sábado, 17 de janeiro de 2026

👉🏾O general Mamadi Doumbouya, que liderou o golpe militar de 2021, tomou hoje posse como Presidente da Guiné-Conacri, terminando as suas funções de chefe do Governo de transição após mais de quatro anos.

A cerimónia de posse, que durou várias horas, decorreu num estádio na capital Conacri perante 50 mil pessoas.

Doumbouya, que venceu as eleições a 28 de dezembro com 86,72% dos votos, fez o juramento de posse sobre a nova Constituição, aprovada por referendo durante o período de transição, em setembro de 2025.

"Juro perante Deus e perante o povo da Guiné respeitar e assegurar o rigoroso respeito pela Constituição, pelas leis e pelas decisões dos tribunais", declarou, com a mão direita erguida. 

(LUSA)

Trump vai taxar oito países que se opõem ao controlo da Gronelândia... O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que irá cobrar uma taxa de importação de 10%, a partir de fevereiro, sobre mercadorias de oito países europeus, devido à oposição ao controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia.

Por LUSA 

Trump disse numa publicação nas redes sociais que a Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia enfrentarão a tarifa, que seria elevada para 25% a 01 de junho, se não for assinado um acordo para a "compra completa e total da Gronelândia" pelos Estados Unidos.

Entretanto, centenas de pessoas na capital da Gronelândia enfrentaram hoje temperaturas próximas de zero, chuva e ruas geladas para marchar em apoio da sua autogovernação, face às ameaças de uma tomada de poder pelos Estados Unidos.

Os groenlandeses agitavam as suas bandeiras nacionais vermelhas e brancas e ouviam canções tradicionais enquanto caminhavam pelo pequeno centro de Nuuk.

Alguns transportavam cartazes com mensagens como "Nós moldámos o nosso futuro", "A Gronelândia não está à venda" e "A Gronelândia já é grande". Foram acompanhados por milhares de outras pessoas em manifestações por todo o reino dinamarquês.

Trump insiste há meses que os Estados Unidos devem controlar a Gronelândia, um território semiautónomo da Dinamarca, membro da NATO, e disse no início desta semana que qualquer coisa menos do que a ilha ártica estar em mãos americanas seria inaceitável.


Leia Também: Gronelândia. Ministra dinamarquesa junta-se aos protestos: "Ameaça real"

Milhares de pessoas juntaram-se hoje no centro de Copenhaga para uma marcha de protesto que terminou em frente à embaixada dos Estados Unidos para exigirem que os norte-americanos recuem nas ameaças de compra ou tomada pela força da Gronelândia.


Delcy Rodríguez afasta aliado de Maduro. "Novas responsabilidades"... A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a demissão do ministro da Indústria, Alex Saab, um aliado próximo do Presidente Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos em 03 de janeiro.

Por  LUSA 17/01/2026

Numa mensagem publicada na sexta-feira na plataforma Telegram, Rodríguez explicou a mudança com planos para uma fusão entre o Ministério das Indústrias e Produção Nacional e o Ministério do Comércio Nacional.

A "nova entidade" será chefiada por Luis Antonio Villegas, que desempenhava as funções de ministro do Comércio Nacional desde que tinha sido nomeado por Maduro, em fevereiro de 2024.

"Agradeço ao meu colega Alex Saab pelos serviços prestados à nação; ele vai agora assumir novas responsabilidades", disse Delcy Rodríguez sobre o dirigente, um venezuelano nascido na Colômbia.

Preso em 2020, em Cabo Verde, Saab foi mais tarde extraditado para os Estados Unidos, onde foi acusado de criar um esquema para desviar ajuda alimentar em benefício de Maduro e do Governo de Caracas.

O empresário, nascido em Barranquilla, na Colômbia, e de ascendência libanesa, foi trocado em dezembro de 2023 por dez norte-americanos presos na Venezuela, através de um indulto assinado pelo então presidente dos EUA Joe Biden.

Em março de 2024, os tribunais norte-americanos rejeitaram as acusações contra Saab.

Em dezembro de 2024, Saab foi nomeado ministro da Indústria. Antes da nomeação, desempenhava as funções de presidente do Centro Internacional de Investimento Produtivo da Venezuela.

Também na sexta-feira, Rodríguez nomeou três novos ministros para as tutelas da Comunicação e Informação, dos Transportes e do Eco-socialismo.

O vice-almirante Aníbal Coronado é o novo ministro dos Transportes, enquanto Freddy Ñáñez irá "promover políticas públicas para a proteção da Mãe Terra (Pachamama) e de todas as questões ambientais", disse a chefe de Estado.

O filósofo e escritor Miguel Pérez Pirela é o novo ministro para a Comunicação e Informação. "A sua formação académica, experiência e convicção continuarão a fortalecer a luta pela comunicação em defesa da verdade na Venezuela", argumentou Rodríguez.

Desde que assumiu a presidência interina, após a captura do presidente Nicolás Maduro durante o ataque militar norte-americano na Venezuela, em 03 de janeiro, Rodríguez iniciou um processo 'exploratório' para retomar as relações com os Estados Unidos.

O Governo interino, que Trump alega estar sob proteção de Washington, concordou em enviar milhões de barris de crude para os EUA para venda e abriu a indústria petrolífera ao investimento estrangeiro com o apoio do executivo republicano.

Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando Maduro e Flores, que foram levados para Nova Iorque, onde serão julgados por acusações relacionadas com narcoterrorismo.

A então vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina dois dias após o ataque, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.

Ativistas convocam protestos nos EUA contra Trump no aniversário da tomada de posse... Sob o lema "Free America Walkout" ("América Livre nas Ruas", numa tradução livre para português), as ações estão marcadas para a tarde de terça-feira (dia 20) em dezenas de cidades dos Estados Unidos.

  SIC Notícias/ Com Lusa 17/01/2026

Vários grupos de ativistas convocaram para 20 de janeiro uma jornada nacional de protestos contra Donald Trump, de forma a assinalar o primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente norte-americano com marchas de repúdio por todo o país.

Sob o lema "Free America Walkout" ("América Livre nas Ruas", numa tradução livre para português), as ações estão marcadas para a tarde de terça-feira (dia 20) em dezenas de cidades dos Estados Unidos, incluindo Los Angeles, São Francisco, Nova Iorque, Seattle, Dallas, Las Vegas, Portland, Tucson, Salt Lake City, Houston, Minneapolis, Oklahoma e Detroit.

