terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Kyiv estima que Rússia está a perder 6 soldados por cada ucraniano morto.... A Ucrânia estima que a Rússia esteja a perder seis soldados por cada militar ucraniano morto no campo de batalha, com perdas médias diárias superiores a 1.000 militares, segundo avaliações das Forças Armadas de Kyiv.

Por LUSA 

"Os russos perdem aproximadamente seis vezes mais soldados do que a Ucrânia. Esta proporção aplica-se especificamente às fatalidades", sublinhou comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, citado pelo portal de notícias ucraniano Euromaidan.

Para Syrskyi, estes números mostram claramente p uporque é que o Kremlin é incapaz de acumular novas forças para um avanço estratégico na frente de batalha, apesar da mobilização em massa, dos incentivos financeiros e da pressão sobre a população.

"As constantes perdas impedem a Rússia de expandir as suas forças, mesmo depois de ter cumprido formalmente os seus planos de mobilização", frisou.

A Rússia divulgou ter cumprido 100% do seu plano de recrutamento militar em 2025, mobilizando 406 mil pessoas, lembrou Syrskyi.

Mas a realidade no campo de batalha conta uma história diferente e as perdas russas durante o mesmo período ultrapassaram os 410.000 ocupantes, indicou.

"Podemos afirmar que mesmo a plena implementação dos seus planos de mobilização não lhes permite aumentar o tamanho das suas forças", enfatizou Syrskyi.

Para os responsáveis militares ucranianos, é pouco provável que a Rússia consiga aumentar o tamanho do seu Exército, apesar dos esforços de mobilização em grande escala e a propaganda do Kremlin.

O número total de tropas de ocupação russas na Ucrânia estabilizou entre os 710.000 e os 711.000 militares, um número que se mantém inalterado há vários meses, segundo Kyiv.

Nos primeiros meses de 2025, o número de tropas russas continuou a crescer entre 7.000 e 9.000 por mês, mas esta tendência diminuiu posteriormente, destacou Kyiv.

Syrskyi referiu ainda que guerra entrou numa fase fundamentalmente nova: "Drones de todos os tipos dominam agora o campo de batalha", apontou.

Segundo Kyiv, não só o número de drones aumentou, como também a sua qualidade melhorou, juntamente com o papel das unidades especializadas em drones.

A Rússia está a formar novos batalhões, regimentos e brigadas, mas a Ucrânia respondeu reforçando as suas forças de sistemas não tripulados (drones), resultando num impacto direto no aumento das perdas russas.

O comandante-chefe ucraniano destacou ainda o lançamento de um sistema de comando ao nível do corpo de Exército, que tornou as forças ucranianas mais controláveis e eficazes no campo de batalha.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.


Leia Também: França diz que não há "provas concretas" de ataque a residência de Putin

Os governos da França e da Alemanha expressaram hoje alarme com as manobras militares desencadeadas pela China nas águas em redor de Taiwan, considerando que aumentam as tensões regionais. 


França diz que não há "provas concretas" de ataque a residência de Putin.... França defendeu hoje que não existem "provas concretas" que corroborem as acusações russas de que uma residência pertencente ao seu Presidente, Vladimir Putin, foi alvo de um ataque ucraniano, imputações que Kyiv negou desde o início.

Por LUSA 

O Palácio do Eliseu (presidência francesa) criticou ainda as versões contraditórias de Moscovo sobre o sucedido, noticiou a agência Efe.

Fontes próximas do presidente francês, Emmanuel Macron, reagiram hoje à polémica sobre o alegado ataque de domingo à noite contra uma residência na região de Novgorod, que, segundo o Kremlin, foi massivo e executado com drones.

As mesmas fontes francesas esclareceram que não tinham reagido antes porque necessitavam de realizar verificações.

Após estas verificações, criticaram as autoridades russas por "dizerem uma coisa e depois o contrário sobre o que realmente aconteceu", particularmente em relação ao número de veículos de ataque e às regiões atingidas.

Além disso, insistiram que "não existem provas concretas que corroborem as graves acusações feitas pelas autoridades russas", depois de terem consultado os aliados de Paris.

"Quando são feitas acusações graves como estas, os factos e a sua verificação são de importância primordial", sublinharam as fontes francesas.

Para o Palácio do Eliseu, o que é "muito real" e "está documentado" são as ofensivas russas na Ucrânia e "as baixas civis na Ucrânia".

A este respeito, salientaram que, desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, 15.000 civis ucranianos morreram e que, durante 2025, a taxa de baixas civis devido aos bombardeamentos russos aumentou 25% em relação a 2024.

O círculo próximo de Macron enfatizou que, enquanto "a Ucrânia e os seus parceiros se comprometeram com um caminho de paz, a Rússia opta por continuar e intensificar a sua guerra contra a Ucrânia".

E, na sua visão, este é "um ato de desafio contra a agenda de paz do Presidente (norte-americano Donald) Trump".

O chefe de Estado norte-americano adiantou na segunda-feira, depois de se reunir com Zelensky na Florida para discutir o seu plano de paz, que Putin lhe tinha dito que uma das suas residências tinha sido atacada.

Trump acreditou nas alegações do Presidente russo e disse que não gostou do sucedido, que estava muito irritado e que "este não é o momento certo para fazer nada disto".

