sexta-feira, 6 de março de 2026

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma rendição incondicional"... Donald Trump recorreu ao Truth Social para pôr de lado qualquer espécie de acordo com o Irão.

Por  LUSA 

O presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu hoje a "rendição incondicional" do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na sua reconstrução.

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo a maiúsculas como habitualmente.

"MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃO GRANDE NOVAMENTE!)", acrescentou Donald Trump, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha "Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)".

[Notícia em atualização]


Rússia fornece informações sobre alvos a Teerão, diz Washington Post... Os serviços de informações e inteligência da Federação Russa estão a dar ao Irão dados sobre a localização de forças e meios militares dos Estados Unidos da América no Médio Oriente, noticiou hoje o jornal norte-americano Washington Post.

Por  LUSA 

Segundo aquela publicação, Moscovo tem fornecido a Teerão informações sobre os alvos específicos na região do golfo Pérsico e noutras áreas, que cita três fontes ligadas ao setor.

Já o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, declarou que o conflito entre israelo-americano contra a República Islâmica iraniana não é guerra sua e que a Rússia deve dedicar-se as seus próprios interesses.

Moscovo condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o aliado Irão, mas evitou entrar críticas mais latas ao presidente norte-americano, Donald Trump, algo vários analistas interpretaram como forma de o Kremlin manter poder negocial face a Washington em relação à guerra na Ucrânia.

O Washington Post relata não ser claro até que ponto a Rússia está a ajudar o Irão e que a capacidade iraniana de localizar forças americanas está a diminuir gradualmente, segundo as fontes anónimas citadas.

O Irão possui apenas alguns satélites de uso militar e nenhuma 'constelação' de aparelhos do género, portanto, ter acesso às capacidades aeroespaciais russas seria uma vantagem.

O ataque com drones iranianos no domingo contra o Kuwait, matou seis militares americanos, por exemplo, e Teerão já lançou milhares de drones e centenas de mísseis contra posições norte-americanas, incluindo embaixadas, na região.

A possível assistência de Moscovo complicaria a situação para o Pentágono, que está rapidamente a esgotar seu arsenal de baterias antiaéreas, a ponto de, em "dias", ter que começar a selecionar alvos, ainda segundo o Post.


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Israel voltou a atacar o Hezbollah, no sul de Beirute, no Líbano, e o grupo também reivindicou uma série de ataques contra Israel nas últimas horas. Os bombardeamentos das ultimas horas já estão a ser considerados os mais intensos desde o cessar-fogo acordado em 2024

Ministro dos Transportes preside abertura da 25.ª reunião do Comité de Gestão para transferência das atividades aeronáuticas

Por Ministério dos Transportes, Telecomunicações

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, presidiu esta sexta-feira, 6 de março de 2026, à abertura da 25.ª reunião do Comité de Gestão da delegação das Atividades Aeronáuticas Nacionais, no quadro do processo de transferência da gestão da ASECNA para o Estado da Guiné-Bissau.

Na ocasião, o governante recordou que a Guiné-Bissau celebrou, em 1 de dezembro de 2011, um contrato de delegação da gestão das atividades aeronáuticas nacionais com a ASECNA, ao abrigo do artigo 10.º da Convenção, tendo o acordo entrado em vigor em janeiro de 2012.

Durante a sua intervenção, o Ministro destacou que, ao longo dos últimos anos, o setor enfrentou diversos desafios, nomeadamente no que se refere ao estado das infraestruturas aeroportuárias. Observações de companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, bem como auditorias realizadas pela Organização da Aviação Civil Internacional, pela UEMOA e pela CAFAC, apontaram para o estado crítico de degradação das infraestruturas e dos equipamentos de controlo e segurança, situação que chegou a ser considerada uma ameaça à segurança da aviação civil.

Para inverter este cenário, o Estado da Guiné-Bissau assinou, em 28 de março de 2023, um contrato com a empresa SUMMA Turizm Yatirimciligi A.Ş., atualmente designada Osvaldo Vieira International Airport SARL, visando a modernização e ampliação das infraestruturas do aeroporto, no regime Build, Operate and Transfer (BOT).

Segundo o Ministro Florentino Mendes Pereira, as obras encontram-se atualmente com um grau de execução superior a 90%, contemplando a construção de uma nova aerogare equipada com pontes de embarque, novas placas de estacionamento para aeronaves, um moderno Pavilhão de Honra, um terminal de carga, a reabilitação da pista de aterragem e descolagem, bem como a instalação de uma nova vedação de segurança, uma nova torre de controlo e um bloco técnico.

O governante sublinhou ainda que estes investimentos irão melhorar significativamente as condições de funcionamento do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira e contribuir para elevar os serviços aeroportuários nacionais aos padrões internacionais de segurança, reforçando a imagem e a competitividade da Guiné-Bissau no setor da aviação civil.

Ministro dos Transportes realiza visita de trabalho ao Conselho Nacional de Carregadores

@  Ministério dos Transportes, Telecomunicações

Bissau, 6 de março de 2026 — O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou esta 

sexta -feira uma visita de trabalho ao Conselho Nacional de Carregadores (CNC), com o objetivo de inteirar-se do funcionamento da instituição e avaliar o andamento dos serviços prestados.

