sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Brasileiro ruma a Moscovo para ser motorista... e acaba soldado na guerra.... Marcelo Pereira, um brasileiro de 29 anos, recebeu uma proposta de trabalho como motorista em Moscovo. No entanto, ao chegar à Rússia, descobriu que, na verdade, ele tinha sido recrutado como atirador na frente da guerra com a Ucrânia.

Por  noticiasaominuto.com   02/01/2026

Foi em novembro que o engodo teve início. Marcelo Pereira, um brasileiro de 29 anos, que morava em Boa Vista, Roraima, no Norte do Brasil recebeu uma proposta de trabalho de um amigo para ser motorista na Rússia.

As condições - e o salário - eram melhores do que as que tinha no seu emprego no Brasil e, por isso, Marcelo depressa tomou a decisão de se despedir e rumar a Moscovo.

"A gente tinha planos de ter nossa casa e nosso carro", contou a parceira de Marcelo, Gisele, ao g1. Em breve, aliás, planeavam também formalizar o seu casamento.

A mãe de Marcelo, Alessandra, revelou que o casal passava por dificuldades financeiras, com o jovem a ter várias dívidas que lhe chegavam a penhorar o salário. "Ele estava muito perturbado aqui", confessou.

Ao aceitar a proposta, Marcelo obteve o apoio de uma empresa, que nas redes sociais se apresenta como assessoria do exército de Moscovo focada, em particular, na entrada de novos recrutas nas forças armadas russas. Com o seu apoio, Marcelo obteve rapidamente o passaporte e foi-lhe comprado o bilhete de avião.

"Foi tudo muito rápido com essa viagem", afirmou Giselle.

A passagem chegou às mãos do jovem no dia 28 de novembro, com data marcada para dois dias depois, no dia 30, mas foi só a 3 de dezembro que Marcelo chegou a Moscovo. Quase uma semana depois, a 9 de dezembro, contou a Giselle que assinou o contrato com o Ministério da Defesa da Rússia - contrato esse que estava em russo.

"Ele não fala outra língua. Só fala português", revelou Giselle.

As letras cirílicas, indecifráveis aos olhos de Marcelo, não estipulavam o início de um contrato com o ministério como motorista, mas sim como atirador na frente da guerra, munido com um fuzil AK-74.

Ao se aperceber do engano, Marcelo dirigiu-se ao consulado do Brasil na Rússia para tentar retificar a situação e regressar a casa. Contudo, lá ter-lhe-ão dito que "esses casos acontecem" e que ele "não é o primeiro".

Giselle tem conseguido falar esporadicamente com Marcelo, especialmente através do Telegram, onde vai recebendo algumas novidades suas - mas demoram a chegar e são sempre poucas.

"Não estou conseguindo entrar em acordo com o pessoal, pois eles não me entendem e nem eu entendo eles", disse Marcelo numa dessas mensagens. "Já pedi para o subcomandante me tirar daqui e expliquei que vim por uma falsa promessa de emprego civil. Mas eles não me estão dando ouvidos", continuou.

No Brasil, a família de Marcelo também já alertou as autoridades competentes, nomeadamente o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que está a acompanhar o caso, mas ainda sem avanços no processo.

"Tu na luta aí, eu na luta aqui, para nada acontecer. Espero em Deus que o mais rápido possível me tire daqui", pode ler-se numa das mensagens do jovem.

A família acredita que Marcelo esteja em Luhansk - que fica na Ucrânia, mas que está atualmente a ser ocupado pela Rússia - e que seja lá que esteja a receber treino militar.

Em novembro (precisamente no mês em que Marcelo embarcou para a Rússia) a embaixada do Brasil em Moscovo publicou um alerta contra o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras. O aviso surgiu depois de um aumento no número de brasileiros mortos em combate ou que tiveram dificuldade em quebrar contratos com exércitos estrangeiros.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros desmentiu a autenticidade do documento que tem estado a circular sobre a situação de Domingos Simões Pereira junto da CEDEAO…👇

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TV VOZ DO POVO

O Governo informou à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que três cidadãos políticos foram libertados pelas autoridades nacionais, em cumprimento das condições legais e operacionais exigidas para a sua saída imediata.

Segundo uma carta enviada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, ao presidente da Comissão da CEDEAO, Omar Alieu Touray, os três cidadãos recusaram, no entanto, abandonar as instalações onde se encontravam detidos. A recusa deveu-se à exigência de que a libertação só ocorreria caso o cidadão Domingos Simões Pereira fosse igualmente libertado.

No mesmo documento, o Governo esclarece que Domingos Simões Pereira permanece detido por estar sujeito a processos judiciais em curso, conforme determinação dos órgãos judiciais competentes, o que, segundo as autoridades, impede a sua libertação imediata.

A missiva sublinha ainda que o Governo da República da Guiné-Bissau reafirma a sua total disponibilidade para continuar a cooperar com a CEDEAO, garantindo transparência, legalidade e pleno respeito pelo Estado de Direito.

A carta foi datada de 2 de janeiro de 2025, em Bissau, e enviada para Abuja, sede da Comissão da CEDEAO.

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CONFERÊNCIA DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DO INTERIOR

Governo Impõe Medidas Rigorosas para Reforçar a Segurança Rodoviária e Acaba com Documento de Livre-Trânsito.