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

Conservador do Registo Civil de Cacheu apela ao Estado para pôr fim a exigências da Embaixada de Portugal

 A.Gomes.   Radio TV Bantaba 

O Conservador Regional do Registo Civil e Notariado da região de Cacheu, com sede em Canchungo, apelou ao Estado da Guiné-Bissau para que ponha cobro às exigências impostas pela Embaixada de Portugal no país relativas à inclusão obrigatória dos nomes dos avós nos registos de nascimento antigos, datados de 1912, 1972 e outros anos, sob pena de rejeição dos documentos.

Em declarações à imprensa, Sori Djocú explicou que essas exigências têm causado constrangimentos aos serviços de registo civil e aos cidadãos, sobretudo no tratamento de documentos históricos que, à época da sua emissão, não obedeciam aos atuais critérios administrativos.

O conservador aproveitou a ocasião para fazer o ponto da situação sobre o novo sistema eletrónico de produção de documentos, recentemente introduzido na Conservatória da região de Cacheu. Segundo Djocú, apesar dos avanços registados, o sistema encontra-se atualmente sob controlo da Universidade de Aveiro, em Portugal, defendendo que o Estado guineense deve assumir o controlo total da plataforma, por se tratar de um instrumento estratégico da administração pública.

Sori Djocú afirmou ainda que a conservatória perspetiva abandonar definitivamente o uso do papel nos próximos cinco anos, sublinhando que os funcionários já dominam plenamente o sistema eletrónico de emissão de documentos.

Entre as vantagens do novo sistema, o responsável destacou a possibilidade de impressão de documentos em qualquer ponto do país, a arrecadação direta das receitas para o cofre do Estado e a redução da necessidade de deslocação de cidadãos de outros setores até à cidade de Canchungo.

Apesar dos progressos, o conservador alertou para algumas dificuldades persistentes, nomeadamente os problemas de fornecimento de energia elétrica em vários Postos de Registo Civil da região de Cacheu, situação que continua a afetar o normal funcionamento.

Declaração preliminar da Missão de Observação da CEDEAO na eleição presidencial de 28 de dezembro de 2025 na Guiné

 














Iémen: Emirados Árabes Unidos anunciam retirada total depois de ultimato... Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje a retirada das forças que mantêm no Iémen, após um ultimato da Arábia Saudita e do Governo iemenita reconhecido internacionalmente devido a acusações de apoio aos separatistas do sul, rejeitadas por Abu Dhabi.

Por LUSA 

O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) num comunicado, divulgado pela agência de notícias estatal WAM, que indicou "a saída das restantes equipas antiterroristas no Iémen por iniciativa própria, de forma a garantir a segurança dos seus membros e em coordenação com as autoridades competentes".

O ministério referiu-se ainda a "desenvolvimentos recentes e as suas potenciais repercussões na segurança e eficácia das operações antiterroristas", mas não avançou a data para a sua retirada.

A Arábia Saudita acusou hoje os EAU de agirem de forma "extremamente perigosa" no Iémen, para justificar ataques a interesses de separatistas neste país apoiados por Abu Dhabi, que já rejeitou as acusações.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou ataques contra um carregamento de armas alegadamente para separatistas do sul, no porto de Al-Mukalla, capital da província de Hadramawt, recentemente tomada pelo Conselho de Transição do Sul, no Iémen.

Esta organização separatista reagiu ao ultimato de Riade, declarando apoiar a presença dos Emirados Árabes Unidos no Iémen.

O confronto ameaçou abrir uma nova frente na guerra que já dura há uma década no Iémen, o país mais pobre do mundo árabe.

Embora a Arábia Saudita e os EAU, vizinhos na península arábica, tenham vindo a aumentar a sua rivalidade quer em termos económicos quer de política regional, particularmente na zona do Mar Vermelho, os ataques aéreos e o ultimato de hoje foi o confronto mais sério entre os dois países das últimas décadas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU negou ter enviado armas, mas reconheceu ter enviado veículos "para serem utilizados pelas forças dos Emirados Árabes Unidos que operam no Iémen", garantindo que a Arábia Saudita soube do carregamento com antecedência.

O ministério apelou, no entanto, "aos mais altos níveis de coordenação, contenção e sabedoria, tendo em conta os desafios e ameaças à segurança".

O Iémen, na extremidade sul da península arábica, ao largo da costa oriental de África, faz fronteira com o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.

A guerra no país já matou mais de 150.000 pessoas, incluindo civis, e criou um dos piores desastres humanitários do mundo.

Com os Huthis a controlar o norte e o Conselho de Transição no sul, o país enfrenta um perigo de desintegração. O Iémen apenas é unificado desde 1990, e conta com dois governos nacionais rivais: o Conselho de Liderança Principal e o Conselho Político Supremo, liderado pelos Huthis, apoiados pelo Irão.

Israel reafirma direito de reconhecer Somalilândia... Israel defendeu hoje a sua decisão de reconhecer a Somalilândia como um Estado soberano, argumentando que ninguém pode questionar a sua política externa e que muitos países fizeram o mesmo com a Palestina.

Por LUSA 

"Os outros países têm permissão para reconhecer um Estado que não existe. Israel não tem o direito de reconhecer um Estado de facto", lamentou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, na rede social X.

Na sua mensagem, o chefe da diplomacia de Telavive avisou que "ninguém decidirá por Israel" a respeito das suas relações diplomáticas".

