domingo, 11 de janeiro de 2026

Grupo de países europeus discute planos para aumentar presença militar na Gronelândia... O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico. A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Por SIC Notícias

Um grupo de países europeus, liderado pelo Reino unido e Alemanha, está a discutir planos para aumentar a presença militar na Gronelândia, avança a Bloomberg.

O objetivo é mostrar a Donald Trump que a Europa leva a sério a segurança do Ártico.

A Alemanha vai propor a criação de uma missão conjunta da NATO para proteger a região do Ártico.

Donald Trump disse na sexta-feira que os Estado Unidos precisam de controlar a Gronelândia para impedir que a Rússia ou a China a ocupem no futuro.

O Presidente norte-americano insiste que pretende chegar a um acordo com a Dinamarca para adquirir a Gronelândia e garante que o fará "de forma branda ou dura", após a recusa de Copenhaga em vender.

Remota, gelada e pouco povoada, a Gronelândia voltou ao centro das atenções internacionais dado o interesse de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos.

“Precisamos da Gronelândia. É estratégica neste momento”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, sublinhando a importância da ilha para a segurança nacional dos Estados Unidos e questionando a capacidade da Dinamarca para garantir essa proteção.

As declarações provocaram reações imediatas das autoridades da Gronelândia, que reiteraram o direito à autodeterminação, e da Dinamarca, que administra a ilha como território autónomo. Vários aliados europeus, como França, Alemanha, Reino Unido, Portugal e UE manifestaram também oposição a qualquer ambição expansionista no Árctico.


Cuba alerta EUA: "Pronta para defender pátria até última gota de sangue"... O Presidente de Cuba afirmou hoje que "ninguém dita o que fazer" ao país, em resposta às ameaças proferidas pelo homólogo norte-americano, Donald Trump.

Por LUSA 

Cuba é "uma nação livre e independente", escreveu Miguel Diaz-Canel, na rede social X.

"Cuba não agride, é agredida pelos Estados Unidos há 66 anos, e não ameaça, prepara-se, pronta para defender a pátria até à última gota de sangue", acrescentou.

Anteriormente, Trump tinha exortado Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais", e que o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.

Os Estados Unidos lançaram há uma semana uma operação em Caracas para capturar o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e anunciaram que pretendem administrar o país e o petróleo.

Acusados de tráfico de droga, Maduro e a mulher, Cilia Flores, que se declararam inocentes perante a justiça norte-americana, em Nova Iorque, encontram-se detidos nos Estados Unidos.

Na sequência da captura de Maduro, a antiga vice-presidente Delcy Rodriguez foi nomeada Presidente interina.

No sábado, Trump decretou "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

A ordem "bloqueia qualquer embargo, julgamento, decreto, direito de retenção, execução ou qualquer outro processo judicial contra" fundos que estejam em contas do governo dos Estados Unidos derivados das vendas de petróleo venezuelano e "proíbe transferências ou negociações" desses recursos.

A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, de acordo com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão.


Leia Também: Trump exorta Cuba a aceitar "um acordo, antes que seja tarde demais"

O presidente dos Estados Unidos exortou hoje Cuba a "aceitar um acordo, antes que seja tarde demais" e o país fique sem petróleo e dinheiro venezuelanos.


Embaixador da Dinamarca diz que futuro da Europa e da NATO estão em causa... O embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, alertou hoje que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um "assunto muito importante" para o futuro daquele país nórdico, mas também da Europa e da NATO.

Por LUSA 

No final de um almoço privado com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa liberal, o embaixador lembrou que o mundo é hoje "um lugar mais imprevisível".

"Por isso, como europeus, temos que estar juntos", defendeu.

Lars Steen Nielsen, que revelou ter explicado a Cotrim Figueiredo qual a posição do Governo dinamarquês face às ameaças norte-americanas, aproveitou a ocasião para agradecer ao Governo de Luís Montenegro a solidariedade demonstrada para com a Dinamarca.

Agradecimento que estendeu ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cargo que considerou ter uma "grande importância" em assuntos externos.

"Temos falado com ele e ele está também a dar o seu apoio", sublinhou.

O embaixador disse ainda que é preciso levar a sério as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, algo que o Governo dinamarquês está a fazer.

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar à Dinamarca este território autónomo, membro da NATO.

Trump afirmou que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional norte-americana, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças de Donald Trump.


Leia Também: Netanyahu espera que Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania"

O primeiro-ministro israelita disse hoje esperar que o Irão "seja em breve libertado do jugo da tirania" e condenou "os massacres em massa cometidos contra civis", quando estão a decorrer grandes manifestações.


Irão ameaça retaliar contra EUA e Israel em caso de ataque norte-americano... O presidente do parlamento do Irão avisou hoje que os militares norte-americanos e Israel serão "alvos legítimos" caso de ataque por parte de Washington, tal como ameaçou o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Por  LUSA 

Os comentários de Mohammad Bagher Qalibaf representam a primeira vez que Israel é incluído na lista de possíveis alvos de um ataque iraniano.

Qalibaf, um elemento da 'linha-dura' iraniana que já concorreu à presidência no passado, fez a ameaça enquanto os deputados invadiam a tribuna do parlamento, gritando: "Morte à América!"

Durante a sessão do parlamento, transmitida em direto pela televisão estatal iraniana, Mohammad Qalibaf fez um discurso aplaudindo a polícia e a Guarda Revolucionária paramilitar do Irão, particularmente os seus voluntários Basij, por terem "permanecido firmes" durante os protestos realizados no país contra a teocracia iraniana.