O Governo, através do Ministério do Interior, anunciou esta sexta-feira (02.01) um pacote de medidas duras com vista a reforçar a segurança rodoviária em todo o território nacional. Entre as decisões mais impactantes, destaca-se o fim da emissão e uso do controverso documento de "Livre-Trânsito", frequentemente utilizado para escapar ao controlo policial nas estradas.

Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, visitou nesta sexta-feira (02.01), o Hospital Nacional Simão Mendes .

MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA REFORÇA AMBIÇÃO PARA 2026

A Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social efectuou esta sexta-feira, [02.01] uma visita à vários departamentos deste pelouro, no âmbito de boa entrada aos funcionários.

Durante a visita, a Ministra, Assucénia Donate de Barros dirigiu palavras de encorajamento aos colaboradores, reforçando a importância da união, do compromisso e do foco no trabalho, como pilares fundamentais para o bom funcionamento da Administração Pública guineense.

Na ocasião, Donate de Barros desejou um ano de muito empenho, colaboração e resultados positivos, sempre em prol do fortalecimento da Administração Pública e da melhoria dos serviços prestados aos cidadãos.

Por: GABINETE DE COMUNICAÇÃO

A Guiné-Bissau já contou com 24 primeiros-ministros em 52 anos, desde a independência proclamada em 1973.

A Galeria dos Primeiros-Ministros da República da Guiné-Bissau revela uma longa lista de antigos chefes do Governo, sendo que, em alguns casos, as mesmas figuras ocuparam o cargo por 4, 3 ou 2 vezes. 

Esta repetição de lideranças reflete os períodos de instabilidade política vividos pelo país ao longo de mais de cinco décadas, marcadas por golpes de Estado, crises institucionais e uma guerra civil, que condicionaram a continuidade da governação e o desenvolvimento nacional.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO 

Guiné-Bissau - Aumento da criminalidade em Mansaba preocupa líderes comunitários e é associado à delinquência juvenil

Por Radio TV Bantaba

Mansaba, Oio — Líderes comunitários do setor de Mansaba manifestaram preocupação com o aumento da criminalidade na região, fenómeno que, segundo relatos locais, está fortemente ligado à delinquência juvenil. Casos de agressões físicas, roubos, consumo de drogas e alcoolismo entre jovens têm-se tornado mais frequentes, gerando insegurança e apreensão entre os moradores.

A situação foi debatida durante um encontro comunitário dedicado aos temas da delinquência juvenil e da liderança feminina, promovido por organizações locais de promoção da paz. Na ocasião, representantes comunitários alertaram para o agravamento de pequenos furtos que, com o tempo, evoluem para crimes mais graves, afetando a convivência social e a tranquilidade das famílias.

De acordo com a coordenadora do grupo Kumpuduris de Paz de Oio San-Bontche no núcleo de Mansaba, Lalia Tcham, a falta de orientação, o desemprego juvenil e a influência de comportamentos de risco têm contribuído para o envolvimento de jovens em práticas ilícitas. “Há uma necessidade urgente de trabalhar com a juventude, reforçando valores cívicos e alternativas de inclusão social”, defendeu.

Moradores ouvidos pela reportagem relatam medo crescente e pedem maior presença das autoridades, bem como programas de prevenção voltados para educação, formação profissional e apoio psicossocial aos jovens. Para as lideranças locais, a resposta ao problema deve ir além da repressão, apostando no diálogo comunitário e em políticas públicas que criem oportunidades.

O encontro terminou com um apelo à responsabilidade coletiva, envolvendo famílias, escolas, autoridades e organizações da sociedade civil, no sentido de orientar os jovens para a legalidade e promover a paz social em Mansaba.

MOTORISTAS AMEAÇAM PARALISAR TRANSPORTES PÚBLICOS DEVIDO A MULTAS CONSIDERADAS ILEGAIS

Rádio Sol Mansi   02/01/2026

A Federação Nacional das Associações dos Motoristas Transportadores da Guiné-Bissau ameaçou paralisar todos os serviços de transporte público caso persista a cobrança de multas que considera ilegais.
O anúncio foi feito esta sexta-feira , em Bissau, durante uma conferência de imprensa convocada para manifestar o desagrado da organização face às multas de 50.000 francos CFA, aplicadas pelas forças da Guarda Nacional devido à falta de documentação dos veículos.
De acordo com o porta-voz da federação, Marcelino José Same, se o Governo mantiver a cobrança das referidas multas, os motoristas irão suspender as suas atividades como forma de evitar possíveis confrontos com as autoridades.
“Se o Governo continuar a aplicar multas de 50.000 francos CFA, seremos obrigados a parar os nossos serviços para evitar conflitos com as forças de segurança”, afirmou Marcelino Same.
A federação exige ainda que o Governo aplique as coimas em conformidade com a lei, e não de forma arbitrária.
“Pedimos ao Governo que respeite a legislação e que as sanções sejam aplicadas com base no que está previsto na lei”, acrescentou o porta-voz.
Apesar do tom de descontentamento, a organização manifestou abertura ao diálogo com o Executivo, com o objetivo de encontrar uma solução que evite a paralisação.
“Estamos disponíveis para dialogar e encontrar uma saída pacífica para esta situação”, garantiu.
Entretanto, nesta semana festiva, foi possível observar centenas de pessoas a deslocarem-se a pé até ao centro da cidade de Bissau, devido à escassez de transportes públicos, situação que tem causado transtornos à população.