Os organizadores pedem às pessoas que saiam do trabalho, das escolas e dos serviços e comércio para marchar nas ruas a partir das 14:00 locais, "porque uma América livre começa no momento em que deixamos de cooperar".

As rusgas do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) são um dos principais motivos dos protestos, depois de pelo menos nove pessoas terem sido abatidas a tiro por agentes desta agência federal. A morte mais recente foi a da cidadã norte-americana Renee Good, a 07 de janeiro em Minneapolis, que motivou manifestações em várias cidades.

"A 20 de janeiro, vamos juntar-nos em todo o país para protestar contra o fascismo", declarou Emiliana Guereca, presidente da organização Women's March Foundation, num comunicado sobre a iniciativa.

"As nossas crianças estão a olhar para nós. O mundo está a olhar para nós. A História está a olhar para nós", afirmou, acrescentando: "O que fizermos agora vai decidir se vão herdar medo ou liberdade".

A Women's March, organização criada para protestar a primeira eleição de Donald Trump, em 2016, é a principal organizadora das marchas.

Entre os parceiros que vão coordenar as ações no terreno está também o movimento 50501, cujo nome representa "50 Protests, 50 States, One Movement" ("50 protestos, 50 estados, um Movimento").

Este grupo tem sido um dos mais ativos a mobilizar manifestantes contra Donald Trump desde que o Presidente republicano regressou à Casa Branca e tomou posse para um segundo mandato, há um ano.

"2025 foi um ano de marchas que provaram a nossa força coletiva", salientaram os organizadores no 'website' dedicado à jornada de protesto.

"O regime MAGA [Make America Great Again] já sinalizou que um segundo mandato significa uma onda mais profunda e mais aberta de misoginia, racismo, xenofobia e violência que o primeiro", destacaram ainda os promotores.

"Este momento exige um empenho redobrado do nosso movimento", frisaram.

As marchas pretendem ser pacíficas e apropriadas para famílias, segundo as descrições em vários eventos, como o de Burbank no condado de Los Angeles.

O site da ação da Women's March contabiliza 451 eventos de protesto marcados para os próximos dias.

Yoga do riso: rir sem motivo faz mesmo bem à saúde?... Num tempo marcado pelo stress e ansiedade, há quem se junte apenas para rir. Não são necessárias piadas engraçadas, um humor afinado, nem motivos. É isso que propõe o yoga do riso. Para assinalar o Dia Internacional do Riso, que se celebra este domingo, fomos acompanhar uma sessão do Clube do Riso de Oeiras.

Por sicnoticias.pt

Entram devagar. À porta chegam com um sorriso tímido, enquanto os mais experientes já ocupam a sala. Dizem o nome da inscrição, tiram os sapatos e ficam de meias. Ouve-se alguém a perguntar se vão fazer posições de yoga difíceis, mas a resposta tranquiliza os mais apreensivos. Aqui não há posturas complicadas, apenas gargalhadas que, curiosamente, já se ouviam antes mesmo da ordem do professor.

É assim que começa mais uma sessão do Clube do Riso de Oeiras, onde rir não depende do humor, nem de piadas. Ri-se porque sim, como exercício, em grupo e, sobretudo, ri-se sem medo de parecer ridículo, mesmo que custe no início.

Um riso forçado que passa a genuíno

Antes de começar a sessão, há regras simples, explicadas pelo professor Márcio Fidalgo, fundador do Clube do Riso de Oeiras. Chama a atenção para problemas de saúde que possam existir, como hérnias, dores no peito ou cirurgias recentes e avisa: quem não conseguir correr pode andar e quem apresentar alguma limitação pode optar por rir de forma mais moderada.

Na sala estão 13 participantes e o professor. Um jovem estrangeiro, um grupo de amigos, uma família, mais alguns praticantes habituais e outros estreantes absolutos. Há também uma grávida de quatro meses, a quem Márcio deu indicações e pediu cautela. Nos primeiros três meses de gestação, não é aconselhada a prática yoga do riso, por causa do esforço abdominal. Agora, pode participar, de forma controlada, sem fazer muitos esforços. Às amigas revela que o bebé é uma menina. "O mundo precisa de mulheres", ouve-se na sala. Fica o sorriso cúmplice de todos: foram os primeiros a saber.

A música começa a tocar e as caras mudam à medida que o corpo aquece. O aquecimento faz-se com palmas e o clássico "ho ho ha ha". O corpo entra no ritmo da música, mexem-se os pés, ancas, tronco, braços, cabeça e, em poucos segundos, todos estão a dançar.

Ao longo da sessão, há ainda exercícios que envolvem o toque, começando pelos dedos, passando para "high fives" e, por fim, abraços. Aos participantes é dito, várias vezes, que nada é imposto, ninguém é obrigado a tocar nos colegas e o objetivo é que se respeitem os limites de cada participante.

Depois do aquecimento físico dá-se espaço ao mental. Andar, parar, saltar, bater palmas. O desafio é ouvir a palavra e fazer o contrário. Ou seja, quando Márcio diz 'andar', os participantes devem 'parar', quando diz 'bater palmas' a indicação é que 'saltem'. Uma verdadeira provocação para o cérebro, que fica 100% compenetrado naquele jogo. Se no início o riso era forçado, agora é, inevitavelmente, verdadeiro.

"Pode começar forçado, fingido", explica Marta, de 48 anos, que pratica yoga do riso desde a pandemia. Vem de Torres Vedras até Oeiras para participar nas sessões. A camisola que usa, estampada com a frase "Clube do Riso do Oeste", dá a entender que, na arte de rir, já é veterana.

"O riso é mais contagioso do que uma gripe. Um puxa o outro. Entramos naquela onda e é muito bom. Dá uma paz, uma tranquilidade. É um bálsamo para a alma", acrescenta com um sorriso.

Tainá veio pela primeira vez. Já tinha ouvido falar do yoga do riso, mas foi o convite de um amigo que a levou a experimentar. "Sentia que precisava de trazer mais leveza à minha vida", confessa.

A primeira impressão é de estranheza, admite Tainá, explicando que as pessoas não estão habituadas a rir-se assim, sem motivo. "É um pouco constrangedor", afirma.