Israel anunciou na sexta-feira o reconhecimento oficial da Somalilândia, uma decisão inédita para esta autoproclamada república que se separou da Somália em 1991.

A medida recolheu fortes críticas da União Africana, do Egito e da União Europeia, entre outros protagonistas internacionais, que defendem a soberania da Somália, devastada pela guerra civil e pelo terrorismo.

No entanto, Israel recebeu o apoio dos Estados Unidos, ainda que o Presidente norte-americano, Donald Trump, descarte para já adotar uma medida semelhante.

A representante adjunta dos Estados Unidos na ONU defendeu o aliado israelita na segunda-feira, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

"Vários países, incluindo membros deste Conselho, decidiram unilateralmente reconhecer um Estado Palestiniano que não existe, e nenhuma reunião de emergência do Conselho foi solicitada", argumentou Tammy Bruce, acusando os seus colegas de "dois pesos e duas medidas".

Em setembro passado, uma dezena de países ocidentais, incluindo potências com influência no Médio Oriente como o Reino Unido e a França, mas também o Canadá, a Austrália e Portugal, reconheceram o Estado Palestiniano, juntando-se a cerca de outros 150 que já o tinham feito.

Esta vaga de reconhecimentos diplomáticos gerou uma forte de condenação de Israel, que tem promovido o aumento da sua ocupação na Cisjordânia, ao mesmo tempo que combatia o grupo islamita Hamas na Faixa de Gaza, onde vigora um cessar-fogo desde 10 de outubro.

A Somalilândia, por sua vez, procurava em vão validação internacional até ao recente anúncio israelita.

Situada no Corno de África, a região norte da Somalilândia faz fronteira com o Iémen, do outro lado do Golfo de Áden e do Estreito de Bab-el-Mandeb, numa das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, que liga o Oceano Índico ao Canal do Suez.


Leia Também: Israel anuncia suspensão de 25 organizações em Gaza a partir de janeiro

Israel anunciou hoje que vai suspender mais de duas dezenas de organizações humanitárias por não cumprirem as novas regras para avaliar organizações internacionais a operar na Faixa de Gaza.


A cerimónia de tomada de posse do Secretário de Estado do Tesouro, Mamadu Baldé, decorreu no Palácio da República.

 

Governo aprova OGE para 2026: Sob a presidência do Presidente da República de Transição, Major-General Horta N’ta-A, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico de 2026, que integra o Programa de Investimento Público.

O orçamento prevê uma receita global de 530.689 biliões de francos CFA, com despesas do mesmo montante, registando um défice global de 79.780 biliões de francos CFA. 

Foi igualmente aprovado o Programa de Investimento Público, avaliado em 83.200 biliões de francos CFA.

O Presidente de Transiçâo apelou ainda à preparação adequada da Campanha de Comercialização da Castanha de Caju e ao abastecimento do mercado nacional com produtos da primeira necessidade, sem aumento nem especulação de preços.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede dispensa de serviço aos trabalhadores da Administração do Estado no dia 31 de dezembro de 2025 e declara Feriado Nacional no dia 01 de Janeiro de 2026

A dispensa de serviço terá lugar na quarta-feira, [31.12] e o Feriado Nacional na quinta-feira, [01.01] em virtude das festividades de entrada do Novo Ano.


‼️Detido cidadão que agrediu sexualmente uma menina e expõs os vídeos nas redes sociais em Angola

Por M.D.A

O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção de Combate aos Crimes Contra as Pessoas, no seguimento de uma aturada investigação, deteve no dia 26 de Dezembro, um cidadão nacional, de 26 anos de idade, por factos que configuram crimes de Agressão Sexual com penetracção, Ameaças, Devassa da vida privada e contágio de doença sexualmente transmissível, em que foi vítima uma jovem de 21 anos de idade.

O crime cujo o vídeo se tornou viral nas redes sociais, onde um elemento com uma garrafa de cerveja nas mãos molestava uma cidadã, ocorreu no bairro dos Ramiros,  município de Belas, na província de Luanda, onde o acusado atraiu a vítima até uma obra abandonada, próximo uma praia onde conviviam, submeteu a mesma ao acto sexual forçado. 

Referir que o cidadão foi detido no momento em que voltou a contactar a vítima,  propondo-lhe a gravação de um vídeo na casa de um dos seus familiares para fazer passar como noivos alegando que o vídeo íntimo vazou sem anuência deles.

China critica venda recorde de armas dos EUA a Taiwan... Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China criticou esta segunda-feira a venda recorde de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, no segundo dia de exercícios militares chineses em torno da ilha.

Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa, durante um evento diplomático de fim de ano, em Pequim.

"Face às provocações contínuas das forças pró-independência de Taiwan e à venda de armamento em larga escala por parte dos EUA, devemos opor-nos com determinação e responder com firmeza", afirmou Wang, num balanço da política externa chinesa ao longo de 2025.

Wang reiterou o objetivo da China de alcançar a "reunificação completa" com Taiwan, ilha com governo autónomo desde 1949, mas cuja soberania é reclamada por Pequim.

O Governo de Taipé alega que Taiwan nunca fez parte da China comunista e que as pretensões de soberania chinesas são ilegítimas.

O pacote militar norte-americano, anunciado este mês pelo Departamento de Estado dos EUA, está avaliado em mais de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) e representa a maior venda de armamento norte-americana a Taiwan até à data. Inclui mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), sistemas de artilharia e 'software' militar.