"O povo do Irão deve saber que lidaremos com eles da forma mais severa e puniremos aqueles que forem detidos", disse.

Qalibaf prosseguiu ameaçando diretamente Israel, referindo-se-lhe como "o território ocupado", e também as forças armadas dos EUA: "No caso de um ataque ao Irão, tanto o território ocupado como todos os centros militares, bases e navios americanos na região serão nossos alvos legítimos", afirmou, acrescentando: "Não nos consideramos limitados a reagir após a ação e agiremos com base em quaisquer sinais objetivos de ameaça".

A seriedade das intenções do Irão em relação ao lançamento de um potencial ataque ainda não é clara, especialmente após o país ter ficado com as defesas aéreas destruídas durante a guerra de 12 dias em junho com Israel. Qualquer decisão de entrar em guerra caberia ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.

As forças armadas dos EUA afirmaram no Médio Oriente que estão "posicionadas com forças que abrangem toda a gama de capacidade de combate para se defenderem, os parceiros e aliados e os interesses dos EUA".

Entretanto, os protestos que desde há duas semanas decorrem no Irão que contestam o regime e que, segundo a Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA, na sigla em inglês), já provocaram pelo menos 116 mortos, levaram hoje manifestantes a inundar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país.

Os protestos em quase todo o país começaram em 28 de dezembro, inicialmente contra o custo de vida e a inflação galopante, num país sujeito a sanções económicas dos Estados Unidos e da ONU, mas têm vindo a intensificar-se e transformaram-se numa contestação política contra o regime.

Com a Internet e as linhas telefónicas cortadas, tornou-se mais difícil avaliar as manifestações do exterior, mas a HDRANA, sediada nos Estados Unidos, refere que o número de mortos nos protestos tem aumentado e que cerca de 2.600 pessoas foram detidas.

Trump ofereceu apoio aos manifestantes, dizendo nas redes sociais que "o Irão está a caminhar para a liberdade, talvez como nunca antes" e que "os EUA estão prontos para ajudar".

O New York Times e o Wall Street Journal, citando funcionários anónimos dos EUA, disseram no sábado à noite que Trump recebeu opções militares para um ataque ao Irão, mas não tomou uma decisão final.


Leia Também: Subiu para 116 o número de mortos em protestos no Irão

O número de mortos nos protestos contra o regime do Irão subiu para pelo menos 116, avançou uma organização não governamental (ONG) criada por exilados iranianos

Julius Maada Bio: “Em conformidade com o comunicado da 68.ª Cimeira da CEDEAO, liderei uma Missão de Alto Nível à Guiné-Bissau para dialogar com o Alto Comando Militar, liderado pelo major-general Horta Inta-a.

As nossas discussões foram construtivas, e reiterámos o apelo da Autoridade para uma transição curta, conduzida por um governo inclusivo que reflita o espectro político e a sociedade da Guiné-Bissau.

Estive acompanhado pelo Presidente Bassirou Diomaye Faye do Senegal e pelo Presidente da Comissão da CEDEAO, Dr. Omar Alieu Touray.” - Julius Maada Bio

O ar que respira antes de levantar voo pode ser o mais perigoso da viagem... Para muitos passageiros, o momento mais tenso numa viagem de avião é a descolagem. É também nesta fase, entre a espera e o início do voo que, segundo um estudo publicado em dezembro, se respira o ar mais poluído de toda a viagem.

Por  sicnoticias.pt 

Pela primeira vez, uma equipa de investigadores franceses mediu a presença de partículas ultrafinas e de carbono negro no interior de aviões comerciais europeus.

O estudo, levado a cabo por um grupo da Université Paris Cité, acompanhou 16 voos na Europa, com partida do aeroporto Charles de Gaulle, entre abril e maio de 2022, operados por uma companhia aérea francesa. Num lugar vazio das filas da frente da aeronave, foram colocados instrumentos portáteis que registavam minuto a minuto a qualidade do ar, desde o início do embarque até ao desembarque estar concluído. 

Os resultados mostram que, durante o embarque dos passageiros e enquanto o avião circula na pista – o chamado taxiing -, os níveis de partículas ultrafinas e de carbono negro disparam, ultrapassando os valores que a Organização Mundial de Saúde considera elevados.  

As partículas ultrafinas, conhecidas como PUF, têm menos de 100 nanómetros de diâmetro, ou seja, são milhares de vezes mais pequenas que um fio de cabelo. São também praticamente indetetáveis pelos sistemas de monitorização da qualidade do ar mais convencionais, sendo necessários equipamentos específicos para fazer a medição. 

Neste estudo, foram registadas em média 9.122 partículas ultrafinas por centímetro cúbico de ar e 207 nanogramas de carbono negro por metro cúbico, valores considerados elevados. É, no entanto, necessário olhar com mais detalhe para o que dizem os dados.

Os investigadores descobriram que é nas chamadas “fases de solo”, ou seja, durante o embarque, o taxiing e a espera antes da descolagem, que se registam concentrações superiores às contabilizadas quando o avião está a voar. Aliás, quando o avião está a grande altitude, o ar é relativamente limpo.

Durante a circulação em pista, os níveis de partículas ultrafinas eram, em média, mais do dobro dos valores considerados elevados pela OMS. Depois da descolagem, as partículas iam sendo eliminadas, de forma gradual, pela ventilação da aeronave. O padrão repetia-se, depois, de forma inversa, na aproximação à aterragem e após tocar no solo, com o ar a perder novamente a qualidade. 