"Depois percebi que era uma dinâmica, que era para soltar, sair dessa seriedade, desse controlo", continua.

O corpo não tardou a responder. No final da sessão, a sensação era de "um formigueiro, muita energia e leveza".

O que é o yoga do riso?

O yoga do riso foi desenvolvido por Madan Kataria, um médico indiano, e combina exercícios de riso com técnicas simples de respiração do yoga. Embora a evidência científica distinga os conceitos de "riso simulado" e "riso espontâneo", aqui defende-se que o corpo não os diferencia e que reage da mesma forma a ambos.

"Quando estamos a rir, estamos a criar neurotransmissores como a dopamina, as endorfinas e a serotonina", explica Márcio. "Essas substâncias entram na corrente sanguínea e criam sensações de bem-estar. Ajudam também a atenuar a dor".

No caso do Márcio, a história começou a ser escrita na primeira pessoa. "Passei por um período de depressão, ataques de pânico e ansiedade generalizada. Era muito tímido. O Yoga do Riso trouxe tanta competência à minha vida que senti vontade de divulgar e partilhar esta prática com outras pessoas", continua.

O Clube do Riso de Oeiras foi criado em 2017 e oferece sessões regulares e gratuitas, em Queijas. Também leva o riso a escolas, lares, empresas, associações e hospitais. É um projeto comunitário, sem fins lucrativos, onde o riso é visto como uma ferramenta de saúde.

No princípio o riso, no final o yoga

Nos minutos finais, há um momento de relaxamento, com uma meditação guiada por Márcio, seguida de um período de silêncio, não total, porque toca, baixinho, a música "Ciclos", de Madayati e Mayah. Os participantes são chamados a virarem-se para a direita e a colocar a mão no braço de quem está à frente. As três amigas abraçam-se, num gesto que comove.

Finalizada a introspeção, é hora de voltar a mexer o corpo, numa espécie de dança da despedida entre aqueles que ali se cruzaram pela primeira vez. Agora ao som de "Sunny Sunny", de Neha Kakkar, uma canção mais mexida. O riso já não precisa de ser chamado. Está lá.

"Saio de coração cheio, mais otimista. Mesmo com problemas, conseguimos olha-los de outra forma. É uma higiene mental", resume Marta.

Antes de fazer o caminho de regresso a casa, Marta deixa um convite de quem já sabe ao que vem.

"Permitam-se, experimentem. Não perdem nada. O riso e o choro são ferramentas incríveis com que todos vimos equipados de fábrica. E quase desaprendemos a rir. É uma pena porque o riso é maravilhoso", apela.

Segundo o médico e investigador espanhol, Mora-Ripoll, conhecido por estudar abordagens inovadoras para a saúde mental, o riso tem diversos efeitos no corpo: diminui os níveis de cortisol e aumenta as betaendorfinas; aumenta a frequência cardíaca, a frequência respiratória e o consumo de oxigénio (pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares); diminui a pressão arterial; relaxa os músculos; aumenta os limites da dor e desconforto; e gasta calorias.

Rir pode não resolver tudo, mas, durante uma hora, no Clube do Riso, o mundo parece ter ficado mais leve.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Justiça: Julgamento de Bubo Na Tchuto

ORDEM DOS ADVOGADOS DA GUINÉ-BISSAU DIZ DESCONHECER NOVA CONSTITUIÇÃO APROVADA PELO CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO E DENUNCIA CRISE NA JUSTIÇA

Por  RSM. 16.01.2026

A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau desvaloriza a recente alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau.

A posição desta classe sobre a aprovação da nova Constituição do país que altera profundamente o sistema político vigente na Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que atualmente exerce funções parlamentares, foi expressa pelo seu bastonário, Januário Pedro Correia que foi reeleito no passado dia 13 de dezembro e empossado esta sexta-feira, juntamente com os titulares dos órgãos sociais.

Januário Pedro Correia afirma ainda que, atualmente, a justiça guineense se encontra seriamente fragilizada, como nunca antes visto na história do país, pelo que exige uma ação coordenada e urgente para o seu resgate.

Januário Correia assegura que, o retrocesso e a degradação da justiça na Guiné-Bissau devem-se ao cumprimento de agendas políticas pelas instâncias mais altas do setor judicial, o que acaba por afetar gravemente a sua missão de objetividade e a correta aplicação das leis.

Segundo o bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Januário Pedro Correia, o seu primeiro mandato foi marcado por momentos difíceis, caracterizados por ameaças, intimidações, raptos e prisões arbitrárias de advogados, bem como de cidadãos guineenses.

Sociedade civil da Guiné-Bissau rejeita revisão da Constituição feita pelos militares.... ??? Organizações da sociedade civil guineense rejeitam a revisão da Constituição na Guiné-Bissau, numa carta aberta dirigida ao Alto-Comando Militar, que tomou o poder no país, e a que a Lusa teve hoje acesso.

Por LUSA 

A carta aberta é assinada pelas organizações Frente Popular, Firkidja di Púbis e Movimento Revolucionário Pó di Terra.

Os três movimentos interpelam o Alto-Comando Militar  "para a dita" Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública "sobre o perigo que a sua atuação representa para os valores fundamentais da República da Guiné-Bissau.

As organizações que afirmam representar os estudantes, trabalhadores livres, conscientes e mobilizados rejeitam "a tentativa de reforma legislativa" que o Comando Militar "pretende impor aos guineenses" e lembram que rever a Constituição só pode ocorrer num período da normalidade político-administrativa e perante um consenso alargado sobre o que deve ser alterado.

O Conselho Nacional de Transição, órgão criado pelos militares para substituir o parlamento guineense, aprovou, na terça-feira, uma nova versão da Constituição do país que reforça os poderes do Presidente da República, mantendo, contudo, um regime semi-presidencialista.

O documento aguarda, porém, pela promulgação do Presidente de transição, general Horta Inta-A, e pela publicação no Boletim Oficial do país.

"Para nós, o que se chamou da "revisão constitucional" não passa de uma brincadeira que visa produzir um panfleto -- por isso -- descartável", refere-se na carta aberta dos três movimentos da sociedade civil.

As mesmas organizações rejeitam igualmente a determinação do Alto-Comando Militar de proibir as conferências de imprensa e as declarações públicas durante o período de transição.

