quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

María Corina Machado oferece medalha do Nobel da Paz a Trump... Líder da oposição venezuelana foi recebida esta quinta-feira na Casa Branca.

Por Noticiasaominuto.com/ LUSA 

María Corina Machado revelou que ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, por quem foi recebida, esta quinta-feira, na Casa Branca.

"Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prémio Nobel da Paz", revelou aos jornalistas.

Sublinhe-se que o Comité Nobel Norueguês afirmou, no final da semana passada, que o Prémio Nobel da Paz não pode ser transferido, partilhado ou revogado, como Corina Machado afirmou ser sua intenção.

Corina Machado manteve hoje um almoço com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após os Estados Unidos terem capturado Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela, que resultou na detenção e na transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque. Os dois são acusados de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.

A líder da oposição venezuelana entrou hoje na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.

A política venezuelana chegou pouco depois das 12h00 (hora local, 17h00 em Lisboa), e saiu da Casa Branca por volta das 14h30 locais (19h30 em Lisboa). 

Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.

Ao sair da Casa Branca, Machado disse brevemente à imprensa que a reunião tinha corrido "muito bem" e cumprimentou alguns compatriotas e apoiantes que estavam reunidos em frente à residência presidencial antes de entrar num veículo rumo ao Capitólio para uma reunião com membros do Congresso.

A porta-voz da Casa Branca assegurou hoje que Donald Trump reconhece os esforços da política venezuelana e a sua luta pela democracia no país sul-americano.

"Sei que o Presidente estava ansioso por este encontro e confiante de que seria uma conversa boa e positiva com a senhora Machado, que é verdadeiramente uma voz notável e corajosa para muitas pessoas na Venezuela. Portanto, o Presidente está obviamente ansioso para conversar com ela sobre a realidade do país", acrescentou a porta-voz.

Até ao momento, o Presidente e respetivo gabinete descartaram Corina Machado e o seu movimento de oposição da primeira etapa da transição na Venezuela e, em vez disso, optaram pela vice-presidente chavista, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder como Presidente interina da Venezuela com o apoio de Washington.

Irão cancela 800 execuções, mas EUA mantêm pressão: "Opções em aberto"... A porta-voz da Casa Branca afirmou hoje que o Irão cancelou 800 execuções de manifestantes detidos durante os protestos antigovernamentais planeadas para quarta-feira, mas indicou que "todas as opções continuam em aberto" em relação à República Islâmica.

Por LUSA 

Karoline Leavitt destacou em conferência de imprensa que o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou Teerão para "sérias consequências" caso a repressão dos protestos se mantenha.

A porta-voz confirmou ainda que Trump falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, segundo o jornal The New York Times, lhe pediu para não intervir militarmente no Irão.

O Governo norte-americano já tinha anunciado sanções económicas contra as autoridades acusadas de coordenar a repressão aos protestos, incluindo Ali Larijani, chefe do mais alto órgão de segurança do Irão.

Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, Donald Trump ameaçou repetidamente intervir militarmente contra o Irão, antes de afirmar, na quarta-feira, que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios cessaram" e que as execuções planeadas de manifestantes não iriam ocorrer.

Em Teerão, o poder judicial tinha prometido julgamentos rápidos e públicos para os manifestantes detidos.

A televisão estatal transmitiu interrogatórios de suspeitos conduzidos pelo chefe do poder judicial, aumentando os receios entre os defensores dos direitos humanos de "confissões forçadas" encenadas.

Enquanto a possibilidade de ataques norte-americanos era seguida de perto no Médio Oriente, um alto dirigente saudita disse hoje à agência France-Presse (AFP) que a Arábia Saudita, o Qatar e Omã alertaram Donald Trump para o risco de "graves repercussões para a região".

Os três países "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o Presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de demonstrar as suas boas intenções", relatou a fonte saudita sob anonimato, acrescentando que os contactos prosseguem, com vista a "consolidar a confiança conquistada e o atual clima positivo".

A Suíça, que representa os interesses de Washington no Irão, referiu que ofereceu os seus "bons ofícios" para aliviar a tensão durante uma conversa telefónica na quarta-feira com Ali Larijani.

Numa chamada telefónica para o seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, também frisou "a importância da condenação internacional de qualquer interferência estrangeira" na região.

A China transmitiu hoje pelo seu lado a Teerão que se opõe "ao uso da força nas relações internacionais", antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na República Islâmica, a pedido da diplomacia de Washington.

Num sinal de alívio de tensão, o nível de alerta na base militar norte-americana de al-Udeid, no Qatar, a maior no Médio Oriente, foi reduzido, com o regresso de alguns militares depois de Doha ter anunciado na quarta-feira a sua partida.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.

De acordo com dados divulgados na quarta-feira pela organização Iran Human Rights (IRHNGO), com sede em Oslo, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas durante o movimento de protesto, com base em informações confirmadas diretamente pela organização ou com base em testemunhas e fontes médicas e de morgues.

Estimativas de outras organizações apontam para um mínimo de 2.637 mortos e acima de 12 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet há uma semana.

Teerão confirmou apenas que mais de 150 membros das forças de segurança foram mortos até ao momento, mas ainda não divulgou números sobre civis, alegando que os processos de identificação ainda estão em curso.

Segundo o chefe da diplomacia iraniana, a "calma regressou" ao país, onde as autoridades têm "o controlo total" da situação.

Putin: "Países sofrem com desrespeito pelos seus direitos soberanos"... O Presidente russo, Vladimir Putin, lamentou hoje o desrespeito pela soberania sofrido por dezenas de países em todo o mundo, mas evitou criticar a política do homólogo norte-americano, Donald Trump, em relação à Venezuela, Gronelândia e Irão.

Por LUSA 

Dezenas de países de todo o mundo sofrem com o desrespeito pelos seus direitos soberanos, com o caos e a desordem, pois não têm força nem recursos para se defenderem", declarou Putin durante uma cerimónia de acreditação de embaixadores em Moscovo no Kremlin, transmitida em direto pela televisão.

 líder russo não mencionou explicitamente a operação norte-americana, no início do ano em Caracas, para afastar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nem as ameaças de intervenção militar na Gronelândia e no Irão.

Manifestou, no entanto, solidariedade com Cuba em defesa da sua soberania e independência, quando a diplomacia de Washington tem também visado o Governo de Havana.

"Sempre prestámos e continuamos a prestar assistência e apoio aos nossos amigos cubanos, e solidarizamo-nos com a sua determinação em defender a sua soberania e independência com todas as suas forças", disse Putin.

