terça-feira, 10 de março de 2026

Luso-guineense acusado do triplo homicídio em Nottingham terá agredido polícia, colegas de casa e de trabalho... Valdo Calocane matou três pessoas e tentou matar outras tantas, em Nottingham, em junho de 2023. A investigação, que vai continuar nas próximas semanas, apurou que há mais episódios de violência, um deles a um polícia. Agrediu também um colega de casa e dois colegas de trabalho.

Por. sicnoticias.pt

O homem luso-guineense que, em 2023, matou estudantes universitários e um funcionário da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, terá agredido um polícia, um colega de casa e, um mês antes do crime, dois colegas de trabalho. A investigação continua. Nas próximas oito semanas deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas.

Valdo Calocane matou à facada dois estudantes de 19 anos - Barnaby Webber e Grace O'Malley-Kumar - e um funcionário da universidade - Ian Coates - de 65. As três vítimas mortais foramo encontradas mortas na rua em locais diferentes de Nottingham. Na mesma ocasião, tentou matar outras três pessoas ao volante de uma carrinha. O caso remonta a junho de 2023.

A investigação liderada pela juíza Deborah Taylor KC apurou, de acordo com a Sky News, que um mês antes, o homem com dupla nacionalidade agrediu dois colegas de trabalho, que eram também um casal. Deu um murro na cara do homem e empurrou a mulher.

Uma responsável da empresa de logística Arvato, onde Valdo Calocane trabalhava, conta às autoridades que ouviu "um grito". Ao chegar ao fundo do armazém, o homem - que alegou não saber por que razão tinha sido atacado - já tinha sido agredido e estava no chão.

Outro funcionário da empresa, que descreve o incidente como "muito violento", relata que viu um x-ato no chão e chutou-o para longe.

As autoridades estão a ouvir depoimentos sobre o autor do triplo homicídio para perceber o que poderá ter levado ao esfaqueamento mortal, em junho de 2023. Nos próximos dois meses deverão ser ouvidas mais de 100 pessoas, incluindo polícias e profissionais de saúde mental.

Segundo a investigação, citada pela BBC, o homem agrediu um colega de casa, em janeiro de 2022, e impediu-o de sair de casa. Há também relatos de violência a um polícia, em setembro de 2021.

Valdo Calocane é luso-guineense e tem esquizofrenia paranoide

O luso-guineense, agora com 34 anos, tinha sido diagnosticado, em julho de 2020, com esquizofrenia paranoide, uma condição que pode provocar delírios de perseguição e alucinações auditivas.

De acordo com o Daily Telegraph, os pais, originários da Guiné-Bissau, trabalharam na ilha da Madeira e obtiveram a nacionalidade portuguesa em 2006. A seguir, o casal ter-se-á mudado para o Reino Unido com os três filhos e adquirido o estatuto de residente enquanto cidadãos da União Europeia.

Residente no Reino Unido desde 2007, Valdo Calocane estudou Engenharia Mecânica na Universidade de Nottingham.

Está detido por tempo indeterminado num hospital de alta segurança.


Suíça: Incêndio em autocarro fez 6 mortos. Polícia fala em "ato deliberado"... A polícia suíça está a investigar a possibilidade de o incêndio que fez hoje seis mortos na localidade de Chiètres, no cantão de Friburgo (oeste), ter resultado de um "ato deliberado".

Por  LUSA 10/03/2026

Numa breve conferência de imprensa, a polícia local informou que seis pessoas morreram e quatro ficaram feridas no incêndio do "autocarro postal", um serviço de transporte público icónico no país, que liga localidades rurais e montanhosas e deve o seu nome ao facto de ter sido criado para distribuir o correio.

Três dos feridos encontram-se em estado grave e um profissional de emergência médica ficou ferido no socorro às vítimas, indicou a mesma fonte.

As forças policiais indicaram ainda que estão a investigar a possibilidade de um "ato deliberado", embora tenham salientado que a investigação está no início, não havendo mais detalhes a divulgar.

Imagens filmadas por transeuntes e vizinhos mostram as chamas a envolverem completamente o veículo de transporte público

Os "autocarros postais" suíços são tradicionais do país, reconhecidos pela cor amarela, pontualidade e buzina de três tons (usada para avisar nas curvas fechadas). 

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Investigações à escala europeia permitiram desmantelar uma rede de traficantes de seres humanos que ligava a Turquia à Alemanha e deter 130 pessoas desde 2023, anunciou hoje a polícia austríaca.

EUA destruíram 16 navios lança-minas iranianos no estreito de Ormuz... O Exército norte-americano anunciou hoje a destruição de 16 navios iranianos lançadores de minas "junto ao estreito de Ormuz", depois de Donald Trump ter ameaçado o Irão com significativas "consequências militares" caso Teerão decidisse minar esta importante via navegável.

Por  LUSA  10/03/2026

"As forças norte-americanas eliminaram vários navios de guerra iranianos a 10 de março, incluindo 16 navios lançadores de minas perto do estreito de Ormuz", pode ler-se, num comunicado.

Numa nota anterior nas redes sociais, as forças norte-americanos sublinharam que estão "a minar a capacidade do regime iraniano de projetar poder no mar e de hostilizar a navegação internacional".

"Há anos que as forças iranianas ameaçam a liberdade de navegação em águas essenciais para a segurança e prosperidade americanas, regionais e globais", destacaram.

Antes, o presidente dos EUA tinha anunciado a destruição de 10 destes navios.

"Tenho o prazer de informar que, nas últimas horas, atacámos e destruímos completamente dez navios lança-minas. E mais virão", sublinhou, numa breve mensagem publicada nas suas redes sociais, sem adiantar mais detalhes sobre a localização dos navios ou se eram iranianos.

