terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O Ilídio Vieira Té, Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, preside neste momento à reunião do Conselho de Ministros.

Rússia acusa Paris e Londres de querer dar "bomba nuclear ou suja" a Kyiv... Os serviços de informação russos acusaram hoje a França e o Reino Unido de "trabalharem ativamente" para entregar à Ucrânia "uma bomba nuclear, ou pelo menos uma 'bomba suja'" para favorecer o país nas negociações de paz.

© Getty Images    Lusa    24/02/2026 

Em comunicado divulgado hoje, dia em que se assinala o quarto aniversário do início da invasão russa do país europeu, o Serviço de Informações Estrangeiras da Rússia (SVR) afirmou que a medida indica que França e Reino Unido "reconhecem que a situação atual na Ucrânia não permite alcançar a tão desejada vitória sobre a Rússia".

No entanto, "as elites britânicas e francesas não estão preparadas para aceitar a derrota", considerou.

Uma "bomba suja" é uma arma que combina explosivos convencionais (como dinamite) com material radioativo e ao contrário de uma bomba atómica, não gera uma explosão nuclear, visando antes espalhar radiação para contaminar uma área.

Segundo o SVR, os dois países ocidentais "acreditam que a Ucrânia deveria ser equipada com 'Wunderwaffe' - um termo que significa "arma maravilhosa" e era utilizado pela Alemanha nazi durante a II Guerra Mundial para descrever as armas entregues ao seu exército".

A Alemanha, adiantou a mesma fonte, "recusou sabiamente participar nesta perigosa aventura", enfatizou o SVR, acrescentando entregar estas armas e sistemas de lançamento a Kyiv "implica a transferência secreta de componentes, equipamentos e tecnologia europeus".

O organismo de informações secretas garantiu que as opções que estão a ser consideradas passam por entregar "a ogiva nuclear francesa TN75 e o míssil balístico lançado por um submarino M51.1", sublinhando que "os britânicos e os franceses reconhecem que os seus planos constituem uma violação flagrante do direito internacional, particularmente do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP)".

O SVR sublinhou ainda que estes países "estão a concentrar os seus esforços em fazer com que a aquisição de armas nucleares pela Ucrânia pareça ser o resultado do próprio desenvolvimento ucraniano", alertando que "estes planos extremamente perigosos de Londres e Paris demonstram que perderam completamente o contacto com a realidade".

Os dois países "esperam, em vão, esquivar-se à sua responsabilidade, especialmente porque tudo o que é secreto virá inevitavelmente ao de cima", adiantou o SVR.

"Há muitas pessoas sensíveis nos círculos militares, políticos e diplomáticos do Reino Unido e da França que compreendem o perigo que as ações imprudentes dos seus líderes representam para o mundo inteiro", concluiu o relatório.

A invasão da Ucrânia pela Rússia começou há exatamente quatro anos, quando Moscovo lançou uma ofensiva em larga escala por terra, ar e mar, visando inicialmente tomar a capital, Kyiv.

O Presidente, Vladimir Putin, denominou a ação de "Operação Militar Especial", mas o conflito tornou-se no maior confronto militar na Europa desde a II Guerra Mundial.


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O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu hoje à União Europeia (UE) para fixar uma data para a adesão do país ao bloco e manter a pressão sobre Moscovo com sanções.

GUERRA NA UCRÂNIA: "Difícil confirmar se africanos são recrutados pelo governo russo"... O investigador Denys Reva declarou à Lusa que é difícil saber se o recrutamento de soldados africanos para lutarem contra a Ucrânia é feito pelo Governo russo ou se é realizado por atores privados que "se aproveitam da situação".

© Shutterstock   Lusa   24/02/2026 

O especialista do Instituto de Estudos de Seguraça (ISS, na sigla em inglês) explicou que, independentemente de quem conduz formalmente o processo, "o beneficiário final, claro, é o governo russo e as forças militares russas".

Reva recordou que há relatos recentes que apontam para mais de dois mil africanos envolvidos na guerra do lado russo.

"Houve recentemente um relatório (...) de que mais de 2.000 africanos foram alistados ou estavam a participar na guerra contra a Ucrânia do lado russo", afirmou, acrescentando que um relatório divulgado no Parlamento queniano indicou que "houve mais de 1.000 quenianos que foram recrutados para a guerra".

Segundo o analista, a Rússia enfrenta uma necessidade constante de reforçar as tropas na linha da frente, pois estes soldados são os que "sofrem o maior número de baixas".

Perante este cenário, Moscovo terá intensificado o recrutamento no estrangeiro.

A estratégia passa, segundo Reva, por promessas financeiras atrativas, que podem chegar aos dois mil euros mensais.

O investigador referiu ainda que os recrutadores visam maioritariamente homens jovens, mas também ex-militares.

"Temos visto antigos soldados a serem visados por estes recrutadores. Por exemplo, nos Camarões (...) houve relatos destes soldados (...) a deixarem o exército camaronês e a inscreverem-se no exército russo, por causa das vantagens" apresentadas, indicou.

Quanto à distinção entre exército regular e milícias privadas, Reva considerou-a pouco relevante na prática.

"Tecnicamente, eu não diria que existe uma distinção entre milícias privadas e o exército russo. (...) Especialmente nas linhas da frente", afirmou, lembrando que Moscovo tem alegado, em alguns casos, que certos estrangeiros integravam estruturas privadas e não o exército regular.

Há também relatos de engano e coação.

"Há relatos de pessoas a quem foi prometido essencialmente um emprego. Elas chegaram à Rússia, assinaram um contrato em russo, sem compreenderem o que assinaram. E depois dizem-lhes que, afinal, acabaram de se oferecer como voluntários para ir para as linhas da frente", relatou.

Para o especialista, os voluntários estrangeiros têm pouca proteção legal.

"Uma vez assinado o contrato, está-se um pouco à mercê do exército russo", afirmou, acrescentando que, ao contrário dos cidadãos russos, não crê que "os voluntários estrangeiros recebam o mesmo nível de apoio legal".

Entre os problemas reportados estão falta de treino, retenção de salários e ausência de compensações às famílias em caso de morte.

Questionado sobre o impacto diplomático, Reva considerou que, para já, não são previsíveis consequências significativas.

"Penso que, por enquanto, não veremos um recuo assinalável ou uma consequência negativa resultante destas ações", afirmou, admitindo, contudo, que a médio e longo prazo o tema poderá criar tensões, sobretudo se surgirem provas de corrupção ou envolvimento institucional.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


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Pelo menos dois cidadãos angolanos foram recrutados pela Rússia para combater contra a Ucrânia, numa lista que contempla 1.417 africanos, segundo os dados publicados este mês pela Organização Não-Governamental (ONG) INPACT.