Anteriormente, a porta-voz do Ministério dos Negócios declarou que a Rússia está a acompanhar de perto os acontecimentos na América Latina e nas Caraíbas e expressou preocupação com o aumento das tensões e da retórica belicosa em relação a Cuba.

Ao mesmo tempo, Maria Zakharova observou que qualquer decisão do sistema judicial norte-americano em relação a Nicolás Maduro, capturado em 03 de janeiro pelas forças norte-americanas e levado para Nova Iorque, será ilegal.

"De acordo com as normas do Direito internacional reconhecidas por todos e baseadas no princípio da igualdade soberana dos Estados, Nicolás Maduro, enquanto chefe de Estado, goza de imunidade absoluta perante a jurisdição dos Estados Unidos e de qualquer outro Estado", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.

A porta-voz da diplomacia de Moscovo comentou ainda que as declarações ocidentais sobre os alegados planos de Moscovo para a Gronelândia são "um mito", após o anúncio do envio de tropas adicionais da NATO para a região e sugestões de Washington nesse sentido.

"O mito de uma alegada ameaça russa, ardentemente promovido durante muitos anos pela Dinamarca e outros membros da União Europeia e da NATO", é "particularmente ambíguo" à luz das recentes declarações dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, declarou Maria Zakharova, aludindo às ambições da Casa Branca sobre o território. .

Na cerimónia de hoje no Kremlin, Vladimir Putin defendeu que "o mundo exige esforço, responsabilidade e uma escolha consciente" e apelou a todos os países para que respeitem o Direito internacional, a fim de criar uma nova ordem mundial multipolar mais justa.

"Uma ordem mundial em que cada país tenha o direito ao seu próprio modelo de crescimento, a decidir o seu próprio destino e a preservar a sua cultura e tradições sem influência externa", sustentou o líder da Rússia, que iniciou há quase quatro anos a invasão da vizinha Ucrânia.

Putin insistiu que a segurança de um país não pode ser garantida à custa de outros e apelou para o regresso à proposta do Kremlin de discutir a criação de uma nova arquitetura de segurança europeia e global.

Os imperativos da Carta das Nações Unidas, que incluem o respeito pela soberania, a não interferência nos assuntos internos e a resolução de litígios através do diálogo, "são agora mais necessários do que nunca", advertiu.

"A relevância disto é evidente. Especialmente agora, à medida que a situação no cenário internacional se deteriora cada vez mais", prosseguiu o líder do Kremlin, acrescentando que "a paz não surge por si só; é construída todos os dias".

Dirigindo-se a dez embaixadores europeus, incluindo Portugal, que lhe apresentaram hoje as suas credenciais, o Presidente russo alertou que as relações com a Europa "deixam muito a desejar" e manifestou confiança em restaurá-las no futuro.

"Quero acreditar que, com o tempo, a situação irá mudar e os nossos países regressarão a uma comunicação normal e construtiva, baseada no respeito pelos interesses nacionais e na consideração das legítimas preocupações de segurança", afirmou, referindo igualmente que espera um acordo de paz "o mais depressa possível" com a Ucrânia, apesar do impasse negocial nas últimas semanas.

A cerimónia de entrega de credenciais de embaixadores estrangeiros foi a primeira em mais de um ano e contou com a presença de mais de 30 diplomatas, entre os quais se encontravam embaixadores de dez países europeus, bem como os chefes de missões diplomáticas de Cuba, Brasil, Uruguai, Colômbia e Peru, além dos novos representantes de Israel e do Afeganistão.


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Alexandre Martins, especialista em política norte-americana, afirma que a situação de ameaça de novo ataque americano ao Irão parece ter revertido nas últimas horas.


Preço do petróleo cai após as declarações de Trump sobre o Irão... O preço do petróleo aprofundou hoje a tendência de queda, com o mercado a rever em baixa a probabilidade de uma ação militar dos EUA no Irão, após declarações de Donald Trump de que "as mortes pararam" naquele país.

Por LUSA 

Por volta das 15:20 (GMT), o preço do petróleo bruto West Texas Intermediate para entrega em fevereiro caiu 4,71%, para 61,14 dólares o barril, após ter chegado a cair brevemente mais de 5%.

O preço do petróleo bruto Brent, do Mar do Norte, referência europeia, para entrega em março, caiu 4,49%, para 59,10 dólares o barril.

Donald Trump, que tinha ameaçado repetidamente intervir no Irão nos últimos dias em resposta à violenta repressão aos protestos, suavizou o tom na quarta-feira durante um evento na Casa Branca.

Questionado pela AFP se a intervenção militar dos EUA estava descartada, o Presidente norte-americano respondeu: "Vamos observar e ver o que acontece".

"Fomos informados por fontes muito importantes do outro lado, e disseram que os assassinatos tinham parado", afirmou.

Estas declarações levaram os mercados a concluir que a intervenção militar dos EUA "estava descartada", explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk.

Os preços tinham vindo a subir nos últimos dias devido a receios de que uma escalada militar nessa região sensível ao petróleo pudesse levar a interrupções significativas no fornecimento.

EUA apreendem outro petroleiro com alegadas ligações a Caracas... As tropas norte-americanas no Mar do Caribe apreenderam mais um petroleiro que, segundo os Estados Unidos, tem ligações com a Venezuela, parte de um esforço mais amplo dos EUA para controlar o petróleo do país sul-americano.

Por LUSA 

"O petroleiro 'Veronica' já tinha passado por águas venezuelanas e estava a operar em desacordo com a quarentena estabelecida pelo Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump para navios sancionados no [Mar do] Caribe", escreveu hoje nas redes sociais a secretária de Segurança Interna da administração norte-americana, Kristi Noem.

A governante norte-americana publicou um breve vídeo que aparenta mostrar parte da operação de captura do navio. As imagens, a preto e branco, mostravam helicópteros a sobrevoar o convés de um navio mercante, enquanto tropas armadas desciam ao convés por cordas.

O "Veronica" é o sexto navio-tanque apreendido pelas forças norte-americanas como parte do esforço da administração Trump para controlar a produção, refinação e distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.

É também o terceiro desde que os Estados Unidos sequestraram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação surpresa realizada em Caracas há cerca de duas semanas.

Na publicação nas redes sociais, Noem disse que a operação foi realizada em "estreita coordenação" com as forças armadas, bem como com os departamentos de Estado e da Justiça.