Voltam a exigir aos militares que abandonem as instituições do Estado da Guiné-Bissau para permitir que "entidades legitimadas" governem o país "pela escolha soberana do povo" e ainda alertam sobre "as imprevisíveis consequências" que "a teimosia em tentar, desesperadamente, confiscar a vontade popular" expressa nas urnas poderá provocar.

A revisão da Constituição surge menos de dois meses após a tomada do poder pelos militares, em 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais.

A oposição já tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

Embaló saiu do país, o candidato que se declarou vencedor, Fernando Dias, ter-se-á refugiado na Embaixada da Nigéria em Bissau e o principal opositor, Domingos Simões Pereira, foi detido depois de ter apoiado Dias, na sequência da decisão judicial que o impediu e ao histórico partido PAIGC de concorrerem, pela primeira vez, a eleições.

Um denominado Alto-Comando Militar tomou o poder e nomeou o general Horta Inta-a como Presidente da República de Transição.

Os militares suspenderam a Constituição e substituíram a Assembleia, dissolvida há dois anos, por um Conselho Nacional de Transição, com o anunciado propósito de fazer uma transição política pelo período de um ano.

A tomada do poder foi justificada com um alegado golpe de Estado que estaria a ser preparado para travar o processo eleitoral que acabou por ser interrompido com a destruição de atas e material da Comissão Nacional de Eleições.

A Guiné-Bissau está suspensa das principais organizações internacionais de que era membro, com a exigência do regresso à normalidade democrática e libertação dos presos políticos para voltar a ter assento em organismos como a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ou União Africana.

Zelensky admite falhas de munições em sistemas de defesa aérea... O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou hoje que alguns dos sistemas de defesa aérea fornecidos pelos aliados ocidentais ficaram temporariamente sem munições durante os recentes ataques russos às infraestruturas energéticas do país.

Por LUSA 

Até esta manhã, tínhamos vários sistemas sem mísseis. Hoje posso dizê-lo abertamente, porque hoje recebi esses mísseis", disse Zelensky numa conferência de imprensa, numa afirmação que pareceu apontar para atrasos no fornecimento por parte dos parceiros internacionais de Kyiv.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que a obtenção de novos carregamentos de mísseis para os sistemas de defesa aérea é um processo "difícil e exaustivo", condicionado pelos baixos níveis de stock e pelas legislações nacionais dos países aliados.

"Honestamente, o que significam estas regras e leis quando estamos em guerra e precisamos desesperadamente destes mísseis?", questionou Zelenskyy.

Segundo o Presidente ucraniano, alguns sistemas de defesa permaneceram sem munições até à chegada de um novo fornecimento na manhã de hoje, deixando zonas críticas do país mais vulneráveis aos ataques russos.

As declarações surgem num contexto de intensificação dos bombardeamentos russos às infraestruturas energéticas, a meio do inverno, período em que a Ucrânia enfrenta temperaturas noturnas que descem até aos 18 graus Celsius negativos.

O novo ministro da Energia ucraniano afirmou hoje que nenhuma central elétrica do país foi poupada aos ataques desde o início da invasão russa em grande escala.

De acordo com Denys Shmyhal, a Rússia realizou 612 ataques contra instalações energéticas ucranianas ao longo do último ano, um número que tem vindo a aumentar nos últimos meses.

A recente escalada de bombardeamentos aéreos deixou centenas de milhares de pessoas sem aquecimento e sem eletricidade durante vários dias, no que está a ser considerado um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.

Donald Trump. Hábito estranho ao falar pode ser sinal de doença grave... Nas recentes intervenções públicas, o presidente dos Estados Unidos tem feito um som estranho antes de iniciar a fala. Alguns especialistas revelam que pode ser sinal de doença grave. Saiba do que se trata

Por LUSA 

O hábito estranho de Donald Trump a falar não é algo recente e alguns especialistas deixaram o alerta que pode indicar uma doença grave. Em algumas aparições públicas, ao microfone, o presidente dos Estados Unidos tem feito um som como se estivesse a sorver antes de iniciar a palavra. Se antes era algo que parecia ser só ar, nos últimos tempos tem ficado mais audível. Especialistas deixam o aviso.

O som aparece quando o presidente está inspirar profundamente antes de começar a falar. Poderia ser uma forma de eliminar o excesso de saliva na boca e por vezes é algo que o organismo faz espontâneamente.

Contudo, com o passar dos anos, a capacidade de o fazer pode reduzir e poderá ser um sintoma de algum tipo de doença neurológica. Uma fonoaudióloga, aqui citada pelo Health Digest, analisou este hábito do presidente num vídeo publicado no TikTok.

“Este som de sorver alimentos é um indicador, para mim como fonoaudióloga, de que algo está muito, muito errado com o cérebro desse homem. Isto é indicativo de uma doença neurológica. Pode ser demência, Parkinson ou ELA e vemos isto em muitos casos e sabemos que é uma doença neurológica progressiva.”

O hábito estranho de Donald Trump ao falar

O website aponta que a disfagia, a dificuldade em engolir, que pode levar a este sorver e também ser um sintoma de AVC. A especialista revela que este sintoma é bem capaz de piorar ao longo dos anos e é algo que se irá ver nos discursos de Donald Trump.

"Vai ser mais notado. Quando estiver cansado poderá ser pior, depois de um discurso longo, e vai notar-se cada vez mais com o passar dos dias, uma vez que é algo degenerativo."

Também uma professora de voz e dicção analisou um discurso do presidente e deixou um aviso. “Está a progredir. Se ouvisse isso em alguém com quem estivesse a trabalhar, recomendaria imediatamente que essa pessoa procurasse um médico para fazer uma ressonância magnética do cérebro, porque esse é um sintoma de demência em estágio avançado.”

Por outro lado, na conta de Facebook The David Pakman Show foi também feita uma análise de alguns vídeos do presidente e que poderá indicar o avanço em algum tipo de doença neurológica.


Neste caso, é apontado que o sintoma tem vindo a piorar nos últimos anos. O vídeo mostra mesmo uma compilação desses momentos.

A alimentação de Donald Trump

Robert F. Kennedy Jr. foi entrevistado no podcast "Katie Miller Pod" - Katie é mulher do chefe de gabinete da Casa Branca - e entre os vários temas discutidos, desde a vacinação à dieta, Miller questionou o secretário da Saúde sobre quem tinha os hábitos alimentares mais estranhos" na Casa Branca.  Kennedy Jr. não tardou a responder: "O presidente".

