dependem de atividades informais para sustentar as suas famílias.

Outro ponto crítico destacado pela LGDH é a violência baseada no género, que continua a ser uma realidade preocupante no país.

Muitas mulheres enfrentam violência física, psicológica e sexual, frequentemente sem acesso adequado à proteção e à justiça.

Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos MICS 2019 indicam ainda situações alarmantes, apontando que mais de metade das mulheres na Guiné-Bissau foram submetidas à mutilação genital feminina, cerca de 37% das raparigas casam antes dos 18 anos.

Essas práticas são consideradas violações graves dos direitos humanos e continuam a representar um grande desafio para a proteção das mulheres e raparigas.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos alerta também que a instabilidade política recorrente e as fragilidades na governação têm agravado as desigualdades, dificultando a implementação de políticas públicas eficazes para promover a igualdade de género.

A organização sublinha que nenhuma sociedade pode alcançar desenvolvimento sustentável, justiça social ou democracia plena enquanto metade da sua população viver em condições de desigualdade.

Neste Dia Internacional da Mulher, a organização prestou uma homenagem especial às mulheres da Guiné-Bissau, reconhecendo a coragem, a resiliência e o trabalho que realizam diariamente para sustentar a vida económica, social e comunitária do país.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos reafirmou ainda o seu compromisso de continuar a denunciar todas as formas de discriminação e violência, mobilizar a sociedade e defender políticas públicas que garantam dignidade, segurança e igualdade de oportunidades para todas as mulheres e raparigas.

A mensagem termina evocando o pensamento de Amílcar Cabral, lembrando que nenhum povo pode ser verdadeiramente livre enquanto as suas mulheres continuarem privadas de igualdade, dignidade e direitos fundamentais.


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Numa sociedade em que ainda existe o estigma de que "o lugar da mulher é na cozinha", falámos com a chef Marlene Vieira, a propósito do Dia da Mulher, e percebemos que, mesmo assim, ainda existem algumas dificuldades para as mulheres alcançarem o devido reconhecimento nesta área.

Bahrein: Estação de dessalinização de água danificada por drone iraniano... Uma estação de dessalinização de água do mar no Bahrein foi danificada hoje por um ataque com drone iraniano, anunciaram as autoridades do pequeno arquipélago do Golfo.

Por LUSA 

"A agressão iraniana atacou indiscriminadamente alvos civis e causou danos materiais a uma fábrica de dessalinização de água na sequência de um ataque com drones", indicou o Ministério do Interior do Bahrein num comunicado divulgado na rede social X.

No sábado, o Irão afirmou ter atacado a base norte-americana de Juffair, no Bahrein, alegando que esta tinha sido usada anteriormente para lançar um ataque contra uma fábrica de dessalinização iraniana.

Um ataque norte-americano atingiu uma fábrica de dessalinização de água doce na ilha de Qeshm, no Irão, interrompendo o abastecimento de água em 30 aldeias, sublinhou o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, citado pela agência Iran International.

"Atacar a infraestrutura do Irão é uma ação perigosa com graves consequências. Os EUA criaram esse precedente, não o Irão", disse o responsável numa publicação na rede social X, classificando a ação como um "crime flagrante e desesperado".

A maioria dos países do Golfo depende em grande parte, da água dessalinizada para o consumo dos residentes, sublinhou a emissora Al Jazeera.

Javier Blas, um colunista da Bloomberg, coautor de "The World for Sale: Money, Power and the Traders Who Barter the Earth's Resources" (O mundo à venda: dinheiro, poder e os comerciantes que trocam os recursos da Terra), dava conta na passada quarta-feira que a inteligência norte-americana considera há décadas a água potável uma "mercadoria estratégica" no Médio Oriente, onde os países dependem de unidades de dessalinização para o abastecimento de água.

Estas fábricas são vulneráveis a ataques e a sua destruição pode ter consequências graves, colocando os países do Golfo Pérsico numa situação impossível, o que faz da água um bem geopolítico potencial no conflito.

Cerca de 100 milhões de pessoas vivem nos países pertencentes ao Conselho de Cooperação do Golfo - Arábia Saudita, Kuwait, Bahrein, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Omã - todos agora sob ataque iraniano.

"O Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos são, para todos os efeitos práticos, completamente dependentes das fábricas de dessalinização, particularmente para metrópoles como Dubai. A Arábia Saudita, e especialmente a sua capital, Riade, também depende fortemente delas", nomeadamente da unidade de Jubail, escreveu Blas.

Como sublinha o analista, apesar das unidades de dessalinização serem protegidas pelo direito internacional, quando os mísseis "começam a voar" as convenções de Genebra desaparecem dos radares. O Irão atacou na semana passada uma central elétrica em Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, que mantém em funcionamento uma das maiores instalações de dessalinização do mundo e no Kuwait, os destroços de um drone interceptado causaram um incêndio numa destas instalações do país.

O ataque direto dos Estados Unidos na ilha de Qeshm e a resposta iraniana de hoje no Bahrein às unidades de dessalinização de água elevam a guerra a um novo patamar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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As autoridades norueguesas estão a investigar uma explosão na embaixada dos Estados Unidos em Oslo, esta madrugada. Até agora, as causas da explosão são desconhecidas. Não há registo de vítimas.