O chefe de Estado norte-americano já tinha avisado Teerão para as consequências sem precedentes caso o país decidisse instalar minas no estreito de Ormuz no âmbito da resposta à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.

A mensagem de Trump surgiu na sequência de uma notícia da CNN, citando fontes anónimas próximas dos serviços de informação norte-americanos, de que o Irão tinha de facto começado a instalar minas no Estreito de Ormuz, por onde passa quase um quinto da produção mundial de petróleo e onde o tráfego está praticamente paralisado

A reação de Trump realça a importância estratégica do estreito de Ormuz para a economia global e, especificamente, para a economia norte-americana.

As consequências negativas para as finanças, agravadas pela subida dos preços do petróleo, representam um ponto crítico para a administração Trump, que está a ser questionada, inclusive por alguns dos seus apoiantes, por ter iniciado a intervenção numa região tão complexa como o Médio Oriente.

As dúvidas sobre a duração da ofensiva e o receio de que se possa tornar num conflito prolongado colocam os republicanos numa posição delicada no período pré-eleitoral, antes das eleições intercalares de 03 de novembro.

Além disso, foi divulgado hoje que cerca de 140 militares norte-americanos ficaram feridos, oito deles com gravidade, em ataques iranianos lançados contra bases norte-americanas em países do Golfo Pérsico em resposta à ofensiva conjunta EUA-Israel contra a República Islâmica, segundo o Pentágono.

Durante o conflito entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, pelo menos sete militares norte-americanos foram mortos em ataques iranianos, os seis primeiros durante um ataque com um drone no Kuwait.

O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, avisou que hoje seria o dia de bombardeamento mais intenso no Irão desde o início da guerra e afirmou que a capacidade de resposta de Teerão diminuiu à medida que a ofensiva, que também tem como alvo a indústria de defesa iraniana, continua.

A ofensiva lançada pelos Estados Unidos e por Israel há onze dias para decapitar a República Islâmica resultou em mais de 1.200 mortes em solo iraniano.

Desde então, Teerão levou a guerra a uma dezena de países da região, atacando Israel, bem como os interesses americanos na área.


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As forças israelitas divulgaram hoje à noite que começaram uma "onda de ataques" contra Teerão, pouco depois de se terem ouvido novas explosões na capital iraniana.


Pelo menos seis mortos após ataque de Kyiv a fábrica de mísseis na Rússia... A Ucrânia realizou hoje um ataque com mísseis britânicos contra uma fábrica militar em Briansk, no oeste da Rússia, com as autoridades russas a confirmarem que o bombardeamento causou pelo menos seis mortos.

Por LUSA 

"Os nossos soldados atacaram uma das principais fábricas militares russas em Briansk. Esta fábrica produzia componentes eletrónicos para mísseis russos", afirmou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante a habitual intervenção diária.

Minutos antes, o governador russo da região, Alexandre Bogomaz, anunciou que um ataque ucraniano em Briansk tinha matado pelo menos "seis civis" e ferido outras 37 pessoas.

Bogomaz apontou pouco antes que Kiev atacou "intencionalmente civis" e indicou que estavam a ser tomadas medidas para amenizar as consequências desse "ataque terrorista desumano".

O Estado-Maior ucraniano afirmou que Kiev tinha utilizado mísseis britânicos Storm Shadow para levar a cabo este ataque à fábrica "Kremny El", situada a oeste de Briansk.

O Estado-Maior também publicou um vídeo filmado do ar que mostra o ataque.

Nas imagens, segundo o relato das agências internacionais, são visíveis várias explosões numa paisagem urbana, seguidas de grandes nuvens de fumo.

A cidade de Briansk, com cerca de 400.000 habitantes, está localizada a cerca de 100 quilómetros em linha reta da fronteira com a Ucrânia.

"O alvo foi atingido e foram constatados danos significativos nas instalações de produção", afirmou o Estado-Maior ucraniano nas redes sociais.

De acordo com a mesma fonte, a fábrica produz semicondutores e microprocessadores usados principalmente no fabrico de mísseis Iskander que Moscovo utiliza para bombardear a Ucrânia.

Em resposta aos ataques russos que atingem diariamente o seu território desde a invasão em grande escala do país em fevereiro de 2022, Kiev ataca regularmente infraestruturas da indústria bélica na Rússia.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país.

Ruanda vai usar energia nuclear como "pilar central" do desenvolvimento... O presidente do Ruanda, Paul Kagame, afirmou hoje que vai usar a energia nuclear como pilar central da estratégia de desenvolvimento para esta nação africana entrar no grupo dos países de rendimento elevado até 2050.

Por LUSA 

"O Ruanda tem como objetivo ser um país de rendimento elevado até 2050; isso requer eletricidade abundante e, por isso, decidimos colocar a energia nuclear no centro da nossa estratégia", afirmou Kagame durante a Cimeira Mundial de Energia Nuclear, realizada em Paris.

O chefe de Estado acrescentou que alcançar esse objetivo exige "instituições sólidas, regulamentação eficaz e uma força de trabalho qualificada, que é a base que o Ruanda está a construir".

Para Kagame, a energia nuclear "não é demasiado complexa nem arriscada para os países em desenvolvimento" e a aplicação de normas internacionais claras e a cooperação tecnológica podem permitir que nações como o Ruanda adotem esta tecnologia de forma segura.

Durante a sua intervenção, o líder africano apelou a uma maior colaboração internacional em matéria de capacidade de engenharia, desenvolvimento de competências e participação industrial, bem como a sistemas regulamentares globais previsíveis que apoiem os países que procuram implementar programas de energia nuclear.

Centenas de ruandeses foram formados em ciências e engenharia nuclear através de parcerias com instituições internacionais e o país incorporou um novo programa em ciências nucleares na Universidade de Ruanda, salientou o chefe de Estado.