SAÚDE - BALANÇO DO FINAL DE ANO: Durante a quadra festiva, o Hospital Nacional Simão Mendes registou 87 casos, sem qualquer óbito. Segundo o diretor dos Serviços do Banco de Socorro do Hospital, Bubacar Sissé, a situação é menos preocupante quando comparada com o ano transacto, período em que a unidade hospitalar havia registado 136 casos e 1 óbito.

Bissau, 02 de janeiro de 2026 - O Hospital Nacional Simão Mendes, maior unidade hospitalar do país, não registou nenhum óbito durante a “cambansa” de Ano Novo. A informação foi tornada pública pelo diretor do Serviço do Banco de Socorro, Bubacar Sissé, em conferência de imprensa realizada na instituição.

Segundo o responsável, entre os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro deram entrada 87 pacientes, sem qualquer perda de vida, um dado considerado encorajador quando comparado com o mesmo período do ano anterior, em que foi registado um óbito.

“De 31 de dezembro a 1 de janeiro registámos 87 casos, sem nenhuma perda de vida. É um facto positivo em relação ao ano passado, quando tivemos um óbito. Esperamos que esta tendência se mantenha, com o cumprimento das regras e celebrações responsáveis”, afirmou Sissé.

Apesar do balanço global positivo, o diretor alertou para o aumento do número de acidentes de viação durante as festividades, passando de oito casos no período 2024/2025 para 15 no atual ano, e apelou ao reforço das medidas de segurança.

“Houve um aumento significativo dos acidentes. Por isso, apelamos às autoridades competentes para reforçarem os controlos, sobretudo nas zonas mais movimentadas, limitando a circulação de viaturas que muitas vezes está na origem de acidentes evitáveis”, sublinhou.

De acordo com os dados divulgados, dos 87 casos registados no Hospital Nacional Simão Mendes, a maioria esteve relacionada com acidentes de viação e agressões físicas. Ainda assim, o número representa uma redução significativa face ao ano anterior, quando a unidade hospitalar registou 136 atendimentos no mesmo período festivo.


"A situação no Donbass está extremamente complicada": russos avançam e ucranianos tentam "consolidar posições

A enviada-especial à Ucrânia Carla Rodrigues faz o ponto da situação do Donbass, numa altura em que as forças ucranianas tentam consolidar posições, à medida que as tropas russas avançam, sobretudo na zona centro e sul do Donbass.

Neurocirurgiões revelam 6 pilares da saúde que ajudam a viver mais tempo... Com o início de um novo ano muitas pessoas aproveitam para estabelecer novas metas, sobretudo em relação à saúde. No entanto, neurocirurgiões revelam o porquê de se colocá-las de lado, focando-se antes em objetivos a longo prazo.

Por noticiasaominuto.com 

São muitos aqueles que aproveitam o início de um ano para estabelecer objetivos e a saúde é sempre um dos temas mais visados. Contudo, conforme realça a Fox News, são poucos aqueles que se mantêm fieis às suas resoluções, acabando por desistir logo na primeira semana. 

A pensar nestas pessoas, dois médicos aconselharam que o melhor é deixar de lado "soluções rápidas", uma vez que o foco deve ser métodos que visem o bem-estar a longo prazo.

Vida saudável: 6 pilares que os especialistas defendem

1. Não se reforme antecipadamente

A reforma pode potenciar o declínio físico e cognitivo, realçou Joseph Maroon, neurocirurgião de 84 anos, sobretudo quando significa o afastamento de atividades com um significado especial. 

"Estudos mostram que o envolvimento contínuo no trabalho — seja em tempo integral, parcial ou mesmo em projetos com propósito — está associado a uma melhor resiliência cognitiva, saúde cardiovascular e longevidade geral", defendeu o médico. 

O ideal - no caso de se querer mesmo reformar - é procurar outros desafios que estimulem o metabolismo cerebral, a neuroplasticidade e a saúde vascular. 

"Por outras palavras: manter-se ativo profissionalmente treina o cérebro, assim como o exercício faz com os músculos", afirmou. 

Não se trata de trabalhar por obrigação, mas com propósito. 

2. Equilibrar os níveis de stress

Maroon, professor de neurocirurgia no Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, destaca a importância do controlar o stress para o bem-estar. 

"O segredo é equilibrar as prioridades — trabalho, família e amigos, espiritualidade e exercícios regulares — para reduzir o stress crónico, que, segundo a minha experiência, contribui para problemas como problemas de sono, ansiedade e doenças cardiovasculares", notou. 

"Na minha experiência, esse 'equilíbrio do stress' é fundamental para a saúde e longevidade, podendo também ajudar a reduzir o risco de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer", completou. 

3. Encontre um propósito

Para Efrati, um "forte senso de propósito é um dos indicadores de longevidade mais poderosos e subestimados".

Estudos mostram que pessoas que exercem atividades com significado apresentam níveis mais baixos de inflamação crónica e um risco reduzido de morte prematura. 