 

Mulher evita relações sexuais? Pode ser esta a (complexa) explicação... O vaginismo é a disfunção sexual que pode estar a condicionar a sua relação! Falámos com uma especialista em ginecologia para a rubrica O Médico Explica deste mês e percebemos em que consiste esta condição. Entenda as causas e como pode procurar ajuda.

© Shutterstock   Inês Morais Monteiro   noticiasaominuto.com   24/02/2026 

O que poderá explicar a falta de vontade ou receio da mulher no momento de ter relações sexuais?

Durante muitos anos a saúde mental, bem como a vaginal, foram colocadas numa posição frágil e parcialmente esquecida. Desde então, a tendência para explicar determinados fenómenos do corpo feminino é também pouco informada.

Os parceiros reclamam e, inevitavelmente, este tende a ser mais um tabu nas relações, ou nalguns casos, desconhecimento de ambas as partes.

Numa entrevista exclusiva para a rubrica O Médico Explica do Lifestyle ao Minuto, falámos com Isabel Hermenegildo, a presidente da Comissão de Ginecoestética da Sociedade Portuguesa de Medicina Estética.

Esta especialista em ginecoestética desdobrou o estigma associado a essa "falta de vontade das mulheres" e explicou que este se prende, na verdade, com uma condição que pode afetar tanto a vida íntima, como emocional e relacional de muitas mulheres: O vaginismo.

Atualmente, segundo o DSM-5, este problema integra a categoria de “Perturbação de Dor Genito-Pélvica/Penetração”, isto é, é reconhecido como uma disfunção sexual com componentes físicos e psicológicos.

A incidência real do número de pessoas que sofre desta patologia, segundo Isabel Hermenegildo é difícil de determinar, visto que "muitos casos não são diagnosticados".

Em Portugal, cerca de 6,6% das mulheres relataram sintomas compatíveis com vaginismo em inquéritos sobre função sexual. "É um número provavelmente subestimado" desta "condição complexa em que corpo e mente dialogam de forma intensa", acrescenta.

Causas do vaginismo

Entre as causas físicas estão:

  • Infeções vaginais recorrentes
  • Endometriose
  • Secura vaginal
  • Cicatrizes (episiotomia, cirurgia pélvica)
  • Vulvodínia ou vestibulodínia
  • Défices hormonais (estrogénio/testosterona)
  • Malformações congénitas

Entre os fatores psicológicos e emocionais:

  • Medo da dor
  • Ansiedade associada à penetração
  • Educação sexual repressiva ou culpa
  • Experiências sexuais negativas ou trauma
  • Stress relacional
  • Falta de informação anatómica

Leia abaixo a entrevista completa.

O que é o vaginismo?

O vaginismo é uma disfunção sexual caracterizada pela contração involuntária dos músculos do pavimento pélvico, sobretudo do músculo pubococcígeo, quando há tentativa de penetração vaginal. Essa contração não é voluntária, acontece de forma reflexa, mesmo quando a mulher deseja a penetração.

Pode provocar dor, ardor ou tornar impossível a introdução de pénis, dedos, tampões ou mesmo do espéculo ginecológico.

Quais são as causas do vaginismo?

As causas são geralmente multifatoriais, combinando fatores físicos, psicológicos e sociais.

Entre as causas físicas estão as infeções vaginais recorrentes, endometriose, secura vaginal, cicatrizes (episiotomia, cirurgia pélvica), vulvodínia ou vestibulodínia, défices hormonais (estrogénio/testosterona), malformações congénitas

Já entre os fatores psicológicos e emocionais estão o medo da dor, a ansiedade associada à penetração, uma educação sexual repressiva ou culpa, experiências sexuais negativas ou trauma, stress relacional e falta de informação anatómica

Há diferentes tipos de vaginismo? Quais são as diferenças?

Sim. Existe o primário (a mulher nunca conseguiu ter penetração desde o início da vida sexual) e o secundário (surge após um período em que a penetração era possível e indolor). 

Quanto à extensão do vaginismo, pode ser total ou global (a penetração é impossível), parcial (a penetração é possível, mas dolorosa) ou situacional (ocorre apenas em determinadas circunstâncias ou com determinados estímulos).Há ainda classificações por grau de severidade, que ajudam a orientar o tratamento.

Quão comum é o vaginismo entre mulheres?

A incidência real é difícil de determinar, porque muitos casos não são diagnosticados. Em Portugal, cerca de 6,6% das mulheres relataram sintomas compatíveis com vaginismo em inquéritos sobre função sexual. É um número provavelmente subestimado.

Quem tem mais probabilidade de ter vaginismo? 

Pode surgir na adolescência ou início da idade adulta. Estudos clínicos indicam início por volta dos 19 anos, com uma parte significativa antes dos 18 anos.

Mas também pode aparecer mais tarde, após parto, cirurgia, infeção dolorosa, experiência sexual traumática, procedimentos urogenitais dolorosos, radioterapia ou quimioterapia. Ou seja, não é uma condição exclusiva da juventude.

E nas mulheres mais jovens acontece porquê?

Nas mais jovens, é frequentemente associado a:

Medo da dor na primeira relação

Falta de educação sexual clara

Crenças negativas ou culpabilizantes sobre sexualidade

Ansiedade antecipatória

Trauma sexual, educação repressiva, culpa associada à sexualidade e ansiedade intensa são fatores reconhecidos como possíveis desencadeadores.

Mas nem todas as mulheres com esses antecedentes desenvolvem vaginismo. É sempre um fenómeno multifatorial.

Porque é que as mulheres demoram a procurar ajuda?

Ainda é tabu. Muitas mulheres sentem vergonha, outras acreditam que seja normal doer. Também há quem pense ser caso único e evita exames ginecológicos por medo. No entanto, o silêncio acaba por prolongar o sofrimento.

As redes sociais ajudam ou atrapalham, no que respeita a este tema e sobre saúde sexual feminina?

Podem ajudar ao normalizar o tema e na partilha de experiências. Ver outras mulheres a falar sobre isso reduz o isolamento. Mas também podem desinformar, simplificar em excesso ou promover soluções milagrosas que não substituem acompanhamento clínico. Como em quase tudo, informação qualificada faz toda a diferença.

Como é feito o diagnóstico? Existem exames específicos?

O diagnóstico baseia-se em história clínica detalhada (médica, psicossocial e sexual), entrevista sobre sintomas e contexto, e exame ginecológico suave, quando tolerável. Não existe um exame específico único que detete vaginismo. O diagnóstico é clínico.

