Por RSM 02/02/2026
A direção do partido sublinha que qualquer alteração na liderança deve seguir rigorosamente em conformidade com o cronograma e os procedimentos previstos no estatuto, garantindo assim, a estabilidade, a legalidade e a legitimidade das decisões partidárias.
Esta posição surge num momento em que se intensificam os debates internos sobre a condução da liderança e o reforço da disciplina institucional, e três dias depois um grupo de militantes terem promovido uma conferência de imprensa, pedindo que os veteranos assuman a liderança do PAIGC.
O PAIGC recorda que o seu documento orientador define, de forma clara, que em caso de necessidade de substituição, a sucessão deve ocorrer de forma hierárquica, cabendo aos vice-presidentes assumirem interinamente a direção, conforme a ordem interna estabelecida.
Em resposta ao pedido apresentado por um grupo de reflexão, que propôs que os veteranos assumissem temporariamente a liderança do partido durante a detenção de Domingos Simões Pereira, o dirigente Muniro Conté esclareceu que a legislação nacional não reconhece a figura da prisão domiciliária e acusou o referido grupo de tentar usurpar as competências do Comité Central, contrariando as normas internas.
Após a transferência do líder do PAIGC para prisão domiciliária, o partido declarou que não reconhece esta medida imposta pelas atuais autoridades e reitera a sua posição de defesa intransigente do Estado de Direito, da liberdade e da justiça.
Por fim, o PAIGC apela aos seus militantes, simpatizantes e à sociedade em geral para manterem a serenidade, a confiança e a união, assegurando que a verdade e a legalidade prevalecerão.

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