Países do Golfo Pérsico condenam "ataques nefastos" ao Kuwait e Bahrein... O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), aliança dos seis Estados mais ricos da Península Arábica, condenou hoje os ataques iranianos contra o Kuwait e o Bahrein, no âmbito da guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

Por LUSA 

O secretário-geral da organização, Jasem Mohamed Albudaiwi, condenou, em comunicado, "os nefastos ataques iranianos contra infraestruturas" do Kuwait e do Bahrein, acrescentando que refletem a "escalada de violência" seguida por Teerão para "desestabilizar a segurança e a estabilidade na região".

Integrado por Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Omã, Qatar e Bahrein, além da Arábia Saudita, o CCG afirmou ainda que os ataques contra "instalações vitais e infraestruturas civis" são uma violação das normas internacionais.

As Forças Armadas do Kuwait denunciaram que hoje uma onda de drones entrou no espaço aéreo do país e atacou infraestruturas críticas, como o Aeroporto Internacional do Kuwait.

O Ministério da Informação do Kuwait afirmou na rede social X que os bombeiros estavam a trabalhar para controlar incêndios no aeroporto e na sede da Instituição Pública de Segurança Social.

Além disso, o Ministério do Interior indicou num comunicado que dois militares morreram "enquanto cumpriam o seu dever nacional no âmbito das tarefas de segurança", embora não tenha fornecido detalhes sobre o que aconteceu nem mencionado o Irão.

O Bahrein, por sua vez, deu conta de ataques iranianos perto de uma base militar norte-americana. "A agressão iraniana tem como alvo uma instalação perto de Mina Salman", porto que abriga uma base militar norte-americana, disse o Ministério do Interior do Bahrein também na rede social X.

"A Defesa Civil está a tomar medidas para controlar o incêndio", acrescentaram as autoridades.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre o lançamento de uma nova onda de ataques contra Israel e ativos norte-americanos no Médio Oriente.

A base norte-americana localizada em Arifjan, no Kuwait, foi atingida por mísseis de precisão, acrescentou o meio de comunicação.

Estas incursões ocorrem no meio da escalada regional resultante da guerra iniciada há uma semana pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão, um conflito que se alastrou a vários países do Médio Oriente e que incluiu ataques com mísseis e drones contra bases e instalações na região.

Depois de, no primeiro dia da guerra, ter sido confirmada a morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o grupo xiita Hezbollah juntou-se à escalada - que já se havia propagado a vários países vizinhos do Irão -, atacando o norte de Israel em retaliação.

Os ataques com mísseis causaram 10 mortes em Israel no âmbito da guerra iniciada, segundo fontes oficiais, sem confirmação independente.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram nos ataques, mais uma vez, segundo fontes oficiais, não confirmadas.

No Líbano, o total de mortos ascendia a 217, segundo o ministério libanês da Saúde na sexta-feira, sendo que, pelo menos, 41 pessoas terão perdido a vida na noite deste sábado durante uma incursão do Exército de Israel na aldeia de Nabi Chit, no Vale de Bekaa, de acordo a agência de notícias oficial libanesa NNA, que cita o Ministério da Saúde.


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Os Guardas da Revolução iranianos afirmaram hoje estar aptos a enfrentar, "pelo menos, seis meses de guerra intensa" contra os Estados Unidos e Israel e que já atingiram mais de 200 alvos norte-americanos e israelitas na região.

Arábia Saudita, Qatar e Kuwait alvo de ataques com drones e mísseis... Catorze drones foram destruídos no sábado pela Arábia Saudita, enquanto o Qatar foi alvo de 12 mísseis e os reservatórios de combustível do aeroporto do Kuwait foram também alvo de um ataque com drones, revelaram as autoridades daqueles países.

Por  LUSA 

"Oito drones foram intercetados e destruídos após entrarem no espaço aéreo" e outros seis foram neutralizados "a leste de Riade", anunciou o porta-voz do Ministério da Defesa saudita na rede social X, citado pela agência de notícias Agence France-Presse (AFP).

Já o Qatar foi alvo de 10 mísseis balísticos e dois mísseis de cruzeiro iranianos, segundo o Ministério da Defesa do país, que indicou que oito foram intercetados.

"As Forças Armadas do Qatar, pela graça de Deus, intercetaram com sucesso seis mísseis balísticos" e os mísseis de cruzeiro, segundo um comunicado do Ministério.

Ainda segundo o Ministério da Defesa do Qatar, dois mísseis balísticos "caíram nas águas territoriais" do país e outros dois "numa área desabitada, sem causar vítimas",

Também no sábado à noite, o Ministério da Defesa do Kuwait informou que os reservatórios de combustível do aeroporto internacional foram alvo de um ataque com drones.

"As Forças Armadas do Kuwait responderam a um ataque de drones hostis que invadiram o espaço aéreo do país. Os tanques de combustível do aeroporto internacional do Kuwait foram atacados por drones", escreveu um porta-voz do Ministério na rede social X, falando numa operação contra "uma infraestrutura essencial".

