Por RSM
A Guiné-Bissau registou 64 casos de lepra (mal de Hansen) nos últimos seis anos, sem qualquer ocorrência em crianças com menos de 12 anos, segundo dados divulgados por especialistas de saúde no país.
De acordo com as autoridades sanitárias, os casos diagnosticados envolvem pessoas com idades compreendidas entre os 17 e os 82 anos, sendo a faixa etária dos 35 aos 45 anos a mais afetada. A maioria dos doentes é do sexo masculino, com maior incidência nas regiões de Bissau e Gabú.
Especialistas consideram significativa a ausência de casos em menores de 12 anos, facto que pode indicar redução da transmissão ativa da doença e maior eficácia das estratégias de vigilância epidemiológica e diagnóstico precoce.
O Hospital de Cumura, tradicionalmente reconhecido como centro de referência no tratamento da lepra na Guiné-Bissau e na África Ocidental, continua a desempenhar um papel central no acompanhamento clínico e na reabilitação dos pacientes.
A lepra é uma doença infecciosa crónica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Apesar do estigma histórico associado à doença, a hanseníase é curável, desde que diagnosticada e tratada atempadamente com antibióticos adequados.
As autoridades de saúde reforçam a importância da informação, do combate ao estigma e da inclusão social dos doentes, sublinhando que o isolamento não é uma medida recomendada e que o tratamento precoce interrompe a transmissão da doença.

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