Por LUSA
"Trump fala muito, mas deve estar seguro de que receberá a resposta no campo" de batalha, afirmou o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Mousavi, em declarações citadas pela televisão estatal Press TV.
Mousavi é o responsável pelo programa de mísseis balísticos iraniano como chefe da força aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.
Com centenas de milhares de efetivos, a força também conhecida por Guarda Revolucionária foi criada na sequência da revolução de 1979, que instituiu a República Islâmica, e tem por missão proteger o regime liderado pelo clero xiita.
Também o antigo general da Guarda Revolucionária e atual membro da Comissão de Segurança Nacional, Esmail Kowsari, reiterou que Teerão responderá de forma letal em caso de ataque, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.
"Se os inimigos cometerem um ato agressivo, receberão uma resposta letal e dissuasora, e as bases norte-americanas na região serão um dos principais objetivos", afirmou, citado pela agência iraniana Fars.
Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.
As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.
Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.
Trump afirmou na quinta-feira que uma "frota enorme" se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.
O porta-aviões "Abraham Lincoln", que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.
Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.
Leia Também: Trump diz que 800 prisioneiros foram poupados. Irão aponta "falsidades"
O procurador-geral do Irão classificou hoje como "completamente falsas" as repetidas declarações do presidente dos EUA que suspendeu as execuções por enforcamento de 800 manifestantes detidos naquele país










.webp)
.webp)
.webp)


.webp)

.webp)