A concentração de carbono negro, resultante da combustão incompleta de combustíveis fósseis, seguiu a mesma tendência, com as concentrações mais elevadas de poluentes a surgirem quando o avião estava no aeroporto.

Qualidade do ar melhora durante o voo 

Fatores como a altitude do voo, episódios de turbulência ou a duração do serviço de refeições não tiveram impacto significativo na qualidade do ar respirado a bordo. Dentro do avião, o sistema de ventilação encarrega-se de renovar o ar mais de 20 vezes por hora, com uma mistura de ar do exterior com ar recirculado, mas filtrado. Esta renovação constante explica, aliás, a melhor qualidade do ar durante as horas de voo. 

Os investigadores concluíram, portanto, que a explicação para a elevada concentração destes dois poluentes praticamente invisíveis, mas prejudiciais para a saúde, está, em grande parte, fora dos aviões.

É nos aeroportos que estas partículas se concentram em maior número, num ambiente onde aeronaves se cruzam com veículos de apoio em terra e equipamentos movidos a gasóleo. E essas partículas não ficam confinadas ao perímetro do aeroporto, podendo ser detetadas a vários quilómetros de distância, bem no meio das comunidades vizinhas. 

Apesar dos valores elevados na zona do aeroporto, há locais onde a concentração de partículas é ainda mais preocupante, como, por exemplo, nas linhas de metro. O mesmo acontece em áreas densamente urbanas, onde circulam muitos veículos. O estudo aponta que, numa zona de táxis, as concentrações destes poluentes foram três a quatro vezes superiores às registadas no aeroporto francês. 

Ainda assim, o contexto não é irrelevante. Em 2025, o número global de passageiros aéreos ultrapassou, pela primeira vez, os 5 mil milhões. A eles juntam-se mais de 2 milhões de pessoas que trabalham diariamente em aeroportos e cuja exposição aos poluentes é repetida e prolongada.  

Partículas são invisíveis, mas perigosas

Atualmente, não existem orientações específicas para a monitorização das partículas ultrafinas. Embora reconheça os efeitos nocivos destas partículas, a Organização Mundial de Saúde ainda não tem diretrizes concretas, apenas recomenda boas práticas.

De acordo com a OMS, as partículas com diâmetro inferior a 100 nanómetros representam um risco significativo para a saúde devido à capacidade de penetrarem no organismo e entrarem na corrente sanguínea.

Sabe-se, para já, que estes poluentes podem provocar a inflamação dos pulmões, o aumento da pressão arterial e o aparecimento de doenças cardiovasculares, assim como problemas no desenvolvimento fetal. Em estudos de larga escala, estão também associados a mortes precoces, incluindo por cancro do pulmão. Há ainda evidências que apontam ainda para o impacto no sistema nervoso e na progressão de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer. 

Até ao momento, nem as partículas ultrafinas nem o carbono negro estão sujeitos a limites legais. Na União Europeia, são monitorizados, mas não regulados. 


Em todo mundo, só a Finlândia, a Estónia, a Islândia, a Austrália, a Nova Zelândia e Granada é que têm os níveis de qualidade de ar considerados seguros. As situações mais graves de poluição estão na Ásia.

"Estamos bem. Não fiquem tristes", diz Nicolás Maduro a partir da prisão... O presidente deposto da Venezuela, Nicolas Maduro, garantiu hoje estar bem e pediu para que ninguém fique triste, através de declarações feitas na prisão e transmitidas aos seus advogados, segundo o filho do ex-chefe de Estado.

Por  LUSA 

"Estamos bem. Somos lutadores", declarou Nicolas Maduro a partir da prisão nos Estados Unidos, segundo o seu filho, num vídeo publicado no sábado pelo partido no poder na Venezuela.

"Não fiquem tristes", disse Maduro, que está preso em Nova Iorque com a mulher, a primeira-dama Cilia Flores, relatou Nicolas Maduro Guerra, filmado durante uma reunião do PSUV (Partido Socialista Unido da Venezuela) em Caracas no sábado.

Acusados de tráfico de droga, Nicolas Maduro e Cilia Flores declararam-se inocentes perante a justiça norte-americana, na segunda-feira.

Ambos vão ficar detidos nos Estados Unidos até à próxima audiência, marcada para 17 de março.

Cerca de mil simpatizantes marcharam no sábado pelas ruas de Caracas com cartazes proclamando "Queremos o seu regresso" e entoando "Maduro e Cilia são a nossa família!".

Os apelos para manifestar apoio ao líder socialista deposto são diários desde a operação militar norte-americana de 03 de janeiro.

A manifestação coincidiu também com o aniversário da tomada de posse de Maduro para um terceiro mandato, após as eleições de 2024, denunciadas pela oposição como fraudulentas.

A televisão pública transmitiu uma visita da presidente interina Delcy Rodriguez a uma feira agrícola em Petare, um bairro emblemático de Caracas, onde também se realizou uma pequena manifestação a favor de Maduro.

"Não vamos descansar um único minuto até recuperarmos o presidente", disse Rodriguez, acrescentando: "Vamos salvá-lo, com certeza que sim".


Leia Também: Trump assina decreto para proteger vendas de petróleo da Venezuela nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decretou hoje "emergência nacional" para proteger as receitas das vendas de petróleo da Venezuela nas contas do Tesouro norte-americano, impedindo que os credores da dívida externa venezuelana reclamem os fundos.

sábado, 10 de janeiro de 2026

No Alto Comissariado para a Peregrinação à Meca decorre a passagem de dossiê entre o novo e antigo Comissário. Aladje Nfali Coté recebe os documentos das mãos de Califa Soares Cassama.