Alguns minutos após a publicação da mensagem do porta-voz do Ministério, o exército revelou na mesma rede social que estava a enfrentar "ataques de mísseis e drones", sem quantificar.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo abatido durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.


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O presidente norte-americano Donald Trump afirmou hoje que Teerão é responsável pelo bombardeamento de uma escola na cidade de Minab, no Irão, no primeiro dia da guerra, questionando a "falta de precisão" do exército iraniano.

sábado, 7 de março de 2026

Intercetado cargueiro da "frota fantasma" russa com cereais roubados... A polícia sueca revelou hoje ter abordado ao largo da sua costa um cargueiro suspeito de pertencer à frota fantasma russa, que alegadamente transportava cereais ucranianos roubados.

Por LUSA

O Caffa, um navio de 96 metros (315 pés), tinha partido de Casablanca, em Marrocos, a 24 de fevereiro e seguia para São Petersburgo, na Rússia, quando a polícia sueca subiu a bordo ao largo de Trelleborg, na zona sul da Suécia.

"Segundo as nossas informações, o navio foi essencialmente utilizado, pelo que entendemos, para transportar cereais roubados na Ucrânia", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, Daniel Stenling, citado pela agência de notícias Agence France Presse (AFP).

"Conseguimos determinar que navega sob um pavilhão falso, falsamente registado na Guiné", acrescentou Daniel Stenling, acrescentando que dez dos onze tripulantes são russos.

Segundo a polícia costeira, um dos elementos da tripulação está a ser investigado por violação do código marítimo em matéria de navegabilidade e segurança do navio: "As nossas investigações reforçam as nossas suspeitas e convicções relativamente a importantes deficiências em matéria de segurança marítima neste navio", disse Daniel Stenling.

A AFP acrescenta que a "frota fantasma" de Moscovo é composta por navios cuja propriedade é opaca, sendo utilizada para contornar as sanções ocidentais.

"É um problema para nós constatar que há cada vez mais navios que não respeitam o direito do mar", afirmou o chefe de operações da guarda costeira, salientando que "o risco de acidentes aumenta" quando os navios não cumprem a legislação.

Segundo o responsável, "muitas vezes, estes navios não têm seguro em caso de incidente".

O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andriy Sybiga, já agradeceu hoje à Suécia por reforçar as ações contra esses navios: "As sanções funcionam quando são rigorosamente aplicadas. Juntos, temos de parar as atividades da frota fantasma da Rússia", disse.

"Cuba está nos últimos dias", diz Trump: "Terá uma grande vida nova"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que Cuba está nos "seus últimos momentos de vida", acrescentando que está a negociar com Havana e que o país terá "uma grande vida nova".

Por LUSA 

"Cuba está nos seus últimos momentos de vida tal como é agora; terá uma grande vida nova, mas está nos seus últimos momentos de vida tal como é", afirmou o presidente norte-americano durante uma cimeira em Miami com presidentes da direita latino-americana.

De acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe, Trump afirmou que espera "com entusiasmo a grande mudança que em breve chegará a Cuba", mas também salientou que a sua "atenção neste momento" está na guerra com o Irão.

Trump também afirmou que ele próprio e o seu secretário de Estado, Marco Rubio, com um cargo equivalente ao de ministro dos Negócios Estrangeiros nos governos europeus, estão a "negociar" com o governo de Havana.

"Eu pensaria que um acordo com Cuba seria feito muito facilmente, mas durante 50 anos tenho ouvido falar de Cuba; desde que era criança ouvia falar de Cuba", declarou.

Após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas na Venezuela, Cuba deixou de receber petróleo venezuelano e Trump anunciou tarifas para qualquer país que forneça petróleo a Cuba, um bloqueio energético que agravou a crise social e económica da ilha.

Na cimeira organizada por Trump em Mai estiveram os presidentes da Argentina, Javier Milei, da Bolívia, Rodrigo Paz, da Costa Rica, Rodrigo Chavez, da República Dominicana, Luis Abinader, do Equador, Daniel Noboa, de El Salvador, Nayib Bukele, da Guiana, Irfaan Ali, das Honduras, Nasry Asfura, do Panamá, José Raúl Mulino, do Paraguai, Santiago Peña, e a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar.

Também participa o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, que tomará posse na próxima quarta-feira, aponta ainda a Efe.


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O exército israelita exigiu hoje a retirada imediata dos moradores que ainda se mantêm nos arredores do sul de Beirute, numa antecipação de novos ataques de Telavive na capital do Líbano.


Cartéis? "Única forma de derrotar é libertando o poder dos exércitos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou hoje líderes da América Latina a recorrer às forças armadas para combater cartéis de droga e gangues transnacionais, que considera uma "ameaça inaceitável" à segurança no hemisfério ocidental.

Por LUSA 

Durante uma cimeira realizada na Florida, Trump defendeu que a cooperação militar entre os países da região é essencial para enfrentar o crime organizado, comparando o esforço ao da coligação internacional que combateu o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente.