"A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) realizou recentemente uma revisão integrada da infraestrutura nuclear no Ruanda e confirmou avanços nos pilares fundamentais do nosso programa nuclear, por isso o nosso país está preparado para avançar para a próxima etapa, seguindo a abordagem por etapas da agência", disse ainda Kagame.

Após 60 anos sem financiar projetos nucleares, o Banco Mundial levantou o veto em junho passado e, na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP28), cerca de vinte governos defenderam a inclusão da energia nuclear nas carteiras das instituições financeiras internacionais.

De acordo com a AIEA, a energia nuclear representa cerca de 10% da produção mundial de eletricidade e é considerada por alguns países como um complemento estratégico às energias renováveis no caminho da transição energética e redução da utilização dos combustíveis fósseis.


Leia Também: EUA apagam publicação sobre escolta de petroleiro no Estreito de Ormuz

O secretário de Energia dos Estados Unidos apagou hoje uma publicação nas redes sociais em que anunciava que a Marinha norte-americana tinha escoltado um petroleiro através do Estreito de Ormuz, num momento de elevada tensão com o Irão.


CNE defende recenseamento eleitoral de raiz para eleições gerais de 6 de dezembro

Bissau, 10 de março de 2026 - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) defende a realização de um recenseamento eleitoral de raiz para as eleições gerais marcadas para 6 de dezembro deste ano. A posição foi manifestada pelo novo secretário-executivo da instituição, Idriça Djaló, após tomar posse esta terça-feira perante o Conselho Nacional de Transição.

Em declarações a imprensa, Djaló afirmou que a atualização completa do registo eleitoral é necessária para garantir dados mais fiáveis e a inclusão de novos eleitores no processo. Segundo explicou, o país não realiza um recenseamento eleitoral de raiz há cerca de quatro anos, o que justifica a proposta agora apresentada pela CNE.

O responsável, que já conhece o funcionamento interno da instituição, sublinhou que o objetivo é reforçar a transparência e a credibilidade do processo eleitoral.

Refira-se que os novos membros do Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições, aprovados na segunda-feira, já foram empossados e iniciam oficialmente o exercício das suas funções.

@CAPGB 

O Presidente do Conselho Nacional de Transição, Major-General Tomás Djassi, conferiu posse aos novos Secretários-Executivos da Comissão Nacional de Eleições... O ato visa reforçar o funcionamento administrativo da instituição responsável pela organização dos processos eleitorais no país, no âmbito das reformas em curso durante o período de transição política.

Elon Musk ocupa o primeiro lugar no 'ranking' dos mais ricos do mundo... O empresário Elon Musk, acionista de referência da Tesla, da empresa espacial SpaceX, da rede social X e da empresa de inteligência artificial xAI, lidera com destaque a lista dos mais ricos do mundo, publicada hoje pela revista Forbes.

Por LUSA 

Segundo a Forbes, citada pela AFP, Musk tem uma fortuna estimada em 839 mil milhões de dólares (725 mil milhões de euros), contra 342 mil milhões (295,6 milhões de euros) na lista publicada um ano antes.

É mais do triplo do património dos outros dois membros do trio da frente: os cofundadores do Google Larry Page, com 257 mil milhões de dólares (222 mil milhões de euros) e Sergey Brin, com 237 mil milhões de dólares (204,8 mil milhões de euros).

O líder da Amazon, Jeff Bezos, é o quarto, com 224 mil milhões (193,6 mil milhões de euros) e o da Meta, Mark Zuckerberg, o quinto, com 222 mil milhões (191,9 mil milhões de euros).

O presidente executivo da gigante do luxo LVMH, o francês Bernard Arnault e a sua família, estão em sétimo lugar, com 171 mil milhões (147,8 mil milhões de euros) e o espanhol Amancio Ortega, cofundador da Inditex, dona da Zara, está em décimo, com 148 mil milhões (127,9 mil milhões de euros).

Segundo a revista americana, conhecida por este 'ranking' anual das maiores fortunas mundiais, criado em 1987, o planeta conta agora com 3.428 bilionários, ou seja, quase 400 a mais do que no ano anterior.

Acumulam um património de 20.100 mil milhões de dólares (17.374 mil milhões de euros), contra 16.100 mil milhões (13.917 mil milhões de euros) no ano anterior.

"O planeta ganhou mais de um bilionário por dia nos últimos doze meses, o 'boom' do mercado bolsista impulsionado pela inteligência artificial fez com que as fortunas atingissem níveis até então inimagináveis", disse Chase Peterson-Withorn, jornalista da Forbes, citado no comunicado.

A revista destaca que vinte pessoas ultrapassam agora os 100 mil milhões de dólares de fortuna estimada, um recorde. Em 2017, não havia nenhuma.

Petroleiro atravessa estreito de Ormuz sob escolta da Marinha dos EUA... Um petroleiro atravessou o estreito de Ormuz sob escolta da Marinha norte-americana, anunciou hoje o secretário de Energia dos Estados Unidos, garantindo que Washington vai assegurar o fluxo de petróleo para os mercados globais.

Por LUSA 

"A Marinha dos EUA escoltou com sucesso um petroleiro pelo estreito de Ormuz para garantir que o petróleo continua a fluir para os mercados globais", afirmou Chris Wright, num vídeo divulgado numa rede social.

O governante norte-americano indicou que o navio realizou a travessia cerca de 36 horas depois de Washington ter anunciado que ia garantir a passagem segura de petroleiros na zona.

Wright acrescentou que os EUA esperam que mais navios sigam o mesmo percurso nos próximos dias.

Depois deste anúncio, os preços do petróleo ampliaram as quedas registadas desde o início das negociações, com o Brent e o West Texas Intermediate a recuarem mais de 15%.

O Irão tinha ameaçado bloquear o tráfego marítimo no estreito de Ormuz em resposta aos ataques aéreos conjuntos lançados a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel.