Como o vaginismo afeta a vida sexual?

Pode impedir completamente a penetração ou torná-la dolorosa.

Como consequências frequentes, as mulheres podem sentir frustração, evitar a intimidade, conflito relacional, sentimento de falha ou inadequação, e ansiedade crescente associada ao sexo.

Em alguns casos, é também causa de casamento não consumado.

O vaginismo tem cura? 

Sim, tem tratamento e, na maioria dos casos, tem resolução.

Quanto tempo, em média, demora o tratamento?

A duração varia consoante a gravidade, causas associadas e adesão ao tratamento. Pode demorar semanas ou vários meses. Casos mais complexos ou refratários podem exigir intervenções adicionais.

Quais são os tratamentos mais eficazes?

O tratamento é sempre multidisciplinar, não é um problema para resolver só no consultório do ginecologista. 

Pode envolver médico especialista em dor pélvica, ginecologista, psicoterapeuta e fisioterapeuta do pavimento pélvico. As estratégias incluem terapia cognitivo-comportamental, reabilitação do pavimento pélvico, treino de controlo muscular, dessensibilização vaginal gradual com dilatadores, e em casos selecionados, toxina botulínica.

O parceiro deve participar de alguma forma no processo terapêutico?

Idealmente, sim. O tratamento deixa de ser um problema da mulher e passa a ser um processo partilhado. A participação do parceiro pode ajudar a reduzir a ansiedade, melhora a comunicação entre o casal, aumenta a compreensão mútua e diminui a pressão associada à penetração.

VOLODYMYR ZELENSKY: "Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o líder da Rússia Vladimir Putin não alcançou os objetivos de guerra na Ucrânia, quatro anos após a invasão russa do país.

© Yauhen Yerchak/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  24/02/2026 

"Putin não alcançou os seus objetivos. Não quebrou o povo ucraniano. Não ganhou esta guerra", disse Zelensky, numa mensagem vídeo, gravada no 'bunker' do gabinete presidencial ucraniano.

"Preservámos a Ucrânia e tudo faremos para alcançar a paz e para que a justiça seja feita. Queremos paz, uma paz forte, digna e duradoura", acrescentou o chefe de Estado.

O líder recordou uma conversa telefónica que teve, em 24 de fevereiro de 2022, com o então Presidente dos EUA, Joe Biden, na qual lhe disse que não fugiria da Ucrânia e que precisava de armas.

"Falei com o Presidente Biden aqui, e também o ouvi dizer: 'Volodymyr, há perigo, precisas de sair da Ucrânia urgentemente. Estamos prontos para te ajudar com isso'. E eu respondi que precisava de armas, não de um táxi", disse Zelensky.

Os presidentes do Conselho Europeu e da Comissão Europeia deslocam-se hoje a Kyiv para assinalar o quarto aniversário da guerra, enquanto o Parlamento Europeu organiza uma sessão plenária extraordinária em Bruxelas.

António Costa e Ursula von der Leyen, que no ano passado já se tinham deslocado à Ucrânia em 24 de fevereiro, vão participar na cerimónia memorial oficial em Kyiv e visitar uma infraestrutura energética bombardeada pela Rússia, antes de se reunirem com Zelensky.

Vão também participar, a partir de Kyiv, numa reunião da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia, convocada pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, a decorrer por videoconferência.

No entanto, ao contrário do ano passado, em que Von der Leyen aproveitou a ida a Kyiv para anunciar um novo financiamento de 3,5 mil milhões de euros à Ucrânia, desta vez os dois líderes vão chegar à capital ucraniana com um revés e poucos anúncios previstos.

Na segunda-feira, devido à oposição da Hungria, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE não conseguiram aprovar o 20.º pacote de sanções à Rússia, preparado precisamente para assinalar o quarto aniversário da guerra.

Da mesma maneira, a Hungria ameaçou bloquear um empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, o que, a verificar-se, pode deixar Kyiv sem o financiamento necessário para aguentar o esforço de guerra a partir da primavera.

Em Bruxelas, o Parlamento Europeu decidiu também organizar uma sessão plenária extraordinária para assinalar o quarto aniversário da guerra, agendada para as 10h15 (09h15 em Lisboa) e com uma duração de cerca de uma hora.

A sessão vai começar com um discurso de Zelensky, feito por vídeo, passando depois os eurodeputados a debater a guerra e o apoio da UE à Ucrânia, antes de votarem uma resolução.

Por sua vez, a NATO também vai assinalar o quarto aniversário da guerra na Ucrânia com uma cerimónia no quartel-general da organização, em Bruxelas, que contará com declarações do secretário-geral da Aliança, Mark Rutte.

A Amnistia Internacional (AI) afirmou na segunda-feira que o povo ucraniano "suportou mais um ano de agressão" em grande escala, o mais devastador até agora em consequências humanitárias e o mais mortífero em vítimas civis desde 2022.

México mobiliza 10.000 soldados para acabar com violência após morte de "El Mencho"... Violência já causou dezenas de mortos

Por  cnnportugal.iol.pt

O México mobilizou 10.000 soldados na região oeste do seu território para conter a violência desencadeada pela morte do barão das drogas mais procurado do país, que já causou dezenas de mortos.

Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho, líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), foi ferido no domingo durante uma operação militar na cidade de Tapalpa, no Estado de Jalisco (oeste), e morreu durante o transporte de avião para a Cidade do México, segundo o exército.

O anúncio da sua morte provocou uma reação violenta do cartel, cujos alegados membros bloquearam estradas, incendiaram veículos, atacaram postos de gasolina, estabelecimentos comerciais e bancos, e confrontaram as autoridades em 20 Estados mexicanos.

Durante a operação militar e os confrontos que se seguiram, 25 membros da guarda nacional, assim como um agente de segurança e um responsável do ministério público foram mortos, bem como 46 membros do cartel, indicaram as autoridades.

Na capital, Cidade do México, nenhum ato de violência foi reportado.

O governo anunciou hoje o envio de mais 2.500 militares para Jalisco, elevando para 10.000 o número de elementos das Forças Armadas mobilizados desde domingo.

As autoridades esperam pôr rapidamente fim aos distúrbios, a quatro meses do Mundial de Futebol de 2026, coorganizado com os Estados Unidos e o Canadá, e do qual Guadalajara, capital do Estado de Jalisco, será uma das cidades-sede.

"O país está em paz, está calmo", assegurou hoje a presidente Claudia Sheinbaum, indicando que já não havia mais bloqueios nas estradas.