A única forma de derrotar estes inimigos é libertando o poder dos nossos exércitos", afirmou Trump. "Temos de usar os nossos militares. Vocês têm de usar os vossos militares"; referiu. E citando a coligação liderada pelos EUA que enfrentou o grupo Estado Islâmico no Médio Oriente, o presidente republicano disse: "Temos agora de fazer o mesmo para erradicar os cartéis em casa".

O encontro, que a Casa Branca designou como a cimeira "Escudo das Américas", ocorreu apenas dois meses depois de Trump ter ordenado uma operação militar norte-americana para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e levá-lo, juntamente com a sua mulher, para os Estados Unidos para responder a acusações de conspiração ligada ao tráfico de droga.

Os líderes da Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago juntaram-se ao presidente republicano no Trump National Doral Miami, um resort de golfe que também deverá acolher a cimeira do G20 ainda este ano.

A ideia de uma cimeira de conservadores com posições semelhantes em todo o hemisfério surgiu após o cancelamento da que seria a 10.ª edição da Cimeira das Américas, que acabou por ser suspensa durante o reforço militar dos Estados Unidos ao largo da costa da Venezuela no ano passado.

Trump afirmou também que "o epicentro da violência dos cartéis" está no México, acusando os grupos criminosos mexicanos de impulsionarem grande parte do derramamento de sangue e do caos no hemisfério. Ainda assim, descreveu a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, como "uma muito boa pessoa".

"Como parte do nosso compromisso para combater a presença dos cartéis na região, devemos reconhecer que o epicentro da violência dos cartéis é o México", declarou Trump, acrescentando que "os cartéis mexicanos estão a impulsionar muito derramamento de sangue e caos no hemisfério".

Segundo a Associated Press (AP), o tempo de Trump com os líderes latino-americanos foi limitado. Depois do encontro, partiu para a Base Aérea de Dover, no Delaware, para assistir à transferência solene dos restos mortais de seis militares norte-americanos mortos num ataque com drone contra um centro de comando no Kuwait, um dia depois de os Estados Unidos e Israel terem lançado a sua operação militar contra o Irão.

Ainda assim, com esta cimeira, Trump procurou virar as atenções para o hemisfério ocidental, pelo menos por um momento. O presidente prometeu reafirmar a predominância dos Estados Unidos na região e contrariar o que considera serem anos de crescente presença económica chinesa no "quintal" americano.

Trump afirmou também que os Estados Unidos irão voltar a concentrar-se em Cuba após a guerra com o Irão e sugeriu que a sua administração poderá chegar a um acordo com Havana, sublinhando a postura cada vez mais agressiva de Washington face à liderança comunista da ilha.

"Grandes mudanças chegarão em breve a Cuba", disse, acrescentando que "eles estão muito perto do fim da linha".


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As Forças Armadas americanas começaram a usar bases militares britânicas para conduzir "operações defensivas" contra Teerão, afirmou hoje o Ministério da Defesa britânico.


Sri Lanka aplicará lei para decidir futuro de marinheiros iranianos... O Sri Lanka garantiu hoje que tratará os marinheiros iranianos resgatados após o naufrágio da sua fragata por um submarino dos Estados Unidos, seguindo o direito internacional.

Por LUSA 

O anúncio ocorre num momento em que surgem relatos sobre pressões de Washington para evitar a repatriação.

Creio que temos de seguir a UNCLOS, ou seja, as leis internacionais (...). Se conseguirmos restabelecer as leis internacionais, então poderemos enfrentar qualquer desafio como país", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sri Lanka, Vijitha Herath, durante a sua intervenção no fórum Raisina Dialogue, em Nova Deli.

A ilha acolhe 32 sobreviventes e 48 corpos da fragata iraniana IRIS Dena, que naufragou na quarta-feira ao largo da costa sul do Sri Lanka após ser atingida por um torpedo norte-americano.

O ataque, classificado pelo Irão como agressão em águas neutras, resultou no naufrágio do navio e numa operação de resgate em grande escala por parte da marinha do Sri Lanka.

Segundo o ministro, a resposta do seu país foi estritamente "humanitária", embora tenha evitado dar uma resposta categórica "sim" ou "não" à repatriação dos marinheiros.

Além dos náufragos do Dena, o Sri Lanka está a gerir a presença de um segundo navio de guerra, o IRIS Bushehr, que solicitou refúgio após relatar falhas nos seus motores um dia após o ataque contra a sua fragata irmã.

Para proteger a neutralidade do seu porto principal e evitar tensões na capital, o governo cingalês transferiu o Bushehr e os seus 219 tripulantes para a base naval de Trincomalee, no nordeste.

"Tomámos todas as medidas de acordo com as leis internacionais e creio que não precisamos de apoiar nenhuma das partes", afirmou Herath, sublinhando o delicado equilíbrio que Colombo procura manter.


Leia Também: Navio de guerra iraniano atraca no porto indiano de Kochi

Um navio de guerra iraniano atracou no porto indiano de Kochi, no sudoeste do país, disse hoje uma fonte governamental em Nova Deli, depois de um submarino norte-americano ter afundado uma fragata iraniana no Sri Lanka.