As leis norte-americanas obrigam Washington a fornecer a Taiwan meios para a sua defesa. O Presidente norte-americano, Donald Trump, intensificou a pressão para que Taipé aumente as compras de armamento aos EUA, chegando a sugerir que a ilha deveria gastar até 10% do seu Produto Interno Bruto na Defesa.

Em resposta à venda, a China lançou dois dias de exercícios militares em torno de Taiwan, a partir de segunda-feira. Os exercícios são também vistos como uma mensagem dirigida à nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que, no mês passado, inflamou os ânimos em Pequim ao sugerir uma possível intervenção militar japonesa em caso de conflito no estreito de Taiwan.

"O Japão, que lançou a guerra de agressão contra a China, não só falha em refletir profundamente sobre os vários crimes cometidos, como os seus líderes atuais desafiam abertamente a soberania territorial da China, as conclusões históricas da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra", disse Wang Yi, alertando que a China "deve manter-se altamente vigilante perante o ressurgimento do militarismo japonês".

As guerras no Médio Oriente e na Ucrânia

No discurso de balanço anual da diplomacia chinesa, Wang abordou ainda a guerra na Faixa de Gaza, saudando os esforços internacionais para alcançar um cessar-fogo, mas afirmando que é preciso fazer mais.

"O mundo ainda deve justiça à Palestina", disse o chefe da diplomacia chinesa.

"A questão palestiniana não pode voltar a ser marginalizada e a causa do povo palestiniano pelos seus direitos legítimos e democráticos não pode terminar em vão", frisou.

A China mantém boas relações com Israel e com a Autoridade Palestiniana e apoia a solução de dois Estados, sob a qual Israel e Palestina existiriam como Estados independentes.

Wang reafirmou também o objetivo de Pequim de facilitar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Embora afirme manter uma posição imparcial, a China tem demonstrado apoio a Moscovo através de visitas de alto nível e exercícios militares conjuntos.

Esta semana, Wang também mediou conversações entre os chefes da diplomacia da Tailândia e do Camboja, que afirmaram que os encontros ajudaram a consolidar o cessar-fogo entre os dois vizinhos, após meses de confrontos fronteiriços.

As reuniões foram mais um exemplo da tentativa da China de reforçar o seu papel como mediador internacional e ampliar a sua influência em crises regionais na Ásia.

Ao consolidar-se como uma potência económica e política global, Pequim tem procurado há mais de uma década aumentar a sua influência diplomática como terceira parte em negociações multilaterais.

Iémen declara estado de emergência após ataques da Arábia Saudita... O chefe do Conselho Presidencial do Iémen, Rashad al-Alimi, declarou hoje o estado de emergência no país durante três meses e cancelou o pacto de defesa com os Emirados Árabes Unidos.

Por LUSA 

"O acordo de defesa mútua com os Emirados Árabes Unidos está cancelado", informou a agência de notícias oficial iemenita Saba, que citou ainda um decreto que estipula um estado de emergência de 90 dias.

O Governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita impôs ainda uma proibição de 72 horas a todas as passagens fronteiriças em território sob o seu controlo, bem como a entrada em aeroportos e portos marítimos, exceto os autorizados pela coligação liderada por Riade.

Al-Alimi justificou a decisão com a "necessidade de confrontar o golpe de Estado que tem vindo a ocorrer desde 2014", referindo-se aos rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão.

Um conflito eclodiu em 2014 entre o Governo e os seus aliados, incluindo o STC, por um lado, e os Huthis, por outro, resultando em centenas de milhares de mortes, na fragmentação do país e numa das piores crises humanitárias do mundo.

Um acordo de cessar-fogo alcançado em 2022 tem sido amplamente respeitado.

Uma coligação liderada pela Arábia Saudita, rival do Irão, foi formada em 2015 para apoiar o Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Al-Alimi mencionou ainda "conflitos internos instigados por elementos militares rebeldes que receberam ordens dos Emirados Árabes Unidos para lançar uma ofensiva militar contra as províncias orientais com o objetivo de dividir a República do Iémen".

A medida segue-se a ataques aéreos da coligação contra um porto no Iémen, que visaram veículos blindados e armas para a força separatista conhecida como Conselho de Transição do Sul (CTS, na sigla em inglês).

O CTS é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, que ainda não se pronunciaram sobre o ataque.

"A força aérea da coligação realizou esta manhã uma operação militar limitada, visando as armas e os veículos de combate que tinham sido descarregados dos dois navios no porto de al-Mukalla", informou a agência de notícias oficial saudita SPA.

A notícia, que cita um comunicado militar, justifica a ação com "os riscos e à escalada representados por estas armas, que ameaçam a segurança e a estabilidade".

A nota diz que o armamento chegou ao Iémen em navios vindos de Fujairah, cidade portuária na costa leste dos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos não fizeram até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

Não ficou claro se houve vítimas no ataque. Os militares sauditas disseram que realizaram o ataque durante a noite para garantir que "nenhum dano colateral ocorria".

O porta-voz da coligação afirmou que as entregas constituíram uma "clara violação" dos esforços de desescalada e uma infração à Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU.

Turki al-Maliki disse que os carregamentos têm como objetivo "alimentar o conflito" nas províncias orientais de Hadramawt e Al Mahra, no Iémen, onde os separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos detêm o poder.