Rússia atinge infraestruturas energéticas em 150 zonas na Ucrânia... O exército russo atacou, nas últimas 24 horas, infraestruturas energéticas e depósitos de combustível em mais de 150 zonas na Ucrânia, que atravessa um período de baixas temperaturas, revelou hoje o boletim de guerra russo.

Por LUSA 

Mísseis e aparelhos não tripulados russos atingiram infraestruturas civis e posições inimigas, tanto de tropas como de mercenários estrangeiros, em 153 zonas do país, informou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

Moscovo insiste que essas infraestruturas garantem o funcionamento da indústria militar inimiga, o que é questionado tanto por Kyiv como pelos seus aliados europeus.

Os ataques deixaram provisoriamente sem eletricidade milhões de pessoas nas últimas semanas na Ucrânia.

No seu tradicional discurso à nação, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou que Moscovo está a aproveitar a "onda de frio" para atingir "o máximo possível de instalações energéticas".

"A principal tática russa é tentar provocar um apagão total nas cidades", afirmou.

Os ataques ucranianos também deixaram sem eletricidade e aquecimento na sexta-feira mais de meio milhão de pessoas na região fronteiriça russa de Belgorod, denunciaram as autoridades locais.


Leia Também: Conselho de Segurança da ONU reúne-se a pedido da Ucrânia (após ataques)

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se na segunda-feira a pedido da Ucrânia, após novos ataques russos e a utilização por Moscovo do míssil de última geração Orechnik.


Filho do xá deposto exorta a "prepararem-se para tomar" centros das cidades... O opositor iraniano no exílio Reza Pahlavi, filho do antigo xá do Irão, apelou hoje aos manifestantes para que "se preparassem para tomar" os centros das cidades, no 13.º dia de um movimento de protesto.

Por LUSA 

Numa mensagem publicada na rede social X, Pahlavi exorta os iranianos a "saírem todos às ruas" hoje e no domingo ao final do dia, "com bandeiras, imagens e símbolos patrióticos e a ocuparem os espaços públicos".

"O nosso objetivo já não é apenas sair às ruas; o nosso objetivo é preparar-nos para conquistar e defender os centros urbanos", refere.

O autoproclamado príncipe herdeiro do Irão afirma-se convencido de que as manifestações conseguirão colocar "completamente de joelhos a República Islâmica e o seu desgastado e frágil aparato de repressão" e insta os trabalhadores a convocarem uma greve geral para redobrar a pressão sobre o Governo.

"Apelo aos trabalhadores e funcionários de setores-chave da economia, especialmente transportes, petróleo, gás e energia, para que iniciem um processo de greve a nível nacional", lê-se na mensagem no X.

Reza Pahlavi anunciou ainda estar a finalizar os preparativos para regressar ao Irão, quando as circunstâncias forem oportunas: "Também me preparo para regressar à minha pátria e estar convosco, a grande nação do Irão, quando a nossa revolução nacional triunfar. Acredito que esse dia está muito próximo", disse.

O Irão está prestes a completar duas semana de manifestações que eclodiram com a queda da moeda nacional e que acabaram por degenerar em distúrbios que provocaram, segundo Organizações Não-Governamentais (ONG), cerca de meia centena de mortos devido à repressão das forças de segurança.

O governo iraniano, que admitiu na altura os motivos originais dos protestos, acusou nos últimos dias os Estados Unidos e os seus aliados de provocarem este recrudescimento da violência.

Entretanto, a ONG de monitorização da cibersegurança Netblocks informou hoje que continua a verificar-se o corte da Internet decidido na quinta-feira pelas autoridades iranianas devido aos protestos contra o Governo.

"Os dados mostram que o corte continua há 36 horas, limitando consideravelmente a capacidade dos iranianos de garantir a segurança dos seus amigos e familiares", escreveu a organização na rede social X.

Pahlaví, príncipe herdeiro da extinta monarquia iraniana, vive no exílio desde a Revolução Islâmica de 1979, residindo no estado norte-americano de Maryland.

🇬🇼🤝🇸🇱 Chegada a Bissau Julius Maada Bio, Presidente da República da Serra Leoa, em missão da CEDEAO.

🇬🇼🤝🇸🇳 Chegada a Bissau, Presidente da República do Senegal, Bassirou Diomaye Faye em missão da CEDEAO.👇

Caracas anuncia regresso a país de petroleiro em operação conjunta com EUA... Caracas anunciou que um petroleiro que deixou a Venezuela "sem pagamento nem autorização das autoridades" regressou às águas do país sul-americano, numa operação conjunta com os Estados Unidos.

Por LUSA  10/01/2026

Trata-se de uma "operação conjunta bem-sucedida" de Caracas e Washington para "o regresso ao país do navio Minerva", lê-se num comunicado divulgado na sexta-feira pelo Ministério de Hidrocarbonetos e da petrolífera estatal PDVSA.

"Graças a esta primeira operação conjunta bem-sucedida, a embarcação está a navegar de volta para águas venezuelanas para sua proteção e ações pertinentes", acrescenta-se na nota.

Caracas fez o anúncio depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que as forças norte-americanas intercetaram, na sexta-feira, o petroleiro Olina (anteriormente chamado de Minerva M) nas águas das Caraíbas "em coordenação com as autoridades interinas da Venezuela", depois de o navio ter partido do país "sem a devida autorização".

"Este petroleiro está agora a voltar para a Venezuela. O petróleo será vendido através do GREAT Energy Deal, que criámos para tais vendas", indicou o dirigente norte-americano na rede social Truth Social.

