Por LUSA
"Algumas unidades das Forças de Mísseis e da artilharia das Forças Armadas da Ucrânia atacaram utilizando mísseis de cruzeiro FP-5 'Flamingo'. A empresa do complexo militar-industrial 'Planta Votkinsk', na cidade de Votkinsk [República da Udmúrtia] foi atingida" esta madrugada, detalhou o Exército ucraniano nas redes sociais.
A região de Udmurtia fica a cerca de mil quilómetros a leste de Moscovo e a cerca de 1.500 da fronteira com a Ucrânia.
"Foi detetado um incêndio no território da fábrica. Os resultados estão a ser esclarecidos", acrescentou o exército.
Além deste ataque, na noite passada também foi atacada a fábrica de processamento de gás de Neftegorsk, na região russa de Samara, que, entre outras funções, abastece o exército russo, indicou na mesma mensagem.
De acordo com as autoridades russas, 11 pessoas ficaram feridas no ataque à fábrica de Votkinsk, das quais três foram hospitalizadas.
O canal de Telegram Astra, que tinha reportado inicialmente os ataques ucranianos, citando testemunhas oculares e residentes da zona, afirmou que o ataque causou danos em duas das oficinas da fábrica.
Na sexta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que a Ucrânia não está a perder a guerra contra a Rússia, embora reconheça que o desfecho do conflito permanece incerto e com um custo elevado.
"Não podemos dizer que estamos a perder a guerra, sinceramente, não estamos certamente. A questão é se vamos ganhar, essa é a questão, mas uma questão que tem um preço muito elevado", declarou Zelensky numa entrevista à agência de notícias France-Presse, a poucos dias do quarto aniversário do início da invasão russa.
O chefe de Estado indicou ainda que as forças ucranianas recuperaram recentemente cerca de 300 quilómetros quadrados no sul do país, no âmbito de uma contraofensiva em curso, informação que a AFP não conseguiu confirmar de forma independente.
A guerra, iniciada a 24 de fevereiro de 2022, constitui o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
As negociações diretas entre Kyiv e Moscovo, mediadas pelos Estados Unidos, continuam bloqueadas pela exigência russa de que a Ucrânia se retire do Donbass, região industrial no leste do país atualmente quase totalmente sob controlo das forças russas.

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