Durante a visita, o governante percorreu diferentes setores da instituição, onde teve a oportunidade de acompanhar de perto as atividades desenvolvidas e o nível de funcionamento dos serviços.

No final da visita, o Ministro manteve um encontro de trabalho com o Diretor-Geral do CNC, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) e alguns funcionários da instituição. Na ocasião, os responsáveis apresentaram ao governante as principais preocupações e desafios enfrentados no exercício das suas funções.

Após ouvir atentamente as exposições, o Ministro Florentino Mendes Pereira reafirmou o compromisso do Governo em continuar a acompanhar de perto o funcionamento das instituições sob tutela do Ministério, garantindo que as preocupações apresentadas serão analisadas com a devida atenção e que serão desencadeadas as diligências necessárias para a melhoria do desempenho e da qualidade dos serviços prestados pelo Conselho Nacional de Carregadores.

A visita enquadra-se na dinâmica de acompanhamento e reforço da eficiência das instituições tuteladas pelo Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.

Após o encontro com o Primeiro-Ministro e os parceiros sociais, Aliu Seide prestou declarações à imprensa.

Comunicado de Imprensa Conjunto: NOVO FINANCIAMENTO DO JAPÃO AJUDA PAM A MANTER PROGRAMAS DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E NUTRIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

@World Food Programme, Guinea-Bissau Country Office   6 de março de 2026

DACAR – A Embaixada do Japão em Dacar e o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas assinaram hoje um novo acordo de assistência alimentar no valor de 200 milhões de ienes (aproximadamente 1,32 milhões de dólares americanos) para apoiar a assistência alimentar e nutricional na Guiné-Bissau.

Esta contribuição permitirá ao PAM fornecer refeições escolares nutritivas a aproximadamente 200.000 crianças em todo o país, ao mesmo tempo que fornece suplementos alimentares produzidos localmente e cestas básicas diversificadas, incluindo legumes e frutas frescas, a mais de 3.000 crianças menores de cinco anos, para ajudar a prevenir e tratar a desnutrição.

“Congratulamo-nos com o apoio contínuo do Japão, um parceiro de longa data do PAM na Guiné-Bissau e em toda a região, cujo compromisso é essencial para garantir que as crianças possam continuar a ter acesso a refeições escolares e apoio nutricional”, afirmou a Senhora Kinday Samba, Diretora Regional do PAM para a África Ocidental e Central. “Estamos muito gratos a todos os governos, atores do setor privado e instituições que, tal como o Japão, apoiam os nossos esforços para proteger os grupos mais vulneráveis durante estes tempos de incerteza”.

De acordo com o Índice Global da Fome de 2025, 22% da população da Guiné-Bissau está desnutrida e quase uma em cada três crianças com menos de cinco anos sofre de atraso no crescimento, em grande parte devido ao acesso limitado a dietas diversificadas e nutritivas. O apoio do Japão chega num momento crítico, ajudando o PAM a manter programas essenciais em meio à crescente pressão sobre a segurança alimentar.

Os défices de financiamento durante o atual ano letivo já levaram à redução do número de crianças que recebem refeições escolares diárias — de 200.000 para 151.800 — e à simplificação dos menus, agora compostos principalmente por arroz, peixe enlatado e feijão, sendo as contribuições do Japão fundamentais para manter o programa em funcionamento.

As intervenções nutricionais também foram afetadas, com o fornecimento de alimentos nutritivos especializados para crianças reduzido de seis para três meses — um corte de 50% que limita a capacidade do PAM de apoiar as crianças no período mais crítico do seu crescimento.

“O Japão continuará a envolver-se de forma firme no enfrentamento de desafios urgentes, como a fome e a desnutrição, em cooperação com organizações internacionais, incluindo o Programa Alimentar Mundial”, afirmou Sua Excelência o Senhor Takeshi Akamatsu, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Japão para a República da Guiné-Bissau. “Em quaisquer circunstâncias, o Governo do Japão dará sempre uma forte prioridade à assistência humanitária e continuará a implementar apoios que respondam às necessidades da população. Com este apoio, esperamos levar ajuda alimentar ao maior número possível de pessoas”.

Durante o ano letivo 2024–2025, o apoio do Governo do Japão permitiu ao PAM assistir mais de 197.000 crianças através do programa nacional de cantinas escolares. Além disso, pela primeira vez, o financiamento suplementar de emergência disponibilizado pelo Japão em 2025 possibilitou ao PAM fornecer assistência alimentar, através de senhas, a quase 2.000 famílias afetadas pelas inundações de 2024 nas regiões de Oio e Tombali.

Com esta nova contribuição, o PAM irá reforçar o apoio nutricional essencial, ao mesmo tempo que fortalece as capacidades de produção local, por meio das refeições escolares e de suplementos alimentares locais destinados a crianças pequenas. Esta abordagem é fundamental para promover o desenvolvimento rural, a resiliência e um futuro mais sustentável para as comunidades vulneráveis.