Cerca de 20% da produção mundial de petróleo e de gás natural liquefeito passa por este estreito estratégico situado entre o Irão e o sultanato de Omã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, já avisou que os Estados Unidos poderão atacar o Irão "com muito mais força", caso Teerão avance com um bloqueio da passagem de petróleo através desta via marítima.

Irão: Vários países decidem fechar ou transferir embaixadas em Teerão... Várias embaixadas ocidentais decidiram, desde o início do ataque israelo-norte-americano ao Irão, a 28 de fevereiro, fechar as embaixadas ou transferir o pessoal, nomeadamente para o Azerbaijão, como fizeram hoje os Países Baixos e a Dinamarca.

Por LUSA 

Os Países Baixos anunciaram hoje o envio temporário do pessoal da embaixada no Irão para o Azerbaijão, revelou o chefe da diplomacia neerlandesa. Decisão idêntica tomou o Governo austríaco, que ordenou no sábado a transferência da sua embaixada de Teerão para Baku.

A Dinamarca também anunciou o encerramento temporário da sua embaixada no Irão devido à situação de segurança, disse o chefe da diplomacia dinamarquesa, Lars Løkke Rasmussen.

"A situação de segurança é tão grave que não podemos manter uma embaixada", afirmou à imprensa.

Na quinta-feira passada, também Itália anunciou o encerramento da embaixada em Teerão e a transferência do pessoal para o Azerbaijão, sublinhando que Roma "não cortou relações diplomáticas" com o Irão.

No sábado, o Governo francês afastou para já a hipótese de evacuar a embaixada, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros gaulês, Jean-Noël Barrot.

A Espanha completou no sábado a retirada do seu embaixador em Teerão e do restante pessoal da missão diplomática na capital iraniana, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares.

A Rússia informou na quinta-feira que retirou mulheres e crianças da embaixada no Irão, mantendo contudo a maioria do pessoal diplomático no país.

Desde 28 de fevereiro, com os ataques israelitas e norte-americanos contra o Irão, a região está em conflito e o desfecho é imprevisível. 

A 14 de janeiro, ainda antes do ataque israelo-norte-americano de 28 de fevereiro, Portugal determinou o encerramento temporário da embaixada no Irão, numa altura em que ocorriam manifestações massivas contra o regime iraniano.

"O Ministério dos Negócios Estrangeiros informa que foi determinado [...] o encerramento temporário da embaixada de Portugal no Irão", referiu numa nota oficial.

O Irão estava então a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

A Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, afirmou ter confirmado a morte de pelo menos 7.015 pessoas durante a onda de protestos, incluindo 6.508 manifestantes, 226 crianças e 214 pessoas ligadas ao governo. Os dados mais recentes foram atualizados em 15 de fevereiro.

Estados Unidos e Israel têm em curso há 11 dias uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão, que causou mais de mil mortos até agora, maioritariamente iranianos.

O Irão respondeu à ofensiva com ataques contra os países da região e o bloqueio do estreito de Ormuz.

Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Guiné‑Bissau : Comunicado Oficial


Trump anuncia guerra contra o Irão "praticamente concluída" e mercados energéticos reagem com forte descida... O petróleo Brent, que quase atingiu 120 dólares por barril, desceu para cerca de 90 dólares, enquanto o gás natural europeu baixou dos 60 para menos de 50 euros por megawatt/hora.

Por sicnoticias.pt

Donald Trump falou no fim da guerra no Médio Oriente e os preços do petróleo e do gás baixaram mais de 10%. Ainda assim, a incerteza persiste e por isso a Europa já considera recorrer a reservas.

Para o Presidente dos Estados Unidos, poucas palavras bastam para que a economia tenha uma reação. À CBS News, Trump disse que a guerra contra o Irão está "praticamente concluída".

Palavras mágicas para o mercado do petróleo e do gás. Logo após as declarações os preços chegaram a recuar em torno dos 10%.

Esta semana o preço do petróleo Brent, a referência para a Europa, quase alcançou o recorde de 120 dólares por barril.

Trump falou e por aquela hora já rondava os 90 dólares por barril. O mesmo cenário para o gás natural europeu que já escalava pelos 60 euros por megawatt por hora e agora não chega aos 50 euros.

Donald Trump diz que o fim da guerra ainda não será esta semana Por isso, e para já, deixou algumas ideias para reduzir os preços do petróleo.

Putin vê oportunidade na crise

Entretanto Vladimir Putin viu a crise como uma oportunidade e disse estar disponível para fornecer petróleo e gás russos à Europa.

A Rússia era um dos principais fornecedores de energia para vários países europeus. Lugar que perdeu com as sanções que resultaram da invasão russa à Ucrânia.

No terceiro vértice do triângulo. A Europa que está a discutir medidas para baixar o preço do petróleo incluindo o recurso a reservas.

Mesmo que o conflito chegue ao fim nos próximos dias, o setor energético deverá demorar a normalizar. Até porque muitos países do Médio Oriente tiveram que cortar na produção de petróleo porque com o Estreito de Ormuz fechado e por isso todas as exportações suspensas já não têm espaço para o armazenar.

Hungria veta ajuda a Kyiv e bloqueia adesão à UE.. O parlamento húngaro aprovou hoje uma resolução para vetar a concessão de ajuda à Ucrânia e a adesão à UE devido aos "graves riscos que isso ia acarretar" para os Estados-membros.

Por LUSA 

O porta-voz do Governo húngaro, Zoltan Kovacs, indicou que a medida foi aprovada com o apoio dos deputados, que recusaram continuar a financiar a guerra e a transformar a UE numa união "político-militar".

Um total de 142 deputados votou a favor da resolução, que contou apenas com de 28 votos contra e quatro abstenções, acrescentou.

