Por sicnoticias.pt
Os preços do petróleo caíram esta segunda-feira, após o Presidente dos EUA ter exigido "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela, e de a OPEP+ confirmar a manutenção dos níveis de produção até abril.
O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, descia 0,6% às 06:00 (hora de Lisboa, para cerca de 60,4 dólares (51,67 euros) por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos EUA, descia 0,5% antes da abertura formal do mercado, para cerca de 57 dólares (48,76 euros) por barril.
Os preços do petróleo tinham subido no início da sessão, mas caíram nas horas seguintes.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu, no domingo, à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela.
"O que precisamos [de Delcy Rodríguez] é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitirão reconstruir o país", sublinhou.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses da Administração Trump é refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, nas refinarias dos EUA.
"As nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este petróleo bruto pesado. De facto, tem havido escassez de petróleo bruto pesado em todo o mundo, por isso penso que haveria uma enorme procura e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de o fazer", disse Rubio à televisão norte-americana ABC News.
Horas antes, a OPEP+, que agrupa os membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outras potências petrolíferas como a Rússia, tinha confirmado a decisão de manter estável a oferta de petróleo bruto pelo menos até abril, sem reagir à captura do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, pelos EUA.
A decisão foi tomada numa breve teleconferência no domingo pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.
Estes oito países implementaram cortes voluntários na produção em 2023 para sustentar os preços. No entanto, em abril de 2025, começaram a inverter gradualmente essas reduções com aumentos mensais, numa mudança estratégica para recuperar a quota de mercado.
O aumento total entre abril e dezembro ascendeu a 2,9 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 2,8% da produção mundial.
Foi no arranque do ano, este sábado, que o mundo acordou com a notícia de que os Estados Unidos tinham lançado um "ataque em grande escala" contra Caracas e capturado o presidente Nicolás Maduro. Dois dias volvidos e a pergunta que fica é: terão os EUA consequências? Especialistas em direito internacional acreditam que serão residuais.
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