Por LUSA
Em comunicado, a organização apelou ao respeito pela soberania e integridade territorial da Venezuela, tal como consagrado no direito internacional, especialmente na Carta das Nações Unidas.
O bloco regional africano constituído por 12 membros disse ainda que apoia integralmente a declaração da União Africana (UA) que apelou à moderação e ao diálogo inclusivo com o povo venezuelano.
A União Africana evitou também condenar diretamente a agressão dos Estados Unidos, embora tenha apelado ao respeito pela ordem internacional e afirmado que os problemas internos da Venezuela devem ser resolvidos através do diálogo.
Por outro lado, outros países africanos reagiram ao ataque de Washington, como a África do Sul, que declarou que as ações minaram o princípio da igualdade entre as nações.
Para o Governo do Gana o ataque norte-americano evocou a era colonial e imperialista e estabelece "um precedente perigoso" para a ordem mundial.
Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil Pinto, afirmou através das redes que recebeu mensagens de apoio de Angola, Namíbia, Burkina Faso, Libéria, Chade, Níger, Gâmbia e Burundi.
No sábado, as forças militares norte-americanas realizaram com êxito um ataque contra a Venezuela, capturando o Presidente do país, Nicolás Maduro, e a mulher, a congressista Cilia Flores.
Maduro e Flores foram transferidos para o Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova Iorque, Estados Unidos, e devem comparecer hoje pela primeira vez em tribunal, onde vão enfrentar várias acusações relacionadas com tráfico de droga e corrupção.


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