O Alto Comando Militar da anunciou esta sexta-feira (09.01) a proibição expressa da realização de conferências de imprensa e de quaisquer declarações públicas não autorizadas, alegando que tais iniciativas colocam em causa a paz, a coesão social e a estabilidade nacional.
Num comunicado à imprensa, o órgão militar refere ter conhecimento de que alguns indivíduos e grupos, incluindo figuras políticas e grupos étnicos, têm promovido encontros clandestinos com o objectivo de incitar à violência e ao desrespeito pelas decisões estabelecidas na Carta de Transição Política, bem como pelas resoluções emanadas do próprio Alto Comando Militar. Segundo a instituição, estas acções constituem uma grave afronta à estabilidade do país.
O Alto Comando Militar assegura que está a acompanhar com “máxima atenção” a situação em todo o território nacional e alerta que qualquer pessoa ou entidade que desafie a ordem pública decretada pelas autoridades de transição será severamente sancionada, nos termos da lei.
O comunicado menciona ainda que determinados grupos, com base em afinidades tribais, estariam a ser instigados a desafiar a autoridade do Estado, tendo sido registadas ameaças públicas dirigidas a membros do Alto Comando Militar e a outras personalidades. A instituição exorta ao fim imediato dessas acções, sublinhando que os responsáveis serão individualmente responsabilizados pelos seus actos.
O Alto Comando Militar esclarece que as medidas anunciadas não configuram perseguição a qualquer grupo étnico ou tribal, mas sim a aplicação rigorosa da lei perante actos individuais de desacato e perturbação da ordem pública.
Por fim, o órgão militar apelou à união e serenidade do povo guineense, bem como à atenção da comunidade internacional, dos corpos diplomáticos acreditados no país, da sociedade civil, das confissões religiosas e das autoridades tradicionais, defendendo um compromisso colectivo com o restabelecimento da ordem constitucional, da paz pública, da disciplina e do respeito entre os cidadãos.


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