Mas a agência de notícias francesa AFP observou alguns perto de Guadalajara e do local da operação contra o chefe de uma das organizações criminosas mais poderosas do mundo.

"Está tranquilo, mas bem (...) ainda não quero sair", declarou à AFP Serafín Hernandez, um camionista de Morelia, no oeste do país, dizendo temer que o seu veículo fosse incendiado.

"Temos medo, acredito que toda a sociedade tem medo", sobretudo "as pessoas que vão trabalhar", acrescentou Angel Gonzalez, um taxista de 45 anos.

Em Guadalajara, as ruas estavam meio desertas e a maioria das lojas continuaram fechadas hoje.

"A situação é um pouco crítica, mal abriram algumas lojas (...) A minha família não saiu hoje", disse Jorge Martinez à AFP, um reformado de 70 anos que arriscou fazer compras numa farmácia.

Nemesio Oseguera foi considerado o último dos grandes padrinhos desde a captura dos fundadores do cartel rival de Sinaloa, Joaquín Guzmán "El Chapo", e Ismael "Mayo" Zambada, presos nos Estados Unidos.

À frente do CJNG, qualificado em 2025 como "organização terrorista" pelos Estados Unidos, que o acusam de tráfico de cocaína, heroína, metanfetamina e fentanil, era um dos barões da droga mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam até 15 milhões de dólares pela sua captura.

Uma das suas companheiras foi um elemento-chave para o localizar, explicou em conferência de imprensa o secretário da Defesa Nacional, Ricardo Trevilla.

Forças especiais do exército mexicano cercaram o local onde ele se encontrava e foram alvo de tiros por parte dos homens armados responsáveis pela sua segurança, explicou.

A presidente Claudia Sheinbaum tinha anteriormente confirmado que não houve "participação das forças dos Estados Unidos na operação", mas "muito intercâmbio de informações".

O corpo de Oseguera foi formalmente identificado pelo seu ADN e será entregue à sua família, precisou o secretário de Segurança, Omar Garcia Harfuch.

 Oseguera "não tinha sucessores evidentes", pelo que poderão ocorrer cisões no seio do CJNG, estima Gerardo Rodriguez, especialista em segurança na Universidade das Américas em Puebla, entrevistado pela AFP.


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A ilha de Cuba está sob embargo há mais de 60 anos, mas depois da pandemia e, agora, sem a ajuda do regime venezuelano, o turismo, que é o sustento do país, entrou em colapso. O regime como o conhecemos está cada vez mais perto da derrota. Acabada a ditadura, o que se segue? À procura de resposta, neste Expresso da Manhã, Paulo Baldaia conversa com a jornalista Catarina Maldonado Vasconcelos

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Trump nega desentendimento com o seu chefe do Estado-Maior sobre Irão... O presidente norte-americano, Donald Trump, negou hoje as notícias veiculadas nos media de que o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, Dan Caine, o teria advertido contra uma intervenção militar em grande escala no Irão.

Por  LUSA  23/02/2026

"O general Caine, como todos nós, preferia não ver uma guerra, mas se fosse tomada a decisão de intervir militarmente contra o Irão, acredita que seria algo fácil de vencer", garantiu o chefe de Estado norte-americano na sua rede social, a Truth Social.

Não falou sobre não atacar o Irão, nem sobre ataques limitados, como foi falsamente noticiado e sobre o qual tenho lido", insistiu Trump.

O republicano reagiu desta forma às notícias de que Caine "é contra uma guerra com o Irão".

"Isto é 100% incorreto", frisou, antes de lembrar que Caine comandou a operação na qual os bombardeiros B-2 destruíram instalações nucleares iranianas em junho.

Vários órgãos de comunicação social norte-americanos, citando fontes ligadas ao processo, noticiaram que Caine alertou Trump de que o ataque ao Irão acarreta sérios riscos, particularmente o potencial para um impasse prolongado e baixas norte-americanas.

"Caine é um grande lutador e representa as forças armadas mais poderosas do mundo (...). Só sabe uma coisa: como vencer. E se receber ordens, estará no comando", enfatizou Trump.

O presidente norte-americano reiterou que é ele próprio quem "toma a decisão".

"Preferia chegar a um acordo do que não chegar, mas se não chegarmos, será um dia muito sombrio para aquele país e, infelizmente, para o seu povo, porque são grandiosos e maravilhosos, e nada disto lhes deveria acontecer", concluiu.

Donald Trump ordenou um destacamento naval e aéreo maciço no Médio Oriente e Teerão tem reiterado estar preparado para responder a qualquer intervenção militar norte-americana.

Os dois países realizaram a 17 deste mês, na Suíça, uma segunda sessão de negociações indiretas, através de mediação de Omã, num contexto de tensões acrescidas na região, para onde Washington enviou dois porta-aviões.

Novas conversações, confirmadas pelo Irão e por Omã, mas não pelos Estados Unidos até ao momento, estão previstas para quinta-feira.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, lidera as negociações pelo lado iraniano, enquanto os Estados Unidos estão representados pelo enviado Steve Witkoff e pelo genro do Presidente norte-americano, Jared Kushner.

Estas novas tensões entre Washington e Teerão surgiram após a repressão de um vasto movimento de contestação no Irão. Donald Trump prometeu então prestar "apoio" ao povo iraniano.

Pela primeira vez desde esses protestos, ouviram-se novamente nos últimos dias, em várias cidades iranianas, palavras de ordem apelando à morte do líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei.

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, apelou hoje a uma "solução diplomática", numa altura em que o Irão "se encontra no ponto mais fraco de sempre".

O receio de uma eventual intervenção militar norte-americana no Irão levou vários países a exortar os seus cidadãos a abandonarem o país, como a Índia, que anunciou hoje essa decisão.


Leia Também: Trump avisa que discurso do Estado da União na 3.ª-feira "será longo"

O presidente norte-americano, Donald Trump, advertiu hoje que o seu discurso sobre o Estado da União na terça-feira será longo, por ter "muito a dizer" sobre a situação do país, após o recorde estabelecido no ano passado.


Explosão junto a estação de Moscovo faz dois mortos (um é polícia)... Um polícia morreu e dois ficaram feridos depois de uma explosão perto da estação de comboios Savelovsky, em Moscovo, na Rússia. Autor do ataque colocou um engenho explosivo num carro da polícia.

Por noticiasaominuto.com 23/02/2026

Duas pessoas morreram ao início da madrugada de terça-feira em Moscovo, na Rússia - final de segunda-feira em Portugal -, na sequência de uma explosão. Uma das vítimas mortais é um polícia e o outro é o responsável pela explosão.