"O propósito ativa vias tanto psicológicas, quanto biológicas. Ele influencia a regulação do stress, o equilíbrio imunológico e até mesmo os mecanismos de reparação celular", realça o especialista. 

"Seja qual for o propósito – trabalho, família, criatividade, serviço ou aprendizagem – atua como um estabilizador biológico, dando ao corpo um motivo para investir em manutenção e reparação a longo prazo", completa. 

4. Abrace a espiritualidade

Estudos sugerem que a "prática espiritual ou comunitária regular" está ligada a um risco reduzido de morte prematura, notou Maroon.

"Acredito que possa ser um fator importante para o bem-estar", sublinhou.

"Seja por meio da fé, do serviço ou de uma rotina comunitária consistente, estas práticas podem proporcionar conexão, perspetiva e resiliência", explicou. 

5. Trate os alimentos como combustível

Efrati realça que os alimentos devem ser vistos não apenas como calorias, mas como combustível para a produção e reparação de células.

"Dietas ricas em alimentos integrais e não processados, particularmente a dieta mediterrânica, fornecem os nutrientes que dão apoio à função mitocondrial, à saúde vascular e ao metabolismo cerebral", notou.

"O objetivo não é a restrição, mas sim a nutrição — fornecer ao corpo o que ele precisa para se reparar, se adaptar e prosperar ao longo do tempo", aconselha. 

6. O sono é - mesmo - muito importante

Para o neurocirurgião o sono é um "pilar da saúde cerebral e da longevidade". 

"Quando se dorme bem contribui-se para um metabolismo saudável e para a função imunológica, além de melhorar o humor, a concentração e a resistência ao stress", fez saber. 

"Uma boa noite de sono facilita a manutenção de hábitos diários que protegem a saúde a longo prazo, incluindo melhor nutrição, exercício físico regular e tomada de decisões mais consistentes", completou. 


Os problemas de bexiga podem ser facilmente ignorados, mas podem levar a graves consequências. Evitar esses problema


China pede "desenvolvimento pacífico" dos laços com Taiwan após exercícios... O responsável do Governo chinês para os assuntos de Taiwan apelou hoje ao "desenvolvimento pacífico" das relações entre os dois lados do Estreito, dias depois de Pequim lançar exercícios militares em torno da ilha.

Por LUSA 

O diretor do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (executivo) da China reafirmou que Pequim continuará a "expandir os intercâmbios e a cooperação" e a "promover o desenvolvimento integrado" com Taiwan.

Numa mensagem de Ano Novo ao povo taiwanês, citada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, Song Tao opôs-se às "atividades separatistas" e à "ingerência externa", numa referência velada aos Estados Unidos (EUA) e ao Japão.

Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia colocar o Japão numa "situação de crise", o que justificaria a intervenção das Forças de Autodefesa nipónicas.

Há duas semanas, os EUA aprovaram um plano recorde de venda de armas a Taiwan no valor de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros).

"Estamos dispostos a dialogar e a realizar consultas com partidos políticos, organizações e indivíduos de todas as esferas da vida em Taiwan sobre as relações entre os dois lados do Estreito e a reunificação nacional, com base no 'princípio de Uma Só China' e no Consenso de 1992", declarou Song Tao.

O princípio 'Uma só China', alcançado em 1992, declara que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China, mas com Pequim e Taipé a manterem interpretações diferentes.

As relações entre os dois lados do Estreito "avançaram apesar das dificuldades" em 2025, ganhando "impulso e força" em apoio ao que Song Tao descreve como a reunificação da China.

O Governo de Taiwan alega que a ilha nunca fez parte da China comunista e que as pretensões de soberania chinesas são ilegítimas.

Song Tao destacou a maior facilidade de deslocação dos nacionais taiwaneses para a China continental, bem como o "aumento significativo" do número de jovens e "visitantes de primeira viagem" vindos da ilha.

O dirigente exortou ainda as pessoas de ambos os lados a "assumirem as suas responsabilidades históricas" e a "unirem forças para se oporem ao separatismo e trabalharem pela reunificação nacional", segundo a Xinhua.

A China anunciou na quarta-feira ter concluído "com sucesso" as manobras militares realizadas desde segunda-feira em redor de Taiwan, que incluíram tiros reais e simulações de bloqueio de portos estratégicos da ilha.

O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a reunificação do país não pode ser travada, num discurso à nação pouco depois do anúncio do fim dos exercícios.

Taipé condenou os exercícios, considerando-os "uma provocação flagrante contra a segurança regional e a ordem internacional".


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A Rússia instou a Organização das Nações Unidas (ONU) a "condenar publicamente" o ataque da Ucrânia com drones que fez pelo menos 24 mortos e 50 feridos na região ucraniana de Kherson controlada por Moscovo.


A cada hora, três pessoas sofrem um AVC em Portugal... A médica Margarida Graça Santos conversa com o neurologista João Pedro Marto para o ajudar a reconhecer, prevenir e agir perante uma das doenças que mais marca a vida dos portugueses.

Trump admite que toma aspirina de mais, mas garante: "Saúde perfeita"... O presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu que toma uma dose elevada de aspirina e é supersticioso, embora considere que tenha uma "boa genética", numa entrevista sobre a sua saúde ao The Wall Street Journal (WSJ), publicada na quinta-feira.