"Os nossos heroicos homens e mulheres da Guarda Costeira mais uma vez garantiram uma operação executada com perfeição, segundo as normas do Direito internacional", acrescentou Noem.


A Arábia Saudita, o Qatar e Omã trabalharam para dissuadir o Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar o Irão, alertando-o sobre as "graves repercussões para a região", disse hoje um alto responsável saudita.


Hospital de São Tomé com roturas de medicamentos e falta de água potável... O primeiro-ministro são-tomense visitou hoje o principal hospital do arquipélago, no dia em que completou um ano de governação, e disse ter constatado a persistência da falta de medicamentos, de água potável e de recursos humanos especializados.

Por LUSA 

"A falta de medicamentos não é novidade para ninguém, e não é nada que se venha a esconder, uma vez que sempre vivemos esta situação", disse Américo Ramos, após visitar todos os serviços do Hospital Central Dr. Ayres de Menezes.

O chefe do Governo são-tomense reforçou que são as instituições e países parceiros que têm assegurado grande parte dos medicamentos e consumíveis ao sistema nacional de saúde, através de doação, mas lembrou que a ajuda tem diminuído nos últimos anos.

No entanto, Américo Ramos avançou que alguns medicamentos e consumíveis têm chegado ao país nas últimas semanas "para resolver o problema imediato", defendendo, contudo, que "é preciso um planeamento real, a médio e longo prazo, para se evitar essas roturas constantes", o que deverá passar por compras conjuntas com outros parceiros.

Outro problema identificado, e reclamado pela população, é a falta de água potável no hospital: "Não há água para beber, para tomar banho, nem para tomar medicamento", reclamou uma paciente, que relatou que as pessoas internadas têm que comprar água engarrafada ou buscar em residências mais próximas.

"Eu sei, e todos nós sabemos, [que] o problema de água do hospital já vem de há algum tempo a essa parte [...] são questões estruturais que é preciso intervenções de fundo", disse Américo Ramos.

Além da falta de água e de medicamentos, o primeiro-ministro apontou igualmente a falta de recursos humanos especializados ao nível da saúde, por conta da emigração, e também a degradação da infraestrutura do hospital.

"Há uma carência de quadros a nível da saúde, por isso é preciso trabalhar neste aspeto", declarou o primeiro-ministro.

"O Governo tem feito um esforço titânico com os parceiros, privados e outros, para melhorar as condições deste hospital", acrescentou, sublinhando que o executivo está a trabalhar na implementação de medidas de curto e médio prazo para suprir as carências identificadas, incluindo a aquisição urgente de medicamentos e a melhoria da gestão do abastecimento de água.

O Governo são-tomense foi empossado há um ano, após o Presidente da República, Carlos Vila Nova, demitir o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, alegando "assinalável incapacidade" de solucionar os "inúmeros desafios" do país e "manifesta deslealdade institucional".

Herdeiro do xá quer democracia no Irão e reconhecimento de Israel... O filho do último xá da Pérsia, deposto pela revolução de 1979 que instaurou o atual regime teocrático do Irão, defendeu hoje a instauração da democracia no país, sem programa nuclear e reconhecendo o Estado de Israel.

Por LUSA 

Reza Pahlavi, exilado nos Estados Unidos, descreveu um futuro Irão sem programa nuclear nem apoio a "grupos terroristas", relações restabelecidas com os EUA e o reconhecimento do Estado de Israel, na rede social X.

Para alcançar isso, agora é a hora de apoiar o povo iraniano. A queda da República Islâmica e o estabelecimento de um governo secular e democrático no Irão não apenas restaurarão a dignidade do meu povo, mas também beneficiarão a região e o Mundo", escreveu.

O filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi destacou que o seu país, sob o "jugo" do ayatollah (líder supremo), atualmente Ali Khamenei, é identificado no imaginário coletivo do resto do Mundo com "terrorismo", "extremismo" e "pobreza".

Para Pahlavi, o "verdadeiro Irão" é "diferente", "belo", "pacífico" e "próspero", que "ressurgirá das cinzas" quando o atual regime "cair".

"O Irão vai agir como um amigo e uma força estabilizadora na região. E será um parceiro responsável na segurança global", declarou, elegendo como prioridades o combate ao terrorismo, crime organizado, narcotráfico e islamismo extremista.

O herdeiro do antigo xá defendeu que o Irão promova a expansão dos acordos de Abraão --- um entendimento, em 2020, através do qual Israel normalizou relações com alguns países árabes vizinhos, designando tal iniciativa como "acordos de Ciro", para unir Irão, Israel e outros países árabes muçulmanos.

Pahlavi referiu também que o seu país pode vir a ser um confiável fornecedor de energia para o Mundo e, com abertura da sua economia, as oportunidades surgiriam em vez do atual "isolamento" internacional.

Em entrevista recente ao jornal britânico Daily Mail, Pahlavi ofereceu-se para liderar a transição democrática do Irão, mas excluiu a hipótese de governar o país.

Desde 28 de dezembro, têm havido manifestações e confrontos no Irão, iniciados por protestos contra a situação económica, mas que foram entretanto violentamente reprimidos pelas autoridades, registando-se centenas de mortos e feridos, algo que levou o Presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar uma intervenção militar.


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A China é contra o "uso ou a ameaça da força nas relações internacionais", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês numa conversa telefónica com o seu homólogo iraniano.


É por isto que está a ficar com cabelos brancos logo a partir dos 20 anos... O aparecimento de cabelos brancos logo a partir dos 20 anos pode estar relacionado com diversos fatores. Saiba o que está em causa e como pode atrasar este aparecimento. Conheça também os resultados de um novo estudo sobre o tema

Por noticiasaominuto.com 

Com que idade começam a aparecer os cabelos brancos? Pode não existir uma altura definida e nem sempre é igual para todos. Ainda assim, existem vários fatores que podem estar relacionados com o aparecimento e até mais cedo do que é considerado normal, logo a partir dos 20 anos.

O website Health falou com o dermatologista Brendan Camp para perceber quais os motivos que podem estar relacionados com o aparecimento dos cabelos brancos mais cedo.

Cabelos brancos logo aos 20? Eis as razões

O stress pode ser um do fatores a ter em consideração. O especialista cita um estudo e deixa algumas considerações. “Num um estudo com animais realizado em 2020, o stress levou os ratos a perderem as células que criam melanócitos, as células responsáveis pela melanina.” 