De acordo com a agência russa Tass, dois outros agentes ficaram feridos. Segundo é explicado, o suspeito colocou um engenho explosivo num carro da polícia.

As imagens de vigilância já foram analisadas e, de acordo com as autoridades, foi possível perceber que uma das vítimas mortais foi o autor desta explosão.

Foi aberta uma investigação e, no local, está um grande aparato policial.

Uma outra viatura da polícia foi atingida, tal como se pode ver nas imagens abaixo.

Assinalam-se, na terça-feira, quatro anos desde que a Ucrânia resiste há a bombardeamentos diários, apagões acumulados, ofensivas terrestres em desvantagem militar, enquanto a Rússia mantém o propósito de vergar a Ucrânia, apesar de mais de um milhão de baixas, das sanções internacionais e de uma economia estagnada e em risco de declínio.

Quase quatro anos após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se, na semana passada, conversações diretas entre Moscovo e Kyiv, mediadas por Washington, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.

Naquele que é o mais grave conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial, as negociações continuam bloqueadas pela exigência russa de que Kyiv se retire do Donbass, região industrial no leste da Ucrânia atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.


Leia Também: Guterres considera 4 anos de guerra "mancha na consciência coletiva"

O secretário-geral da ONU considerou hoje os quatro anos de guerra na Ucrânia como "uma mancha na consciência coletiva" e uma ameaça à paz e à segurança regional e internacional


A nova Presidente da CNE, Carmem Isaura Lobo, tomou posse esta segunda-feira, numa cerimónia presidida por Tomás Djassi. O ato marca o início das suas funções à frente do órgão responsável pela organização e supervisão dos processos eleitorais no país.

BOMBEIROS DEFENDEM ENCERRAMENTO DO MERCADO DE BANDIM POR FALTA DE SEGURANÇA

Por RSM 23 02 2026

O Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros defendeu o encerramento do Mercado de Bandim, em Bissau, alegando elevados riscos de insegurança para comerciantes e utentes devido à falta de condições estruturais e elétricas adequadas.

A posição foi tornada pública esta segunda-feira pelo comandante da corporação, Francisco Correia, durante o programa Nô Segurança da Rádio Sol Mansi, dedicado ao tema “Eletrificação Segura”.

Segundo o responsável, o Mercado de Bandim não dispõe de infraestruturas seguras nem de instalações elétricas controladas, o que coloca em risco os comerciantes e utentes.

“Estar no Mercado de Bandim é como estar num armazém de munições, porque não só em termos de eletrificação, mas também de organização, o mercado não oferece condições de segurança”, alertou Francisco Correia.

Além do mercado, o comandante defendeu a necessidade de reorganização e reconstrução do Bairro de Mindara, com respeito às normas de segurança, de forma a garantir melhores condições para os moradores e comerciantes.

“Se a Guiné-Bissau fosse tranquila o Bairro de Mindara deveria ser reconstruído para organizar melhor o mercado respeitando as normas de segurança exigida”, salientou o Comandante.

Francisco Correia alertou ainda que muitas construções no país são feitas sem fiscalização da Proteção Civil, contrariando a legislação que exige análise prévia dos projetos para garantir segurança estrutural e elétrica, uma vez que a falta de controlo aumenta o risco de incêndios e outros acidentes.

“Maioria das plantas de construções não é do conhecimento do Bombeiro mas está na lei para proteção Civil analisar as plantas e dar orientações em termos de segurança e de eletrificações para evitar o perigo”, salientou Correia.

O comandante sublinhou que a adoção de medidas preventivas e o cumprimento das normas de segurança são essenciais para evitar tragédias e proteger vidas e bens na Guiné-Bissau.

Estas pessoas nunca devem fazer jejum intermitente. Saiba o motivo... Uma nutricionista revela as pessoas que nunca deviam optar por este regime alimentar. Podem estar a correr riscos, o que pode ser perigoso. Veja se está num destes grupos e o que está em causa.

Por noticiasaominuto.com 

O jejum intermitente é bastante popular, mas a verdade é que nem todas as pessoas deviam fazê-lo. Existem quem esteja a correr riscos sérios e o melhor é optar por outro tipo de solução se o objetivo passa por perder peso e controlar melhor os alimentos que são consumidos.

Ana Reisdorf é nutricionista e ao website Eat This, Not That revelou que grupos de pessoas devem evitar o jejum intermitente. Acaba por estar várias horas sem comer, mas também com uma ingestão de calorias mais reduzida, o que pode ser perigoso. 

Jejum intermitente: Quem deve evitar?

Apesar de ser um regime que pode trazer resultados positivos, poderá ser problemático para certos tipos de pessoas. Veja quem deve evitar e os riscos que estão em causa.

1- Pessoas com mais de 40 anos

“Para pessoas na faixa dos 40, 50 anos ou mais, o jejum intermitente pode dificultar as metas e necessidades diárias de proteína, o que pode levar a uma maior perda de massa muscular. Isso é preocupante, já que a massa muscular diminui naturalmente com a idade. Além disso, pode reduzir a taxa metabólica e aumentar o cortisol.”

2- Mulheres na menopausa

“Pessoas com alterações hormonais, seja menopausa ou perimenopausa, alto nível de stress ou que usam GLP-1, o jejum pode fazer com que a ingestão de calorias e proteínas caia muito, o que aumenta a fadiga, a perda muscular e as hormonas.”

3- Diabéticos e não só

“Mulheres na menopausa, pessoas com diabetes ou com necessidades nutricionais especiais, como atletas, têm maior probabilidade de ter efeitos negativos devido ao jejum. Estes grupos têm necessidades proteicas maiores, desequilíbrios hormonais e não podem dar-se ao luxo de consumir menos proteína do que o necessário.”

4- Mulheres que não consomem calorias suficientes

“Muitas pessoas não percebem que não estão a consumir o suficiente por causa do jejum intermitente até se sentirem exaustas, o cabelo começar a cair, perderem massa muscular ou a perda de peso estagnar completamente.”

5- Pessoas com comportamento obsessivos

“O jejum intermitente normalmente aumenta os pensamentos obsessivos sobre comida, a compulsão alimentar como efeito e o pensamento do tudo ou nada em relação aos hábitos alimentares. Para alguns, o jejum intermitente piora esta mentalidade de tudo ou nada.”

Jejum intermitente para perder peso? Estudo põe em causa eficácia

Quer perder peso e está a fazer jejum intermitente? Segundo um novo estudo esta pode não ser a melhor opção. A investigação apontou algumas falhas neste tipo de dieta que podem não trazer tantos resultados como se pensava.