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O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas é a maior organização humanitária do mundo, salvando vidas em situações de emergência e utilizando a assistência alimentar para construir um caminho para a paz, a estabilidade e a prosperidade das pessoas que recuperam de conflitos, catástrofes e do impacto das alterações climáticas.

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Para mais informações, por favor contacte:

Charlotte Alvarenga Alves, PAM/Bissau, charlotte.alves@wfp.org, Tlm. +245 95 546 22 27

Manaho Mikami, Embaixada do Japão/Dacar, taishikan.senegal@dk.mofa.go.jp, Telef.  +221 33 849 5500

Isabel Nunes Correia

Communication Associate
World Food Programme, Guinea-Bissau Country Office
Praça Titina Sila CP 622  Bissau (Guiné-Bissau)
T +245 95 5341657/+245 96 6123076
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Principais desenvolvimentos no 7.º dia da guerra no Médio Oriente... Segundo um estudo divulgado em Washington, os Estados Unidos gastaram 3,7 mil milhões de dólares (3,19 mil milhões de euros, ao câmbio atual) nas primeiras 100 horas da guerra, o que representa um custo diário de 891,4 milhões de dólares.

Por LUSA 

A guerra no Médio Oriente entrou hoje no sétimo dia com um agravamento de tensões que abrange vários países da região, desde o Líbano até ao Irão e Península Arábica.

Principais desenvolvimentos nas últimas horas:

Crise humanitária e deslocados

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) classificou a situação como uma "crise humanitária de grandes proporções" e alertou que os funcionários da agência no terreno correm perigo real.

No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam, avisou que um "desastre humano" está iminente devido à deslocação massiva de civis após as ordens de evacuação do sul do país dadas pelo exército israelita.

Novos bombardeamentos atingiram um bairro predominantemente xiita no sul da capital libanesa, provocando densas colunas de fumo numa zona habitualmente muito povoada.

Operações militares e impacto no Irão

A ONU exigiu transparência na investigação norte-americana ao alegado bombardeamento de uma escola primária em Minab, no Irão, que causou 150 mortos, maioritariamente crianças, segundo as autoridades iranianas. O ataque não foi assumido pelos Estados Unidos nem por Israel.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou a morte de 180 crianças no Irão em ataques israelo-americanos desde que começou a guerra.

Israel confirmou ataques de grande escala contra infraestruturas do regime em Teerão.

Em Shiraz (sudoeste), fontes iranianas anunciaram pelo menos 20 mortos em bombardeamentos atribuídos a forças israelitas e norte-americanas.

Retaliação e defesa

A Arábia Saudita intercetou três drones e três mísseis perto de Riade, visando uma base com militares norte-americanos.

O Qatar também neutralizou um ataque contra a base de Al-Udeid.

O Irão reivindicou um novo ataque com drones destrutivos contra bases norte-americanas no Kuwait.

Teerão também ameaçou atacar a região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, se combatentes curdos invadirem a República Islâmica.

A Europol avisou que "o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado" devido à guerra no Médio Oriente.

Reações internacionais e economia

A gigante dinamarquesa Maersk suspendeu temporariamente duas ligações entre a Europa, o Extremo Oriente e o Médio Oriente devido à insegurança no Golfo Pérsico.

O Azerbaijão iniciou a transferência do pessoal diplomático do Irão após ataques de drones contra o enclave de Nakhitchevan.

A França anunciou que vai retomar voos para retirar franceses retidos na região a partir dos Emirados Árabes Unidos, após um avião da Air France ter sido forçado a inverter a marcha na quinta-feira devido a disparos de mísseis.

Portugal efetuou uma primeira operação de repatriamento com um avião C-130 da força aérea e um voo fretado da TAP, que permitiu também transportar cidadãos de outras nacionalidades.

As bolsas europeias registaram uma ligeira recuperação hoje, beneficiando de uma trégua na volatilidade dos preços do petróleo.

Segundo um estudo divulgado em Washington, os Estados Unidos gastaram 3,7 mil milhões de dólares (3,19 mil milhões de euros, ao câmbio atual) nas primeiras 100 horas da guerra, o que representa um custo diário de 891,4 milhões de dólares.

O momento em que 50 caças das IDF atacam bunker de Ali Khamenei no Irão... O exército israelita explicou que 50 caças israelitas atacaram, esta sexta-feira, um bunker construído para o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que foi "morto antes de o poder usar."

Por noticiasaominuto.com 

Dezenas de caças israelitas dispararam, esta sexta-feira, contra um bunker que foi construído para servir de refúgio a Ali Khamenei, líder supremo do Irão que morreu no fim de semana durante os ataques de Israel e dos EUA.

As imagens que mostram o momento em que o local é atacado foram registadas e partilhadas pelo exército israelita nas redes sociais.

Veja o vídeo 👇

"Cinquenta caças israelitas desmantelaram o bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei, localizado sob o complexo da liderança do regime iraniano em Teerão", lê-se na publicação.

Já no Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF) adiantaram que o bunker tinha como objetivo ser usado pelo líder supremo como um centro de comando de emergência. "Khamenei foi morto antes de o poder usar, mas o complexo continuou a ser usado por oficiais do regime", escreve o exército israelita.