Aponta que uma dieta equilibrada, exercícios regulares e técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir o stress e o risco do aparecimento de cabelos brancos. Existem ainda algumas condições de saúde que podem aumentar o risco, como é o caso da alopecia ou o do vitiligo.

A deficiência de algumas vitaminas é outros dos fatores a ter em conta. “Níveis baixos dessas vitaminas e minerais podem causar cabelos brancos aos 20 anos.” Aponta, por exemplo, falta de cálcio, ferro, zinco ou vitamina B12.

E a genética? É mais um dos elementos que podem estar relacionados. “Genes e características específicas podem levar ao aparecimento precoce de cabelos brancos. Terá 3 a 5 vezes mais hipóteses de ter cabelos brancos precocemente se os seus pais os apresentaram antes dos 30 anos.”

Por outro lado, existem outros fatores de risco de podem levar ao aparecimento de cabelos brancos. É o caso de fumar, a exposição prolongada aos raios UV e até ao uso de alguns produtos químicos mais agressivos.

Os produtos químicos presentes nas tinturas podem danificar a estrutura dos fios. O calor de ferramentas como secadores e chapinhas também causa danos”, continua o especialista.

Cabelos brancos são sinal de cancro? O que diz um novo estudo

Um estudo publicado em outubro na revista Nature Cell Biology revelou que pode existir ligação entre o aparecimento de cabelos brancos e cancro. O estudo mostra que os cabelos brancos surgem quando o corpo ataca células que podem estar ligadas ao cancro.

Assim, em vez de um sinal de envelhecimento, é algo que pode estar relacionado com a forma como o corpo atua contra o aparecimento deste tipo de perigo.

“O estudo reformula a ideia de que os cabelos brancos e o melanoma não são eventos não relacionados, mas sim resultados divergentes das respostas ao stress das células estaminais”, disse a Emi Nishimura, uma das responsáveis pelo estudo.

A investigação sugere que conhecer melhor esta forma de atuação do corpo poderá abrir caminho para novos estudos com estas células e para novas formas de tratamento do cancro.

Oposição do Uganda acusa governo de boicotar eleições "deliberadamente"... O partido líder da oposição no Uganda, Plataforma de Unidade Nacional (NUP), acusou hoje o governo liderado pelo presidente, Yoweri Museveni, de boicotar "deliberadamente" as eleições gerais, já que a maioria das mesas de votos continuam sem funcionar.

Por LUSA 

Em Kampala, "o único lugar onde a votação começou às 07:00 (04:00 em Lisboa) é onde os militares estão a votar", disse o secretário-geral da NUP, David Lewis Rubongoya, acrescentando que "os materiais para as votações não chegou a 99% das secções eleitorais".

Falta de boletins de voto e anomalias nas máquinas biométricas para identificar eleitores têm sido as queixas mais comuns.

Museveni, no poder desde 1986, concorre a um sétimo mandato e o seu maior adversário é o líder da NUP, o ex-músico Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, num total de oito candidatos a um sufrágio que também elege os deputados do parlamento ugandês.

A campanha eleitoral ficou marcada por intimidações, violência e desaparecimentos, que instauraram um clima de medo no país com uma das populações mais jovens do mundo.

Nos bairros de lata da capital, 'feudos' de Bobi Wine, as votações também ainda não tinham começado.

Numa zona nobre de Kampala, 'bastião' do partido do presidente, pelo menos uma secção de voto abriu às 07:00 horas conforme previsto.

A televisão NBS também mostrou outras assembleias de voto abertas e a funcionar.

NASA traz quatro astronautas da Estação Espacial Internacional por doença... A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde

Por cnnportugal.iol.pt 

Um astronauta que precisava de cuidados médicos deixou a Estação Espacial Internacional com três colegas de missão na quarta-feira, na primeira evacuação médica realizada pela agência espacial norte-americana NASA.

Os quatro astronautas que regressaram — dos EUA, Rússia e Japão — planeiam uma aterragem na água no Pacífico, perto de San Diego, esta madrugada (hora local), a bordo de uma nave da SpaceX. A decisão encurta a missão em mais de um mês.

“O momento desta partida foi inesperado”, disse a astronauta da NASA Zena Cardman antes da viagem de regresso.

“Mas o que não me surpreendeu foi a união desta tripulação como uma família, ajudando-se uns aos outros e cuidando uns dos outros”, acrescentou.

A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde, alegando privacidade do paciente, assegurando apenas que a situação deste é estável. 

O astronauta doente está “estável, seguro e a receber bons cuidados”, disse o comandante da estação espacial, Mike Fincke, no início da semana, nas redes sociais.

“Esta foi uma decisão deliberada para permitir que as avaliações médicas adequadas fossem feitas em solo, onde existe toda a capacidade de diagnóstico”, acrescentou.

A tripulação de quatro astronautas chegou ao laboratório orbital em agosto, para uma estadia de pelo menos seis meses.  

A tripulação era composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, juntamente com a japonesa Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov. 

Fincke e Cardman deveriam realizar a primeira caminhada espacial do ano, para preparar o terreno para a futura instalação de painéis solares, que fornecerão energia adicional à estação espacial.

Mas, a 07 de janeiro, a NASA cancelou abruptamente a caminhada espacial e anunciou posteriormente o regresso antecipado da tripulação.

Outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial: Chris Williams, da NASA, e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que foram lançados em novembro a bordo de um foguetão Soyuz para uma estadia de oito meses. Devem regressar a casa no verão (do hemisfério norte).

A NASA e a SpaceX estão a trabalhar para antecipar o lançamento de uma nova tripulação de quatro pessoas da Flórida, atualmente previsto para meados de fevereiro.

Os modelos computacionais previram uma evacuação médica da estação espacial a cada três anos, mas a NASA não teve nenhuma nos 65 anos de voos espaciais tripulados.

Os russos não tiveram a mesma sorte. Em 1985, o cosmonauta soviético Vladimir Vasyutin contraiu uma infeção grave ou doença relacionada a bordo da estação espacial Salyut 7, o que levou a um regresso antecipado.

Alguns outros cosmonautas soviéticos enfrentaram problemas de saúde menos graves que obrigaram a encurtar as missões.

A NASA contratou a SpaceX para, eventualmente, retirar a estação espacial de órbita até ao final de 2030 ou início de 2031.  

Os planos preveem uma reentrada segura sobre o oceano. 