Por LUSA 

O WSJ refere que a entrevista foi conduzida por telefone e de forma espontânea, depois de o jornal ter partilhado com a Casa Branca detalhes sobre o estado de saúde do Presidente norte-americano, o que o deixou incomodado.

"Vamos voltar a falar de saúde, pela enésima vez. A minha saúde é perfeita", declarou Trump, que atribui a sua boa energia aos 79 anos à sua herança genética: "A genética é muito importante. E eu tenho genes muito bons."

Um dos temas abordados no artigo é o consumo de 325 miligramas de aspirina por dia, segundo o seu médico, Sean Barbarella, justificada como "prevenção cardíaca", em vez de uma dose baixa padrão de cerca de 81 miligramas.

"Dizem que a aspirina é boa para fluidificar o sangue, e eu não quero sangue grosso a passar pelo meu coração. Quero sangue bom e fino a passar pelo meu coração. Faz sentido?", questionou Trump, que ao mesmo tempo disse ser "um pouco supersticioso".

Na entrevista, o líder norte-americano atribuiu os hematomas visíveis na mão direita à dose excessiva de aspirina e negou ter adormecido em eventos públicos recentes.

"Eles [os médicos] preferem que eu tome a dose mais baixa. Tomo uma dose mais elevada (...) há anos e isso provoca hematomas", explicou.

Donald Trump, de 79 anos, é o Presidente mais velho a ser eleito nos Estados Unidos.

O político republicano é frequentemente visto com o dorso da mão direita maquilhado ou enfaixado para esconder os hematomas, que a Casa Branca atribui aos seus frequentes apertos de mão e ao uso rotineiro de aspirina como tratamento cardiovascular.

"Tenho maquilhagem fácil de aplicar, demora dez segundos", relatou.

Contrariando declarações anteriores, Donald Trump especificou que se submeteu a uma tomografia computorizada e não a uma ressonância magnética, em outubro.

Esta informação foi confirmada pelo seu médico em comunicado ao jornal norte-americano, explicando que o exame foi feito para "descartar definitivamente qualquer problema cardiovascular" e que não apresentava anormalidades.

O líder da Casa Branca negou ainda que tenha adormecido durante vários eventos públicos, depois de ter sido visto com dificuldade em manter os olhos abertos, em particular durante uma reunião do seu executivo em dezembro.

"Simplesmente fecho os olhos. Isso relaxa-me bastante", argumentou, expressando desagrado por a sua saúde ser examinada com tanto detalhe. "Às vezes, tiram fotografias minhas a piscar e captam o momento exato em que pisco", prosseguiu.

Depois de lhe ter sido diagnosticada insuficiência venosa crónica em julho, o Presidente norte-americano explicou que usou meias de compressão durante um breve período, mas parou porque "não gostou delas".

Em abril, o seu relatório médico indicava que estava a tomar medicamentos para o colesterol.

Donald Trump, que atacou implacavelmente o seu rival democrata Joe Biden na última campanha presidencial, em 2024, retratando-o como senil, auto elogia-se regularmente pelo seu excelente desempenho cognitivo.


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Filha de Kim Jong Un faz primeira visita a mausoléu do regime... A filha do líder da Coreia do Norte fez a primeira visita ao mausoléu onde o avô e o bisavô, ambos ex-líderes, estão sepultados, avançou hoje a imprensa estatal, consolidando a posição como sucessora.

Por LUSA 

De acordo com imagens divulgadas pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, Kim Ju-ae e o pai, Kim Jong-un, visitaram o Palácio do Sol de Kumsusan, um vasto mausoléu no centro de Pyongyang, acompanhado por altos funcionários.

A Coreia do Norte é governada desde 1948 pela dinastia Kim, também conhecida como 'linhagem Paektu', assim designada em homenagem a uma montanha sagrada considerada o lendário berço do povo coreano e onde, segundo a propaganda norte-coreana, nasceu Kim Jong-il (avô de Kim Ju-ae). Ele próprio sucedeu ao pai, Kim Il-sung, bisavô de Kim Ju-ae.

Os dois homens, apelidados de "líderes eternos" pela propaganda estatal, estão sepultados no Palácio do Sol de Kumsusan.

Kim Ju-ae, cuja idade não foi confirmada, foi vista ao lado do pai em diversas ocasiões desde a primeira aparição pública, em 2022.

Os serviços de informação da vizinha Coreia do Sul acreditam que Kim Ju-ae poderá um dia suceder a Kim Jong-un, marcando a quarta geração a governar a única dinastia comunista do mundo.

Em 2024, os meios de comunicação estatais norte-coreanos referiram-se a Kim Ju-ae com o título altamente honorífico de 'hyangdo' ("conselheira sénior" em coreano), um termo geralmente reservado ao líder ou ao sucessor.

Antes de 2022, a única confirmação da existência de Kim Ju-ae veio da antiga estrela de basquetebol Dennis Rodman, que afirmou ter conhecido uma filha de Kim Jong-un chamada Ju-ae durante uma visita à Coreia do Norte, em 2013.

O anúncio da visita ao mausoléu acontece um dia depois da imprensa oficial ter divulgado uma mensagem de Ano Novo às forças armadas, em que Kim Jong-un elogiou as tropas que combatem em "solo estrangeiro" e fez alusão à aliança com a Rússia.