No texto é referido que a Ucrânia "não deve ser admitida na UE por ser um país em guerra, o que ia expor os restantes países-membros a um envolvimento direto num conflito armado".

Além disso, de acordo com os mesmos deputados, a adesão de Kyiv podia dificultar ainda mais a aprovação dos orçamentos.

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, salientou que os preços "estão protegidos nas bombas de gasolina desde a meia-noite", na sequência da adoção das respetivas medidas.

Órban acusou diretamente o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "querer punir as famílias e os empresários húngaros com o bloqueio do petróleo".

"Está a chantagear e a ameaçar levar um governo pró-ucraniano ao poder na Hungria. Não permitiremos isso. Vamos proteger as famílias húngaras e os empresários húngaros com o preço protegido", afirmou.

Em causa está o fornecimento de hidrocarbonetos da Rússia à Hungria.

No que diz respeito à exportação de petróleo bruto, o Governo húngaro indicou ter proíbido as exportações de petróleo, gasolina e gasóleo, à medida que os preços aumentam nos países europeus devido à crescente violência no Médio Oriente, onde a ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel ao Irão já entrou no 11.º dia.

Isto foi confirmado pelo ministro da Economia húngaro, Márton Nagy, ao especificar que Budapeste congelou os preços da gasolina e do gasóleo a partir de hoje, devido ao aumento dos preços dos combustíveis na Europa face à crise no Médio Oriente, a que se soma o corte do abastecimento através do oleoduto Druzhba por parte da Ucrânia.

"O Governo proíbe a exportação de petróleo e toma as medidas mais enérgicas contra os abusos no comércio", afirmou Nagy numa mensagem divulgada nas redes sociais, onde indicou que também foram libertadas reservas de petróleo bruto.

No início do ano, a Hungria foi afetada pelo encerramento do oleoduto Druzhba, que transporta petróleo russo através do território ucraniano para a Eslováquia e a Hungria, embora Kyiv tenha afirmado que o oleoduto sofreu danos significativos devido a um ataque russo.

Budapeste, que se viu obrigada a libertar 250.000 toneladas de petróleo bruto da reserva estratégica do país, insistiu que a Ucrânia mantém o oleoduto fechado como medida de pressão e fins políticos, para desencadear uma crise energética que influencie os resultados das eleições previstas para 12 de abril na Hungria e, assim, conseguir um Governo mais amigável de Kyiv.


Leia Também: Orbán ordena retenção de dinheiro e ouro ucranianos apreendidos

O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ordenou hoje que uma remessa de dinheiro e ouro ucranianos apreendida na semana passada pelas autoridades húngaras permaneça sob custódia durante até 60 dias, enquanto a autoridade fiscal do país investiga o caso.



Pentágono avisa que hoje será o "dia mais intenso" de ataques no Irão... O Pentágono adiantou que hoje será o dia mais intenso de bombardeamentos no Irão desde o início da guerra e afirmou que Teerão tem demonstrado uma capacidade reduzida de resposta à medida que a ofensiva avança.

Por LUSA 

"Hoje será, mais uma vez, o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irão: o maior número de caças, o maior número de bombardeiros, o maior número de ataques", afirmou o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, numa conferência de imprensa no Pentágono.

Segundo o governante, nas últimas 24 horas, a República Islâmica "disparou o menor número de mísseis que foi capaz de disparar até à data".

Questionado sobre a posição dos Estados Unidos após mais de 10 dias de guerra, o chefe do Pentágono afirmou que a posição era "muito sólida", mas recusou-se a especificar quanto tempo o conflito poderá durar.

"O Presidente [Donald Trump] estabeleceu uma missão muito específica a ser cumprida, e o nosso trabalho é cumpri-la incansavelmente", disse Pete Hegseth, acrescentando que cabia ao chefe de Estado norte-americano "estar no comando".

"Não me cabe especular se este é o começo, o meio ou o fim" do conflito, referiu.

Por seu lado, na mesma conferência de imprensa, o general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, lembrou que as Forças Armadas dos Estados Unido vão entrar, desta forma, no 11.º dia das operações contra o Irão.

Caine adiantou que as forças norte-americanas atingiram mais de 5.000 alvos e que os três principais objetivos incluíam a destruição da capacidade iraniana de mísseis balísticos e drones, atingir a marinha iraniana para permitir a passagem pelo Estreito de Ormuz e atingir "mais profundamente a base militar e industrial do Irão".

A retórica foi igualmente dura por parte de Teerão. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, afirmou na rede social X que o Irão "não está, definitivamente, à procura de um cessar-fogo".

"Acreditamos que o agressor deve ser punido para que aprenda a lição e nunca mais pense em atacar o nosso amado Irão", afirmou.

Por sua vez, também hoje, o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, avisou que o Irão não teme as "ameaças vazias" de Donald Trump, após o Presidente norte-americano ter prometido atingir "com mais força" caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.

"O Irão não tem medo das suas ameaças vazias. Pessoas mais poderosas do que você tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Tenha cuidado para não ser eliminado você próprio!", escreveu Ali Larijani na rede social X. 

Na segunda-feira, Trump ameaçou atacar o Irão "com muito, muito mais força" caso a República Islâmica bloqueie o fornecimento de petróleo de países do Médio Oriente.

"Não permitirei que um regime terrorista mantenha o mundo refém e tente travar o fornecimento global de petróleo. E se o Irão fizer algo nesse sentido, será atingido com muito, muito mais força", garantiu o Presidente norte-americano numa conferência de imprensa na Florida.

"Se querem jogar este jogo [...] é melhor que não o joguem", acrescentou Trump.

 O republicano insistiu que a guerra no Irão "terminará em breve", classificando-a como uma operação "bastante avançada em relação ao calendário".

"Ela terminará em breve e, se recomeçar, eles serão atingidos com ainda mais força", destacou o Presidente norte-americano.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.