Irão reabre espaço aéreo após quase cinco horas de encerramento... O governo do Irão reabriu hoje o espaço aéreo após uma suspensão de cerca de cinco horas, segundo a página de rastreio de voos Flightradar24, face a ameaças de um ataque dos Estados Unidos

Por LUSA 

Segundo este portal, o Aviso ao Pessoal da Aviação expirou e alguns voos retomaram as rotas para Teerão após o encerramento do espaço aéreo que obrigou as companhias aéreas a cancelar, desviar ou atrasar voos.

A mesma plataforma tinha avançado com o aviso, pouco antes das 02:00 (22:30 de quarta-feira em Lisboa), indicando que era válido por "pouco mais de duas horas", período durante o qual apenas os voos internacionais com autorização podiam aterrar ou descolar de território iraniano.

As principais companhias aéreas da Índia, lideradas pela Air India e pela IndiGo, foram hoje forçadas a cancelar voos e a redirecionar ligações internacionais devido ao encerramento do espaço aéreo do Irão.

"Tendo em conta a segurança dos nossos passageiros, os voos da Air India que sobrevoam a região [Irão] estão a utilizar rotas alternativas, o que poderá provocar atrasos", informou a companhia aérea, em comunicado, na rede social X.

Outras companhias aéreas também confirmaram alterações nos seus serviços internacionais, ativando protocolos de reembolso e remarcação para os clientes afetados numa situação que descreveram como "fora do seu controlo".

O governo da Índia emitiu um alerta na quarta-feira, aconselhando os cidadãos indianos a abandonar o Irão e a evitar viajar para o país "até novas ordens".

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e de execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.

A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (22:00 em Lisboa), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O porta-voz do português, Stéphane Dujarric, reiterou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que a ONU "está extremamente preocupada" com "as imagens que surgem de manifestantes mortos pela violência durante os protestos".


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Reza Pahlavi é um nome que tem circulado nas ruas do Irão, mas Donald Trump não tem certezas de que o futuro seja por aí

Resolução para limitar poder de Trump de ordenar mais ataques chumbada... O Senado norte-americano chumbou hoje uma resolução para limitar a capacidade do Presidente ordenar novos ataques contra a Venezuela, com o voto de desempate do vice-presidente JD Vance a ser decisivo.

Por LUSA 

Depois de há uma semana a resolução sobre os poderes de guerra ter obtido 52 votos a favor (47 contra), dois dos cinco republicanos que haviam votado favoravelmente recuaram hoje na votação final, após terem sido intensamente pressionados pela Casa Branca nos últimos dias.

Com a votação no Senado empatada em 50-50, coube ao vice-presidente JD Vance o voto que impediu a proposta de avançar.

Os republicanos Josh Hawley e Todd Young mudaram o seu sentido de voto em relação à semana passada. 

Mantiveram apoio à mesma os senadores republicanos Rand Paul, Lisa Murkowski e Susan Collins.

O resultado da votação demonstrou como Trump ainda exerce influência sobre grande parte da bancada republicana, mas a margem apertada de votos também evidenciou a crescente preocupação no Capitólio com as ambições agressivas do Presidente em matéria de política externa.

 Mesmo que fosse aprovada, a resolução não tinha praticamente hipóteses de se tornar lei, pois Trump teria ainda de promulgá-la se fosse aprovada pela Câmara de Representantes, onde os republicanos têm uma curta maioria.  

Exigindo a aprovação do Congresso para quaisquer novos ataques ao país sul-americano, a resolução demonstrava sobretudo a preocupação de alguns republicanos após a detenção do líder venezuelano Nicolás Maduro numa operação surpresa noturna levada a cabo pelas forças armadas norte-americanas no início do ano. 

O executivo Trump pretende agora controlar os recursos petrolíferos e o governo da Venezuela. 

Os democratas não conseguiram fazer aprovar várias resoluções semelhantes enquanto Trump intensificou a sua campanha contra a Venezuela, tendo os eleitos republicanos sido influenciados agora pela captura de Maduro e a ambição manifestada em relação ao controlo da Gronelândia, território dinamarquês. 

Os líderes republicanos afirmaram não terem sido notificados previamente sobre a operação em Caracas para prender Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, embora tenham recebido na passada semana informações confidenciais sobre a operação por parte de altos funcionários do executivo. 

O governo tem utilizado uma série de justificações legais em constante evolução para a campanha de meses na América Central e do Sul, desde a destruição de alegados barcos de tráfico de droga e autorizações para o combate global ao terrorismo até à detenção de Maduro, no que foi ostensivamente uma operação de segurança para o levar a julgamento nos Estados Unidos.  

Segundo a Constituição, o Congresso declara guerra enquanto o Presidente atua como comandante-chefe.  

Contudo, os legisladores não declaram guerra formalmente desde a Segunda Guerra Mundial, concedendo aos presidentes ampla liberdade para agirem unilateralmente. 

Os governos têm a obrigação de notificar o Congresso no prazo de 48 horas após o envio das tropas e de terminar as ações militares dentro de 60 a 90 dias, na ausência de autorização --- limites que os presidentes de ambos os partidos têm ultrapassado rotineiramente.   


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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu hoje que o país "precisa da Gronelândia por razões de segurança nacional", considerando a ilha como ponto vital para a Cúpula Dourada - o projeto de escudo antimíssil norte-americano.



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O presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu hoje em anexar a Gronelândia após a reunião infrutífera que ocorreu horas antes na Casa Branca entre uma equipa do seu gabinete e uma delegação da Dinamarca para abordar o assunto.

Portugal atingiu em 2025 o maior número de nascimentos da última década... Desde 1979 e até final de 2025, foram rastreados 4.396.889 recém-nascidos e identificados 2.963 casos de doenças raras

Por  CNN Portugal

Mais de 87.700 bebés nasceram em Portugal em 2025, o valor mais alto da última década, revelam hoje dados do “teste do pezinho”, que cobre a quase totalidade dos nascimentos no país.

Segundo os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), foram rastreados no ano passado 87.708 recém-nascidos, mais 3.077 do que em 2024 (84.631).

Os dados indicam que a Madeira e Santarém foram as únicas regiões do país que registaram menos nascimentos em 2025 comparativamente ao ano anterior, totalizando, respetivamente, 1.704 (menos 48) e 2.852 (menos 22).

Lisboa foi a cidade que rastreou mais recém-nascidos, somando 26.595, mais 739 do que em 2024, seguida do Porto, com 15.255 (mais 733) e de Braga, com 6.534 (mais 246).