De acordo com as IDF, o complexo foi criado abrangia "várias ruas no centro de Teerão e tinha inúmeras entradas e salas de reunião para membros importantes do regime terrorista iraniano."

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


Leia Também:  Teerão ameaça atacar norte do Iraque se curdos cruzarem fronteira

O Irão ameaçou hoje atacar "todas as instalações" do Curdistão iraquiano se combatentes curdos atravessarem a fronteira para entrar na República Islâmica, noticiaram os meios de comunicação iranianos.

Europol alerta para maior risco de terrorismo na UE devido ao conflito no Médio Oriente... Alerta da agência europeia de cooperação inclui ataques terroristas dentro da UE, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou fraudes na Internet.

© SIC NOTÍCIAS 

A Europol advertiu, nesta quinta-feira, para um risco mais elevado de situações de terrorismo na União Europeia devido à escalada do conflito no Médio Oriente. A agência europeia de cooperação alertou também para a possibilidade de "atividades desestabilizadoras" levadas a cabo por grupos vincados ao Irão.

Em declarações à agência Efe, o porta voz da Europol, Jan Op Gen Oorth, alertou que a guerra no Médio Oriente tem "repercussões imediatas para a criminalidade grave e organizada e o terrorismo" na UE, o que abrange mais ataques informáticos contra infraestruturas europeias e um aumento das fraudes online que exploram o contexto do conflito.

"O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado", acrescentou Jan Op Gen Oorth.

De acordo com a agência europeia de cooperação, o nível de ameaça terrorista "pode manifestar-se" em possíveis casos de radicalização interna protagonizados por indivíduos que agem sozinhos ou por "pequenos grupos que agem por iniciativa própria".

"A rápida difusão de conteúdos polarizantes na Internet pode acelerar processos de radicalização a curto prazo entre comunidades da diáspora dentro da UE e outros indivíduos", explicou o porta-voz da Europol.

Ataques terroristas, desinformação ou fraudes

A agência alerta também para a possibilidade de que outros grupos ligados ao Irão possam realizar "atividades desestabilizadoras" dentro da UE.

O porta-voz referiu-se a grupos associados ao chamado "Eixo da Resistência" — rede de organizações e milícias aliadas ao Irão que se opõem a Israel e à influência dos Estados Unidos no Médio Oriente — e a redes criminosas que, de acordo com as avaliações de segurança, atuam sob a direção de instituições de segurança iranianas.

Estas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou fraudes na Internet.

"Redes criminosas e terroristas explorarão o ambiente informativo intensificado por meio de fraudes habilitadas por inteligência artificial e campanhas de desinformação", alertou o responsável.

Principais alvos

Os locais ligados ao conflito, incluindo sedes diplomáticas, bem como "alvos fáceis" (espaços civis quotidianos com pouca proteção) e determinadas infraestruturas públicas são os alvos mais vulneráveis para este tipo de ataques.

A Europol indicou que, até ao momento, não detetou impacto direto do conflito nas redes de tráfico ilícito de migrantes para a União Europeia.

Há sete dias que Teerão está a ser bombardeada por Israel e pelos Estados Unidos. Para além das instalações ligadas o líder supremo, assassinado no sábado passado, da guarda revolucionária e outras forças de segurança, esta quinta-feira um dos alvos dos ataques foi o estádio Azadi.


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Uma série de oito explosões foi ouvida hoje em Telavive, a principal cidade do centro de Israel, após um alerta de alegado ataque de mísseis iranianos, informaram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.


Primeiro-Ministro reúne parceiros sociais para analisar situação económica e reforçar rigor na gestão pública

Por RTB

Bissau, 6 de março de 2026 – O Conselho de Concertação Social reuniu-se esta sexta-feira, no Salão Umaro Sissoco Embaló, no Gabinete do Primeiro-Ministro, num encontro presidido por Ilídio Vieira Té que juntou membros do Governo e representantes dos parceiros sociais para analisar a situação económica e social do país.

Durante a reunião, o Chefe do Executivo manifestou preocupação com os efeitos da crise geopolítica no Médio Oriente e o seu potencial impacto nos mercados internacionais, apelando ao reforço dos mecanismos de monitorização e fiscalização para evitar a especulação no mercado nacional. Foi garantido que o país dispõe de stock de produtos essenciais para cinco meses, particularmente ao nível da cesta básica, embora se recomende vigilância permanente sobre as reservas de arroz e a evolução dos preços dos combustíveis.

No capítulo da gestão financeira do Estado, foi analisado o processo de pagamento presencial aos professores, medida implementada pelos ministérios das Finanças e da Administração Pública para reforçar a transparência, garantir a correta identificação dos beneficiários e combater fraudes. O Primeiro-Ministro foi claro ao determinar que todas as receitas cobradas devem ser canalizadas para o Tesouro Público, sob pena de medidas disciplinares rigorosas. A título de exemplo, foi referido o caso do Diretor do Liceu Nacional, que utilizou receitas de propinas para adquirir autocarros sem conhecimento das autoridades competentes.