A coligação avisou no sábado que iria retaliar contra qualquer ação militar dos separatistas no Iémen, pedindo-lhes que se retirassem "de forma pacífica" das províncias recentemente conquistadas.

O STC tomou grandes extensões de território nas últimas semanas, particularmente em Hadramawt, sem encontrar resistência significativa.

Os separatistas pretendem restabelecer um Estado no sul do Iémen, onde uma república democrática e popular foi independente entre 1967 e 1990.

Neste contexto tenso, o Governo iemenita reconhecido internacionalmente pediu na sexta-feira apoio da coligação militar liderada pela Arábia Saudita.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, apelou à moderação na sexta-feira, evitando tomar partido entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois parceiros-chave de Washington.

As novas tensões podem destabilizar ainda mais o Iémen, o país mais pobre da Península Arábica.


Uma coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que atacou carregamentos de armas e veículos num porto do Iémen, descarregados de navios vindos dos Emirados Árabes Unidos.


Japão regista recorde de incursões chinesas nas águas próximas das ilhas Senkaku... Notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan

Por CNN/Agência Lusa

A Guarda Costeira do Japão detetou navios chineses nas imediações das ilhas Senkaku durante 356 dias ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde anual, noticiou esta terça-feira o jornal nipónico Asahi, citando dados oficiais.

As embarcações foram observadas na chamada "zona contígua" às águas territoriais japonesas, de acordo com os registos mensais divulgados pela Guarda Costeira do Japão. A marca supera em um dia o anterior recorde, registado em 2024, segundo a agência noticiosa Kyodo.

A notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan. Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que um eventual ataque chinês à ilha autogovernada poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas, em apoio aos Estados Unidos.

As declarações provocaram uma reação negativa de Pequim, que apelou aos cidadãos chineses para evitarem viagens ao arquipélago japonês e impôs restrições à importação de produtos do mar do Japão.

Segundo o Asahi, além da presença constante na zona contígua, os navios chineses chegaram por várias vezes a entrar nas águas territoriais japonesas.

Em março, um navio da Guarda Costeira chinesa permaneceu 92 horas nessas águas, estabelecendo um novo recorde de permanência. Em maio, um helicóptero chinês violou o espaço aéreo japonês após descolar de um navio localizado dentro do território marítimo japonês, no primeiro incidente do género registado.

A Guarda Costeira chinesa expulsou ainda, no início de dezembro, um barco de pesca japonês que alegadamente entrou de forma ilegal em águas próximas às ilhas disputadas.

As ilhas Senkaku – conhecidas como Diaoyu na China – são administradas pelo Japão desde 2012, mas reivindicadas por Pequim e por Taipé. O litígio intensificou-se após a nacionalização, por parte de Tóquio, de três das ilhas em setembro de 2012.

Situado no mar do Leste da China, o arquipélago não é habitado, mas tem grande importância geoestratégica e acredita-se que nas suas águas possam existir reservas significativas de gás e petróleo. As Senkaku localizam-se a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, que também reclama soberania sobre as ilhas.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

"Se Hamas não se desarmar, pagará um preço elevado", promete Trump... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje voltar a atacar o Irão, caso este país relance o programa nuclear, e punir o Hamas por recusar desarmar-se, após um encontro com o primeiro-ministro israelita, com quem trocou elogios.

Por  LUSA 29/12/2025

Numa conferência de imprensa após receber na sua residência de Mar-a-Lago, estado da Florida (sul) o chefe do governo de Israel, Benjamin Netanyahu, Trump insistiu que o Hamas tem de desarmar-se, como estipula a segunda fase do plano de paz para Gaza, e que o movimento islamita palestiniano pagará "um preço elevado" se não o fizer. 

"Se não se desarmarem como se comprometeram a fazer, uma vez que concordaram em fazê-lo, pagarão um preço elevado. E não queremos que chegue a esse ponto... Devem desarmar-se num prazo relativamente curto", declarou Trump, acerca daquele que foi um dos temas centrais da conversa com Netanyahu. 

"Estou preocupado com o que outros atores estão a fazer, ou talvez a deixar de fazer. Mas, no que diz respeito a Israel, não estou preocupado: cumpriram o plano", acrescentou o presidente norte-americano, após o quinto encontro este ano com o dirigente israelita. 

A próxima fase do plano para Gaza ainda não começou devido a divergências substanciais, incluindo o desarmamento do movimento islamita, a retirada das forças israelitas da Faixa de Gaza e a definição de um modelo de governação interina para o enclave palestiniano após o conflito. 

Poucas horas antes do encontro, as Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do Hamas, declararam que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza. 

Além do Hamas, apoiado pelo Irão, Trump deixou também avisos diretos ao regime iraniano, face a alegadas indicações de relançamento do seu programa nuclear, visado por Washington e Israel em junho, naquela que ficou conhecida como a guerra de 12 dias.

Trump ameaça Irão, caso programa nuclear seja relançado

"Se for confirmado [o relançamento do programa nuclear], eles [Irão] sabem as consequências, e as consequências serão muito fortes, talvez mais fortes do que da última vez", disse Trump. 

O Irão insiste que já não está a enriquecer urânio em nenhum local do país, tentando sinalizar aos países ocidentais que continua aberto a possíveis negociações sobre o seu programa nuclear.  

