sábado, 3 de janeiro de 2026

Trump afirma que Maduro foi "capturado" após ataque dos EUA ... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um "ataque em grande escala" no país.

Por LUSA 

Na plataforma Truth Social, Trump adiantou que o Presidente da Venezuela e a respetiva mulher foram transportados para fora do país - o destino não foi revelado - pelas tropas norte-americanas.

"A operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos", referiu Trump na mensagem na rede social Truth Social, em que indicou que daria mais informações hoje numa conferência de imprensa às 11h00 de Mar-a-Lago, na Florida (16h00 em Lisboa).

Múltiplas explosões foram ouvidas e aviões voando a baixa altitude sobre Caracas, a capital, enquanto o Governo de Maduro acusava imediatamente os Estados Unidos de atacar instalações civis e militares. O Governo venezuelano classificou o ataque como "imperialista" e incitou os cidadãos a protestarem nas ruas.

Por esclarecer está saber quem está agora no comando do país, com o paradeiro de Maduro a ser desconhecido.

Trump já vinha ameaçando há meses que poderia em breve ordenar ataques contra alvos em território venezuelano, após várias semanas de ataques a barcos acusados de transportar drogas. Maduro denunciou as operações militares dos EUA como uma tentativa velada de destituí-lo do poder.

Entretanto, indivíduos armados e membros uniformizados de uma milícia civil tomaram as ruas de um bairro de Caracas, há muito considerado um reduto do partido governamental.

Mas noutras áreas da cidade, as ruas permaneceram vazias horas após o ataque. Partes da cidade ficaram sem energia elétrica, mas os veículos circulam livremente.

Entretanto, a Colômbia enviou reforços militares para a fronteira com a Venezuela, após o Presidente colombiano, Gustavo Petro, ter denunciado o ataque com mísseis contra Caracas e pedido uma reunião "imediata" da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Alerta Geral, eles atacaram a Venezuela", escreveu o Presidente colombiano, próximo de Maduro, sublinhando que, quer a OEA quer a ONU, "devem pronunciar-se sobre a "legalidade internacional" dessa "agressão" contra o país vizinho.

Também Cuba condenou o "ataque criminoso" dos Estados Unidos e pede uma tomada de posição da comunidade internacional favorável à Venezuela.

"A nossa #ZonaDePaz está a ser brutalmente atacada" pelos Estados Unidos, frisou o Presidente de Cuba, Manuel Díaz-Canal, na conta pessoal na rede social X.

"#Cuba denuncia e exige uma reação urgente da comunidade internacional contra o ataque criminoso dos Estados Unidos à Venezuela. A nossa #Zona de Paz está a ser brutalmente atacada. O terrorismo de Estado contra o bravo povo venezuelano e contra a nossa América", acrescentou.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, condenou veementemente "a contínua agressão militar dos EUA contra a Venezuela".

"Os bombardeamentos e atos de guerra contra Caracas e outros locais do país são atos cobardes contra uma nação que não atacou os Estados Unidos nem qualquer outro país", afirmou Rodriguez.

Entretanto, a televisão estatal iraniana noticiou as explosões em Caracas e mostrou imagens da capital venezuelana. O Irão mantém uma relação próxima com a Venezuela há anos, em parte devido à sua inimizade comum com os EUA.

Até agora, Rússia e China, aliados da Venezuela, não se pronunciaram.


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