"Enquanto todo o país está imerso numa atmosfera festiva para celebrar o Ano Novo, sinto ainda mais saudades de vocês, que lutam bravamente em campos de batalha em solo estrangeiro, mesmo agora, fiéis à ordem da vossa pátria", disse Kim, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana KCNA.

"Pyongyang e Moscovo estão convosco", acrescentou.

Segundo os serviços de informação sul-coreanos e ocidentais, Pyongyang enviou milhares de soldados para combater ao lado de Moscovo durante a invasão da Ucrânia, que começou há quase quatro anos.

Em troca, a Rússia envia à Coreia do Norte ajuda financeira, tecnologia militar e fornecimentos de alimentos e energia, de acordo com analistas.

Na sua mensagem, o líder norte-coreano felicitou os soldados por fortalecerem a "amizade e aliança inquebrável" com a Rússia, apelando a que lutem "pelo povo irmão russo".


O lider da Coreia do Norte, Kim Jong-un, elogiou as tropas que combatem em "solo estrangeiro" e fez alusão à aliança com a Rússia, numa mensagem de Ano Novo às forças armadas, publicada hoje.


quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

40 mortos e 115 feridos. O que aconteceu na estância de ski na Suíça?... As autoridades suíças estão a apurar as causas do incêndio que deflagrou num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, que provocou pelo menos 40 mortos e 115 feridos.

Por LUSA 

A maioria dos feridos, muitos deles graves, ocorreu quando o incêndio se alastrou pelo bar que estava cheio para celebrar a o novo ano.

A estância de Crans-Montana é mais conhecida como um local internacional de ski e golfe. Durante a noite, o bar Le Constellation, passou de um local de folia para o local de uma das piores tragédias da Suíça.

O incêndio começou por volta da 01h30 desta madrugada no interior do bar Le Constellation, em plenas celebrações de fim de ano.

Duas mulheres contaram ao canal francês BFMTV que estavam no interior do estabelecimento quando viram um barman a transportar uma barman aos ombros enquanto esta segurava uma vela acesa numa garrafa. As chamas propagaram-se, derrubando o teto de madeira, segundo disseram à estação.

As pessoas tentaram desesperadamente escapar da discoteca no subsolo subindo uma escada estreita e passando por uma porta estreita, formando uma multidão, disse uma das mulheres.

Outro jovem que estava no local disse que as pessoas partiram janelas para escapar ao incêndio e que algumas ficaram gravemente feridas, noticiou a BFMTV. Disse ter visto cerca de 20 pessoas a lutar para sair do fumo e das chamas, comparando o sucedido a um filme de terror.

Incêndio faz pelo menos 40 mortos

O incêndio provocou a morte a cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.

"Contamos cerca de 40 mortos e cerca de 115 feridos, a maioria em estado grave", anunciou o chefe da polícia, Frédéric Gisler, durante uma conferência de imprensa em Sion (sudoeste da Suíça), enquanto ao seu lado o presidente da confederação, Guy Parmelin, referia que esta foi "uma das piores tragédias" que a Suíça já conheceu.

As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.

Em face da sobrecarga no sistema de saúde, as autoridades pediram à população que tenha cuidado nos próximos dias para evitar acidentes que possam sobrecarregar ainda mais os recursos médicos já saturados.

O governo suíço disse que já recebeu várias mensagens e telefonemas de condolências e solidariedade de governos após o incêndio e precisou que vários deles se ofereceram para receber feridos com queimaduras muito graves e extensas.

"Até ao momento" não há portugueses entre as vítimas

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) afirmou que "até ao momento não há indicação de vítimas portuguesas", mas é necessário esperar, tendo em conta o número de portugueses que vive na Suíça e no Cantão de Valais, onde ocorreu o incêndio.

A mesma fonte acrescentou que Portugal está a acompanhar a situação e em contacto com as autoridades suíças e salientou que os contactos de emergência para situações deste género não receberam qualquer pedido.

Na Suíça vivem 270 mil portugueses e no Cantão de Valais 64 mil.

Por seu turno, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou solidariedade ao Presidente da Suíça, Guy Parmelin, "pela tragédia que assinalou a passagem do ano, provocando tantos mortos e feridos num momento que se desejaria ser de júbilo e de esperança".

UE em contacto com autoridades suíças para prestar assistência médica

A Comissão Europeia disse estar "em contacto" com as autoridades suíças para prestar assistência médica às vítimas do incêndio. A Suíça ativou o mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que manifestou a sua "profunda tristeza" pela tragédia e afirmou que "a Europa está plenamente solidária com a Suíça".

Por sua vez, o governo belga declarou que "agirá em solidariedade com as autoridades suíças" no âmbito do referido mecanismo. Indicou que vai disponibilizar tratamento nos seus hospitais a cinco doentes com queimaduras graves e dois que necessitem de cuidados intermédios.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, acrescentou que na manhã de sexta-feira enviarão uma equipa de apoio médico composta por um chefe de equipa, dois médicos e duas enfermeiras especializadas em queimaduras graves.

Autoridades afastam possível atentado

Apesar de terem referido que era muito cedo para determinar a causa do incêndio, as autoridades suíças já descartaram a possibilidade de ter sido um atentado.