O secretário da Saúde explicou que "o que caracteriza o presidente é que se alimenta muito mal". "É McDonald's, doces e Coca-cola Diet. Ele está sempre a beber Coca-cola Diet", afirmou.

"Não sei como é que ele ainda está vivo, mas está", referiu, acrescentando que Donald Trump já admitiu "comer 'porcarias'", sobretudo "quando viaja".


O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje um plano para reduzir os custos de saúde que "põe mais dinheiro no bolso" das famílias, quando muitas destas enfrentam aumentos de custos devido ao fim do programa público Obamacare. 

Agilidade da língua é indicador do tempo de vida. Até quando vai viver?... O cérebro é que é o verdadeiro responsável! Mas quando se trata de agilidade cerebral, realmente a língua não se consegue conter e acaba por verbalizar praticamente tudo. Uma investigação mostra como se pode relacionar isso com o tempo de vida que lhe resta.

Por Noticiasaominuto.com 

Se pensa tão rápido quanto fala, então pode celebrar, tem bastante tempo de vida pela frente! Não é exatamente assim que funciona, mas um estudo recente concluiu que os parâmetros cognitivos são decisivos no processo de envelhecimento.

Um estudo de Paolo Ghisletta, professor de psicologia da Universidade de Genebra, na Suíça, acompanhou pessoas entre os 70 e os 105 anos até à sua morte e mediu nove parâmetros cognitivos, chegando à conclusão de que este é o mais importante no envelhecimento.

"Quantos animais consegue nomear em 90 segundos? 10? 15? 30? 60? A resposta a esta pergunta pode indicar como o seu cérebro se comportará com o passar dos anos e, por extensão, de como o seu corpo envelhecerá", descreve a National Geographic Portugal.

Para a investigação, foram reanalisados dados de um estudo que levou 18 anos. Nesta etapa foram medidas diferentes habilidades cognitivas dos idosos, "desde o momento em que entraram no estudo até ao seu falecimento". Os resultados mostram que duas dessas variáveis podiam ser usadas como "preditor de risco de morte: a fluência verbal e o uso da linguagem".

As análises revelaram que os idosos capazes de nomear um maior número de animais em 90 segundos têm mais possibilidades de viver mais. 

Os testes realizados aos participantes mediam especificamente "a fluência verbal, a velocidade perceptiva, o conhecimento verbal e a memória episódica", descrevem.

De todas as variáveis, os investigadores perceberam que as mais impactantes relacionavam-se com a velocidade com que as palavras se formavam na cabeça dos voluntários e no número de palavras que eles identificavam e usavam no vocabulário do dia a dia. Sendo a fluência verbal a variável com maior correlação com a longevidade.

Ainda assim, estes especialistas não descartam a necessidade de mais estudo aprofundados, de modo a descobrir a explicação deste e de outros fenómenos do cérebro.

Como aumentar a longevidade através da atividade cerebral

Depois de perceber os resultados deste estudo deve estar a questionar-se do que precisa exatamente para dinamizar a sua atividade cerebral, de modo a conseguir viver como um vampiro.

A National Geographic sugere, por exemplo, a aprendizagem de línguas diferentes, uma vez que isso "obriga o cérebro a familiarizar-se com outros conceitos e a criar novas conexões". A par disso, também pode dedicar algum tempo a jogos, como quebra-cabeças, "que exigem um esforço mental substancial e que podem ter um efeito protetor a longo prazo".

Ainda assim, "um bom descanso" e procurar manter "o stress sob controlo" podem ser os critérios base a considerar para alcançar uma boa saúde cerebral.

Acordar muito cedo pode prejudicar a sua saúde, revelam especialistas... Quem disse que acordar mais cedo é bom para todas as pessoas? Segundo especialistas em sono, isto depende do relógio biológico de cada pessoa e da forma como entra em cada ciclo de sono.

Por Noticiasaominuto.com 

O início de um ano traz uma série de resoluções e, para muitas pessoas, acordar mais cedo de maneira a que o seu dia seja mais produtivo é uma delas. 

Contudo, segundo a Fox News Digital, acordar antes das 6h da manhã não é para todos. 

Isto porque as pessoas naturalmente madrugadoras adormecem mais rápido atingindo o sono profundo mais cedo, enquanto que aquelas noturnas adormecem mais tarde, dependendo do sono REM no final da noite e início da manhã. 

"Precisamos ir além do ditado 'quem madruga, Deus ajuda' e considerar o custo biológico de lutar contra o próprio relógio biológico"", notou o psiquiatra Aaron Pinkhasov.

Segundo este especialista, as pessoas que dormem em ciclos repetidos de 90 a 110 minutos alternam entre o sono NREM profundo e o sono REM. 

Assim, no início da noite é o sono profundo que domina, favorecendo a recuperação física, a imunidade e a memória. Já os ciclos que se seguem incluem sobretudo o sono REM, que contribuiu para a aprendizagem, regulação emocional e funcionamento cerebral. 

Assim, o facto de alguém acordar naturalmente cedo ou tarde depende do "cronotipo" de corpo, ou seja, o "modelo genético" que determina se o corpo está naturalmente mais alerta ou pronto para descansar. 

"Cerca de 40% a 50% da nossa preferência por sono é herdada, o que significa que o nosso relógio biológico interno é inato", notou. 

Ora, acordar mais cedo do que o relógio biológico normalmente significa que se está a prejudicar o sono REM, o que poderá levar à fadiga, instabilidade de humor e riscos metabólicos a longo prazo.

"Infelizmente, como muitas pessoas têm compromissos de trabalho, familiares ou sociais cedo, os notívagos apresentam uma maior prevalência de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, obesidade, apneia obstrutiva do sono e diabetes tipo 2", realçou a psiquiatra Nissa Keyashian. 

"O principal benefício de mudar para um horário mais cedo é a adequação social. Isso facilita a adaptação a um mundo construído em torno de um estilo de vida das 9h às 17h. No entanto, as desvantagens podem ser significativas se a mudança for forçada", disse Pinkhasov.

Como acordar mais cedo? Dicas para readaptar o relógio biológico

Existem alguns conselhos dos especialistas que poderá seguir se precisar de readaptar o seu relógio biológico para acordar mais cedo. Assim é essencial ter horários regulares para dormir e acordar sempre à mesma hora, mesmo nos fins de semana. 