A conferência de imprensa em Mar-a-Lago foi repleta de elogios mútuos entre os dois líderes - que segundo as agências internacionais duraram cerca de 20 minutos - e Netanyahu anunciou a entrega de um prémio a Trump, como já vem sendo habitual entre os visitantes do presidente norte-americano.

Trump vai receber Prémio da Paz de Israel 

Trata-se, afirmou Netanyahu, do Prémio Israel, que "em quase 80 anos nunca foi atribuído a um não israelita". 

Com o líder israelita, a agradecer a Trump a ajuda "inestimável" no contexto dos ataques do Hamas contra o seu país há 2 anos e da consequente invasão de Gaza para subjugar o movimento palestiniano, o Presidente norte-americano defendeu que Israel "talvez já não existisse" se não fosse Netanyahu. 

Benjamin Netanyahu chegou no domingo aos Estados Unidos para aquele que é o seu quinto encontro, este ano, com o Presidente norte-americano. 

Na conclusão do encontro, Trump foi ainda questionado sobre as manobras militares chinesas em torno da ilha de Taiwan, que Pequim já ameaçou tomar pela força, declarando não acreditar que o seu homólogo Xi Jinping ordenasse uma invasão. 

"Não creio que ele o faça", disse aos jornalistas, referindo-se ao presidente chinês. 

Questionado também se estava preocupado com os exercícios iniciados na segunda-feira pela China para simular um bloqueio dos portos de Taiwan, o Presidente norte-americano rejeitou: "Não, nada me preocupa". 

Esta manhã (hora local), Pequim anunciou a realização de exercícios militares de larga escala em torno de Taiwan, com o objetivo declarado de aplicar um "severo castigo" às "forças separatistas" da ilha.

Taiwan, ou oficialmente República da China, é governado autonomamente desde 1949, possui Forças Armadas próprias e um sistema político, económico e social distinto da República Popular da China, destacando-se como uma das democracias mais desenvolvidas da Ásia.

Pequim considera, no entanto, Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e tem vindo a intensificar, nos últimos anos, a campanha de pressão sobre a ilha com vista à "reunificação nacional" - objetivo central do plano de longo prazo do presidente chinês, Xi Jinping, para alcançar "o rejuvenescimento" da nação chinesa.


As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do grupo islamita Hamas, declararam hoje que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza.


O parlamento israelita aprovou hoje a lei que proíbe o fornecimento de eletricidade ou água a instalações da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA).

Hamas insiste que não entregará armas se "ocupação israelita" continuar... As Brigadas Ezzedine al-Qassam, braço militar do grupo islamita Hamas, declararam hoje que não tencionam entregar as armas "enquanto persistir a ocupação israelita" e reafirmaram o "direito inerente" de responder a alegadas violações do cessar-fogo em Gaza.

Por LUSA 

A mensagem divulgada nas redes sociais por Abu Obeida, o novo porta-voz das milícias palestinianas, surge no mesmo dia do encontro do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, em Palm Beach (Florida), nos Estados Unidos, para discutir a segunda fase da trégua na Faixa de Gaza.

O nosso povo está a defender-se e não entregará as suas armas enquanto a ocupação persistir. Não se renderá, nem mesmo se tiver de lutar com unhas e dentes", afirmou o porta-voz, que adotou o mesmo nome de guerra do seu antecessor, eliminado por Israel em agosto mas cuja morte só hoje foi confirmada pelo Hamas.

Na sua declaração, Abu Obeida instou os envolvidos no cessar-fogo a trabalharem para privar Israel das suas armas que disse serem usadas para exterminar os habitantes da Palestina e contra outros países da região, "em vez de se preocuparem com as armas ligeiras dos palestinianos".

Abu Obeida aludia às negociações das próximas etapas do cessar-fogo, em vigor no território desde 10 de outubro, que preveem a continuação da retirada israelita e o desarmamento do Hamas, bem como o seu afastamento da gestão do enclave, que passaria a ser assumida por um "conselho da paz" liderado por Trump, e ainda o destacamento de uma força militar internacional.

As Brigadas al-Qassam reforçaram hoje que Israel está a expulsar palestinianos dos campos de refugiados na Cisjordânia, a par da condenação aos atos de violência dos colonos judeus, que dizem corresponder à intenção do Governo de Netanyahu de "concluir o projeto de anexação" dos territórios ocupados.

A mensagem elogiou por outro lado o comportamento dos "bravos" combatentes palestinianos que permaneceram escondidos na zona de Rafah, no sul da Faixa Gaza, que é totalmente controlada por Israel.

Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, estes homens têm saído dos seus esconderijos "sem se renderem", destacou o porta-voz, pedindo a países como o Iémen, Líbano, Iraque e Irão, bem como à Jordânia, que "ajudem Gaza" após mais de dois meses de cessar-fogo.

"Embora o som dos tiros tenha diminuído, Gaza continua a sofrer imenso. É vosso dever prestar auxílio e aliviar o sofrimento da população, e vocês são capazes de o fazer", apelou.

Na mensagem em vídeo, as Brigadas al-Qassam confirmaram hoje as mortes na Faixa de Gaza de Mohammed Sinwar, antigo líder do grupo islamita palestiniano, e do ex-porta-voz Abu Obeida, reivindicadas por Israel há vários meses.

Em maio, as autoridades israelitas alegaram que tinham eliminado Mohammed Sinwar e, três meses mais tarde, fizeram o mesmo em relação a Abu Obeida, sem que o Hamas confirmasse oficialmente as mortes dos dois dirigentes até agora, a que se adicionaram também os nomes de outros destacados elementos.