O setor da educação foi apresentado como estando em evolução positiva, com o Ministro Mamadú Badji a ver reconhecidos os seus esforços pelo Primeiro-Ministro e pelos sindicatos. Quanto às recentes manifestações estudantis, o Governo informou que foram identificadas situações de má gestão, resultando na substituição de diretores e na adoção de medidas corretivas.

Na saúde, o Ministro Quinhin Nantote apresentou as ações em curso, reconhecendo desafios como a insuficiência de equipamentos, problemas organizacionais e casos de falta de profissionalismo, particularmente no Hospital Nacional Simão Mendes, onde estão a ser instaurados processos disciplinares.

O aumento alarmante do uso de sacos de plástico foi outro tema em destaque, com o Conselheiro para as questões ambientais, Viriato Cassamá, a alertar para os impactos negativos no ambiente e para os riscos de saúde pública associados à comercialização de água em embalagens de qualidade duvidosa sem controlo sanitário.

Os parceiros sociais manifestaram ainda preocupação com o aumento de acidentes rodoviários, defendendo o reforço da sensibilização e fiscalização, e recomendaram ao Governo um acompanhamento rigoroso da próxima campanha de comercialização do caju.

No encerramento, o Primeiro-Ministro reiterou a importância do diálogo social como instrumento essencial para a estabilidade e o desenvolvimento, afirmando-se disponível para escutar críticas construtivas e propostas apresentadas com espírito de disciplina institucional e respeito pelas leis da República.

Israel anuncia "nova fase" na guerra contra Teerão... A guerra no Médio Oriente entra hoje no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.

Por LUSA 

"Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou na quinta-feira à noite, numa declaração televisiva, o chefe do Estado-Maior israelita.

O tenente-general Eyal Zamir afirmou que Israel vai continuar a "desmantelar o regime" iraniano e as capacidades militares durante esta nova fase.

"Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.

No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.

Estas últimas receberam ordens para avançar mais profundamente no sul do Líbano, a fim de alargar a zona de controlo na fronteira, disse Eyal Zamir.

O pânico já se tinha alastrado a Beirute, após um apelo sem precedentes de Israel para evacuar os subúrbios a sul da capital, tendo-se formado de imediato engarrafamentos gigantescos neste bastião do Hezbollah, onde residem centenas de milhares de pessoas.

À noite, a zona foi atingida por ataques, um dos quais "muito violento", de acordo a agência de notícias oficial libanesa Ani, tendo o exército israelita anunciado que começou a atacar "infraestruturas do Hezbollah".

O Ministério da Saúde libanês disse na quinta-feira à noite que pelo menos 123 pessoas foram mortas e 683 ficaram feridas desde segunda-feira.

"Tudo deve ser feito" para impedir que o Líbano "seja novamente arrastado para a guerra", exortou o Presidente francês, Emmanuel Macron, respondendo a um apelo nesse sentido do homólogo libanês, Joseph Aoun.

Em Washington, Donald Trump exigiu "ser envolvido" na escolha do sucessor do ayatollah Ali Khamenei e afirmou que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, não é aceitável para governar o país.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, expressou a determinação de Teerão nesta guerra e afirmou à rede norte-americana NBC que não busca nem um cessar-fogo nem negociações.


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O movimento é impulsionado pelo conflito na região, mas tabém pelo medo, já que o ministro das Finanças israelita ameaçou transformar partes da capital do Líbano numa Khan Younis, cidade da Faixa de Gaza que foi completamente arrasada pelas forças israelitas.


Hezbollah libanês e Guardas da Revolução atacam separadamente Israel... O Hezbollah libanês, movimento xiita pró-Irão, reivindicou hoje uma ofensiva com artilharia e foguetes contra posições do exército israelita perto da fronteira, e Teerão anunciou ataques com mísseis e drones contra a cidade israelita de Telavive.

Por LUSA 

"Em resposta à agressão criminosa israelita que atingiu dezenas de cidades e aldeias libanesas, incluindo os subúrbios a sul de Beirute, os combatentes da Resistência Islâmica lançaram um ataque (...) com salvas de foguetes e tiros de artilharia", escreveu o Hezbollah num comunicado.

No momento do ataque, por volta das 02h10 (00h10 em Lisboa), sirenes soaram nas localidades israelitas visadas, sem que fossem registadas vítimas ou danos.

Também hoje os Guardas da Revolução iranianos anunciaram terem lançado mísseis e drones contra Telavive, em Israel.

"A operação inclui um ataque combinado de mísseis e drones, bem como o lançamento de uma barragem de mísseis Kheibar, visando alvos localizados no centro de Telavive", de acordo com um comunicado dos Guardas citado pela agência de notícias oficial iraniana Irna.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, que era o líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção do país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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O exército israelita afirmou hoje ter realizado ataques em grande escala contra "a infraestrutura do regime" iraniano em Teerão, e a televisão pública iraniana relatou uma série de explosões.


quinta-feira, 5 de março de 2026

NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque a Turquia... A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou hoje um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).

Por LUSA 05/03/2026

O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida "neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua", indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O'Donnell, na rede social X.

"Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça", acrescentou.

Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.