O “teste do pezinho” é feito através de análises de sangue, a partir do 3.º dia de vida e se possível até ao 6.º, através de uma ou duas picadas no calcanhar do bebé.

De acordo com os dados, o menor número de exames foi registado nos distritos de Portalegre, com 574, e Bragança, com 587, mas ambos apresentaram um aumento de 27 e 93 rastreios, respetivamente, face ao ano anterior.

Os dados indicam ainda que julho foi o mês que registou o maior número de bebés rastreados (8.118), seguido de outubro (8.104) e de setembro (7.886).

Desde 1979 e até final de 2025, foram rastreados 4.396.889 recém-nascidos e identificados 2.963 casos de doenças raras, segundo dados do INSA avançados à agência Lusa.

Estes testes permitem identificar as crianças que sofrem de doenças, quase sempre genéticas, como a fenilcetonúria ou o hipotiroidismo congénito, que podem beneficiar de tratamento precoce

Em 2025, foram identificados 57 casos de doenças hereditárias do metabolismo, 26 casos de hipotiroidismo congénito, seis casos de fibrose quística, 10 casos de atrofia muscular espinal, um caso de imunodeficiência combinada grave e 47 casos de drepanocitose, perfazendo um total de 147 casos.

O Programa Nacional de Rastreio Neonatal é coordenado pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e Genética, do Departamento de Genética Humana.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

EUA suspendem pedidos de Cabo Verde para obtenção de vistos de imigração... Cabo Verde integra a lista de 75 países, onde se inclui também o Brasil, suspensos do processo para a obtenção de vistos de imigração para os Estados Unidos, anunciou hoje o Departamento de Estado norte-americano.

Por LUSA 

O Departamento de Estado, liderado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou ter instruído os funcionários consulares para suspenderem os pedidos de vistos de imigração provenientes dos países abrangidos, em conformidade com uma ordem mais ampla emitida em novembro, que apertou as regras relativas a potenciais imigrantes que possam tornar-se um "encargo público" nos Estados Unidos.

A suspensão, que terá início a 21 de janeiro, não se aplica a candidatos a vistos de não imigrante, ou seja, vistos temporários de turismo ou negócios, que representam a grande maioria dos pedidos.

Espera-se que a procura por vistos de não imigrante aumente de forma significativa nos próximos meses e anos, devido ao Campeonato do Mundo de 2026, no qual Cabo Verde participa, e aos Jogos Olímpicos de 2028, ambos organizados ou coorganizados pelos Estados Unidos.

A administração de Donald Trump já tinha imposto fortes restrições ao processamento de vistos de imigração e de não imigração para cidadãos de dezenas de países, muitos deles em África, Ásia e América Latina.

As orientações emitidas em novembro, que servem de base à decisão anunciada hoje, instruíram as embaixadas e consulados dos Estados Unidos a procederem a uma verificação exaustiva e rigorosa dos candidatos a visto, de modo a demonstrar que não irão depender de benefícios públicos do Governo em nenhum momento após a sua entrada no país.

A legislação federal já exigia que os candidatos à residência permanente ou a um estatuto legal comprovassem que não seriam um encargo público e os imigrantes que pretendem entrar no país já são sujeitos a um exame médico realizado por um especialista aprovado por uma embaixada norte-americana.

A nova diretiva alargou e especificou ainda mais estes requisitos.

Assim, foi determinado que os funcionários consulares devem considerar uma série de pormenores sobre os candidatos a visto, incluindo idade, estado de saúde, situação familiar, situação financeira, nível de educação, competências e qualquer utilização anterior de apoios públicos e independentemente do país de origem.

Por outro lado, determina também que seja avaliada a proficiência em inglês dos candidatos, podendo essa avaliação ser feita através de entrevistas conduzidas nessa língua.

Os países abrangidos pela suspensão anunciada hoje são:

Afeganistão, Albânia, Argélia, Antígua e Barbuda, Arménia, Azerbaijão, Bahamas, Bangladesh, Barbados, Bielorrússia, Belize, Butão, Bósnia, Brasil, Birmânia, Camboja, Camarões, Cabo Verde, Colômbia, Congo, Cuba, Dominica, Egipto, Eritreia, Etiópia, Fiji, Gâmbia, Geórgia, Gana, Granada, Guatemala, Guiné-Conacri, Haiti, Irão, Iraque, Costa do Marfim, Jamaica, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Quirguistão, Laos, Líbano, Libéria, Líbia, Macedónia, Moldávia, Mongólia, Montenegro, Marrocos, Nepal, Nicarágua, Nigéria, Paquistão, República do Congo, Rússia, Ruanda, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Somália, Sudão do Sul, Sudão, Síria, Tanzânia, Tailândia, Togo, Tunísia, Uganda, Uruguai, Uzbequistão e Iémen.

Corrigido anúncio de poderes do presidente na nova Constituição guineense... O porta-voz do Conselho Nacional de Transição da Guiné-Bissau corrigiu hoje a declaração que fez, na terça-feira, relativamente aos poderes do Presidente da República na nova versão da Constituição guineense aprovada pelos militares.

Por LUSA 

Fernando Vaz contactou a Lusa para dizer que quer "corrigir o que foi dito ontem [terça-feira]", concretamente que o Presidente da República passava a ser o único chefe da Nação e do Governo.

"Ontem eu disse que o Presidente da República era o chefe da Nação e o chefe do Governo, acontece que não é bem assim. O que eu referi foi a proposta de alteração apresentada, aquela que foi aprovada foi aprovada com emendas e nas emendas o Presidente da República não é o chefe do Governo", concretizou.

O porta-voz do Conselho acrescentou que "há alterações em relação aos poderes do Presidente, que passa a presidir ao Conselho de Ministros, mas não é chefe do Governo".

Na nova versão da Constituição aprovada em plenário do Conselho, o Presidente da República passa também "a nomear o primeiro-ministro" e "a nomeação não depende nesta revisão dos resultados eleitorais", disse.

"O primeiro-ministro é escolhido pelo Presidente, independentemente da existência ou não de força política maioritária no parlamento", concretizou.

Fernando Vaz confirmou outras alterações como a retirada da Constituição de "toda a questão ideológica revolucionária que existia no preâmbulo".

Fernando Vaz explicitou o teor dos artigos com "mudanças profundas", a começar pelo artigo 79, alínea g, que determina que "a nomeação do primeiro-ministro não depende agora dos resultados eleitorais. O primeiro-ministro é escolhido pelo Presidente da República, independentemente da existência ou não da força política maioritária no parlamento".