Os deputados britânicos rejeitaram a proibição das redes sociais para menores de 16 anos devido à oposição do Governo trabalhista, que prefere aguardar as conclusões de uma consulta antes de legislar.

Os secretários da Comissão Nacional de Eleições tomaram posse esta terça-feira, 10 de março, numa cerimónia presidida pelo presidente do Conselho Nacional de Transição, Tomás Djassi, com a presença da presidente da CNE, Carmem Isaura Lobo.

Rússia quer manter estatuto de superpotência, diz Finlândia... O serviço de informações e segurança da Finlândia (Supo) alertou hoje que a Federação Russa vai manter a mesma ambição de ser uma superpotência, mesmo após o eventual fim da guerra contra a Ucrânia, segundo o relatório anual.

Por LUSA 

O documento antecipa que o estado da segurança da Finlândia pode vir a fragilizar-se ainda mais quando terminar o atual conflito a leste, que já leva mais de quatro anos, sobretudo porque a Rússia voltaria a ter mais meios militares e de espionagem disponíveis.

"Os recursos de inteligência e influência russos, atualmente ligados à Ucrânia, estarão disponíveis para uso noutros lugares após a guerra e o interesse duradouro da Rússia na Finlândia é garantido devido à sua posição como membro da NATO, entre o mar Báltico e a região do Ártico", de acordo com o Supo.

A mesma agência finlandesa afirma que Moscovo se prepara para renovar e aumentar a sua capacidade ao nível da recolha e análise de informação em toda a Europa, que ficou diminuída devido à invasão da Ucrânia.

O relatório defende ainda que, embora a guerra na Ucrânia pareça continuar com um futuro previsível, os países ocidentais, incluindo a Finlândia, devem decidir como restabelecer as relações económicas e políticas com a Rússia, num cenário de pós-guerra.

"Se as relações forem restabelecidas, mesmo que parcialmente, a ameaça da inteligência russa para a Finlândia vai diversificar-se e os métodos operacionais anteriores serão articulados com outros, que se mostraram eficazes no contexto atual, incluindo recurso extensivo a agentes intermediários e recolha de informação desde bases localizadas em território russo", concluiu o diretor da Supo, Juha Martelius.

Várias explosões na capital do Qatar, diz governo local... Várias explosões fortes foram ouvidas hoje na capital do Qatar, disseram as autoridades locais, quando o Irão continua os ataques de retaliação aos países vizinhos do Golfo.

Por LUSA 

O Ministério da Defesa do Qatar afirmou ter "intercetado um ataque com míssil", de acordo com um comunicado divulgado numa rede social.

Já o Ministério do Interior do país registou um "elevado nível de ameaça à segurança" e pediu aos residentes que permanecessem em casa e longe das janelas.

O Qatar acrescentou que o Irão continua os ataques contra as infraestruturas civis do país, no 11.º dia da guerra na região.

"Os ataques contra as infraestruturas civis continuam (...) e rejeitamos os argumentos apresentados pelos iranianos para justificar estes ataques", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, Majed al-Ansari, numa conferência de imprensa em Doha, sem especificar quais os locais que foram visados.

O Qatar também alertou para as consequências económicas globais dos ataques às infraestruturas energéticas.

"Os ataques a instalações energéticas que ocorreram, de ambos os lados, constituem um precedente perigoso (...), terão repercussões mundiais", disse Al-Ansari.

Já nos Emirados Árabes Unidos, um ataque com drone causou um incêndio numa zona industrial, onde estão localizadas infraestruturas energéticas, anunciaram as autoridades num comunicado.

"Não há registo de feridos até ao momento", acrescentaram as autoridades dos Emirados, sem especificar se alguma instalação energética foi afetada.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.


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O Irão não teme as "ameaças vazias" de Donald Trump, declarou hoje o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, após o Presidente norte-americano ter prometido atingir "com mais força" caso Teerão bloqueie o transporte de petróleo.


NASA alerta para satélite em queda descontrolada em direção à Terra... A NASA afirma que grande parte deste satélite deverá ser destruído durante o processo de reentrada na atmosfera, mas a agência admite que alguns dos componentes podem sobreviver e chegar ao solo.

Por noticiasaominuto.com 

Um satélite da NASA com um peso próximo dos 600kg - de nome Van Allen Probe A - está neste momento a despenhar-se na Terra de forma descontrolada, com a agência espacial norte-americana a admitir que alguns dos componentes podem sobreviver à violência da reentrada na atmosfera do nosso planeta.

“A NASA espera que a maioria do satélite seja destruído à medida que viaja na atmosfera, mas esperamos que alguns componentes sobrevivam à reentrada”, pode ler-se na publicação partilhada pela NASA.

“O risco de colocar alguém em risco na Terra é baixo - aproximadamente 1 em 4.200. A NASA e a Space Force vão continuar a monitorizar a reentrada e a atualizar previsões”, explica a agência espacial norte-americana.

O satélite Van Allen Probe A foi lançado em 2012 e a sua missão durou até 2019. A NASA esperava que a reentrada do Van Allen Probe A na atmosfera se desse em 2034 mas, dado que o atual ciclo solar se manifestou mais ativo do que o esperado, a queda do satélite foi acelerada e deverá acontecer nas próximas horas.

Serve recordar que este satélite foi lançado para o Espaço na companhia do Van Allen Probe B, outro satélite que também deverá despenhar-se na Terra nos próximos anos. A NASA espera, no entanto, que tal só aconteça em 2030.

ONU acusa Rússia de crimes contra a humanidade com deportação de crianças... Uma comissão internacional de inquérito das Nações Unidas acusou hoje Moscovo de ter cometido "crimes contra a humanidade" ao deportar à força crianças ucranianas para a Rússia.