Sobre o incidente ocorrido na quarta-feira na Turquia, o coronel O'Donnell afirmou que as forças da NATO identificaram a ameaça em menos de dez minutos, confirmaram a trajetória do míssil e enviaram um intercetor para o neutralizar.

Hoje, o Ministério da Defesa turco declarou que os sistemas de defesa da NATO tinham intercetado e neutralizado "um míssil balístico disparado do Irão e detetado em direção à Turquia", mas não forneceu mais pormenores sobre o incidente.

A Turquia "não era o alvo do míssil", afirmou, por sua vez, na quarta-feira um responsável turco à agência de notícias francesa AFP.

"Pensamos que visava uma base militar" em Chipre "mas que se desviou da sua rota", acrescentou, após ter solicitado o anonimato.

O Estado-Maior das Forças Armadas do Irão negou hoje ter lançado um míssil contra a Turquia, afirmando que respeita a soberania do "país vizinho e amigo".

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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Após a captura pelos Estados Unidos do líder venezuelano, aliado de Havana, Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano e o Presidente norte-americano ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha caribenha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.


Combustíveis? Trump promete medidas rápidas para travar subida de preços... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje tomar rapidamente medidas para travar a subida do preço do petróleo e dos combustíveis devido à guerra no Médio Oriente.

Por LUSA 05/03/2026

"Estão iminentes novas medidas para reduzir a pressão sobre o petróleo e os preços do petróleo parecem ter praticamente estabilizado", declarou o presidente num evento na Casa Branca.

Os preços do crude dispararam desde o início do conflito, no sábado, para máximos de quase dois anos, mas Trump classificou hoje o aumento dos preços dos combustíveis como um "pequeno desvio".

"Ontem (quarta-feira), o meu governo anunciou medidas decisivas para ajudar a manter os preços do petróleo baixos, incluindo a oferta de seguros contra riscos políticos para os petroleiros que transitam pelo Golfo Pérsico, como sabem, um território bastante perigoso", acrescentou o Presidente norte-americano.

A cotação do petróleo Brent para entrega em maio terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 4,93% e superou os 85 dólares por barril.

A forte subida do crude do Mar do Norte, foi atribuída ao renovar das preocupações com o fornecimento de petróleo do Médio Oriente, devido aos ataques israelo-norte-americanos ao Irão, a que este país respondeu com ataques contra países vizinhos, incluindo contra refinarias.

Reforçando a mensagem transmitida nos últimos dias pelas forças norte-americanas e israelitas, Trump afirmou que a capacidade militar iraniana foi fortemente reduzida e referiu que Teerão está a procurar negociar um fim dos ataques.

"A marinha deles desapareceu. Vinte e quatro navios em três dias. É muita coisa. A artilharia antiaérea desapareceu; todos os aviões desapareceram; as comunicações desapareceram; os mísseis desapareceram; os lançadores desapareceram: 60% e 64%, respetivamente. Tirando isso, estão muito bem", ironizou o Presidente norte-americano.

Trump afirmou ainda que as autoridades iranianas lhe estão a telefonar para tentar travar os ataques contra o território iraniano: "Perguntam: 'Como podemos chegar a um acordo?' E digo que estão um pouco atrasados e que queremos lutar com mais afinco do que eles", declarou.

 O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou hoje que o Irão não procura um cessar-fogo nem negociações com os Estados Unidos, porque todas as vezes que negociou, nomeadamente o programa nuclear, foi atacado. 

"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos (EUA)", acrescentou Araghchi à NBC News.

Em Washington, Trump reiterou o seu apelo para que os membros da Guarda Revolucionária Iraniana, do Exército e da Polícia "deponham as armas". 

"Instamos também os diplomatas iranianos de todo o mundo a procurarem asilo e a ajudarem-nos a construir um Irão novo e melhor, com grande potencial", observou.

Também hoje e numa entrevista telefónica com a ABC News, Trump, elogiou o desempenho das forças armadas norte-americanas no Irão e defendeu que as pessoas não devem preocupar-se com o que pode seguir-se ao conflito.

"Estão devastados por um período de 10 anos antes de poderem reconstituir-se", disse o Presidente, referindo-se à reduzida capacidade militar do Irão após os ataques iniciados a 28 de fevereiro com a eliminação do Líder Supremo, o 'ayatollah' Ali Khamenei. 

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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A Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) dos Estados Unidos rejeitou hoje, por uma pequena margem, uma resolução sobre os poderes de guerra que visava travar os ataques do Presidente Donald Trump contra o Irão.


“NÃO HÁ REFORMA DO ESTADO SEM EMPODERAMENTO DA MULHER”, diz a ministra da função pública

Por: Natcha Mário M’bundé  Jornal Odemocrata  05/03/2026 

A ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucênia Donate de Barros, afirmou que não haverá uma verdadeira reforma do Estado sem a plena valorização da mulher.

Segundo a governante, a história demonstra que as nações que avançam são aquelas que libertam, reconhecem e investem no potencial feminino.

Assucênia Donate de Barros falava esta quinta‑feira, 5 de março de 2026, durante as jornadas alusivas ao Dia Internacional da Mulher, celebrado a 8 de março, no próximo domingo. Na ocasião, sublinhou que assinalar a data “não é apenas um gesto simbólico, mas um ato político, um momento de reflexão e de compromisso”.