A operação foi realizada como uma ação coordenada entre o Departamento de Defesa e o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e contou com a participação de fuzileiros navais, que partiram em helicópteros do porta-aviões USS Gerald R. Ford para executar a abordagem, informou o Comando Sul em comunicado.

Este comando norte-americano disse que esta ação envia uma "mensagem clara" de que "não existe refúgio seguro para os criminosos", no âmbito dos esforços de Washington para combater "atividades ilegais transnacionais" no hemisfério ocidental, embora não tenha especificado o número de detidos e tenha sublinhado que a operação decorreu sem resistência.

De acordo com o jornal New York Times, o Olina está sancionado pelos EUA, por alegadamente ter financiado a guerra da Rússia na Ucrânia através do transporte de exportações energéticas russas para mercados estrangeiros.

A operação entre Caracas e Washington ocorre no mesmo dia em que o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um "processo exploratório de caráter diplomático" com os EUA voltado para o "restabelecimento das missões diplomáticas", quase uma semana após o ataque de Washington em território venezuelano, que terminou com a captura do Presidente Nicolás Maduro e da mulher, Cilia Flores.


Leia Também: Entre a Venezuela e os Estados Unidos: quanto vale, afinal, ter tanto petróleo?

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas produz pouco, exporta com dificuldade e continua mergulhada numa crise económica profunda. Depois do ataque dos Estados Unidos no passado fim de semana, o petróleo voltou ao centro da tensão política internacional. Mas afinal, o que vale hoje o petróleo da Venezuela? A análise deste tema foi feita pelo editor de Economia do Expresso Miguel Prado. Ouça o novo episódio do Economia dia a dia, podcast diário do Expresso, conduzido por Juliana Simões

Seul nega ter lançado drones espiões para a Coreia do Norte... O ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, rejeitou hoje as declarações de Pyongyang, que acusou Seul de ter lançado dois drones espiões para território norte-coreano nos últimos meses

Por LUSA   10/01/2026

O ministro classificou as acusações como "absolutamente falsas" e disse que o Exército sul-coreano não utiliza drones como os que aparecem nas imagens do incidente publicadas hoje pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

Em declarações à agência de notícias sul-coreana Yonhap, Ahn explicou ainda que nenhuma unidade sul-coreana realizou operações de voo nas datas mencionadas por Pyongyang.

Apesar disso, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou que o incidente fosse investigado, informou a Yonhap, enquanto Ahn sugeriu que a investigação possa ser levada a cabo com o país vizinho.

A Coreia do Norte afirmou na sexta-feira que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela KCNA.

Pyongyang afirmou que o aparelho estava equipado com dispositivos de vigilância e, após uma análise dos destroços, determinou que este tinha duas câmaras de vídeo que recolheram imagens de áreas norte-coreanas ao longo de sete minutos.

As autoridades norte-coreanas indicaram que o objetivo do drone era fazer o "reconhecimento da zona".

A Coreia do Sul, "um grupo de vândalos que surpreendeu o mundo ao provocar um incidente em que o seu drone violou o espaço aéreo de Pyongyang em outubro de 2024, cometeu outra grave violação da soberania" norte-coreana, indicou o responsável.

O porta-voz lembrou ainda a incursão, em setembro passado, de um outro drone, equipado com "uma câmara ótica de alta resolução", constituindo "um meio claro de vigilância e reconhecimento".


Leia Também: Pyongyang denuncia incursão de drone e diz que Seul vai "pagar preço alto"

A Coreia do Norte afirmou que um drone da Coreia do Sul violou o espaço aéreo do país no início do ano e garantiu que Seul vai "pagar um preço alto" por atacar a soberania norte-coreana.

"No dia 04 de janeiro, as subunidades do Exército Popular da Coreia [do Norte], encarregadas da vigilância aérea da fronteira, capturaram e rastrearam um objeto aéreo que se dirigia para norte sobre a zona de Hado-ri, Songhae-myon, condado de Kanghwa, cidade de Inchon", declarou, na sexta-feira, um porta-voz do exército num comunicado divulgado pela agência de notícias norte-coreana KCNA...

Trump avisa: "Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não"... O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou esta sexta-feira o seu desejo de assumir o controlo da Gronelândia, território autónomo da Dinamarca, afirmando que tomará medidas "quer gostem quer não".

Por LUSA    10/01/2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que a sua administração tomará medidas em relação à Gronelândia "quer gostem quer não", reiterando o seu desejo de assumir o controlo do território autónomo da Dinamarca.

"Gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas se não o fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil", disse Trump aos jornalistas na Casa Branca, citado pela CNBC. 

A agência de notícias Reuters avançou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Gronelândia para anexar a ilha.

Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: "Ainda não estamos a falar de dinheiro para a Gronelândia. Talvez fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Gronelândia, quer eles gostem quer não".

"Porque se não o fizermos, a Rússia ou a China vão tomar a Gronelândia, e não vamos querer a Rússia ou a China como vizinhas", defendeu. 

As declarações surgem no dia em que o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, falou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

Rutte discutiu com Rubio "a importância do Ártico para a segurança comum e como a NATO está a trabalhar para desenvolver as suas capacidades" naquela zona, segundo um porta-voz da NATO citado pela agência France-Presse (AFP).

O líder norte-americano tem preocupado os aliados ao recusar-se a descartar o uso da força militar para tomar este território autónomo à Dinamarca, membro da NATO.