"Da terra de Gaza, palco de orgulho e desafio, que morre de pé, recusando-se a ajoelhar-se ou a baixar a sua bandeira, convocamos os filhos e filhas da nossa nação a virem ajudar Gaza", insistiu o novo porta-voz, descrevendo uma população "abandonada perante a aniquilação" às mãos de Israel.

No âmbito do cessar-fogo promovido pelos Estados Unidos com apoio da comunidade internacional, Israel e Hamas comprometeram-se com trocas de prisioneiros e reféns, retirada parcial das forças israelitas da Faixa de Gaza e acesso de ajuda humanitária ao enclave.

Israel tem-se porém recusado a avançar para as próximas fases do acordo proposto por Washington enquanto não recuperar o último corpo da lista de 28 reféns mortos a devolver pelo Hamas, depois da entrega dos 20 vivos logo nas primeiras horas do entendimento e de 27 mortos desde então.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderado pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala na Faixa de Gaza, que provocou mais de 70 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação forçada de centenas de milhares de pessoas.


Leia Também: Em chamada com Trump, Putin ameaça rever entendimentos após ataque

Segundo a porta-voz da Casa Branca, tratou-se da segunda chamada telefónica entre os dois líderes em 24 horas, depois de uma primeira conversa considerada "boa e muito produtiva".



Leia Também: EUA destruíram "grande instalação" de narcotráfico da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou que o exército norte-americano destruiu na semana passada uma "grande instalação" usada por uma rede de narcotráfico controlada pela Venezuela, sem esclarecer se o ataque ocorreu em território venezuelano


.

Rússia acusa Ucrânia de tentar atacar residência de Putin (Zelensky nega).... Moscovo acusa Kyiv de ter ter tentado atacar a residência presidencial russa em Novgorod na noite de domingo para segunda-feira. Volodymyr Zelensky negou de imediato e disse que se tratava das "típicas mentiras russas". Donald Trump já falou com Putin.

Por noticiasaominuto.com 

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov, acusou, esta segunda-feira, a Ucrânia de tentar atacar a residência do presidente russo, Vladimir Putin.

"Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista e, para isso, utilizou 91 drones de longo alcance contra a residência presidencial russa na região de Novgorod", disse aos jornalistas, citado pela Interfax.

Segundo a mesma agência de notícias, Lavrov disse ainda que a "posição de negociação da Rússia será revista à luz da tentativa de Kyiv de atacar a residência presidencial russa."

Mas para além de deixar o aviso de que a posição de Moscovo pode mudar, alertou: "Tais ações imprudentes não vão ficar sem resposta."

Zelensky nega ataque: "Típicas mentiras russas"

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já desmentiu que Kyiv tenha tentado atacar a residência, localizada na região de Novgorod, começando por escrever numa publicação partilhada na rede social X (antigo Twitter): "A Rússia está agir novamente e a fazer declarações perigosas para minar todas as conquistas de nossos esforços diplomáticos conjuntos com a equipa do presidente Trump. Continuamos a trabalhar juntos para trazer a paz."

"Esta suposta história do 'ataque à residência' é uma completa invenção destinada a justificar ataques adicionais contra a Ucrânia, incluindo Kyiv - assim como a própria recusa da Rússia em tomar as medidas necessárias para pôr fim à guerra. Típicas mentiras russas", continuou, dando conta de que o país que preside não está a tomar medidas que possam minar a diplomacia: "Pelo contrário, a Rússia toma sempre essas medidas. Esta é uma das muitas diferenças entre nós. É crucial que o mundo não se cale agora. Não podemos permitir que a Rússia prejudique o trabalho para alcançar uma paz duradoura."

Já a porta-voz da Casa Branca recorreu também ao X (antigo Twitter) para dar conta de que o presidente dos EUA, Donald Trump, e Putin falaram. "O presidente Trump concluiu uma conversa telefónica positiva com o presidente Putin sobre a Ucrânia", escreveu Karoline Leavitt.

Recorde-se que Zelensky esteve reunido com Trump no domingo, numa reunião na Florida. Em cima da mesa esteve a discussão sobre o plano de paz para a Ucrânia. Em conferência de imprensa Trump acabou por dizer que se estava a chegar "muito perto" de um plano a ser aceite por todos os lados envolvidos e Zelensky referiu que "as garantias de segurança são um ponto fundamental para alcançar uma paz duradoura".

Anthony Joshua envolvido em acidente que causou duas mortes... Veículo onde seguia Anthony Joshua, antigo campeão do mundo de boxe, terá colidido com um camião que estava parado, numa das mais movimentadas autoestradas da Nigéria, num episódio que provocou duas vítimas mortais.

Por LUSA 

Anthony Joshua, 'lenda viva' do boxe mundial, viu-se, ao final da manhã desta segunda-feira, envolvido num aparatoso acidente de viação, em Makun, cidade situada no estado nigeriano de Ogun, que provocou duas vítimas mortais, de acordo com informações adiantadas pelo portal local Punch.

O antigo campeão do mundo de boxe, pode ler-se, seguia a bordo de um SUV da marca Lexus, numa das autoestradas mais movimentadas do país, que une Lagos a Ibadan, por volta das 11h00 locais (10h00 de Portugal Continental), quando este embateu violentamente num camião que estaria parado, sob circunstâncias que permanecem por apurar.