A ministra destacou que a mulher guineense sempre foi um pilar fundamental da família, da economia informal, da agricultura, do comércio, da educação dos filhos e da coesão social. Contudo, continua a enfrentar desigualdades estruturais, nomeadamente no acesso ao emprego digno, à formação profissional, à proteção social e às posições de decisão.

“A reforma da administração pública que estamos a implementar tem também um rosto feminino. Queremos uma função pública baseada no mérito, na competência e na igualdade de oportunidades, onde o género não seja um obstáculo, mas uma mais‑valia”, defendeu.

Revelou ainda que o ministério que lidera está a trabalhar no domínio do emprego e da formação profissional, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres à qualificação técnica, ao empreendedorismo e aos setores estratégicos da economia, incluindo áreas tradicionalmente dominadas por homens.

No domínio da segurança social, afirmou que o Governo defende sistemas mais inclusivos, capazes de proteger mães, trabalhadoras do setor informal, mulheres chefes de família e mulheres em situação de vulnerabilidade.

“O empoderamento da mulher não é apenas uma questão social, é uma estratégia de desenvolvimento nacional”, declarou.

No seu discurso, Assucênia Donate de Barros alertou ainda que um Estado que silencia as suas mulheres enfraquece a própria democracia. “Uma economia que exclui as mulheres cresce pela metade; um Estado que silencia as mulheres enfraquece a sua democracia”, advertiu.

A ministra sublinhou, por fim, que as jornadas devem servir para debater políticas concretas, como a igualdade salarial, o combate à discriminação no local de trabalho, a promoção da liderança feminina, a proteção da maternidade, o combate à violência baseada no género e a inclusão das jovens no mercado de trabalho formal.

GOVERNO AVANÇA COM REVISÃO DO ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PARA REFORÇAR A ÉTICA PROFISSIONAL

Por: Carolina Djemé Jornal Odemocrata  05/03/2026 

A Missão de Revisão do Estatuto Geral dos Funcionários Públicos defendeu a necessidade de reforçar a dimensão da ética, do profissionalismo e do sentido de responsabilidade na prestação de serviços públicos, com base numa aplicação rigorosa da legislação em vigor.

A posição foi tornada pública esta quinta-feira, 5 de março de 2026, pelo coordenador do Projeto de Apoio à Gestão da Administração Pública (PAGAP), Carlos Alberto Kennedy de Barros, à saída de uma audiência com a Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.

Segundo o responsável, a missão, que terá a duração de seis meses, pretende identificar os diferentes atores que intervêm na vida profissional e social da Administração Pública, com particular incidência nos funcionários públicos.

Entre as ações previstas, consta igualmente a análise da situação dos servidores públicos com vínculos precários, bem como a identificação de práticas que possam estar a violar os direitos dos trabalhadores, dos cidadãos e do próprio Estado.

Em declarações à imprensa, Carlos Alberto Kennedy de Barros afirmou que a missão abordou com a ministra a questão da avaliação de desempenho dos servidores públicos, enquanto instrumento essencial para a progressão na carreira e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados.

“O funcionário público deve receber o seu salário após prestar o serviço durante um determinado período. Tem direito à aposentação depois de ter contribuído e à progressão na carreira, que deve ser feita com base numa avaliação”, defendeu.

O coordenador do PAGAP anunciou ainda que a comissão realizará uma radiografia exaustiva da situação da Função Pública, com vista à formulação de recomendações concretas, que serão posteriormente analisadas e, sempre que possível, adotadas pelas entidades competentes.

De acordo com Carlos Alberto Kennedy de Barros, o objetivo central da revisão é contribuir para a transformação da Administração Pública guineense, promover a dignificação dos trabalhadores e criar um ambiente mais equilibrado e funcional entre o Estado, os servidores públicos e o patronato.

Finlândia pondera permitir armas nucleares no seu território... O governo da Finlândia anunciou hoje que está a estudar alterações legislativas para permitir armas nucleares no seu território, alinhando-se com a política de dissuasão da NATO, aliança a que aderiu em 2023.

Por LUSA 

O ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, explicou que a proposta governamental permitirá, no futuro, a introdução, transporte ou posse de armas nucleares no país, desde que relacionadas com a defesa militar da Finlândia.

"Com a proposta do Governo, seria possível, no futuro, trazer uma arma nuclear para a Finlândia, ou transportá-la, entregá-la ou possuí-la no país, caso esteja relacionada com a defesa militar finlandesa", afirmou o governante.

Hakkanen sublinhou que, fora dessa exceção, a importação, o transporte, a entrega e a posse de explosivos nucleares continuariam proibidos.

Segundo o ministro, o ambiente de segurança na Finlândia e na Europa "mudou e deteriorou-se fundamental e significativamente" desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

A Finlândia abandonou a sua política de neutralidade militar, mantida durante décadas, ao aderir à NATO em abril de 2023, decisão que implicou alterações à legislação sobre energia nuclear e ao código penal.

O ministro acrescentou que a maioria dos Estados-membros da Aliança Atlântica não impõe restrições legais à aplicação plena da política de defesa e dissuasão da NATO.