Estão em curso trabalhos para identificar as vítimas e informar as suas famílias, de acordo com o comandante da polícia do Cantão de Valais, Frédéric Gisler.

Crans Montana é uma estância de desportos de inverno que atrai turistas de todo o mundo - situada no coração dos Alpes suíços, cerca de 40 quilómetros a norte do Matterhorn, um dos mais famosos picos alpinos - e com uma população de cerca de 10.000 residentes.

Com pistas de ski a cerca de 3.000 metros de altitude no coração dos picos nevados e florestas de pinheiros da região de Valais, Crans-Montana é um dos melhores locais do circuito da Taça do Mundo.

Zelensky: "A adesão da Ucrânia à UE é uma das garantias de segurança"... O presidente ucraniano afirmou hoje que a entrada da Ucrânia na União Europeia integra as garantias de segurança procuradas por Kiev, no quadro dos esforços internacionais para pôr fim à agressão militar russa.


Por LUSA 

Numa mensagem publicada na rede social X após uma conversa com o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, Volodymyr Zelensky sublinhou que "a adesão da Ucrânia à UE é uma das garantias de segurança".

"Da nossa parte, faremos o que for necessário", referiu.

Zelensky abordou com o seu homólogo cipriota, no dia em que o Chipre assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, os mais recentes desenvolvimentos dos esforços diplomáticos da Ucrânia e dos Estados Unidos, depois de no domingo passado o chefe de Estado ucraniano se ter reunido durante três horas, na Florida, com o presidente norte-americano, Donald Trump.

"O trabalho para alcançar a paz ocupa praticamente as 24 horas. Não pode haver pausas", afirmou Zelensky, agradecendo ainda ao Chipre e aos cipriotas o apoio à causa ucraniana face à invasão russa.

Federação Internacional de Jornalistas contabiliza 128 mortos em 2025... A Federação Internacional de Jornalistas (FIP) contabilizou 128 profissionais do setor mortos em 2025 em todo o mundo, incluindo 56 na Palestina, no contexto da ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza.

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Num comunicado divulgado hoje, a organização lamentou "mais um ano mortal para os jornalistas" e denunciou "a falta de vontade das autoridades para proteger os trabalhadores dos meios de comunicação", apelando a "medidas imediatas e drásticas para pôr fim ao ciclo de violência e impunidade".

A lista inclui nove mortes acidentais e dez mulheres, e o total de 128 vítimas representa um aumento face a 2024, quando foram registadas 122 mortes.

Desde 1990, a Federação Internacional de Jornalistas contabilizou 3.173 jornalistas mortos em todo o mundo, uma média anual de 91.

"Os 128 jornalistas mortos num só ano não são apenas uma estatística, representam uma crise global", afirmou o secretário-geral da organização, Anthony Bellanger.

"Estas mortes são um lembrete brutal de que os jornalistas são atacados com impunidade apenas por fazerem o seu trabalho", acrescentou, defendendo que os governos devem agir para proteger os profissionais, levar os responsáveis à justiça e defender a liberdade de imprensa.

O secretário-geral defendeu ainda a necessidade de uma convenção das Nações Unidas que garanta a segurança e a independência dos jornalistas a nível global, afirmando que "o mundo não pode esperar mais".

Por regiões, o Médio Oriente e o mundo árabe lideram a lista, com 74 jornalistas mortos, incluindo 56 na Palestina, o que representa 58% do total. Seguem-se o Iémen, com 13 mortes, e a Ucrânia, com oito. O Sudão registou seis mortes, a Índia e o Peru quatro cada um, e as Filipinas, o México e o Paquistão três cada.

O caso mais emblemático foi o de Anas al Sharif, morto a 10 de agosto juntamente com outros cinco jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação num ataque israelita a uma tenda de imprensa junto ao hospital Al Shifa, na cidade de Gaza.

Israel é também responsabilizado pela morte de 13 jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação no bombardeamento da redação do jornal 26 de Setembro, em Sana, no Iémen, considerado pela organização "um dos ataques mais graves contra sedes de meios de comunicação".

Na Europa, a guerra na Ucrânia provocou a morte de oito jornalistas no país e de um na Rússia. A organização alerta para o uso de drones para atacar "deliberadamente" jornalistas ou os seus veículos, citando as mortes dos ucranianos Olena Hramova, Yevhen Karmazin e Tetiana Kulik, e do francês Antoni Lallican.

Em África, o Sudão voltou a liderar com seis jornalistas mortos. Nas Américas, o Peru registou quatro mortes, seguido do México com três, e da Colômbia, Honduras e Equador, com uma cada.

A organização publicou ainda uma lista de 533 jornalistas presos em todo o mundo, com a China no topo, com 143. Seguem-se Israel, com 74, Myanmar, com 49, Vietname, com 37, Egito, com 15, e o Iémen, com 11.

Sete detidos no Irão acusados de transformar protestos em tumultos... Sete pessoas foram hoje detidas na cidade de Kermanshah, no Irão, por supostos vínculos com "grupos hostis e membros da oposição exilados", durante protestos em todo o país contra a deterioração da situação económica.

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A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os sete detidos estavam a tentar incitar tumultos durante as manifestações e que um deles estava armado.

A agência também pediu à população que permanecesse vigilante contra possíveis manipulações por elementos hostis que poderiam colocar em risco a segurança pública.