É recomendado adotar uma rotina noturna relaxante que passa por diminuir o uso de ecrãs, meditar, tomar banho, usar óleos essenciais ou beber um chá.

É igualmente essencial a exposição à luz solar logo pela manhã, uma vez que pode ser benéfico para o humor, a energia e a concentração. 

Trump diz que Corina deu-lhe medalha de Nobel por trabalho: "Maravilhosa"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, lhe deu como presente a medalha do Prémio Nobel da Paz como reconhecimento pelo trabalho que tem feito.

Por  LUSA 

Numa publicação na rede social que detém, a Truth Social, Trump disse que foi "uma grande honra" conhecer Machado, na quinta-feira, e que a venezuelana lhe ofereceu a medalha devido ao trabalho que realizou durante o atual mandato.

O gesto remetia aos laços históricos entre os Estados Unidos e a Venezuela e visava reconhecer o que classificou de "compromisso singular de Trump" com a liberdade da Venezuela, disse Machado, citada pelo jornal New York Times.

Donald Trump acrescentou que Machado é "uma mulher maravilhosa que passou por tanto" e que a entrega da medalha, num encontro entre ambos na Casa Branca, é um "gesto maravilhoso de respeito mútuo".

O Instituto Nobel da Noruega já tinha esclarecido este mês que María Corina Machado não podia doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.

Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros", afirmou o instituto num breve comunicado em 10 de janeiro.

"A decisão é final e irrevogável", acrescentou.

María Corina Machado tinha afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, que ordenou a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.

Ambos foram transportados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.

Corina Machado almoçou com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após a operação militar.

A líder da oposição venezuelana entrou na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.

Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.

Após o encontro, a venezuelana cumprimentou apoiantes e seguiu para o Capitólio, onde se reuniu com membros do Congresso.

Apesar dos elogios a Trump, a porta-voz da Casa Branca esclareceu - enquanto o encontro ainda decorria - que o presidente norte-americano mantém a opinião de que María Corina Machado não tem apoio suficiente no país para liderar uma transição na Venezuela.

Karoline Leavitt insistiu que o Governo venezuelano, atualmente liderado de forma interina por Delcy Rodríguez, está a fazer um bom trabalho ao cumprir as exigências de Washington, sobretudo em relação ao petróleo.


Leia Também: Corina deu prémio? Nobel avisa: "Medalha pode mudar de dono, título não"

Horas antes de María Corina Machado ter admitido que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prémio Nobel da Paz, com o qual foi galardoada no ano passado, o Centro Nobel da Paz deixava ao mundo um recado sobre o assunto.

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Carlos Lopes distinguido com o Prémio Amílcar Cabral da Universidade de Cabo Verde

A Universidade de Cabo Verde anunciou que o académico e economista guineense Carlos Lopes será o primeiro laureado do Prémio Amílcar Cabral, distinção que será entregue no próximo dia 26 de janeiro, na Cidade da Praia.

De acordo com a instituição, o prémio reconhece “o notável contributo intelectual de Carlos Lopes, bem como a relevância do seu pensamento crítico na promoção da consciência emancipatória das sociedades do Sul Global, com impacto duradouro nos domínios do desenvolvimento, da justiça social e da governação global”.

Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África e uma das vozes mais influentes sobre desenvolvimento africano, afirmou sentir-se “emocionado” pela escolha e destacou o simbolismo de receber um prémio que evoca o legado de Amílcar Cabral, figura central das lutas de libertação na África lusófona.

A Universidade de Cabo Verde sublinha que o Prémio Amílcar Cabral pretende distinguir personalidades cuja produção académica, científica ou intelectual contribua para o progresso das sociedades africanas e para o fortalecimento do pensamento crítico no Sul Global.

CL

ASECNA AVALIA ORÇAMENTO DE 2025 E PREPARA NOVO PLANO FINANCEIRO PARA 2026 NA GUINÉ-BISSAU

Por RSM  16.01.2026

A Agência de Segurança da Navegação Aérea em África e Madagascar (ASECNA), através da Delegação das Atividades Aeronáuticas Nacionais da Guiné-Bissau, realizou esta sexta-feira, 16 de janeiro, em Bissau, uma sessão do Comité de Gestão destinada a avaliar o desempenho financeiro e operacional da instituição no país.

O encontro centrou-se na avaliação do grau de execução do orçamento de 2025, bem como na análise da implementação das resoluções adotadas na última sessão, realizada em 2024. Segundo o delegado do diretor-geral da ASECNA para as atividades aeronáuticas nacionais da Guiné-Bissau, Ismael Midana Infumba Cassamá, a reunião tem ainda como um dos principais pontos da agenda a aprovação do novo orçamento de funcionamento para o ano de 2026.

À semelhança do que acontece nos restantes Estados-membros, a ASECNA na Guiné-Bissau tem como missão assegurar a segurança e a eficiência da navegação aérea, através da prestação de serviços de controlo de tráfego aéreo, manutenção de equipamentos aeronáuticos, estudos de infraestruturas e formação de quadros da aviação civil.

A instituição é considerada um parceiro estratégico essencial para a integração da Guiné-Bissau no espaço aéreo regional e internacional, bem como para a implementação das normas internacionais de segurança, no quadro do desenvolvimento sustentável do setor aeronáutico nacional.

Presente no ato, o ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, reafirmou o compromisso do Governo em apoiar todas as iniciativas que contribuam para a melhoria das condições laborais dos trabalhadores da ASECNA no país.

O governante disse ainda acreditar que as resoluções saídas do encontro de Bissau servirão como um roteiro claro para a próxima fase de transição e modernização da aviação civil guineense.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

María Corina Machado oferece medalha do Nobel da Paz a Trump... Líder da oposição venezuelana foi recebida esta quinta-feira na Casa Branca.

Por Noticiasaominuto.com/ LUSA 

María Corina Machado revelou que ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, por quem foi recebida, esta quinta-feira, na Casa Branca.

"Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prémio Nobel da Paz", revelou aos jornalistas.

Sublinhe-se que o Comité Nobel Norueguês afirmou, no final da semana passada, que o Prémio Nobel da Paz não pode ser transferido, partilhado ou revogado, como Corina Machado afirmou ser sua intenção.