“O jejum intermitente não é uma solução milagrosa, mas pode ser uma opção entre várias para o controlo de peso”, revela Luis Garegnani, um dos autores realizado pelo Centro Cochrane, do Hospital Italiano de Buenos Aires, na Argentina.

“O jejum intermitente provavelmente produz resultados semelhantes às abordagens dietéticas tradicionais para a perda de peso. Não parece ser claramente melhor, mas também não é pior”, continua o especialista.

No jejum intermitente acaba por existir uma restrição de alimentos em certa alturas do dia. Tem vindo a ganhar alguma popularidade no que diz respeito à perda de peso, à melhoria da condição física e até no retardar do envelhecimento. A investigação do Centro Cochrane analisou ensaios clínicos de quase duas mil pessoas. Foram avaliadas diferentes dietas.


Mesmo seguindo uma dieta, há quem não consiga perder peso com a rapidez e a facilidade que gostaria. Segundo os médicos, há várias razões que poderão explicar isto. Saiba quais são.


PM de transição da Guiné-Bissau desmente corte de relações com Banco Mundial... O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, desmentiu hoje que haja corte de relações entre o Banco Mundial e o país e afirmou que existe "uma cooperação técnica e avaliação normal" com os parceiros financeiros internacionais.

Por LUSA 

O governante falava aos jornalistas guineenses num balanço dos primeiros 100 dias do Governo de transição, instituído com o golpe de Estado militar de 26 de novembro passado.

Entre várias considerações, Vieira Té afirmou que o Governo não consegue resolver, em 100 dias, os "problemas estruturantes de décadas" que a Guiné-Bissau tem, mas afirmou que o executivo já demonstrou "o caminho que quer seguir".

Um dos caminhos, disse Té, é a melhoria das relações com os parceiros internacionais, nomeadamente com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e com o Banco Mundial.

O Banco Mundial anunciou, em janeiro, que tinha suspendido todas as operações e financiamentos à Guiné-Bissau, no seguimento do golpe de Estado de final de novembro, e que estava a "monitorizar atentamente" a situação no país.

"O Grupo Banco Mundial está a monitorizar atentamente a situação na Guiné-Bissau", disse uma fonte oficial em resposta a questões da Lusa, nas quais confirma que os desembolsos e os projetos foram suspensos neste país lusófono africano.

"Não existe o abandono da Guiné-Bissau por parte do Banco Mundial. Existe cooperação técnica e avaliação normal entre parceiros internacionais", disse hoje o primeiro-ministro guineense.

Ilídio Vieira Té referiu-se também ao FMI para destacar a recente avaliação do desempenho macroeconómico do país feita pelo Fundo, em que a Guiné-Bissau alcançou recentemente um acordo técnico que vai permitir ao país receber um desembolso de 3,3 milhões de dólares.

O acordo, no âmbito do programa de ajustamento financeiro, está ainda sujeito à aprovação da direção da instituição.

Há um mês, o FMI anunciou que estava a "reavaliar o programa de assistência financeira à Guiné-Bissau, em curso desde 2023, aprovado no final de janeiro desse ano, num total de 37,9 milhões de dólares (32,6 milhões de euros), e aumentado no final desse ano para cerca de 53 milhões de dólares (46 milhões de euros).

Deste valor, a Guiné-Bissau já recebeu cerca de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) desde o início do programa.

Ilídio Vieira Té destacou ainda que o Governo de transição vai continuar com a política de pagamento presencial dos salários aos funcionários públicos, após a experiência com os trabalhadores do Ministério da Educação.

O primeiro-ministro do Governo de transição reconheceu que o executivo trabalha sob "enorme pressão de não falhar com os guineenses", mas tudo fará para garantir a estabilidade institucional fazendo ajustes no elenco "só se forem necessários".

A autoridade do Estado será preservada pelo Governo, disse Ilídio Vieira Té, para quem a instrumentalização política e a divisão étnica serão combatidos na Guiné-Bissau que, disse, não poderá olhar pela sua diversidade como uma ameaça.

O governante reiterou que o país se auto suspendeu na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) por não ser obrigado a manter-se numa organização que não respeita a Guiné-Bissau.

"Quem não nos respeita não somos obrigados a respeitar essa instituição, enquanto Estado soberano", declarou.

 Em relação às eleições legislativas e presidenciais marcadas pelo Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, para 06 de dezembro, Vieira Té afirmou que ao invés de um recenseamento eleitoral de raiz serão feitas atualizações progressivas dos cadernos.

 Um autodenominado Alto Comando Militar protagonizou um golpe de Estado na véspera do anúncio dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais, realizadas no dia 23 de novembro de 2025.

Os militares alegaram como fundamento a iminência de uma guerra civil no país.

Na sequência do golpe de Estado, a Guiné-Bissau foi suspensa das várias organizações de que é membro, nomeadamente a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Africana e CPLP, que reclamam o regresso à normalidade constitucional para levantar a medida.

A CPLP cancelou uma missão de bons ofícios que tinha agendado para de 17 a 21 de fevereiro, depois da troca de acusações entre a Guiné-Bissau e Timor-Leste, que assumiu temporariamente a presidência da organização, que era detida por Bissau.

A CEDEAO e a União Africana enviaram missões à Guiné-Bissau, que estão a mediar o processo de transição no país, que os militares definiram pelo período máximo de 12 meses.

UE aprova sanções contra cidadãos russos por violação de direitos humanos... Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov.

Por  sicnoticias.pt

A União Europeia (UE) aprovou esta segunda-feira, sanções contra oito cidadãos russos, incluindo dois juízes e um procurador, por "violação grave de direitos humanos" e por "minarem a democracia e o Estado de Direito".

Estas sanções foram aprovadas numa reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE, em Bruxelas.

Entre os visados pelas medidas sancionatórias, estão "dois juízes, um procurador e um investigador", envolvidos em "julgamentos com motivações políticas" que levaram à condenação dos ativistas Dmitry Skurikhin e Oleg Belousov, indicou o Conselho da UE, num comunicado.

"As medidas aprovadas também visam os diretores de colónias penais e de um centro de pré-detenção, onde estão detidos os presos políticos Aleksei Gorinov, Pavel Kushnir, Mikhail Kriger e a jornalista Maria Ponomarenko, que se exprimiram contra a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e criticaram o regime de [do Presidente russo, Vladimir] Putin", referiu a mesma nota informativa.

Segundo o Conselho da UE, os indivíduos em questão ficam sujeitos a um congelamento de bens e "os cidadãos e empresas da UE ficam proibidos de disponibilizar-lhes fundos".