Israel atacou em Teerão 16 aviões usados para enviar armas ao Hezbollah... A Força Aérea israelita adiantou hoje ter bombardeado, durante a noite, o aeroporto Mehrabad, em Teerão, e destruído 16 aviões utilizados pela Força Quds da Guarda Revolucionária para fornecer armas ao grupo xiita libanês pró-iraniano Hezbollah

Por LUSA 

"No ataque, 16 aeronaves da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irão foram destruídas com precisão. Estas aeronaves estavam a transportar armas para o Hezbollah como parte do esforço do regime (iraniano) para armar a organização terrorista que funciona como seu principal satélite", indicou a Força Aérea israelita, em comunicado.

Mehrabad tem sido alvo de ataques por parte de Israel e, esta noite, a televisão local transmitiu imagens do aeródromo a arder em vários locais e com densas colunas de fumo.

O aeroporto, assim como o da cidade de Bushehr e o de Payam em Karaj, foram atacados nos últimos dias pela Força Aérea israelita para desmantelar os sistemas de defesa e deteção.

"Também foram atacados vários caças iranianos que representavam uma ameaça para a Força Aérea israelita que opera no espaço aéreo iraniano", assinalou.

Há uma semana, Israel embarcou numa guerra, juntamente com os Estados Unidos, contra a República Islâmica do Irão, justificando-a com diferentes objetivos: derrubar o regime dos aiatolas, no plano político, e desarmar a força balística e nuclear do país, no plano militar.

O Líbano foi arrastado na segunda-feira para a guerra regional com o Irão, quando o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah lançou um ataque contra Israel, que respondeu com uma campanha de ataques massivos.

No Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques da República Islâmica a Israel causaram a morte de 10 pessoas.

João Bernardo Vieira afirmou este sábado que o seu compromisso é com o PAIGC e não com pessoas individuais. “Não posso deixar que o partido morra. Vamos lutar pela renovação dos órgãos do partido”, declarou durante uma conferência de imprensa realizada em Bissau.

Quatro dezenas de partidos da oposição dissolvidos na Guiné-Conacri... Até 40 partidos políticos da oposição foram dissolvidos na Guiné-Conacri após um decreto publicado pelo governo guineense, foi anunciado na sexta-feira à noite.

Por LUSA 

O ministro da Administração Territorial e Descentralização, Ibrahima Kalil Condé, anunciou a medida num discurso televisivo e alegou que a decisão se devia ao facto de estas formações terem "incumprido as suas obrigações legais", segundo os meios de comunicação locais.

A medida que ocorre no quadro de uma crescente repressão contra os opositores da junta militar que se consolidou no poder após vencer as eleições de 28 de dezembro passado e a dissolução afetou formações históricas como a União das Forças Democráticas da Guiné (UFDG) e a Agrupamento do Povo da Guiné (RPG), que concentraram cerca de 93% dos votos em 2020.

Ambos os partidos tinham sido suspensos em agosto e os seus líderes foram inabilitados ao abrigo dos novos critérios da Constituição aprovada em setembro, razão pela qual nem sequer apareceram nas cédulas eleitorais de dezembro, que visavam culminar a transição democrática após o golpe de Estado de 2021.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar que tomou o poder na Guiné-Conacri no referido golpe, assumiu o cargo em 17 de janeiro como novo presidente do país, após obter 86,72% dos votos.

Desde o golpe de Estado, foram relatados numerosos casos de sequestros e detenções sem julgamento de líderes da oposição, ativistas e jornalistas críticos do poder, com mais de 15 desaparecimentos documentados pela oposição do país africano.

A Guiné-Conacri possui uma das maiores reservas de minério de ferro do mundo e é o principal exportador de bauxite (minério essencial para a produção de alumínio), embora grande parte da sua população viva na pobreza.


Leia Também: 272 ganeses "atraídos" para a guerra na Ucrânia (55 estarão mortos)

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana anunciou na madrugada de hoje, na rede X, que estima que 272 ganenses tenham sido "atraídos" para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, dos quais 55 devem estar mortos.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, efetuou uma visita de inspeção às obras de reabilitação da Avenida Brasil, em Bissau. A visita incidiu sobre o troço da estrada que liga o Mini Mercado Titininha ao Matadouro de Bissau, onde decorrem trabalhos de melhoria da via. Durante a deslocação, o chefe do Governo inteirou-se do andamento das obras e destacou a importância da reabilitação da estrada para melhorar a mobilidade e as condições de circulação na capital.

O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, efetuou este sábado uma visita às obras de construção da estrada que liga a Rotunda de Mãe d’Água ao Matadouro, em Bissau.

Durante a visita, o chefe do Governo percorreu o troço em construção para avaliar o andamento dos trabalhos e inteirar-se das condições de execução da obra. A iniciativa enquadra-se no acompanhamento das infraestruturas rodoviárias consideradas importantes para melhorar a mobilidade urbana e facilitar a circulação de pessoas e bens.

