Por LUSA
O diretor do Gabinete de Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (executivo) da China reafirmou que Pequim continuará a "expandir os intercâmbios e a cooperação" e a "promover o desenvolvimento integrado" com Taiwan.
Numa mensagem de Ano Novo ao povo taiwanês, citada pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua, Song Tao opôs-se às "atividades separatistas" e à "ingerência externa", numa referência velada aos Estados Unidos (EUA) e ao Japão.
Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia colocar o Japão numa "situação de crise", o que justificaria a intervenção das Forças de Autodefesa nipónicas.
Há duas semanas, os EUA aprovaram um plano recorde de venda de armas a Taiwan no valor de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros).
"Estamos dispostos a dialogar e a realizar consultas com partidos políticos, organizações e indivíduos de todas as esferas da vida em Taiwan sobre as relações entre os dois lados do Estreito e a reunificação nacional, com base no 'princípio de Uma Só China' e no Consenso de 1992", declarou Song Tao.
O princípio 'Uma só China', alcançado em 1992, declara que existe apenas uma China e que Taiwan faz parte da China, mas com Pequim e Taipé a manterem interpretações diferentes.
As relações entre os dois lados do Estreito "avançaram apesar das dificuldades" em 2025, ganhando "impulso e força" em apoio ao que Song Tao descreve como a reunificação da China.
O Governo de Taiwan alega que a ilha nunca fez parte da China comunista e que as pretensões de soberania chinesas são ilegítimas.
Song Tao destacou a maior facilidade de deslocação dos nacionais taiwaneses para a China continental, bem como o "aumento significativo" do número de jovens e "visitantes de primeira viagem" vindos da ilha.
O dirigente exortou ainda as pessoas de ambos os lados a "assumirem as suas responsabilidades históricas" e a "unirem forças para se oporem ao separatismo e trabalharem pela reunificação nacional", segundo a Xinhua.
A China anunciou na quarta-feira ter concluído "com sucesso" as manobras militares realizadas desde segunda-feira em redor de Taiwan, que incluíram tiros reais e simulações de bloqueio de portos estratégicos da ilha.
O Presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que a reunificação do país não pode ser travada, num discurso à nação pouco depois do anúncio do fim dos exercícios.
Taipé condenou os exercícios, considerando-os "uma provocação flagrante contra a segurança regional e a ordem internacional".
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A Rússia instou a Organização das Nações Unidas (ONU) a "condenar publicamente" o ataque da Ucrânia com drones que fez pelo menos 24 mortos e 50 feridos na região ucraniana de Kherson controlada por Moscovo.


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