"Os indivíduos visados também estão sujeitos a uma proibição de viagens, que os impede de entrar ou transitar por território da UE", mencionou ainda o comunicado.

Na nota informativa, a UE frisa que se mantém "inabalável na sua condenação das violações e repressões de direitos humanos na Rússia" e que está "profundamente preocupada com a contínua deterioração da situação dos direitos humanos no país, especialmente no contexto da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia".

Estas medidas enquadram-se num regime de medidas restritivas da UE contra as violações de direitos humanos na Rússia, aprovado após a morte do opositor Alexei Navalny em 2024, e são independentes do 20.º pacote de sanções que está hoje a ser discutido na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros e que não deverá ser aprovado por oposição da Hungria.

Havana acusa EUA de quererem provocar "catástrofe humanitária" na ilha... Cuba afirmou hoje que a "escalada agressiva" conduzida contra a ilha caribenha pelos Estados Unidos visa "provocar uma catástrofe humanitária" e que defenderá "com vigor e coragem" o direito à autodeterminação, disponibilizando-se, contudo, para o diálogo.

Por LUSA 

Ao discursar em Genebra na 61.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que hoje arrancou na cidade suíça, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, condicionou, porém, o diálogo com Washington à obrigatoriedade de existir um respeito mútuo.

Rodríguez lembrou que a crise humanitária em Cuba é consequência do que Havana designa como um "cerco energético", resultante da ação militar norte-americana na Venezuela e da decisão de Washington de ameaçar com tarifas os países que exportem petróleo para a ilha caribenha, e que pode ser evitada.

"Pode uma grande potência permitir-se tentar destruir uma pequena nação, provocar uma tragédia humanitária, arrasar a sua cultura nacional. (...) Tudo isso sob o grosseiro pretexto da segurança nacional?", questionou o chefe da diplomacia cubana, que também participou hoje em Genebra numa Conferência da ONU sobre Desarmamento.

Nesse ponto, reconheceu que a situação criada pelos Estados Unidos em relação a Cuba provocará "privações e sofrimentos", embora tenha manifestado confiança em que serão encontradas "soluções criativas" para mitigar os danos humanitários.

Contudo, na mesma intervenção, o ministro assegurou que "existe igualmente disponibilidade para um diálogo com os Estados Unidos", sublinhando que este deverá basear-se "no Direito internacional, no respeito mútuo, no benefício recíproco, sem pré-condições nem ingerência nos assuntos internos".

Rodríguez indicou que o objetivo deverá ser "alcançar uma relação civilizada no quadro das diferenças" entre os dois países "e até promover a cooperação".

Numa passagem do seu discurso, o ministro cubano saudou a "resistência comunitária do povo do Minnesota", numa referência às manifestações contra a política de imigração do Governo federal norte-americano e às ações da polícia de imigração, conhecida como ICE.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o embargo norte-americano à ilha, em vigor desde 1962, e tem pressionado outros países a cessarem o envio de petróleo para Cuba.

A ilha, igualmente fragilizada pelo fim do fornecimento de crude por parte da Venezuela, enfrenta graves carências de combustível e cortes de eletricidade.

"Os Estados Unidos impõem agora um bloqueio energético e pretendem provocar uma catástrofe humanitária, utilizando como pretexto a afirmação absurda de que Cuba constituiria uma ameaça invulgar e extraordinária para a sua segurança nacional", insistiu o chefe da diplomacia cubana.

Esta "escalada agressiva", considerada "criminosa e ilegal", constitui, segundo Rodríguez, "uma punição coletiva implacável infligida ao povo cubano".

No final de janeiro, um decreto norte-americano assinado por Trump qualificava a ilha como uma "ameaça extraordinária" para os Estados Unidos.

"Cuba não ameaça os Estados Unidos nem qualquer outro país, Cuba não é o país que aplica a Doutrina Monroe em matéria de segurança e defesa nacionais com um objetivo de dominação, nem aquele que mobiliza forças militares e viola a soberania e a integridade territorial de outros Estados", insistiu o chefe da diplomacia cubana.

A Doutrina Monroe, de 1823, tem sido mencionada pela administração Trump para reclamar a primazia política e estratégica no hemisfério ocidental.

"Permanecer impassível perante estas tentativas de impor uma tirania mundial coloca em perigo todos os Estados, sem exceção", sublinhou o ministro cubano, apelando aos países participantes na Conferência da ONU sobre Desarmamento para criarem "uma aliança internacional ampla e sólida".

"É urgente que a Conferência assuma plenamente as suas responsabilidades, sobretudo num contexto mundial cada vez mais perigoso e complexo", acrescentou.

Cuba, reiterou, "não está disposta a ceder às ameaças nem a renunciar à (sua) autodeterminação. Cuba não ataca ninguém, mas defenderá firmemente a sua soberania e independência. Impediremos uma crise humanitária em Cuba, mesmo que isso nos custe duras provações e sofrimentos", afirmou.

Na semana passada, o Presidente norte-americano considerou que Cuba é uma "nação falida", instando o seu território vizinho e adversário ideológico a alcançar um acordo, ao mesmo tempo que afastou a hipótese de uma operação destinada a derrubar o regime de Havana.

No passado dia 13 de fevereiro, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou-se "extremamente preocupado" com o agravamento da situação socioeconómica em Cuba.

Governo nigeriano pagou resgate ao Boko Haram para libertar reféns... O Governo nigeriano pagou ao grupo extremista Boko Haram um resgate para libertar até 230 crianças e funcionários sequestrados numa escola católica em novembro, disseram fontes dos serviços secretos à agência France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Dois comandantes do Boko Haram também foram libertados como parte deste acordo relativo aos alunos da escola Saint Mary, no estado do Níger (oeste), o que viola a lei nacional que proíbe pagamentos a sequestradores.

Autoridades do Governo nigeriano negam ter pagado dinheiro ao grupo armado que, em 21 de novembro, sequestrou cerca de 300 alunos e funcionários do internato Saint Mary, no centro do estado de Níger, dos quais pelo menos 50 conseguiram escapar.

O Boko Haram, que lidera uma insurreição sangrenta desde 2009 no nordeste da Nigéria e se especializou em sequestros em massa, não foi diretamente ligado a este sequestro.

Mas várias fontes de segurança afirmaram à agência AFP que um dos seus comandantes mais temidos era o responsável. Trata-se do extremista Sadiku, chefe de uma célula no estado do Níger.

Os alunos e funcionários de Saint Mary foram libertados após duas semanas de negociações conduzidas por Nuhu Ribadu, conselheiro de segurança nacional da Nigéria, com o Governo a afirmar que não tinha pagado qualquer resgate.