Trump afirma que o controlo desta ilha rica em recursos é crucial para a segurança nacional dos EUA, dada a crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A NATO está a trabalhar para reduzir o interesse de Washington na Gronelândia, enfatizando as medidas que está a tomar para reforçar a segurança na região.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Gronelândia pode significar o fim da aliança militar ocidental com 76 anos.

Mas o comandante das forças da NATO na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu hoje que a aliança está longe de estar em crise.

"Até à data, isso não teve impacto no meu trabalho a nível militar, por isso diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre", frisou o líder de operações da organização, sobre as declarações de Trump.

A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estava ativamente a ponderar a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma poderia tomar esta transação.

Além disso, Donald Trump reconheceu, numa entrevista dada na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da NATO e controlar o território dinamarquês.

Questionado sobre estas declarações em Vantaa, cidade a norte de Helsínquia, o Comandante Supremo Aliado recusou comentar o "aspeto político" da questão da Gronelândia.

"Estamos a tentar impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Penso que estamos a conseguir. Vemos isso todos os dias", sublinhou.

A Dinamarca já recebeu declarações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polónia, Espanha e Reino Unido para fazer face às exigências de Trump.


Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) defenderam o direito dos habitantes deste território autónomo dinamarquês a decidirem o seu futuro face às ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump.

AGENDA : SÁBADO, 10 DE JANEIRO DE 2026

 


Ednilson Nambeia, filho do falecido presidente do PRS, Alberto Mbunhe Nambeia, sofreu um acidente de viação esta sexta-feira (09 de janeiro). A viatura transportava ainda três dos seus irmãos. A família seguia da localidade de Cuntabani com destino à cidade de Buba, na região de Quinara, quando ocorreu o acidente.

Felizmente, não houve vítimas mortais. Todos os ocupantes sobreviveram e encontram-se a receber tratamento no Hospital Militar de Bissau. Em rescaldo, os quatro irmãos ficaram apenas com ferimentos ligeiros, na sequência do acidente envolvendo uma viatura Toyota Land Cruiser Prado, na zona sul do país.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

EUA decidirão que petrolíferas venezuelanos explorão petróleo, diz Trump... Os Estados Unidos vão decidir que empresas petrolíferas terão licença para explorar os vastos recursos de hidrocarbonetos da Venezuela, afirmou hoje Donald Trump numa reunião na Casa Branca com líderes do setor.

Por LUSA 

"Tomaremos a decisão sobre quais as empresas petrolíferas que irão para lá, quais permitiremos que o façam, e firmaremos um acordo com essas empresas. Provavelmente, fá-lo-emos hoje ou pouco depois", disse Trump. 

Uma das razões pelas quais não podiam ir para lá (Venezuela) antes era a falta de garantias. Não havia segurança, mas agora têm segurança total", acrescentou Trump, uma semana depois da operação militar norte-americana em Caracas que levou à captura do líder venezuelano Nicolás Maduro. 

Trump afirmou acreditar que as empresas petrolíferas estão prontas para investir "pelo menos 100 mil milhões de dólares" na Venezuela. 

Segundo a Casa Branca, as empresas representadas na reunião são a Chevron, ExxonMobil, ConocoPhillips, Continental Halliburton, HKN, Valero, Marathon, Shell, Trafigura, Vitol Americas, Repsol, Eni, Aspect Holdings, Tallgrass, Raisa Energy e Hilcorp. 

Apenas a Chevron detém atualmente uma licença na Venezuela, depois de a ExxonMobil e a ConocoPhillips terem abandonado o país em 2007, rejeitando as condições impostas pelo ex-Presidente Hugo Chávez para que o Estado se tornasse o acionista maioritário de todas as empresas. 

Caracas possui as maiores reservas comprovadas de petróleo bruto do mundo, com mais de 300 mil milhões de barris, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), à frente da Arábia Saudita (267 mil milhões) e do Irão. 

Na reunião na Casa Branca participam também o vice-presidente JD Vance, o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário da Energia Chris Wright. 

"Vamos discutir como as principais empresas americanas podem ajudar a reconstruir rapidamente a indústria petrolífera venezuelana, que está em frangalhos, e produzir milhões de barris de petróleo para benefício dos Estados Unidos, do povo venezuelano e do mundo", declarou Trump no início da reunião. 

"Vocês negoceiam diretamente connosco, não negoceiam com a Venezuela de forma alguma, não queremos que negoceiem com a Venezuela", frisou. 

A produção petrolífera venezuelana é atualmente baixa, limitada a um milhão de barris por dia, após décadas de falta de investimento que deixaram as infraestruturas petrolíferas em mau estado. 

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, Washington impôs um embargo ao petróleo ao país, altamente dependente das suas exportações de petróleo. 

Quando regressou à Casa Branca, no ano passado, Trump revogou a maioria das licenças que permitiam às multinacionais de petróleo e do gás operar na Venezuela, com exceção da Chevron. 

O governo norte-americano afirma agora estar pronto para levantar as sanções "seletivamente" para permitir que o petróleo venezuelano seja vendido no mercado tradicional. 

O secretário norte-americano da Energia, Chris Wright, afirmou na quarta-feira que os Estados Unidos planeiam controlar indefinidamente a venda de petróleo venezuelano e depositar as receitas dessas transações em contas geridas por Washington. 

O secretário afirmou que está a "trabalhar em cooperação direta com os venezuelanos", após o anúncio na terça-feira do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que Caracas vai entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos para venda no mercado.  

Chris Wright sublinhou que Washington permitirá a venda de petróleo bruto venezuelano para refinarias nos Estados Unidos e em todo o mundo, "mas estas vendas serão feitas pelo governo norte-americano e os fundos serão depositados em contas controladas pelo governo".  

