Por LUSA
Divulgado no domingo, o relatório acusa as forças de ciberespionagem chinesas de conduzirem ataques à "infraestrutura crítica" taiwanesa através de "táticas diversas e em constante evolução".
No total, Taiwan registou mais de 960 milhões de ciberataques ao longo de 2025 -- mais do dobro face a 2023 --, com particular incidência nos setores da energia e dos serviços de emergência e saúde, que registaram aumentos de 1.000% e 54%, respetivamente.
Entre as quatro principais táticas identificadas estão a exploração de vulnerabilidades em 'software' e 'hardware', ataques de negação de serviço (DDoS), "engenharia social" e ataques à cadeia de fornecimento.
"Os ataques que exploram vulnerabilidades em sistemas representaram mais de metade das operações de pirataria da China, demonstrando um esforço crescente para utilizar estas falhas como arma", lê-se no documento.
A NSB indica ainda que muitos destes ataques ocorreram em paralelo com ações de coerção política e militar, incluindo patrulhas militares chinesas em torno de Taiwan, mostrando "correlação direta" entre atividades cibernéticas e exercícios de combate.
"A China intensificou as operações de pirataria durante cerimónias oficiais em Taiwan, declarações governamentais importantes ou visitas ao estrangeiro de altos responsáveis", acrescenta o relatório, apontando maio -- mês do primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente William Lai -- como ponto alto da atividade cibernética.
Taiwan tem denunciado, nos últimos anos, o aumento de táticas na chamada "zona cinzenta" por parte de Pequim, incluindo o envio de balões de vigilância além da linha média do Estreito, disseminação de desinformação e ataques a dados sensíveis, visando pressionar o Governo e semear medo na população.
Pequim considera Taiwan uma "província rebelde" e parte inalienável do seu território, não descartando o uso da força para a reunificação. Taipé rejeita esta posição, afirmando que apenas os seus 23 milhões de habitantes podem decidir o futuro político da ilha.
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