Corina Machado manteve hoje um almoço com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após os Estados Unidos terem capturado Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela, que resultou na detenção e na transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque. Os dois são acusados de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.

A líder da oposição venezuelana entrou hoje na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.

A política venezuelana chegou pouco depois das 12h00 (hora local, 17h00 em Lisboa), e saiu da Casa Branca por volta das 14h30 locais (19h30 em Lisboa). 

Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.

Ao sair da Casa Branca, Machado disse brevemente à imprensa que a reunião tinha corrido "muito bem" e cumprimentou alguns compatriotas e apoiantes que estavam reunidos em frente à residência presidencial antes de entrar num veículo rumo ao Capitólio para uma reunião com membros do Congresso.

A porta-voz da Casa Branca assegurou hoje que Donald Trump reconhece os esforços da política venezuelana e a sua luta pela democracia no país sul-americano.

"Sei que o Presidente estava ansioso por este encontro e confiante de que seria uma conversa boa e positiva com a senhora Machado, que é verdadeiramente uma voz notável e corajosa para muitas pessoas na Venezuela. Portanto, o Presidente está obviamente ansioso para conversar com ela sobre a realidade do país", acrescentou a porta-voz.

Até ao momento, o Presidente e respetivo gabinete descartaram Corina Machado e o seu movimento de oposição da primeira etapa da transição na Venezuela e, em vez disso, optaram pela vice-presidente chavista, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder como Presidente interina da Venezuela com o apoio de Washington.

Irão cancela 800 execuções, mas EUA mantêm pressão: "Opções em aberto"... A porta-voz da Casa Branca afirmou hoje que o Irão cancelou 800 execuções de manifestantes detidos durante os protestos antigovernamentais planeadas para quarta-feira, mas indicou que "todas as opções continuam em aberto" em relação à República Islâmica.

Por LUSA 

Karoline Leavitt destacou em conferência de imprensa que o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou Teerão para "sérias consequências" caso a repressão dos protestos se mantenha.

A porta-voz confirmou ainda que Trump falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, segundo o jornal The New York Times, lhe pediu para não intervir militarmente no Irão.

O Governo norte-americano já tinha anunciado sanções económicas contra as autoridades acusadas de coordenar a repressão aos protestos, incluindo Ali Larijani, chefe do mais alto órgão de segurança do Irão.

Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, Donald Trump ameaçou repetidamente intervir militarmente contra o Irão, antes de afirmar, na quarta-feira, que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios cessaram" e que as execuções planeadas de manifestantes não iriam ocorrer.

Em Teerão, o poder judicial tinha prometido julgamentos rápidos e públicos para os manifestantes detidos.

A televisão estatal transmitiu interrogatórios de suspeitos conduzidos pelo chefe do poder judicial, aumentando os receios entre os defensores dos direitos humanos de "confissões forçadas" encenadas.

Enquanto a possibilidade de ataques norte-americanos era seguida de perto no Médio Oriente, um alto dirigente saudita disse hoje à agência France-Presse (AFP) que a Arábia Saudita, o Qatar e Omã alertaram Donald Trump para o risco de "graves repercussões para a região".

Os três países "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o Presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de demonstrar as suas boas intenções", relatou a fonte saudita sob anonimato, acrescentando que os contactos prosseguem, com vista a "consolidar a confiança conquistada e o atual clima positivo".

A Suíça, que representa os interesses de Washington no Irão, referiu que ofereceu os seus "bons ofícios" para aliviar a tensão durante uma conversa telefónica na quarta-feira com Ali Larijani.

Numa chamada telefónica para o seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, também frisou "a importância da condenação internacional de qualquer interferência estrangeira" na região.

A China transmitiu hoje pelo seu lado a Teerão que se opõe "ao uso da força nas relações internacionais", antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na República Islâmica, a pedido da diplomacia de Washington.

Num sinal de alívio de tensão, o nível de alerta na base militar norte-americana de al-Udeid, no Qatar, a maior no Médio Oriente, foi reduzido, com o regresso de alguns militares depois de Doha ter anunciado na quarta-feira a sua partida.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira pela organização Iran Human Rights (IRHNGO), com sede em Oslo, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas durante o movimento de protesto, com base em informações confirmadas diretamente pela organização ou com base em testemunhas e fontes médicas e de morgues.

Estimativas de outras organizações apontam para um mínimo de 2.637 mortos e acima de 12 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet há uma semana.

Teerão confirmou apenas que mais de 150 membros das forças de segurança foram mortos até ao momento, mas ainda não divulgou números sobre civis, alegando que os processos de identificação ainda estão em curso.

Segundo o chefe da diplomacia iraniana, a "calma regressou" ao país, onde as autoridades têm "o controlo total" da situação.

Putin: "Países sofrem com desrespeito pelos seus direitos soberanos"... O Presidente russo, Vladimir Putin, lamentou hoje o desrespeito pela soberania sofrido por dezenas de países em todo o mundo, mas evitou criticar a política do homólogo norte-americano, Donald Trump, em relação à Venezuela, Gronelândia e Irão.

Por LUSA 

Dezenas de países de todo o mundo sofrem com o desrespeito pelos seus direitos soberanos, com o caos e a desordem, pois não têm força nem recursos para se defenderem", declarou Putin durante uma cerimónia de acreditação de embaixadores em Moscovo no Kremlin, transmitida em direto pela televisão.

 líder russo não mencionou explicitamente a operação norte-americana, no início do ano em Caracas, para afastar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nem as ameaças de intervenção militar na Gronelândia e no Irão.

Manifestou, no entanto, solidariedade com Cuba em defesa da sua soberania e independência, quando a diplomacia de Washington tem também visado o Governo de Havana.

"Sempre prestámos e continuamos a prestar assistência e apoio aos nossos amigos cubanos, e solidarizamo-nos com a sua determinação em defender a sua soberania e independência com todas as suas forças", disse Putin.

Anteriormente, a porta-voz do Ministério dos Negócios declarou que a Rússia está a acompanhar de perto os acontecimentos na América Latina e nas Caraíbas e expressou preocupação com o aumento das tensões e da retórica belicosa em relação a Cuba.

Ao mesmo tempo, Maria Zakharova observou que qualquer decisão do sistema judicial norte-americano em relação a Nicolás Maduro, capturado em 03 de janeiro pelas forças norte-americanas e levado para Nova Iorque, será ilegal.