Face ao ceticismo das companhias petrolíferas, Wright reconheceu que serão necessários "dezenas de milhares de milhões de dólares e um tempo considerável" para revitalizar a indústria venezuelana.  

Os Estados Unidos lançaram no sábado um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder. 

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.  


Leia Também: Governo venezuelano diz que cooperação entre Caracas e Moscovo se mantém

O ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, afirmou hoje que a agenda de cooperação entre a Venezuela e a Rússia se mantém, reiterando a gratidão a Moscovo pelo apoio perante o ataque militar dos Estados Unidos.




13 dias de protestos, mortos e aviso de Trump: O que se passa no Irão?... Donald Trump já deixou um aviso ao regime de Teerão, afirmando que este será atingido "com força" caso haja mortos nos protestos - que já há. Manifestações começaram pela subida dos preços de bens alimentares, e tiveram origem num grupo particularmente próximo do regime ao longo da História.

Por noticiasaominuto.com 

Os protestos que estão a acontecer no Irão há 13 dias já fizeram, pelo menos 51 mortos, de acordo com a organização não-governamental Iran Human Rights. De acordo com a mesma fonte, nove das vítimas mortais são menores. Os protestos já levaram a uma troca de acusações entre Washington e Teerão.

As manifestações que têm vindo a acontecer são as maiores demonstrações contra o governo que aconteceram nos últimos anos, tendo na quinta-feira o Irão cortado também o acesso à internet e as linhas telefónicas.

De acordo com o que escreve esta sexta-feira a CNN Internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já ameaçou mesmo atacar o país caso as forças de segurança respondam com recurso à força. Por outro lado, o líder supremo do Irão, o aiatolá Ali Khamenei, respondeu a Trump dizendo para este "se focar no seu próprio país", e culpado Washington de iniciar a estes protestos.

Mas, afinal, que protestos são estes?

De acordo com a imprensa internacional, os protestos começaram nos bazares da capital iraniana, e foram levados a cabo devido ao aumento da inflação, que fez com que produtos básicos como óleo alimentar e frango encarecessem da noite para o dia, o que levou a que estes produtos alimentares desaparecessem das prateleiras. O descontentamento alastrou-se, no entanto, a outros locais no resto do país.

Os protestos começaram como manifestações nos bazares de Teerã contra a inflação galopante, mas depressa se espalharam por todo o país e se transformaram em protestos mais generalizados contra o regime.

A decisão do banco central em encerrar um programa que permitia a alguns importadores terem acesso a dólares norte-americanos mais baratos em comparação com o resto do mercado levou a que os lojistas aumentassem os preços, tendo alguns tido mesmo que fechar as portas. O governo tentou ainda conter as manifestações, oferecendo subsídios, mas os protestos já tinham alastrado e se incendiado - como alguns locais têm estado mesmo, devido aos protestos.

A dimensão destes protestos

Segundo a imprensa internacional, estes são os maiores protestos desde a morte de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que, em 2022, morreu às mãos de agentes da chamada polícia da moralidade do Irão. Recorde-se que a jovem morreu após ser espancada por o seu hijab ter revelado algum cabelo, o que vai contra as regras. Esta jovem foi levada pelas autoridades, espancada e esteve três dias em coma, antes de morrer devido à gravidade dos ferimentos.

Sob o mote de "Mulher, Vida, Liberdade", os protestos após a morte de Amini foram esmagados pela repressão estatal, que fez 500 mortos e 22 mil detidos, por todo o país.

Agora, mais de 100 cidades aderiram aos protestos. Há manifestantes que saem às ruas a pedir "Morte para Khamenei", responsável máximo do país. Segundo a agência de notícias estatal iraniana Fars, quase mil agentes da polícia e 60 paramilitares que respondem diretamente ao líder supremo do Irão foram colocados nas ruas, por forma a conter as manifestações. Estes agentes estão equipados com "armas de fogo, granadas e outras armas."

Mas o que distingue os protestos agora?

O que distingue os protestos está na sua origem: os comerciantes, que ao longo da história do país estiveram sempre ao lado do regime iraniano. A CNN Internacional dá ainda conta de que os lojistas desempenharam um papel crucial como influenciadores ao longo da história do país, tendo esse apoio sido muito importante na Revolução Islâmica, em 1979.

"Durante mais de 100 anos da história iraniana, os comerciantes de bazares têm sido atores-chave em todos os principais movimentos políticos do Irão. Muitos observadores acreditam que os comerciantes dos bazares estão entre os mais leais à República Islâmica", referiu à CNN Internacional Arang Keshavarzian, professor associado de Estudos do Oriente Médio e Islâmicos na Universidade de Nova Iorque e autor de "Bazar e Estado no Irão".

O Irão é um Estado teocrático, o que significa que líderes religiosos têm poder sobre o país, ainda que haja eleições. Masoud Pezeshkian foi eleito presidente em 2024, e, num discurso na segunda-feira, disse que "não era de esperar que o governo lidasse com tudo sozinho."

Pezeshkian posicionou-se como pertencendo à classe trabalhadora e prometeu alívio a nível económico. Mas, segundo aponta a CNN Internacional, a corrupção em várias áreas do governo, assim como má gestão noutros setores tem levado a que esta liderança seja criticada. A possibilidade de conflito com os EUA e Israel - este último com quem Teerão já esteve em conflito durante 12 dias - também está a deixar a sociedade iraniana nervosa.

