As imagens dos ataques em Caracas, na Venezuela, durante a madrugada, invadiram as redes sociais quando a situação ainda era confusa e não confirmada. Várias explosões atingiram a capital e, mais tarde, o governo venezuelano afirmou que outros três estados - Miranda, Aragua e La Guaira - tinham sido atingidos.
Quase 12 horas após as primeiras explosões a aeronaves ouvidas nos locais atingidos, os Estados Unidos já confirmaram a autoria do ataque, tendo Donald Trump referido que esta foi "bem sucedida."
Nicolás Maduro já não está no país, tendo sido "capturado" por forças de elite norte-americanas, juntamente com a esposa, Cilia Flores.
Sabe-se agora, da parte da administração Trump, que o presidente da Venezuela vai agora ser julgados nos EUA, apesar de a vice, da Venezuela, Delcy Rodríguez, ter dado uma conferência de imprensa a dizer que o paradeiro de Maduro era desconhecido - e ter pedido provas de que Maduro estava vivo.
À medida o tempo vai passando vai sendo atualizada a situação, que pode ser consultada aqui, não havendo, para já, um número oficial de vítimas dos ataques.
Note-se que, logo de início, o governo venezuelano considerou que esta era uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
Foi decretado de início o estado de exceção e apelou-se no país a que "todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização."
Na declaração, o governo convocou ainda os seus apoiantes a irem para as ruas. "Povo às ruas!"
"O governo convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista", acrescentava uma nota.
A Venezuela solicitou, entretanto, uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, após o ataque e Espanha ofereceu-se para mediar esta crise.
A diplomacia espanhola afirmou-se, "a este respeito (...) disposta a oferecer os seus bons ofícios para chegar a uma solução pacífica e negociada para a crise atual".
A Espanha "acolheu e continuará a acolher dezenas de milhares de venezuelanos forçados a deixar o seu país por razões políticas e (...) está disposta a ajudar na busca de uma solução democrática, negociada e pacífica para o país", referiu ainda o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol.
Já o Governo português disse à Lusa que não há, até ao momento, indicações de que cidadãos portugueses tenham sido afetados pelos ataques aéreos dos Estados Unidos contra a Venezuela.
Os consulados-gerais portugueses na capital venezuelana e em Valência disponibilizaram "canais destinados a situações urgentes", nomeadamente contactos telefónicos, correio eletrónico ou através da plataforma de mensagens Whatsapp, "reforçando o compromisso do Estado português com a proteção e assistência" dos cidadãos nacionais.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, deverá ser julgado nos Estados Unidos por acusações de terrorismo e tráfico de droga, afirmou hoje a procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi.


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