Por LUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, este sábado, estar insatisfeito com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, apontando que a Rússia "está a matar muitas pessoas".
"Não estou nada satisfeito com Putin", disse, quando questionado sobre Vladimir Putin, durante uma conferência de imprensa, em Mar-a-Lago, sobre a operação militar que decorreu na Venezuela e culminou na captura do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e da sua mulher.
Donald Trump sublinhou ainda que a Rússia "está a matar muitas pessoas" na sequência da guerra com a Ucrânia, denominando-a de "banho de sangue".
O norte-americano destacou, no entanto, que estão a ser feitos progressos nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, não adiantando mais detalhes sobre o assunto aos jornalistas.
De recordar que, no início da semana passada, foi avançado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, que uma das residências de Vladimir Putin tinha sido atacada, tendo culpado a Ucrânia.
No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou o ataque e afirmou que se tratava das "típicas mentiras russas".
Vladimir Putin chegou mesmo a telefonar a Donald Trump para lhe contar sobre o sucedido, notando que as negociações para a paz poderiam estar em causa.
Não foram encontrados indícios de ataque contra casa de Putin
Já na quinta-feira, dia 1 de janeiro, responsáveis norte-americanos disseram que a CIA revelou não encontrou provas de que a Ucrânia tivesse atacado uma residência do presidente russo, Vladimir Putin.
As fontes dos serviços de informação de Washington consultadas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia estava a visar um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo de Kyiv.
Zelenksy diz que "acordo de paz está a 90%"
O presidente ucraniano afirmou, também na quinta-feira, no seu discurso de Ano Novo, que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte determinante está nos restantes 10%.
"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou numa mensagem vídeo na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".
Zelensky afirmou que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.
O Presidente ucraniano disse hoje que os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia devem resultar numa paz que dure décadas, após uma reunião de representantes de Kiev e conselheiros de segurança nacional europeus.

.webp)
Sem comentários:
Enviar um comentário