Mas o que disse Trump a Khamenei? E a resposta

Numa altura em que os EUA levaram a cabo a "captura" de Nicolás Maduro, que se encontra agora detido em Nova Iorque, Trump avisou Teerão de que haveria consequências sevaras caso o regime fosse responsável por mortes de manifestantes.

"Já avisei que, se começarem a matar pessoas, o que costumam fazer durante os seus tumultos… vamos atingi-los com muita força", referiu Trump ao apresentador de rádio Hugh Hewitt, na quinta-feira.

Já no seu primeiro discurso televisivo desde que os protestos começaram, Khamenei avisou Trump para "se focar no seu próprio país". "Há alguns agitadores que querem agradar o presidente norte-americano destruindo propriedades públicas. Um povo iraniano unido derrotará todos os inimigos", avisou, acrescentando: "A República Islâmica não recuará diante daqueles que buscam nos destruir."

Correspondente da SIC mostra poder destrutivo de drone Shahed: "Não há paredes, apartamento deixou de existir"... Iryna Shev, correspondente da SIC na Ucrânia, entrou num dos edifícios danificados esta madrugada em ataques russos a Kiev. Foram lançados quase 250 drones e mais de 30 mísseis, incluindo mísseis hipersónicos.

A correspondente da SIC na Ucrânia, Iryna Shev, esteve num dos prédios atingidos esta madrugada em ataques russos e mostra as consequências do poder destrutivo de um drone do tipo Shahed.

"Deixaram-me entrar, mas avisaram-me que é preciso ter muito cuidado. Estamos no 11º andar e isto está muito danificado. Eram apartamentos residenciais. Estamos a aproximar-nos de zonas onde nesta altura não há paredes", descreve.

O apartamento, onde morava uma senhora com o cão, ficou destruído. A proprietária "muito raramente" ia para o abrigo, mas esta noite "por causa dos intensos e interruptos ataques" russos decidiu sair de casa e proteger-se.

"Quando saiu para o abrigo percebeu que o seu apartamento deixou de existir", acrescenta.

Pelo menos quatro pessoas morreram e 19 ficaram feridas em ataques russos esta madrugada na capital da Ucrânia, Kiev. Foram lançados quase 250 drones e mais de 30 mísseis, incluindo mísseis hipersónicos.

Os bombardeamentos danificaram dois prédios num bairro central, na margem leste do rio Dnipro.

O autarca de Kiev, Vitali Klitschko, diz que há partes da capital sem água nem eletricidade, após ataques à infraestrutura da cidade.

Também em Lviv, no oeste da Ucrânia, houve ataques russos contra infraestruturas energéticas.

O ataque ocorreu poucas horas depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertar a nação para as intenções da Rússia de levar a cabo uma ofensiva em grande escala.

Alto Comando Militar proíbe conferências de imprensa não autorizadas

O Alto Comando Militar da anunciou esta sexta-feira (09.01) a proibição expressa da realização de conferências de imprensa e de quaisquer declarações públicas não autorizadas, alegando que tais iniciativas colocam em causa a paz, a coesão social e a estabilidade nacional.

Num comunicado à imprensa, o órgão militar refere ter conhecimento de que alguns indivíduos e grupos, incluindo figuras políticas e grupos étnicos, têm promovido encontros clandestinos com o objectivo de incitar à violência e ao desrespeito pelas decisões estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como pelas resoluções emanadas do próprio Alto Comando Militar. Segundo a instituição, estas acções constituem uma grave afronta à estabilidade do país.

O Alto Comando Militar assegura que está a acompanhar com “máxima atenção” a situação em todo o território nacional e alerta que qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será severamente sancionada, nos termos da lei.

O comunicado menciona ainda que determinados grupos, com base em afinidades tribais, estariam a ser instigados a desafiar a autoridade do Estado, tendo sido registadas ameaças públicas dirigidas a membros do Alto Comando Militar e a outras personalidades. A instituição exorta ao fim imediato dessas acções, sublinhando que os responsáveis serão individualmente responsabilizados pelos seus actos.

O Alto Comando Militar esclarece que as medidas anunciadas não configuram perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas sim a aplicação rigorosa da lei perante actos individuais de desacato e perturbação da ordem pública.

Por fim, o órgão militar apelou à união e serenidade do povo guineense, bem como à atenção da comunidade internacional, dos corpos diplomáticos acreditados no país, da sociedade civil, das confissões religiosas e das autoridades tradicionais, defendendo um compromisso colectivo com o restabelecimento da ordem constitucional, da paz pública, da disciplina e do respeito entre os cidadãos.


Guiné-Bissau assinala despedida da 20.ª Missão Médica Chinesa

Por MSN

Realizou-se esta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, a cerimónia oficial de despedida da 20.ª Missão da Equipa Médica Chinesa na Guiné-Bissau, que esteve em funções no país entre 2024 e 2026. O evento ficou marcado pela entrega de certificados e pela expressão de agradecimentos formais ao grupo de profissionais de saúde que, ao longo de dois anos, prestou assistência médica e contribuiu para o reforço dos serviços de saúde nacionais.

Durante a cerimónia, foram destacadas as ações desenvolvidas pela equipa, nomeadamente consultas especializadas, formações técnicas e apoio contínuo às unidades hospitalares guineenses. 

As autoridades de saúde sublinharam o impacto positivo da cooperação, salientando o contributo da missão para a melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população.

A despedida da missão foi igualmente ocasião para reafirmar os laços de amizade e cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Popular da China, que há décadas mantém missões regulares de apoio ao setor da saúde no país.

A 21.ª missão deverá ser anunciada nos próximos meses, dando continuidade ao trabalho conjunto entre os dois Estados.