A coligação de direita que governa o país, e que detém maioria parlamentar, indicou que o projeto de lei será colocado em consulta pública até 02 de abril e manifestou expectativa de que possa ser aprovado rapidamente.

Teerão nega ter fechado estreito de Ormuz... O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que Teerão "não tem intenção", nesta fase, de fechar o estreito de Ormuz, mas não descartou essa opção se Israel e os Estados Unidos continuarem a guerra.

Por LUSA 

"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", afirmou Abbas Araghchi ao canal norte-americano NBC News, referindo-se à passagem entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico por onde transita 20% do petróleo bruto mundial.

"Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não tentam atravessá-lo, pois temem ser atingidos por um dos lados", continuou.

Também a missão do Irão na ONU tinha afirmado hoje que as afirmações de que Teerão tinha fechado o estreito de Ormuz eram "infundadas e absurdas", apesar de a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime, ter avisado que os navios que passarem por lá "poderão ser atacados ou afundados".

O estreito de Ormuz e os golfos Pérsico e de Omã foram classificados também hoje como "zona de operações de guerra" pelo setor marítimo, após uma reunião entre sindicatos e empregadores mundiais.

A declaração confere aos tripulantes de navios direitos reforçados, incluindo o de solicitar o repatriamento a expensas do armador, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

A designação responde à "dimensão das perturbações e dos riscos enfrentados pelas tripulações civis na região", explicaram as duas partes num comunicado conjunto, referindo-se a centenas de navios bloqueados devido à guerra no Médio Oriente.

A Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) anunciou hoje que cerca de 20.000 tripulantes e 15.000 passageiros estavam bloqueados no Golfo Pérsico desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

Reino Unido vai deportar estrangeiros com penas suspensas de 12 meses... Imigrantes que tenham sido condenados a uma pena suspensa de pelo menos 12 meses no Reino Unido ou noutro país vão ser expulsos, reforçando regras anteriores para deportar criminosos estrangeiros, anunciou hoje o governo britânico.

Por LUSA 

O Ministério do Interior indicou que, segundo as regras introduzidas hoje, "qualquer criminoso estrangeiro que tenha recebido uma pena suspensa de pelo menos 12 meses -- seja no seu país ou no estrangeiro -- terá a sua autorização de entrada recusada ou revogada, independentemente da data em que o crime foi cometido".

A medida reforça os poderes existentes que permitem ao Reino Unido deportar qualquer pessoa condenada a 12 meses ou mais de prisão.

O Ministério do Interior tinha anunciado em maio passado que iria reduzir os critérios para que criminosos estrangeiros fossem considerados para deportação. 

Estatísticas publicadas na semana passada revelaram que o número de criminosos portugueses deportados do Reino Unido subiu 68% em 2025 (141) relativamente a 2024 (84).

O Governo britânico determinou ainda que "qualquer imigrante que queira estabelecer-se no Reino Unido deve cumprir determinados requisitos de caráter, incluindo um registo criminal limpo".

"Todas as semanas, aviões partem deste país para repatriar aqueles que não têm direito de estar aqui", afirmou hoje a ministra do Interior, Shabana Mahmood, num discurso em Londres sobre reformas no sistema de imigração. 

Segundo a ministra, o executivo tem "parcerias" com países para deportar não só requerentes de asilo, mas também pessoas em situação ilegal e "criminosos estrangeiros", que "estão a ser removidos deste país a uma taxa muito superior" à dos governos anteriores.

Em novembro, Mahmood ameaçou suspender todos os vistos para Angola, Namíbia e República Democrática do Congo, a menos que os governos desses países concordassem em receber de volta imigrantes ilegais.  

Durante o discurso de hoje, a ministra comprometeu-se a retirar o apoio financeiro e o alojamento a requerentes de asilo que infrinjam a lei ou sejam apanhados a trabalhar ilegalmente. 

Atualmente, o Reino Unido é legalmente obrigado a apoiar os requerentes de asilo e a fornecer-lhes alojamento.

A ministra anunciou também que vai deixar de conceder vistos de estudo a afegãos, camaroneses, birmaneses e sudaneses, alguns vistos de trabalho a afegãos e entrada sem visto a visitantes da Nicarágua e Santa Lucia devido ao alegado aumento de abusos.

Em novembro, o Governo trabalhista britânico anunciou uma ampla reforma da política de asilo, para desencorajar a chegada de migrantes que atravessam o Canal da Mancha, que liga o sul de Inglaterra ao norte de França, em pequenas embarcações.

A reforma, cujas disposições ainda têm de ser votadas no parlamento, estipula, principalmente, que os refugiados terão de esperar 20 anos antes de poderem solicitar residência permanente.

Desde segunda-feira, o estatuto de refugiado no Reino Unido passou a ser concedido por um período renovável de 30 meses, em vez dos cinco anos anteriores, a todos os novos requerentes.


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Nenhum país do mundo conseguiu garantir a total igualdade de direitos entre homens e mulheres. A denúncia é das Nações Unidas, que indica que a situação é especialmente grave nas zonas de conflito.