Por CFM
O presidente da Plataforma da Aliança Inclusiva (PAI-Terra Ranka), Domingos Simões Pereira, apelou, este sábado (11.10), ao povo guineense a dizer "basta" a um pacote de ilegalidades que está a ser cometido pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) da Guiné-Bissau.
Até agora, a máxima instância da justiça guineense não se pronunciou oficialmente sobre a candidatura às eleições legislativas da PAI Terra-Ranka, e em relação aos dossiês de Domingos Simões Pereira às presidenciais.
Visivelmente revoltado com a situação, Simões Pereira bateu a mão na mesa, numa comunicação seguida em direto na rede social Facebook.
"Temos que dizer ao povo que chegou a hora de dizermos basta. Basta de injustiça, basta de manipulação e basta da destruição de Estado", disse o líder político.
Para Domingos Simões Pereira, "não há base legal" para excluir a sua candidatura presidencial nem a da PAI-Terra Ranka para as eleições legislativas de 23 de novembro.
O político acusa ainda o Supremo Tribunal de Justiça de "parcialidade" e de pretender garantir segundo mandato a Umaro Sissoco Embaló.
"Não há legalidade na intenção do Supremo Tribunal de Justiça, de dar a Umaro Sissoco Embaló o que a urna não lhe dará", disse.
Domingos Simões Pereira disse que aguarda até à próxima terça-feira (14.10), o pronunciamento do STJ sobre a sua candidatura e a da coligação que dirige.
O presidente da Plataforma da Aliança Inclusiva disse que, se até esse prazo o órgão da justiça não se pronunciar, assumirá as suas responsabilidades enquanto líder político, abrindo caminho para as manifestações de rua.

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