Por LUSA 

"Os elementos de prova recolhidos levam a comissão a concluir que as autoridades russas cometeram crimes contra a humanidade, nomeadamente deportação e transferência forçada, bem como o desaparecimento forçado de crianças", anunciou a Comissão Internacional Independente de Inquérito sobre a Ucrânia, num comunicado que acompanha a publicação de um relatório em Genebra.

A comissão foi criada em 2022 pelo Conselho dos Direitos Humanos da ONU para investigar alegadas violações dos direitos humanos, violações do direito internacional humanitário e crimes associados cometidos no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

No relatório, os investigadores concluíram que as autoridades russas "deportaram e transferiram ilegalmente crianças" e que "atrasaram indevidamente o seu repatriamento".

Além disso, as medidas adotadas em relação às crianças deportadas ou transferidas "violaram o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos" e não foram orientadas pelo interesse superior da criança, sublinha a comissão.

A comissão confirmou até agora a expulsão ou transferência de 1.205 crianças, mas indica que as autoridades russas "deportaram ou transferiram milhares de crianças das zonas que ocupavam na Ucrânia".

A questão é extremamente sensível na Ucrânia e mantém-se no centro das negociações de um eventual acordo de paz entre Kiev e Moscovo.

Segundo Kiev, cerca de 20.000 crianças ucranianas foram levadas à força para a Rússia ou para territórios ocupados pela Rússia desde o início da invasão, em 2022.

A Rússia assegurou ter deslocado algumas crianças ucranianas das suas casas ou orfanatos para as proteger da ameaça das hostilidades.

Contudo, sublinha a comissão, o direito internacional humanitário exige que as retiradas sejam "temporárias e motivadas por razões imperiosas de saúde, cuidados médicos ou segurança".

Segundo os investigadores, 80% das crianças expulsas ou transferidas nos casos analisados pela comissão não regressaram a casa, uma vez que as autoridades russas não criaram um sistema que facilite o seu regresso.


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Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas no Líbano... Mais de 100 mil pessoas foram deslocadas em 24 horas devido aos bombardeamentos israelitas no Líbano, totalizando mais de 667 mil já afetadas pelo conflito, anunciou hoje o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Por LUSA 

No Líbano, que está a ser alvo de intensos bombardeamentos israelitas desde segunda-feira, "mais de 667 mil pessoas registaram-se como deslocadas na plataforma online do Governo, um aumento de 100 mil num só dia", disse hoje a representante do ACNUR, Karolina Lindholm Billing, aos jornalistas em Genebra.

"O número de deslocados continua a aumentar neste momento (...). Cerca de 120 mil pessoas deslocadas estão alojadas em locais coletivos designados pelo Governo, mas muitas outras estão hospedadas com familiares ou amigos, ou ainda procuram alojamento. Vemos carros alinhados nas ruas com pessoas a dormir dentro deles, assim como nos passeios", disse Lindholm Billing.

"Muitas pessoas deslocadas estão nesta situação pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 e a maioria fugiu apressadamente, quase sem nada, procurando refúgio em Beirute, no Monte Líbano, na região norte do Líbano e em partes do Vale do Bekaa", explicou a representante do ACNUR.

O ACNUR, cuja operação no Líbano tem atualmente apenas 14% do financiamento necessário, está a apoiar o Governo libanês e as autoridades locais na resposta humanitária à crise, segundo um comunicado da organização.

Até ao momento, o ACNUR distribuiu aproximadamente 168 mil artigos de ajuda humanitária a mais de 63 mil pessoas deslocadas em mais de 270 abrigos coletivos designados pelas autoridades libanesas. Estes artigos incluem colchões, cobertores, sacos-cama, lâmpadas solares e garrafões de água.

"Estamos também a observar um aumento dos fluxos migratórios em direção à Síria, de acordo com as autoridades sírias", disse Lindholm Billing.

"Mais de 78.000 sírios entraram na Síria vindos do Líbano desde o início da escalada das tensões, além de mais de 7.700 libaneses", explicou.

As equipas do ACNUR estão presentes nas passagens fronteiriças sírias, trabalhando em conjunto com as autoridades e os seus parceiros para prestar assistência humanitária de emergência às pessoas que chegam à Síria.

"Uma solidariedade internacional rápida e sustentada é fundamental para nos permitir apoiar o governo e as autoridades libanesas na resposta às necessidades emergentes. A cada dia que este conflito continua, mais sofrimento é infligido a centenas de milhares de civis, enquanto o Líbano e a região se tornam ainda mais instáveis", disse a representante do ACNUR.

O exército israelita realizou um ataque hoje perto da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, depois de alertar que iria visar infraestruturas do grupo xiita pró-iraniano Hezbollah na região e instar os residentes a saírem do local, segundo os meios de comunicação estatais. O alerta israelita também abrangeu a cidade de Sidon, igualmente no sul do Líbano.

Israel iniciou uma ofensiva militar no Líbano como a resposta aos lançamentos de ataques aéreos do Hezbollah, que se iniciaram há mais de uma semana contra o território israelita em apoio ao Irão.

Na semana passada, o Governo libanês declarou as atividades militares do Hezbollah ilegais, devendo apenas cingir-se a ações políticas, após uma operação de recolha de armas do movimento xiita. O Hezbollah recusa porém o seu desarmamento e acusa o Governo de ceder a pressões de Israel e Estados Unidos.

Os EUA e Israel lançaram a 28 de fevereiro uma campanha de ataques militares contra o Irão.

Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.

Governo estabelece preço da castanha de caju para 2026 em 410 francos CFA por quilograma

 

@RTB

COMUNICADO FINAL DO CONSELHO DE MINISTROS


O Governo da Guiné-Bissau, através do Ministério das Finanças e do Secretariado Nacional do Património do Estado, determinou novas medidas para reforçar o controlo da utilização das viaturas administrativas pertencentes ao Estado.