Em resposta às perguntas da AFP, os serviços de segurança nigerianos negaram categoricamente ter pagado qualquer quantia, afirmando que "os agentes do governo não pagam resgates".

No entanto, quatro fontes próximas das negociações afirmaram que o Governo pagou um resgate muito elevado para obter a libertação dos alunos e do pessoal.

Uma fonte avançou o valor de 40 milhões de nairas por pessoa, ou seja, cerca de sete milhões de dólares no total (cerca de 5,9 milhões de euros).

Outra fonte avançou um valor inferior, nomeadamente dois mil milhões de nairas (1,5 milhões de dólares, cerca de 1,2 milhões de euros)).

O dinheiro foi transportado de helicóptero até ao bastião do Boko Haram em Gwoza, no estado de Borno, no nordeste do país, na fronteira com os Camarões, e entregue a Ali Ngulde, um comandante extremista da região, disseram várias fontes à AFP.

O país é há muito tempo vítima de sequestros em massa, com gangues armados locais chamados de "bandidos" e grupos extremistas que às vezes se juntam para extorquir milhões das famílias dos reféns, com as autoridades a demonstrarem ser impotentes para impedir estes crimes.


Leia Também: Governo nigeriano culpa grupo Boko Haram por ataque que matou 175 pessoas

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado da passada terça-feira às comunidades de Woro e Nuku, no estado de Kwara (centro-oeste), ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, divulgou hoje a imprensa internacional.


Finanças: Guiné-Bissau pode receber mais três milhões de dólares, de Acordo de Facilidade de Crédito com o FMI

Bissau, 23 Fev 26 (ANG) - A Guiné-Bissau poderá receber um desembolso de aproximadamente 3,3 milhões de dólares, por parte do Fundo Monetário Internacional(FMI), após um acordo alcançado entre as partes a nível técnico sobre políticas económicas que poderão apoiar a 9ª e a 10ª Revisões do Acordo de Facilidade de Crédito Alargada (ECF).

Segundo o Jornal Nô Pintcha que cita o comunicado do FMI, divulgado no termo de uma missão ao país, que decorreu de 3 à 13 de Fevereiro corrente, o referido acordo está sujeito à aprovação da Administração e do Conselho Executivo da instituição e depende da implementação das ações "prévias acordadas".

O mesmo comunicado indica que, na sequência do acordo alcançado em Outubro de 2025 para a Nona Revisão, a implementação do programa em algumas áreas foi adiada devido ao golpe militar de Novembro último.

"Apesar do referido desenvolvimento e do aumento das restrições financeiras, o Governo de Transição demonstrou um forte compromisso com os objetivos do programa apoiado pelo ECF", refere o FMI.

Ainda no comunicado, o FMI revela que  foi alcançado um acordo para prorrogar o programa apoiado pela ECF por cinco meses, até 29 de Dezembro de 2026, visando consolidar as políticas económicas e apoiar a implementação do orçamento de 2026, considerado fundamental . para manter a sustentabilidade da dívida.

O Chefe da Missão de FMI para Guiné-Bissau, Niko Hobdari,  discutiu no país, nesse período, com as autoridades guineenses as políticas macroeconómicas no contexto da 9ª e 10ª revisões do acordo ECF.

Niko Hobdari declarou que a conclusão das revisões pelo Conselho Executivo do FMI permitirá o desembolso de cerca de 3,3 milhões de dólares, elevando o total de financiamento ao abrigo do acordo para quase 51,6 milhões de dólares.

Segundo o Chefe da Missão, o crescimento económico em 2025 está estimado em 5,5%, apoiado pela forte produção de caju e pela evolução favorável dos termos de troca, sendo que a inflação média diminuiu para 0,9%, refletindo os preços mais baixos dos alimentos.

“Apesar de a dívida pública ter diminuído para 74,3% do PIB, o FMI acredita que a consolidação orçamental sustentada e políticas Deus obrigado endividamento prudentes são fundamentais para manter a dívida pública numa trajetória de declínio firme, a médio prazo”, refere  o comunicado.

ANG/MI/ÂC//SG

Decorre neste momento a reunião interministerial presidida pelo Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té. O encontro visa debater a tragédia do incêndio num contentor de combustível improvisado, ocorrido em Bafatá, que provocou vários feridos e mortos.

O Primeiro-Ministro do Governo de Transição, Ilídio Vieira Té promove nesta Segunda-feira, em Conferência de Imprensa para o balanço de 100 dias de governação.


União Africana condena "atos de terrorismo" no noroeste da Nigéria... A União Africana (UA) condenou hoje "firmemente" os "ataques terroristas" de sábado no estado de Zamfara, noroeste da Nigéria, que resultaram na morte de mais de 50 civis e no rapto de mulheres e crianças.

© Shutterstock   Por LUSA  23/02/2026 

"A UA rejeita inequivocamente todos os atos de terrorismo e extremismo violento contra populações civis, particularmente mulheres e crianças, como graves violações dos direitos humanos e sérias ameaças à paz, à segurança e à estabilidade", afirmou o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, em comunicado.

Youssouf expressou ainda "plena solidariedade" da UA com a Nigéria e "sentidas condolências" às famílias das vítimas, reafirmando "apoio inabalável" aos esforços de Abuja para "abordar a insegurança e restaurar uma paz duradoura".

Por último, Youssouf pediu a libertação "imediata, segura e incondicional" de todas as mulheres e crianças raptadas.

Solicitou, por isso, um "reforço, coordenação e ação coletiva para proteger as populações civis e prevenir a repetição destas atrocidades, em linha e com o compromisso da UA com a paz, a segurança e a estabilidade no continente".

O ataque ocorreu na localidade de Dutsin Dan Ajiya, onde dezenas de homens chegaram em motocicletas, bloquearam as entradas e saídas, e começaram a disparar indiscriminadamente.

O massacre em Zamfara surge depois de outro ataque da mesma natureza, que ocorreu na quarta-feira e que deixou 33 pastores mortos no estado de Kebbi.

O nordeste da Nigéria sofre ataques do grupo extremista islâmico Boko Haram desde 2009, uma violência que se agravou a partir de 2016 com o surgimento de uma sua dissidência, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (ISWAP, na sigla em inglês).

Os grupos pretendem impor um Estado islâmico na Nigéria, um país de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristão no sul.

O Boko Haram e o ISWAP mataram mais de 35 mil pessoas, muitas delas muçulmanas, e causaram cerca de 2,7 milhões de deslocados internos, principalmente na Nigéria, mas também em países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.