Os dois óbitos foram declaradas no local, ao passo que o pugilista de 36 anos de idade sofreu apenas ferimentos ligeiros. Adeniyi Orojo, repórter da publicação que acabou por participar na operação de socorro, relatou, ao detalhe, o cenário com o qual se deparou, assim que chegou ao referido local.

"Era um comboio formado por dois veículos, um SUV Lexus e um SUV Pajero. Joshua estava sentado atrás do condutor, com outra pessoa sentada ao seu lado. Também havia um passageiro sentado ao lado do condutor, totalizando quatro ocupantes do Lexus que colidiu. A equipa de segurança dele estava no veículo que seguia atrás, antes do acidente", afirmou.

"Outras testemunhas oculares e eu demos início à operação de socorro, e pedimos auxílio a veículos que passavam pelo local. Uns poucos minutos depois do embate, agentes da Força Federal de Segurança na Estrada chegaram. O passageiro sentado ao lado do condutor e a pessoa que seguia ao lado de Joshua morreram no local", completou.

Esta tragédia ocorreu menos de duas semanas depois de Anthony Joshua ter levado de vencida Jake Paul, por KO (com um soco que acabou por fraturar-lhe o maxilar), ao cabo de seis assaltos, num combate realizado em Kaseya Center, em Miami, no estado norte-americano da Flórida.

Campeão de currículo invejável

Natural de Watford em Inglaterra, com ascendência nigeriana, Anthony Joshua é um dos nomes mais consagrados do boxe mundial, na última década, tendo detido o título de campeão de peso-pesado por duas vezes ao longo da carreira, entre 2017 e 2019, e, mais recentemente, entre 2019 e 2021.

No currículo, o pugilista conta, ainda, com uma medalha de ouro, nos Jogos Olímpicos de 2012, realizados em Londres, na categoria de +91 kg. Ao longo da carreira, participou num total de 33 combates oficiais, ao cabo dos quais somou 29 vitórias (26 das quais através de KO) e apenas quatro derrotas.

No tão badalado combate com Jake Paul, transmitido para todo o mundo pela plataforma de 'streaming' Netflix, Anthony Joshua terá recebido um prémio de perto de 80 milhões de euros brutos (que sofreu um 'corte' significativo, visto que terá de pagar impostos, quer nos Estados Unidos da América, quer no Reino Unido), ainda que este tenha durado apenas 989 segundos.

Nos últimos dias, especulou-se com a possibilidade de a estrela do boxe vir a participar num novo combate, desta feita, com Francis Ngannou, lutador de MMA franco-camaronês.

Zelensky pede tropas internacionais para dissuadir Russia... O Presidente ucraniano afirmou hoje que o envio de tropas estrangeiras para o país seria garantia de segurança necessária e real para dissuadir a Rússia de novos ataques.

Por LUSA 

"Para ser honesto, sim. Acredito que a presença de tropas internacionais constitui uma garantia de segurança real, um reforço das garantias de segurança que os nossos parceiros já nos oferecem", disse Volodymyr Zelensky, em conferência de imprensa via Internet.

O líder ucraniano declarou ainda que os bombardeamentos constantes da Ucrânia pela Federação Russa, não condizem com a retórica "retórica supostamente pacífica" que o Presidente russo, Vladimir Putin, tem usado enquanto negoceia com o chefe de Estado norte-americano, Donald Trump.

"Por um lado, diz ao Presidente dos Estados Unidos que quer acabar com a guerra. Por outro lado, comunica abertamente que quer continuar a guerra. Ataca-nos com mísseis, fala abertamente sobre isso, comemora a destruição das infraestruturas civis e dá instruções aos generais sobre onde avançar (...). Essas ações não correspondem à retórica supostamente pacífica que [Putin] usa nas conversas" com Trump, salientou.

Zelensky esclareceu também que o funcionamento da central nuclear de Zaporijia, no sul da Ucrânia, e as questões territoriais continuam por resolver no plano para o fim da guerra.

"Duas questões permanecem: a central nuclear de Zaporijia - como vai funcionar? - e o problema territorial. Essas são as duas questões que ainda constam no documento de 20 pontos", afirmou.

Os EUA ofereceram à Ucrânia "garantias de segurança sólidas" contra a invasora Rússia por um período de 15 anos, renovável, disse também o presidente ucraniano.

Zelensky acrescentou ter pedido a Trump, no encontro de domingo, na Florida (sudeste dos EUA), um prazo mais longo.

No domingo, Trump anunciou que Rússia e Ucrânia concordaram negociar através de um grupo de trabalho, formado pelos principais colaboradores, para finalizar um acordo de paz "nas próximas semanas".

"A Ucrânia vai contribuir com algumas pessoas muito boas", disse em conferência de imprensa o líder dos EUA, no final do encontro com Zelensky.

Trump acrescentou que, numa ligação telefónica anterior, com Putin, obteve a aceitação do Kremlin para esta mediação.

Rússia e Ucrânia estão em guerra há quase quatro anos, depois de as tropas russas terem invadido território ucraniano, em 24 de fevereiro de 2022.


Leia Também: Rússia promete apoiar China numa eventual crise no estreito de Taiwan

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia declarou hoje que Moscovo prestará apoio à China numa eventual escalada no estreito de Taiwan, no âmbito do tratado bilateral entre os dois países.