No final da visita, Ilídio Vieira Té prestou declarações à imprensa, sublinhando que a reabilitação e construção de estradas constitui uma das prioridades do Executivo de transição, visando reforçar as infraestruturas e promover melhores condições de transporte na capital.

O governante destacou ainda que o acompanhamento direto das obras permite ao Governo garantir maior eficiência na execução dos projetos e assegurar que os trabalhos decorrem dentro dos prazos previstos.

RTB

Dirigentes e militantes do PAIGC, juntos num Grupo de Reflexão prestam declarações à imprensa.

O autodenominado Grupo de Reflexão do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) apelou, este sábado, aos veteranos do partido libertador para criarem condições que permitam um diálogo sério e franco entre dirigentes e militantes, com o objetivo de retirar a formação política da atual situação em que se encontra.

O apelo foi feito em Bissau, durante uma conferência de imprensa organizada pelo grupo, que reuniu dezenas de jovens para se pronunciarem sobre o momento político vivido no seio do partido.

Segundo o porta-voz do grupo, Carlos Pinto Pereira, a criação de um espaço de diálogo interno permitirá promover a união entre os militantes e facilitar a reintegração de antigos dirigentes, tornando o partido mais forte, coeso e capaz de conduzir os destinos do país.

O responsável defendeu ainda a realização do congresso do partido no mais curto espaço de tempo possível, como forma de prevenir eventuais anomalias no processo interno.

Por outro lado, o grupo advertiu que qualquer tentativa de criar irregularidades no seio do partido antes das eleições encontrará uma oposição firme por parte dos seus membros, numa clara advertência à atual liderança do PAIGC, presidida por Domingos Simões Pereira.

A posição surge num contexto político marcado pela decisão do alto comando militar, que assumiu o poder na sequência dos acontecimentos de 26 de novembro passado, de interditar todas as atividades político-partidárias, incluindo o encerramento das sedes dos partidos políticos.

RSM: 07 03 2026


Israel ataca academia militar e bunkers que abrigam oficiais iranianos... O Exército israelita anunciou ter atacado hoje Teerão e o centro do país, bombardeando a Universidade Imã Hussein, assim como bunkers militares com mísseis e lançadores nos quais operavam "centenas de agentes do regime", incluindo "altos funcionários".

Por LUSA 

"Mais de 80 caças da Força Aérea Israelita, guiados pela inteligência, completaram uma nova onda de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano em Teerão e outras zonas do centro do Irão", detalha o exército num comunicado.

As forças armadas israelitas afirmaram que a Universidade Imã Hussein, em Teerão, era utilizada para a formação de oficiais da Guarda da Revolução e continha "múltiplos recursos militares" utilizados pelo Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (CGRI).

Ainda segundo Israel, a instituição estava a ser usada como local de reunião do CGRI, em particular, durante a ofensiva desta madrugada.

Em relação à instalação subterrânea, Israel afirma que "o local incluía bunkers militares e centros de comando a partir dos quais operavam altos funcionários do regime iraniano".

Também o Irão lançou uma nova onda de ataques contra Israel, de acordo com a Agência de Notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução, ativando alarmes em cidades como Telavive e Jerusalém, mas sem que os projéteis tivessem tido impacto, segundo Israel.

Por outro lado, os Estados Unidos afirmaram ter atacado mais de 3.000 alvos no Irão e destruído ou danificado mais de 43 embarcações apenas na primeira semana de bombardeamentos norte-americanos contra o país.


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O reino do Bahrein pediu hoje aos seus cidadãos que "mantenham a calma e se dirijam para um local seguro" quando ecoavam sirenes em antecipação a um possível ataque aéreo.

Dezenas de milhares de peregrinos muçulmanos encurralados na Arábia... O caos nas viagens causado pela guerra no Médio Oriente afetou dezenas de milhares de muçulmanos indonésios, que se deslocaram à Arábia Saudita para a peregrinação da Umrah, deixando-os retidos e sem formas de regressar a casa.

Por LUSA 

Até esta quinta-feira, mais de 58.860 peregrinos indonésios estavam retidos na Arábia Saudita, de acordo com o vice-ministro indonésio para o Hajj e a Umrah da Indonésia, Dahnil Anzar Simanjuntak, citado pela Associated Press.

Jacarta está a negociar com as autoridades sauditas e com as companhias aéreas uma forma de aliviar os custos com hotéis e voos dos peregrinos retidos, anunciou Simanjuntak logo no início dos ataques, no passado dia 2.

Alguns peregrinos indonésios da Umrah já regressaram a casa, segundo as autoridades indonésioas, que informaram que 7.782 peregrinos regressaram à Indonésia entre 28 de fevereiro e 02 de março, avançou a agência pública indonésia Antara, citada pelo Jakarta Global.

O Governo indonésio também está a apelar outros cerca de 60.000 peregrinos a adiarem a viagem da Umrah até abril, por razões de segurança, a que o porta-voz do ministério, Ichsan Marsha, designou como uma "questão humanitária e logística urgente".

De acordo com o ministério indonésio para os Assuntos do Hajj e da Umrah, a quota do Hajj da Indonésia para 2026 - que acontece em abril - permanecerá em 221.000 peregrinos, avançou a Antara, a agência pública de notícias do país.

