A.Gomes. Radio TV Bantaba
O Conservador Regional do Registo Civil e Notariado da região de Cacheu, com sede em Canchungo, apelou ao Estado da Guiné-Bissau para que ponha cobro às exigências impostas pela Embaixada de Portugal no país relativas à inclusão obrigatória dos nomes dos avós nos registos de nascimento antigos, datados de 1912, 1972 e outros anos, sob pena de rejeição dos documentos.
Em declarações à imprensa, Sori Djocú explicou que essas exigências têm causado constrangimentos aos serviços de registo civil e aos cidadãos, sobretudo no tratamento de documentos históricos que, à época da sua emissão, não obedeciam aos atuais critérios administrativos.
O conservador aproveitou a ocasião para fazer o ponto da situação sobre o novo sistema eletrónico de produção de documentos, recentemente introduzido na Conservatória da região de Cacheu. Segundo Djocú, apesar dos avanços registados, o sistema encontra-se atualmente sob controlo da Universidade de Aveiro, em Portugal, defendendo que o Estado guineense deve assumir o controlo total da plataforma, por se tratar de um instrumento estratégico da administração pública.
Sori Djocú afirmou ainda que a conservatória perspetiva abandonar definitivamente o uso do papel nos próximos cinco anos, sublinhando que os funcionários já dominam plenamente o sistema eletrónico de emissão de documentos.
Entre as vantagens do novo sistema, o responsável destacou a possibilidade de impressão de documentos em qualquer ponto do país, a arrecadação direta das receitas para o cofre do Estado e a redução da necessidade de deslocação de cidadãos de outros setores até à cidade de Canchungo.
Apesar dos progressos, o conservador alertou para algumas dificuldades persistentes, nomeadamente os problemas de fornecimento de energia elétrica em vários Postos de Registo Civil da região de Cacheu, situação que continua a afetar o normal funcionamento.

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