De acordo com imagens publicadas por ativistas nas redes sociais, slogans a favor do retorno da monarquia, como "Esta é a batalha final, Pahlavi regressará", foram ouvidos em várias marchas, em referência à dinastia Pahlavi, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979.

As detenções ocorreram um dia depois de o Procurador-Geral do Irão, Mohammad Movahedi Azad, ter alertado que qualquer tentativa de transformar os protestos económicos num "instrumento de insegurança" ou na "execução de cenários planeados do exterior" enfrentaria uma resposta legal destinada a proteger os direitos públicos e a ordem social.

Diversas cidades iranianas têm sido palco de protestos desde domingo devido às fortes flutuações no mercado cambial, à depreciação acelerada do rial e à instabilidade económica que afeta o país.


Leia Também: Protestos contra elevado custo de vida no Irão provocam dois mortos

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança no sudoeste do Irão fizeram dois mortos, informou hoje a agência de notícias Fars, referindo que são as primeiras mortes de civis na sequência dos protestos contra o elevado custo de vida.


2 tripulantes detidos sob suspeita de danificar cabo submarino finlandês... A polícia finlandesa prendeu dois tripulantes do Fitburg, um navio com bandeira de São Vicente e Granadinas, suspeitos de danificar um cabo de comunicação entre a Finlândia e a Estónia.

Por LUSA 

Segundo a emissora pública finlandesa Yle, citando fontes policiais, a polícia prendeu dois tripulantes do Fitburg, enquanto outros dois marinheiros do navio foram proibidos de deixar o país nórdico.

Medidas de investigação foram tomadas a bordo do navio e a tripulação foi interrogada. Estamos a analisar a situação e o papel da tripulação", disse o inspetor-chefe criminal Risto Lohi, citado pela Yle.

A polícia finlandesa anunciou esta quarta-feira que estava a investigar um navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no mar Báltico, que liga a Finlândia e a Estónia.

A investigação foi iniciada depois de a operadora finlandesa Elisa ter comunicado que detetou uma avaria num dos seus cabos submarinos, localizado na zona económica exclusiva da Estónia.


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A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, afirmou hoje que a "infraestrutura crítica" do bloco permanece sob "alto risco de sabotagem".


Rússia envia aos EUA análises aos drones que atacaram residência de Putin... A Rússia vai enviar para os Estados Unidos as análises aos destroços dos drones que alegadamente atacaram a residência do Presidente russo na região de Novgorod no passado fim de semana, indicou hoje o Ministério da Defesa daquele país.

Por LUSA 

Esses materiais [dos destroços dos drones] serão transferidos à parte americana através dos canais estabelecidos", comunicou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

O órgão militar avançou que realizou uma inspeção técnica ao sistema de navegação de um dos veículos aéreos não tripulados ucranianos abatidos sobre a região de Novgorod na noite de 29 de dezembro.

"Os agentes de inteligência russos conseguiram extrair o arquivo da missão de voo" do drone, explicou o ministério.

Segundo o Ministério da Defesa, "a descodificação dos dados da rota revelou que o objetivo final do ataque ucraniano de 29 de dezembro era uma instalação na residência presidencial russa na região de Novgorod".

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa divulgou detalhes sobre o ataque ucraniano com drones contra a residência de Putin na localidade de Valdái, indicando que, a partir de diferentes pontos de descolagem, um total de 91 drones voaram em direção ao alvo sobrevoando as regiões de Briansk, Smolensk, Tver e Nóvgorod.

Na segunda-feira, o Kremlin classificou o ataque ucraniano como "um atentado contra Trump", uma vez que prejudicava as negociações de paz na Ucrânia lideradas pelo Presidente dos Estados Unidos.

Embora não tenha revelado como, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que a Rússia endureceria a sua postura durante as negociações de paz.

Entretanto, Donald Trump, que no fim de semana se reuniu com Volodymyr Zelensky e falou por telefone com Putin, partilhou na quarta-feira nas redes sociais um editorial do jornal The New York Post que acusa Moscovo de inventar o ataque para boicotar o processo de paz com Kyiv.

Segundo o presidente norte-americano, a reação exagerada da Rússia demonstra que é Moscovo quem está a atrapalhar as negociações de paz com a Ucrânia.

O Wall Street Journal noticia que a CIA não encontrou qualquer indício de que Kyiv tenha atacado recentemente com drones uma residência do Presidente russo.

Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022 que as autoridades de Kyiv denunciaram mais de uma dezena de tentativas de assassinato ou sequestro contra o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, incluindo uma nos primeiros dias da invasão russa, quando o exército chegou à capital da Ucrânia e houve combates perto da administração presidencial.

Esta é a primeira vez que a Rússia denuncia um ataque que poderá ter sido dirigido contra o líder russo, que desde o início do conflito reforçou a sua segurança.

"Carga explosiva de 6kg". Rússia publica vídeo que diz provar ataque

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que alega ser de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin. As imagens mostram um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo, carregado com uma carga explosiva de seis quilo.


A Ucrânia revelou hoje que um chefe militar russo que lutava por Kyiv, cuja morte foi anunciada na semana passada, estava na verdade vivo e que a sua morte foi encenada para identificar agentes russos.