O artigo 79 fixa que "o Presidente da República, doravante, é quem preside o Conselho de Ministros, contrariamente àquilo que acontecia com a Constituição anterior que dizia que o Presidente da República preside quando bem entender".

Ainda no artigo 79, nº3, "foi introduzida a fiscalização preventiva da constitucionalidade pelo Tribunal Constitucional", órgão judicial que esta reforma cria, já que, até agora, as questões constitucionais eram tratadas pelo Supremo Tribunal de Justiça.

Noutra alteração, segundo Fernando Vaz, o Presidente da República passa a ser investido pelo Tribunal Constitucional e não pela Assembleia Nacional, como acontecia na Constituição anterior.

Sobre o Conselho de Estado, houve alterações no artigo 86, onde foram introduzidos como membros por inerência o presidente do Tribunal Constitucional e os antigos Presidentes da República.

A revisão introduz ainda alterações à Assembleia Nacional, que deixa de ter no nome o termo Popular, e, no artigo 89, faz a revisão dos círculos eleitorais, alterados dos 29 atuais para 11, sendo dois da diáspora, África e Europa, e nove correspondentes às regiões existentes na Guiné-Bissau.

Relativamente às autarquias locais, o porta-voz do Conselho disse que esta matéria "está mais desenvolvida" na revisão e, quanto ao Governo, o primeiro-ministro continua como chefe do Governo, mas quem preside ao Conselho de Ministros é o Presidente da República.

Fernando Vaz indicou que estas alterações foram aprovadas e aguardam pela promulgação do Presidente de Transição e publicação oficial.

As alterações foram aprovadas na plenária do Conselho Nacional de Transição que, até março, "vai fazer a revisão de uma série de leis que constam no cronograma do Alto Comando Militar", segundo o porta-voz.

Para revisão estão as leis políticas, nomeadamente a lei dos partidos políticos, a lei eleitoral, a lei do recenseamento e a lei do financiamento dos partidos políticos.

As alterações serão anunciadas "após a sua aprovação", de acordo com Fernando Vaz.

O porta-voz tinha anunciado terça-feira, em conferência de imprensa, em Bissau, que o Conselho Nacional de Transição, que assume as funções parlamentares, aprovou a nova Lei magna, 30 anos depois da aprovação da Constituição que impunha um regime semi-presidencialista na Guiné-Bissau. 

A nova versão foi apresentada como uma continuação do sistema semi-presidencialista, mas com concentração do poder no Presidente da República, que passaria a ser chefe do Governo e a nomear o primeiro-ministro, ministros e membros do executivo. 

O porta-voz disse que a nova Constituição vinha clarificar poderes e esclareceu que "o chefe" passaria a ser o Presidente da República e que tudo dependeria de "um só líder de cooperação institucional entre intervenientes políticos".

A revisão da Constituição surge menos de dois meses após a tomada do poder pelos militares, a 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais.

A oposição já tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

Embaló saiu do país, o candidato que se declarou vencedor, Fernando Dias, ter-se-á refugiado na Embaixada da Nigéria em Bissau e o principal opositor, Domingos Simões Pereira, foi detido depois de ter apoiado Dias, na sequência da decisão judicial que impediu Simões Pereira e o histórico partido PAIGC de concorrerem a eleições.

Um denominado Alto Comando Militar tomou o poder e nomeou o general Horta Inta-a como Presidente da República de Transição.

Os militares suspenderam a Constituição e substituíram a Assembleia dissolvido há dois anos por um Conselho Nacional de Transição, com o anunciado propósito de fazer uma transição política pelo período de um ano.

A tomada do poder foi justificada com um alegado golpe de Estado que estaria a ser preparado para travar o processo eleitoral que acabou por ser interrompido com a destruição de atas e material da Comissão Nacional de Eleições.

A Guiné-Bissau está suspensa de todas as organizações internacionais de que era membro, com a exigência do regresso à normalidade democrática e libertação dos presos políticos para voltar a ter assento em organismos como a CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental), a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) ou a União Africana.


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O Banco Mundial suspendeu todas as operações e financiamentos à Guiné-Bissau, no seguimento do golpe de Estado de final de novembro, e está a "monitorizar atentamente" a situação no país, disse hoje à Lusa fonte da instituição.

Irão. ONG eleva para pelo menos 3.428 mortos verificados nos protestos.... A Iran Human Rights (IHRNGO) elevou hoje para 3.428 mortes registadas nos protestos que abalam o Irão há mais de duas semanas, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.

Por LUSA 

Em comunicado no seu site, a organização não-governamental (ONG), com sede em Oslo, indicou que a maioria das mortes (3.379) foi registada entre 08 e 12 de janeiro, segundo fontes consultadas do Ministério da Saúde e Educação Médica da República Islâmica, a que somam vários milhares de feridos.

"Este número representa um mínimo absoluto. Novos relatos e testemunhos recebidos pela IHRNGO ilustram ainda mais a dimensão da violência", advertiu a ONG, que, na terça-feira, tinha divulgado um balanço de 734 mortes desde o início dos protestos antigovernamentais, em 28 de dezembro.

A organização afirmou que recebeu "inúmeros relatos de pessoas feridas que foram 'eliminadas', com testemunhas a descreverem que isto ocorreu tanto nas ruas como em instalações médicas".

A IHRNGO alertou para "o risco de execuções em massa de manifestantes após julgamentos espetaculares", apelando mais uma vez à comunidade internacional para que atue de forma "a prevenir as atrocidades e a proteger o povo do Irão" da repressão das autoridades.

"Após o massacre de manifestantes nas ruas nos últimos dias, o poder judicial da República Islâmica está a ameaçar os manifestantes com execuções em grande escala. A comunidade internacional deve levar estas ameaças extremamente a sério", observou Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, citado no comunicado.

A ONG assinalou também que acima de 10 mil pessoas foram detidas desde o início dos protestos, iniciados em Teerão e que se espalharam desde então por mais de 190 cidades em todas as 31 províncias do país.

Do total de 3.428 mortes hoje contabilizadas em 15 províncias, a IHRNGO destacou que estes são apenas os casos verificados diretamente pela organização ou através de duas fontes independentes e corroborados por documentação de hospitais e morgues.

"Fontes do Ministério da Saúde informaram a IHRNGO que, só entre 08 e 12 de janeiro, foram mortas cerca de 3.500 pessoas, incluindo manifestantes e membros das forças de segurança. Como os meios de comunicação estatais já tinham noticiado a morte de pelo menos 121 membros das forças militares, policiais, de segurança e judiciais, isto significa que pelo menos 3.379 manifestantes morreram neste período de cinco dias", referiu.