Mais de 43.000 peregrinos indonésios têm viagens programadas para a Umrah entre março e abril, antes do encerramento da temporada, segundo o Jakarta Post na sexta-feira.

Zanirah Faris, uma peregrina retida na Arábia Saudita, disse à emissora de televisão indonésia iNews TV que o seu voo de regresso foi cancelado e que foi transferida para outro voo marcado para 12 de março, pelo que instou o Governo indonésio a ajudar os peregrinos retidos.

Centenas de milhares de pessoas da Indonésia, país com a maior população muçulmana do mundo, viajam anualmente para a Arábia Saudita para os rituais da Umrah, especialmente durante o mês sagrado do Ramadão. Ao contrário do Hajj, a peregrinação pode ser realizada durante todo o ano.

Além dos indonésios, cerca de 1.600 peregrinos malaios da Umrah ficaram também retidos na Arábia Saudita, segundo Mohamad Dzaraif Raja Abdul Kadir, cônsul-geral da Malásia em Jeddah, no litoral saudita no mar Vermelho, na passada terça-feira.

A Malaysia Airlines anunciou entretanto a retomada temporária dos serviços de regresso de Jeddah e Medina, na Arábia Saudita, até domingo, e o ministério dos Negócios Estrangeiros malaio anunciou que está a trabalhar com missões diplomáticas, governos regionais e companhias aéreas para retirar os cidadãos retidos, incluindo os peregrinos.

A Umrah é frequentemente referida como uma peregrinação menor ou secundária e pode ser realizada durante todo o ano, ao contrário da peregrinação anual do Hajj.

O Hajj, um dos pilares do Islão, é obrigatório uma vez na vida para todos os muçulmanos que tenham condições financeiras e físicas para realizá-lo.


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O Ministério da Defesa da Arábia Saudita anunciou hoje ter destruído um míssil balístico que se dirigia para a base aérea do príncipe Sultan, que abriga militares norte-americanos.

Teeão ataca contra Telavive e outros territórios com resposta de Israel... O Irão lançou hoje uma nova onda de ataques contra Telavive atingindo três alvos, de acordo com Teerão, enquanto as forças israelitas afirmaram estar a responder a disparos de mísseis, no oitavo dia da guerra desencadeada na região.

Por LUSA 

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, informou sobre a vigésima quarta onda de bombardeamentos contra "o coração dos territórios ocupados e Telavive".

"Os três mísseis disparados atingiram com sucesso os alvos designados", acrescentou a agência.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram, por sua vez, para a deteção de mísseis lançados do Irão em direção a território israelita.

"Os sistemas defensivos estão operacionais para intercetar a ameaça", de acordo com um comunicado.

Num outro comunicado, emitido alguns minutos depois, informaram que é "permitido sair dos espaços protegidos em todas as regiões do país".

Esta nova onda de ataques iranianos no oitavo dia da guerra desencadeada nesta região do mundo, desde sábado passado, na sequência da operação de Washington e Israel contra Teerão, surge horas depois de o exército israelita ter anunciado uma nova ronda de hostilidades contra as infraestruturas de Teerão.

O Aeroporto Internacional de Mehrabad, localizado em Teerão e alvo de ataques anteriores, sofreu um grande incêndio, de acordo com imagens divulgadas pela televisão local Press TV.

De acordo com o Irão, pelo menos 1.332 civis iranianos morreram no conflito, enquanto os ataques iranianos, segundo Israel, fizeram até agora dez mortos.

Os números são provisórios devido às restrições de acesso, à interrupção quase total da Internet e às dificuldades de verificação independente no terreno.


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O Aeroporto Internacional Mehrabad, localizado em Teerão, sofreu um incêndio de grandes proporções, informaram hoje meios de comunicação locais, após a mais recente ronda de ataques do exército de Israel contra a capital do Irão.

EUA estimam que operação militar no Irão dure entre quatro e seis semanas... A 'Operação Fúria Épica' já resultou na destruição da Marinha e dos mísseis balísticos iranianos, mas, de acordo com a Casa Branca, os objetivos ainda não foram alcançados na sua plenitude.

SIC Notícias  07/03/2026

Os Estados Unidos da América esperam atingir todos os objetivos delineados no Médio Oriente nas próximas quatro a seis semanas, revelou na sexta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Em conferência de imprensa, Karoline Leavitt explicou que o principal objetivo da ‘Operação Fúria Épica’ é controlar o espaço aéreo iraniano, depois de as forças norte-americanas terem já “aniquilado” a Marinha do país.

“Aniquilando a Marinha do Irão, sabemos que afundámos mais de 30 embarcações e navios iranianos, e a sua Marinha foi agora considerada ineficaz em combate. Eliminando a ameaça dos mísseis balísticos que o Irão representava para os Estados Unidos e as nossas tropas nas bases da região, fizemos um trabalho extraordinário”, elogiou.

Apesar de ter admitido que não pretende antecipar-se a Trump, notou que o chefe de Estado aponta para as próximas “quatro a seis semanas” como o período necessário para atingir os objetivos delineados.