"De acordo com as normas do Direito internacional reconhecidas por todos e baseadas no princípio da igualdade soberana dos Estados, Nicolás Maduro, enquanto chefe de Estado, goza de imunidade absoluta perante a jurisdição dos Estados Unidos e de qualquer outro Estado", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.

A porta-voz da diplomacia de Moscovo comentou ainda que as declarações ocidentais sobre os alegados planos de Moscovo para a Gronelândia são "um mito", após o anúncio do envio de tropas adicionais da NATO para a região e sugestões de Washington nesse sentido.

"O mito de uma alegada ameaça russa, ardentemente promovido durante muitos anos pela Dinamarca e outros membros da União Europeia e da NATO", é "particularmente ambíguo" à luz das recentes declarações dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, declarou Maria Zakharova, aludindo às ambições da Casa Branca sobre o território. .

Na cerimónia de hoje no Kremlin, Vladimir Putin defendeu que "o mundo exige esforço, responsabilidade e uma escolha consciente" e apelou a todos os países para que respeitem o Direito internacional, a fim de criar uma nova ordem mundial multipolar mais justa.

"Uma ordem mundial em que cada país tenha o direito ao seu próprio modelo de crescimento, a decidir o seu próprio destino e a preservar a sua cultura e tradições sem influência externa", sustentou o líder da Rússia, que iniciou há quase quatro anos a invasão da vizinha Ucrânia.

Putin insistiu que a segurança de um país não pode ser garantida à custa de outros e apelou para o regresso à proposta do Kremlin de discutir a criação de uma nova arquitetura de segurança europeia e global.

Os imperativos da Carta das Nações Unidas, que incluem o respeito pela soberania, a não interferência nos assuntos internos e a resolução de litígios através do diálogo, "são agora mais necessários do que nunca", advertiu.

"A relevância disto é evidente. Especialmente agora, à medida que a situação no cenário internacional se deteriora cada vez mais", prosseguiu o líder do Kremlin, acrescentando que "a paz não surge por si só; é construída todos os dias".

Dirigindo-se a dez embaixadores europeus, incluindo Portugal, que lhe apresentaram hoje as suas credenciais, o Presidente russo alertou que as relações com a Europa "deixam muito a desejar" e manifestou confiança em restaurá-las no futuro.

"Quero acreditar que, com o tempo, a situação irá mudar e os nossos países regressarão a uma comunicação normal e construtiva, baseada no respeito pelos interesses nacionais e na consideração das legítimas preocupações de segurança", afirmou, referindo igualmente que espera um acordo de paz "o mais depressa possível" com a Ucrânia, apesar do impasse negocial nas últimas semanas.

A cerimónia de entrega de credenciais de embaixadores estrangeiros foi a primeira em mais de um ano e contou com a presença de mais de 30 diplomatas, entre os quais se encontravam embaixadores de dez países europeus, bem como os chefes de missões diplomáticas de Cuba, Brasil, Uruguai, Colômbia e Peru, além dos novos representantes de Israel e do Afeganistão.


Leia Também: Uma intervenção militar americana como a da Venezuela [no Irão] não me parece crível"

Alexandre Martins, especialista em política norte-americana, afirma que a situação de ameaça de novo ataque americano ao Irão parece ter revertido nas últimas horas.


Preço do petróleo cai após as declarações de Trump sobre o Irão... O preço do petróleo aprofundou hoje a tendência de queda, com o mercado a rever em baixa a probabilidade de uma ação militar dos EUA no Irão, após declarações de Donald Trump de que "as mortes pararam" naquele país.

Por LUSA 

Por volta das 15:20 (GMT), o preço do petróleo bruto West Texas Intermediate para entrega em fevereiro caiu 4,71%, para 61,14 dólares o barril, após ter chegado a cair brevemente mais de 5%.

O preço do petróleo bruto Brent, do Mar do Norte, referência europeia, para entrega em março, caiu 4,49%, para 59,10 dólares o barril.

Donald Trump, que tinha ameaçado repetidamente intervir no Irão nos últimos dias em resposta à violenta repressão aos protestos, suavizou o tom na quarta-feira durante um evento na Casa Branca.

Questionado pela AFP se a intervenção militar dos EUA estava descartada, o Presidente norte-americano respondeu: "Vamos observar e ver o que acontece".

"Fomos informados por fontes muito importantes do outro lado, e disseram que os assassinatos tinham parado", afirmou.

Estas declarações levaram os mercados a concluir que a intervenção militar dos EUA "estava descartada", explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk.

Os preços tinham vindo a subir nos últimos dias devido a receios de que uma escalada militar nessa região sensível ao petróleo pudesse levar a interrupções significativas no fornecimento.

EUA apreendem outro petroleiro com alegadas ligações a Caracas... As tropas norte-americanas no Mar do Caribe apreenderam mais um petroleiro que, segundo os Estados Unidos, tem ligações com a Venezuela, parte de um esforço mais amplo dos EUA para controlar o petróleo do país sul-americano.

Por LUSA 

"O petroleiro 'Veronica' já tinha passado por águas venezuelanas e estava a operar em desacordo com a quarentena estabelecida pelo Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump para navios sancionados no [Mar do] Caribe", escreveu hoje nas redes sociais a secretária de Segurança Interna da administração norte-americana, Kristi Noem.

A governante norte-americana publicou um breve vídeo que aparenta mostrar parte da operação de captura do navio. As imagens, a preto e branco, mostravam helicópteros a sobrevoar o convés de um navio mercante, enquanto tropas armadas desciam ao convés por cordas.

O "Veronica" é o sexto navio-tanque apreendido pelas forças norte-americanas como parte do esforço da administração Trump para controlar a produção, refinação e distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.

É também o terceiro desde que os Estados Unidos sequestraram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação surpresa realizada em Caracas há cerca de duas semanas.

Na publicação nas redes sociais, Noem disse que a operação foi realizada em "estreita coordenação" com as forças armadas, bem como com os departamentos de Estado e da Justiça.

"Os nossos heroicos homens e mulheres da Guarda Costeira mais uma vez garantiram uma operação executada com perfeição, segundo as normas do Direito internacional", acrescentou Noem.


A Arábia Saudita, o Qatar e Omã trabalharam para dissuadir o Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar o Irão, alertando-o sobre as "graves repercussões para a região", disse hoje um alto responsável saudita.