A organização observou ainda que os relatos apontam para que a maioria dos mortos tinha menos de 30 anos e que pelo menos 15 eram menores.

Os balanços de mortes nos protestos no Irão variam conforme as organizações, mas todos apontam para a ocorrência de uma repressão em grande escala.

A Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), sediada nos Estados Unidos, indicou hoje pelo menos 2.571 mortes, enquanto a Iran International, uma emissora multilingue por satélite com sede em Londres, apontou na terça-feira o número de 12 mil vítimas mortais, "com base nos dados disponíveis e na verificação de informações obtidas de fontes fidedignas, incluindo o Conselho Supremo de Segurança Nacional e o gabinete presidencial".

A estação televisiva norte-americana CBS noticiou na terça-feira, a partir de duas fontes iranianas, que o número pode chegar aos 20 mil.

Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet no país desde a noite de quinta-feira.

A televisão estatal iraniana reconheceu pela primeira vez na terça-feira um elevado número de mortes, afirmando que foram registados "muitos mártires".

Um apresentador leu uma declaração que dizia que "grupos armados e terroristas" levaram o país "a entregar muitos mártires a Deus", embora sem detalhar qualquer número.

O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.

As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem os seus protestos.

Estados Unidos anunciam entrada em vigor da 2.ª fase do plano para Gaza... O enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente anunciou que a entrada em vigor da segunda fase do plano para Gaza, que incluiu a desmilitarização e reconstrução do território palestiniano.

Por LUSA 

Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos para o Médio Oriente, anunciou, esta quarta-feira, que a entrada em vigor da segunda fase do plano para a Faixa de Gaza, que incluiu a desmilitarização e reconstrução do território palestiniano.

"Hoje, em nome do presidente Trump, anunciamos que o início da Fase Dois do Plano de 20 pontos do presidente para acabar com o conflito em Gaza, passando do cessar-fogo à desmilitarização, à tecnocracia e reconstrução", pode ler-se, numa publicação na rede social X (antigo Twitter).

E continua: "A fase dois estabelece um governo palestiniano tecnocrático de transição em Gaza, o Comité Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) e inicia a completa desmilitarização e reconstrução de Gaza, principalmente o desarmamento de todas as pessoas não autorizadas". 

Witkoff referiu também que os "Estados Unidos esperam que o Hamas cumpra plenamente as suas obrigações, incluindo a devolução imediata do último refém morto". "Não fazê-lo trará sérias consequências", avisou.

"Vale ressalvar que a Fase Um entregou ajuda humanitária histórica, manteve o cessar-fogo, devolveu todos os reféns vivos e os restos mortais de 27 dos 28. Estamos profundamente gratos ao Egito, à Turquia e ao Catar pelos seus esforços de mediação indispensáveis que tornaram possível todo o progresso até hoje", concluiu.

Hamas pronto para entregar poder em Gaza

De recordar que o grupo islamita Hamas declarou, na segunda-feira, que os órgãos governamentais sob o seu controlo na Faixa de Gaza estão "totalmente preparados" para entregar o poder a um comité palestiniano independente para governar o território.

Numa mensagem vídeo enviada à agência noticiosa espanhola EFE, Hazem Qasim, porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza, afirmou que foi tomada uma decisão "clara e definitiva" para que as instituições governamentais da Faixa de Gaza transfiram o controlo para o comité, a ser formado na segunda fase da trégua no enclave palestiniano e que se encontra ainda dependente de negociações.

"Esta decisão de entregar o controlo na Faixa de Gaza faz parte da nossa implementação do acordo de cessar-fogo e dá prioridade ao supremo interesse nacional", declarou Qasim no vídeo.

Egito anuncia acordo sobre comité para administrar Faixa de Gaza

O Egito anunciou, esta quarta-feira, um consenso sobre os nomes dos 15 membros do comité tecnocrático palestiniano que irá administrar a Faixa de Gaza, nos termos do plano do Presidente norte-americano, Donald Trump.

"Esperamos que, após este acordo, o comité seja anunciado em breve (...) e posteriormente destacado para a Faixa de Gaza para gerir a vida quotidiana e os serviços essenciais", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros, Badr Abdelatty, após conversações sobre o tema no Cairo.

A formação do comité,  note-se, está prevista no plano de paz de Trump e cuja primeira fase incluiu um cessar-fogo que entrou em vigor em outubro de 2025, após dois anos de guerra entre o grupo extremista Hamas e Israel.

2 milhões de ucranianos evitaram servir no exército e 200 mil desertaram... Dois milhões de ucranianos estão na mira das autoridades por terem evitado a mobilização militar, enquanto mais de 200 mil desertarem após ingressarem no exército, disse hoje o novo ministro da Defesa da Ucrânia.

Por LUSA 

Os dados foram apresentados hoje perante o parlamento por Mykhailo Fedorov, durante o discurso de posse como ministro da Defesa.

A informação destaca a dimensão de um problema que explica em parte a escassez de pessoal que torna as Forças Armadas Ucranianas vulneráveis em algumas áreas da frente de combate.

Homens ucranianos entre os 25 e os 60 anos são obrigados a registar-se para serem chamados e integrarem as fileiras das Forças Armadas, no âmbito da ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022.

Alguns homens desta faixa etária evitam fazê-lo, expondo-se ao risco de serem capturados na rua por patrulhas de recrutadores e sancionados ou até enviados para a frente.

A nomeação de Fedorov foi aprovada hoje pelo parlamento ucraniano, depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter apresentado formalmente a sua candidatura ao cargo na véspera.

No primeiro encontro com Fedorov após a sua nomeação, Zelensky encarregou-o de procurar "soluções sistémicas" para os problemas existentes nos centros de recrutamento, que têm sido acusados de abuso e corrupção.

Zelensky também instruiu o novo ministro a tomar medidas para alcançar "uma distribuição mais justa do pessoal entre as brigadas de combate".

Até agora, Fedorov era ministro da Transformação Digital e substitui Denys Shmygal, que assumirá a pasta da Energia.


Leia Também: Apoio à Ucrânia? Viktor Orbán alerta: "Dinheiro não nasce nas árvores"

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, alertou que a ajuda da União Europeia à Ucrânia "representaria um encargo financeiro" significativo para o país, defendendo que "o dinheiro não nasce nas árvores".