A porta-voz avançou também que os Estados Unidos estão a analisar potenciais candidatos para suceder a Ali Khamenei, Líder Supremo do Irão que morreu no passado sábado, após um bombardeamento dos EUA.

sexta-feira, 6 de março de 2026

EUA dizem ter atacado mais de 3.000 alvos na primeira semana do conflito... Mais de 3.000 alvos foram atacados no Irão e mais de 43 embarcações foram destruídas ou danificadas na primeira semana de ataques aéreos norte-americanos contra o país persa, segundo um relatório divulgado hoje pelo Comando Central dos EUA (Centcom).

Por  LUSA  06/03/2026

A mais recente atualização dos dados revela um aumento significativo do número de alvos atingidos em solo iraniano em comparação com os cerca de 2.000 que as Forças Armadas norte-americanas afirmaram ter atacado com sucesso até quinta-feira, noticiou a agência Efe.

Entre os alvos estão importantes infraestruturas militares, como os quartéis-generais da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e das Forças Aeroespaciais da IRGC, bem como vários centros de comando e controlo.

O Centcom também reportou ataques contra sistemas integrados de defesa aérea, locais de mísseis balísticos, locais de mísseis antinavio e navios e submarinos da Marinha iraniana.

Esta destruição fez com que o volume de ataques iranianos caísse drasticamente desde o início das hostilidades do passado sábado, garantem as forças norte-americanas.

O comandante do Centcom, Brad Cooper, referiu na quinta-feira, em conferência de imprensa ao lado do secretário da Defesa, Pete Hegseth, que os ataques com mísseis iranianos diminuíram 90%, enquanto os ataques com drones caíram 83%.

No relatório, o Centcom aponta ainda que 43 embarcações iranianas foram destruídas ou danificadas.

Entre elas, está um porta-drones "aproximadamente do tamanho de um porta-aviões da Segunda Guerra Mundial", que foi atacado na quinta-feira.

Os EUA mobilizaram bombardeiros B-2 e B-52, caças furtivos F-35 e drones kamikaze LUCAS no conflito, um sistema que os Estados Unidos construíram com recurso à engenharia de drones iraniana.

O número de mortos na sequência dos ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão desde sábado subiu para 1.230, segundo a Fundação de Mártires e Assuntos de Veteranos, uma empresa estatal iraniana.

Entre os mortos está o ayatollah Ali Khamenei, que foi morto na primeira vaga de bombardeamentos no sábado.

No Líbano, 217 pessoas foram mortas e outras 798 ficaram feridas em consequência de ataques aéreos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu na quinta-feira que o Irão será devastado por um período de dez anos antes de se poder reconstruir.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, alegadamente motivado pela inflexibilidade do regime político nas negociações sobre o enriquecimento de urânio, no âmbito do programa nuclear, que afirmavam destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


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Israel disse hoje ter lançado ataques "em grande escala" sobre a capital do Irão, Teerão, enquanto a televisão estatal iraniana relatava uma explosão na parte ocidental da cidade.

Produção de armamento avançado dos EUA será quadruplicada, diz Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que os principais fabricantes de armamento do país concordaram quadruplicar a produção de armas avançadas.

Por  LUSA  06/03/2026

Trump fez o anúncio na rede social Truth, em plena campanha militar contra o Irão, após uma "reunião muito produtiva com as mais importantes empresas de defesa" do país, que concordaram em quadruplicar a sua produção de armas de alta tecnologia. 

"A expansão começou três meses antes da reunião, e as fábricas e a produção de muitas destas armas já estão em curso. Temos um fornecimento praticamente ilimitado de munições de grau médio e médio-superior, que estamos a utilizar, por exemplo, no Irão e, recentemente, na Venezuela. Independentemente disso, também aumentamos os pedidos a estes níveis", disse Trump.  

Na reunião estiveram executivos da BAE Systems, Boeing, Honeywell Aerospace, L3Harris Missile Solutions, Lockheed Martin, Northrop Grumman e Raytheon.  

Segundo Trump, outra reunião foi agendada para daqui a dois meses.  

"Os estados de todo o país estão a concorrer para sediar estas novas fábricas", conclui o Presidente norte-americano. 

O Irão tem colocado em causa a capacidade de os Estados Unidos terem munições para prosseguir ataques ao nível efetuado desde o início da ofensiva, no sábado passado, enquanto as forças norte-americanas asseguram ter capacidade para mantê-los durante o tempo que for necessário.  

As forças norte-americanas e israelitas têm dado conta da eliminação da capacidade ofensiva do Irão, nomeadamente de mísseis balísticos e 'drones', nos ataques em curso.  

Também hoje, Trump exigiu a "rendição incondicional" do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na sua reconstrução.

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo a maiúsculas como habitualmente.

"MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃO GRANDE NOVAMENTE!)", acrescentou Donald Trump, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha "Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)".


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A autoridade de aviação civil do Qatar anunciou hoje a reabertura parcial do espaço aéreo do pequeno Estado do Golfo, após o seu encerramento em resposta aos ataques iranianos lançados em retaliação pela ofensiva israelo-americana.