De acordo com o documento, a circular n.º 03/2026 surge no âmbito da implementação do Decreto n.º 12/2024, de 9 de agosto, que regulamenta a gestão da frota automóvel estatal. Fica determinado que a utilização de veículos das categorias D e E, referidas no artigo 3.º do referido decreto, para fins pessoais ou fora do horário normal de expediente — compreendido entre as 7h00 e as 19h00 — é considerada indevida, com exceção das viaturas operacionais.

A circular determina ainda que as viaturas encontradas a circular fora do período autorizado serão apreendidas. Os infratores estarão sujeitos a uma coima no valor de duzentos mil francos CFA (200.000 XOF), a ser paga no Tesouro Público, mediante orientação dos serviços competentes.

O documento é assinado pela Secretária Nacional do Património do Estado, Luciana Queta Banjai, e tem conhecimento ao Primeiro-Ministro e ao Ministro das Finanças.

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, preside neste momento à Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, desta terça-feira, 10 de março de 2026.

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Trump sobre Cuba: "Pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser"... Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

Por LUSA 

Donald Trump referiu-se, esta segunda-feira, dia 9 de março, a Cuba. O presidente dos Estados Unidos considerou que o país tem "sérios problemas" humanitários, vincando, cita a Reuters, que Marco Rubio está a lidar com a questão - que pode ou não ser uma "tomada de poder amigável".

Em conferência de imprensa, o chefe de Estado norte-americano frisou: "Ele [Rubio] está a lidar e pode ser uma tomada de poder amigável, pode não ser. Não faria muita diferença, porque eles estão realmente sem... recursos. Eles não têm energia, não têm dinheiro".

De recordar que, já na semana passada, Trump tinha afirmado que o governo cubano iria cair "muito em breve", acrescentando que Havana tem "imensa vontade" de negociar com Washington, segundo a estação televisiva CNN.

Numa conversa telefónica com a CNN Internacional sobre a operação militar lançada pelos Estados Unidos e por Israel no Irão, Trump anunciou que o regime comunista da ilha de Cuba será o próximo alvo, após uma campanha "bem-sucedida" no Médio Oriente.

"Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem qualquer relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Têm imensa vontade de chegar a um acordo", declarou. Para negociar, nomeou o seu secretário de Estado, Marco Rubio, cidadão cubano-norte-americano.

"Veremos como corre. Por agora, estamos muito concentrados nisto, o Irão", acrescentou. "Temos muito tempo, mas Cuba está pronta, ao fim de 50 anos. Há 50 anos que a observo", afirmou.

Na quinta-feira, o republicano tinha dito que Havana "estava desesperada" para chegar a um acordo com o seu governo de imediato e que era "apenas uma questão de tempo" até que os Estados Unidos voltem novamente a sua atenção para a ilha caribenha, dando a entender que a campanha militar contra o Irão desviou um pouco os planos da Casa Branca.

Também na quinta-feira, numa entrevista ao jornal digital Politico, Trump afirmou que a queda de Cuba seria "a cereja em cima do bolo", depois do ataque militar de janeiro passado à Venezuela, em que os Estados Unidos capturaram o então Presidente, Nicolás Maduro, o mais próximo aliado de Havana.

Nas últimas semanas, a comunicação social norte-americana noticiou contactos entre Marco Rubio e Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do antigo presidente cubano Raúl Castro.

Tais notícias descrevem contactos, e não negociações, e indicam alegadas conversações sobre possíveis reformas económicas graduais futuras na ilha e uma retirada faseada das sanções de Washington, cujo agravamento nos últimos tempos deixou o país à beira da rutura, à mercê de ajuda humanitária dos países vizinhos para suprir necessidades tão básicas como alimentação.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que vai suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", após o valor do barril de crude ter disparado devido à guerra com o Irão.


Irão ameaça impedir a navegação de petroleiros a países aliados dos EUA... A Guarda Revolucionária iraniana disse hoje que o Irão não vai permitir a exportação de petróleo produzido na região para países aliados dos Estados Unidos e de Israel enquanto a guerra no Médio Oriente se mantiver.

Por LUSA 

O porta-voz da Guarda Revolucionária, Ali Mohammad Naini, citado pela agência de notícias Tasnim, disse que as forças iranianas não vão permitir a exportação "de um único litro de petróleo" da região até novas ordens.

A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, está condicionada desde o início da guerra, a 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Teerão retaliou com ataques de drones e mísseis contra interesses israelitas e norte-americanos em toda a região e atacou repetidamente petroleiros que utilizam a rota marítima.

Os preços do petróleo aumentaram, ultrapassando os 100 dólares por barril, o nível mais elevado desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu que as operações militares no Irão vão terminar "em breve" revertendo a tendência de subida do preço do petróleo.

"Os esforços [de Donald Trump] para reduzir e controlar os preços do petróleo e do gás são de curta duração e inúteis. Em tempos de guerra, o comércio depende da segurança regional", disse Ali Mohammad Naini.

Na noite de segunda-feira, a Guarda Revolucionária pediu aos países árabes e europeus que expulsassem os embaixadores norte-americanos e israelitas para obterem acesso ao Estreito de Ormuz.

"Qualquer país árabe ou europeu que expulse os embaixadores israelita e americano do respetivo território terá total liberdade e autorização para transitar pelo Estreito de Ormuz a partir de terça-feira", declarou a Guarda Revolucionária através da televisão estatal iraniana.


Leia Também"Esta guerra não tem prazo para terminar, mas estamos a ter muito sucesso nos nossos ataques", revela porta-voz das IDF

O major Rafael Rozenszajn, porta-voz das Forças de Defesa de Israel, sublinha que a guerra "vai continuar, enquanto for necessário, com o objetivo de eliminar as ameaças do regime iraniano para o território israelita".